quarta-feira, janeiro 19, 2011

Bom, fui fazendo jogging até a academia (e na verdade corri mais do que devia porque me perdi no caminho, lógico, já que era a primeira vez que eu tentava fazer isso sozinho), treinei uns 45 minutos e depois voltei correndo (agora nunca mais erro o caminho), num puta frio do caralho. Depois tomei um banho e me encontrei com o resto do pessoal pra jantar. Comi salada e um pedaço de pizza (afinal, nem tinha almoçado hoje), tomei uma limonada e comi um pedaço de uma deliciosa torta de coco (afinal eu tinha corrido no frio hoje!). Depois dei um tempo no apartamento dos finlandeses. Talvez eu acabe me mudando pra lá, não necessariamente pro apartamento deles, mas pro condomínio onde eles moram, achei que a experiência de ter um room mate poderia ser divertida, mas se é pra ter um room mate que nem o meu que só joga xbox o dia inteiro, ronca all night long e nem fala comigo, melhor me mudar pra perto dos meus amigos (o hall dos outros brasileiros e a academia também fica mais perto de lá). São dez da noite aqui ainda e to terrivelmente entediado. Já parei um episódio de Californication e um gibi de Walking Dead no meio (e eu adoro essas coisas). Se estivesse em Jaú poderia estar comendo uma pizza da pizzaria Murgo ou tomando umas cervejas na residência paleari a essas horas, mesmo sendo terça feira. Se já estivesse tendo aulas no Mackenzie, já estaria na minha terceira cerveja no bigode. E mesmo que só estivesse em casa, pelo menos estaria com a minha família, assistindo algum bom filme depois de comer alguma coisa em algum lugar. Sei lá, eu botei minha vida numa marcha acelerada, que simplesmente não se acostuma a dias de calmaria. Não é como se coisas boas não tivessem acontecido hoje, eu simplesmente não me sinto cem por cento realizado nunca. Tipo, outro dia no ônibus da excursão eu tava pensando ´caralho, há um ano atrás eu nunca imaginaria que taria aqui no meio dos EUA, muito menos morando aqui´, ai na verdade lembrei que há um ano atrás eu tava em algum ônibus com overbook (mais gente que assentos) zanzando pela Bolívia. Tipo, foi tanta coisa diferente, que sei lá, parece que não é mais minha vida, eu to só assistindo o filme de uma outra pessoa, quando penso em certas coisas que já fiz ou que já aconteceram comigo nem consigo acreditar. E como é só um filme que eu to assistindo, eu quero correr as partes chatas pra ação e aventura logo. Dias ´comuns´ não me satisfazem. Eu preciso toda hora de lugares, pessoas ou coisas novas pra fazer, senão me deprimo. Feeling homesick...

terça-feira, janeiro 18, 2011

Bom, vou guardar pra depois esse fato estranho de ontem (fui mais João Kleber ainda,hehe). Pouco depois da minha ultima blogada, meu room mate chegou. O cara parece ser boa pessoa, mas...pow, eu queria alguém festeiro como eu e o cara tem tudo pra ser o bobo mor da universidade. È gordo, barbado daqueles que a calça fica caindo e mostrando o rego a-todo-momento, não posso mais olhar pra esquerda se não quiser ter uma visão do inferno. Ele parece o Bobby de Sons of Anarchy, só que mais bobo. Bobo mesmo, curte animes, videogame, não bebe e na verdade nem fala comigo, só responde se eu pergunto alguma coisa. Um dos caras do quarto ao lado também tem esse jeito mais bocó, tipo, quando eu fui me apresentar, o pai dele que respondia por ele, se descupando que era a primeira vez do filho dele num dormitório. Porra, gente, vamo ser normal, neh¿ Mas acho que a própria cultura americana acaba criando essas criaturinhas, tipo, eh tudo muito bem explicado, as pessoas são honestas, no Brasil você tem que ter um mínimo de malaquice ou malaquicidade (habilidade de ser malaco, ou seja, malandro) pra sobreviver na escola e no mercado de trabalho. Aqui, não, se você for bobo melhor. Então os caras se jogam de cabeça mesmo em coisas como videogames e acham que a vida é só isso. È uma pena, na verdade.

Bom, dormi (acordei umas 5 vezes com o ronco do legal aqui do lado) e depois de tomar um café da manhã no Dinning Hall (pão com patê de atum e picles e suco de maça que tinha mais açúcar que maça) parti pra minha primeira aula em solo americano, Consumer Behavior. O professor é bem gente fina, parece ser sussegado pra tirar nota, mas tem vários trabalhos e testezinhos e provas ao longo do semestre, não vou ter muito sossego quanto a isso pelo visto. A outra mackenzista também ta nessa aula, então talvez nem precise comprar sozinho os livros recomendados.
O professor da minha segunda aula, Strategic Planning for Campaings não apareceu. O sobrenome dele é SHAO. E a primeira letra do nome dele é G. Então chamam de Shao Gee. Bom, pra mim vai ser o Shaolin. Só vai voltar quinta que vem da China porque a mãe dele faleceu repentinamente. Tenho só medo que ele corra depois com a matéria, mas não vou reclamar de umas horas a mais livre.
Depois fui na lavanderia, lavei minhas roupas (foi bem mais fácil do que imaginava, na verdade). Você coloca dinheiro pela internet no seu cartão de estudante e passa ele nas máquinas (custa só 75 centavos de dólar cada uso da secadora ou lavadora). Só que como eu não sabia o tempo que cada maquina ia levar, tive que sair pra ultima aula deixando minhas roupas na secadora (incrivelmente, elas ainda estavam todas lá quando eu voltei). O professor de Advertising Management parece cobrar mais da galera, tem vários estudos de caso que vamos ter que fazer durante o semestre e apesar de ser a classe onde eu conheço mais gente (ruivo, finlandesa, gaúcha morena, mackenzista e um árabe que tava em uma das festas outro dia) o professor quem vai dividir os grupos que trabalharão juntos. Alias, tenho que abrir um parênteses sobre o Árabe. Na festa ele tava muuuuito locazzo e na aula ele parecia super nerd, de óclinhos, me mandando matérias do semestre passado por email pelo Ipad, queridinho do professor e tudo mais. Nunca acreditaria que ele era a mesma pessoa se alguém me contasse. O que me deu certo medo, de que se ele faz isso é porque algumas matérias devem exigir mesmo certa atenção da galera. Bom, tenho que me arrumar pra encontrar o pessoal na academia daqui a pouco, afinal, NO PAIN, NO GAIN!
Bom, logo depois de bloggar, achei que ia ter tempo de dar uma descansada, mas o Tintin já tava me ligando pra colar no apê deles porque tínhamos um jogo contra os paraguayos as cinco da tarde (e já eram quatro e a academia é longe pra cacete). Fui pra la e depois de uns 20 minutos de caminhada chegados na academia, que é simplesmente o melhor lugar pra se malhar do mundo! Tem uma porrada de aparelhos que eu nunca tinha visto antes, pista de corrida, tres quadras, é fenomenal, acho que vai fazer muito mais efeito do que quando eu treinava no Jahu Clube. Treinei um pouquinho só antes do jogo e já era hora de jogar. Por sorte ninguém é um Ronaldinho, e eu juro que me esforcei ao máximo então nem fiz tão feio assim. Depois voltei com os finlandeses correndo pra casa pra dar tempo de jantar (o restaurante fechava sete e meia e tínhamos jogado até as seis). Tomei um banho, e combinei com uma menina de Minas gerais que conheci na festa sábado e com o resto da galera de mundo de ir as sete pro restaurante. Me segurei ao Maximo de novo e jantei só uma salada e uma fatia de pão com atum. To orgulhoso de nem ter pego sobremesa. O pessoal tinha aulas cedo amanha (as minhas começam soh as 10) e todo mundo voltou pra casa. Aí eu cheguei em casa, liguei o notebook e quando fui me ajeitar na cama...bom, uma coisa muito estranha aconteceu. (momento joão kleber)

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Porra, essa noite dormi bem. Fui dormir uma meia noite e só acordei as 11 da manhã. Tava precisando dar uma descansada firmeza. Só fiquei puto com os vizinhos, tipo, tem um banheiro a cada dois quartos no meu dormitório, ele fica no meio dos dois quartos e quem usa tem que trancar os dois lados. Alguém usou o banheiro a noite e esqueceu de destrancar, ai não pude usar o banheiro até ir de manha xingar os caras do outro lado, mas beleza, eles pediram desculpa e me mostraram a como abrir a porta usando uma faca ou uma moeda, caso alguém esqueça de destrancar depois de usar. Meu próprio roommate não chegou ainda pra falar a verdade. Entrei um pouco na internet, li uns gibis, falei no Skype com minha família e combinei de encontrar o pessoal pro nosso primeiro almoço no Dinning Hall, restaurante que começou a funcionar pra gente hoje, onde tenho 14 acessos por semana. Você chega, passa seu cartão de estudante e come a vontade. MEL DEOS! Vou ter que tomar muito cuidado pra não engordar por aqui. No ALMOÇO eu posso escolher entre tortillas, pizzas ou doble cheeseburguers. Mas ainda bem que também tem umas saladas fenomenais (nunca fui fã de salada, mas pra não virar uma Orca –tem realmente MUITOS desses mamíferos marinhos por aqui- quando voltar pro Brasil vou ter que aprender na marra a comer direito), mas como na salada eu posso colocar vários queijos, presunto e salpicar bacon, acho que vou fazer varias refeições onde só vou me limitar a uma salada bem reforçada. Hoje como era primeiro dia também peguei um hambúrguer, mas vou tentar não fazer isso sempre. O bom é que também tem vários sucos pra escolher (nos restaurantes fast food daqui geralmente só tem refrigerante e eu fico meio puto com isso), chás gelados, leite, etc. É uma puta refeição, que não da pra colocar defeito. Tem umas sobremesas lindas (brownies, cookies, bolos), mas hoje nem tive coragem de experimentar, só peguei uma maçã pra levar pro quarto e comer quando voltasse da academia, pra onde devo ir depois da digestão. See you!
Dei um tempo no meu quarto e depois fui com o pessoal no shopping ver alguma coisa no cinema, já que não tinha muito mais coisa que pudéssemos fazer. Assistimos ´Season of the Witch´, um filme horrrrrível do Nicolas Cage (que ultimamente só faz filmes toscos, diga-se de passagem). Pra ficar ainda mais clássico compraram um daqueles baldes gigantescos de pipoca (que é do tamanho de um balde de lavar roupa) pra todo mundo comer (tavamos em 7 e sobrou) e um refrigerante num copo gigantesco. Depois passamos no supermercado (tava precisando comprar detergente pra aprender a usar as lavadoras de roupa do porão) e comprei um galão (quase 4 litros) de leite achocolatado pros meus cafés da manhã (sempre adorei comprar leite achocolatado, mas no Brasil é caro pra caralho, fiquei feliz de ver que aqui é o mesmo preço que leite normal). Depois pela primeira vez parei de verdade um pouco sozinho a noite, assisti uns seriados e li uns gibis no laptop (preciso parar de falar notebook, já que notebook aqui é literalmente caderno). Agora é quase meia noite aqui, to morrendo de sono e vou dar uma dormida. Pra quem já ta no meio da madrugada ai no Brasil, Good Dreams and Good Night! See ya!

domingo, janeiro 16, 2011

O ônibus que levou a gente pro passeio era aquele clássico onibuzinho amerciano, amarelo de levar crianças pra escola, sempre quis andar num desses. Primeiro levaram a gente em outra igreja, cheia de pinturas de crianças, bem tosca. Depois fomos no centro dedicado a George Washington Carver, um escravo que virou professor e se deu bem na vida. Bem besta na verdade, mas a trilha até a casa dele tinha uns lugares bem bonitos. Uma das invenções do maluco foi leite de amendoim (foi demais que o instrutor uma hora falou e uma das coisas pelas quais George sempre eh lembrado é pelo seu peanuts milk, alguns intercambistas entederam pênis milk, hehe) e nos ensinaram meio que a fazer (o que eh bem idiota por sinal já que é soh bater amendoim até virar pó e jogar na água, tipo, não é a maior e mais revolucionária invenção do universo, convenhamos né). Mas depois veio a janta e o pessoal dessa igreja realmente sabia cozinhar. Comi uma salada sensacional com molho e bacon, macarrão e croissants de maçã. Depois voltamos pro campus e eu e o gaúcho compramos um whisky (Cherry Jim Beam, mto bão apesar de doce) pra levar mais tarde no apê dos finlandeses. Dei um tempo no meu quarto e depois fomos pra lá. Tínhamos umas 40 latas de cerveja, Salmari e whisky e logo as pessoas foram pouco a pouco começando a perder o controle, a sanidade e eventualmente a consciência. A russa foi a primeira a entregar os pontos, depois uma das finlandesas desmaiou e depois de lavar as escadas de tres andares com vomito a outra finlandesa entregou os pontos e dormiu também. O mais legal é que o pessoal começou a surtar enquanto o cara todo certinho da Arábia Saudita ainda tava na sala, provavelmente assutadaço com o comportamento alucinado da galera. Eu e os caras ainda tavamos bem então partimos pra outra festa na casa de uns paraguayos. Aqui é crime andar com bebida aberta (ou seja, tomando) na rua e mijar na rua. Mas nós 4 acabamos tendo que fazer isso no caminho pra outra festa. La tava bem mais cheio de gente dessa vez, tinha mais um brasileiro e duas meninas de Minas. Um morador da casa rolou as escadas e ficou andando com um corte gigantesco de sangue na testa a festa toda. O (vou dividir os finlandeses em Tintin e ruivo agora, pra vocês saberem de quem eu to falando, mas ainda assim não usar os nomes reais de ninguém) Tintin de vez em quando passava rolando pelo chão da cozinha quando eu tava conversando com alguém. Ai o pessoal decidiu passar no Hardee´s comer uns hamburguers antes de ir pra casa com uma carona que eles arranjaram. Mas invés de entrar no carro, eu que já não tava totalmente são a essa hora e tinha começado minhas macaquices tava escalando a escada de um trailer estacionado na garagem do vizinho e tive que voltar pro meu dormitório mesmo. A primeira coisa que me disseram hoje foi ´ficamos preocupados porque a ultima visão que tivemos de você foi você subindo uma escada que não dava em lugar nenhum´. O ruivo falou que chegou em casa ontem (o Tintin não foi comer, foi pra casa vomitar) e viu a cena linda do Tintin dormindo no chão e das finlandesas se arrastando do sofá pra ir embora) com o árabe do lado do Tintin perguntando onde ele tinha dormido. Diria que foi um bom sábado de abertura, deu pra ver que todo mundo tem o ritmo necessário pra festa. Acordamos na hora do almoço e fomos nos entupir de gordura no Hardee´s (mais uma lunch Box) e depois jogar uma sinuca no basement do Tanner.

sábado, janeiro 15, 2011

Everyday Normal Guy

Quinta a noite no fim acabamos nem saindo, fiquei só batendo papo com os outros brasileiros, a russa e um americano que já chegou no Tanner (os finlandeses saíram pra fazer jogging, se eu fizer jogging nesse frio eu morro). Sexta deu pra dormir até tarde, rever a familia no Skype e dar um tempo de boa porque eu só tinha um encontro com minha ´orientadora´ pra montar minha grade horária as 11 e meia da manhã. Peguei cinco matérias, 2 de propaganda, 2 de marketing e uma de produção áudio visual. Na verdade aqui Marketing faz parte de Business e não de Communication, mas eu fui falar com o ´manda chuva´desse setor e ele me autorizou a pegar as matérias de marketing q eu queria, mesmo elas precisando de alguns créditos que eu não tinha, já que eu já tinha meio que visto elas (como introdução a psicologia) no Mackenzie. To com um horário bem legal, sexta feira as 11 da manha já estou livre. E o melhor eh que aqui podemos trocar ou abandonar matérias que não curtirmos durante o semestre. Depois almocei no MacDonalds e me arrependi um pouco. Foi no fim o lugar onde eu mais gastei e o lanche eh bem parecido com o brasileiro. Um McChicken (sênior, não Junior) custa um dólar, tipo metade do preço e o Big Mac 3 dólares, mas acabei comprando uma caixinha de suco de maça, porque não guento mais tomar refrigerante e só o suco foi 2 dolares. No fim ficou mais caro que nos outros lugares, não valei tanto a pena. Ai voltei no shopping trocar a jaqueta de couro que eu tinha comprado porque tinha um botão faltando, trocaram moh de boa e depois dormi a tarde inteira. Quando acordei, me encontrei com os finlandeses e o gaúcho pra comer alguma coisa. Fomos numa pizzaria que tem um desafio que quem comer uma pizza gigante deles (16 pedaços), em menos de uma hora ganha 500 dólares. Pensei que esse poderia ser meu novo emprego (comer uma pizza gigante por mês, mas eh grande mesmo, os pedaços são gigantes, eu fiquei satisfeito com dois e meio e nem comi as bordas. Mas um dos finlandeses conseguiu comer 6 pedaços em 20 minutos, acho que ele vai conseguir vencer o desafio até o final do semestre. Depois voltamos pro Crimson, que é onde os dois finlandeses tão morando, tomamos umas cervejas (ah, sempre ficamos lah descalços porque eh costume deles tirar o sapato quando entram na casa do outros, eh falta de respeito não fazer isso) e uns goles de Salmari (bebida típica deles, vodka misturada com algum tipo de doce). Um roommate deles é da Arábia Saudita e tava com um amigo lah. É um choque de culturas gigantesco. Os caras são meio bobos na minha opnião. Tipo, os dois são casados e tem filhos. Não bebem álcool e uma vez deram um puta sermão num finlandês porque ele desenhou um pinto na porta do quarto dele (pra eles eh uma grande falta de respeito, imagina esses caras estudando com a gente no colegial, hehe). Depois saímos pro Mooreman´s jogar sinuca e tomar uns jarros de Budweiser. Ganhei todos os jogos (todo mundo jogou na dupla de todo mundo, então como eu ganhei todos, acho que a sorte tava do meu lado). Fiz até uma coisa que nunca tinha feito na vida, duas bolas com uma tacada só, até o final do semestre vou ficar mto bom nisso. Depois uma asiática chegou com outro pessoal e fomos com ela pra uma balada do lado do pub chamada The Jungle. Legalzinho até, mas duas da manha os caras começaram a chutar o pessoal pra fora e eu fiquei muito puto porque ainda tinha meio litro de Bud no meu copo e não tava guentando mais virar copos desse tamanho. Como as baladas fecham cedo, as pessoas fazem festinhas em casa, então seguimos a coreana pra uma fiesta na casa de um paraguayo. Umas quatro da manha voltamos pro apartamento dos caras e comemos o que sobrou da pizza que eu achei que seria meu almoço hoje, mas pra falar a verdade nem to com muita fome, acabei de dispensar um fast food brunch, vou só dar mais um tempinho pra sair pra um passei que um cara vai nos levar pra conhecer alguns monumentos, fazenda, seilá, algum ponto turístico da cidade. See ya!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Ontem a janta não foi lah aquelas coisas, tinha só um brodo de arroz que mais parecia comida de prisão. Mas a sobremesa é sempre muito boa, mais cookies e brownies. Depois da janta fomos de novo pro Wal-Mart. Nem precisava de mais nada de la pra falar a verdade, mas comprei uma blusa xadrez de flanela vermelha, porque tava simplesmente barata demais. Também achei um moletom do caralho do Capitão América, mas fiquei com vergonha de pegar na frente de todo mundo, quem sabe outro dia. Nem sai porque tava precisando ter uma noite decente de sono e ninguém tinha nada de bom pra fazer.

Na quinta de manha teve mais orientações, tours e nos ensinaram a usar o onibuzinho da cidade (que é fenomenal porque transporta as pessoas bêbadas de madrugada, sempre achei horrível não ter ônibus de madrugada em SP e aqui eu posso simplesmente ligar pro celular do motorista e ainda pagar só cinqüenta centavos de dólar). Almocei com o resto do pessoal no Freddie´s. Um hambúrguer simplesmente fenomenal, uma porção de batatas tão grande que eu não agüentei comer, refrigerante refil (Mountain Dew eh mto bão), mas nem terminei o primeiro copo e ainda deram sorvete grátis de sobremesa, fora o desconto de 10 por cento pra quem é da PSU, tudo isso e não gastei nem 5 pilas, mas da próxima vez acho que vou pegar dois lanches ao invés do combo, aproveitar que aqui o lanche sozinho não tem preço abusivo. A tarde andamos até o shopping (sempre passando pelo cemitério, simplesmente porque fica no meio do caminho e eles não tem calçadas na principal rua da cidade). Comprei uma jaqueta de couro por 20 dólares. Sério, adoro esse país. Depois peguei meu resultado do teste de inglês, onde todo mundo tirou a mesma nota, e nem sabemos o que ela significa, e voltei pro quarto dar um tempo antes da janta. Cinco horas (eh, eh cedo pra cacete) fomos levado pra uma igreja que nos serviu uma janta bem firmeza, com salada, coxas de frango apimentadas ou no molho de abacaxi e yakisoba. Eles ainda sortearam várias coisas (não ganhei nada, mas uma russa me deu os lençóis que ela ganhou, falando que nem precisava deles, antes eu só tinha um lençol, agora tenho um pra usar quando tiver que lavar o outro) e na saída, ow, os caras dessa igreja foram muito bonzinhos, me deram um abajur, um copo e vários chocolates. Eles até ensacaram o que sobrou de comida pra quem quisesse levar pra casa.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Na terça feira, serviram um almoço pros intercambistas, apresentando os diretores da universidade e talz, numa mesa bem chique, tipo casamento e depois deram varias palestras sobre cultural adjustment. Eles querem ser bem claros aqui e o diretor do escritório internacional fez um exemplo bem legal durante uma palestra. Ele mostrou uma planta que estava em um pequeno vaso, sem lugar pra crescer, tirou ela do vaso, a desenraizando, falando que aquilo era a gente ter que abandonar nossas famílias, amigos e costumes pra trás. Daí ele transportou a muda pra uma caneca da PSU, que era o nosso novo lar. O foda eh que no meio das palestras ficam fazendo uns joguinhos bestas, tipo de acampamento de igreja pro pessoal se enturmar. Me irrita um pouco ser tratado como criança, já somos bem grandinhos pra nos enturmarmos sozinhos e bebendo. Uma coisa legal que eles tem aqui, pra quem sabe andar de bicicleta é um cara que te empresta uma bicicleta por 30 dólares por todo o semestre. E se você devolver a bicicleta, eles ainda te devolvem os 30 dólares no final do semestre. Depois das palestras, fomos no Garret do escritório internacional. Lá tem varias coisas que estudantes antigos abandonam e eu peguei uns cobertores a mais, pratos, caneca térmica, garfo, faca, cesto de lixo, e um telefone pro meu quarto. Nem anotaram o que eu peguei, nem tenho que devolver no final do semestre. E a caneca é muito boa. Nesse dia, no almoço conheci mais um finlandês, amigo do Markus, que já era da turma. Ele chegou atrasado porque como começou a nevar não tinha mais vôos naqueles jatinhos pequenos pra Joplin, então ele teve que vir de táxi pra ca desde Kansas City (ou KC como eles chamam por aqui). Gastou 300 dolares só pra vir (o voo custava uns 50). Depois levaram todo mundo pra jantar no centro comunitário de uma igreja (nesse ponto eu já tava me sentindo um mendigo, pegando cobertores usados e comendo comida doada pela igreja) e fazer compras no Wal-Mart. Comprei uma câmera fotográfica nova e um celular daqui (custa tipo 20 dolares um aparelho prepago, bem simprão da Nokia, mas o bom eh que pelo menos agora tenho um despertador, a tomada do meu celular não entrava nas tomadas daqui – a do meu celular tem aquela saída de dois pontos redondos, então desde que meu celular descarregou só tinha o relógio do Notebook, se tinha alguma coisa de manhã eu tinha que pedir pra finlandesa bater na porta do meu quarto me chamar). Depois na volta paramos numa Licour Store e eu fui tomar umas cervejas nos finlandeses (eles moram num lugar mais caro q é tipo uma republica mesmo, cada um tem seu quarto, eles tem sua sala e talz). Um fato babaca dos celulares daqui é que você tem que pagar pra receber mensagens e chamadas! Então vou ter que ficar colocando crédito no celular. Puta bosta. Depois do finlandês fomos pra casa de uns amigos de um Paraguaio que vai se formar por aqui, eh típica republica americana, tv gigante, play3, gente do mundo inteiro, bongs, luz estroboscópia e aparelhagem de dj no sótão, bem loco.

Na quarta cheguei mais tarde na orientação, já que vi que tinha umas coisas bem bestas no bagulho, tipo orientação sobre como dirigir uma bicicleta em segurança (beleza que eles tem neve, mas perae neh!) e mais joguinhos bestas. Mas peguei a parte sobre o seguro saúde e o tour pela universidade. Serviram um almoço meia boca (macarrão e salada, mas com cookies fenomenais de sobremesa, como na janta anterior, que também tinha uns brownies sensacionais), mas free é free, neh¿ Depois fiz uma prova que era tipo uma redação pra eles verem qual é meu nível de inglês. Não precisava fazer na verdade, eh mais pra quem pretende se formar por aqui, mas não tinha nada melhor pra fazer mesmo, então...acho que fui bem. Agora eh enrolar um pouco até a janta.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Um produto legal: o finlandês não fuma, mas ele toda hora chupa um negócio que é tipo uma balinha da tabacco. É um quadradinho de tabaco envolto num papel (que ele coloca com o papel na boca mesmo), que tem um gosto refrescante, tipo de uma bala, que ele coloca em baixo do lábio inferior e deixa lá. Muito loco, se eu ver pra comprar levo umas caixinhas de metal tipo valda ou altoids onde esses negócios são vendidos pros meus amigos fumantes. Aqui em Pittsburg não vi ainda.

Um fato legal: as ruas aqui são desertas, mas o pessoal dirige todo certinho. Tipo, se tem um pare, mesmo que não tenha vindo ninguém eles param. Dão volta só no lugar certo, mesmo não tendo nenhum outro carro a quilômetros de distancia. Puta pessoal correto...

Um fato ainda mais legal: vi outro dia numa casa uma puta caminhonete grande (de 93´) a venda por míseros $1.5000. Tipo, eh muito barato, se 5 estrangeiros se juntarem pra comprar um carro sai só 300 doletas pra cada um. E no Spring Break podemos ir pra onde quisermos fazendo uma road trip pelo USA. Sounds like a plan...
Depois da ultima blogada, eu, os finlandeses, a mackenzista, e a russa fomos comer na Pizza Hut. Nos entupimos de pizza (a massa aqui é mto alta e a borda é de um queijo duro, meio borrachudo, que enche mais ainda) e esperamos um tempo na common área do Tanner Hall (onde a russa esta ficando) por uma carona pro Wal-Mart. Lá, encontramos mais tres brasileiros, um cara e duas ´gurias´ que também iam pro Wal-Mart. Comprei lah tudo que precisava (travesseiro, toalhas de banha, lençol, cobertor, garrafões de água e suco e um livro e nove cabides e gastei no total só 50 dólares). Eu, o gaucho (o cara trouxe seis quilos de erva pra chimarrão!) e o finlandês tentamos comprar uma caixa com 30 latas de budweiser pra fazer uma festinha a noite, mas a mulher do intercambio que dirigia o carro não nos deixou levar porque disse que daria problema pra gente levar a cerveja pro dormitório) e depois de guardarmos nossas coisas combinamos de nos encontrar uma meia hora depois no Tanner Hall de novo (os outros brasileiros também tão hospedados lah). Ai fizemos um tour pelos apartamentos de cada um pra ver qual era o melhor. O do finlandês é o melhor, mas é caríssimo, e na verdade a maioria esta satisfeita com seus próprios quartos. Andamos então até um posto de gasolina pra comprar cerveja mas já eram oito e meia da noite e a atendente não quis nos vender porque tem uma lei no Estado do Kansas que não se pode vender cerveja a não ser em bares depois das oito da noite de domingo (Damn!). Mas ela nos recomendou um bar chamado Moorman´s ali perto onde poderíamos ir. Fomos então pro bar e caraaaalho! È muito bar clássico de filme (como tudo por aqui na verdade) americano, tipo tem um bar em formato de u onde ficam varias cadeiras de madeira em volta, jogos de dardos e sinuca, rock n roll tocando no fundo (lembra bem o bar do clube de Sons of Anarchy, só que maior). E a cerveja vem naqueles canecões de vidro de dois liros. Bebemos e jogamos sinuca por um bom tempo ouvindo uma boa música, acho que vou freqüentar muito esse lugar. Um fato triste: menores de 21 anos não podem beber, ele pediu a identidade de todo mundo antes de nos servir e uma das meninas do sul teve que ficar no refrigerante. Um fato feliz: pra quem não pode beber ou quer melhorar pra dirigir e ir embora depois, eles não cobram pelo refrigerante, então você pode beber refrigerante de graça (mas claro que ninguém faz isso!).


Dormi acordando toda hora porque não sei porque eu tomo choques toda hora com meu cobertor novo. Tem algo a ver com clima seco e usar botas de borracha. Então eu mexia no cobertor durante a noite e ficava tomando choques. E o aquecedor também fica piando de vez em quando durante a noite e me acordando toda hora. Mas quando acordei e olhei pela janela: NEVE! Tinha nevado durante a noite e de uma hora pra outra todo o campus tava pintado de branco pela neve. Lindo! As nove horas tive que preencher uns papéis na faculdade, fazer meu cartão de identidade (na verdade fiz tres, o primeiro eu perdi porque estourou uma caneta preta no bolso onde ele tava e fodeu ele todo, o segundo foi impresso rosa e tiveram que jogar fora, o terceiro deu certo) e tirar sangue pra fazerem teste de tuberculose. Entre uma coisa e outra conheci um brasileiro que veio aqui de intercambio pelo Mackenzie e no fim acabou ficando pra se formar aqui. Ele e vários outros intercambistas antigos que tavam ajudando os novatos. Depois de tudo feito, fui com a Mackenzista almoçar num restaurante que parecia ser mais saudável no shopping, tirando varias fotos da cidade com neve pelo caminho,.mas o restaurante na verdade também servia lanches (mas mais tipo Subway do que burguers), com mais salada pelo menos. Comprei um tênis novo e demos um role pelo prédio dos estudantes (tem uma loja bem legal com produtos dos Pittsburg Gorillas, o time de futebol americano da cidade – já falei que tem um campo de futebol americano animal no meio do campus¿) que tem uns computadores pra usar a vonts, cafeteria, subway, cadeiras de massagem, cinema gratuito, que parece ser um lugar bem legal.

Voltei pro meu Hall, mas meia hora depois já tava saindo encontrar o pessoal de novo pra uma pizzada que a faculdade tava bancando pra gente. La encontrei de novo o pessoal (gaúchos, finlandeses, russa e mackenzista).Free Pizza eh sempre bom! O ruim é que era cinco da tarde quando serviram o jantar, aparentemente o pessoal aqui come bem cedo. Depois fizeram um joguinhos meio bestas pro pessoal se enturmar (e meio que separaram nosso grupo pra isso), meio infantil mesmo, seilah, tem hora que eu acho que tratam a gente que nem criança. Fizeram então umas perguntas sobre o que tínhamos aprendido sobre as outras pessoas das nossas mesas e eu ganhei um novo par de luvas (na verdade, quase toda a galera ganhou alguma coisa, o que me fez achar que tavam tratando a gente mais ainda como criança). Depois eu, o gaucho, a gaucha menor de idade e o finlandes fomos jogar sinuca (tem varias mesas também no subsolo do prédio dos estudantes, onde os joguinhos foram feitos). Todo mundo tava jogando bem pior do que ontem a noite, então acho que o alcool e o rock n roll realmente fazem diferença no desempenho da sinuca. La encontramos uns paraguaios que estão aqui há algum tempo, combinamos de encontrar com eles no Moormans mais tarde pra ir pra um outro bar mais longe (eles vão dar carona pra turma toda). Voltei por apartamento porque não parei meia hora aqui ainda desde que acordei e agora to fazendo hora pra ir pra lah mais tarde. See ya next time!
Ah, um fato legal que não comentei ainda: na frente da privada do meu banheiro tem um pôster do Justin Biber vestindo um gorrinho de papai Noel e com um balãozinho de fala dizendo ´Merry Xmas You Filth Animal´ (felz natal seu animal imundo!).

domingo, janeiro 09, 2011

Acordei a tempo de pegar o finalzinho do café da manhã do hotel, comi uns muffins e tomei um suco de laranja e encontrei a outra menina que veio do Mackenzie. Passamos no shopping pra eu tentar comprar lençóis, toalhas, cobertores, etc, mas a loja onde ela tinha comprado as coisas dela ainda estava fechada. Então voltamos pra fazer o check-out do Hotel e la encontramos um paraguayo e uma russa que também vieram pra PSU. Meio dia e pouco um cara da faculdade veio buscar a gente pra nos levar pros dormitórios. Cada um meio que caiu em um prédio diferente, mas a finlandesa está no mesmo hall e no mesmo andar que eu. Daqui a pouco vou me encontrar com o resto do pessoal na quadra de futebol americano pra gente sair comer alguma coisa. See ya!
Fiz meu check-in, comi um muffin no Starbucks (o atendente ficou moh feliz q eu era brasileiro e falou da copa de 2014) e embarquei. Dessa vez em um jatinho menor ainda, pra umas 20 pessoas no máximo, que fora o piloto e o co-piloto, só tinha eu e mais duas pessoas, que eu imaginei serem um casal local (ele ruivo, ela loira, falando inglês), mas que na esteira de bagagem descobri serem finlandeses que também vieram pra cursar esse semestre na PSU (Pittsburg State University). Eles contaram que lá é obrigatório eles fazerem um semestre de intercambio e que o governo ainda da uma bolsa de não sei quantos euros pra eles se manterem aqui (e na verdade também da uma bolsa pra quem estuda e uma maior ainda pra quem trabalha, estuda e saiu da casa dos pais, ah, primeiro mundo!).Um coreano veio nos pegar no aeroporto assim que desembarcamos e nos levou pra um hotel onde temos que passar essa noite, porque o alojamento da faculdade só abre amanhã. O cara parecia tão perdido quanto a gente, apesar de já estar morando aqui há cinco anos, não manjava muito de como faríamos pra viajar pra outros lugares mais afastados ou onde rolavam as festas. A cidade parece ser mesmo bem pacata, tem poucos lugares pra se visitar, bem menor que Jaú, mas com as coisas distribuídas mais longe umas das outras. O hotel é bem de frente pro cemitério da cidade. Sinistro.

Pouco depois de chegar no hotel, saí com os finlandeses dar uma volta pela cidade, que aparentemente tem uma rua principal, que nem calçadas tem, aparentemente todo mundo anda de carro apesar de ser tudo muito perto. Almoçamos no Hardee´s (dois cheeseburguers, batatas, refrigerante a vonts e uma tortinha de banana por cinco dólares), demos uma volta pelo campus (muuuito americano clássico, cheio de predinhos de tijolos e com uma quadra de futebol americano no meio, depois visitamos o shopping (tipo um terço do shopping de Jaú, bem pequeno mesmo, sem muitas opções), assistimos Little Fockers (Entrando numa fria 3) e compramos umas cervejas (seis latas de 16 oz., uns 25% maiores que as nossas, cada um) e fomos pro apartamento deles (o hotel também é clássico de filmes, vários quartos um do lado do outro, só o térreo, sem luzes no teto, só cortinas na parede de vidro) tomar as cervejas assistindo uns vídeos de acidentes na Tru Tv. Depois da cerveja deu fome e tentamos comer num restaurante Mexicano do lado do hotel,mas ainda eram dez horas da noite aqui (duas da manhã no Brasil) e ja estava tudo fechado na cidade.

sábado, janeiro 08, 2011

Ontem a noite, só pra ajudar um pouco, meu vôo pra Kansas City atrasou. Dessa vez não era um avião, mas um jatinho, foi bom que deu pra eu ficar na janela, bem em cima da asa esquerda (na verdade, no ultimo avião da United foi assim também), esse não tinha nada de entretenimento a não ser um jornal, do qual eu só li as tirinhas. Devia ter algum jogo importante de hóquei pro Kansas porque tinha vários torcedores uniformizados. Chegando no aeroporto, liguei pro hotel pedindo transporte e um ônibus deles veio me buscar. Fiz o check in num hotel bem firmeza, a preço justo, apesar de estar um puta frio na rua, saí pra esperar o busão e já tive que por gorros e luvas, o quarto era bem quente, a água do chuveiro mais ainda, tinha uns canais pra eu ficar brincando antes de cair de sono e wi-fi pra eu mandar um email pra minha família avisando que estava vivo. Dormi algumas horas e logo já tive que acordar de novo pro próximo vôo (o ultimo, por enquanto). Ainda bem que tinha pedido pra recepcionista ligar me acordando porque a bateria do meu celular ligado não dura nada e a saída do carregador não encaixava em nenhuma saída do quarto do hotel. A bateria não ia durar até de manhã e desligado, o despertador desse celular não toca (de alguns celulares antigos meus tocava). Mas foi bem estranho acordar com um telefone tocando. Acordei xingando como se ainda estivesse em Jaú, no meu quarto, o frio matador que me fez lembrar que eu estava num lugar totalmente diferente. Agora estou esperando aqui no aeroporto de Kansas City pra fazer meu check-in pra Joplin, Missouri, um aeroporto menor que fica mais próximo da universidade. See ya!
Uma coisa que notei muito até agora é que tem muitos estrangeiros por aqui, tipo, muitos mesmo. Muita gente que tem mais sotaque de estrangeiro que eu, e trabalha aqui, por exemplo. Nas lojas, nos escritórios das empresas aéreas, motoristas, tem gente de todo tipo por todo lado, chineses e indianos principalmente. E eles falam a própria língua entre si, muito loco isso. Puta torre de babel. Não que eu esteja falando normalmente também, é só meu segundo dia aqui. Tem hora que eu acabo falando que nem o Frodo, me enrolando todo. Mesmo pra entender os outros as vezes é foda, to acostumado com séries ou filmes onde cada pessoa fala de uma vez, é mais difícil se concentrar com varias pessoas falando ao mesmo tempo.
To quebrado. De verdade. Meu voo saia de Sp as 2 da manha, então eu tinha que ta no aeroporto de Guarulhos as 23h pro check-in. Fomos pra la ainda mais cedo, dez e meia eu tava lah, e qdo fui fazer meu check in ainda descobri que todo mundo q vai pro EUA tem q ja ter comprada sua passagem de volta, ainda que ela demore 6 meses, um ano. Toca então eu sair correndo atras de uma passagem de volta em cima da hora. Problema resolvido, fiz meu check in, comi uma pizza hut com minha familia e embarquei no avião. A classe economica da Avianca é melhor q a primeira classe q eu vooei da ultima vez. Cada cadeira tem sua propria televisãozinha touch screen na frente e mesmo sendo 2 da manhã, todo mundo queria ficar brincando com o bagulho, acabei ficando acordado também. Dava pra assitir Machete, Iron Man2, A rede social e mais uma porrada de filmes bons (acabei assistindo pedaços de todos os anteriores e Toy Story 3, que eu ainda não tinha visto e eh mto bom e até pertinente pro presente momento), ai ja serviram um lanchinho firmeza (chiabata, lagarto e creme de queijo) e eu dormi no meio do filme. Umas três horas depois (o voo durou 5 horas e pouco) ja fizeram o favor de me acordar servindo o café da manhã, caralho, acabei de dormir, porra! Mas beleza, não vou negar comida neh (pãozinho de queijo, suco de maçã e crepe de presunto). Lanchinho feito, voltei a dormir. Desci em Bogotá, que tem 3 horas a menos de fuso horário, umas 4 da manhã e dormi como um bebê no portão de embarque do voo pra Washington (a crise de Aguas Calientes, dormir no trem e talz admito que me ajudou mto a conseguir dormir em praticamente qualquer lugar). Acordei e tentei comprar uns donuts usando cartão ou dolares, mas como nao tinha trocado ainda e nao aceitavam ´tarjeta de credito´em lugar nenhum acabei desencanando. Aparentemente, a Colombia nao tem nada de mto divertido, mas to falando isso baseado apenas nas lojinhas de presentes do aeroporto, que só tinham bonecos feios e potes de café com as cores da bandeira colombiana a venda. Quatro horas depois de ter chegado lá, tomei o avião pra Washington e continuei brincando com a tv-assento, terminei de ver Toy Story, vi uns clipes da Pink, ouvi Aerosmith, assisti House, Modern Family e Two and a Half Man (tem um episódio de cada seriado bom pra escolher tb) e joguei um pouco de futebol e show do milhão (um controle sai da poltrona e da pra jogar joguinhos tb), dormi um pouco, comi um almoço tosco (carne tosca, lanche de presunto e soh tomei agua, q não tinha conseguido comprar). Mais cinco horas depois desembarquei em Washington. Onde eu tinha 2 horas pra tomar meu voo pra Kansas City. Tinha, mas não deu. Parecia que metada da India tava na minha frente na fila de imigração, por onde eu tinha que passar antes de fazer o proximo Check In e por mais que eu tivesse corrido, quando cheguei pra despachar minha mala, ja tava mto em cima pra pegar o avião.E vi que nao adiantava chorar ja q bem na minha frente tinha uma menina chorando em alguma lingua q eu não entendia pq tinha perdido o mesmo voo q eu pq tb nao tinha conseguido mandar a bagagem dela. Se com ela o choro não tinha funcionado, com um cara barbado q nem eu q não ia rolar. Na verdade xinguei mto por dentro o cara que nao deixou eu despachar minha mala pq ainda tinha meia hora e eu achava q dava sussa pra correr ateh o avião. Tive que remarcar minha passagem com um voo pras 7 horas, AND com escala em Denver. Depois de despachar minha mala pra Kansas City, vi que nao dava pra eu ter chegado no aviao mesmo em meia hora nem seu eu fosse o Flash. Eu tive q passar por mais uma revista e raio x depois de uma fila gigantesca onde vc tem que ficar praticamente pelado pra passar e depois tem tanto portão de embarque saindo de Washington q voce tem que pegar um metrô pra cada Setor. Um Metro! Caraaalho! E eu achando que o Aeroporto de GUarulhos era grande. Bão, desci do metrô e ainda tinha uma hora pra pegar meu voo pra Denver. Aproveitei eh claro, pra provar novos fast foods! Sempre tinha ouvido falar dos hamburguers Wendy´s e tenho q admitir que são realmente do caralho. Comi um ´x-bacon´que tinha tanto picles, que eu sentia que puxava um inteiro a cada mordida (e isso eh bom, pq eu gosto de picles) e depois ja comecei a digitar tudo que tinha acontecido, antes q eu esquecesse algum detalhe enquanto esperava o proximo voo. Depois de umas quatro horas de voo cheguei em Denver. Sai de Washington seis e meia e cheguei em denver 8 e 10. Como? Boa pergunta. Sò sei que deu pra dormir mais um pouco e assistir um episódio de ´shit my dad says´ q eu tava mesmo querendo ver pq passaram nesse voo, junto com A rede social, de novo, não aguento mais ver esse filme, então deu pra dormir um pouco. Nesse voo só serviram água, então ainda bem q eu tinha curtido um x-bacon antes. O aeroporto de Denver tb é gigantesco, tem até várias esteiras rolantes (tipo Jetsons) pra vc não cansar qdo estiver indo de um lugar a outro aqui dentro (Washington tb tinha varias dessas) e os banheiros dao descarga sozinho assim q vc sai do banheiro graças a um sensor de movimento. Em compensação as bancas de revista não vendem quadrinhos, não só nos aeroportos, nos EUA inteiro só da pra comprar hqs em lojas especializadas, ja sabia disso antes de vir, mas isso não deixa o fato menos triste. Agora estou esperando meu voo pra Kansas City que sai as nove e meia, aqui em Denver são nove horas e de acordo com meu notebook, em Jau (é, só em Jaú) são duas da manhã. Faz um dia que eu estou voando e passando de aeroporto em aeroporto.

terça-feira, janeiro 04, 2011


A minha fortaleza da solidão


Um dos lugares que eu mais gosto de frequentar em casa é a salinha dos fundos. Enquanto a sala de tv da frente é onde as visitas são recebidas e as coisas eletrônicas mais novas são usadas, ela é uma replica quase perfeita da sala da minha antiga casa. São os móveis antigos, o tapete antigo, os sofás antigos e o mais legal a tecnologia antiga, tv velha, videocassete, minha coleção de fitas de video, tv a cabo (a da sala é a satélite), filmadora, toca discos e toca fitas, jogos de criança, livros velhos, revistas antigas. A unica coisa atualizada é o computador, que não da pra ficar usando coisas velhas mesmo. Gosto dessa sala porque ela tem todo esse ar de nostalgia, que me lembra minha antiga vida em minha antiga casa e todo tipo de história antiga. É tipo a fortaleza da solidão onde o Superman guarda troféis de suas antigas batalhas. Agora ela ficou ainda mais nostálgica ja que eu comecei a jogar de novo joguinhos do playstation 1 (já que o play2 ficou no apto em São Paulo), agora a nostalgia tá completa de vez.

domingo, janeiro 02, 2011

Eu sempre invejei aqueles que podiam seguir a carreira de seus pais como comerciantes. Tipo, é um emprego garantido, poderia até ser um emprego de férias se eu morasse em outra cidade. Não seria demais se todos os emprego fossem assim? Tipo, eu gostaria de ter o emprego do meu pai. O foda é que pra fazer isso eu teria que estudar que nem um camelo por anos até conseguir entrar numa faculdade de medicina e depois camelar ainda mais por oito anos até me formar. E eu queria lidar só com a parte psicológica mesmo, não queria ter que lidar com sangue, órgãos e tal, eu não consigo nem desmontar e remontar depois um liquidificador, ficaria em panico se tivesse que fazer isso com uma pessoa. Aí voce pode dizer, porque não fez psicologia então? Primeiro porque acho coisa de menininha, depois porque os casos que realmente me interessam são os pinéis mesmo, não os depressivos. Os malucos do bang que são interessantes. O que me leva ao verdadeiro motivo do post, que é elencar "Os casos mais malucos de papai":

4-O veterinário: um paciente uma vez decidiu que o que estressava ele era o cachorro dele, que fazia isso porque o cachorro estava estressado, então inves de tomar os remédios ele dava pro cachorro
3-O apaixonado: uma vez um cara procurou ajuda porque estava tendo problemas com a esposa e acabou se apaixonando pelo meu pai.Ah, o amor...
2-A merda:tinha um paciente que só cagava em cima de uma tábua de madeira. O cara levava a tábua pra todo lugar onde ele cagava pra cagar sempre em cima da tábua, que depois ele tirava da privada pra observar. O cara tinha que ver a merda dele sempre em 3D. Fenonemal...
1-O suicida:um dos pacientes do hospital mental queria se suicidar e teve a idéia mais original do mundo pra fazer isso. Ele enrolou uma cortina no pescoço e jogou a outra ponta pelo outro lado da janela. Então pediu pra Um enfermeiro que estava passando do outro lado puxar a cortina pra ele e o cara puxa! Mas como estranha o peso pára e vai ver o que estava acontecendo, quase que sem saber ele mata o cara enforcado. O cara ia se matar e ainda fazer parecer homicídio. Um GENIO do crime.

Match point é um filme legal porque apesar de ser um drama-romance, tem um final surpreendente, digno de um bom filme cabeça. Vale o download:

Download do filme:
http://www.megaupload.com/?d=UBORKM9E
Download da legenda:
http://www.4shared.com/document/t7WVawhB/MatchPoint2005Woody_Allen_SONI.html

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Um ano. Eu passei 2010 inteiro completamente desempregado. Nunca pensei que seria tão dificil arrumar um estágio com publicidade. Beleza que quando eu comecei eu devia mesmo parecer um idiota, não sabia phtoshop, indesign, nem nada, muito menos ter que saber me comportar em uma entrevista de emprego, que pra piorar podia ser junto com outra dezena de entrevistados ou em inglês. Fora as várias entrevistas que eu perdi porque não consegui achar o lugar, São paulo é gigantesca e as vezes, saindo de casa duas horas antes eu conseguia me perder e nem chegar a fazer a entrevista. Mas beleza, com o tempo eu aprendi a me acalmar, a só marcar entrevistas em lugares que eu achava possível chegar e até a ser eu mesmo (no começo eu era tão travado, tão babaca que eu mesmo não me contrataria). Ainda assim, terminei o ano desempregado, desisitindo das ultimas entrevistas depois que minha viagem ficou acertada de vez. Mas o problema maior é mesmo o mais injusto, de qualquer profissão em qualquer lugar, QI é tudo. Ter uma indicação é tudo, e basicamente o que me fez ter um emprego antes e como meus colegas do Mack geralmente arranjaram seus próprios estágios. Bom, lembrando de tudo isso, acho que eu nunca comentei de verdade a respeito dos meus empregos anteriores aqui no blog, ne? Bom, acho que era mto cedo, falta de respeito talvez. Agora não é mais.Farei isso hoje então. O que todos tem em comum é que apesar de serem trabalhos ´advocatícios´, eu me diverti bastante em todos eles e não acredito que nenhum tenha sido tempo desperdiçado. Então, sem mais delongas, ai vai um pequeno resumo d“Os empregos de Gustt” (e como o assunto não é tão interessante, vou intercalar com umas fotos de gostosas pop):

1) Meu primeiro emprego, ou estágio, foi quando eu tinha 18 anos e estava no segundo ano da faculdade, com um primo da minha mãe que é Procurador do Estado. Ele dava pareceres em hábeas corpus. Supostamente ele devia estar em São Paulo, mas como tinha 3 dias pra fazer os pareceres, preferia fazer tudo em dois e no terceiro mandar um motorista pra capital pegar novos processos e devolver os antigos. Isso signfica que eu comecei minha carreira muito mal acostumado. Trabalhando dois dias sim e um não, fora os finais de semana (tipo, segunda não, terça e quarta sim, quinta não, sexta sim, segunda sim, terça não e assim por diante), só no período da tarde (eu fazia faculdade de manhã), me vestindo como um idiota, ganhando bem por isso e ainda não mencionei o melhor: lanches da tarde. Toda tarde, a gente parava um pouco de ler os processos pra comer salgadinhos, lanches e bombas da Doceria Renata. A geladeira vivia cheia de sucos Del Valle, barras de cereal e Amanditas a vontade. Fora isso, mais conversávamos sobre a vida, o universo e tudo mais (claro que muitas vezes voltada pro mundo jurídico, mas principalmente a respeito de investimentos, ações, esse tipo de coisa). Mas claro que como era a primeira vez que eu perdia minha liberdade, ainda reclamava! Meol Deos, como era sussa!Fiquei dois anos lá (durante os quais, tive 2 aumentos, sério, era o melhor chefe do mundo!) e depois tive que sair. Enquanto meu chefe (ele é igualzinho o Kevin Spacey) não precisava de mim eu ficava jogando campo minado porque os computadores não tinham internet e fiquei com um início de ler. Também não tinha mais nada a aprender sobre hábeas corpus (que por sinal, foi o tema da minha monografia) e sugar dos livros da biblioteca dele,que eu tava sempre lendo pra passar o tempo ou estudar pra alguma prova.

2) Meu segundo emprego, foi com um amigo do meu pai, que tinha largado a medicina pra advogar (sim, tem gente mais louca que eu). Também era só a tarde e era mais várzea ainda, eu nem tinha que ir todos os dias, mas também não tinha salário. Mas lá era legal porque eu podia ver ele conversando com os clientes, visitar o fórum, fazer umas peças simples pra ele corrigir (como o trabalho do meu chefe anterior era mais sério, eu não podia palpitar muito, só mais ajudar a procurar alguma jurisprudência, na raça, em livros mesmo e digitar o que ele ditasse). Fora isso, ele tinha uma filha que vivia ouvindo ACDC pra quem eu pagava um certo pau (mas era bem mais nova que eu, que ainda namorava na época.Comecei lá um ano depois do emprego anterior e durei quatro meses.


3) Dois meses depois, recebi um telefonema que tinha passado num concurso que tinha prestado alguns meses atrás pra estagiar na Defensoria Pública de Jaú. E caralho, como eu gostava daquele lugar. Lá eu advogava de verdade! Conversava sozinho com os assistidos (pessoas que precisam da assistência do Estado por não terem dinheiro pra bancarem sozinhos seus advogados sem prejuízo de seu próprio sustento), fazia as peças, os acordos se separação, pensão alimentícia e talz, ligava pra lugares, nomeava advogados, buscava históricos de processos. Fora isso, a equipe de estagiários tinha umas dez pessoas, todas mais ou menos da minha idade e os próprios chefes, os dois Defensores da cidade, não eram muito mais velhos que a gente. Isso significava que eu podia ser eu mesmo, não precisava ser educado ou fingir ser babaca. Podia ser bobo mesmo, resmungar de ter que fazer alguma coisa chata, e até xingar, não de verdade, brincando lógico, mas poder chamar seu chefe de filho da puta e mandar ele se fuder ainda que brincando é uma puta vantagem. Era um ambiente sussa, onde eu me sentia bem. Sempre tinha piada com alguma coisa, os próprios assistidos eram divertidos demais (tipo uma punk maluca que queria mudar o nome de nascença pro nome que ela usava na internet ou o cara que não queria pagar pensão porque a mulher ficou dando cambalhota e plantando bananeira depois de dar pra ele pra engravidar de propósito) e todo aniversário de alguém tinha festinha. Mesmo quando não era aniversario, as vezes almoçávamos por ali (aqui eu trabalhava de manhã, pois tinha acabado de me formar). Também tinha vários happy hours na shed e churrascos onde eu podia ser eu mesmo mais ainda (leia-se cair de bêbado pelas paredes). E tinhamos até nossos ´estagiários´, os mirins que trabalhavam por lá. A atmosfera era muito boa, tinha gente cantando,gritando, subindo nas mesas, chefes esbarrando no seu ombro pra impor respeito, os seguranças gente fina absurdo, gente que aparecia com receita do meu pai e ainda não mencionei mas o salário era ótimo, principalmente por ainda me deixar meio período pra estudar pra OAB, a qual eu não passei enquanto estava la, mas meus chefes me deram maior força na hora de escrever o recurso e ainda me deram de folga no dia que eu não passei porque eu fiquei mó chateado. Infelizmente, como eu já estava formado e era um estágio eu só pude ficar lá seis meses, mas foi uma puuuta experiência e pra trabalhar lá eu tirei até minha carteirinha de estagiário da OAB, que eu não tinha até então.



4) Sai da Defensoria a tempo de curtir as férias de julho de boa, prestei Mackenzie e em agosto de 2008 me mudei pra São Paulo. Ainda na minha primeira semana lá, enquanto no meu apartamento só tinha um colchão inflável e meu notebook com wi-fi furtada dos vizinhos, troquei uns emails, com meu melhor amigo da faculdade, que também estava em São Paulo, trabalhando no escritório de um tio dele, escritório que –bendita sorte - estava buscando um novo estagiário naquela época (eu ainda estava estudando pra prestar a OAB pela segunda vez). Mandei meu currículo e mesmo contando que estava estudando publicidade, fui contratado. O escritório tinha três sócios, vários advogados contratados, secretária, responsável pelas finanças e fora eu e meu amigo mais uma estagiária. Agora o negócio era sério. Eu tinha que ir pra vários fóruns acompanhar de verdade o andamento dos processos (cada fórum em São Paulo fica em um canto mais longíncuo que o outro, o que foi bom porque me ensinou a chegar onde eu quiser hoje em dia) e o pior: eu tinha que entender o que estava acontecendo neles! Falar com os clientes também era pior, já que eles eram abonados e dessa vez tavam pagando pelo serviço! Foi bem foda no começo, mas nada com que não desse pra se acostumar. Chato mesmo era ter que usar terno (na defensoria eu de formal só usava camisas, mas eram coloridas, usava calças rasgadas e ia barbudo e cabeludo mesmo. No escritório parecia crime se eu não fizesse a barba e pusesse gravata, sendo que uma vez usei uma camisa amarela e fui apelidado de Coronel Mostarda). O pessoal era incrivelmente gente fina, mas admito que não soube aproveitar isso na época, fora o fato de eu ainda namorar, era todo travado vestindo terno, tinha vergonha de usar ternos que não eram de grife, odiava que zoassem meu sotaque e tinha até vergonha de ser eu mesmo (bobo), pelo menos no começo. Fora isso, eles freqüentavam lugares caríssimos onde eu não me sentia nem um pouco a vontade, coisa que hoje em dia, já acostumado com as facadas paulistanas, eu já saberia lidar melhor. O trabalho não era chato e olhando pra trás se eu tivesse que fazer tudo de novo, provavelmente agiria com mais vontade, menos preguiça (vocês entendem também agora que até o momento, tinha sido tanta moleza que eu tava mal acostumado) e teria continuado lá por mais um tempo. Meus chefes, primeiro a coordenadora de Trabalhista e depois o coordenador de Civil sempre foram fodásticamente gente finas comigo, sempre aliviando minha barra e tentando me ajudar a crescer no escritório (mas eu sempre tava mais preocupado com voltar pra Jaú no final de semana, trampos do Mackenzie ou lançamentos no cinema e acabei jogando fora tudo que me ofereciam, fazendo na maior ma vontade as peças que davam pra eu fazer depois de eu ter tirado minha esperada OAB). O mais legal desse trampo (fora o salário, que era fantástico e eu ainda tive dois aumentos enquanto estava lá) era poder trabalhar com um amigo de faculdade. Porra, você acabava de imprimir uma peça, ia o cara lá e carimbava onde não devia, desenhava alguma bosta e você tinha que imprimir de novo. Ai você esperava ele se distrair e esvaziava o grampeador dele, deixava a tampa do furador de papel semi aberta pro chão ficar cheio de confete, grampeava a gravata dele no terno. Nossos emails do trabalho tinham mais piada, ou alguma coisa do batman do que coisas processuais. Isso não tem preço. O escritório ainda era super bem localizado, perto de chegar de onde eu moro, perto de uma loja especializada em bonecos de super heróis e de uma banca especializada em hqs. Depois também entrou outra estagiária, que fazia Mackenzie, que logo se adaptou a zoeira nossa de cada dia. Junto com a mulher da administração, nosso time anti-trabalho e almoços baixa-renda (simplesmente não dava pra acompanhar os advogados mais antigos) estava formado. Fiquei la quase um ano e meio, até o final do ano passado, quando um daqueles momentos de virada chega na sua vida (o meio veio no formato de um pé na bunda) e eu vi que era hora de mudar tudo porque do jeito antigo não tava dando certo. Gostava de direito, gostava das pessoas (ok,,a nova coordenadora de Civil era meio irritante, irritantemente perfeccionista e isso ajudou muito minha saída), mas sabia que tinha nascido mesmo pra ser publicitário e com um email histórico de despedida onde foi pela primeira vez cem por cento gustt (não mal educado, fazendo piadas sem graça mesmo) me despedi dessa fase da minha vida. Ironicamente, meu amigo e toda a gangue do sossego também foi mandada embora, um a um, tempos depois e os próprios sócios se dividiram em escritórios diferentes. Caralho, e não é que deu saudade desses tempos também¿

Bom, essa é minha saga empregatícia até os dias de hoje, espero que alguém tenha tido saco pra ler inteira, mas ainda que ninguém tenha lido gostei assim mesmo de ter escrevido. Até a próxima, galera!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Se algum dia as aventuras (ou seriam rolês tortos?) dos rippers fossem tranformados em um gibi, seriado ou desenho animado, o Frodo (quem fez um dos ultimos posts, pra quem não reconheceu) seria caracterizado como o nosso cara que fala tudo de forma diferente (pra não dizer errado), tipo o nosso cebolinha, ele fala um dialeto próprio que está longe de ser portugues. Só ontem a noite, ele soltou 05 novas expressões, que eu pude anotar, ja que estava com o notebook. Então, que entrem pra posteridade as expressões:

"Aconteceu em breve"
"mão de araque"
"Era pra eu te morto"
"uma dupla gigantesca"
"nós recebamo os lanche"

E não é que o Guto daria um bom tatuador? olha o que ele fez esses dias com uma caneta de marcar cds (e antes q vc se pergunte o que leva idiotas de 20 e poucos anos a brincarem de fazer tatuagens é só reparar na garrafa à direita na minha foto, de Black Stone, whisky que custa a bagatela de 10 reais):



sexta-feira, dezembro 24, 2010

Então...é natal....

Esse ano o natal foi comemorado mais cedo aqui em casa. Meu pai tinha plantão justo hoje, então fizemos a ´ceia´ e a troca de presentes sob a árvore, as seis da noite e agora já ta todo mundo só esperando a hora de sair cada um pra sua própria festa. É chato admtir que o Natal perdeu parte de sua magia, quando eu e meus irmãos eramos crianças tinha toda a graça de armar a arvore e enfeitá-la junto com meus pais (hoje a Maria, mulher que trabalha em casa faz isso sozinha), os presentes eram todos brinquedos e bugigangas divertidas (hoje são basicamente dinheiro e peças de vestuário) e era tempo de realmente unir a familia toda (mas desde que meus avós maternos morreram, minha mãe perdeu contato com metade dos irmãos dela e como meu avô paterno teve um AVC, e a familia da madrasta do meu pai brigou com alguns dos irmãos do meu pai, a reunião acabaria sendo uma cena mais triste do que feliz). Não que o Natal aki em casa tenha sido ruim, minha familia segue a mesma filosofia que eu de que cada dia deve ser vivido intensamente, então todo dia nós acabamos fazendo alguma coisa divertida em familia (o que ficou ainda melhor agora que todos são grandinhos o suficiente pra bebermos juntos) tipo sair pra beber uma pizza e tomar uns chopps,o que fiz na terça feira, ou ir ao cinema, o que fiz quarta feira, mas a magia especial natalina mesmo meio que passa despercebida. Fora isso, uma coisa foda pra mim nesse natal é que marca a aproximação cada vez maior da minha viagem. Daqui duas semanas eu embarco pra uma vida completamente diferente, e pela primeira vez na vida, sozinho. É hora do frio na barriga, do cagaço mesmo. Bom, não adianta ficar pensando nisso, então, o que mais eu posso fazer do que propor um brinde ao incrível ano que passei com vocês e aos muitos anos cada vez mais cheios de histórias e aventuras que virão ao lado de minha familia e meus amigos? Levantem seus copos, galera, um feliz natal e party beeeeeeeeeeeeeer!!!!

então.....

aqui quem fala é um grande amigo....

o kara q esta muito triste....

meu amigo nao vai estar em minha formatura.....
e este amigo é muito especial....

sempre presente..... sempre....
pau pra toda obra e palmeirense até morrer....

sempre que eu precisei de uma palavra... ele estava lá.....
sempre que eu precisei de um amigo... ele estava lá....

o kara é foda...
gosto muito dele...

é uma amigo que eu guardarei para sempre...

é muito dificil falar isso....
normalmente.... por estar com o nome dele... estaria falando com suas palavras que ele era gay...
gostaria de chupar pau... e etc....

mas hoje nao....
estou bebado.... e quero falar coisas boas...

o guto hoje... outro kara gente boua.... como o gustt...
fez tatus...
tatus... marcadas para o resto da vida....

moçada... eu to bebado...
hahahahahahahaahahahahahahah

fodam-se todo mundo......

o negócio é o seguinte...
rippers um dia...
rippers...sempre....

abraço para todos...
bebidas a todos....

rock and roll a todos....

uhulllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Todo mundo conhece a história do zumbi dos Palmares dos livros de história, um negro que nasceu livre no Alagoas por volta de 1655. Ele é um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas, que chegou a abrigar mais de trinta mil escravos foragidos das fazendas. Mas são poucos os que conhecem sua verdadeira história. A mãe de zumbi era uma das mais belas jovens de uma reclusa tribo africana que vivia felizmente fora da vista dos demais habitantes da região. Era uma comunidade que tinha muito mais mulheres e crianças do que guerreiros, cujo xamã tinha achado melhor se viverem escondidos pois não sobreviveriam ao ataque de outra tribo rival, como aquele que tinha dizimado a maioria de seus homens. Mas um dos guerreiros remanescentes, era justamente o mais ganancioso de toda tribo. Um dia, procurando alimento encontrou com escravagistas e em troca de bebidas e riquezas lhes contou a localização de sua tribo. Os poucos guerreiros não tiveram chance contra os conquistadores e todas as mulheres e crianças foram apreendidos. A mãe de zumbi foi estuprada por um dos conquistadores na frente do velho xamã, que em seu ultimo suspiro lhe lançou um feitiço profano. O filho daquela mulher não morreria de ferimento algum. A semente do conquistador não vingou na mãe africana, mas anos depois, já no Brasil, ela teve seu primeiro e único filho, Francisco, resultado dos ataques constantes de um capataz da fazenda para qual fora levada para trabalhar. Francisco cresceu e re rebelou, fugindo junto com uma dezena de outros negros em um descuido do senhor de engenho da fazenda em que morava. Na floresta, aproximou-se do líder africano Ganga Zumba, que mantinha alguns quilombos. Na primeira noite em que o quilombo foi atacado....ah, quer saber¿ perdi a vontade de escrever essa história, vou só deixar vocês com o desenho que eu tinha feito pra ilustra-la e encerrar por hoje...

Zumbi dos Palmares (versão final)
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zumbi colorido (soh to postando, pq disseram q esse ficou melhor)
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Antes de ontem eu vi o episódio de Natal de How I Met Your Mother em que o Barney doa dezenas de ternos dele pra caridade. E inspirado, ontem eu coloquei umas oito camisetas minhas pra doação. Sabia q o universo mais cedo ou mais tarde me recompensaria com camisetas novas e melhores. Só não sabia que seria tão cedo, hoje mesmo meu pai comprou um Jack Daniels q veio com uma camiseta e ja tenho uma nova aquisição pro meu armário. Moral da história: doe o que puder neste natal!

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Nas montanhas da loucura

No meu quinto ano da faculdade de Direito, um dos meus colegas surtou. Tipo, surtou de verdade. A nível de locura pura. Ele era uma bola e quando começou a tomar remédios pra emagrecer e virou um palito, alguma coisa aconteceu com a cabeça do maluco. E foi sério. Tipo, ele começou se afastando da gente, começou a sentar na frente, desconfiado de tudo e de todos. Daí partiu pra todo tipo de maluquice, que mesmo se eu quisesse inventar não conseguiria.Esses dias eu e o Gui (meu maior brotha da Ite) começamos a fazer uma lista relembrando de tudo que ele dizia, que eu não postei na época, porque era mancada, mas como é mto divertida e agora ele já esta bem (eu acho, perdemos contato, ele parou de estudar pra se tratar), resolvi postar:

-dizia que era filho do ACM
-conversava com o Silvio Santos pela televisão
-gritava coisas pros professores
- falava que conversava com o Rui Barbosa, dando dicas pra Constituição
- dizia que ele tinha inventado o playstation, mas que a Sony tinha roubado a idéia
-dizia que a casa dele era cheia de cameras porque a mãe dele o vigiava o tempo todo
- dizia que nao podia nem bater punheta senao a Cris (uma mina q ia e busão com ele) ia pegar o esperma dele pra engravidar dele pq ele era filho do ACM e portanto muito rico
- dava risada sozinho (e isso era o mais assustador)
- dizia que eu, o Gui e todo mundo que andava com a gente era viado, mas nossos pais escondiam o segredo fazendo a gente fingir que tinha namoradas
-todas as meninas do planeta eram a fim dele, inclusive as namoradas de uns caras da nossa turma (o que gerou algumas brigas feias)
-ameaçava jogar pessoas do terceiro andar
-dizia que os alienigenas o vigiavam e usariam seu esperma pra seilá o que, por issso ele não se masturbava (devo admitir que ele pensava muito nesse lance de se masturbar)
-queria ser adotado pela professora de Direito Processual Penal porque não confiava mais na familia dele

Bom, ai ele sumiu por uns meses e depois voltou supostamente curado, mas parecia só sedado mesmo. Nossa amizade nunca mais foi a mesma.

Mas por mais que a maioria das pessoas acredite que ele tenha surtado por causa dos remédios, minha teoria é outra. Fora esse lance de ser gordo, quando isso aconteceu o cara tinha 24 anos e nunca tinha bebido, fumado, se drogado, comido ou beijado nenhuma menina, não bebia refrigerante e não comia carne. Ele não tinha nenhuma valvula de escape. Vivia tenso. E pra mim, era por não fazer essas coisas, ou seja, viver, que ele acabou surtando.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Desenho Download

O desenho dos Vingadores é mto bom, Justiça Jovem também. Mas vou admitir agora que o desenho que eu mais to curtindo mesmo é Batman: os Bravos e os Destemidos. Aquele climinha de história antiga, que beira o ridículo, com a aparição de vários heróis sensacionais (o episódio com o Flash, o Kid Flash e o Joel Ciclone contra o Zoom é demais!) é divertido pra cacete. Passa todo dia as 11 da manhã no SBT, mas pra quem não tiver tanto tempo de várzea quanto eu, pode baixar as duas temporadas no link:http://seriespt.novmp.com/5261/batman-the-brave-and-the-bold.html
Quando eu mudei pra SP, passei a primeira semana em SP sozinho num apartamento sem móveis ou televisão, dormindo num colchão inflável. A única coisa que eu tinha era meu notebook e tempo de sobra. Então eu ficava escrevendo todo tipo de coisa, achei esses dias esses dois textos, à la Manuel Bandeira ou Mario Quintana. Os dois refletem sobre São Paulo e sair de casa e são assinadas pelo meu pseudônimo Augustus Viracopos....

Pirâmide Social

Dirigir em São Paulo é uma prova de paciência
Mas não dá nem pra reclamar já que é só olhar para qualquer lado
Que se testemunham histórias em que a vida tem ainda menos clemência

Ao fechar do semáforo
Três crianças formam uma pirâmide humana
Desviar o olhar parece desaforo
Elas praticam malabarismo em troca de esmolas

Em uma calçada nos arredores
A mãe dos garotos espera encostada junto a uma lata de lixo
Em sua barriga encontra-se em gestação sua próxima vítima
Dentro de poucos meses ela nascerá para disputar sua comida com roedores

Algumas quadras mais â frente
um motorista que ignorou a arte circense
Entrega uma moeda para um adolescente recém-ingressado em uma faculdade particular

Nas aulas de história sempre se fala a respeito da tal pirâmide social
Mas a lição aprendida nas ruas é muito mais radical



Cérebro de passarinho

Se debaixo das asas maternas é tão mais seguro
E o alimento previamente triturado tão mais saboroso
Por que é que um dia eu me arriscaria a voar

Não que eu não fantasie com a idéia de lançar-me do ninho
Permitindo que o vento finalmente acaricie minhas penas
Tendo cada dia uma nuvem diferente como amante
Que chore lágrimas doces ao me ver partir

Mas fora daqui tudo é tão diferente e confuso
E se o céu decidir que não sou digno de seus domínios e arremessar-me
Nas formas abstratas do concreto abaixo
Se eu nunca mais encontrasse o caminho de volta para meu lar
Não suportaria viver sem o canto de meu pai para me confortar

Outro dia talvez eu experimente, hoje não
Logo meus genitores devem retornar com minha refeição
Já vejo ao longe um vulto aproximar-se em minha direção
Não, não são eles, é um gavi....

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Excesso de Marmelo

Sabe, eu até gosto de marmelada nos filmes. Sério, se eu quisesse fatos assistia ao noticiário. Mas tem hora que nego exagera. Tipo, assisti ontem Joe Kidd, um faroeste antigo do Clint Eastwood, onde uma hora ele simplesmente entra com um trem dentro de um saloon covil dos bandidos. Porra, um trem??? O trem tem que andar no trilho, porra! Não eh um carro, avião ou barco que da pra voce jogar onde quiser!



Mas ficção mesmo eh esse clipe da Rihanna com o Eminem, em que mundo o Charlie de lost, pegaria a Megan Fox? Porra, galera, vamo manerá na ficção vah...


A breve e triste história de Surfin

Era uma vez um filhote de pardal machucado que sem conseguir voar caiu no corredor de casa. Meu irmão vendo a pobre situação do coitado, fez-lhe um ninho de panos digno de um mãe pássaro e o batizou de Surfin (em homenagem a musica Surfin´Bird). Eis então que ele logo se recuperou, andou pra dentro da sala do computador e se tornou meu companheiro em minhas viagens online, de vez em quando até irritando de tanto que piava. Mas ocorre que no dia seguinte, eu solto o Bobby (o cão maravilha) pra sair dar uma volta com ele e quando vou abrir a porta da frente ele está com Surfin´recem assassinado na boca. Sem meu conhecimento, a Maria tinha colocado o passarinho la na frente pra que a mãe dele conseguisse achá-lo, enquanto eu ainda pensava que ele estava na sala dos fundos. Pobre surfin.

Google Demo Slam: Skydiving

terça-feira, dezembro 14, 2010

Aprendendo a ser sem vergonha

Esses dias eu to indo praticamente todo dia nadar no Jahu Clube. Mas pra eu ir a primeira vez demorou muito pra eu cair na piscina por um simples motivo: vergonha. Gordo e peludo q sou, eu morria de vergonha de ser visto por milhare de pessoas (geralmente não tem ninguém alem de mim) na piscina do clube. Mas meu irmão ficou insistindo tanto pra eu ir junto e eu acabei deixando a vergonha, que também pode ser chamada em alguns lugares e por algumas pessoas de frescura, de lado. Chegando na piscina e relembrando como era fenomenal poder nadar por la, vi um cara sentado num canto com uma toalha amarrada na cintura, que ia até o chão. Um bom tempo depois de encarar a piscina, o cara tirou a toalha, mostrando que uma de suas pernas era na verdade uma prótese. Ele tirou então a prótese e pulou na piscina. Nessa hora eu decidi q nunca mais teria vergonha do meu corpo. Se um cara sem uma perna tinha coragem de perder a vergonha e nadar ali com o pessoal, eu tinha mesmo que parar de fazer cu doce, largar mão de ser tonto e aproveitar o máximo possível.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Musiquinha linda, que me faz ficar triste de ter abandonado as aulas de teclado...

domingo, dezembro 12, 2010

E-Volcano

Personagem que eu mandei pro Desafio 300 (quem quiser participar visita o link: http://odesafio300.blogspot.com/2010/12/crie-um-personagem-para-o-desafio-300.html)...

sábado, dezembro 11, 2010

Desencanei do Primeiras Estórias, uma história mais sem graça que a outra, mas achei um livro fenomenal pra ler ´Trópico de Cancer´ do Henry Miller. Fenomenal a cada palavra...

Filme Download: Scott Pilgrim Vs. The World
E hj a tarde assisti Scott Pilgrim Vs. The World, eh como o gibi, legalzinho, mas nada demais e seilah, acho q o filme tenta tanto ser cool, hype, pop, indie e o caralho que enche o saco...mas como não tem nada melhor pra competir de novidade também, acaba valendo a pena...

Donwload do filme no link: http://www.megaupload.com/?d=MQ0X043T
Donwload da legenda no link: http://www.megaupload.com/?d=AQ4F6WL0

sexta-feira, dezembro 10, 2010

É impossível sentar hoje numa praia sem ser incomodado por um dos milhares de vendedores que passam a todo momento oferecendo chapéus, tangas, óculos, tatuagens, pastéis, queijos coalhos, espetinhos de camarão, sorvetes e é claro, água de coco. São tantos que a gente acaba até ignorando a história triste de cada um e começa a se irritar com a presença deles. Até que chega um vendedor que chama sua atenção. O velho fantasma foi aquele que chamou minha atenção. Eu não sei quantos anos ele tinha, mas aparentava ter mais de sessenta, era um velho alto, calvo, de barba rala branca, magro que nem o diabo, que só tinha mais alguns dentes na boca e uns dois pelos brancos no peito. Ele aparentemente mal tinha força pra se agüentar de pé, mas passava todas as manhãs pelo nosso guarda-sol carregando uns 10 cocos nas costas e um facão tipo peixeira (ou machete) numa das mãos, que ele usava pra cortar a parte superior dos cocos pra servir a sua água. Nem carrinho ele tinha, era a água de coco mais quente que você podia achar em toda a praia, mas acho que as pessoas compravam assim mesmo, por dó, pra fazer a caridade do dia. Ele não era só magro e velho, mas alguma outra doença que eu não saberia dizer qual era também. Só mexia metade da boca, quando gritava “Olha o cooocoooo...” de uma forma tão lenta e mole, que mais parecia um fantasma assombrando as areais do litoral capixaba com seu eterno lamento. Era nosso terceiro dia de viagem em Guarapari, ES, e lá pelo finzinho da tarde, com o sol já se despedindo, eu estava sentado sozinho no quiosque terminando minha cerveja enquanto meus pais e meus irmãos já tinham voltado pro apartamento pra tomar um banho pra gente sair jantar a noite. Eu tinha ficado porque odeio ter que esperar por um chuveiro andando cheio de areia pela casa e o apartamento que meu pai tinha alugado só tinha três banheiros. Divisando então a praia em busca de alguma gostosa pra alegrar a vista, notei ao longe o velhinho fazendo o caminho contrário em direção a outra ponta da praia, arrastando seus pés pela areia ainda com uns sete cocos nas costas. Peguei o binóculos que meu pai tinha recebido uma vez de um paciente endividado como forma de pagamento e comecei a observar o vendedor de cocos no fim de sua rotina diária. Ele parou de frente a um pequeno trailer e depositou os cocos remanescentes em frente a pequena porta lateral. Dela desceu um senhor de meia idade, com cabelinho de surfista, gordinho, de camiseta cavada e óculos de sol, que ao ver os cocos começou a esbravejar com o coitado do velho. Eu estava longe demais pra escutar o que ele estava falando, mas parecia ser algum tipo de bronca. Era só o que faltava, o velho era mais esqueleto que gente e ainda tinha que aturar um filho da puta tirando vantagem do seu esforço e sofrimento, que ainda brigava com ele se as vendas do dia não fossem boas o suficiente. Mas ao que parece, o velho não entendia ou fingia não entender o que o outro homem estava dizendo, já que simplesmente lhe deu as costas e começou a empilhar os cocos que não tinha conseguido vender junto aos demais, uma enorme montanha de cocos verdes e amarelos encostada na lateral do trailer. Furioso, o dono da venda se postou na frente da pilha de cocos e continuou a xingar o pobre velhote. Então, com a mesma habilidade com que costumava abrir os cocos, com apenas um corte rápido e direto como o vento, o velho passou o facão que segurava em sua mão direita pelo pescoço de seu chefe, fazendo com que seu corpo caísse imóvel no chão instantaneamente, o sangue jorrando de seu pescoço tingindo de escarlate as areias da praia. Sua cabeça ficou pairando no ar, pois o velho a segurava pelos cabelos com sua mão esquerda. Em seguida, o velho gentilmente colocou a cabeça do homem no topo da pilha de cocos, e de facão na mão, foi se embora arrastando-se pela areia, sempre entoando seu eterno lamento de forma fantasmagórica “Ooooiaaaa o coooocooooo....”

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Mais uma histórinha besta que eu escrevi....

A menina estava em prantos
Pois era o primeiro dente que perdia
Sua mãe logo chegou para acudi-la
E disse que um novo dente nasceria
No espaço vazio em sua gengiva

Com a criança no colo
Cessada a histeria
A mãe lhe confidenciou
Que deixando o dente sobre seu travesseiro
Uma gratificação receberia

Toda manhosa a criança foi para a cama
No quarto que com seu irmão dividia
Ele já a esperava de pijama
Traçando um plano para iludi-la

A pequenina colocou sob seu travesseiro
Com delicadeza, o dente de leite
E assim que fechou seus olhos e adormeceu
Seu irmão furtou-lhe o cândido tesouro
E sob seu próprio travesseiro o colocou

Eis então que ele também adormece
E chegada do mundo dos contos
A fada do dente aparece

Ela leva sua prenda e faz seu pagamento
Empurrando para seu lugar uma moeda
Com o sopro do vento
E eis que a menina presente sua presença
Ainda que apenas por um breve momento

Ao ver o bater de asas sair pela janela
Procura afobada sua recompensa
E ao ver que o dente foi levado
Mas seu pagamento não foi liquidado
Inicia um pandemônio por todos escutado

A fada retorna e a menina escancara a boca de espanto
E aquela, conferindo a coleta da noite com a fonte
Se volta furiosa para a cama do pequeno malandro

O garoto se levanta, pelo sono ainda desnorteado
Mas logo cai golpeado
Enquanto um de seus dentes voa pro lado
Ao receber da fada um golpe cruzado
O dente do garoto é recolhido
Uma moeda é deixada para a guria
E a fada se vai
Deixando o garoto chorando
Clamando pelo colo do pai
Aprendendo a lição
De que de uma fada
Jamais se deve cobrar adiantado
Esse é um dos melhores videos q eu vi no U2b recentemente:


Esse é pq eu adoro o Cesar Polvilho, meu integrante do panico favorito:


Na verdade, eu odeio o ceará, acho ele o mais piada-manjada e cagão do programa, mesmo assim, adoro pessoas bebadas fazendo bebedices:

terça-feira, dezembro 07, 2010

Minhas férias começaram oficialmente hoje. Achei q ia ter que voltar pra Sp 4a, pra fazer uma prova substitutiva, mas fechei mesmo com a primeira nota então ja vou ficar por aki até a hora de ir pro aeroporto em Janeiro. Ter tempo de sobra durante a semana em Jau é mto bom pq diferente de SP, onde a unica coisa q eu tenho a disposição é meu notebook, aki eu tenho centenas de livros e canais a minha disposição e o Jahu Clube. Hoje eu terminei de ler O Auto da Compadecida, do Suassuna, uma puta peça divertida, eu diria que talvez até mais do que o filme, li um fumetti do Tex, assisti Taxi Driver, um clássico do Scorcese e comecei a ler Primeiras Estórias do Graciliano Ramos (bem pior que o livro anterior). Fora isso, ainda dei um tempo na piscina do clube com meu irmão, fazia moh cara q eu não nadava lá, puta saudade. E pra terminar tive uma janta suprema, x-bacon do Perninha com o patê de alho da Maria acompanhado de polpa de maracujá batida com leite. Assisti o ultimo episódio lançado de Sons of Anarchy e agora como não tinha nada pra fazer, comecei a escrever...

Uma ode ao bar do bigode

Esse foi sem dúvida nenhuma o ano que eu mais bebi na faculdade. De segunda a sexta, entre as aulas, depois das aulas, durante as aulas. E um dos fatores fundamentais pra q isso acontecesse (fora, é claro, esse ser o ano que eu mais tive companhia, os criativos aparentemente estão sempre prontos pra cerveja) foi o Bar do Bigode. Antes de conhecer esse que viria a ser meu buteco favorito, os mackenzistas publicitários e marqueteiros frequentavam o Camaleão. Um bar exatamente do lado do nossso prédio, sempre cheio de gente mas com um defeito seríssimo: a cerveja lá era cara. Ele não vendia litrões, só garrafas de 600ml (long necks) e a preço de Jão Guerino (uns 5 conto a garrafa). Era um bom lugar, mas não dava pra se embriagar a vontade pagando esses preços e era chique demais, o ambiente era muito bem arrumado, com mesas de madeira e quadros nas paredes. Eis que então a vigilância sanitária fechou o Camaleão e o pessoal, que sem ficar de beber é que não ia, começou a sair da Piauí, rua da faculdade, e começou a subir em direção a Consolação. Em direção aos legítimos butecos paulistanos.O mais próximo deles era o Bigode, do Doni, o Donizete, típico dono de buteco, que vem te dar a mão quando voce chega, te faz uma breja no seu aniversário e te deixa comprar cerveja fiado, gente finíssima. O bigode eh mal frequentado, tem uma jukebox (que até tem ACDC, mas só toca mesmo sertanejo, roberto carlos, racionais), tem sempre alguem jogando truco (mackenzistas principalmente) e eu simplesmente adorava tudo aquilo. O litro de qualquer marca la custa míseros 4 reais e ao invés de copos de plástico como no camaleão, ela é servida em copos americanos. Os copos usados por profissionais. Ele tinha ainda porções acessíveis aos nossos bolsos (torcidas e amendoins) enquanto o antigo bar servia Temakis. O antigo bar reabriu, mas meus amigos e eu não abandonamos o Doni e o antigo bar foi apelidado de bar de burguês sempre que alguem sugeria que voltassemos ao antigo bar, ainda que só por uma noite. O bar do bigode passou a ser um lugar onde nos sentíamos em casa, podiamos jogar nossas coisas em qualquer canto com segurança, deixar nossa cerveja em qualquer chão que ela seria respeitada, chegar sozinhos sem medo de jamais encontrar algum conhecido. Três vivas ao bar do bigode, um lugar onde eu passei tanto tempo no ultimo semestre quanto dentro da faculdade, senão mais! Isso que é bar de verdade!

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Meu irmão: - vou colocar uma musica agora...
Uns 30 segundos de silêncio depois...
Eu pergunto: - É ´enjoy the silence´ ou ´sound of silence´.
Ele responde: Perae, vou colocar ´patience´ pra vc antes...
Savida que passa tão depressa (ou Aging as an idiot)
Pra ler ouvindo Roda Viva do Chico Buarque


Sábado fui com o Shaolin num baile de formatura de 3o colegial. Impressionado com a quantidade de pivetes ao redor, o shao passou a noite inteira chamando a gente de velho, que a gente não devia mais sair pra beber, mas sim arrumar logo um emprego, uma mulher pra casar, uma vaga no cemitério (talvez eu esteja exagerando um pouco, mas foi assim q eu ouvi). Eu viro pro lado e ta o Rossetto puto com uma menina que esbarrou nele e depois falou ´Desculpa, tio!´. Saí de lah com uma puta depressão, pronto pra abraçar o ceifador. Ai acordei no dia seguinte, almocei e fui procurar alguma coisa na televisão. Tava começando ´O curioso caso de Benjamin Button´, um filme que eu ja tinha tido zilhares de chances pra assistir mas nunca tinha visto, mesmo com todo mundo falando que era um puta filme. Acho q o motivo eh q eu tinha q assistir na hora certa e a hora certa era ontem. O timing da mensagemfoi do caralho. Eu precisava ouvir ´Voce nunca é velho demais pra fazer o que quiser, pra ser quem quiser´e tb adorei a história do velhinho q foi acertado 7 vezes por um raio ´porque Deus o lembra constantemente que ele tem sorte de estar vivo´e isso dele morar num asilo, vendo sempre as pessoas partirem, me fez ficar mais calmo com relação a ir embora, me afastando da minha familia, dos rippers e da galera do mack, rumo a conhecer pessoas incriveis que ja vão vir com o prazo de seis meses de validade. Não importa o quanto as pessoas duram do nosso lado, mas sim o quanto a gente leva delas pras nossas vidas. Puuuta filme velho, me tirou da depressão pra um puta estado de serenidade. E pra me animar de vez, acabando o filme ja fui prum churrasco, tomar um chopp, uma piscina, uma sauna e uma chuva (não necessariamente nessa ordem) ao lado de amigos brothers (no sentido literal da palavra)...Let it be, fellas. And let it beer!

quinta-feira, dezembro 02, 2010


Esse é um pequeno conto que eu escrevi pro que eu espero que um dia seja um livro de contos. Espero que gostem.

“Eu adoro filmes sobre vampiros. Neles, nós sempre somos mostrados como tão durões, mulherengos e assustadores. Temos força sobre-humana, voamos, nos movemos com agilidade fora do comum, podemos nos transformar em morcegos, comandamos lobos e moramos em castelos. Muitos até andam no sol. Ah, como seria bom se a vida de um vampiro de verdade fosse assim. Eu não faço nenhuma dessas coisas, não tenho nenhum superpoder, mal tenho dinheiro pra pagar meu aluguel e nenhuma mulher morre de amores por um cara branquelo e com o rosto cheio de cortes, que não consegue se barbear sem se machucar desde que não tem mais reflexo no espelho. Maldito o dia em que decidi fazer aquele mochilão pela Europa. Fui mordido na Polônia, por uma vampira alemã bêbada. Uns amigos dela chegaram me empurrando e xingando ela numa língua que eu não entendia, provavelmente a recriminando por ter me atacado. Acho que deviam estar com medo de serem descobertos. Preocupação comigo não era, já que eles nem olharam pra trás pra ver como eu estava quando saíram do beco pra onde eu e aquela louca tínhamos saído pra dar uns amassos. Meu vôo pro Brasil saia no dia seguinte, e ainda com o pescoço sangrando, fui pra casa achando que ela era só maluca, não uma vampira de verdade. Dormi o vôo todo e quando cheguei no país fui direto pro meu apartamento. Abri as janelas pra tirar o cheiro de fechado que tinha ficado já que eu tinha permanecido viajando há mais de um mês e como continuava cansado, pelo que eu supus ser da viagem, caí no sono logo em seguida. Minha cama ficava bem debaixo de uma janela, no dia seguinte acordei uivando de dor, como queimaduras grotescas na minha pele. Puxei as cortinas e fechei as janelas o mais rápido que pude e sentei na cama assustado. O que tinha acontecido com o Sol¿ Aumentado a potência de seus raios milhares de vezes¿ Me levantei e fui até o banheiro jogar uma água no rosto. Olhei pro espelho e ele refletia apenas os azulejos do fundo do banheiro. Encostei minha mão no espelho mas ele não a refletia. Tomado pelo nervosismo, comecei a esmurrar o espelho. Minhas mãos começaram a sangrar, a dor era intensa, minúsculos cacos de vidro ficaram presos na minha pele. E pra minha sorte, bem nisso todos aqueles livros e filmes já escritos sobre vampiros estavam errados, eu não tinha nenhum tipo de poder regenerativo. Nem podia sair pra farmácia comprar alguma coisa pra aliviar a dor até que escurecesse. Liguei então pra uma farmácia que entregasse uns curativos e uns analgésicos pra dor. Quando o entregador viu minhas queimaduras, minha mão toda bagaçada e meu pescoço todo vermelho (aqueles furos ficavam coçando o tempo todo) disse que eu devia procurar um hospital. Como se eu não tivesse pensado nisso sozinho.
Como não podia mais sair de casa durante o dia acabei jogando minha profissão de advogado pelo ralo. Não podia mais realizar audiências ou me encontrar com meus clientes durante o dia, então meus clientes e colegas foram me abandonando um a um. Ninguém entendia que eu não podia mesmo sair de casa e que minha vida dependia disso. Achavam que eu tinha síndrome do pânico ou qualquer outra doença tipo medo de sair em público e que eu devia procurar um médico e me tratar. Em pouco tempo minhas economias se esgotaram e eu tive de arrumar um novo emprego. Comecei a trabalhar de vigia em uma construção próxima ao prédio onde morava. Entrava as oito da noite e meu turno acabava as cinco da manhã. Não podia nem me dar ao luxo de fazer hora extra. O dinheiro não era muito mas era o suficiente pra pagar o aluguel e comprar uns bifes crus. Deus abençoe os supermercados vinte e quatro horas. Sou obrigado a fazer minha própria comida sempre, porque nunca sei que restaurante vai decidir usar alho no tempero. Bem eu gostava tanto de alho. A vida de um vampiro é realmente limitada e entediante, minha vida social se resume à internet. Há tempos só vejo minha família e os amigos que ainda falam comigo depois de eu ter furado diversos de programas pelo Skype. Não posso entrar na casa de ninguém sem ser convidado, e como tenho que ficar longe de cruzes, tive que parar de freqüentar a igreja. Não sou forte, nem rápido, nem bonito, não era assim antes de ser mordido e com certeza não fiquei assim depois. Não sei se o lance da vida eterna é verdadeiro, mas não pretendo esperar pra descobrir. Não agüento mais viver assim e decidi partir.
Na verdade, eu nem espero que você acredite em tudo isso. Eu com certeza não acreditaria se você me contasse. Mas a solidão é engraçada, faz você querer fazer coisas como escrever as coisas estranhas que te aconteceram na esperança de que alguém um dia entenda o porque você teve que fazer o que fez. Talvez seja só um jeito de querer reconfortar meus pais (que provavelmente só vão achar que eu morri ainda mais maluco). De qualquer forma minha história acaba aqui. Trinta e um de dezembro de 2010. Daqui a algumas horas, pegarei um vôo noturno de São Paulo a Salvador. Vou pegar um táxi do aeroporto direto pra praia. Aí vou me sentar em um quiosque e tomar uma caipirinha observando a alegria das pessoas, todas vestidas de branco, comemorarem o nascer de um novo ano sob os fogos de artifício. No final do ano, por todo o Brasil, mas principalmente no Nordeste, centenas de mães de santo fazem oferendas a Iemanjá junto às ondas de praticamente todas as praias brasileiras. Elas colocam santos em pequenos barcos, rezam, cantam e dançam em meio a flores. Isso significa que o litoral brasileiro se transforma em uma piscina gigantesca de água benta. Vou esperar os fogos se extinguirem nos céus e as pessoas irem embora, vou tirar minhas roupas e caminhar em direção às ondas, me transformando em pó. Minhas cinzas se juntarão à areia da praia. Talvez no dia seguinte alguma criança faça um pequeno castelo com elas. Até logo. A gente se vê no inferno.”

Carta achada na casa de um advogado desaparecido há mais de seis meses.
Ainda não assisti RED - Aposentados e perigosos, mas ja li o gibi, que é mto bom e parece ser um filme divertido.

Link pra donwload do filme:
http://www.megaupload.com/?d=TP3XECSM