quinta-feira, janeiro 31, 2019

Nunca/Nada/Ninguém

A agência onde eu trabalho fica em um dos bairros mais seletos de São Paulo. O shopping que construíram ao lado do prédio é tão elitista que não tem entrada pra pedestre, só pra carro. Ryco não anda a pé. 
Nos apartamentos de luxo acima do shopping, vivem celebridades como Luciana Gimenez e Kaká.
Da janela da copa do meu prédio, é possível ver as dezenas de mansões que assombram o local, muitas delas exatamente iguais.
Enquanto eu tomo café, mordisco uma paçoca, dou pros meus olhos uma trégua do computador, e começo a divagar.
Quase todas essas mansões tem piscina, onde nunca nada ninguém.
Nas janelas dessas casas, as únicas pessoas que eu vejo (ao menos das 10h as 19h) são as faxineiras, os seguranças e os empregados.
As crianças provavelmente estão na escola, as mães nas massagistas ou nas lojas do shopping comprando relógios de trinta mil reais. 
Os maridos, trabalhando.
Trabalhando pra manter uma casa vazia. 
Pra conservar a piscina limpa.
Pra pagar os empregados.
Acordando cedo pra fazer o mundo girar.
Fazendo serão até tarde pra que ninguém possa ouvi-los gritar.
Entulhando suas mansões xerocadas de outras pequenas cópias: iPhones, AirFryers, travesseiros da NASA.
Tudo comprado online. 
Quem tem dinheiro não tem tempo de ir a nenhum lugar.
Cabelos grisalhos dirigindo carros cinzentos nas ruas prateadas de uma cidade pálida. 
Enrolando até a hora de ir embora chegar, 
Seguimos trabalhando até nossa hora de ir embora chegar.

terça-feira, janeiro 29, 2019

Memórias diagramadas

Nessa quinta, véspera de feriado, fiquei até 21h20 no trabalho, cheguei em casa as 22h, e ainda voltei dirigindo pra capital do calçado feminino. Esgotadasso, cheguei em casa de madrugada, mas pelo menos sabendo que teria 3 dias pra ficar de boa e recuperar as energias.
Passei a maior parte da sexta-feira só assistindo Netflix (nova temporada do Justiceiro, e fechando Fullmetal Alchemist Brotherhood, um anime realmente bom), saindo do sofá e da frente do ventilador só mesmo pra almoçar uma comida da Maria, ver a Amanda ou tomar um café gelado da Kopenhagen no shopping com minha mãe (que por sinal, é incrível, e é mais milk shake que frapê). A noite, fiquei de boa com meus pais vendo um filminho clássico no Telecine Play (Irma la Douce, do Billy Wilder) e comendo uma pizza de aliche do Rospinho. Isso que é vida! Nada de pegar 2h de transporte público pra chegar em um trabalho estressante do qual você mal sabe que horas vai poder sair!
No sábado, baixei Sonic Adventure (jogo do Dreamcast) pra jogar no pS3 e passei a maior parte da manhã montando meu álbum de casamento (um trabalho enorme, usando um programa limitado da gráfica e com a tarefa de reduzir quase 1000 fotos pras 250 melhores).Meus pais fizeram rondelli no almoço, e a tarde tirei um cochilo e depois fui com aManda encontrar o novo Guto no velho Viracopos pra tomar uns litrões de cerveja barata acompanhados por uma porção de calabresa tão grande que nem conseguimos acabar com ela. Mais tarde, nós fomos pro Armazém, encontrar o Gustinho, o Frodo e suas sras. pra jogar mais um pouco de conversa fora, ficando até o bar fechar, os funcionários irem embora e só sobrar a gente na rua. Domingo joguei um pouco de Sonic (que seria bem melhor se não tivesse inventado de colocar RPG entre as fases de verdade), e aManda almoçou em casa o lombo assado que meus pais cozinharam. Depois, revisamos o álbum juntos antes de mandar o arquivo pra gráfica e saímos comer um bolo na Sodiê. Depois, deiixei aManda na vó dela, tirei um cochilo, tomei um café com meus pais e logo já era hora de gastar mais umas horinhas na estrada de volta pra Metrópolis.

segunda-feira, janeiro 28, 2019

36 questions to fall in love (em português)

Em 1997, o psicólogo nova-iorquino Arthur Aron criou um experimento amoroso que dependia apenas de um questionário. Segundo ele, bastam 36 questões para que uma pessoa se apaixone por outra qualquer.


O quiz foi elaborado pelo especialista e testado, na época, por um casal de desconhecidos. Ambos responderam a todas as perguntas e se olharam fixamente por quatro minutos. Em seguida, saíram por portas opostas. Seis meses depois, eles se casaram.

Quase 20 anos depois, uma colunista do The New York Times decidiu embarcar nessa ideia. Durante um bate-papo com um rapaz que acabara de conhecer no bar, Mandy Len Catron colocou em jogo todas as questões do Dr. Arthur, seguidas pela breve troca de olhares. Resultado: casados até hoje.


O inventor das perguntas, na verdade diz que usa as perguntas até mesmo com amigos, pra reforças os laços da amizade no decorrer do tempo.

Fiquei sabendo sobre essas perguntas num podcast e compartilho a lista agora com vocês:


PARTE 1

1. Pense em qualquer pessoa no mundo, quem você convidaria para jantar?
2. Você gostaria de ser famoso? De que maneira?
3. Antes de fazer uma ligação telefônica, você ensaia o que vai dizer? Por quê?
4. O que consiste um dia "perfeito" para você?
5. Quando foi a última vez que você cantou para si mesmo? E para outra pessoa?
6. Se você fosse capaz de viver até os 90 anos de idade ou de manter o corpo e mente dos 30 anos pelos próximos 60, o que preferiria?
7. Você tem um palpite secreto sobre como vai morrer?
8. Diga três coisas que nós dois parecemos ter em comum.
9. Pelo que você se sente mais grato na vida?
10. Se você pudesse mudar alguma coisa sobre a maneira como você foi criado, o que seria?
11. Em quatro minutos, conte sua história de vida com o máximo de detalhes possível.
12. Se você pudesse acordar amanhã com qualquer qualidade ou habilidade nova, o que seria?

PARTE 2

13. Se uma bola de cristal pudesse revelar algo sobre você, sua vida, seu futuro ou qualquer outra coisa, o que você gostaria de saber?
14. Existe alguma coisa que você já sonhou em fazer por um longo tempo? Por que você não fez?
15. Qual é a maior realização da sua vida?
16. O que você mais valoriza em uma amizade?
17. Qual é a sua memória mais querida?
18. Qual é a sua memória mais terrível?
19. Se você sabia que em um ano você iria morrer de repente, você mudaria alguma coisa sobre a maneira que você está vivendo agora? Por quê?
20. O que é que a amizade significa para você?
21. Quais os papéis que o amor e o afeto exercem na sua vida?
22.  De forma alternada, compartilhe cinco coisas que você considera como sendo características positivas do parceiro.
23. Quão próxima e amorosa é a sua família? Você sente que sua infância foi mais feliz do que a da maioria das outras pessoas?
24. O que você acha do seu relacionamento com sua mãe?

PARTE 3

25. Diga três afirmações verdadeiras a gente. Por exemplo, "Nós dois estamos nesta sala sentindo ... '
26. Complete a frase: "Eu gostaria de ter alguém com quem eu pudesse compartilhar... '
27. Se vocês se tornarem grandes amigos, o que seria importante que cada um soubesse?
28. Diga o que você mais gostou nele, mas seja muito honesta desta vez. Diga o que você jamais diria a alguém que acabou de conhecer.
29. Compartilhe com seu parceiro um momento embaraçoso da sua vida.
30. Quando foi a última vez que você chorou na frente de outra pessoa? E sozinha?
31. Diga imediatamente ao seu parceiro algo que te atrai nele.
32. O que é muito sério para virar piada?
33. Se você fosse morrer esta noite sem a chance de se comunicar com ninguém, o que você mais se arrependeria de não ter dito a alguém? Por que não disse ainda?
34. Sua casa, pega fogo com tudo dentro. Depois de salvar seus entes queridos e animais de estimação, você tem tempo para fazer, com segurança, uma última entrada para salvar um item. O que seria? Por quê?
35. De todos os seus familiares, qual falecimento seria mais perturbador? Por quê?
36. Compartilhe um problema pessoal e peça um conselho sobre como ele lidaria com isso. Depois, peça para que ele reflita e diga o que você parece estar sentindo em relação ao problema mencionado. 

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Grite até seu cabelo ficar azul

Nessa sexta, assisti com aManda um dos filmes mais originais que já vi na Netflix, chamado "O Lagosta", no qual os solteiros tem 45 dias pra encontrar alguém, caso contrário estão condenados a viver como animais (tipo, literalmente). Dá pra negar uma sinopse dessas?
Já no sábado, depois de ler um pouco de Providence (a biografia do Lovecraft escrita pelo Alan Moore), e treinar na ACM, fui mais uma vez com aManda almoçar no já tradicional porquilo do Copan e depois assistimos o novo filme de Dragon Ball no cinema Marabá (só porque não pagamos nada mesmo). O filme tem um roteiro bem fraquinho, mas relembrar das lutas de Dragon Ball foi legal por me fazer perceber que é provavelmente por conta desse anime que eu grito quando estou com raiva, precisando liberar meu ki. Tá pra nascer um desenho que faça batalhas melhores (e porra, agora tem um velho japonês gritando no fundo delas, o que deixa tudo muito melhor!). Mais tarde, tirei uma soneca, e a noite saí com aManda pra tomar uma cerveja no TapTap (barzinho topzera de várias torneiras de cerveja, que abriu há 1 ano, mas que ainda não havíamos visitado) e um drink de Jim Bean (com cerveja e limão), que eles estavam oferecendo de bônus pra qualquer compra nesse final de semana. Saindo de lá, paramos no CanaBrava pra uma porçãozinha de isca de frango e fechamos nosso divertido sábado sem nem ter que sair do bairro.
No domingo, acordei e já fui assistir ao começo da nova temporada do Justiceiro (que tem um primeiro episódio bem sanguinário, por sinal), fiz meu treino na ACM ouvindo um nerdcash (podcast financeiro) sobre Daytrade, li um pouco de Batman (Cataclismo) e saí com aManda buscar um frango assado na padoca Marajá. Depois do almoço, meu irmão passou em casa pra gente botar o papo em dia e tomar umas cervejas com amendoins e mais a noitinha, fomos visitados pelo Frodo e sua futura esposa. Pedimos pizzas da Ramos, abrimos vinhos e cervejas, jogamos videogame e batemos papo até quase 1h da manhã. E assim, tivemos um domingo mais divertido ainda (e até com cara de sábado), sem nem precisarmos sair de casa. Ou seja, é sempre bom receber visitas :)


terça-feira, janeiro 15, 2019

Cinema, viagem de trabalho e dicas de filmes ilustradas com fotos de comida

Nessa sexta, depois de 4 meses de limbo, voltei pra uma reunião no cliente no Rio de Janeiro. Correria de um dia só, saí de casa 5h da matina, voltei 23h, várias horas no aeroporto, provando os melhores hamburgers e cafés gelados com nitro que o RJ pode oferecer. Padrão, mas por conta disso, eu e aManda acabamos voltando pra Jaú só no sábado de manhã.
Almocei com meus pais (clássico tender com abacaxi, regado com Patagônias), dormi umas horinhas e fui no cinema (de Jaú mesmo, porque eu estou esperando desde o ano passado pra ver esse filme) assistir Homem-Aranha no Araverso, uma puta animação incrível, cheia de cores, com ótima trilha sonora, cena com Stan Lee de fazer chorar, design foda de personagens e six-pack de homem-aranha pra todo mundo poder brincar de cosplay sem medo de ser feliz (tem negro, mulher, criança, porco e até um Peter Parker com fios de cabelo e barba brancos e pança! parece que eu ainda sou o público alvo desse filme). A noite, eu, aManda, o Gustinho e a Maryna fomos no Armazém, tomar umas cervejas e comer uma maravilhosa costela. Depois, nós 4 fomos pra casa deles comer a torta que o próprio Gustinho tinha cozinhado pra gente comemorar o aniversário da Amanda. E vai ser duro superar essa, tinha base de castanha de caju, recheio de caramelo (que parecia bala toffee) e uma cobertura de chocolate com whisky que lembrava o recheio de uma trufa. 
No domingo de manhã, zerei Zelda: Spirit Tracks no DS (mais uma puta narrativa fantástica que mal cabe no console portátil), terminei de ler Angola Janga (praticamente uma aula de história), recorri de uma multa (máquina favorita do governo pra obter lucro aleatório) e saí almoçar com meus pais e minha irmã num novo self-service do Shopping e tomar um sorvete no "território". Depois, mais uma sonequinha, um filminho ("Feito na America", história real muito divertida) e antes da gente voltar pra metrópolis, minha irmã fez umas tapiocas pra gente jantar.
E na segunda, dia verdadeiro do aniversário daManda, a festa continuou. Cheguei do trabalho e fomos visitar pela primeira vez o recém reformado "Planeta´s", restaurante italiano que fica na frente de casa mas que sempre evitamos por conta do preço. Provamos um filet do chefe, rechado com queijo e com um molho incrível de manjericão e bacon (que lembra bastante os pratos da Osteria Generale, tanto no tamanho, quanto no sabor e no custo, com a facilidade de ficar a poucos passos de distância) e depois fomos pegar um pedaço de bolo de charge no Bologna (porque sem padaria, a Amanda não fica rs).
Ficou com vontade do maravilhoso bolo de chocolate com whisky? Se liga na receita:



segunda-feira, janeiro 14, 2019

A velocidade de um barco se mede em nós

Eu sou uma pessoa que sempre gostou de pensar que deixava o vento me levar pra onde quisesse. Por conta disso, muitas vezes, cheguei a acusar a Amanda de ser uma âncora. Mas essa não é a verdade, ela é o meu leme. Por melhor que o vento seja, é meio inútil você sair vagando por aí sem direção. Sem objetivo. E eu não poderia ter alguém melhor guiando meu barco. Uma pessoa firme, decidida, que nunca desiste de correr atrás dos seus sonhos, mon capitaine.
Dizem que as noites mais escuras produzem as estrelas mais brilhantes. E acredito que isso seja verdade. A Amanda já passou por maus bocados, mas hoje não conheço ninguém que tenha um brilho maior do que ela. Fui atraído por sua luz, que só cresce e me fascina mais a cada ano.
Com minha mulher (e que orgulho poder falar que isso agora é oficial, abençoado e sacramentado), eu realmente aprendi o que é parceria, confiança e apoio nas mais diversas decisões a serem tomadas. Sei que sempre tenho alguém com quem compartilhar meus planos, uma pessoa que se importa, que tem um remédio pra quando eu estiver doente, um abraço pra quando eu estiver triste e é claro, um sorriso pras minhas piadas ruins. 
Durante a cerimônia do nosso casamento, meu tio perguntou, totalmente de surpresa, o que a gente queria pro futuro. Minha resposta foi "felicidade". O que é estranho, já que normalmente, quando alguém me pergunta o que eu quero, penso em algo que ainda não tenho. Mas não consegui pensar em outra coisa, porque nesse caso, eu realmente só preciso que continuemos tendo algo que já temos. 
Além disso, ela também me ensinou a torcer. Eu não sou exatamente o tipo de pessoa que torce por muita gente. Não consigo, por exemplo, torcer pra um time futebol. Não consigo torcer pelo meu político favorito, e nem mesmo pelo meu filme favorito na noite do Oscar. Mas caramba, como eu torço por essa mulher!
E faço isso porque ver ela feliz me faz feliz. Simples assim. Só de ver ela contente, dá uma aquecida no coração.Se ela esta mal, eu fico mal. Cada vitória dela, é uma vitória nossa. Cada conquista minha, é uma conquista nossa. Ou seja, com ela aprendi o que é estar junto de alguém de verdade, disposto a compartilhar uma vida inteira. Parceria e acolhida. Na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Deixei de ser eu, ela deixou de ser ela, e nos tornamos Nós. 

Nós atados, que não desatam, 
Nós felizes, no mesmo barco.

Feliz aniversário, linda! Te amo demais! S2

quinta-feira, janeiro 10, 2019

A parábola da parábola

Enquanto voltávamos de Ribeirão Preto, no último dia de 2018, meu irmão contou pra gente no carro uma historinha que é tão legal que vou tentar reproduzi-la por aqui (seria só um link se a internet tivesse colaborado, mas não consegui encontrar o texto pronto por aí). Essa é "A parábola da parábola"...

Certa vez, a Verdade decidiu visitar o rei. Ela era linda, a mulher mais gata que já havia existido e vestia trajes transparentes. Nua e crua, como se diz por aí. Quando ela chegou nos portões da cidade, os guardas perguntaram:
- Quem vem lá?
- Eu sou a verdade - a mulher respondeu.
Um mensageiro foi avisar o rei de sua chegada, e ao saber como ela estava vestida, o monarca respondeu:
- O que? A verdade? Mas ela não pode entrar aqui desse jeito! Poderia causar um enorme tumulto! Não podemos deixá-la andar por aí assim!
Frustrada, a Verdade afastou-se da cidade e caminhou até encontrar um camponês que vestia roupas de couro trançado. Ela emprestou as vestes dele e novamente se dirigiu até a cidade.
- Quem vem lá? - perguntaram os vigias no portão.
- O meu nome é Acusação - a garota respondeu.
Quando o rei foi informado da chegada da mulher, ele respondeu ao mensageiro:
- O que? Uma mulher vestida de modo tão duro e frio não pode entrar! O caos acabaria com a nossa cidade! Não podemos deixar ela entrar aqui desse jeito!
Então, mais uma vez a Verdade caminhou para longe da cidade. 
Nas proximidades, ela encontrou uma companhia de teatro. Deles, emprestou fantasias coloridas, uma peruca, plumas, maquiagens e acessórios que a deixaram quase irreconhecível.
Quando ela bateu nos portões da cidade, os guardas perguntaram:
- Quem vem lá?
- Eu sou a Parábola - a mulher respondeu. 
Alguns camponeses podem ter ouvido seu nome de outra forma, como por exemplo "Fantasia". Ou então "Ficção". Quem sabe, um mais surdo pode ter até mesmo escutado que o nome dela era "Mentira".
De qualquer forma, ao saber que a mulher, vestida com roupas coloridas e o rosto completamente pintado, chegou na cidade, o rei mandou que os guardas abrissem imediatamente os portões.
E assim, a Verdade entrou na cidade.

terça-feira, janeiro 08, 2019

Supercalifragilisticexpialidocious

 Nesse primeiro final de semana em São Paulo, eu e aManda aproveitamos pra testar novas tecnologias. Uma delas foi o Primepass, que é basicamente uma assinatura de cinema. Você paga um valor fixo (R$35, no caso da promoção que eu peguei) e pode assistir a um filme por dia, durante um mês. Coisa linda, levando em consideração que, aqui na metrópole, o preço médio de uma entrada inteira fica entre R$40 e R$60. 

Sendo assim, no sábado, depois de ir na academia pela manhã, almoçar um yakissoba da rua, ler um pouco (Providence, do Alan Moore, sempre excelente), fazer umas compras na Zuzu e passar a tarde jogando xbox com o Frodo, eu e aManda fomos  pro shopping Frei Caneca assistir Bumblebee, um filme que me enganou completamente fingindo que ia mostrar vários transformers com a cara dos anos 80, que na verdade só aparecem em uma cena bem curta, mostrada no trailer. Mas beleza, apesar de não ser o que eu esperava, o filme até que é divertido. Saindo de lá, fomos até o calçadão urbanóide na Augusta e provamos duas novidades gastronômicas excelentes: um pão de cebola que transborda recheio (que você tem que comer em pequenos pedacinhos, com uma luva de plástico) e um cone de churros recheado de nutella com uma bola de sorvete no topo.

Domingo tomamos café, li mais um pouco, e na hora do almoço testamos outra novidade: uma aula de spinning interativa. Descobrimos que nossa academia tem o spivi, que é basicamente um sistema onde você dá check in na sua bicicleta ergométrica, acompanha o percurso da sua aula em uma tela interativa (tipo num videogame mesmo, no qual você cria um avatar e o vê competir com os demais ciclistas virtuais) e depois recebe os resultados do seu treino por e-mail. Tecnologia de ponta, que infelizmente não conseguiram integrar com a merda de um banco que seja confortável! Beleza que eu não tenho muita experiencia com bicicleta, mas o cara que inventou essa máquina de tortura do inferno não tinha bunda! É um absurdo que a sociedade aceite um banco tão pequeno e desconfortável, que claramente foi criado com a intenção de machucar suas bolas!

Bom, assim que voltei a sentir minhas nádegas, voltamos pra casa e almoçamos uns pães de alho e queijos coalho assados na George Foreman. Depois, tiramos um cochilo e fomos pro Frei Caneca, tomar um café gelado e um frapuccino de brownie no café do ponto. Uma bebida que vale muito a pena, já que tem um brownie inteiro enfeitando o topo. Ou seja, são duas sobremesas pelo preço de uma.

Usamos novamente o Primepass, dessa vez pra ver o  musical "O retorno de Mary Poppins", só mais uma prova de que a Disney é a dona do mundo. O estúdio conseguiu fazer uma continuação pra um filme que tem 54 anos de idade e ficou foda! E ainda trouxe alguns dos atores clássicos de volta! No filme original (que nós vimos na sexta na Netflix), tem um jovem que se fantasia de velho em uma determinada cena. E nesse filme novo ele é velho o suficiente pra interpretar a si mesmo como velho! Anyway, saindo de lá, jantamos um McDonalds e voltamos pra casa a tempo de eu zerar "Gears of War 4" com o Frodo. Um ótimo final de semana, cheio de novos hacks urbanos, um merecido descanso, e a descoberta de incríveis novidades culinárias.


sexta-feira, janeiro 04, 2019

Recesso (ou "dicas de filmes e lanchonetes jauenses")

Eu realmente tava precisando dessas mini-férias de recesso! Dez dias seguidos sem preocupações com trabalho, dirigir na estrada ou nada do tipo, pra só ficar de boa. Fiz tanta coisa que mal me lembro mais dos detalhes, então vou marcar aqui só os highlights, só pra não passar batido. Sábado meu pai fez sua já tradicional moqueca de cação, e aproveitei o mês grátis que ganhei de Telecine Play pra colocar em dia alguns filmes que deixei passar no cinema. Eu não fazia ideia, por exemplo, que o Rei do Show era baseado numa historia real. Se um dia forem fazer uma biografia sobre minha vida, pf também quero que seja um musical. A noite, eu e aManda fomos em um churrasco no Gustinho, que foi brutalmente interrompido pelo estrondo de trovão artificial provocado por um motorista embriagado que, perto da 1h da manhã,  bateu num poste bem na frente da casa dele, mandando o carro de um amigo nosso (o "peixe"), a mais de 50 metros de distância numa possível perda total (o carro que era sedan, virou hatch). Meu carro foi felizmente protegido por uma caçamba, que também girou bastante (fazendo chover taco de piso por todo lado) e por uma inusitada vontade de estacionar do outro lado da rua. Ficamos por lá até umas 6h da manhã aguardando a perícia, a polícia,e o guincho.
No domingo, acordei meio-dia, só pra não perder a novidade culinária dos meus pais: macarrão ao molho pesto, que sabe-se-la porque demoramos tanto pra fazer (e ficou sensacional). Passei o resto da tarde hibernando, pra compensar o sono perdido do dia anterior. E a noite, eu e aManda saímos encontrar o Frodo, o Gustinho e suas respectivas mujeres no Bar do Veio pra tomar umas cervejas, planejar a virada e comer uma pizza na beira do rio. 
Na segunda de manhã, fui com aManda comprar o presente dela no shopping, depois fui pra casa almoçar com minha família. A tarde joguei um pouco de Mega Drive com meu irmão e a noite comemoramos o natal com minha família, com muito tender, pavê (que só nesse período rolou em 3 sabores diferentes: café, chocolate e nozes!) e cerveja boa. As 22h o jantar ja tinha acabado, meus pais saíram com minha tia Fátima pra missa e eu e a Amanda ficamos em casa assistindo Moana, filminho da Disney que por algum motivo (talvez nossa idade) tinha escapado do nosso radar.
Na terça, a Very e o Vyctor chegaram pro peru, trocamos presentes na árvore, tiramos fotos e "polaroids". A tarde, passei a maior parte do tempo jogando Mortal Kombat 3 com meu cunhado e a noite saí com aManda pra jantar e acabamos parando no Tchê, que é um forte candidato a segundo melhor lanche de vaca da cidade.
Na quarta, assisti o excelente filme "Três anúncios para um crime" com meu pai e meu irmão, almoçamos uma clássica refeição da Maria (virado de milho, peixe frito, bife acebolado) e a tarde fui encontrar a Manda na casa da vó dela, onde passamos horas jogando Banco imobiliário ou Monopoly de roleta com as priminhas dela. 
A noite, fomos num "rodízio" que tínhamos visto sendo anunciado no dia anterior no Tche. Achamos que era de lanches, mas servia só batata assada recheada, batata frita, frango a passarinho e filet a parmegiana. Não era o esperado, mas era bom e barato. Depois, passamos tomar um sorvete no centro e paramos pra tirar fotos no coreto, onde tive ideia interessante pra um conto que se passa no "Jardim de Baixo". Voltei pra casa, assisti "Assassinato no expresso oriente" (kapsa) e joguei X-Men 2 até o sono chegar.
Na quinta, zerei pela primeira vez o jogo "Earthworm Jim 2" que eu tinha pro Super Nintendo quando ainda não tinha capacidade gamer suficiente e que é ainda melhor do que eu me lembrava. Um dos jogos mais originais que peguei pra jogar em 2018. Também terminei de ler a mini "Noites das trevas: Metal", que é beeem fraquinha, e muito pior do que eu imaginava. Gravei uns vídeos pro YouTube e depois de almoçar com meus pais, no meio da tarde levei aManda, que não tinha comido, conhecer a coxinha de Bueno de Andrade. Eles tem um sabor mexicano incrível, que tem doritos na massa, e é recheada de cheddar e carne apimentada pra caralho.A noite, tomei uma cerveja com meus pais enquanto petiscávamos pistache, assisti um pouco da última temporada de Fullmetal Alchemist e depois encontrei aManda pra um lanche de vaca (esse sim, o melhor da cidade) no Edsam
Sexta feira, gravei mais um vídeozinho, sobre minha nova manopla do infinito, ensinei meu irmão a jogar Magic no baralho que ganhei na CCXP e depois tiramos mais umas partidas de WWE e Bomberman no Mega Drive.
A tarde, mais uma vez fui jogar banco imobiliário com a Amanda e suas priminhas e a noite, nós encontramos o Gustinho e a Marina no Casarão do vinho, que supostamente teria se tornado um barzinho. Eles não servem porção nenhuma, só cerveja, mas o lancheiro que estacionou o trailer ali na frente é bem bom. Acontece que, com os ataques de morcegos e não aceitando cartão, dificilmente o lugar receberá uma segunda visita nossa.
No sábado, assisti o filme "Atômica" pela manha com meu irmão, meu pai fez uma nova moqueca sabor "seu irmão não come outra coisa, então nosso cardápio é bastante limitado" e minha mãe abriu uns 5 tipos diferentes de panetone de uma só vez. A tarde, saí com aManda tomar um novo sorvete sabor wafer no centro, assistimos o novo filme interativo de Black Mirror na Netflix e depois saímos buscar uma pizza da Benvenuti pra jantar com a minha família. A noite, pra variar, encontramos o Gustinho no Armazém São Benedito.
No domingo, passei a manhã jogando Golden Axe 3 com meu bro (nada como um bom beat n´up pra começar o dia), meus pais fizeram um novo macarrão ao molho pesto, todas as sobremesas da minha mãe não cabiam mais na mesa ao mesmo tempo, e a tarde, depois de uma soneca, fui encontrar meus amigos que estavam arrumando a casa pra festa de Reveillon. Arrumando, talvez seja um exagero. O Frodo e o Lukão na verdade antes botaram fogo no telhado, enquanto queimavam uns lixos dentro da churrasqueira e a maior parte do tempo passamos tomando conta ou rindo do mini incêndio. Mais tarde, fui buscar aManda pro último lanche do ano: um belo x-bacon do Edsam.
Na segunda, depois do almoço, fomos todos visitar meu tio (aquele que me casou) em Ribeirão Preto, antes que ele se mudasse pra Itália (ironicamente, pra morar em uma região chamada Pesto! olha só). Houve uma certa falha na comunicação e passamos mais tempo falando com um frei que mora com ele do que propriamente com ele, mas ainda assim, a visita foi bacana. Conhecemos o lugar, tomamos um suco de ameixa e transpiramos como se estivéssemos todos juntos em uma enorme sauna.
Chegando em Jau, comemoramos nossa virada de ano comendo fora de casa (tecnicamente, estávamos só no quintal, mas foi realmente divertido fazer isso pela primeira vez) um ótimo pernil, brindando ao novo ano sob os fogos de artifício dos vizinhos, que iluminavam a casa em tons de verde e vermelho. AManda levou até uma torta holandesa (sabia que na verdade ela foi criada em Campinas?), que eu não comia há muitos anos, pra sobremesa.
E então, perto da 1h fomos pra casa dos Paleary, onde a maioria dos Rippers já estava reunida, pronta pra começar o ano matando uma caixa de cerveja, ouviindo muito ska, falando merda sobre bosta (ex: gente que se limpa com pano, gente que usa faca pra cortar bosta muito grande, gente que caga junto), e pulando na piscina. E mais tarde, brigando com as mulheres pra gente conseguir ficar no rolet até mais de 5h da manhã (preciso bater no carro de quem pra poder aproveitar até o sol raiar???). 
Na terça, a ressaca me fez acordar tarde. Passei a manhã lendo quadrinhos do Fantasma no especial "Casamento & Lua de mel", uma hq da Ebal que completou 40 anos em 2019, almoçamos sobras de pernil, e a tarde tirei uma soneca com aManda pra gente poder seguir viagem, e aguentar acordado o transito da volta pra São Paulo.