quarta-feira, abril 27, 2016

The Sunshine State

Já fazem cinco anos que morei nos EUA. Finalmente consegui voltar pra lá, e dessa vez com a Manda junto pra mostrar pra ela o maravilhoso mundo do Tio Sam. Carambaaa, Eu sabia que sentia saudades daquele lugar, só não sabia o quanto. Pessoas educadas, compras a preço justo, impostos transparentes, carros e estradas de qualidade, e comidas maravilhosas, que país maravilhoso!
Nossa viagem começou no dia 15, uma sexta-feira. Saímos mais cedo do trabalho, pegamos um (santo) uber - melhor opção do mundo pra ir pro aeroporto - e depois de 1h30 de transito, conseguimos finalmente chegar no aeroporto pra nossa esperada viagem pra Miami!
O voo da American Airlines tinha tudo que nosso último voo pra Foz não tinha. Jantinha nice, bebida gelada, travesseiros, cobertas e telas individuais com ótimos filmes candidatos ao Oscar (destaque pra "Grande Aposta" ou "The Big Short, filmasso!). 

DIA 1 - Good morning, USA!

Depois de aproximadamente 8h de viagem, chegamos ao MIA, pegamos o metrô do aeroporto até o estacionamento de aluguel de carros e logo nos entregaram a chave do nosso Accent, um carro espaçoso, com ar condicionado e câmbio automático, que alugamos por uma bagatela pela qual não me alugariam nem um Gol no Brasil. 
Usando o HERE, aplicativo de GPS gratuito que funciona offline pra celular, conseguimos chegar sem problemas até nosso hotel em Orlando. Eu não sou o maior motorista do mundo e minha co-pilota não sabe diferenciar direita de esquerda, mas as estradas tem tantas pistas, são tão bem sinalizadas e os motoristas são tão educados que as 3h de viagem foram realmente tranquilas. No caminho, paramos até pra tomar um café com donuts no Dunkin´Donuts e comer uns hamburgers deliciosos num Wendy´s. 
O Check-in no hotel era só as 15h, então como chegamos cedo passamos direto no Walmart (diversão favorita de 9 em cada 10 brasileiros nos EUA), compramos umas garrafas d´água, cerveja e tortas de cereja. Tomamos um banho e caminhamos (sim, estávamos perto o suficiente dos parques pra andar até eles!) até o Universal Studios, um dos lugares mais divertidos que já visitei na vida.


Transformers The Ride-3D
O primeiro brinquedo que visitamos foi o do Transformers, uma montanha russa misturada com filmes 3D que simula você montado em um transformer no meio de uma batalha entre Optimus e Megatron! Foda pra caralho! No começo estranhamos um pouco a fila (afinal, era sábado), mas vimos que valia mesmo a pena (e na saída, ainda ganhamos um passe que nos garantia cortar a fila caso quiséssemos ir nele de novo.

Men in Black: Alien Attack
Saindo de lá, fomos até o brinquedo de MIB, que estava com filas mais curtas, passamos pelo interior do complexo (com baratas na cafeteria e os dois aliens da monitoria) e montamos em um carrinho que vinha com pistolas pra gente matar uns alienígenas. Não tinha muita emoção, mas não deixava de ser divertido.

The Simpsons Ride

Em seguida, fomos dar um rolet em Springfield! Uma ala nova do parque, que eu tinha vontade de visitar desde quando li a notícia de sua construção. Como já estava anoitecendo, passamos rápido pelas lojinhas e corremos pra montanha-russa do Krusty, outro brinquedo incrível que nas quedas simuladas fez a Amanda gritar mais que as criancinhas. A construção da espera pras atrações são demais, você é totalmente imerso no brinquedo e dessa vez não era diferente. Havia um desenho animado feito só pro parque rodando durante a fila, no qual o Sideshowbob toma controle do brinquedo e fazem de tudo pra criar emoção como se você estivesse prestes a se ferrar. Uma experiência realmente muito bem planejada!
Estava até rolando um Mardi Gras, com várias pessoas fantasiadas, barraquinhas de comida típica e shows (por dois dias, perdi um show grátis do Three Doors Down) num palco montado ali no meio da City Walk (entrada comum aos dois parques da Universal).
Voltamos pro hotel com o transporte gratuito fornecido por ele (pegamos um dos hotéis mais baratos do booking, e ele tinha literalmente tudo que precisávamos, estacionamento grátis, proximidade com a International Drive e onibus pros parques) e pegamos umas asinhas (extremamente apimentadas, pra minha alegria e pro desespero da Manda) pra jantar.


DIA 2 - Island of Adventure

No segundo dia, decidimos visitar a Island of Adventure, outro parque da Universal. Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel (não tinha muita coisa, mas era honestíssimo pelo preço) e sem tempo pra esperar pelo bus, fomos pra lá caminhando mesmo. O que foi bom, já que tivemos tempo de dar uma olhada nas lojinhas nas proximidades e no querido Walgreens, uma "farmácia"/minimercado que tinha desde camisetas a bonecos a bolas de futebol americano. Entramos no parque e fomos direto pros brinquedos que aparentavam ser os mais concorridos.

Comic Strip Avenue
Só a entrada desse parque já era perfeita. Todas as construções eram baseadas em quadrinhos, tinha displays gigantes do Wolverine e do Homem-Aranha, um fantasticarro pra eu dirigir, foguetes do Flash Gordon que lançavam agua pra refrescar, ruas chamadas Stan Lee Ave ou Yancy St. e foi difícil sair dali pras filas dos brinquedos.  Mas tudo bem, ainda voltaríamos muito para aquele lugar.

Jurassic Park River Adventure
Sempre adorei Jurassic Park (já li até o livro), mas nunca pensei que poderiam criar algo tão próximo de vivenciar algo exatamente como nas histórias. Passamos pela porta de entrada do parque dentro do parque, onde sempre tocava a trilha sonora do filme, montamos em um bote e passamos por dinossauros animatrônicos, cercas quebradas e demais sinais de que algo estava fora de contre e acabamos encarando um tiranossauro e uma leve queda d´água (como no vídeo, caso não se importe comigo estragando a surpresa). Que coisa linda algo assim existir!


Harry Potter and the Forbidden Journey
Em seguida, caminhamos até Hogsmeade, uma réplica perfeita do mundo bruxo de Harry Potter! Tomamos cerveja amanteigada (algo que quero fazer desde que tomei "A Pedra Filosofal" emprestada da minha irmã), e entramos no castelo de Hogwarts (outro lugar sensacional, cheio de quadros animados, estátuas e hologramas), pra uma nova montanha-russa com filme 3D. Voamos pelo castelo, passamos por um dragão que tem bafo quente de verdade, sobrevoamos o salgueiro-lutador e dementadores e ainda demos uma passada em um jogo de quadribol. Saindo dali, fomos pra montanha-russa do Hipogrifo e entramos em várias lojas de varinhas, brinquedos e doideiras. Na loja do Olivaras, por exemplo, rola até um teatrinho com um velhinho ensinando um jovem bruxo a como encontrar a melhor varinha pra ele (com vários feitiços dando errado no meio do caminho).
Almoçamos uma pizza com salada, pão de alho e maionese Heinz a vontade na Comic Strip Avenue e logo continuamos nosso passeio. Era hora de finalmente ver o amigão da vizinhança.

The Amazing Adventures of Spiderman
Bem no meio da CSA tem um prédio que lembra o Empire State com um Homem-Aranha gigante. Por dentro, ele é uma réplica do Clárim Diário, e logo vemos o Jameson reclamando e assistimos a um desenho animado exclusivo no qual vemos alguns vilões roubando a estátua da Liberdade.  Aí montamos num carrinho de repórteres e...puta que pariu! Você entra de vez no universo Marvel. Tem o Aranha subindo no capô do carrinho e elogiando seus óculos escuros. Tem participação especial do Stan Lee. Tem bombas do Duende macabro (com fogo de verdade! Tem o Hydroman te molhando, o Elektro te dando choque. O Octopus de jogando de um prédio, a Scream lambendo seu rosto e claro, o Aranha salvando o dia. Pra alguém que curte tanto o Aranha quanto há tanto tempo, é de lacrimejar. Gostei tão pouco que fomos nesse brinquedo umas 4 vezes.

Doodley Do-Right Rip Saw Falls
Hora de se molhar! Uma das montanha-russas do parque é do desenho do guarda florestal Doodley e tem a maior queda do parque. O personagem pode ser praticamente esquecido, mas o brinquedo é inesquecível. A gente saiu absurdamente molhado e só não voltou porque essas filas são as com menos interatividade e das mais demoradas.

Popeye & Bluto's Bilge-Rat Barg
Aproveitando que estávamos molhados mesmo, embarcamos em um dos botes do brinquedo do Popeye, que é tipo o "Rio Bravo" do Hopi Hari, com a diferença de que você se molha umas 10x mais e ainda tem uns robôs do Popeye, Brutus e Olivia brigando pelo meio do caminho. Ainda bem que a Manda insistiu em guardar nosso dinheiro, camera e passaportes, porque se dependesse de mim voltaria tudo encharcado.

Poseidon´s Fury
Outra coisa legal que tem lá dentro são mini teatrinhos interativos, como esse chamado "A Fúria de Poseidon", onde você entra numas ruínas enormes e encontra um suposto professor de arqueologia descobrindo como renascer um antigo deus e seu maior inimigo. Eles se enfrentam num puta show de água e fogos e você fica bem ali, no meio de tudo.

Storm Force
Os X-Men realmente mereciam um brinquedo melhor. Nessa atração, você monta em um carrinho circular (tipo uma xícara) e fica girando (e quase batendo) numa pista enquanto o Professor Xavier fica gritando que temos que usar os movimentos pra vencer o Magneto. Meio kapsa.
Infelizmente a montanha-russa do Hulk e a ilha do King Kong estavam fechados para reforma. Mas só isso e as vindouras Fábrica de Chocolate e atração dos Velozes e Furiosos já são motivo o suficiente pra gente querer voltar pra lá o quanto antes.
Perdemos a van de volta, mas acabou sendo bom pra gente voltar caminhando e jantar uma porrada de frango no KFC. 
Depois voltamos pro Walmart, comprar mais alguns cosméticos, presentinhos e sorvete Hageen-dazs, que a Manda demorou pra ver que perdia muito pro Ben & Jerry´s.

DIA 3 - Universal Hollywood Studios

Fizemos bem em visitar cada parque em um dia no fds, porque durante a semana parecia que as coisas seriam bem mais tranquilas.

T2-3D Battle Across Time
O primeiro brinquedo que visitamos foi o cineminha 3D de Exterminador do Futuro. E quando eu digo 3D, é um 3D bom de verdade, daqueles que vai fazer qualquer filme que voce veja no futuro parecer um lixo. Você entra no prédio da Cyberdine, acompanha o lançamento da Skynet, a intromissão da Sarah e do John Connor e em meio a atores, robos e explosões de verdade tem três telas gigantes, uma frontal e duas laterais que criam a melhor experiência em 3D ever! O novo robô vem pra cima da plateia, muito literalmente. Com fumaça, tiros, cheiro de pólvora e pedaços de gelo voadores. Outra de minhas atrações favoritas, que obviamente eu e a Manda repetimos.
Depois aproveitamos nosso "passe fura-fila" e vimos Transformers de novo. Repetir é sempre bom pra pegar os detalhes, tipo uma cabeça gigante do Megatron que pode passar despercebida.

Harry Potter and the Escape from Gringotts
Voltamos ao Beco Diagonal logo depois pra visitar o banco de Gringotts, uma construção incrível que tem um dragão enorme no topo (que inclusive cospe fogo de verdade), pra mais uma montanha-russa indoor. Nessa, um irmão do Rony nos leva passear pelo banco, enquanto ele está sob ataque de Você-sabe-quem e da Bellatrix. Bem divertido e ainda nem pegamos fila, porque nessa altura já tinhamos aprendido a usar o benefício do Single Rider (furar fila pra preencher carros em que lugares sobrem. por exemplo: uma família de três está em um carrinho de 4 lugares. Sobrou um lugar pra um solitário, que não se importa de ir sozinho no brinquedo.) Não é exatamente um grande problema, ja que a Manda foi em um carrinho que ficava exatamente atrás do meu.

Springfield
Depois fomos dar uma volta em Springfield. É incrível andar por essa cidade que tanto conhecemos e amamos. Tem a lojinha do Apu, o Krusty Burger (onde almoçamos um lanche gigantesco e delicioso), a loja de Donuts (onde comemos um sanduíche de dount com cobertura de morango, recheado com sorvete, chantily, hot fudge e cereja - o melhor donut que já comi na vida), e é claro o bar do Moe, onde comprei um Moe Flamejante e tomei uma Duff! Demos mais uma volta na montanha russa e seguimos em frente.

E.T. Adventure
Uma das atrações mais datadas, e por consequencia, bobinhas é a baseada no filme ET, na qual demos uma volta de "bicicleta" fugindo da polícia pela floresta e obviamente terminamos sobrevoando o espaço. Apesar de antiga, os bonecos e cenários são realmente bem feitos, só faltou mesmo um pouco de emoção.
Revenge of the Mummy
Outra montanha-russa no escuro é a do filme "A Múmia", que apesar dos efeitos datados, é uma das mais velozes e que tem mais quedas e viradas bruscas. Esse era um dos meus filmes favoritos nos anos 90, deu até vontade de rever.

Shrek 4D
Visto tudo aquilo que realmente importava, começamos a ir nas atrações que a gente supôs serem as mais "sem graça". Mas não havia nada sem graça ali, mesmo o cinema 4D de Shrek era divertido. As cadeiras desse cinema eram realmente brutas, a história divertida e (apesar das filas) foi mais um brinquedo que valeu bastante a pena.

Despicable me - Minion Mayhem
O rolet dos minions foi um dos que mais postergamos por motivos de fila maior. Não importava o dia ou o horário, a atração dessas meigas criaturas amarelas estava sempre com uma fila de quase uma hora (um ponto legal é que o parque avisa quantos minutos de espera tem cada brinquedo logo na porta de entrada de cada um deles). Como faltava bater ponto nesse brinquedo, uma hora (logo após um desfile com diversos personagens infantis) acabamos finalmente conseguindo entrar. E mais uma vez, era melhor que o esperado! Era divertido, engraçado e emocionante. Com direito até a uma pista de dança na saída =b
Pegamos o bus do hotel pra voltar, e tivemos a sorte de estar com o melhor motorista de todos. O cara era realmente educado, dedicado e passou o caminho de volta contando de como o Disney tinha trazido vida pra Orlando com a ajuda do irmão dele que era arquiteto. E que não havia nada melhor do que compartilhar um sorriso e uma alegria com as pessoas que você ama. Caralho, que motorista foda!
Nem deu tempo de jantar (e depois de um donut daqueles, nem precisava), tomamos um banho e corremos pro outlet de Orlando, que tinha muitas lojas boas e descontos que valeram muuuito a pena.

DIA 4 - There and back again
O quarto dia foi conturbado. Tínhamos arrumado um esquema maluco pra conseguir descontos em ingressos pra Disney (que incluíam uma apresentação de um hotel supercaro), que acabou não rolando por conta da Amanda ser muito jovem. Tínhamos acordado supercedo e fiquei ligeiramente irritado no começo do dia, mas um café da manhã parrudo num restaurante próximo ajudou a levantar meu ânimo. A Amanda precisava provar um típico breakfast americano, com omelete, bacon, salsicha, morangos gigantes, panquecas e o que ela mais queria: waffles. Comemos bem (a pasta de amendoim era maravilhosa), e depois voltamos pro hotel bem a tempo de pegar o onibus pro parque (não íamos de carro pra economizar a grana do estacionamento). Voltamos mais uma vez a Island of Adventure, que tínhamos visitado dois dias antes. Revisitamos os melhores brinquedos (Jurassic Park, Harry Potter, e é claro, Homem-Aranha), passeamos bastante pelas lojinhas e tivemos até tempo de brincar nas barracas típicas de parque mesmo pra Manda ganhar (inclusive me vencendo no jogo de marretar esquilos) um minion de pelúcia.
Depois passamos no Hard Rock Cafe, vimos umas roupas e guitarras do Elvis, Katy Perry e Rihanna (pois é, o rock já foi mais rock na minha época), tiramos algumas fotos no clássico logo planetário e comemos um típico dogão americano no Hot Dog Hall of Fame. O menor tamanho disponível tinha 30 cm e haviam dezenas de maioneses diferentes pra experimentar com a batata. Voltamos com o bus do hotel, e depois dirigi até nossa última visita ao Walmart de Orlando. Compramos sorvete (Ben & Jerrys *.*), cerveja, presentes, cosméticos e uma pizza gigantesca (já assada) pra jantar por míseros cinco dólares (a crua, custava um único dólar). Era dia de dormir cedo, porque no dia seguinte, eu já teria que dirigir de volta pra Miami. So long, Orlando!

Dia 5 - Miami, Bitch!
Na volta, eu já estava acostumado com o carro, com o trânsito e a estrada. Fizemos o percurso em bem menos tempo e chegamos bem fácil no gigantesco outlet Sawgrass Mill, que ficava a caminho de Miami. Sério, o lugar é tão grande que eu cheguei a me perder no estacionamento. São tantas lojas (com um preço realmente tão bom) que nem conseguimos entrar em todas.
 Fizemos mais algumas comprinhas (inclusive achei uma Game Stop pra renovar o videogame, o último eu tinha comprado na época no meu intercambio e tinha me negado até hoje a trocar por um novo pra não ter que pagar o preço absurdo que cobram no Brasil) AND almocei no Chipotle! O melhor burrito da américa (não que eu tenha provado tantos, mas realmente gosto muito dessa rede). Saindo de lá, pegamos a estrada novamente em direção à South Beach. Estacionamos bem perto da praia, usamos o banheiro de um subway e fomos passear no mar: verde, gelado e cheio de gaivotas. Achei até uma água-viva, que eu nunca tinha visto de perto, presa ali perto das ondas. Demos uma volta, deitamos numas cadeiras públicas perto da casinha de um salva-vidas e depois partimos encontrar nosso hotel. Esse hotel era realmente bem pior que o primeiro, mas como não íamos ficar por ali muito tempo, não foi realmente um grande problema. Jantamos ali perto mesmo, num Burger King, porque eu estava realmente cansado de dirigir, e aproveitei pra provar um Furiosaço (com pão vermelho apimentado) e me despedir dos chili hot dogs. Num posto ali perto, ainda compramos uma cerveja e mais um sorvete, que levamos pra consumir no hotel.

Dia 6 - Dallas
Acordamos cedo pra pegar nosso voo de Miami a Dallas, de onde sairia nossa conexão pra Guarulhos. Apanhei da bomba de gasolina pra aprender a abastecer sozinho e no fim colocamos mais dinheiro no abastecimento pré-pago porque gasolina lá vendida por galão e barata demais. E de tanque cheio, partimos pro aeroporto devolver (com dor no coração) nosso carro alugado. Despachamos as malas, pegamos os bilhetes de embarque e voamos rapidamente (e mais dormindo que acordados) pra Dallas.
Lá, teríamos muitas horas de espera pro próximo voo, que só sairia a noite. Então aproveitamos pra visitar diversos duty frees, lojas dos Dallas Cowboys, uma banca (lol), usar o metrô do aeroporto pra visitar todos os terminais (já sentindo falta da emoção dos trens dos parques) e fazer um almoço de despedida. A Manda queria Wendy´s e eu fui de Taco Bell. Ironicamente, os restaurantes que buscávamos ficavam exatamente um de frente para o outro: sucesso! Demos um tempo no aeroporto (deu até pra assistir uma partida inteira de basquete onde o time de Dallas apanhou feio do Oklhahoma), e tomamos o sorvete supremo: phish food do Ben & Jerry´s, com hot fudge e cookies batizado de Cookie Cookie Sundae! Acabou sendo um bom dia, com muita comida típica e compras, ainda que estivéssemos presos no aeroporto, simplesmente porque ele era gigantesco! As nove da noite embarcamos e aí era só curtir uma tela e aproveitar a comida do avião, uma das melhores viagens que já  fiz na vida chegava ao fim. O lado bom é que a Manda finalmente percebeu o porque lá é tão bom e já está até com mais vontade que eu de voltar o quanto antes! See you soon USA! :)


segunda-feira, abril 11, 2016

Boxe, Tv & Cerveja

Aproveitei esse final de semana tranquilo pra colocar em dia boa parte das leituras em dia. Muitos formatinhos que comprei baratíssimos na Rika, encadernado do Homem-Animal, hqs novas na Marvel Unlimited e o livro "Não entre em pânico", biografia do mestre Douglas Adams, escrita por ninguém menos que o doutor Gaiman. Várias curiosidades sobre a carreira, Doctor Who, o próprio Guia, amizades com os pythons e demais particularidades sobre esse grande gênio (por exemplo, aos 42min de Monty Python e o Sentido da Vida...acontece algo bem legal).
Além disso, no sábado a tarde encontrei o Kevin e o Steve na Paulista pra darmos um rolet até o Ibirapuera, o Central Park brasileiro, pra treinar um pouco de boxe. Corremos, trocamos socos, batemos em árvores, pulamos corda e fizemos abdominal na grama. Foi um programa realmente diferente e divertido, que eu espero que se repita de novo. Deu até pra ver a taça de Roland Garros, que estava em exposição no meio do parque (cercada de uma dezena de seguranças). Na volta, paramos no "Duty Free",a  lojinha mais bonita da cidade pra comprar chocolates, cervejas e temperos importados. Chegando em casa, a Manda tava recebendo a visita de uma amiga da faculdade, o que significava uma geladeira cheia de cerveja gelada (tudo o que um boxeador precisa depois de um treino) e uma porção de calabresas.
No domingo, saímos pra almoçar no BK shopping, começamos os preparativos pra viagem e usei o final do dia pra colocar minha TV em dia (assisti o especial de 20 anos de Doctor Who "Five Doctors", JLA vs. Teen Titans e o mais recente e genial episódio de Sherlock).  

sexta-feira, abril 08, 2016

BATMAN V (SUPERMAN)

Bom, já faz um tempão que o filme já estreiou, então não é mais SPOILER falar de BATMAN V SUPERMAN, né?Se não viu o filme ainda, nem veja (brinqs), pode pular o post!
Era uma quarta-feira, noite de pre-estreia e saí do trabalho cansado e suado louco pra encontrar a Manda e assistir um filme que prometia muito. BATMAN VS SUPERMAN, caralho, podia ter sido incrível, né? Com certeza, mas não foi.
O filme é o pior lixo que assisti recentemente no cinema. Uma gororoba difícil de engolir.Tem cena de sonho usada em trailer, Lelek Luthor Coringuete (com altos momentos de vergonha alheia), cenas que a gente já cansou de ver mil vezes e tanta, mas tanta coisa desnecessária que é de dar dó. Alguma coisa se salva? O Batman se pá. E a Mujer Maravilha. Mas só.
O grande problema é que ninguém NA WARNER entende o Superman. Desde da época do Tim Burton, que queriam botar a porra do Nicolas Cage pra interpretar o cara isso ficou claro. Superman O Retorno é um lixo, Homem de Aço é um Lixo e Batman vs. Superman é um filme do morcegão reaça.
Puta que pariu, custa colocar o Super pra enfrentar a porra dum supervilão? Parasita, Bizarro, BRAINIAC!!! Porque sempre apelar pro porra do Zod?
Não quer fazer isso? Beleza, mas se quer construir um UNIVERSO, não vai ter um monte de vilão preso no filme do Esquadrão Suicida? Porque não colocar eles contra o Crocodilo ou Diablo?
Aí Bat luta contra o Super porque cada um quer solucionar o caso de um jeito?
Esse filme não precisava do Apocalypse e MUITO MENOS de um coringa fajuto.
É isso que Lelek Snyder não entende. Porque ele curte o Bátima! Que ele conhece dos videugaime! E fodasse o Superman e seus coadjuvantes! Jimmy Olsen? Mata! Lex Luthor? Podemos pintar o cabelo dele de verde?
É basicamente isso. E claro que tem gente que gostou do filme. Pra quem curte SÓ O BATMAN ta tudo bem. É um ótimo filme do Batman, só é um péssimo filme da DC como um tudo, e principalmente do Superman.
Não vale nem a pena postar o trailer aqui porque...bom, quem realmente destruiu o filme foi o editor do trailer. Todo mundo já chega no cinema sabendo a melhor frase ("Do you bleed?") e a melhor cena (chegada da Mulher-Maravilha). Na verdade, o trailer tem até cena que nem faz parte da trama central do filme. A cena do deserto seria uma ótima surpresa, se fosse surpresa.
Teve gente que saiu do cinema antes do filme acabar, teve gente que aplaudiu no final. É filme ruim? Claro que não. Mas não é nem de longe tão divertido quanto Deadpool.¯\_(ツ)_/¯

terça-feira, abril 05, 2016

Saldanha Marinho

Existe um buraco bem no meio de Jau. Bem ali onde costumava ficar um lugar que teve muita importância na minha infância. Não tem casa nenhuma ali, só terra e nada. Como se alguém tivesse recortado o que havia ali. Mas eu ainda posso ver a antiga casa de meus avós, como se ainda estivesse ali. Uma velha construção rosa (que eu via como mansão) que se destaca de todas as outras. Vejo as árvores ao redor, onde eu brinco de me esconder  (não sei de quem, já que meus amigos não entram ali). Vejo as torres e a grade baixa da entrada. O portão de ferro que não segura ninguém. A escadaria branca e as portas de correr de vidro que aguardam no topo. Meu avô sorri da sacada. Não porque ele ache algo engraçado, mas porque ainda não se acostumou com a prótese nova. Entro na sala e sento no sofá de couro para observar (talvez pela milésima vez) os livros da estante. Coleções infantis e infanto-juvenis. Meu personagem favorito é um sapo (ou um pássaro) que usa uma boina de francês. O quarto de meus avós é meu também. Qualquer um entra ali a qualquer momento. Tem uma TV (com um controle remoto embutido que encaixa no topo) onde eu assisto Cavaleiros do Zodíaco ou Tintin enquanto os adultos assistem novela na sala. Lá tem um cofre que eu nunca abri, E um aparelho de som que ao invés de músicas toca vozes que te ajudam a relaxar. As vozes me assustam um pouco. O número da delegacia está anotado ao lado do telefone. Isso me assuta um pouco também. O armário guarda doces, e fica trancado com um chaveiro de pata de coelho. A copa tem uma mesa que só é usada em eventos especiais. Tem fotos antigas e um baú num canto. Não me admira que esse lugar atraia bandidos. É cheio de baús, cofres e tesouros. O quarto da "minha mãe" é muito parecido com o "meu". Tem três camas, uma grudada ao lado da outra, sem nenhum espaço para transitar entre elas. Estantes cheias de revistas, talvez outro baú. É aqui que eu guardo minha lata de panetone cheia de  brinquedos de Kinder Ovo e a sacola onde guardo meus gibis. Todos meus gibis ainda cabem em uma única sacola. Escrevo meu nome neles e a numeração deles na minha coleção. Em breve não será mais possível contá-los. De vez em quando, minhas tias decidem abrir o baú e se livrar de coisas que não querem mais. Adoro herdar esse tipo de coisa. O último quarto antes da copa pertence ao inimigo, está sempre trancado e eu nunca entro ali. Na sala minhas memórias se confundem, acho difícil que realmente coubesse tanta coisa ali. Vejo um sofá de frente pra TV, uma cadeira de balanço, uma poltrona enorme onde minha vó faz palavras cruzadas com os óculos presos em seu pescoço por uma cordinha. Ali também tem uma mesa de jantar (onde minha tia me ensinou a ler), uma foto enorme da minha mãe jovem na parede. Tem até uma pia, que não parece pertencer a esse tipo de ambiente. Eu aprendo a abrir nozes e quebro meu dedo do pé na porta do banheiro. O banheiro é gigante e tem uma janela que dá para uma árvore que me dá medo, pois sempre imagino que vai ter algum estranho ali. O banheiro é estranho: tem um bidê, mertiolate e nada que segure a água do chuveiro. A cozinha tem uma mesa onde normalmente servem batata frita oleosa (minha batata favorita até hoje) e carne de panela. Minha comida favorita. Se eu tiver sorte vai chover, e vão fazer bolinho de chuva açucarado. Minha sobremesa favorita. Tem duas geladeiras na cozinha. Uma delas é antiga e dá choque se você não segurar no pano do puxador para abri-la. A outra tem torta de frango gelada e sorvete. Passo pela porta de cozinha e saio para "os fundos". Tem uma mesa de pedra bem no meio do quintal. Subo nela pra fugir do fox paulistinha. Outra tia toma sol numa esteira ali perto, sem se incomodar com o cachorro nem com a ausência de uma piscina. Tem outro banheiro aqui fora. A descarga é uma corda. Minha mãe costumava contar da vez que teve pular da janela dele para a pia do tanque do lado de fora. Sempre quis fazer igual um dia, não lembro se um dia cheguei a conseguir e agora acho que é tarde demais. Aqui fora é gigantesco. Tem bananeiras, árvores mais velhas que meus avós, jabuticabeiras e uma garagem que está sempre fechada. Mais pro leste tem um cercado com mais árvores de espinhas negras e um galinheiro abandonado. Da garagem sai uma estrada de pedras (acho que um dia ela foi coberta por uvas) que dá em um outro portão de aço, mais próximo da rua. Tem muito lugar pra se esconder aqui. Faz tempo que não visito essa casa fisicamente. Mas as vezes ela aparece meus sonhos, como se nunca tivesse deixado de existir. Hoje, mendigos, ladrões e saqueadores acabaram com lugar. Saquearam até não sobrar nada. As paredes tombaram.  Não sobrou nada. Nem a tv com o controle encaixável, nem os livros do pássaro francês, nem o cofre nem os baús. Ouço meu pai estacionar uma belina azul na frente do sobrado. Hora de voltar para casa.
São quase uma da manhã. Amanhã é segunda-feira e ainda não consegui dormir. 
Caí num buraco. E vim parar na Rua Saldanha Marinho.

PS: Quando fui procurar uma foto do buraco pra ilustrar esse post, acabei descobrindo que a imagem exibida no Google Maps ainda mostra a casa de meus avós, como se ela nunca tivesse saído dali. Quase chorei, eu não sou o único que ainda se lembra.

Carne, cerveja & Netflix

Esse foi o mais social dos últimos finais de semana. Já na sexta encontrei o Kev na saída do metrô pra gente comprar uns litrões de cerveja. A ideia era ficar na frente da Roosevelt, onde o Pirata ia estar com uns amigos com um balde de gelo e fazer uma bebedeira economica. Mas antes disso acabamos com quase todas as cervejas em casa, junto com um primo do Kev e uma amiga da pós da Manda. 
Rolou até porção firmeza de calabresa com pão de um real! Acabamos levando várias bebidas que tínhamos abertas em casa e que nunca tinhamos cia pra tomar e zeramos tudo na praça. Pessoas, mendigos e vendedores de bolos começaram a chegar. E só sei que a noite acabou quando um amigo meu foi mijar numa parede e tomou spray de pimenta na cara. 
Sábado eu e a Manda ficamos mais de boa, só curtindo um Netflix mesmo e umas porções de carne com cebola.
Domingo, fomos num churrasco na casa de um amigo do tabalho. Era longe, mas mesmo tudo que é longe fica perto de casa pela facilidade. Comemos mais carne, tomei umas cervejas, nos divertimos e voltamos pra casa pra mais um pouco de Netflix. Sim, existe um padrão aqui. 
Na segunda feira, voltando de uma reunião seila onde, acabei sendo ajudado por um russo gente fina que não só me indicou o ônibus alternativo certo como também disse ser dono de uma editora (quem sabe um dia não rola uma parceria?). Coisas malucas acontecem. Hoje (terça-feira), acabei de receber o e-mail de uma outra editora confirmando minha participação na terceira antologia da qual vou participar esse ano.  Enquanto eu estava ligeiramente perdido, começou a tocar dancing through life no meu iPod, nada mais justo. :)