quarta-feira, novembro 13, 2019

Se a vida te dá cupons do ifood...

Nesse final de semana, ficamos por São Paulo descansando. A Amanda mais do que nunca, já que tava praticamente de cama, com uma lesão inexplicada de microfaturas no joelho e se arrastando que nem um zumbi pela casa (ela até imita os personagens de walking dead, o que torna tudo ainda mais bizarro). Então aproveitei pra ler bastante (Batman: White Knight é a recomendação da semana, mas Imortal Hulk também vale demais a pena), jogar muito videogame (terminei Gears 5, cuja história parece acabar no meio) e aproveitando que no almoço queríamos passar numa loja trocar as películas dos nossos celulares, acabamos encontrando um lugar novo pra provar, chamado Espeto São Paulo. Alguns seriados e boas horas de sono depois, pegamos um uber pro shopping Eldorado, pra gastar os ingressos de cinema (com pipoca e refrigerante grátis) que eu tinha ganhado da agência de aniversario. Assistimos o novo Exterminador do Futuro (Dark Fate), filminho realmente bem divertido, com ótimas cenas de ação e bom roteiro (fora que o novo modelo de exterminador, de cor preta, ficou animal!).
Domingo de manhã tomamos café com chocotone trufado, depois fui correr no minhocão pra tentar queimar algumas dessas calorias. Darcilene (que é o nome de vó que eu tenho usado pra chamar a Amanda manca) fez alcatra na cerveja e macarronada pro almoço e depois assistimos ao live action do Dumbo (que é bem sem graça). Depois aproveitamos cupons do ifood pra jantar um tradicional calzone do Green e donuts de sonho de valsa. Incrível como no mundo do ifood uma salada custa mais de R$30, mas sobremesas maravilhosas saem praticamente de graça.
PS: essa semana também estrearam a nova temporada de Rick e Morty (que tá melhor do que nunca) e Mandalorian (nova série do universo de Star Wars, criada pro Disney Plus, que está sensacional também!). Será esse o começo do fim da Netflix e a volta pro mundo dos torrents?

quinta-feira, novembro 07, 2019

Envelheço nas cidades

Terça passada saí comemorar meu aniversário no dia certo com a Amanda, minha irmã, o Vyctor e minha tia Fá. Fomos no Outback e parecia que cada mesa do lugar tinha um aniversariante. Sério, cantaram parabéns pelo menos umas sete vezes antes da nossa mesa. Acho que é isso que acontece quando se tem poucos lugares que dão sobremesa grátis pro aniversariante. Jaú está precisando de um lugar com esse diferencial. Além da sobremesa, eu tinha um voucher de cebola grátis sobrando da BGS, então acabamos conseguindo pedir bastante comida gastando muito pouco. Até sobrou pra eu levar pra casa, coisa que geralmente não acontece nesse lugar. Depois, no almoço de sexta (dia de recebimento do VR), o pessoal do trabalho sugeriu que fossemos no Hero´s Burger. Afinal, era uma hamburgueria, jauense, toda tematizada com colecionáveis de super-heróis. Ou seja, parecia ser o lugar perfeito pra ocasião. Fora isso, a lanchonete tinha acabado de protagonizar um episódio de Pesadelo na Cozinha, meme favorito da equipe no momento. Mas a verdade é que apesar de todas essas vantagens, o lanche continua bem fraco, sem nenhum diferencial e fomos muito mal atendidos (hamburgers chegando separados com mais de 20min de diferença, bebidas que nem chegaram, cobranças de coisas que não foram pedidas). De qualquer forma, valeu a experiência.
A noite, saindo do trabalho eu encontrei a Amanda e fomos pro Tom Brasil conferir um show da banda Nazareth, que estava em turnê comemorando seus 50 anos de carreira. As músicas mais famosinhas deles são “Love Hurts”, “Hair of the Dog” e “Razamanaz”, muito ouvidas nos anos 1970. Mas eu gosto mesmo de "Love leads to Madness" e "Beggar's Day". E caramba, nada como uma banda sexagenária pra alegrar o dia e começar bem um novo ciclo. Até aManda que não é do roque admitiu que o show foi foda. Os caras tocam demais e, como (injustamente) a banda não é tão famosa assim, deu pra ficar colado na grade vendo tudo bem de perto. E o legal foi que o Nazareth ainda fechou o bis com a música "Go Down Fighting", mostrando que não tem essa de se aposentar e desistir de viver uma vida rock n´roll, e que vão continuar lutando até cair (algo simplesmente perfeito pra se lembrar em um aniversário).
Sábado de manhã, minha tia encontrou a gente no estacionamento e voltamos pra Jaú pra comemorar o aniversário da minha mãe. Chegamos por volta da hora do almoço, e com a Maria por lá, nem parecia que era final de semana. Depois de comer e cochilar, eu e aManda fomos encontrar o Gustinho, a Maryna e o Rauh na cafeteria União do shopping (que faz uns cafés gelados muito bons, por sinal). Ganhei mais presentes (armário renovado com muitas camisetas novas) e convidamos eles pra irem em casa a noite comer uma pizza junto com os amigos da minha mãe. Mais uma vez teve Rospinho, bolo de casamento (dessa vez um de ganache, também maravilhoso) e pavê de nozes. Cantamos parabéns pra minha mãe (grande companheira na luta contra o envelhecimento mental),  todo mundo conheceu o bebê agostinho e assim tivemos dois finais de semana seguidos de comemorações.
Domingo de manhã finalmente consegui descansar no sofá um pouquinho (assisti o último filme da Tomb Raider e li mais uma edição de Doomsday Clock), almocei em casa com minha família, passei no Ney deixar umas caixas de madeira e finalmente pegar nosso convite do casamento do Frodo, dei uma micro-cochilada e logo já era mais uma vez hora do cafézinho pré-estrada com a família.  


quarta-feira, outubro 30, 2019

Envelhecer é doce

Nessa sexta, véspera de aniversário, eu e aManda voltamos pra Jaú, depois de ficarmos um bom tempo sem pegar estrada. Voltamos ouvindo Nerdcast e Gipsy Kings, e até que o tempo passou rápido, mesmo com a gente chegando lá só por volta da meia noite. 
Sábado tomei café com meus pais, li uns quadrinhos que chegaram pelo correio (como o visualmente incrível Batman: Noel), aproveitei pra cortar o cabelo e fazer a barba, tirei uma soneca, assisti um filminho bem legal na Netflix (Hunt for the Wilderpeople), encontrei o Guto pra um mini happy hour na oktoberfest jauense do shopping e depois comemorei meu pré-aniversário com meus pais e a Amanda em casa. Teve pizza do Rospinho, batida de morango mineiro com champanhe, bolo de nozes e docinhos incríveis da nova doceira de casamentos da cidade, que faz coisas como brigadeiro com mini garrafinha de amarula e coraçõezinhos de chocolate branco recheados com cheesecake e geleia de morango. 
Domingo mais alguns quadrinhos (os meus queridos X-Men finalmente voltaram a ter uma fase decente, nas mãos do Hickman), tomamos café da manhã com bolo curtido e escutei uns discos enquanto procurava hqs que pretendo levar na CCX esse ano. Ajudei minha mãe a passar umas fotos pro computador, tirei um cochilo e ao anoitecer eu e a Amanda pegamos a estrada de volta pra metrópole, dessa vez sob raios e trovões, numa chuvinha que, apesar de chata, não atrapalhou nosso horário de chegada.

terça-feira, outubro 22, 2019

NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA BATMAN!!!

No sábado, logo pela manhã eu e a Amanda fomos visitar a Exposição que celebra os 80 anos do Batman, que foi montada no Memorial da América Latina. Os responsáveis são os mesmos caras que fizeram a exposição de quadrinhos no MIS e mais uma vez fui lá passar uma invejinha do bem da coleção deles. Os caras tem praticamente todos os quadrinhos mais importantes do Homem-Morcego, importados e autografados, muitas artes originais, a primeira publicação do Batman no Brasil (em Lobinho número 7), bonecos incríveis e muita batmemorabília. Sério, é de ficar babando. Eu queria demais morar naquele lugar. Fora que todos os itens são apresentados em ambientes como a Mansão Wayne, o asilo Arkham e a Batcaverna. Ah, isso não é tudo! 
Eles tem 3 batmóveis! Sim, três, que andam e tudo! Duas são réplicas do carro da série clássica e um o batmóvel do filme do Tim Burton. E ainda tem o Coringamóvel em tamanho real! Um sonho pra qualquer batfã! Sério, saí de lá planejando alugar uma fantasia de Coringa e bolando um plano pra assaltar o lugar. Saindo de lá, fomos almoçar um Popeye´s no Shopping Light, tomamos um sorvetinho e depois voltamos pra casa tirar um cochilo. Quando acordei, passei várias horas em alto mar com o Frodo e o Toiço, matando megalodons, acumulando tesouros e enfrentando navios fantasma em Sea of Thieves. A noite, fui com a Manda no Pastel da Mi, comer um temaki e depois terminamos o dia assistindo o excelente "A beira da Loucura" do John Carpenter na Netflix.

Domingo passei a manhã lendo quadrinhos (principalmente aquelas que fazem parte do encadernado "Life in Pictures", do Will Eisner), depois fui dar uma caminhada no bom  e velho minhocão. Pro almoço, a Amanda pediu o delivery do Mocotó e ficamos impressionados com a apresentação dos caras. Fora que os dadinhos de tapioca e o baião de dois estavam tão bons quanto o que comemos pessoalmente no restaurante um tempinho atrás. Passei um tempo jogando Gears 5 (jogo tá bonito mesmo) e perto do finzinho da tarde caminhamos até a Maria Antônia tomar um Açaí da Barra. Sim, o mesmo que tem em Jaú. Na verdade, fui pesquisar agora e acabei descobrindo que existem mais de 60 lojas da franquia! E tudo começou com a unidade da Barra Bonita. Voltando pra casa, terminamos o final de semana fechando a 5a temporada de Brooklyn99. Batsucesso!

Super Vácuo


O Super Vácuo foi o primeiro personagem que criei pra uma história em quadrinhos. Pelo nome, e levando em consideração que eu estava na terceira série quando ele foi concebido você já deve ter adivinhado que ele é uma vaca do sexo masculino, né? E obviamente ele tem o poder de voar e gerar o vácuo pra nocautear seus inimigos. Irônico pensar que ele nasceu na aula de física, uma matéria que até hoje eu não entendo direito. Talvez, mas só talvez por eu estar ocupado demais desenhando vacas de capa enquanto o professor explicava o assunto. Infelizmente acho que não sobrou nenhum quadrinho dessa época comigo (muitas aventuras ele dividia com personagens desenhados por outras pessoas, então acho que muitas páginas não fui nem eu que guardei), e mal lembro de quem eram os inimigos que ele enfrentava. De qualquer forma, fica aqui um desenho que fiz do personagem hoje no paint, baseado no pouco que consigo me lembrar dele de cabeça.

Viagem no tempo

A memória é um negócio muito doido. Por algum motivo, parece que ela dá um peso maior pras coisas da infância e da adolescência. Tanto que tem até nome diferente pra elas. Depois, dos 20 ao 60 é tudo um bolo só, a longa fase adulta. Bom, acontece que lá pelos idos tempos do Exupery, mais especificamente entre a terceira e a sexta série, um dos meus melhores amigos era o Danylo. A gente andava junto com o "Digão" (que nem atende mais por esse nome) e o Wella (que nem usava esse apelido ainda). E juntos éramos a turma do desenho, que passava o dia inventando histórias e personagens e desenhávamos nossos próprios quadrinhos (e até albuns de figurinhas desses personagens!). Éramos muito amigos mesmo, mas um dia o pai dele teve que mudar pra outra cidade por conta do trabalho e a gente nunca mais se falou.
Uma década depois chegou o Facebook, passamos a acompanhar a vida um do outro de longe  e ele meio que virou o cara que via as fotos da turma e perguntava "então fulano é esse careca aí da esquerda?"
Eis que esses tempos ele mudou pra São Paulo com a mulher e nessa sexta decidimos marcar uma cerveja pra botar o papo em dia, afinal tínhamos só uns 20 anos de atualização pendentes.
Foi louco foi perceber o quanto, mesmo com a distância, seguimos caminhos parecidos. Ele também se formou em publicidade, casou ano passado (depois de morar junto com a namorada por anos), arrisca uns rabiscos de vez em quando e veio parar na capital. E mais doido ainda perceber o quanto, apesar de todo esse tempo, na essência ele continuava sendo a mesma pessoa. Mesmos trejeitos, mesmos gostos, mesmo tipo de piada. Realmente incrível poder sentar pra relembrar de tanta coisa da nossa infância, que sinceramente nem parece ter acabado há tanto tempo assim.
OBS: Posts sobre o Super Vácuo (primeiro personagem que lembro de ter criado) e o Esquadrão Zero (primeiro grupo de super-heróis que desenhei) em breve. 

terça-feira, outubro 15, 2019

Friends, Nordestarantino & Gameplay


Na sexta, saí do trabalho e parei ali na Pamplona pra visitar a Casa Warner, que esse ano trazia uma edição especial focada nos 25 anos daquela que talvez seja a melhor comédia de todos os tempos: Friends!  Acho que essa série foi a primeira grande sitcom que eu realmente acompanhei com gosto e, apesar de hoje não ser mais a minha favorita, com certeza está no meu top 5. Além disso, não dá pra negar que Chandler e Joey construíram grande parte da minha personalidade. 

A Casa Warner tem uma estrutura muito parecida com parques americanos tipo a Universal. Você só pode entrar com hora agendada, em grupos pequenos de 20 pessoas por vez em cada ambiente, com guias humorados e bem treinados. Lá dentro você pode tirar foto em vários cenários clássicos da série, inclusive em um sofá original da gravação, que fica dentro de uma réplica do Central Perk, onde você ganha até um cafézinho de cortesia! Uma experiência realmente diferente, e uma ótima oportunidade pra celebrar esse incrível seriado.
Sábado, com a Amanda voltando de Jaú pra onde ela tinha ido atender um paciente no dia anterior, passei o dia todo em casa lendo quadrinhos, vendo filmes e principalmente jogando videogame (destque pra Tembo, um joguinho lindo da Sega, que lembra bastante Sonic, só que no lugar do porco-espinho traz um um elefante vestido de Rambo). A tardezinha fui pro Cine Olido assistir Bacurau, pra ver qual era a desse filme nacional que todo mundo tava comentando a respeito. O ingresso nesse cinema custa só R$2 e a sala lembra bastante o Marabá ou o cinema da prefeitura de Jaú, mas o filme era realmente excelente! É praticamente um roteiro de faroeste a moda do Tarantino, que se passa no Nordeste. Sério, nem vai atrás de saber qual é a história, só vai assistir que vale demais a pena! Saindo do cinema, fui pro metrô esperar a Amanda que tinha acabado de chegar. Caminhamos juntos de volta pra casa, parando pra jantar no Dolar burger, um lugar novo que abriu na rua, e está fazendo uns lanches bem honesto e pra pegar uma tortinha de morango do Marajá.

Domingo, praticamente fizemos um brunch, pedindo shwarma do Vovô Ali lá pelas 11h da matina, já que depois eu sairia pra mais um dia na BGS e a Amanda iria pra fila do show da dupla Sandy & Júnior. Encontrei o Viny e o Jamyl na frente da Expo Center Norte, e conseguimos aproveitar meia hora da entrada vip (nosso ingresso deixava a gente entrar 1h antes da geral, coisa que sempre sonhei fazer na CCXP). Conseguimos aproveitar a brecha pra testar Nioh2 e o novo jogo do Predator no stand da Sony, paramos pra ver a boneca original do filme Annabelle, ganhamos dezenas de vouchers do Outback e vimos John Romero (criador de Doom) e Shota Nakama (nome real do cara, sério mesmo), compositor que participou de trilhas de franquias como Final Fantasy e Kingdom Hearts. Contudo, assim que abriram a porteira pro grande público, ficou impossível até de andar pela BGS. Jogar qualquer coisa? Nem pensar. Então só demos mais uma volta, e perto das 16h fomos embora. E enquanto Amanda tava pulando no Alianz, fechei meu domingo jogando Gears of War 5 e assistindo "El Camino" na Netflix.

Brasil Game Show 2019

Duas semanas atrás eu acordei cedo num domingo pra tentar ganhar uns ingressos e acabou não rolando. Mas eis que nessa terça-feira, recebi a maravilhosa notícia de que tinham arrumado um ingresso vip pra eu ir pro evento pela agência. Melhor ainda: pude ir já na quarta-feira, dia fechado só pra imprensa (ou seja, sem filas quilométricas), bem no meio da tarde! Great Success! Sendo assim, minha semana começou bem já que bem no meio dela parti animado pra minha primeira Brasil Game Show, que pra quem não conhece, é a maior feira de games da América Latina, tipo uma Comic Con dos jogos.
Cheguei e fui direto pro stand da Microsoft testar o novo Battletoads, passei vontade no da Sony (tinha que agendar pra jogar Avengers ou Iron Man VR, mas claro que quando tentei já estava tudo esgotado), e gastei a maior parte do meu tempo na área da Stern, que é talvez a mais famosa marca de máquinas de pinball da atualidade. Tinha máquina do AC/DC, do Iron Maiden, do Batman, Deadpool, Jurassic Park, todos os pinballs possíveis, pra jogar de graça, quantas vezes eu quisesse, sem filas! Fora várias outras máquinas de fliperama: tambor, moto, Daytona, TWD com bestas iguais a do Darryl, clássicos como Marvel vs Capcom e Cadillacs & Dinossaurs. Esse foi, de longe, meu lugar favorito de todo o evento.
Depois testei o novo Zelda e o Mario Maker 2 na Nintendo, e ganhei uma camiseta do último jogo do Homem-Aranha em um game show comandado por Lucas Silva e Silva, diretamente do mundo da lua. A Marvel comemora 80 anos em 2019 e ganhava o jogo quem dissesse o nome de 80 personagens da editora em 80 segundos. Olha aí esse meu conhecimento bobo sendo útil uma vez na vida!
Mais tarde, acabei encontrando por lá o Doug (ex-Wonderman). Comemos um lanchão de frango, demos mais uma volta pelas áreas de vendas de acessórios de PC, Fortnite, lojinhas de funko, e obviamente, pelo espaço dos fliperamas.
Acabou sendo um dia bastante produtivo e meu ingresso ainda me dava direito de voltar em qualquer um dos outros dias da feira, que ia rolar até domingo!

terça-feira, outubro 08, 2019

#BepartoftheLegacy 

Nessa sexta, eu e aManda jantamos no El Dorado (era Taco Day no Taco Bell e tinham sobremesas novas no Havana!) e depois fomos conferir o tão aguardando filme novo do Coringa e, bom, como sempre, a DC me decepcionou mais uma vez. Parece que eles fazem questão de deixar o filme na mão de gente que não entende a essência dos personagens. A fotografia é incrível, a trilha sonora é perfeita, Joaquin Phoenix faz a interpretação da sua vida, mas o roteiro. Ah, esse faz falta hein. Não duvido que o filme impressione pessoas que não tenham o costume de assistir muitos filmes cult, mas se você já cansou de assistir aos clássicos do Scorcese "Taxi Driver" e "O Rei da Comédia" e também já viu "Você Nunca Esteve Realmente Aqui" não vai encontrar nada de novo nesse roteiro. A história está praticamente toda no trailer (e o que não está, era melhor não ter existido porque por pouco não é uma tragédia tão grande quanto todo o lance da "Martha!" de Batman vs Superman). 
Sem um pingo de originalidade, o filme é praticamente uma extensão de 2h do trailer. O logo da DC está ali só pra trazer gente pro cinema, já  que a história não segue em nada a trajetória do personagem que já tem de 80 anos de boas histórias nos quadrinhos. É realmente uma pena, um grande desperdício de potencial. O meu Coringa é carismático, louco e engraçado. O do filme é triste, doente, transtornado. Está longe de ser o personagem que eu quero ver nas telas. Sábado de manhã, meus pais vieram pra São Paulo então eu, minha tia Fátima e meus irmãos fomos encontrá-los pro almoço no Top Center. Caminhamos até o Manai do Shopping Cidade São Paulo, trocamos presentes, tomamos sorvete e depois fomos até o Ibirapuera, onde está acontecendo a exposição The Art of the Brick: DC Super Heroes do artista americano Nathan Sawaya na Oca. São mais de 2 milhões de bloquinhos coloridos utilizados em 120 impressionantes obras de arte, todas inspiradas em personagens da DC. Tem várias capas clássicas recriadas em 3d, heróis e vilões em tamanho real e até um Batmóvel em tamanho real (5,5 metros) construído com quase meio milhão de peças! Passamos mais de uma hora lá dentro e o tempo passou voando, é uma experiência realmente incrível! Depois passei em casa buscar a Amanda e fomos na pizzaria Esperanza jantar umas pizzas de marguerita.
No domingo de manhã, encontramos minha família na Padaria Aracaju pra tomar café da manhã, depois demos um tempo em casa, onde dava pra acomodar melhor todo mundo junto. Meu irmão foi embora antes do almoço, depois eu, a Amanda, meus pais e a Very ainda caminhamos até o Light, onde estava rolando uma feira de comidinhas no Rooftop, que tem inclusive uma vista incrível do Teatro Municipal. Lá aproveitamos pra comer umas coxinhas e lanches da pastrami do Fornô sem ter que ficar na fila por 2h e pegamos banoffee de sobremesa, curtindo a brisa do centro paulistano ao som de músicas nacionais. Mais tarde, meus pais e minha irmã seguiram pra Av. Paulista e eu e a Amanda voltamos pra casa tirar um cochilo. 
Eu precisa descansar, já que as 17h tinha combinado de encontrar um amigo no metrô pra mais um show do Iron Maiden! Não parece, mas já fazem pouco mais de 10 anos que eu vi a banda ao vivo pela primeira vez, em 15 de março de 2009 (outro domingo), em Interlagos, junto com meu irmão. 
Uma década depois da banda me impressionar pela primeira vez, Bruce Dickinson agora está com mais de sessenta anos de idade (mas deixou até o cabelo crescer de novo!) e venceu um câncer na garganta recentemente, então não consegue mais elevar a voz como antes, mas ainda deixa qualquer outro frontman no chinelo. Ele corre de um lado pro outro como uma criança, acertando seus colegas de banda com espadas de plástico, soltando fogos pro alto com um lança-chamas nas costas e enforcando Adrian Smith e Dave Murray com os cabos de suas guitarras. O show é um espetáculo teatral maior ainda (tem avião no palco em Aces high, labaredas de fogo o tempo todo, Eddie gigante inflável) e Nico, Steve Harris e cia ainda tocam muito! Foram quase 2h de pirotecnia, em um evento inesquecível que mais uma vez passei colado na grade,me irritando com as cabeças da galera alta e privilegiada da pista premium. Quando o show acabou, eu e o Viny paramos pra comer um hot dog enquanto esperávamos a chuva passar e depois enfrentamos uma fila gigantesca pra conseguir entrar na estação de metrô mais próxima. 
São Paulo é a cidade no mundo que mais escuta Iron Maiden (pode conferir a informação no Spotify). A banda sabe disso, estava nitidamente emocionada com a quantidade de gente que lotou o estádio do Morumbi e prometeu que vai continuar voltando ao Brasil até último dia de suas vidas. Bom, da minha parte podem vir que tamo junto! Up the irons! 

quarta-feira, outubro 02, 2019

Zorro, cinema de carro e chimichangas

Nessa quinta, eu saí do trabalho e fui de uber até Taboão da Serra buscar a Amanda pra gente seguir juntos pro teatro do Shopping JK, onde esta rolando todo final de semana um musical do Zorro! Os ingressos estavam com preço promocional que era quase de um terço do preço normal, então realmente não dava pra esperar o final de semana. Chegamos lá, achamos nossa mesa (tão perto do palco que até incomodava) e o show começou com um estrangeiro dando aula de sapateado pra quem tivesse coragem de subir no palco. As 21h, começou a atração principal, um musical bem divertido, cheio de músicas dos Gipsy Kings que todo mundo conhece (tipo "Bamboleio! Bamboleio!", "Volare!" ou "Djobi! Djoba!") e diversos números de sapateado liderados pelo estrangeiro que fazia o Sargento Garcia. Um show que foca mais no Don Diego do que no Zorro especificamente, mas ainda assim uma representação interessante do personagem.
Na sexta, ficamos em casa mesmo. A primeira sexta depois de várias viajando, e a gente realmente tava precisando descansar um pouco. Fizemos mini pizzas com os frios comprados na charcutaria de Monte Verde e aproveitamos a chegada de uma nova temporada de Brooklyn99 na Netflix.

Sábado comecei a jogar Detroit:Become Human, quiçá o jogo mais bonito que já peguei pro PS4. É mais filme que jogo propriamente dito, mas a história é realmente cativante. Depois saímos procurar um terno pra alugar pro casamento do Frodo e na volta paramos pra comer um shwarma no Vovô Ali, que é sempre sucesso. Em seguida, a Amanda voltou pra casa e eu fui pro CCBB ver a exposição do fotógrafo Man Ray (kapsa) e dei uma passada no sebo. A noite, fomos provar as empanadas da nova unidade da La Guapa, restaurante da masterchef Paola Carosella, que abriu ali do lado de casa. As empandas são realmente incríveis, e ainda paramos na Sorveteria do Centro pra pegar uma sobremesa. Depois, pegamos o carro no estacionamento e levamos ele pro cinema.
Tem um projeto rolando em SP que chama Cine Autorama, no qual montam um telão em um grande estacionamento e a galera pode ir assistir (de graça!) a filmes recentes, como bons jovens americanos dos anos 60. 
O negócio é muito bem organizado e conta com vários manobristas que ajudam a galera a se organizar em filas na frente da tela, tem banheiros químicos e pipoca e cachorro a quente a venda (pra quem não tiver se enchido de empanadas antes). Assistimos um curta nacional bem interessante chamado "L" e o filme "Nasce uma Estrela", que tem ótimas músicas mas pouca história.
Domingo eu acordei 6h da manhã pra tentar ganhar um kit da BGS da Microsoft. Era só pros primeiros 300 e eu achei que estava chegando cedo, mas..tinha gente acampando na fila desde quarta feira, ou seja, missão fracassada. Só ia conseguir quem tinha, no mínimo, chegado até sábado as 18h. Fui embora de mãos abanando mesmo e chegando em casa, voltei pra cama recuperar o sono perdido.
Na hora do almoço, eu e Amanda (que estava louca pra experimentar algum restaurante novo) acabamos parando no La Saborosa, um mexicano que sempre vimos mas que nunca tínhamos provado. Pedimos tacos e chimichangas e estava tudo bem gostoso, erramos rude de não visitar o lugar antes. Depois, subimos a paulista pra conhecer o famoso banoffe da Nanica, uma mistura maravilhosa de banana, doce de leite de chantily de uma pequena portinha que vende diariamente centenas de fatias dessa única sobremesa. E apesar da expectativa já ser alta, o doce realmente supreendeu, é muito bom mesmo. A tarde, li mais alguns quadrinhos, continuei a jogatina no PS4 e depois fiquei na Netflix até o dia acabar.

quinta-feira, setembro 26, 2019

Se Greenberg é Monte Verde, Bergman é o Homem Monte?

Depois de tanta estrada, o plano era ficar por São Paulo. Mas vida é o que acontece enquanto fazemos outros planos, né? Então, mais uma vez saí do trabalho na sexta e pegamos o rumo pra Jaú. Felizmente, deu pra fazer em bem menos tempo do que da última vez (no tempo normal, diga-se de passagem) e eu e a Amanda chegamos na capital do calçado feminino a tempo de um pegar um lanchão de vaca no Casarão.
Mesmo com as horas perdidas na estrada, acabei descansando tudo o que eu precisava. Assisti três filmes de grandes diretores que admiro (Morangos Silvestres, Cafe Society e Eraserhead, todos muito bons, classificados aqui em ordem decrescente), joguei um pouco de Wii, li várias hqs importadas em comemoração ao Batman Day (comemorado no sábado, com batsinal na Av. Paulista e tudo), cochilei sempre que pude, e comi muita salada e diferentes docinhos caseiros com meus pais.
Sábado a noite fomos visitar o Raul, o filho do Gustinho. Incrível como cada vez ele parece mais adulto, o que não é uma grande surpresa se considerarmos que o próprio pai dele parece cada vez mais idoso (:b).
Pequena curiosidade: quando éramos jovens e estávamos só eu e o Gustinho (diminutivo de Agostinho) conhecendo alguma pessoa nova, a conversa ocasionalmente fluía assim:
 Eu sou o Gust.
 Eu sou o Gustinho.
 Não somos parentes.
 Nem dupla sertaneja.
Mesmo aqui no blog muitas vezes eu chamo ele de Sustinho, só pra não causar essa confusão em visitantes desavisados.
Na casa dele, pedimos iFood e descobrimos que existe uma rede secreta de restaurantes jauenses de garagem que só existe através do aplicativo. E lá tem até comida mexicana!
No domingo, fui com aManda no Paris3, novo açougue gourmet toppzera da cidade e comprei uma costelinha pra fazer pro almoço.Demorou absurdamente mais do que eu esperava no forno, mas gostei do resultado. O gosto ficou show, e teve até batatas assadas cobertas de molho de gorgonzola pra acompanhar. Great Success!

terça-feira, setembro 24, 2019

A minha, a sua e a nossa verdade

Na internet, é muito fácil transformar uma mentira em verdade. 
Basta escrever qualquer merda, que vai aparecer alguém que acredite. E essa ideia vai ser compartilhada e chegar em dezenas, milhares ou milhões de pessoas que também acreditam. Por mais absurda que essa ideia possa ser.
"Afinal, porque alguém iria querer ouvir a verdade, quando pode simplesmente ouvir que está certo?"
Tem gente por aí que acredita em terra plana, que não acredita em vacina. 
Tem gente disposta a acreditar em qualquer coisa. E assim fica fácil. 
Dá pra falar que não tem desmatamento não. Que a NASA tá errada, que era só uma nuvem de chuva mexendo com os resultados dos satélites.
Dá pro Frota, que já fez filme pornô gay, virar defensor dos bons costumes e falar que fez "sexo anal técnico".
Dá pro Witzel colocar no currículo que é formado em Harvard, e quando for desmentido, dizer que na verdade escreveu isso ali porque tinha a intenção de estudar lá um dia que fica por isso mesmo.
Dá pra falar que uma reforma nas leis trabalhistas que vai tirar seus direitos, vai gerar mais empregos.
Dá pra falar que o Queiroz tinha milhões inexplicados na conta porque vendia carros usados.
Dá pro Dória, que se vendia como "Bolsodória" nas eleições, dizer que nunca esteve alinhado com o governo Bolsonaro.
Dá pra falar que o nazismo é de esquerda.
Dá pra falar que foram as próprias ONGS que botaram fogo na Amazônia.
E cada um acredita no que quiser, talkey?



A lógica é um mito

Nas HQs, Lex Luthor já foi presidente. E eu lembro de pensar na época que li essas histórias: "Caralho, que roteiro merda. Quem votaria em um cara comprovadamente sujo, mentiroso e corrupto como Lex Luthor? Isso não faz o menor sentido."
Bom, eu era jovem. Não sabia que era exatamente esse o tipo de gente se elegia o tempo todo. Primeiro, porque pessoas realmente boas não entram pra política. E segundo, porque é muito fácil manipular a população. 
Eu queria de verdade poder acreditar que foram idiotas que elegeram Bolsonaro. 
Infelizmente esse não foi o caso. 
Foram amigos próximos, parentes e conhecidos. 
Foi gente cega por uma estratégia de ódio muito bem construída contra o Lula e o PT. 
Foram rebanhos de religiosos que obedeceram cegamente seus pastores.
Milhões de pessoas com boas intenções.
Claro que pra qualquer um com um mínimo de juízo crítico era fácil perceber que o "messias" era um imbecil (que em poucos meses já soltou mais pérolas que a Dilma), preconceituoso (tem dezenas de vídeos provando isso, com os mais variados preconceitos) e obviamente tão corrupto quanto qualquer outro político (tem filho que tem laranja desaparecido, filho que foi indicado pra embaixador assim que atingiu a idade mínima pro cargo, filho que tem dezenas de funcionários fantasmas inexplicados, amigos milicianos, etc). 

Mas se existe algo mais forte que a lógica é o ódio. 
E as pessoas aprenderam a odiar o Lula como se fosse a encarnação do próprio diabo (sério, circularam vídeos por aí dizendo exatamente isso e que o "messias" era abençoado e estava vindo pra salvar o país).
Me parecia obvio que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso perceberia que Bolsonaro não era a melhor opção.
Ele veio do Rio, o estado em que os governadores dos últimos 20 anos foram presos.
Mas ele não era o Lula. Não era do PT.  
Ele já estava em carreira política há quase duas décadas e nunca fez nada que prestasse.
Mas ele não era o Lula. Não era do PT.  
Como se não fosse muito perigoso um estado laico ter alguém tão próximo de extremistas religiosos, como Edir Macedo (que teve a pachorra de bancar duas autobiografias no cinema) a Damares (que afirmou no currículo ter um mestrado concedido por Deus).
Mas ele não era o Lula. 
Não era do PT.  
E assim, um maluco foi eleito pra presidente, tendo como maior (e único) triunfo não ser o Lula.
E de lá pra cá, dia após dia perdemos cada vez mais.
Perdemos direitos com a reforma da previdência.
Estudantes perderam bolsas.
Viramos piada e motivo de vergonha internacional.
Pessoas honestas que perderam empregos por dizer a verdade.
Florestas queimaram e países estrangeiros pararam de mandar dinheiro pra preservação.
Fundos eleitorais foram aprovados.
O preço do dólar fica cada vez mais alto.
Centenas de agrotóxicos proibidos no mundo todo foram liberados.
Tudo parece estar pior do que jamais foi...mas milhares de pessoas continuam batendo palma e gritando "mito". 
Achando que está tudo bem. Afinal, pelo menos nos livramos do Lula. E do PT. 

terça-feira, setembro 17, 2019

Bodas de Papel em Monte Verde

Nesse final de semana, eu e a Amanda comemoramos um ano de casados! Pois é, o tempo voa. E pra celebrar nossas bodas de papel, viajamos pra Monte Verde! Supostamente são "só" 168km de São Paulo até lá, mas esse lance de quilometragem funciona de um jeito diferente em Minas Gerais. Saímos da garagem perto das 20h e só chegamos na pousada que era nosso destino mais de 23h30, depois de uma infinidade de curvas a 40km/h. Encontramos meus pais (que também estavam hospedados no mesmo local) e logo já saímos conhecer o primeiro restaurante da cidade, uma pizzaria bem legal que ficava a poucos metros de distância da pousada Varanda dos Colibris.
No sábado de manhã, entregaram nosso café da manhã na porta do quarto, o que é bem legal, já que faz com que você se sinta ainda mais em casa. Depois fomos pra principal rua da cidade (que chama Av. Monte Verde) e contratamos um passeio com um guia muito gente fina chamado Mastreangelo ("como a tartaruga ninja", conforme disse uma vendedora) que nos levou conhecer os principais pontos turísticos locais. Começamos com uma trilha de 40min até a Pedra Redonda.São "só" 900m, mas eu já comentei que a metragem funciona de um jeito diferente em Minas, né? 
No trecho final tem uma subida acentuada que exige um pouco de esforço, mas vale a pena já que no topo você tem uma das melhores vistas aéreas da região, a uma altitude de 1950 metros. Tiramos várias fotos lá em cima, e depois de recuperar o fôlego, tomamos uma limonada e voltamos pra caminhonete do nosso guia (que nos acompanhou até mesmo durante a subida). 
Visitamos uma lojinha de licores e doces, uma charcutaria (onde compramos umas carnes incríveis), passamos por umas pousadas pitorescas (tem uma que tem um quarto dentro de um avião e outra que parece um castelo), fomos até uma fábrica de chocolates e a um lugar que eles chamam de aeroporto, que na verdade é só um terreno grande, cercado por uns muros com pichações muito instagramáveis. Acabou valendo bastante a pena contratar o guia, já que entre cada lugar tem muita subida na terra (e eu odeio fazer rampa), e o preço é bastante justo. Fora que contratamos 3h de passeio, mas acabamos fazendo em quatro.
Voltando pra cidade, paramos na Casa do Foundue pra almoçar umas trutas (a Amanda preferiu estrogonofe, que também estava muito bom), demos uma voltinha pelas lojas do centro e depois, eu e a Amanda fizemos uma visita à Fritz Cervejaria Artesanal. Não é exatamente um grande passeio (entramos na cervejaria, mas só vemos as máquinas de longe), mas o "Sr. Fritz" (também conhecido como Jörg Franz Schwabe) é muito simpático e manja muito do negócio. Fora que ainda ganhamos duas cervejas pra levar pra casa! 
Saindo de lá, reencontramos meus pais e paramos na Dona Mucama pra jantar o famoso rodízio de foundue da cidade. O lugar era bem legal, comemos muito pão com queijo derretido, diversas carnes com diferentes molhinhos e muita fruta com chocolate.  Quando chegamos "em casa", ainda tinha uma garrafa de vinho, chocolates e uma banheira de hidromassagem (que fazia uma quantidade monstruosa de espuma) nos esperando.
No domingo de manhã, eu e a Amanda tomamos rapidão o café da manhã e corremos pro centro, onde tínhamos agendado um passeio de quadriciclo. Um cara de moto nos guiou até o local onde fizemos um mini test drive pra ficarmos a vontade com o negócio. Depois, revezando a direção, dirigimos cerca de uma hora numa trilha de terra que tinha várias subidas e descidas, com uma vista bem legal das montanhas. 
Gostei bastante da experiência! Eu que nunca pude dirigir uma moto, finalmente pude entender porque as pessoas gostam tanto de sair fazer trilha. Achei o veículo perfeito pra fazer rampa sem dificuldade! Saímos de lá cobertos de terra e bem cansados (a direção e freio são bem duros), mas com certeza foi uma diversão que valeu demais a pena! Voltamos pra pousada, pra tirar o pó e fazer o check-out, depois encontramos meus pais (que tinham saído pra missa) e fomos com eles almoçar no Pucci, um restaurante italiano muito bacana, onde comemos filet com gorgonzola, macarrão e sopa de palmito. Saindo de lá, demos uma última voltinha pela cidade e paramos no Toco pra comer um foundue maravilhoso de chocolate com morango e tomar café. E dali, pegamos a estrada de volta pra São Paulo (meus pais continuaram zanzando por Monte Verde, já que minha mãe é incansável). E assim celebramos nossas primeiras bodas, que venham muitas outras! =)
Ah, fato interessante: se você acha que o nome da cidade vem do fato dela ficar entre várias montanhas verdejantes, está redondamente enganado! Na verdade, o nome vem do seu fundador, Verner Grinberg ("green berg", "monte verde"). O lugar costumava servir apenas pra pastos e criação de gado, e não costumava ter nenhuma árvore! Todo o processo de reflorestamento  na verdade é bastante recente. Aí sim fomos surpreendidos novamente!

terça-feira, setembro 10, 2019

Todos somos conservados em banha

Jau esse final de semana parecia ficar a uns 3.000 km de distância. Acho que fizemos as piores viagens mais complicadas desde que comecei a dirigir nesse trajeto. Na sexta, dia de uma greve surpresa dos ônibus na cidade e rodízio de placas liberado, achei que saindo de casa as 17h30 ia conseguir chegar em casa mais cedo. Ledo engano, demoramos mais de uma hora só pra sair da cidade. Pegamos estrada parada por conta de acidente e tudo mais e fomos chegar mais de 23h.
Sábado de manhã, tomei café da manhã com meus pais (que tinham uma geladeira cheia de produtos mineiros da visita ao meu irmão no final de semana anterior), ouvi uns discos e li um pouco. No almoço, eles fizeram até uma salada com batata yukon e carne de porco conservada na gordura, que foi cozinhada na própria banha e deixou a casa com o maravilhoso cheiro do Polaco. E olha, eu que não sou o maior fã de leitoa do mundo, acho que foi a melhor carne desse tipo que já comi na vida. Depois, rolou rodízio de sobremesas (manjar de côco, goiabada, doce de leite e banana assada) e mais tarde, aManda foi pra casa da vó dela e eu fui pro shopping encontrar o Guto. Voltei pra casa antes das 18h, tirei um cochilo e assisti a ultima bizarrice do Lars Von Trier, o filme "A casa que Jack construiu", pesadíssimo porém original, como de costume. Mais tarde, comi uma maravilhosa pizza de aliche com meus pais e minha tia Fátima, que também estava em casa e perto das 21h levei a Amanda tomar uma caipirinha no Rei.
Domingo, depois de mais uns quadrinhos e cafés, fomos pra um churrasco na casa do Frodo, que na verdade era uma entrega coletiva supresa dos convites dos padrinhos. Ganhamos uma caixinha que tinha uma mensagem personalizada e deu pra perceber o suor escorrendo dos olhos de muita gente. São quase 20 anos de amizade e vai ser do caralho estar ao lado deles no altar. Infelizmente, tive que brindar com schweppes e cerveja sem álcool, mas espero até novembro, no grande dia deles, eu possa estar em forma de novo. Nem estava com muita fome, já que tinha até petiscado em casa, mas fizeram um carneiro coberto com queijo (cheese sheep) que não dava pra recusar. Perto das 17h voltamos pra casa, pra tomar um café e buscar minha tia, que voltou conosco pra SP.  O que eu não esperava é que mais uma vez a estrada estivesse ridiculamente cheia e parada, fazendo com que a gente chegasse em casa perto das 23h, somando no total mais de 10h de sofrência no final de semana. As vezes vejo pessoas postando que maratonaram uma série da netflix de 10 episódios no fds e me pergunto: "Como é possível?" Bom, parece que a resposta é simples: basta você não perder todo esse tempo na estrada. De qualquer forma, não tem distância que não valha a pena quando se tem família, novidades culinárias e amigos como as que nós temos nos esperando do outro lado. Como de costume, valeu muito a pena. Entretanto, continuamos no aguardo da invenção das máquinas de teleporte. Ou dos drones pessoais de vôo. Ou dos carros inteligentes que dirigem sozinhos.

quarta-feira, setembro 04, 2019

Escrito e dirigido por Quentin Tarantino

Nessa sexta, saí do trabalho e fui pro shopping Eldorado encontrar a Amanda no cinema pra gente assistir "Era uma vez...em Hollywood", o novo filme do Tarantino. No meio da seção, um maluco bêbado começou a gritar e a se levantar, chacoalhando uma garrafa de vidro, que no escuro não dava pra saber se era de whisky ou vodka. Logo várias pessoas começaram a se levantar e a sair e comecei a gritar pro lanterninha pausar a merda do filme enquanto a confusão rolava. O cara não quis sair com educação, e precisaram chamar um segurança do shopping pra retirá-lo da sala  e, como um bom babaca, ele saiu  praguejando: "Vocês não podem fazer isso, eu paguei, tenho meus direitos!". Um lanterninha me garantiu que ao final da sessão, todo mundo receberia vouchers (ingressos grátis) pra voltar outro dia, podendo escolher qualquer filme e horário. Problema resolvido, o filme continuou rolando como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse perdido uns 10/15min. O filme acabou, as pessoas começaram a ir embora e nada de cumprirem a promessa. Fiz questão de cobrar o lanterninha e depois de muuuita demora  finalmente nos entregaram dois novos ingressos. Ou seja, os caras do cinema deram um jeitinho pra diminuir o prejuízo deles. Quem não esperou ficou sem. E só eu e Amanda esperamos... ¯\_(ツ)_/¯  Anyway, eu não tenho muito do que reclamar e nosso próximo filme já está garantido!
Sábado fomos buscar uma TV no conserto e acabamos perdendo a manhã toda. Fomos uma vez e o técnico não estava, na segunda vez pegamos o aparelho mas não nos entregaram a tomada. Só depois de voltar pela terceira vez da Santa Efigênia, tivemos nosso problema resolvido. Depois disso, só saímos de casa a noitinha pra comer uma comida árabe no Mr. Bean Laden, lá no calçadão urbanóide. 
No domingo de manhã, acompanhei aManda até um consultório que entre a puta-que-o-paril e o lugar onde Judas perdeu as botas. Foi quase uma viagem, mas pelo menos la perto tem um "mercado vencedor" (o famoso "vencidinho"), que tem vários produtos baratíssimos, que na verdade nem estão tão próximos do vencimento assim. Existem poucos lugares onde uma paçoquinha da yoki custa míseros 0,05 centavos a unidade, e acho que esse provavelmente é o único na linha temporal de 2019. Depois, passei a maior parte da tarde jogando Borderlands 2 com o Frodo (que joguinho viciante no multiplayer, passamos quase 4h diretas em Pandora!), e depois fechei o domingo na companhia da Amanda, duma pizza quatro queijos e da segunda temporada de American Gods.

quarta-feira, agosto 28, 2019

Donuts, Struts & Batman


Bom, depois de sair da concessionária eu, Amanda e meus pais fomos comemorar a conquista com uns filets no All Ponto (que mais uma vez estavam muito bons) e com bolos daquela lojinha show do Paineiras especializada em doces de casamento. Passei a tarde o livro de entrevistas do Universo HQ (imprescindível pra quem curte quadrinhos!), e a noite comi uma pizza do Rospinho em casa, depois fui com a Manda no Habibs pra ela jantar (e eu pegar uma esfihinha de alpino e mais um copo do Rock in Rio pra coleção). Depois da correria da manhã, acabamos nem saindo de casa a noite, então aproveitei pra assistir a nova animação do Batman: Hush (bem competente, por sinal). Domingo gravei uns vídeos pro canal, comecei a montar um novo álbum de fotos no computador, tomei café com meus pais (tinha até donuts!) e depois almoçamos em casa. Alguns quadrinhos depois, eu e aManda pegamos a estrada de volta pra São Paulo, ouvindo Struts via bluetooth e com a suavidade de uma pluma flutuando ao vento no anoitecer.



O arco-íris (ou "Hain-Bow" como diriam os japoneses)

Essa foi uma semana bastante tensa. Tente comprar um carro morando em outra cidade e você vai ter uma ideia do que eu passei. Uma burocracia gigantesca, vendedores que não passam informação direito, telefone sem fio, laudos do Detran, documentos pra assinar em cartório, concessionária tentando te passar a perna e levar seu carro usado de graça. Se não fosse pela gigantesca ajuda dos meus pais, que foram zilhares de vezes na concessionária tentar resolver cada bucha que aparecia, eu ainda estaria andando por aí com o carro antigo. Sem brincadeira, de segunda até sexta, todo dia teve uma nova treta. Mas...com muito esforço, suor e lágrimas, acabou dando tudo certo. Eu e Amanda voltamos na sexta a noite, no busão promocional e as 9h da manhã já estávamos prontos pra retirar nosso novo autobot!
Na verdade, eu nem acreditava que podia ter um carro tão bom. Quando fui ver o preço do UP, pensei, bom, os carros japoneses então devem ser muito mais caros. Meus pais mostraram que eu estava errado quanto a isso (eles que foram até a loja e fizeram a vendedora me passar os valores que eu já tinha até desistido de saber) e percebemos que com um e$forcinho a mais, dava pra pegar um HB20! Um carro que eu sempre considerei especial e inatingível, porque participei do lançamento do aplicativo pra iPad do modelo, quando ele foi lançado no Brasil (e na época, era beeem mais caro). Nunca imaginei que pudesse ter um, muito menos agora. Eu já estava praticamente conformado ou em voltar a pegar carona ou a comprar um novo carro usado. Felizmente, a Amanda e meus pais me mostraram que eu estava enganado e sábado de manhã tive o prazer de sair da concessionária dirigindo um novo companheiro prateado, que já veio com pacote de sal grosso instalado no porta-luvas, pra garantir que não vamos mais ter dor de cabeça na estrada. 
Nosso primeiro carro zero, e veio praticamente na data da nossa comemoração de um ano do casamento! Entre as grandes vantagens estão que agora da pra ouvir músicas direto do celular, cinco anos de garantia, tem câmera de ré instalada no retrovisor, a embreagem está tão suave que as vezes até duvido se ela está engatada e o carro até me avisa quantos km ainda posso andar até acabar a gasolina. Great Success!