sábado, setembro 21, 2013

Lego Batman - Review

Lego Batman 2 eh provavelmente um dos piores, se não o pior, jogo que já tive o desprazer de jogar no PS3. O gráfico é pobre, o game tem diversos bugs (várias vezes fiquei com o personagem ou algum veículo preso no meio de uma parede, sem ter como sair da situação),e para completar, o título ainda engana. Batman Lego 2: DC Super Heroes, te deixa jogar por tão pouco tempo com os demais personagens da DC (uma fase com Flash e Mulher Maravilha e uma única fase com Lanterna Verde e Cyborg) que não merece nem de longe esse nome. Mesmo com o Superman, são poucas fases, e em metade delas, o Super está impossibilitado de voar graças a um envenenamento por kryptonita. 

Enquanto o primeiro jogo da franquia era muito divertido, principalmente pra jogar em dupla com meu brother, o novo divide a tela quando dois jogadores se afastam, e fica horrível de identificar qualquer coisa que se passa no jogo. Fases repetitivas, vilões repetitivos, piadas sem graça, um horror. Lembro que no lançamento houve um grande furor em cima do jogo. Nem acredito que muita gente pagou mais de R$150  na época por esse desgosto, eu fiquei puto de ter gasto R$ 10 com ele. Terminei por pura obrigação. Só um exemplo de espaço mal gasto no HD. Recomendo distância.

sábado, setembro 07, 2013

Curso de escrita

Semana passada fui pra SP fazer um curso na Escola do Escritor. Era minha primeira semana no trampo novo e eu mal tinha me adptado a acordar cedo de novo, mas ainda assim, o curso parecia muito bom e eu tinha que faze-lo. Sendo assim, acordei ainda mais cedo no sábado pro curso que ia das oito da manha as cinco da tarde, pra aprender a escrever. De verdade. Profissionalmente falando.

E o curso, ministrado por um professor escritor/advogado/provavelmente limeirense, realmente valeu a pena. Nele, foram apresentadas técnicas de planejamento de narrativa, capítulos, da jornada do heroi e tudo mais. E ainda os custos de impressão de um livro e detalhes técnicos como numero de caracteres por pagina.

Fiquei sabendo ate que Asimov morava com Joseph Campbell, por isso suas narrativas são tao bem construídas. E que nos EUA os caras são tao foda que ate estudam quanto tempo em media uma pessoa passa no metro, porque eh quanto tempo deve durar em media a leitura de um capitulo. Assim a pessoa não tem que parar o capitulo no meio e fica ansiosa pela próxima parada, quando poderá continuar sua leitura.

Alem disso, no mesmo dia, a turma começou a escrever um livro em conjunto. Combinamos de termina-lo via conversas de email, o professor vai corrigindo e dando uns toques e ao final tem uma editora que imprime. Não sei se vai dar certo, mas meu capitulo eu já enviei.E o curso ainda me deu uma animada pra tratar minhas ideias de forma mais profissional. Se eu não dedicar um tempo a realmente sentar e trabalhar em cima delas, nunca vou terminar nada. Agora já tenho um planejamento melhor de trabalho.


Hora de libertar meus monstros.

As cores que serviram

Semana passada eu comecei um novo trampo, agora numa empresa de Comunicação Visual. E nesse eu me encaixei muito bem. O pessoal eh muito gente boa, fui muito bem recebido e o trabalho que tenho que fazer como arte finalista eh bem fácil (eu basicamente faço tudo no CorelDraw) e divertido.

E agora eu jogo tetris com pedaços da cidade. Crio faixadas, banners, outdoors, automóveis e painéis que se espalham pelas ruas da cidade onde cresci. Agora literalmente faço parte de Jahu, estou em suas ruas, em seu comercio, em suas esquinas, de uma forma da qual eu nunca estive antes.

E ainda tem o fator happy hour, que conta muito. No meu ultimo trabalho, nunca sentei um dia pra beber com meus colegas, foram dois anos e zero encontros no bar. Já no novo trampo, já na primeira semana teve um churrasco (que não fui porque tinha curso em SP) e na segunda semana, em plena quarta feira, teve cervejada, dentro do trampo mesmo, com muitos litrões  acompanhados de torresmo da Antonieta (tudo bancado pela empresa)! 

Obviamente, nem tudo eh perfeito. Os clientes jauenses são muito mais mal educados e ainda mais apressados que os paulistanos. E o salario eh bem abaixo do que eu gostaria e não sei por quanto tempo conseguirei me manter por la, caso ele não aumente. Mas pelo menos por um tempo, esta sendo uma experiência bem legal e tenho aprendido bastante coisa.

#manheagoraeusoudesigner

segunda-feira, setembro 02, 2013

Pacific Rim (Review)

Quarta feira (obviamente), eu e a Manda fomos no cinema assistir Pacific Rim (Circulo de Fogo). E devo admitir que estou impressionado ate hoje! Por mim assistia de novo no cinema! Agora mesmo!Puta filme lindo! A historia eh boa, os efeitos especiais são do caralho (e olha que nem assisti em 3D) e as duas horas de filme passam voando!

No mundo do filme, robôs gigantes chamados Yager são controlados por duas pessoas (de uma forma que poderia dar um jogo simplesmente perfeito pra Kinect) e tem que combater os Kaijus, monstros gigantes malditos de uma dimensão paralela. 

Nada cem por cento original, mas a forma que foi executado foi muito boa. Eu não me sentia tão empolgado com robôs enfrentando monstros desde que tinha 10 anos, meus super heróis favoritos eram os Power Rangers e eu mal podia esperar pra que os caras acabassem logo com todos os bonequinhos de Durepox que faziam barulho de peru pra montarem logo os Megazords!

O herói do filme eh o personagem principal de Sons of Anarchy, e ele esta cercado por coadjuvantes tao bons que você acaba achando que poderia saber muito mais deles. Tipo, tem um robô gigante que eh dirigido por um casal de russos e um outro robô pilotado por trigêmeos orientais. E o design de cada monstro ou robô eh mais legal que o outro! Preciso de todos os bonecos desses robôs e monstros! E jogos, e desenhos animado, quem sabe um seriado! Viva o nascimento de uma boa franquia nos cinemas (que hoje soh vive de adaptações!)! LOL

domingo, agosto 25, 2013

Quadros vivos

Sexta feira, eu e a Manda continuando a saga “Shows gratuitos no teatro – se for bom ótimo, se não for, não pagamos nada mesmo”. E fomos surpreendidos novamente. Desta vez com o espetáculo chamado “Semana Noventa@Vinte e Dois”, um ballet no qual dezenas de artistas representam quadros e poesias da semana de 22. E serio, foi muito bom! Quadros ganhando vida, musica tensa no fundo, e homens e mulheres, com fantasias malucas, tipo de alienígenas de filmes clássicos, literalmente pirando no palco! Tinha seres com vários rostos, braços metálicos, um Abaporu gigante, mascaras animalescas e ate um lagarto andando de skate com a barriga (juro.por.Deus!). As vezes a coreografia era tão aberta e abstrata que parecia soh um bando de amigos que tinha subido la no palco de boa, só pra pirar sem vergonha de ser feliz, dando ate vontade de subir la também pra ficar mexendo o corpo como maluco, tendo um ataque epilético no meio deles. Show!

Cores que não vesti

Segunda feira fui pra uma entrevista em uma gráfica na capital do calcado feminino as 7h30 da manha. Depois de duas perguntas desinteressadas, fui prontamente contratado pra uma “semana de teste”, na qual testariam meu ‘ritmo’ como assistente de arte. Fui alertado de que as coisas tinham que acontecer muito rápido num lugar desse tipo, e que não seria como a vida em uma agencia, com a qual eu estava acostumado.
Mas como bom pequeno leão que sou, ri na cara do perigo e aceitei começar imediatamente o teste. Fiz um folder no primeiro dia, um catalogo no segundo e no terceiro uma peça de email marketing, um formulário pra um hospital e um panfleto. Em São Paulo eu levaria pelo menos uns três dias pra fazer cada uma dessas coisas, e não faria nada disso sozinho. Geralmente varias pessoas trabalham juntas num projeto em SP, uma planeja, a outra cria a arte e a outra escreve o texto. Aqui eu teria que fazer tudo sozinho e ainda disseram “tema livre, use a criatividade”.

 Ow, tanta liberdade não eh tão legal quanto parece... Eu mal sabia por onde começar. E mal tinha tempo de pesquisar benchmarks e ferramentas em aplicativos que pouco usava pra trabalhar. No primeiro dia, apanhei mas gostei do resultado. No segundo dia, não gostei do que fiz, cheguei em casa e fiquei ate meia noite fazendo versões alternativas do meu trabalho para apresentar no dia seguinte. E na quarta, tirei de letra. Eu já estava entrando no ritmo, e orgulhoso de meus resultados. Mas não foi o suficiente. Ao final do dia, sem nem querer saber de tudo que eu tinha feito naquele tempo, meus possíveis empregadores me chamaram de canto e disseram que meus serviços não eram mais necessários. Sai de lá frustrado, mais pelo fato de quem nem quiseram olhar o que eu tinha feito, do que realmente de ter perdido o emprego. Não era o trabalho dos meus sonhos, mas seria legal treinar por um tempo de ser uma agencia de um homem só. Vi muita coisa nova nesses três dias, e realmente gostaria de ter visto um pouco mais.

O chato foi que motivo da “demissão”, ficou meio obscuro, já que nem olharam as coisas que eu fiz no terceiro dia, mas que calculo que pode ser o salario que eu pedi (que eu julguei baixo e justo, mas pros padrões da cidade provavelmente foram considerados altos) ou o pessoal la não gosta mesmo de muita gente (eu fui o terceiro que "foi reprovado" nos testes das ultimas semanas). #savida. Pelo menos, me animei um pouco de ter uma resposta inicialmente positiva e considerei uma vitória, ainda que de curta duração. Saindo de la, afundei as magoas em álcool e anchovas ao lado de meus pais e do meu irmão e me apoiei nos abraços da Manda pra me reerguer.  Já na manha do dia seguinte, fiz outra entrevista e consegui um trampo novo. Afinal,  savida continua...

domingo, agosto 18, 2013

"That the Joke was on me"....(A piada Mortal)

No ultimo podcast do Kevin Smith, realizado sexta feira passada, Grant Morrison soltou uma bomba no colo dos fãs de hqs. Segundo ele, Alan Moore matou o Coringa, nem 1988 e ninguém percebeu!
Claro que tive que reler a obra mencionada (“A piada mortal”, um dos maiores clássicos do Batman) depois disso, e não eh que o careca tava certo? Caralho, tava tudo ali, bem na nossa frente!Eu li essa hq pela primeira vez, há muito tempo atrás, quando conhecia muito menos de HQs e antes mesmo de ler Watchmen ou Sandman. Mas lembro que o final era meio perturbador. O Coringa, depois de deixar a Batgirl numa cadeira de rodas e de sequestrar o Comissário Gordon (talvez tendo ate o estuprado!), encontra o Batman e conta uma piada. O Batman ri junto com o criminoso, e o gibi acaba. Mesmo sendo muito juvenil quando li a historia, achei um final muito estranho.
Eis a piada do Coringa: Dois loucos estão correndo, fugindo do hospício e tem de pular de um prédio para o outro. Um dos loucos pula. O outro tem medo de cair. O primeiro louco então diz que tem uma lanterna, que ele pode liga-la, assim o outro pode atravessar pelo facho de luz. Mas o outro louco responde “Eu não, e se você desligar a lanterna quando eu estiver no meio do caminho?”
Vamos considerar que essa eh uma piada sem muita graça, e caberiam ai muitas piadas melhores. Depois que ele conta a piada, o Batman, que nunca ri na vida, começa a gargalhar e do nada, a revista acaba (abaixo segue a ultima pagina da HQ):
Uma puta historia do caralho, acabava do nada, com um final meio sem sal. A menos que a piada fosse tão foda, que apesar de obvia, ninguém tivesse entendido. Mesmo estando no nome da revista (The killing joke!).
Reparem que o Batman ri, com o braço perto do pescoço do coringa. Segundo Morrison, nessa hora, ele quebra o pescoço do palhaço! Tanto que no quadrinho seguinte, o que vemos eh a mão do vilão, já meio sem vida, caindo junto a seu corpo. E as risadas do Coringa cessam de repente! E como se não fosse o suficiente, nos últimos quadros temos o que? Um facho de luz interrompido! Uma alusão a piada dos loucos, na qual um mataria o outro, interrompendo um facho de luz!  No ultimo quadro, apenas escuridão!
Puta-que-o-pariu! Ta tudo ali, na nossa cara! A DC jamais deixaria o Moore matar o Coringa, então o autor fez isso de uma forma tão inteligente, tão sutil, que nem percebemos e enganou todo mundo por anos! Caraaaalho! Caraaaalho! Coisa que depois que você percebe, fica tao obvio, que fica se sentindo um idiota de nao ter percebido antes!
Agora uma HQ que já era foda, ficou ainda melhor, transformando o Moore num Da Vinci da nona arte! E a piada contada pelo vilão finalmente fez sentido! Puta que pariu, Alan Moore elevou os quadrinhos a novos patamares mais uma vez! Muito obrigado, seu gênio maldito!!!

sábado, agosto 17, 2013

Wolverine (Imortal) - Critica

Ah, os tradutores brasileiros! Sempre fanfarrões! Qualquer cara que lê quadrinhos sabe que o Wolverine não eh imortal, mas ainda assim, o titulo do novo filme veio, como de praxe, com um subtítulo inútil e desnecessário pros cinemas brasileiros. Mas tudo bem, “The Wolverine” (titulo original, curto e grosso) eh um bom filme, ótimo não, mas bom.

Vemos pela primeira vez na grande tela grandes coadjuvantes do Logan, como Mariko, Yukio e Samurai de Prata, num filme de ação bem divertido, com boas cenas de adrenalina e com certeza mil vezes melhor que X-Men Origens: Wolverine (uma unanimidade entre fans de hqs ou não eh que aquele Deadpool eh imperdoável).

Não que seja um filme perfeito. A víbora não ser oriental, por exemplo, foi algo que me incomodou um pouco. E ainda sonho com o dia no qual a Fox perdera a franquia dos X-Men de volta para a Marvel, e o mutante canadense usara um uniforme nos cinemas, como todo bom super-heroi (não precisa nem ser o amarelo e azul, o cinza e preto da X-Force já me deixaria feliz).

Por hora, esse Wolverine de jaqueta de couro já serve como um bom passatempo, valendo com certeza uma ida ao cinema! =]

Artista de bosta

Luan era orgulhoso daquilo que fazia. E ele fazia muita merda. Sempre que ia ao banheiro, o garoto levava consigo seu celular e tirava dezenas de fotos de sua bosta. Fora isso, também gravava o making of, salvando em áudio e vídeo, todo seu processo de defecação. Mas guardar para si, a beleza de seu trabalho não era o suficiente e Luan começou a enviar seus a seus amigos o conteúdo que produzia. Repugnados, eles respondiam ironicamente perguntando porque ele não postava aquela porcaria na internet, para todo mundo ver. E foi exatamente o que ele fez.
A principio, todos acharam aquilo repugnante. Alguns servidores vetaram a nojeira, requisitando que ele retirasse aquele material da rede ou simplesmente bloqueando-o. Seus amigos se afastaram dele. Sua família tentou faze-lo ir a um medico. Para ele, aquilo não passava de gente enfezada a toa. Mas Luan era um artista determinado, e continuou firme no compartilhamento de sua merda.
Eis que os primeiros admiradores surgiram. Eles admiram a coragem e determinação do garoto. Um agente, vendo o interesse destes admiradores e imaginando poder lucrar com isso, contatou o garoto e ofereceu-se para representa-lo. Juntos, eles conseguiram patrocínio de certos grandes empresários, que investiram um dinheiro pesado na carreira artística do garoto.
E em pouco tempo, todas as rádios tocavam os sons de seus peidos e gemidos, no inicio, graças ao financiamento dos patrocinadores, posteriormente a pedido do publico. Afinal, somos uma raça conformista. Não importa o quão ruim seja algo, se ficar por tempo o bastante em exposição na mídia, as pessoas acabam se acostumando, passando inclusive, a gostar disso. E gostar muito.
Exposições com fotos de merda se espalharam por todo o país, as pessoas cantarolavam peidos com a boca nos ônibus e avenidas, e Luan virou convidado dos mais diversos talk shows em rede nacional, que o convidam para defecar ao vivo, enquanto eh entrevistado. As garotas mais jovens passam a adora-lo. Elas querem ver sua bosta de perto, cheira-la, toca-la, fotografa-la, ama-la. As mais extremistas chegam a tatuar a “A Lua Negra”, sua obra prima, em seus corpos adolescentes.
E com o tempo, mesmo os maiores detratores da carreira de Luan, acabam se conformando. Hoje ele eh popular, um dos maiores e mais bem pagos artistas da indústria. Anos mais tarde, será considerado um clássico. 

Fight Night Champion - PS3 - Review

Comprei esse jogo por um único motivo: queria um jogo pra jogar com o Move, o controle bacanudo que imita o Wii, mas que no final acabo usando em pouquíssimos jogos. Acreditei que um jogo bacana pra jogar com esse controle, seria um de boxe. Me enganei feio e o jogo não funcionava com esse controle, mas ainda assim, admito que realmente me surpreendeu.
Acho que um dos problemas dos jogos de boxe de antigamente eh que por mais que você apertasse botões diferentes, os personagens na tela não conseguiam mostrar uma grande diferença entre um soco e outro. Era tudo igual e o negocio era apelar pra vencer. Talvez por isso os melhores jogos sempre fossem aqueles que se destacavam pelos golpes especiais, esses sim fáceis de discernir.
Os gráficos e jogabilidade do PS3 e competência da EA acabaram com esse problema. Agora você pode controlar perfeitamente um jab, um uppercut, se vai fazer isso com o braço direito ou esquerdo, se o soco vai pra barriga ou pra cabeça, e tudo mais. Você realmente sente que esta lutando, tomando decisões que influenciam no resultado final da luta. E acabei ate preferindo que o jogo fosse jogado com o controle normal, bem menos limitado que o Move.
Fora isso, mesmo sendo um jogo de esportes, esse jogo tem uma historia foda! Você acompanha a toda a trajetória mesmo de um lutador, como treinos, lutas menores, prisão, volta aos ringues! E os objetivos a cada luta mudam, como por exemplo, ter que lutar defendendo um corte no rosto ou apenas cansar um adversário mais forte ate que ele se canse. Tão bom quanto um filme do Rocky Balboa!Puta jogo dahora!
PS: O jogo que eu achei que estava baixando era o The Fight: Lights Out, esse sim compatível com o PS Move.

quinta-feira, agosto 08, 2013

Coagulo

Fabio vivia sendo questionado por seus pais a respeito de seu trabalho. Formado em engenharia da computação, ele passava a maior parte do tempo trabalhando em casa. Programava websites e programas para grandes empresas e os vendia pela internet. Tinha diversos clientes que o pagavam muito bem, portanto nunca lhe faltava dinheiro e sempre chegavam diversas encomendas de produtos importados pelo correio em seu nome. O garoto era jovem, passava o dia todo trancado em seu quarto e mal conversava com os pais, mas saia com os amigos todas as noites e voltava tarde da madrugada, quando todos na casa já estavam dormindo. Seus pais achavam aquele comportamento muito estranho, e sempre desconfiavam das atividades do filho. Para eles, nascidos nos anos 50, trabalhar em casa não era trabalho e ponto final.
Numa tarde de quinta feira, o carro do pai de Fabio teve um problema na bateria e deixou de dar a partida, quando ele e a mãe do jovem,  estavam estacionados em frente a um banco no centro da cidade, pagando as contas do mês. Eles pagavam todas as contas pessoalmente no banco, não importando o tempo que perderiam em filas, nem que fosse muito mais cômodo fazer tudo pela internet. A mãe de Fabio não confiava em bancos, e muito, menos na internet. A televisão mostrava diversos golpes sendo aplicados na internet , nos quais muitas pessoas perdiam dinheiro em transações realizadas online. E na televisão, a mãe de Fabio confiava cegamente.
Fabio deixou a programação do website de uma grande rede de supermercados de lado por alguns instantes para prontamente buscar seus pais, assim que recebeu a ligação de sua mãe pedindo ajuda. Seu pai sentou-se no banco do passageiro ao seu lado e sua mãe no banco de trás, no qual havia um pacote transparente, com aproximadamente um quilo de pó branco, que sua mãe, treinada pela televisão em pericia criminal há anos, imediatamente identificou como sendo cocaína.
- Eu sabia! Eu sabia! Trabalhando honestamente o caramba! – Ela gritava do banco de trás.
- O que foi? – o pai de Fabio perguntou.
- Olha isso aqui, querido! Ele acha que me engana! Trabalhando em casa? Sei! Olha o que eu achei aqui, desavergonhadamente jogado no banco do carro.
 - Mãe, isso não eh o que você esta pensando – Fabio tentou explicar-se, tentando manter-se atento a direção e a conversa.
- Um filho meu traficante! Eu não acredito, eu vou tanto na Igreja, não acredito! – A mãe gritava, enquanto começava a desferir bofetadas na cabeça do filho.
- Mãe, para, eu estou tentando dirigir. – Fabio disse.
Mas já era tarde demais. Um segundo foi o suficiente. O garoto virou-se para trás tentando afastar os sopapos da mãe, desviando sua atenção da direção e perdeu o controle sobre o veiculo, fazendo com que o Golzinho prata que dirigia chocasse diretamente com um poste.  Os pais de Fabio sobreviveram, mas o garoto, único sem cinto de segurança na hora do acidente, bateu a cabeça com forca contra o vidro na hora do impacto e teve um hematoma intracraniano. Um coagulo de sangue formou-se em torno de seu cérebro e ele veio a falecer.
Na noite do acidente, vários de seus amigos receberam a noticia de sua morte ao mesmo tempo. Eles estavam reunidos na casa de um deles, com diversos ingredientes dispostos sobre uma mesa de jantar. Havia presunto, queijo, calabresa, manteiga, coco e chocolate. Para que eles começassem a preparar a comida, só faltava a goma de tapioca, que Fabio tinha se comprometido a levar.

Fato interessante (mas que não vai mudar em nada sua vida): escrevi isso antes de saber que a palavra “Tapioca”, em indígena, significava coagulo.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Cidade Pequena


Minha rotina diária começa com um bom copo de leite achocolatado Wonka. Enquanto eu tomo café, a Maria, que trabalha em casa conta as ultimas novidades sobre as filhas dela e como ela esta se saindo nas aulas de direção.  Então, eu saio pra rua fazer  cooper. Desço a rua de casa ate o final e viro a esquerda, ate uma das minhas ruas favoritas em Jau. Dela, da pra se ter uma boa vista de toda a cidade, dando pra visualizar a Matriz, o centro empresarial e o topo do Planeta Diário. Mas infelizmente poucas pessoas aproveitam. Há pouco tempo, a rua passou a ser contra mão, e os carros só podem subi-la, no sentido contrario da vista. Só quem desce, consegue observar, e quase ninguém usa a rua na descida. Do lado esquerdo dela fica a escola NIE, e do lado direito, ao lado do antigo  prédio da Umbrella, os Lannister estão construindo um novo castelo. Passo pelos trailers que servem o melhor x-bacon do mundo no beco, e sigo em direção a escola na qual passei todo meu colegial: a Escola do Professor Xavier para estudos avançados.  De lá, começo meu caminho de volta, passando pela lateral da casa do Marvin, e subindo pela rua onde fica a Mansão dos Vingadores. Minha irmã já namorou um cara que morava ali. 

Ao chegar em casa, ligo o notebook e recomeço a rotina de enviar currículos. Sterling Cooper, Oficina, Dunder Mifflin, Torre, Stark Industries. Meus pais me chamam para almoçarmos juntos. Nos bons dias, tem arroz, feijão, bife acebolado, virado de milho e mandioca frita. Durante a refeição meu pai comenta sobre as manifestações em Krypton. Aparentemente os governantes têm ignorado os problemas geológicos apontados pelos estudiosos do solo local e o povo tem se revoltado com isso. Falam ate em revolução militar. Minha mãe comenta que tem uma palestra no Senac que pode me interessar.

Depois do almoço, subo de carro pra casa da Amanda, que mora perto dos laboratórios Acme, do lado do supermercado Confiança. Passamos no Banco Nacional de Patópolis, sacar algum dinheiro, depois no mercadinho Kwik-E-Mart comprar uma lâmpada pro quarto dela, e damos uma volta de carro pelas Doze Casas. Certos dias, eu estaciono o carro perto do Hotel California, e fazemos uma caminhada pelo lago, na hora do por do sol. Mergulhamos em Octopus’s Garden, e nadamos ate a ilha “dos Outros”. Quando nos cansamos, vamos jantar algum lanche no Restaurante no fim do universo, pegamos uma sobremesa no Chiquinho ou na Bluth’s Banana Stand, no centro da cidade, e mais tarde, como sempre, seguimos encontrar o Boi no Viracopos, tomar um Moe Flamejante. 

Escrevi esse texto ontem, de madrugada, quando pensava no quanto Jau hoje parece pequena pra mim, e na minha infância eu a imaginava como sendo um lugar enorme, com milhares de coisas a serem exploradas. Cheguei a conclusão de que, na verdade, ela nunca me pareceu pequena, porque, pra mim, nela havia novos milhares de locais mágicos e incríveis sendo construídos todos os dias, ao lado das coisas da cidade que eu amava. Obviamente, esses lugares eu levo sempre comigo, não importa onde eu esteja, mas foi na minha infância ou adolescência que eles foram construídos, portanto, existem em Jau. 

segunda-feira, agosto 05, 2013

O ultimo programa do mundo (da MTV Brasil)


O canal MTV Brasil como o conhecemos vai acabar. O canal vai deixar de ser do Grupo Abril, e sua nova dona eh a Viacom, dona da VH1 e da Nickelodeon. Mas o pior eh que o canal deixara de ser aberto e passara a fazer parte da tv a cabo! E isso eh horrível!
OK, a MTV de hoje eh soh uma sombra do que ela foi no passado. E eu culpo os emos, os funkeiros e os sertanojos por isso. Afinal, se for pra passar clipe desses lixos, melhor passar programinhas de comedia mesmo. Mas mesmo esses já tinham perdido o folego, ateh a emissora ser vendida.

Depois disso, os poucos integrantes que restaram na MTV Brasil perderam o medo de qualquer coisa. E isso deixou a programação ótima!

No Furo MTV eles não tem mais medo de xingar ou criticar ninguém, fazendo deste o melhor programa de noticias da atualidade. E eis que surgiu “O Ultimo programa do mundo”.

Este programa, eh praticamente Monty Phyton. E esse eh um puta elogio. Non sense, irônico e sem limites, nesse programa temos um maluco praticamente sozinho dizendo tudo, mas tudo mesmo que lhe vem a cabeça, inclusive muitas criticas a situação atual da MTV, e isso eh do caralho. 

Tem por exemplo divagações como “Pensa no primeiro cara que comeu um ovo, ele viu uma galinha cagando um negocio diferente e pensou: porra, vou comer isso ae.”, tem programas que ele eh atacado por um cara vestido com roupa de ginastica e mascara de galinha ou um que ele eh salvo por um fantoche chamado Boquetito. Estou me divertido demais com isso, e totalmente recomendo! Eh o ultimo folego da MTV, e mostra todo o lado transgressor que esse canal um dia já teve, vale muito a pena ver!

Maratona de Nova York - em Jahu


Esse sábado eu e a Amanda fomos ao teatro municipal assistir a peça “Maratona de Nova York”. Os ingressos, mais uma vez eram gratuitos, sendo que para ganha-los era necessário apenas levar um quilo de alimento não perecível ao teatro. Quando em cartaz em SP ou no RJ, o mesmo espetáculo custa cerca de R$ 60 o ingresso.
A peça foi muito boa, tinha insights como a origem da palavara maratona, algumas partes engraçadas, a historia tinha um final bacana, e já valia soh pelo esforço dos atores (que correm durante mais de uma hora, em 90% do tempo que estão no palco!), um deles, Anderson Muller, da Globo.
Mas o povo de Jau, mais uma vez, nem compareceu. Apenas as primeiras fileiras estavam ocupadas.Serio, não sei o que fazer pra tirar esse povo de casa. Nem teatro de graça, com atores e direção globais, fez com que as pessoas fossem ao teatro, o que eh uma pena, porque nada me deixaria mais feliz do que ter programas assim todo final de semana.

Circo da Vida

Sábado passado, eu e a Amanda levamos a priminha dela de 4 anos no circo que estava na cidade. Claro que eu não esperava que fosse o maior espetáculo do mundo, mas nas minhas memorias, lembrava-me de já ter ido em alguns circos divertidos em Jau quando era criança.

Este não era o caso. Quando passamos as cortinas vermelhas, não tinha mais do que 100 cadeiras alinhadas na frente do picadeiro. O show começou. O mestre de cerimonias, que não sabia usar o plural deu as boas-vinda pras poucas pessoas que não ocupavam nem metade das cadeiras e entrou em cena o homem de quatro-pernas, seguido de um homem aranha gordo que se enrolava em cortinas, uma assistente gorda de uma magica gorda que não cabia em suas próprias roupas, e uma torturante imitação fajuta de “Galinha Pintadinha”. Foi triste, dava pra ver claramente que era apenas uma família se esforçando pra ganhar a vida de um jeito inusitado. Vendendo o pouco que tinha de dignidade. Não havia magia, nem animais adestrados, nem grandes números, soh o mundo real, e isso eh deprimente.

O mais legal foi que no começo, quando tudo estava escuro, a priminha da Amanda, estava com medo. Meio que como a gente quando começa a vida, chegamos chorando, mas nos acostumamos com a bosta que ela eh e no final acabamos ateh nos divertindo.Ainda bem que estávamos com uma criança que se divertiu, (e passou o circo todo esperando por um elefante, do qual eu prometi que ela poderia usar a tromba pra me dar um banho, fato que infelizmente ela não esqueceu ateh hoje), porque se fossemos soh eu e a Amanda, eu ficaria muito puto de ter gasto R$ 10 no ingresso. E foi ai que tive outro insight, talvez seja por isso que as pessoas tem filhos. Talvez a felicidade e a ignorância (palavra feia pra ingenuidade) tenham data de validade. E quando as pessoas não conseguem mais alegria por si próprias, tem filhos para que recuperem a alegria através dos olhos de novas pessoas, ainda intocadas pelo feio e pelo triste. The show must go on...


terça-feira, julho 30, 2013

Cinema Municipal de Jahu

Eu não canso de dizer o quanto eu amo o cinema municipal de Jau. Ok, a tela não eh das melhores, nem o som, mas as cadeiras são confortáveis, os filmes são sempre bem escolhidos e o melhor de tudo: eh grátis!De sexta a domingo, sempre as 20h da noite, temos um bom filme pra assistir sem pagar um centavo, em um cinema que tem toda uma historia, um cinema retro!

O que me deixa indignado eh que ninguém comparece! São sempre pouquíssimas pessoas em cada seção! As pessoas preferem ficar em casa assistindo Faustão a fazer um programa diferente, mesmo sem ter que desembolsar nada por isso! Gente, eh cinema!

Nesse domingo fomos assistir Tombstone, um faroeste muito bom de 1993! Nem em SP tem faroeste no cinema! E alguns finais de semanas atrás tavam passando um filme diferente de Star Wars a cada semana! Semana que vem tem Django Livre! Pouco diferente e legal isso? E a galera de Jau está perdendo!

Cinema tem aquela magia toda, do escuro, do som envolvente, de você ver a reação das outras pessoas! Vamos pro cinema! Eh grátis! No site da prefeitura da pra ver que filme esta passando com antecedência, eh soh acessar http://www.jau.sp.gov.br/cinema.php !  Serio gente, todo domingo eu estou lá com a Amanda, apareçam!

Justice League – The Flashpoint Paradox (Review)

O Flash volta no passado pra impedir que sua mae seja assassinada quando ele era criança e acaba criando uma linha do tempo alternativa muito louca, onde Aquaman e Mulher-Maravilha estão tentando conquistar o mundo para os Atlantes e as Amazonas e Thomas Wayne, pai do Bruce, acaba se tornando o Batman, quando seu filho morre em uma tentativa de assalto!

Não são muitas animações que tem como herói central o Flash, um dos meus heróis favoritos, então foi com grande alegria que recebi esse lançamento. No começo do filme tem o flash enfrentando toda sua galeria de vilões e o inimigo responsável por toda trama eh o Flash Reverso!

A DC aprendeu a fazer animações adultas muito boas recentemente (vide Cavaleiro das Trevas!), e esta nova adaptação não eh exceção. Eu diria ate que eh mais divertida do que a própria HQ!

 O desenho passa rápido (num flash!) e você fica ateh com um gostinho de quero mais quando acaba, até porque, nas hqs, a saga “Flashpoint” foi a que deu origem aos Novos 52, o renascimento do universo DC, e o importante era toda a mudança que ela trazia ao seu final. No mundo das animações parece que vamos seguir o mesmo caminho, já que o filme termina já com o Flash vestindo seu novo uniforme pós-Novos 52!

Eh um desenho adulto, ágil, com muito sangue e uma ótima historia! Assista agora mesmo!


terça-feira, julho 23, 2013

Uncharted 3 – Drake’s Deception (Review)

Esse eh um daqueles jogos que muda seu jeito de ver o cinema. Daqueles jogos que, quando você for assistir a um filme de ação, vai sentir falta de não poder controlar seu desenrolar apertando botões (confesso que foi como eu me senti nas cenas de luta de Superman). Porque agora os bons filmes são mais do que assistidos, são jogados! Os gráficos de Uncharted 3, por exemplo, são tão bons que você realmente acredita que esta controlando os personagens em um filme de aventura. E a historia eh melhor do que a maioria dos últimos filmes lançados recentemente.

Nathan Drake, o personagem principal do jogo eh um Indiana Jones moderno, uma Lara Croft de cuecas, que empresta o melhor destas duas famosas franquias para criar seu próprio universo de arqueologia e segredos antigos.

Tudo no jogo eh lindo. Os gráficos, a jogabilidade, a divisão da historia em capítulos, eh tudo de bom. Um jogo daqueles que você não consegue parar de jogar, porque quer saber logo o final da historia e as cenas de ação ficam cada vez melhores. Tem cenas em castelos, em florestas, em desertos e em navios!

Parabéns Sony! Mais um puta jogo exclusivo!


domingo, julho 21, 2013

Dia do amigo, Fita Cassete e Bauru com bacon, sabre de luz e maionese de alho!

Sábado, dia do amigo (literalmente), o Wella e o Guto foram em casa jogar videogame e conversa fora, na companhia de umas devassas, de amendoins verdes e vermelhos e da vontade de abrir um bar temático e uma confraria de cervejas importadas em Jahu. De noite, fui com a Manda e o Boi no já tradicional Museu do Rock de Jahu, onde estava se apresentando a banda de uma galera mais velha, chamada Fita Cassete, realmente boa, que tocava Raul e Blues. Tomamos Ecobiers, passamos dar uma mijada noturna no museu e o Boi nos levou conhecer a nova febre dos lanches, o Febrão. Um lanche de garagem no Joao Balan que eh do tamanho de uma pizza, literalmente (estou usando bastante essa palavra hoje, literalmente). Serio, pedimos um lanche e dividimos em 4 fatias generosas, cada uma maior que um hambúrguer comum. No recheio, fora tudo que viria num x-bacon, também tem ovo, salsicha, filet de frango, calabresa e batata palha. Um pequeno monstro pela bagatela de R$ 25.

No domingo, fui com a Manda pra Bauru, onde conhecemos o Shopping novo, compramos presente pra priminha dela e ganhei um presente sensacional de dia dos namorados atrasado: um sabre de luz do Darth Maul, que pode ser usado como luminária! Fora isso, comemos um xbacon delicioso no Flipper (com a melhor maionese de alho do mundo!) e um churros no Oba-Oba. Finalmente experimentei a Hilda Furacão, uma maravilha gourmet que leva chocolate, catupiry, doce de leite e amendoim e eleva os churros a um novo patamar gastronômico! 

Mirror of love – Alan Moore (Critica)

O livro “Espelho do Amor” reúne poemas românticos sobre a historia de sexo homossexual através da historia. E foi escrito por ninguém menos do que Alan Moore, como parte do AARGH! (Artistas contra a Homofobia do Governo) em 1988.

O titulo do livro já eh genial. Achei fantástico esse termo “amor espelhado”, de pessoas que amam corpos iguais aos seus. Serve tanto para gays quanto para lésbicas e ainda tem um fundo poético.

A obra reúne diversos argumentos que provam o quanto o homossexualismo eh uma coisa comum que esteve presente desde sempre na historia da humanidade, e não uma doença que deva ser combatida.

 Um exemplo fala a respeito dos exércitos espartanos. Os garotos que treinavam para lutar, eram isolados de garotas propositalmente, pra que tivessem contato apenas com garotos, assim, na hora da guerra, eles não estariam lutando por seus amigos, estariam lutando por seus amantes.

O mais bacana eh que o autor do livro eh heterossexual, e fez tudo de pirraça mesmo, só pra irritar o governo, mas o resultado final ficou tão bom que homossexuais tomaram as palavras de Moore como suas, e transformaram a obra até em peça de teatro. Vale a leitura, com toda certeza, seja você homossexual ou não! 

sexta-feira, julho 19, 2013

Teatro Municipal de São Paulo

O Theatro Mvnicipal de SP eh incrível  Apesar de ficar literalmente no centro de SP, com milhares de pessoas passando ao seu redor diariamente e ate mendigos dormindo nas escadas, poucas pessoas realmente entram em seu interior. Eu mesmo ja tinha passado por la mil vezes e nunca olhei duas vezes pra ele, mas quarta feira, fazendo turismo em SP, fiz finalmente uma visita guiada (e gratuita lol)  pelo lugar.

O teatro foi construído ha pouco mais de 100 anos atras, por barões do cafe, que ficavam putinhos por não ter em SP um lugar decente pra receber obras europeias, então decidiram fazer uma vaquinha com dinheiro do seu próprio bolso e construir um teatro decente na cidade, que eles doaram pra cidade em troca de 50 anos livres de impostos!

E fizeram um trabalho muito bem feito! O teatro eh lindo, cheio de esculturas magnificas (tem um Baco no hall de entrada muito sinistro) e belos quadros. A sala de "baladas" e o"bar" das festas que costumavam ocorrer la nos anos 20 também são sensacionais, e da realmente pra se imaginar no meio dos burgueses tomando uns gorós por la em roupas de gala e como isso devia ser divertido.

Mas claro que era um lance realmente super restrito, e só nos anos 90 (pois eh), que a putaria de segregação realmente terminou e o teatro foi aberto pro publico em geral. E hoje qualquer um pode assistir a uma Opera por la por preços justos.

Saindo da visita, ainda da pra almoçar no restaurante do teatro, que aparentemente mantem a qualidade de 100 anos atras, com pratos muito chiques, daqueles lindos com receitas diferentes que não se encontra em qualquer lugar, muito menos a um preço que você possa pagar. Não almocei la  dessa vez, mas pretendo voltar um dia quando tiver uma graninha sobrando pra experimentar, com certeza! De qualquer forma, com ou sem almoço  vale muito a pena conhecer o lugar por dentro!

Tartarugas ninja no CCBB

Terça feira visitei a exposição "Mestres do Renascimento", em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, que tem mais de cinquenta obras-primas do Renascimento, de diversos artistas, inclusive de todos os que se tornaram tartarugas ninja. Tem escultura do Donatelo, rascunhos arquitetônicos do Michelangelo, o Jesus de tanquinho do Rafael e "Leda e o Cisne" do Da Vinci, de onde tenho quase certeza que veio o cabelo de uma certa princesa Leia de Star Wars.

São obras que geralmente não ficam juntas em um mesmo lugar e dificilmente vem pro Brasil, então vale muito a pena a visita, e ate os minutinhos na fila que geralmente se tem de enfrentar antes de entrar.A exposição fica em cartaz de 13 de julho a 23 de setembro de 2013 e a entrada eh gratuita.

PS: reparem na asa malandra do Cisne na bunda da Leda!

terça-feira, julho 16, 2013

Beware the Batman - Review

Semana passada estreou no Cartoon Network dos EUA o novo desenho do batima e eu assisti ao primeiro episodio recentemente e devo admitir que gostei bastante.

Ele foi criado totalmente em 3D, mas respeitando os traços quadradões dos bons desenhos dos anos 90 da DC. Os roteiros não são tão originais quanto os noventistas, nem possuem a nostalgia e as participações especiais de Batman: The Brave & the Bold, mas porra, desenhos do Batman geralmente são divertidos, e esse não eh exceção.

O mais legal eh que muitos dos vilões são personagens novos das HQs, que nunca apareceram nos desenhos antigos, como o Professor Pyg ou o Mr. Toad, crias do Grant Morrison em sua fase a frente da revista do Homem-Morcego.

O fato da descaracterização do Alfred, logo de cara, pesa como ponto negativo, mas depois do primeiro estranhamento, você acaba se acostumando, e as qualidades acabam gerando um saldo final positivo.


segunda-feira, julho 15, 2013

Do Inferno - Alan Moore (Review)

Quando perguntaram em um fórum quem era minha editora favorita, Marvel ou DC, respondi que não dava pra escolher. Fazendo uma analogia, se os quadrinhos fossem o corpo de uma mulher, a Marvel seria o seio esquerdo e a DC o seio direito. Os dois são bons, e não da pra ficar apenas com um. Claro que a pergunta obvia que se seguiu foi “Mas então quem seria a vagina?” E a vagina, meus amigos, o crème de la crème, eh Alan Moore.

Alan Moore começou na Marvel Britânica, onde trabalhou em Miracleman e fez as melhores historias do Superman, na revista da copia britânica do herói. E logo depois fez na DC Monstro do Pântano, Watchmen e algumas das melhores historias do Super e do Lanterna Verde. Mas depois dos anos 80, se cansou, e decidiu trabalhar apenas com editoras menores, onde teria maior controle de seus personagens.

Muitas de suas obras, como V de Vingança e Liga Extraordinária, hoje são conhecidas do grande publico, graças a filmes de relativo sucesso. Mas uma de suas melhores historias eh também uma das menos conhecidas. “DO INFERNO”, uma HQ gigantesca, com mais de 400 paginas, em preto & branco, na qual Alan mostra com a maior fidelidade possível, a historia de Jack, o Estripador.

A trama engloba a família real britânica, prostituição, chantagem, segredos da maçonaria que permeiam a arquitetura de Londres, e a participação coadjuvante de diversos artistas da época (entre eles, Oscar Wilde) e foi construída em cima da teoria mais provável e também mais incrível a respeito dos assassinatos, que não tem nenhum culpado confirmado até os dias de hoje.

Na época dos assassinatos, inclusive, os jornais de Londres receberam cartas de diversas pessoas diferentes assumindo a autoria dos crimes. O nome do livro, foi tirado de uma dessas cartas, uma carta que dizia ter sido enviada “Do Inferno”.

Essa HQ ficou rara no Brasil, pois saiu aqui há muito tempo, dividida em 4 volumes, por uma editora que não existe mais, custando uns 40 reais cada edição e não tem reimpressões programadas pra saírem em nenhum futuro próximo. Mas o encadernado em inglês eh lindo e honesto, pode ser encontrado por apenas 25 dólares na Amazon, e vale cada centavo! Leitura absurdamente aconselhada, não somente para fãs de quadrinhos, mas pra qualquer um que curta historia maçônica, teorias da conspiração e ficção policial.


domingo, julho 14, 2013

22o Festival de Inverno - Jahu City

Este post eh para aqueles que não querem saber de nerdices, mas sim sobre o que eu ando fazendo em minhas ferias forçadas. Bom, ta rolando desde o começo do mês na cidade um Festival de Inverno, que traz um pouco de cultura pra galera na faixa, todos os dias do mês. E tenho ido com a Manda em quase tudo. Afinal, eh tudo free!

Sábado dia 06, teve um show de Legião Urbana cover na frente do museu municipal! Sim, o museu! Este lugar secreto que fica no meio da cidade e que ninguém visita! Montaram um palco na frente do museu pra galera fazer um show, e na grama, centenas de pessoas (ok, talvez uma centena e meia no máximo)  se reuniram pra curtim, tomar Ecobier e usar o banheiro do museu! Muito bacana a iniciativa de ter um showzinho de graça, e ainda com cerveja e perto de um traileir onde vende um ótimo x-bacon que nunca tinha experimentado. E seila, show na grama, porra, devia ter isso todo mês! 

No Domingo, o Museu novamente abriu suas portas pra apresentar "Uma noite no Museu: Especial de 32", na qual vários atores imitavam gente importante da cidade na época pra comentar os fatos da revolução. O museu tava muito cheio, certeza que tinha muito mais gente do que esperavam, e algumas vezes não dava pra ouvir direito o que estavam dizendo, mas foi bem legal visitar a noite, e ainda com algumas pessoas comentando os poucos itens locais. No final, teve ate uma simulação de guerra, com 4 soldados no gramado. Legal ver tanta gente jauense interessada em cultura, numa cidade que oferece muito pouco disso.

Segunda feira teve show de um maluco no shopping, mas como era na praça de alimentação, achamos sacanagem e acabamos desistindo e rumando pra Cia do Espetinho mesmo.

Terça feira fomos com o Boi no Viracopos tomar Sub-zeros, a cerveja oficial de Mortal Kombat (pagando 2,50 a garrafa de 600 ml, coisa linda de Deus!) e porções baratas de linguiça e batata frita.

Na quarta feira, fomos no teatro ver a peca "A morte bate a porta", que foi incrivelmente muito boa! As ultimas vezes que eu tinha ido no teatro em Jau foi pra me decepcionar, muito. Mas o grupo de teatro local, conseguiu com apenas 2 atores, uma historia simples, e principalmente muita improvisação e bom humor, conquistar o publico do começo ao fim. Me diverti bastante e sai do teatro acreditando na humanidade (o teatro tava lotado e a maioria das pessoas era muito jovem, coisa que geralmente não se vê nos teatros em SP!)

Sexta tentamos ir no cinema municipal curtir um faroeste clássico que tinha sido anunciado no Festival. Mas ao chegar no local, o funcionário nos informou que não haveria filme pois "o filme não tinha chegado" . Pareceu desculpa e sacanagem, mas beleza, ainda era cedo e conseguimos pegar ingressos pra estreia do novo filme do Superman (critica abaixo), o que acabou sendo uma ótima troca. Saindo do filme, encontramos o Gustinho, e apresentei pra ele o maravilhoso mundo do Viracopos, onde ficamos ate fechar o bar, as 3 de manha, fazia muito tempo que não conversávamos e gostei de que uma noite que no começo, parecia fadada ao fracasso, ter sido surpreendentemente agradável.

No sábado, o dia começou com churrasco e vinho, porque meus tios vieram pra Jau comemorar o aniversario do meu pai. E eh sempre legal o quanto sou parecido (não soh fisicamente) com pessoas tao distantes. A noite, era dia de mais um show no museu: Frank Sonata, a banda mais maluquete e bem produzida (palco em formato de morcego, fumaça no palco, e integrantes fantasiados) de Jau fez um som animal e honesto pra galerinha camiseta-preta da cidade. E a Amanda ainda divertiu no parque de idosos que existe na praça do museu, que tem varias cadeiras com pedais, e que nem sabíamos que existia. Noite muito boa mesmo!
 



sábado, julho 13, 2013

Man of Steel - Review

Eu gostava dos  filmes clássicos do Superman. Principalmente dos dois primeiros. O Lex Luthor fanfarrão era divertido e o General Zod e sua trupe garantiam boas lutas aéreas. Tem gente que acha o filme tosco porque prefere a versão mais seria do Lex, mas ele era daquele jeito antes nas hqs (e soh mudou,  depois da influencia do trabalho de Alan Moore em Miracleman - onde um "Superman" da marvel britânica tinha como maior inimigo um empresario gênio do crime).

Mas já fazia muito tempo, eu esperava por um filme atual decente do Home de Aço. Principalmente, depois que o Bryan Singer  fez cagadas gigantescas no anterior, tipo dizer que o Superman teve um filho (e ainda foi um pai irresponsável, pois nem estava na Terra quando isso aconteceu). O Superman de 2006 era um Clark Kent mesmo vestido de Superman, bobo e sem graça. E eu sai do cinema triste pelo Super não ter batido em nenhum alienígena ou robô gigante.

Mas Zack Snyder (300, Watchmen) conseguiu mais uma vez! No novo filme temos um Superman macho, literalmente, que usa barba, pega a Lois de jeito e tem ate pelos no peito! Ou seja, esqueçam o filme anterior, que apresentou ao mundo um Superman cheio de mimimi, que fazia muita gente torcer o nariz pro Super achando que ele era aquele bundão nas hqs também. E agora, a unica reclamação que tenho visto dos fãs eh que esse Super (por conta de algumas ações no final do filme) eh macho até demais. Na boa, prefiro mil vezes assim do que ver aquele frutinha do filme anterior.

Não que o filme seja perfeito (talvez as analogias com Jesus, do cara que foi enviado pelos pais pra salvar a Terra se sacrificando sejam um pouco exageradas, chegando ao ponto de colocarem o Clark em frente a um vitral de Jesus usando uma capa vermelha) ou mesmo fiel as hqs (já que os fans das hqs mesmo provavelmente iriam preferir inimigos diferentes), o que importa eh que eh divertido, tem atores ótimos, cenas boas de ação e cumpre totalmente o que promete e garantiu o futuro da franquia (e até quem sabe um filme da Liga!). Que venham agora as (já confirmadas) continuações, com o Super descendo o sarrafo no Brainiac, Lex Luthor, Darkseid ou no Bizarro.

sexta-feira, julho 12, 2013

Pelo retorno dos jogos Non Sense

Hoje em dia os jogos tem historias incríveis. Muitas vezes melhores do que as que encontramos no cinema. Bioshock eh uma puta ficção, God of War um puta filme de ação, Red Dead Redemption ou Call of Juarez bons faroestes, Walking Dead teve episódios melhores nos games do que na ultima temporada, e eu nem gosto muito de filmes militares, mas dou o braço a torcer por qualquer Call of Duty. 

E isso eh do caralho. Mas tem seu lado ruim. Muito ruim.

Vamos analisar os clássicos: Mario Bros, Sonic, Pac-Man. São jogos lindos, mas que não tem logica nenhuma, que não foram pensados considerando uma historia coesa. Um encanador italiano que pula em tartarugas e plantas carnívoras, um porco espinho azul que coleciona moedas ou uma bolinha amarela que come fantasmas jamais seriam concebidos em um mundo que necessita de logica narrativa. 

Antes um jogo tipo Mortal Kombat, tinha que penar pra criar uma logica ao seu redor, necessária a uma adaptação aos cinemas ou desenhos animados. Hoje, toda a historia dos personagens dos games já nasce pronta pra qualquer meio. E assim, infelizmente, os games perdem aquele gostinho non sense de antigamente.
  
Angry birds eh a maior prova de que as pessoas sentem falta disso. Ninguem se importa porque esta jogando diversos tipos de passarinhos em porcos verdes de bigode. Isso eh divertido e pronto. E num mundo real já tao sem graça, quanto mais fora da realidade for a diversão, melhor. 

quarta-feira, julho 10, 2013

Holy Terror - O novo fiasco de Frank Miller

Houve uma época na qual eu considerava Frank Miller parte da santíssima trindade das hqs, ao lado de Neil Gaiman e Alan Moore. Mas já faz muito tempo que mudei de opinião.

Os primeiros trabalhos de Frank Miller no Demolidor, no Batman, em 300 e em Sin City eram obras de arte, mas suas ultimas obras são piadas de mau gosto. All-Star Batman foi um lixo, o filme do Spirit então nem se fala. Mesmo assim, por consideração ao passado, decidi dar uma chance a sua obra mais recente, Holy Terror, lançado recentemente pela Panini, pela bagatela de R$ 52. Ah, se arrependimento matasse!

A HQ de cento e poucas paginas, traz a historinha boba de um herói chamado “The Fixer” (algo como o “Consertador”, que foi traduzido para o português como “Censor”), que eh tipo o Batman, ao lado de uma ladra tipo a Mulher-Gato, enfrentando um terrorista tipo o Ozama Bin Laden.

Os desenhos são rabiscos feitos com má vontade, a trama eh banal e algumas das paginas trazem apenas quadrinhos em branco (juro, eh serio!). Uma das piores coisas que li recentemente.Se era pra ser uma piada politica sobre o modo de vida americano ou algo do tipo, juro que não entendi.

sexta-feira, julho 05, 2013

O Oceano no fim do Caminho – Neil Gaiman

O novo livro de Neil Gaiman fala sobre um garoto morador de uma fazenda no interior da Inglaterra, que teve uma grande aventura ao lado da família de uma amiga da fazenda vizinha, enfrentando criaturas estranhas, nos arredores de um pequeno lago, que sua amiga insistia em chamar de Oceano.

O livro esta longe de ser a melhor obra do autor. O livro esta mais pra “Coraline” do que pra “Deuses Americanos”. Mas mesmo assim, ainda têm vários lampejos de sua velha magia, e um toque todo diferente por ser narrado em primeira pessoa, com várias semelhanças com a própria infância do autor.

Outra coisa boa eh que este livro saiu pela Editora Intrínseca, a R$ 25, um preço justo, coisa que costumava ser rara quando se trata de um livro de Neil Gaiman. Diferente de quando os livros de Gaiman saiam pela Conrad, há quase dez anos atrás, custando quase o dobro disso.

Eh uma leitura magica, rápida e prazerosa, e sendo assim, obviamente, recomendada.

quinta-feira, julho 04, 2013

A Panini e o pôster!


As revistas Flash, Lanterna Verde, Universo DC, Superman, Batman Liga da Justiça chegaram às bancas este mês trazendo cada uma um pôster exclusivo, com as imagens das capas das revistas originais de (respectivamente) Flash 0, Green Lantern 0, Aquaman 0, Action Comics 0, Batman: The Dark Knight 0 e Justice League 0.Os pôsteres foram feitos no formato 51 x 52 cm, seguindo a nova regra da DC de colocar o numero 52 em tudo. Iniciativa legal da Panini, mas que não me conquistou.

Primeiro, pelo preço. Essas revistas vieram custando mais caro que as edições regulares dos meses anteriores. Ok, a editora até pode argumentar que o pôster e as paginas adicionais que elas trazem são o motivo, mas será que este  custo precisava mesmo ser repassado para o leitor? Será que não venderiam muito mais revistas caso os preços fossem os de sempre, e estes agrados fossem realmente um presente para os leitores habituais? Tem tanta editora menor que consegue lançar as primeiras edições de suas coleções pra atrair novos leitores a preço de banana, porque uma editora do porte da Panini, a maior editora de hqs no Brasil não poderia fazer o mesmo?


Tenho certeza que mesmo quem não coleciona todas essas revistas, compraria todas elas este mês, apenas pelo pôster. Eu mesmo seria uma dessas pessoas. Mas com elas custando mais que o normal, já é ruim ter que comprar aquelas que leio sempre.

Outra coisa que não curti muito foi a escolha dos pôsteres.  O do Lanterna Verde traz um personagem novo e desconhecido do publico, e o da Liga da Justiça traz o Capitão Marvel! Talvez isso seja legal pra nerds de longa data, mas tenho certeza que a maioria dos leitores – e supostamente isso seria o que a editora deveria buscar – iriam preferir um pôster com o Hal Jordan e um pôster da Liga da Justiça desenhado pelo Jim Lee!

Mancada, Panini!

terça-feira, julho 02, 2013

Bingo odontológico!

Sábado fui com a Amanda na festa junina da Odontoclinic. E foi muuuito legal! Fazia muito tempo que eu não ia numa festa junina de verdade. Daquelas onde você tem que ir vestido a caráter e pode comer guloseimas como crepes e hot dogs!A manda alugou um vestido caipira e pregou retalhos na minha calca jeans, e la fomos nozes a noite pra uma chácara toda decorada com bandeirinhas, tomar cerveja e vinho quente a vontade, comer todo tipo de comida tipica (milho, churros, pipoca, mini pizza, pastel, pacoca, peh de moleque) e ateh jogar bingo odontológico! Sim, porque nos bingos dos dentistas os números são anunciados de acordo com a numeração dos seus dentes (e aposto que vocês nem sabiam que dentes tinham números, neh?). Primeiro molar superior, segundo canino direito, bingo! E a Amanda tava mesmo com muita sorte, porque ganhou um porta retratos fazendo uma sequencia em linha e ao completar outra tabela, levou o grande premio da noite: um tablet!E assim terminamos nosso mês de junho, da forma mais junina possível =]!

segunda-feira, julho 01, 2013

Jogos gratuitos no Play3: bom ou ruim?

Freemium eh um modelo de negócio onde um jogo é dado de graça, mas o jogador depois pode gastar dinheiro em diversas melhorias, como roupas, armas ou acessórios. Tornou-se um modelo popular em smartphones e tablets, e nos jogos sociais do facebook.O que eu não esperava era que eles chegassem aos grandes consoles. No mês passado houve 2 lançamentos pra PS3 de jogos desse tipo.

O primeiro foi Tekken Revolution, jogo com download gratuito na PSN, no qual o usuário pode lutar online contra outros adversários do mundo todo. O pulo do gato: o jogador tem que evoluir seus personagens através de atributos que são obtidos através de moedas, ganhas através de lutas online ou/e principalmente pagando com dinheiro de verdade.

E na semana passada foi a vez de Spartacus: Legends, um jogo de gladiadores baseado num dos meus seriados favoritos, no qual você pode gerenciar um ludus, com um ou vários gladiadores (desde que você vah comprando novos escravos) e com diversas armas, escudos e acessórios que podem ser comprados através de moedas de ouro, que obviamente podem ser obtidas muito mais rapidamente com dinheiro de verdade.

São dois jogos legais, e por serem de graça, supostamente seria melhor ainda, certo? Errado! Como os jogos são feitos pra você gastar dinheiro como se não houvesse amanha, eh extremamente difícil evoluir nos jogos sem gastar nada. E jogos supostamente gratuitos, podem acabar ficando mais caros que um jogo comum, já que neles você não tem um objetivo final, e pode continuar jogando pra sempre. 

Claro que tem quem goste, este formato de jogo não eh um sucesso a toa, mas acredito que o publico seja diferente.  Entre os jogadores de tablets ou redes sociais, muitos são crianças ou mulheres, e não os heavy gamers habituais de PS3 ou XBOX.De qualquer forma, não deixa de ser uma novidade interessante, vamos ver no que vai dar!