terça-feira, setembro 24, 2019

A lógica é um mito

Nas HQs, Lex Luthor já foi presidente. E eu lembro de pensar na época que li essas histórias: "Caralho, que roteiro merda. Quem votaria em um cara comprovadamente sujo, mentiroso e corrupto como Lex Luthor? Isso não faz o menor sentido."
Bom, eu era jovem. Não sabia que era exatamente esse o tipo de gente se elegia o tempo todo. Primeiro, porque pessoas realmente boas não entram pra política. E segundo, porque é muito fácil manipular a população. 
Eu queria de verdade poder acreditar que foram idiotas que elegeram Bolsonaro. 
Infelizmente esse não foi o caso. 
Foram amigos próximos, parentes e conhecidos. 
Foi gente cega por uma estratégia de ódio muito bem construída contra o Lula e o PT. 
Foram rebanhos de religiosos que obedeceram cegamente seus pastores.
Milhões de pessoas com boas intenções.
Claro que pra qualquer um com um mínimo de juízo crítico era fácil perceber que o "messias" era um imbecil (que em poucos meses já soltou mais pérolas que a Dilma), preconceituoso (tem dezenas de vídeos provando isso, com os mais variados preconceitos) e obviamente tão corrupto quanto qualquer outro político (tem filho que tem laranja desaparecido, filho que foi indicado pra embaixador assim que atingiu a idade mínima pro cargo, filho que tem dezenas de funcionários fantasmas inexplicados, amigos milicianos, etc). 

Mas se existe algo mais forte que a lógica é o ódio. 
E as pessoas aprenderam a odiar o Lula como se fosse a encarnação do próprio diabo (sério, circularam vídeos por aí dizendo exatamente isso e que o "messias" era abençoado e estava vindo pra salvar o país).
Me parecia obvio que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso perceberia que Bolsonaro não era a melhor opção.
Ele veio do Rio, o estado em que os governadores dos últimos 20 anos foram presos.
Mas ele não era o Lula. Não era do PT.  
Ele já estava em carreira política há quase duas décadas e nunca fez nada que prestasse.
Mas ele não era o Lula. Não era do PT.  
Como se não fosse muito perigoso um estado laico ter alguém tão próximo de extremistas religiosos, como Edir Macedo (que teve a pachorra de bancar duas autobiografias no cinema) a Damares (que afirmou no currículo ter um mestrado concedido por Deus).
Mas ele não era o Lula. 
Não era do PT.  
E assim, um maluco foi eleito pra presidente, tendo como maior (e único) triunfo não ser o Lula.
E de lá pra cá, dia após dia perdemos cada vez mais.
Perdemos direitos com a reforma da previdência.
Estudantes perderam bolsas.
Viramos piada e motivo de vergonha internacional.
Pessoas honestas que perderam empregos por dizer a verdade.
Florestas queimaram e países estrangeiros pararam de mandar dinheiro pra preservação.
Fundos eleitorais foram aprovados.
O preço do dólar fica cada vez mais alto.
Centenas de agrotóxicos proibidos no mundo todo foram liberados.
Tudo parece estar pior do que jamais foi...mas milhares de pessoas continuam batendo palma e gritando "mito". 
Achando que está tudo bem. Afinal, pelo menos nos livramos do Lula. E do PT. 

terça-feira, setembro 17, 2019

Bodas de Papel em Monte Verde

Nesse final de semana, eu e a Amanda comemoramos um ano de casados! Pois é, o tempo voa. E pra celebrar nossas bodas de papel, viajamos pra Monte Verde! Supostamente são "só" 168km de São Paulo até lá, mas esse lance de quilometragem funciona de um jeito diferente em Minas Gerais. Saímos da garagem perto das 20h e só chegamos na pousada que era nosso destino mais de 23h30, depois de uma infinidade de curvas a 40km/h. Encontramos meus pais (que também estavam hospedados no mesmo local) e logo já saímos conhecer o primeiro restaurante da cidade, uma pizzaria bem legal que ficava a poucos metros de distância da pousada Varanda dos Colibris.
No sábado de manhã, entregaram nosso café da manhã na porta do quarto, o que é bem legal, já que faz com que você se sinta ainda mais em casa. Depois fomos pra principal rua da cidade (que chama Av. Monte Verde) e contratamos um passeio com um guia muito gente fina chamado Mastreangelo ("como a tartaruga ninja", conforme disse uma vendedora) que nos levou conhecer os principais pontos turísticos locais. Começamos com uma trilha de 40min até a Pedra Redonda.São "só" 900m, mas eu já comentei que a metragem funciona de um jeito diferente em Minas, né? 
No trecho final tem uma subida acentuada que exige um pouco de esforço, mas vale a pena já que no topo você tem uma das melhores vistas aéreas da região, a uma altitude de 1950 metros. Tiramos várias fotos lá em cima, e depois de recuperar o fôlego, tomamos uma limonada e voltamos pra caminhonete do nosso guia (que nos acompanhou até mesmo durante a subida). 
Visitamos uma lojinha de licores e doces, uma charcutaria (onde compramos umas carnes incríveis), passamos por umas pousadas pitorescas (tem uma que tem um quarto dentro de um avião e outra que parece um castelo), fomos até uma fábrica de chocolates e a um lugar que eles chamam de aeroporto, que na verdade é só um terreno grande, cercado por uns muros com pichações muito instagramáveis. Acabou valendo bastante a pena contratar o guia, já que entre cada lugar tem muita subida na terra (e eu odeio fazer rampa), e o preço é bastante justo. Fora que contratamos 3h de passeio, mas acabamos fazendo em quatro.
Voltando pra cidade, paramos na Casa do Foundue pra almoçar umas trutas (a Amanda preferiu estrogonofe, que também estava muito bom), demos uma voltinha pelas lojas do centro e depois, eu e a Amanda fizemos uma visita à Fritz Cervejaria Artesanal. Não é exatamente um grande passeio (entramos na cervejaria, mas só vemos as máquinas de longe), mas o "Sr. Fritz" (também conhecido como Jörg Franz Schwabe) é muito simpático e manja muito do negócio. Fora que ainda ganhamos duas cervejas pra levar pra casa! 
Saindo de lá, reencontramos meus pais e paramos na Dona Mucama pra jantar o famoso rodízio de foundue da cidade. O lugar era bem legal, comemos muito pão com queijo derretido, diversas carnes com diferentes molhinhos e muita fruta com chocolate.  Quando chegamos "em casa", ainda tinha uma garrafa de vinho, chocolates e uma banheira de hidromassagem (que fazia uma quantidade monstruosa de espuma) nos esperando.
No domingo de manhã, eu e a Amanda tomamos rapidão o café da manhã e corremos pro centro, onde tínhamos agendado um passeio de quadriciclo. Um cara de moto nos guiou até o local onde fizemos um mini test drive pra ficarmos a vontade com o negócio. Depois, revezando a direção, dirigimos cerca de uma hora numa trilha de terra que tinha várias subidas e descidas, com uma vista bem legal das montanhas. 
Gostei bastante da experiência! Eu que nunca pude dirigir uma moto, finalmente pude entender porque as pessoas gostam tanto de sair fazer trilha. Achei o veículo perfeito pra fazer rampa sem dificuldade! Saímos de lá cobertos de terra e bem cansados (a direção e freio são bem duros), mas com certeza foi uma diversão que valeu demais a pena! Voltamos pra pousada, pra tirar o pó e fazer o check-out, depois encontramos meus pais (que tinham saído pra missa) e fomos com eles almoçar no Pucci, um restaurante italiano muito bacana, onde comemos filet com gorgonzola, macarrão e sopa de palmito. Saindo de lá, demos uma última voltinha pela cidade e paramos no Toco pra comer um foundue maravilhoso de chocolate com morango e tomar café. E dali, pegamos a estrada de volta pra São Paulo (meus pais continuaram zanzando por Monte Verde, já que minha mãe é incansável). E assim celebramos nossas primeiras bodas, que venham muitas outras! =)
Ah, fato interessante: se você acha que o nome da cidade vem do fato dela ficar entre várias montanhas verdejantes, está redondamente enganado! Na verdade, o nome vem do seu fundador, Verner Grinberg ("green berg", "monte verde"). O lugar costumava servir apenas pra pastos e criação de gado, e não costumava ter nenhuma árvore! Todo o processo de reflorestamento  na verdade é bastante recente. Aí sim fomos surpreendidos novamente!

terça-feira, setembro 10, 2019

Todos somos conservados em banha

Jau esse final de semana parecia ficar a uns 3.000 km de distância. Acho que fizemos as piores viagens mais complicadas desde que comecei a dirigir nesse trajeto. Na sexta, dia de uma greve surpresa dos ônibus na cidade e rodízio de placas liberado, achei que saindo de casa as 17h30 ia conseguir chegar em casa mais cedo. Ledo engano, demoramos mais de uma hora só pra sair da cidade. Pegamos estrada parada por conta de acidente e tudo mais e fomos chegar mais de 23h.
Sábado de manhã, tomei café da manhã com meus pais (que tinham uma geladeira cheia de produtos mineiros da visita ao meu irmão no final de semana anterior), ouvi uns discos e li um pouco. No almoço, eles fizeram até uma salada com batata yukon e carne de porco conservada na gordura, que foi cozinhada na própria banha e deixou a casa com o maravilhoso cheiro do Polaco. E olha, eu que não sou o maior fã de leitoa do mundo, acho que foi a melhor carne desse tipo que já comi na vida. Depois, rolou rodízio de sobremesas (manjar de côco, goiabada, doce de leite e banana assada) e mais tarde, aManda foi pra casa da vó dela e eu fui pro shopping encontrar o Guto. Voltei pra casa antes das 18h, tirei um cochilo e assisti a ultima bizarrice do Lars Von Trier, o filme "A casa que Jack construiu", pesadíssimo porém original, como de costume. Mais tarde, comi uma maravilhosa pizza de aliche com meus pais e minha tia Fátima, que também estava em casa e perto das 21h levei a Amanda tomar uma caipirinha no Rei.
Domingo, depois de mais uns quadrinhos e cafés, fomos pra um churrasco na casa do Frodo, que na verdade era uma entrega coletiva supresa dos convites dos padrinhos. Ganhamos uma caixinha que tinha uma mensagem personalizada e deu pra perceber o suor escorrendo dos olhos de muita gente. São quase 20 anos de amizade e vai ser do caralho estar ao lado deles no altar. Infelizmente, tive que brindar com schweppes e cerveja sem álcool, mas espero até novembro, no grande dia deles, eu possa estar em forma de novo. Nem estava com muita fome, já que tinha até petiscado em casa, mas fizeram um carneiro coberto com queijo (cheese sheep) que não dava pra recusar. Perto das 17h voltamos pra casa, pra tomar um café e buscar minha tia, que voltou conosco pra SP.  O que eu não esperava é que mais uma vez a estrada estivesse ridiculamente cheia e parada, fazendo com que a gente chegasse em casa perto das 23h, somando no total mais de 10h de sofrência no final de semana. As vezes vejo pessoas postando que maratonaram uma série da netflix de 10 episódios no fds e me pergunto: "Como é possível?" Bom, parece que a resposta é simples: basta você não perder todo esse tempo na estrada. De qualquer forma, não tem distância que não valha a pena quando se tem família, novidades culinárias e amigos como as que nós temos nos esperando do outro lado. Como de costume, valeu muito a pena. Entretanto, continuamos no aguardo da invenção das máquinas de teleporte. Ou dos drones pessoais de vôo. Ou dos carros inteligentes que dirigem sozinhos.

quarta-feira, setembro 04, 2019

Escrito e dirigido por Quentin Tarantino

Nessa sexta, saí do trabalho e fui pro shopping Eldorado encontrar a Amanda no cinema pra gente assistir "Era uma vez...em Hollywood", o novo filme do Tarantino. No meio da seção, um maluco bêbado começou a gritar e a se levantar, chacoalhando uma garrafa de vidro, que no escuro não dava pra saber se era de whisky ou vodka. Logo várias pessoas começaram a se levantar e a sair e comecei a gritar pro lanterninha pausar a merda do filme enquanto a confusão rolava. O cara não quis sair com educação, e precisaram chamar um segurança do shopping pra retirá-lo da sala  e, como um bom babaca, ele saiu  praguejando: "Vocês não podem fazer isso, eu paguei, tenho meus direitos!". Um lanterninha me garantiu que ao final da sessão, todo mundo receberia vouchers (ingressos grátis) pra voltar outro dia, podendo escolher qualquer filme e horário. Problema resolvido, o filme continuou rolando como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse perdido uns 10/15min. O filme acabou, as pessoas começaram a ir embora e nada de cumprirem a promessa. Fiz questão de cobrar o lanterninha e depois de muuuita demora  finalmente nos entregaram dois novos ingressos. Ou seja, os caras do cinema deram um jeitinho pra diminuir o prejuízo deles. Quem não esperou ficou sem. E só eu e Amanda esperamos... ¯\_(ツ)_/¯  Anyway, eu não tenho muito do que reclamar e nosso próximo filme já está garantido!
Sábado fomos buscar uma TV no conserto e acabamos perdendo a manhã toda. Fomos uma vez e o técnico não estava, na segunda vez pegamos o aparelho mas não nos entregaram a tomada. Só depois de voltar pela terceira vez da Santa Efigênia, tivemos nosso problema resolvido. Depois disso, só saímos de casa a noitinha pra comer uma comida árabe no Mr. Bean Laden, lá no calçadão urbanóide. 
No domingo de manhã, acompanhei aManda até um consultório que entre a puta-que-o-paril e o lugar onde Judas perdeu as botas. Foi quase uma viagem, mas pelo menos la perto tem um "mercado vencedor" (o famoso "vencidinho"), que tem vários produtos baratíssimos, que na verdade nem estão tão próximos do vencimento assim. Existem poucos lugares onde uma paçoquinha da yoki custa míseros 0,05 centavos a unidade, e acho que esse provavelmente é o único na linha temporal de 2019. Depois, passei a maior parte da tarde jogando Borderlands 2 com o Frodo (que joguinho viciante no multiplayer, passamos quase 4h diretas em Pandora!), e depois fechei o domingo na companhia da Amanda, duma pizza quatro queijos e da segunda temporada de American Gods.

quarta-feira, agosto 28, 2019

Donuts, Struts & Batman


Bom, depois de sair da concessionária eu, Amanda e meus pais fomos comemorar a conquista com uns filets no All Ponto (que mais uma vez estavam muito bons) e com bolos daquela lojinha show do Paineiras especializada em doces de casamento. Passei a tarde o livro de entrevistas do Universo HQ (imprescindível pra quem curte quadrinhos!), e a noite comi uma pizza do Rospinho em casa, depois fui com a Manda no Habibs pra ela jantar (e eu pegar uma esfihinha de alpino e mais um copo do Rock in Rio pra coleção). Depois da correria da manhã, acabamos nem saindo de casa a noite, então aproveitei pra assistir a nova animação do Batman: Hush (bem competente, por sinal). Domingo gravei uns vídeos pro canal, comecei a montar um novo álbum de fotos no computador, tomei café com meus pais (tinha até donuts!) e depois almoçamos em casa. Alguns quadrinhos depois, eu e aManda pegamos a estrada de volta pra São Paulo, ouvindo Struts via bluetooth e com a suavidade de uma pluma flutuando ao vento no anoitecer.



O arco-íris (ou "Hain-Bow" como diriam os japoneses)

Essa foi uma semana bastante tensa. Tente comprar um carro morando em outra cidade e você vai ter uma ideia do que eu passei. Uma burocracia gigantesca, vendedores que não passam informação direito, telefone sem fio, laudos do Detran, documentos pra assinar em cartório, concessionária tentando te passar a perna e levar seu carro usado de graça. Se não fosse pela gigantesca ajuda dos meus pais, que foram zilhares de vezes na concessionária tentar resolver cada bucha que aparecia, eu ainda estaria andando por aí com o carro antigo. Sem brincadeira, de segunda até sexta, todo dia teve uma nova treta. Mas...com muito esforço, suor e lágrimas, acabou dando tudo certo. Eu e Amanda voltamos na sexta a noite, no busão promocional e as 9h da manhã já estávamos prontos pra retirar nosso novo autobot!
Na verdade, eu nem acreditava que podia ter um carro tão bom. Quando fui ver o preço do UP, pensei, bom, os carros japoneses então devem ser muito mais caros. Meus pais mostraram que eu estava errado quanto a isso (eles que foram até a loja e fizeram a vendedora me passar os valores que eu já tinha até desistido de saber) e percebemos que com um e$forcinho a mais, dava pra pegar um HB20! Um carro que eu sempre considerei especial e inatingível, porque participei do lançamento do aplicativo pra iPad do modelo, quando ele foi lançado no Brasil (e na época, era beeem mais caro). Nunca imaginei que pudesse ter um, muito menos agora. Eu já estava praticamente conformado ou em voltar a pegar carona ou a comprar um novo carro usado. Felizmente, a Amanda e meus pais me mostraram que eu estava enganado e sábado de manhã tive o prazer de sair da concessionária dirigindo um novo companheiro prateado, que já veio com pacote de sal grosso instalado no porta-luvas, pra garantir que não vamos mais ter dor de cabeça na estrada. 
Nosso primeiro carro zero, e veio praticamente na data da nossa comemoração de um ano do casamento! Entre as grandes vantagens estão que agora da pra ouvir músicas direto do celular, cinco anos de garantia, tem câmera de ré instalada no retrovisor, a embreagem está tão suave que as vezes até duvido se ela está engatada e o carro até me avisa quantos km ainda posso andar até acabar a gasolina. Great Success!

quinta-feira, agosto 22, 2019

Cabinets de Curiosités

Nessa sexta, aproveitei mais uma promoção de passagens e voltei novamente pra Jau. Apesar da casa estar vazia, eu e Amanda tínhamos coisas pra fazer e carros pra ver e testar. Sábado de manhã, acordamos e já fomos logo correr atrás disso, depois paramos no Habib´s pra almoçar umas esfihas novas de picanha, carneiro e alpino. Sabia que esse é hoje o melhor lugar da cidade pra se tomar um bom suco?Serião, tem suco de framboesa, blueberry, açaí e amora. Com muuuita fruta,a um preço bastante justo. A tarde cochilei e li umas hqs (os anos 90 estão de volta com Doomsday Clock, Absolute Carnage e Venom), depois a noitinha fui buscar Amanda pra gente conhecer um novo lugar de carnes bem legal chamado All Ponto e irmos visitar o Raul, filhote recém-nascido do Gustinho. Demos só uma passada rápida por lá, e assistimos o excelente filme "Animais Noturnos" na Netflix.
Domingo passei a manhã vendo um especial do Mundo de Rock e terminando o anime Evangelion, depois fui com a Amanda buscar umas marmitas e balas de côco no Nardo pra gente almoçar na casa da vó dela. Alguns quadrinhos depois, meus pais chegam e pelo menos consigo ver eles um pouco, antes de pegar a carona de volta pra São Paulo. Ah, fato interessante: estava ouvindo esses dias um podcast que tentava explicar a psicologia do colecionismo (que tem muito a ver com construção de identidade, etc), que contava que a origem de muitos museus e coleções modernas eram os gabinetes de curiosidades ou os "quartos das maravilhas" de antigos aristocratas. Esses eram nomes utilizados pra designar os lugares onde, durante a época das grandes explorações e descobrimentos dos séculos XVI e XVII, se colecionava uma multiplicidade de objetos raros ou estranhos dos três ramos da biologia considerados na época: animal, vegetal e mineral. Os gabinetes de curiosidades ou quartos de maravilhas eram conhecidos como "Cabinets de Curiosités" na França, "Wunderkammern" na Alemanha e Áustria, "Wonder Chambers" na Grã-Bretanha e "Kunstkammer" na Dinamarca. O próprio Louvre, um dia começou assim. 

Obviamente, a partir de agora minha cômoda se chama gabinete de curisoidades. Lá dentro você pode encontrar todo tipo de memorabília da cultura pop. Coisas como coleções de figurinhas de chiclete dos Cavaleiros do Zodíaco, cards dos X-Men, brindes do McDonalds, fitas de gameboy, dezenas de ingressos de shows, exposições e filmes que vi em diferentes cinemas, moedas fictícias (como uma pataca do Tio Patinhas ou dinheiro que só podia ser usado pra comprar bebida na Mambo), anéis de super-herois e muito mais. Na verdade, admito que meio que sem querer querendo, as coleções estão se expandindo pra todos os outros móveis. Será que um dia minha coleção cresce o suficiente pra eu poder cobrar ingresso pra que visitem meu quarto das maravilhas?
Na verdade, no começo da internet vários blogueiros descreviam seus próprios sites como um wunderkammern, porque eram praticamente só um punhado de links para coisas ou histórias que eles achavam interessantes. Ou seja...você nesse exato momento já está no meu gabinete virtual de curiosidades!!! Espero que aprecie sua visita ;)

terça-feira, agosto 13, 2019

Família, Wii & test drives

Voltar pra Jaú de ônibus está mais caro que ir pra Buenos Aires. Uma passagem só de ida custa quase R$100. Um absurdo sem tamanho, pra um trajeto de 300 km. Assim, fiquei bastante desanimado quando não encontrei nenhuma carona pra voltar na sexta. Só que pra minha sorte, uma nova empresa fez uma promoção maluca oferecendo passagens por R$32, praticamente metade do preço de uma carona (que hoje custa R$60). Baixei 5 séries pra ver na Netflix, mas dormi depois de 10min e só acordei as 2h da manhã em Jaú, hora de ligar pra Amanda ir me buscar na rodoviária. Great Success! 
Sábado, eu e ela fomos em uma concessionária fazer um test drive em um Up TSI, o carro mais barato disponível que, com as taxas, emplacamento e tudo mais, não sai por menos de R$ 60 mil. Devia ter alguém distribuindo nariz de palhaço na porta da loja. Que mundo é esse, que um carro mega básico, pequeno e tudo mais custa tudo isso? Sério, comprar carro no Brasil é uma puta duma piada de mal gosto. Bom, de qualquer forma, testamos o carro e saímos de lá decididos a comprar um usado.
Meus pais fizeram torta de frango roxo e estrogonofe pro almoço e tinha pra sobremesa uns alfajores que minha irmã tinha trazido da viagem dela com minha tia pro Uruguai. A tarde li umas hqs e joguei um pouco de New Super Mario Wii, depois a noite jantamos com meus pais umas pizzas do Rospinho (aliche é o melhor substituto pro bacon na minha nova dieta, mesmo salgadinho maravilhoso, sem os males da fritura). Depois, fomos encontrar o Gustinho e o cunhado no Armazém, onde apesar de eu só ter tomado um suco de maracujá, a medalha de ouro foi garantida.
Domingo de manhã, mais um test drive em busca de um UPgrade na nossa cond(i/u)ção. Uma amiga da minha mãe emprestou o carro dela que está a venda, e pra fazer o teste, fomos todos até Two Rivers comprar sorvete. Depois, nós quatro almoçamos em casa com minha irmã comemorando o Dia dos Pais e a tarde continuamos correndo atrás de coisas veiculares, até a hora de voltar pra SP, de carona.

sexta-feira, agosto 09, 2019

A tempestade

Saímos de Jaú por volta das 22h, e apesar do sono e da chuva, estava sendo só mais um dia como qualquer outro. Até que, perto de Corumbataí, começo a sentir o carro se desestabilizar e vejo minha roda traseira direita me ultrapassando. Viro pra Amanda e falo "Essa era nossa roda! Perdemos uma roda!" e jogo o carro pro acostamento. Exatamente a mesma maldita roda cujo rolamento eu tinha trocado no dia anterior!
Checamos os nossos celulares e nenhuma das 3 operadoras que usamos tem sinal. O pânico começa a tomar conta. Ligamos o pisca-alerta. Tentamos nos acalmar e pensar no que fazer.
Como estamos parados perto de uma placa que diz "ÚLTIMO RETORNO ANTES DO PEDÁGIO 500M", imaginamos que o melhor a fazer é ir até o pedágio.
Eu vou sozinho, enquanto a Amanda fica no carro mantendo as luzes do farol e do pisca-alerta acessas pra que nenhum caminhão bata no nosso carro.
Então saio na chuva, no frio e no escuro correndo a procura de ajuda. Tento gritar e fazer sinal pra que algum motorista pare, mas como o medo de que eu seja um assaltante é maior do que a vontade de ajudar, ninguém para. Ninguém nem ao menos desacelera.
Quinhentos metros depois tinha realmente um retorno, mas nada do pedágio. Continuo correndo, cerca de 900 m até achar um daqueles telefones da Centrovias. Ele não tem um painel onde eu possa digitar números, só um botão vermelho gigante, que eu aperto sem parar. Uma voz me pergunta o que aconteceu, e peço ajuda.
Na volta, decido voltar pela terra, já que a luz do meu celular é muito fraca e cada caminhão que passa beirando o acostamento literalmente me dá um banho de água fria. 
Chego em um barranco e tenho que pular da terra de volta pra estrada. Calculo mal o pulo e acabo ralando as mãos e os joelhos no asfalto. Agora estou molhado, com as mãos sangrando e correndo de volta em direção ao carro com medo que alguém possa tentar fazer algum mal à Amanda.
Minutos de tensão depois, vejo que tem luzes de uma viatura brilhando atrás do nosso carro. Ela está segura. Vai ficar tudo bem.
A polícia pede meus dados, faz algumas perguntas e pede pra ver o porta-malas, suspeitando de que o carro estivesse pesado demais. O guincho da Centrovias reboca resgata a roda voadora (que tinha ido parar uns 200 m pra frente, no acostamento, mas que eu não consegui carregar de volta com as mãos machucadas), lava meus cortes com álcool e nos leva até o posto mais próximo da Polícia Rodoviária. De lá, já secos e com internet, esperamos o guincho do nosso seguro vir nos buscar. Até chegar em Jaú, de volta à casa dos meus pais, são mais de 3h da manhã. Contamos o que aconteceu e percebemos o quanto temos que ser agradecidos por não ter acontecido nada mais grave com a gente. Tudo que eu quero é um banho quente e algumas horas de sono. No dia seguinte, o táxi do seguro nos leva de volta pra São Paulo...

quarta-feira, agosto 07, 2019

A calmaria que precede a tempestade

Nessa sexta, voltei com a Amanda pra Jau sentindo que dirigia um avião. O carro fazia tanto barulho que parecia que ia decolar. Nem paramos no posto, e chegamos na capital do calçado feminino perto da meia noite.
Assim, no sábado acordei e já fui direto pra oficina ver o que estava acontecendo. Encontrei o Lucão e o Adriel por lá, e enquanto a gente tomava café um ajudante novo dele mexeu no rolamento, fazendo tudo parecer absurdamente simples. Saí de lá dirigindo um carro mais silencioso que um ninja.
Almocei uma saladinha e um lombinho de leve com meus pais, depois fui com o carro pra casa do Frodo, onde ele, o Guto e o Lucão estavam me esperando pra gente ir pro Torrinha Motorcycles 2019, um festival de música e food trucks pra motociclistas. E mesmo levando um macaco, uma pomba e um elefante como passageiros, a viagem foi superbem! Vimos a banda do Shao, do Ney e do Bones tocar por lá (arriscaram até um Greta Van Fleet!), tomei uma água enquanto eles tomavam chopp e hamburguer de pastel (uma iguaria que seria um desafio pro meu fígado formada por duas camadas de pão recheadas de frango frito empanado, vinagrete e queijo), comprei uma toca de frio,  alimentamos um fã cativo da banda, ouvimos mais um pouco de roque e conversamos até o vento gelado nos fazer ir embora de volta pra Jaú. A noite, minha mãe (que sabe o quanto abdicar de lanches é difícil pra mim), fez uns hamburguers saudáveis pra gente jantar (e olha que ela mesmo nem faz questão desse tipo de comida!) e fui recompensado por ter deixado de provar o "hamburguer de pastel". Depois, passei buscar aManda e fomos encontrar o Gustinho e a Marina no Armazém (que descobri que serve uns sucos muito bons, coisa que nunca me imaginei tomando por lá).
Domingo tomei um bom café da manhã com meus pais (com direito a bolo de banana integral e geleia de irmão) e depois passei no "Território" comprar um tênis. Dei sorte, a fábrica da Timberland estava fechando as portas no Brasil e consegui pagar bem barato em um par bem legal. Almocei com meus pais, fechei Mario Galaxy 2 (mais um acerto lindo do Wii), assisti um pouco de Silicon Valley e as 19h30 a Amanda passou me buscar pra gente comemorar mais um aniversário da Manu, que dessa vez fez uma festinha lá no Habib´s. Enchemos o bucho, cantamos parabéns e perto das 22h pegamos o rumo de volta pra SP porque a Amanda tinha paciente no dia seguinte as 8h, o que nos impossibilitava de voltar pela manhã. E assim, contrariamos os conselhos dos meus pais, da vó e das tias delas e do velho Bom Senso que tinham falado pra gente voltar no dia seguinte...

terça-feira, julho 30, 2019

Free of freetura

Nessa sexta, segundo fds do castigo que meu fígado me colocou, cheguei em casa e aManda tinha tido uma boa ideia de algo que eu poderia comer que era diferente e não era fritura: crepe! Assim, aproveitamos a noite pra estreiar uma máquina que ganhamos de casamento e fizemos crepes salgados de presunto e queijo e doces de goiabada ou chocolate. E ficaram muito bons! Pra quem passou a semana comendo salada, atum e peito de peru, um merecido avanço.
Sábado de manhã, acordei cedo a toa e aproveitei pra jogar várias horas de God of War e ler umas hqs do Universo Amálgama (bizarrice criada em parceria pela Marvel e pela DC nos anos 90). Aí fui com aManda almoçar no Cana Brava, pra não chegar com fome no churrasco de aniversário de um amigo do trabalho para onde iríamos em seguida. Assim, forrado com uma salada ceasar, saímos de carro em direção ao Tatuapé. 
Lá, desfilaram pela minha frente porções de torresmo e várias carnes, mas consegui me controlar com sucesso. Além disso, fui preparado pra não cair na tentação de tomar uma cerveja. já que tinha levado minha própria Brahma zero. Sim, você não leu errado. Não era Zubzero não. Era cerveja sem álcool (coisa que eu provei pela primeira vez na vida e admito que engana muito bem). 
No domingo, intercalei uma manhã de leituras com The Boys, nova série da Amazon baseada em uma das melhores hqs do Garth Ennis. Saí almoçar shwarma com aManda no Vovô Ali (felizmente ainda posso comer comida árabe), depois tirei uma soneca e então passamos o resto dia sem fazer absolutamente nada. 

terça-feira, julho 23, 2019

Pausa nas comilanças, mas o show deve continuar

Quinta-feira recebi os exames de sangue que tinha feito na terça e acabei descobrindo que meu fígado não é tão invencível quanto eu gostaria de pensar. Resultado: 40 dias sem frituras e bebidas alcoólicas. Ok, o futuro não parece muito promissor, mas vou encarar como um desafio, com o qual pretendo pelo menos perder alguns quilinhos.
Na sexta, ganhei uns ingressos da agência pra ver Abbey Road, uma banda cover dos Beatles altamente dedicada, que tem vários figurinos que acompanham a carreira do quarteto e usam até instrumentos iguais aos que a banda original usava na época do lançamento de cada música. O show foi no Tom Brasil, eu e Amanda chegamos exatamente na hora que estava começando e foi uma experiência realmente divertida. Os caras mandam muito bem e o cara que faz o John Lennon canta igualzinho o original!
No sábado, meus pais e meu irmão estavam em SP, então fui encontrá-los no Top Center pro almoço. Depois, enquanto minha mãe cortava o cabelo, fui com meu pai  na exposição Ola Maurício, que tava rolando no prédio da Fiesp. Era mais bobinha e infantil do que eu esperava, muitos displays de personagens e pouca arte original  ou história biográfica do autor, mas valeu pra matar o tempo. Depois, reencontramos minha mãe e fomos pro MASP, pra pegar o penúltimo fds da exposição Tarsila Popular. Aproveitei o passe-livre nas filas que eles adquiriram ao completar sessenta pra passar na frente de centenas de pessoas e conferi de perto não só as obras da Tarsila (meu favorito, "A Cuca", segundo a Amanda é praticamente o Jake, de Adventure Time), como também todos os outros quadros famosos do museu (que tem no acervo coisas como Monet, Renoir e Van Gogh). E quando eu descia a Augusta, achando que o turismo do dia tinha já tinha acabado, vi uma pequena fila na frente da 9a arte galeria e descobri que Sam Hart estava ali dando autógrafos. Obviamente, voltei pra casa com uma edição autografada de Atômica (HQ na qual se baseou o filme de mesmo nome, estrelado pela Charlize Theron).
Pouco depois, eu e aManda recebemos meus pais e meu irmão em casa pra gente estrear várias louças que ganhamos no casamento. Pedimos uma pizza, e a Amanda fez um mega sucão de laranja e doce de morango com chocolate amargo, fora se preocupar com a limpeza e a desempacotar os novos pratos e copos tínhamos ganhado. A ela, deixo aqui meu muitíssimo obrigado! =)
Domingo passei a manhã lendo um pouco, depois fomos encontrar minha família pra mais um almoço sem fritura no Páteo da Luz (quiçá um dos melhores self-services da cidade), nos despedimos do meu irmão e caminhamos até o Shopping Cidade São Paulo pra assistir ao live action do Rei Leão. A história do filme é boa, as músicas do Elton John continuam incríveis, mas os animais são tão reais, que o filme perde um pouco o charme. Falta expressão, falta vida. É mais Discovery Channel que Disney. Claro que estão de parabéns por conseguirem um feito desse tamanho, um filme todo criado do nada que parece ter sido filmado numa savana africana, mas...o desenho é melhor. E o musical do teatro melhor ainda.
Voltamos pra casa, a Amanda capotou lá pelas 20h e eu passei a noite jogando God of War (que tá cada vez melhor, maluco! que historinha linda!). Então é isso, pessoal, fiquem longe de frituras e de bebidas, e Hakuna Matata!

segunda-feira, julho 15, 2019

Fondue de semana com show, cinema e teatro de acompanhamento

Sexta-feira saí do trabalho e fui no pão de açúcar comprar amendoins e lanche de metro pra primeira cervejada entre amigos com nossas senhoras que tinha combinado com dois amigos do trabalho, Luke e Viny, na casa do primeiro. Tomamos várias hoegardens e outras cervejas compradas em uma das promoções malucas do PdA, e discutimos sobre trabalho, gatos e manias até uma meia noite, hora em que eu e aManda pegamos um uber de volta pra casa.
Sábado de manhã, aproveitei ter acordado antes que aManda pra jogar um pouco de videogame (HorizonChase no PS4, Battlechasers no XOne), li algumas hqs (como a excelente Hellboy no México), fui correr na ACM, depois tomei um banho e fui pro centro curtir a Semana do Rock, evento da prefeitura que ia reunir várias bandas legais em 2 palcos na Praça da República durante todo o dia (totalmente grátis!). Curti umas músicas do Jimmy (ex-Matanza), do Angra (ou o que sobrou da banda) e a homenagem Angra+Shaman+Viper ao André Matos, ex-vocalista desses três conjuntos que faleceu no mês passado. Fiz uma pausa no almoço pra comer umas carnes com aManda no Churrasqueto (restaurante honesto e antigo do centro), depois voltei e vi um pouco do show do Supla antes de voltar pra casa. Tirei um cochilo, e a noite pegamos o carro e fomos pro Shopping Eldorado. Fizemos compras no mercado, tomamos um café e finalmente conferi o novo filme: Homem-Aranha: Longe de Casa
Um filminho teen honesto, bem melhor que o anterior, com um vilão muito bem caracterizado e quiçá as duas cenas pós-créditos mais chocantes do MCU.  Também curti muito a trilha sonora, o retorno de um ótimo ator, os uniformes "noir" e o preto e vermelho baseado nos esboços não utilizados do Alex Ross pro primeiro filme. Depois, voltamos pra casa e ficamos até de madrugada assistindo mais um pouco de Stranger Things.
Domingo acordei e mergulhei de cabeça no mundo do novo God of War, que está cada vez melhor (e com gráficos superiores a muito filme por aí), depois fui com aManda na ACM, e em seguida caminhamos até o Shopping Light pra almoçar. Pra nossa surpresa, tinha aberto na praça de alimentação um Popeye's, rede gigante de fast food americana, concorrente do KFC. E tinha até cuponzinho de promoção! Pedimos um balde gigante de frango e devo dizer que a concorrência com o velhinho de bigode está acirrada. A comida veio acompanhada de um molho bem gostoso, batata rústica com páprica e refril grátis! E o frango estava sensacional, bem crocante e sem nenhum osso!
A tarde, depois de uma soneca e mais alguns quadrinhos, subimos pro Frei Caneca, assistir ao musical “Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade”, no qual o cantor Paulinho Moska usa várias músicas do Raul Seixas pra recontar a história do Rei Arthur. A peça podia ser mais curta, mas tem momentos bem marcantes, participação da Vera Holtz em audiovisual (como Geralt de Rivia, digo Merlin), e uma galera que canta muito.  Saindo do teatro, passamos no Outback, pra comer fondue. Eu tinha minhas dúvidas se valeria a pena, mas o bagulho é realmente bom! O queijo é tipo um cheddar picante e vem servido dentro de um daqueles pães australianos incríveis. E pra potchar tem costela, carne, frango e camarão empanado! Tudo fantasticamente temperado. O fondue doce de chocolate também é incrível e vem com pedacinhos de frutas, brownies, doce de leite havana e e marshmallow. 
E o legal é que você ainda pode levar o pão que sobra pra casa, pra fazer sanduíches no dia seguinte! Pedi pra embrulhar tanto o pão do fondue salgado quanto o do doce, e em reconhecimento ao meu gosto pela padaria Outback (ou pra me zoar) os garçons colocaram até um pão de entrada novinho na sacola! Great Success!

sexta-feira, julho 12, 2019

Fica, vai ter bolo!

Sexta-feira, eu e aManda voltamos mais uma vez pra capital do calçado feminino em uma estrada até que tranquila, mas coberta por muita neblina. Na saída de um graal, até as luzes do posto estavam tremeluzindo, deixando tudo com um puta climão de filme de terror. Colocamos até "thriller" pra tocar só pra completar mais ainda o cenário, e dar uma animada na viagem.
Sábado minha irmã e o Vyc chegaram e, como sempre fazemos quando eles estão em Jahu, fomos comer no Polaco (já enjoei um pouco da leitoa, mas a tilápia estava maravilhosa). Depois fomos conhecer um lugar novo que abriu no Paineiras, que serve cafés e docinhos de casamento. Comemos uns brigadeiros recheados de Amarula incríveis e tomei um cappuccino excelente, depois voltamos pra casa onde fiquei lendo algumas hqs que chegaram pelo correio (como por exemplo, "Solitário" do francês Chabouté que já veio autografado direto da editora - ia facilitar muito minha vida se todas as revistas já viessem assim =b). A noite, fui com aManda provar o Cremenoso, que não só tem um ótimo nome como também se tornou um dos meus hamburgers jauenses favoritos: um smash burger que vem mergulhado num pote ignorante de cheddar! Voltando pra casa, tomei um vinho com meus pais, depois fechei a noite reassistindo Homem-Aranha: De volta ao Lar (e acho que minha opinião é mesma de quando vi o filme no cinema, o filme é legal, o Abutre ficou foda, mas como estamos falando do melhor herói da Marvel, podia ser melhor). 
Domingo tomei café da manhã com meus pais (com bolo e doce de leite de café), joguei um pouco de Mario Galaxy 2 no Wii, depois fui buscar aManda pra gente ir Gustinho pra mais um Chá de beber! E dessa vez, sem a supervisão de adultos! O cunhado dele levou 5 litros de chopp Paulaner, o Frodo trouxe mais 15 litros de chopp de Bauru, e eu levei o skull beerbong pra ajudar as poucas pessoas que estavam bebendo a fazer seu trabalho mais depressa (eu também levei cerveja, mas mal conseguimos terminar o chopp). E assim, 9h de churrasco (que incluíram até uma perna de carneiro inteira na grelha) passaram voando. Tudo isso, com a alegria de poder ficar um domingo a noite em Jaú, sem ter que me preocupar com a volta pra Sp, já que eu tinha descolado um home office pra emendar o feriado no dia seguinte.
Segunda-feira acabei tendo que trabalhar bastante, mas com a felicidade de poder manter o pijama, almoçar o parmigiana dos meus pais que eu tinha perdido no domingo e intercalar os jobs com leituras e jogatinas breves no Wii. A noite, quando achei que o trabalho estava terminado, fui com aManda e meus pais na quermesse da Abadia, mas acabei tendo que sair correndo pra enviar um último e-mail de trabalho quase oito e meia da noite. O frio nos fez ficar mais uma vez dentro de casa, só curtindo a nova temporada de Stranger Things.
Na terça, rolou um certo stress pela manhã, porque o carro não queria pegar de jeito nenhum (mesmo estando com uma bateria novinha e toda a parte elétrica estar ok). Mas depois do almoço de comemoração ao aniversário de casamento dos meus pais no Bar do Veio, e de muito bolo com brigadeiro e doce-de-leite-de-café (um nome bem melhor seria "doce de pingado"), aManda insistiu no acelerador e nosso carrito finalmente pegou. Então, pouco depois voltamos pra São Paulo. E de São Paulo, voltamos pra Hawkins de 1985.

terça-feira, julho 02, 2019

Ninguém quer missa, mas todo mundo quermesse

Nessa sexta, cheguei em casa carregado de cervejas especiais compradas com 50% de desconto em mais uma ótima promoção de aniversário do Pão de Açúcar, e a Amanda estava me esperando em casa com uma excelente surpresa: brownie, na sua receita original importada lá do Canadá. Crocante por fora, molinho por dentro e com uma cobertura maravilhosa de chocolate. Não que eu não goste do browmãe modificado (gosto muito!), mas é com excesso de manteiga, muitos ovos e pouca preocupação com a saúde que se faz um bolo verdadeiramente americano.
Fora ir na ACM garantir os carimbos em nossos passaportes de inverno e eu passar boa parte do final de semana no PS4 jogando Sonic Mania, God of War e Overwatch, nosso final de semana foi baseado em turismo gastronômico. Sábado, eu e aManda almoçamos no Kraut, um lugar na Santa Cecília que tem ótimos drinks (tipo maracujá com pimenta ou abacaxi com manjericão) e supostamente serve "o melhor estrogonofe de São Paulo". Na verdade, o que eles servem é a receita original do prato, que tem um gosto realmente peculiar, bem diferente do festival de creme de leite ao qual estamos acostumados, mas ainda prefiro a versão brasileira. 
A noite fomos assistir ao filme Turma da Monica: Laços no cinema (bem fraquinho, acho que não precisava ser tão infantil, mas beleza que depois de ver "A Criada" na Netflix, qualquer filme pareceria fraco) e na volta aproveitamos pra pegar uns lanchinhos de carne louca, pernil e linguiça na quermesse da Consolação.
Domingo, levamos o carro pra troca de óleo no MercadoCar e depois paramos no Los Rolos, um restaurante colombiano que fica na rua de trás de casa. O atendimento tava enroladíssimo (não só pelo português limitado, mas principalmente pela demora), mas tomamos umas limonadas de côco muito boas, provamos umas empanadas de queijo bem diferentonas e o prato principal mesmo (que era um tipo de panceta muito louca, com feijão vermelho, guacamole, massinhas de milho e várias doideras) estava bem bom.  Ah, já falei que todas essas refeições eram intercaladas com brownie pré-aquecido com sorvete? That's how we do it in America, baby!

quinta-feira, junho 27, 2019

Troco stories por comida


Semaninha cheia! Segunda-feira saí do trabalho e fui pro cinema conferir o último filme da série que deu início ao boom de filmes de super-heróis que vivemos hoje: X-Men Fenix Negra.
Terça-feira, um amigo de uma agencia me descolou um trampo de influencer: comida e bebida de grátis em um hotel refinado de SP sendo que em troca tudo que eu tinha que fazer era tirar algumas fotos da marca no patrocínio do evento. E assim, eu e a Amanda nos entupimos de queijos, pizza e bons drinks (gin, vodka e td mais), enquanto fingíamos nos importar com o resultado do jogo do Brasil na Copa América. A vida é doce como açúcar!
Quarta, véspera de feriado, com nossa viagem pra Natal cancelada devido a falência da Avianca, voltamos pra Jau enquanto eu tentava fazer a Manda pegar gosto por podcasts.
Quinta-feira, meus pais fizeram uma lasanha caprichada (que fica ainda melhor com a massa própria no lugar do macarrão, manta de mussarela de búffala e azeitonas pretas) pro almoço, fechei Donk Kong Jungle Beat no Wii, li algumas hqs, fui com meus pais conhecer a nova loja hipster jauense de cookies (que apesar de servir um cookie honesto, infelizmente deixou um pouquinho a desenhar, já que não serviu as bebidas que meus pais pediram porque "a cozinha estava fechada", precisa de chef pra fazer chá agora?) e a noite saí com aManda comer um lanchão nos Baratheon de sempre, chegando em casa cedo o bastante pra assistir um pouquinho de Star Trek: Nova geração.
Sexta-feira, passei o dia jogando um pouquinho de Mario Galaxy 2 (que fica ainda mais lindo numa tv de tubo), comi almoço da Maria, tirei uma boa soneca a tarde, assisti Money Monster com minha mãe (depois passamos no Monkafé pegar umas coxinhas) e depois fui com a Manda encontrar o Shaolin e uns irmãos que conheciam meu irmão no Vitrolê pra tomar umas cervejas. Segundo a lenda, meu irmão e eu éramos gênios na escola, que tiravam nota sem precisar estudar porque nossos pais "tem mais livros que a biblioteca nacional em casa". Fazendo minha parte nas compras de livros pra que isso um dia seja verdade =b
Sábado meus pais assaram uma maravilhosa "torta de frango, receita de vó" pro almoço e testaram uma nova receita de pudim de côco (que só não ficou melhor porque minha mãe tem a mania de sempre mexer nos ingredientes), joguei um pouquinho de Zelda: Twlight Princess, assisti vários episódios de Chernobyl com meus pais (seriado realmente muito bem feito, merece o "chernobinge") e a noite fui com aManda encontrar o Gustinho e a Marina no Scooters (um lugar que anos depois da inauguração continua caro e esnobe demais pro meu gosto). 
Domingo tomei mais um maneiro café mineiro com meus pais, sempre muito bem acompanhado de com pão com geleia, assisti a versão estendida de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (The Rogue cut) pra relembrar dos bons tempos da franquia no cinema, li mais algumas hqs no tablet (como por exemplo, Turma da Mônica: Laços pra me preparar pro novo filme e a elogiada nova mensal do Venom). Meus pais assaram uma nova torta de frango, tirei um cochilo e rapidamente o feriado já tinha ido embora e era hora de voltar pra Metropólis.

quarta-feira, junho 19, 2019

X-Quermesse

Na quarta, eu e aManda decidimos passar o Dia dos Namorados em casa, pra evitar o estresse de perder a noite toda parados na fila de algum restaurante. Fizemos em casa um filet mignon com molho de gorgonzola topzera e até sobrou um tempinho pra eu jogar meu presente: o "novo" God of War pra PS4.
Sexta-feira, devido à greve geral que paralisou várias linhas de metrô, pude fazer home office e curtir um pouco o sofá. Tinha trabalho pra caramba pra fazer, mas poder fazê-lo de samba canção, deitado no sofá é sensacional. Deu até pra almoçar com aManda no Cana Brava e dar um pulo na lojinha "duty free" da Brigadeiro. 
A noite, pegamos o carro e pegamos a estrada. Chegamos pouco depois das 23h, mas deu tempo de experimentar um lanche que meus amigos haviam indicado como o novo "melhor sanduíche de vaca da cidade": o bar do Carcamano (palavra que geralmente serve pra designar um italiano pertencente a alguma máfia ou ligado a qualquer crime, mas no brasil dá-se esta definição a qualquer descendente de italianos. Segura aí com esse preconceito).
 O lanche era ainda melhor do que eu  imaginava. Literalmente maior que meu antebraço, muito bem recheado e custando menos que um hambúrguer gourmet paulistano.
Sábado de manhã, tomei café da manhã com meus pais provando várias coisas que eles tinham trazido de sua última viagem à Minas. Tinha queijo, café, geleia e tudo que há de bom, fora vários outros presentinhos.Abri várias hqs que haviam chegado pelo correio e fizemos o almoço em casa (na verdade, meus pais fizeram tudo, da salada ao pudim de sobremesa, eu só contribuí com o molho de gorngozola rs). Tirei um cochilo, assisti o novo documentário do Bob Dylan dirigido pelo Scorcese e a noite fui com aManda e meus pais na quermesse da Santo Antônio comer umas fogazzas, paçocas e lanches de pernil.Saindo de lá, fomos encontrar o Gustinho e a Marina pra tomar umas cervejas no Armazém, mas o frio e o cansaço fez todo mundo voltar cedo pra casa.
Domingo meus pais fizeram macarrão a quatro queijos pro almoço (acompanhado de linguiças e joelho de porco), assistimos a zoera do Adam Sandler com "O Expresso do Oriente" (filminho realmente divertido), fiz um ensaio fotográfico dos meus bonecos dos X-Men pra entrar numa promoção provando que sou o maior fã dos mutantes do planeta, e logo já era hora de voltar pra Metropolis.

quarta-feira, junho 12, 2019

Checklist completa!

Esse foi um final de semana bem cheio. Já no almoço de sexta, por motivo de "fila maior" no Vinil Burger, acabei indo com uns amigos do trabalho conhecer um lugar que eu queria ir há muito tempo: a cervejaria da Brew Dog. Fora vários pints diferentes, eles ainda tinham uma promoção no almoço de dois hamburguers show pelo preço de um. Great Success! A noite, eu e aManda estreiamos uma fundizera que ganhamos de casamento e começamos a nova (e excelente, como de costume) temporada de Black Mirror. 
No sábado, enquanto a Amanda passava o dia no seu curso pra virar auditora, fui na ACM, passei na garage sale da editora Mythos (onde completei minha coleção de Hellboy e garanti várias outras promoções), tomei um açaí no Shopping Light e durante a tarde conferi uma visita guiada pela 9a Arte Galeria, onde está rolando uma exposição do Marcatti, um dos grandes nomes das hqs underground. Obviamente, voltei com alguns autógrafos pra casa e fiquei jogando o maravilhoso Sonic Mania até aManda chegar.
Quando isso finalmente aconteceu, fomos pro Shopping Frei Caneca. Jantamos umas asinhas apimentadas e um lanche de picanha no Prime, depois assistimos no cinema a versão live action de Aladin, que ficou sensacional! Sério, esse sempre foi meu desenho favorito quando criança e estava com os dois pés atrás antes de ver o filme. Mas caramba, a Disney não erra mesmo. O filme é ótimo, recria cenas como a chegada do Principe Ali em Agrabah (que eu nunca imaginei ver filmadas) com maestria e estou com a trilha sonora rolando no Spotify até agora!
No domingo de manhã, fui fazer um alongamento com aManda na ACM só pra garantir mais um carimbo no meu "passaporte de inverno" da academia, depois passamos no Marajá pegar umas barquinhas recheadas pro almoço.
Uma soneca e várias páginas de Hellboy depois, pegamos um metrô pro Memorial da América Latina, onde tinha acabado de começar o show da Lilly Allen. Funny story: um belo dia entrei no site da Livepass pra comprar ingressos pro show do Iron Maiden. O site me colocou em uma fila de espera pra pegar ingressos gratuitos pro show da Lilly Allen. Pensei "por que não?" e poucos dias depois lá estávamos nós.
Há 10 anos atrás, quando ainda assistia muito Multishow e VH1 com meus irmãos, ela lançou um cd chamado "It´s not me, it´s you" que eu baixei e cansei de ouvir no iPod. E só por essas músicas (Not fair, the Fear, 22 e Fuck You, encerramento do bis) já valeu a pena. Saindo de lá, passamos em uma pizzaria que reabriu perto de casa, pegamos uma janta e voltamos pra casa terminar de assistir o filme "Grandes Olhos".