segunda-feira, março 23, 2015

Quadrinhos em série

Depois de dominar os blockbusters nas telas dos cinemas por mais de dez anos, chegou a vez dos quadrinhos invadirem a televisão com dezenas de novos seriados. Saiba abaixo quais são os melhores seriados baseados em histórias em quadrinhos da atualidade!

1 - Flash
Se tem uma série que é a mais fiel a uma hq, com certeza é esta. Heróis uniformizados, adaptações fiéis dos vilões, bons efeitos especieis. Se você procura por viagens no tempo, uma boa galeria de vilões, aparições de outros heróis da DC (como o Nuclear ou o Arqueiro Verde) e animais falantes, essa é série certa! É a  que mais se aproxima da emoção de ler uma boa e velha HQ.

                                                     2- The Walking Dead
Essa todo mundo já conhece, mas não sabe que ainda vale a pena. Depois de duas primeiras ótimas temporadas e de uma terceira e quarta meia-boca, que conseguiram transformar a história do governador, talvez o maior vilão das hqs em um personagem sem graça, boa parte dos roteiristas foi demitida. E agora a série entrou nos eixos outra vez, tendo vários momentos memoráveis e um leque cada vez maior e melhor de personagens.

3- Constantine
Eu admito que não conheço tanto esse personagem em termos de HQ quanto conheço tantos outros dessa lista. Mas gostei bastante do filme. E também do novo seriado. Tem uma boa caracterização (apesar do clone do Jim Carrey no papel principal ser overacting as vezes) e tem boas histórias. Alguns episódios são mais fracos. Mas no geral é uma boa série, e tem picos bem bacanas, como a história do amigo endemoniado ou do padre que ganhe poderes de um suposto anjo. Essa foi outra série que aprendeu com os erros no meio do caminho. Teve até participação do Espectro e John fumando nos últimos episódios. Espero realmente que continue, e ainda melhor, quando mudar de nome e de canal.


                                                     4- Arrow
De início, torci o nariz pra essa série que parecia focar demais nas interações entre Oliver Queen e sua família do que em sua vida de super heroi. Mas o tempo foi passado, ele trocou a maquiagem por uma máscara, novos heróis (como a Caçadora e a Canário Negro) foram chegando e a série foi ficando cada vez melhor. Pra manter o ritmo acabaram pegando tantos inimigos do Batman emprestados que é uma série mais fiel ao Homem-Morcego do que a própria Gotham, mas não deixa de ser divertido.

5- Marvel´s Agents of Shield
Essa série começou totalmente sem rumo. De Shield mesmo, não tinha nada. Era uma série sobre pessoas comuns (que nem uniforme da SHIELD usavam) resolvendo crises humanas como "Alguém precisa deter esse bandido que achou uma arma que um alienígena que tomou um cacete do Tony Stark esqueceu por aqui". Parece que acharam que os fãs seriam bobos a ponto de consumir qualquer coisa que eles jogassem e acabou não rolando. A segunda temporada apresenta grandes melhoras, vilões começaram a surgir, personagens comuns começaram a ganhar poderes, talvez agora engrene. Mas ainda tenho um pé atrás.

                                                      6- Gotham
Existe uma hq, muito boa por sinal, que chama "Gotham Central", que mostra como os policiais de Gotham City se viram com os vilões enquanto o Batman está fora. Quando anunciaram essa série, os fanboys piraram porque se fosse realmente baseada na hq poderia render episódios incríveis. Infelizmente não foi o caso. Alguém teve a grande ideia de fazer um seriado assim, só que no passado. Porque? Só Deus sabe. E sendo assim, temos uma série sobre a cidade do Batman sem o Batman e sem seus grandes vilões no auge. É o mesmo que fazer uma série sobre Smallville, antes da nave do Superman chegar. Tem graça? Não. Apressar o surgimento dos vilões tem graça? Nope. Ainda assim, o nome do Batman tem força, e tem quem goste. Na minha opinião, não faz falta.

7- Marvel´s Agent Carter
A agente da pré-SHIELD e "namoradinha" do Capitão América, que teve seu seriado lançado esse ano me surpreendeu ao servir de ponte pra criar um passado pra Marvel em uma série fortemente feminista. Temos o pai de Tony Stark, Jarvis, o início do projeto Viúva Negra e - caralho! - até o Comando Selvagem de Dum-Dum Dugan. Acabei achando melhor que a própria série da Shield, mas ainda falta um pouco de sal. Falta a emoção da Marvel, aquela que ironicamente hoje, só se encontra na série do Flash. Ainda assim, acho que tem muito potencial e foi melhor do que eu esperava.

                                                     8 - Powers
Outra série fresquinha, que acabou de estreiar na PSN pra quem é assinante do serviço Playstation Plus é Powers, baseada em uma hq do Brian Michael Bendis, na qual policiais comuns tem que lidar com criminosos superpoderosos. Tipo Gotham, se lá os vilões tivessem superpoderes (ou graça). A série está nos seus primeiros episódios, mas gostei bastante do piloto e vou acompanhar com certeza.

9 - iZombie
Uma garota zumbi que assume as memórias dos cérebros que consome, começa a ajudar um policial da cidade a resolver crimes. Parece que essa hq (ainda que a história original seja bem diferente) nasceu pra virar seriado né? A abertura ainda é do Mike Allred, e apesar de ser uma série policial mais clichê, o fato da protagonista ser zumbi acaba sendo realmente divertido. Ainda está começando, mas por enquanto vou dar uma chance pra ver qualé que é a dela!

10 - Demolidor
E mês que vem estreia Demolidor na Netflix, né! A chance da Marvel usar um heroi já consagrado e mostrar que é foda de verdade! Ficamos no aguardo!

segunda-feira, março 16, 2015

Clube de leitura, hamburguer, cinema, passeata e corrupção

Nesse sábado de manhã, depois de ler algumas hqs e um pedaço de "Maurício e seus roedores letrados",  eu e a Manda saímos em busca de uma nova toca, andamos durante horas pela região da Santa Cecília, mas não rolou nada muito sensacional (e sim algumas decepções, preço bom mesmo só quando o prédio está caindo aos pedaços), almoçamos na Gemel (padoca dahora do Largo do Arouche), e fomos pra casa cochilar e assisitir Doctor Who. 

Umas 17h da tarde, saí pra Livraria Martins fontes onde rolou um clube de leitura, aprender um pouco mais sobre SDA e provar hidromel. Gostei da experiência, aprendi bastante sobre Tolkien, mas não consegui tirar a sensação de que estava numa missa. Dois sacerdotes que falavam até a língua dos anjos (ou elfos, ou orcs) liam passagens da "bíblia" enquanto alguns fiéis ouviam atentamente e ao final todos se reuniam ao redor de uma garrafa. Sempre me considerei nerd pra caralho, mas aprender línguas fictícias e decorar a árvore genealógica de seres que não existem talvez esteja um pouco fora da minha alçada. 


De qualquer forma, chegando em casa a Manda já me esperava pra gente ir pro Sujinho da Av. Rio Branco curtir O melhor hamburguer de São Paulo (quiçá do mundo!). Fazia tempo que não íamos lá, tinha até esquecido do quanto era bom, do chopp brahma gelado e da porção honesta de batata frita com cheddar! Que coisa de Deus! 
Saindo de lá, fomos pro Marabá, assistir Kingsman - Serviço Secreto, novo filme do Mathew Vaughn baseado numa hq do Mark Millar. Não se deixe enganar pelo trailer sem graça que está passando por aí, o filme é simplesmente sensacional. O melhor filme de ação que vi nos últimos tempos! Ótimos atores, cenas de ação inovadoras, vilões caricatos e uma trilha sonora do naipe de Guardiões da Galáxia. Sabe Machete? Então, foda tipo isso! Sério, bom demais! 

Domingo joguei um pouco de PS3, e umas 11h da matina eu e a Manda descemos pra feira fazer mais uma visita agendada numa toca ali perto e comprar umas frutas e verduras. Almoçamos um spaghetti à Verydiana (só que com mais calabresa do que macarrão) e fomos pra Paulista nos juntar ao mar de um milhão de pessoas que protestavam contra nossa corrupção rockstar (adendo abaixo). 
O metrô tava de boa quando chegamos, por volta de 14h, chuviscou um pouco, mas conseguimos um espaço embaixo de uma bandeira gigantesca pra nos proteger da água e umas 16h fomos embora (com orgulho da nossa bandeira #badumtss). Em casa, mais algumas hqs, Bruce Lee vs. Chuck Norris de costas peludas em "O Voo do Dragão", espigas de milho e bolo de banana caseiros (ou seja, Amandeiros) de janta e fechamos o finde com o filminho "O Jogo da imitação", que supre bem por ora a falta de novos episódios de Sherlock.

Corrupção rockstar
O que me incomoda na corrupção na política brasileira é a quantidade do roubo. Entendo que pessoas próximas do poder e do dinheiro se sintam tentadas a roubar. "Um pra você, dois pra mim" é a tática mais antiga de quem é o responsável pela divisão. Mas não ter limite, é um pouco de abuso né? Por exemplo, um dos putos envolvidos no lance lá da Petrobrás afanou a bagatela de 100 milhões de dólares. Cara, é outro nível. É algo que um astro do rock tem que batalhar MUITO pra ganhar. A estimativa do rombo total da Petrobrás é de R$ 88 bilhões de reais. BILHÕES. Não dava só pra melhorar o país, controlar o preço do dólar e da gasolina, dava pra comprar outro país. Assim fica difícil, né pessoal?

Play that funk music, white boy!

Semana passada eu e a Manda voltamos pra Jau, rolezinho básico de sexta com carona com o Eduardo, paradinha no posto, e cervejinha me esperando em casa. No sábado, fui almoçar com meus pais no Zezinho, instalei Netflix em casa (depois de muito tempo no escuro ao final do dongle pc-40, agora tem bom conteúdo novamente na tv lol), li muito, e a noite, fomos pra casa do Gustinho tomar umas cervejas (e caipirinhas, e pingas!) e queimar umas carnes (e pães de alho, e queijos!). Nada como uma quantidade cretina de alcool pra ativar novas ideias. Acabamos criando praticamente todo o conteúdo pra um cd imaginário de funk, de nossa nova banda fictícia chamada "Sacolejo" (que é o movimento que o saco escrotal faz na hora do "vamos ver"). Nos aguardem em breve no programa do Rodrigo Faro (já perceberam que ele tem a mesma voz que o Rafinha Bastos? juro!). Domingo li mais um pouco de Doctor Who, assisti um pouco de "Better Call Saul" com meus pais, fomos almoçar no Ítalo (um delicioso pintado à indiana - sempre que como sem a Manda tenho que aproveitar pra comer peixe, já que ela não gosta de nada que vem do mar e nada melhor do que um suculento peixe recheado com catupiry e coberto com bacon!), dormi mais um pouco, saí com a Manda fazer as compras da semana (porque 100g de presunto em SP custam 10x o que custam em Jaú), li mais algumas hqs e logo já eram 20h, hora de ir pro McDonalds encontrar o Edu. Segue abaixo o tracklist do novo cd:

Sacolejo Vol.1 - "Uma hora o bacalhau assa"

1.Cookie é bom 
2. Catchup minha bisnaga
3. Uma hora o bacalhau assa
4. Capim Canela
5. Ah! Sacolejoe!
6. Corneta, paleta, boce...

Como todo bom funk, a batida de todas as músicas é idêntica (tchumcha, cha, tchum thchum cha) e as letras tem 4 versos com forte conteúdo sexual. Vai ser sucesso entre as crianças do pré-primário! 


segunda-feira, março 02, 2015

O fantasma do elevador

Mais um conto curto levemente baseado em fatos reais, e que fica melhor ao som de "love in an elevator" (vídeo abaixo)...

A empresa na qual Thomas trabalhava havia se mudado muito recentemente para uma nova sede na Avenida Paulista. Isso significava que diariamente ele tinha que pegar dois metrôs todas as manhãs, desviar do pessoal da Unicef que cerca todos os transeuntes como cães sarnentos em busca de contribuições mensais e tentar lutar contra a vontade de tomar um café gelado no Starbucks.
Na verdade, ele nem gostava de café. Mas eles colocavam tanto leite, gelo e chantili em tudo que preparavam que aquela deliciosa bebida cremosa que chegava às mãos de Thomas não lembrava nem remotamente café. 
Thomas vivia uma vida pacata. Conversava o mínimo possível com os colegas, almoçava sempre no mesmo restaurante (só pelo prazer de um pão de alho incrível chapeado na hora) e no resto de seu tempo livre, procurava por algum livro novo nos sebos da região.
Mas na terceira semana após a mudança, em uma terça feira chuvosa, Thomas vivenciou algo que definiria todo o resto de sua existência.
Ele retornou do almoço, pontualmente as 13h, lutando para ignorar o aperto no coração causado pelo mendigo sem pernas que de segunda à sábado faz ponta bem na porta do edifício, e apertou o botão do elevador.
Subiu nele junto de dois japoneses, e assim que eles desceram no sétimo andar, ouviu algo muito estranho, um grito de mulher.
Não um grito prolongado, como se alguém estivesse caindo de um precipício. Só um singelo "ah", como o de alguém que diz "ah, esqueci minha carteira", ao utilizar o velho golpe do "estou sem grana hoje, vou apelar pra caridade de algum colega de trabalho". 
Nenhum dos japoneses - que conversavam animadamente a respeito de uma viagem para os parques da Disney na Flórida - pareceu ter notado, mas Thomas tinha certeza de ter ouvido o barulho e decidiu fazer uma parada no meio do caminho, para ver se ele continuava. 
No oitavo andar, ouvi novamente: "Ah". E começou a pensar se não estaria imaginando coisas. O que era muito improvável, já que não bebia há dias.
Ao chegar no décimo andar, ouviu o som novamente. Não havia ninguém na recepção para quem ele pudesse delatar os fatos, então decidiu simplesmente se dirigir para seu cubículo e continuar trabalhando na programação do sistema de segurança do site do banco para o qual trabalhava.
O resto do dia passou normalmente, sem nenhum outro surto de imaginação fértil, e as 18h43, Thomas tomou novamente o elevador, ao final do expediente.
Assim que o carro chegou no térreo, ouviu mais uma vez o "Ah". Olhou para a recepcionista, mas ela parecia não ter ouvido nada. E com vergonha de se passar por idiota na frente da formosa jovem, desistiu de fazer qualquer comentário.
No dia seguinte, esperou pelo elevador que gritava, mas todas as vezes que precisou descer ou subir foi prontamente atendido por outro dos quatro elevadores do edifício.
Na quarta-feira, ao chegar ao trabalho, lá estavam os lamentos. Assim que a porta se abriu.
Ao invés de descer em seu andar e começar a trabalhar, ele permaneceu dentro do elevador e apertou cada um de seus botões. E em cada piso do prédio, se escondia o mesmo lamento.
Estaria aquele carro amaldiçoado? Talvez o fantasma de alguém que faleceu naquele local? 
Ao bater no térreo, Thomas fingiu estar entretido com seu aparelho celular para ignorar os olhares inquisitivos da recepcionista da manhã. 
O rapaz passou o resto da semana tentando evitar o elevador maldito, mas mesmo quando se encontrava em outro dos carros, ouvia ao longe um ou outro grito de socorro abafabado, vindo do lado de fora.
Ele não entendia como ninguém mais poderia ouvir aqueles barulhos. Pegou o mesmo elevador de volta para seu trabalho e comentou com seus colegas de trabalho a respeito dos pedidos de socorro. Ninguém lhe deu ouvidos. Disseram que ele devia guardar essas histórias para as mesas de bar. Desanimado e com medo de realmente estar ficando maluco, ele desistiu de tentar convencê-los e tomou outro elevador até o térreo.
Mas os gritos continuaram a persegui-lo durante o final de semana. No sábado ele sonhou que o barulho era oriundo do fantasma das pernas do mendigo do qual ele tentava desviar diariamente. Será que ele tinha perdido as pernas naquele mesmo prédio e por isso assombrava a frente do local? Será que ainda havia algo de suas pernas preso no elevador?  
Na segunda feira seguinte, Thomas subiu decidido no elevador. As vozes haviam perturbado seu sono e suas ideias durante todo o final de semana. Ele sabia que tinha que investigar o que quer que houvesse preso no elevador. Subiu até o décimo andar, como de costume, mas ao invés de descer para o trabalho, apertou o botão de trava do dispositivo. Agora era só ele e o elevador. Ele investigou cada uma das extremidades da caixa metálica. 
Nada. 
Colou o ouvido no chão. 
Nada.  
Olhou para cima e viu que o teto poderia ser desencaixado, e foi exatamente isso que ele fez. Forçou as placas para cima, empurrando-as para o lado, e projetou-se para cima da caixa do elevador, fazendo com que as cordas do mesmo balançassem de forma estranha.
Na hora do almoço, aquele elevador estava interditado. 
Uma faixa policial impedia a entrada de qualquer um.
Enquanto isso, um investigador da polícia interrogava o técnico de elevadores convocado para examinar o local. 
"Não sei como ninguém desconfiou que esse troço estivesse com problema" - o técnico disse ao policial. - "Com essa peça gasta, o barulho que o bicho faz devia ser tão alto que o elevador devia estar praticamente gritando por socorro".

Podcasts e Audiobooks

O metrô está cada vez mais cheio. Inferno na terra. Literalmente, não tem mais espaço na plataforma nem para as pessoas que estão chegando de outra estação. Sério, não tem espaço pra descer do seu trem e caminhar até o próximo. A travessia Consolação/Paulista, que num dia vazio não leva mais que três minutos tem levado cerca de 25 min, meia hora. É muito tempo perdido. Ou melhor, era. Na semana retrasada comecei a ouvir alguns podcasts enquanto estava na procura de dicas para autores iniciantes. Gostei do negócio. E se era legal ouvir conversas a respeito do "Exodo Urbano" que São Paulo precisa, melhor ainda só se eu pudesse ler um livro. E eis que então me lembrei dos audiobooks, livros ditados que você pode ouvir enquanto seu corpo está preso em locais desagradáveis como o trânsito ou no metrô. Comecei então a ouvir "Last chance to see", diário de viagens do Douglas Adams ao redor do mundo em busca de animais em extinção. Foda pra caralho! Mais dois capítulos (ou três dias no metrô) e eu termino. Fico esperando a ter que pegar metrô pra continuar! E o que era momento de suplício, virou de prazer. No ritmo que vivo, estava super difícil sobrar tempo pra ler. Garantido mesmo, só na privada e aí as hqs que são mais curtas tinham preferência. Agora vai dar pra "ler" muito mais! E a travessia pelo inferno até passa mais rápido. As pessoas ao redor estranham. Algum trecho da história me faz cair na risada e elas provavelmente pensam "do que caralho esse puto tá rindo nesse aperto e nessa lerdeza lazarenta?". Mas enquanto houverem audiobooks, eu estou de boa. Lido ou ouvido, nada melhor que um bom livro.

Um bom site pra achar livros, em inglês ou português, é esse aqui:

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Carnatal e 1001 utilidades pra um descanso

Eu a Manda passamos o carnaval em Jaú. Nada de festa, nada de confete, nada de folia. Mas teve tantos presentes que foi quase natal! Cheguei de carona em casa na sexta, e meus pais, que haviam viajado, deixaram minha cama coberta com perfumes, cadernos de desenhos e hqs do Tio Patinhas! Fora as cervejas e lanches na geladeira pra matar a fome da chegada! Sucesso! carNatal é muito melhor que carnaval! De resto, usei todo o tempo pra relaxamento mesmo, li muitas hqs e livros, desenhei, tive noites de filmes com a Manda (como "Serra pelada" - o documentário, porque baixei errado achando que era o filme, mas que era interessante pra caralho ver o como os garimpeiros gastaram toda a grana que ganhavam com putas ou fretes de jatos; "A fortaleza escondida" do Kurosawa, foda demais!; e "Whiplash", trilha sonora abaixo). Uma ou outra cerveja com o Tio Ilha no lanche dos Baratheon, umas stellinhas e amendoins com o Ecoguturista na loja de breja do shopping ou em casa, ou aniversário churrasco do Bones na casa de um desconhecido. Fora isso, ainda corri todos os dias na Av. Wolverine pra deixar o cooper feito (#badumtss).

A mini-semana, que começou na quarta a tarde passou voando. E logo chegou a sexta. A Manda capotou umas 8h30 da noite, me deixando tempo pra terminar de zerar Prototype 2 e começar a assistir "Amadeus", historinha bacanuda sobre a vida de Mozart, na Netflix. No sábado, fomos no teatro do Museu da Casa Brasileira assistir "Florilégio, nas Ondas do Rádio", um musical bem bacana, onde cantaram várias músicas antigas (tipo "Sa-sa-sa-ricando), que foi o mais próximo que chegamos do carnaval e ainda vimos o eternamente famoso pelos comerciais de Bombril dançando Gangnam Style ou cantando ao lado da "mãe do Lucas Silva e Silva" do mundo da lua "Garota de Ipanema" em diversas línguas. Bom, bonito e de graça! Além disso, tinha no museu várias peças de design muito loucas expostas e uma réplica de um quarto de uma cela do Carandiru (que, a primeira vista, e obviamente, vazio, não parecia tão ruim). Passamos no shopping igutemi e a noite, tomei uma cerveja com pães de queijo. No domingo de manhã, corri no minhocão, li centenas de hqs, assisti Star Trek: Nemesis (porque nem só de filmes oscarizados vive um nerd) e comecei a jogar "Thief" no PS3. A manda passou a maior parte do tempo estudando, mas intercalou os estudos com a cozinha e fez strogonoff, carne de panela, porção de calabreza e um incrível bolo de milho. E aproveitei parte do silêncio dos estudos dela pra curtir meu novo vício: audiobooks (post sobre isso em breve!). Eis que então caiu a noite, começou a cerimônia do Oscar e acabou o final de semana. =)

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Asilo Arkham

Bom, pessoal, como a DC Comics ou a Marvel estavam demorando demais pra me contratar, acabei decindindo fazer essa HQ elseword sobre o asilo arkham por conta própria mesmo.

O iPad facilitou bastante pra desenhar, e até que foi mais fácil do que eu pensava colorir no Photoshop.

Nada como um carnaval em casa pra terminar esse tipo de projeto.

Minha versão de "Asilo Arkham", leva em consideração a lógica do seriado Gotham (onde todos os vilões serão bem mais velhos quando o Batman estiver na casa dos 40 anos de idade) e principalmente o sentido que a palavra asilo possui no Brasil, de casa de abrigo para idosos.

É bem curtinha, segue o link caso alguém queira dar uma lida: asiloarkham.tumblr.com

Espero que gostem!




quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Por dentro do monstro

Acabei nem comentando por aqui, mas semana passada fui visitar a sede do metrô de São Paulo e acabei dando um rolê geral pelo centro de operações deles. Lugar moh CTU (centro de controle do seriado 24h), com diversas telas mostrando as câmeras de segurança, linhas elétricas e movimentos dos trens. Tudo muito bacana e o pessoal prestativo demais. Tirei várias dúvidas que eu tinha, como por exemplo:
1. Porque o metrô não é 24h como em outros países?
R: Porque eles precisam fechar em algum momento para dar manutenção nos trens e trilhos. Nos países 24h, existem mais trens e trilhos alternativos que vão pro mesmo destino. Então dá pra um trem rodar seu caminho, enquanto a outra via tem manutenção.
Ou 
2. Porque não colocam mais trens em circulação?
R: Porque atualmente a linha já opera com o limite. Deve existir uma distância mínima de 150 metros entre os trens e é assim que operam hoje. 
Fora isso, ainda ganhei uma mochila com o mapa das linhas, um toy paper, chaveirinho, pasta e caneta, ou seja, me tornei um verdadeiro metrolino (nome "oficial" dos fãs do metrô)!
Fazer o quê? 
As vezes as instituições, assim como as pessoas, são mais bonitas por dentro do que por fora.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

O bosque do medo

Existem milhares de histórias a respeito de camponeses que moram em cabanas próximas a bosques "mágicos e proibidos", o quais ninguém do povoado jamais se atreve a visitar por que o Medo não deixa. 
Nunca acreditei nisso. Gosto de pensar que no Sr. Medo mando eu. Sempre pensei que se existisse a merda de um bosque proibido perto da minha maldita casa, eu entraria ali sem problema algum, e digo mais, se fosse proibido entraria mais ainda, e mais de uma vez.
Mas eis que chegou o dia no qual me mudei para perto da Praça da República, ficando a apenas algumas centenas de metro do local que talvez seja o mais sujo e punk da cidade de São Paulo.
Nesse dia,  me tornei um indefeso camponês medroso. 
Lógico que já atravessei a praça, mas sempre pela parte iluminada, próxima da polícia e livre de árvores. O coreto, o mini lago e as pontes só vi de longe. Nunca visitei seu lado negro. 
O buraco onde se escondem as criaturas mais horríveis: homens que se vestem de mulheres para enganar outros homens. Bruxos que fornecem meios de separar mentes de corpos. Ladrões, salteadores, craqueiros, andarilhos e assassinos que dormem, se escondem e transam por ali. 
A praça toda fede a mijo e é um espelho do que a humanidade tem de pior a oferecer. O que existe de mais baixo e nojento. Quando possível, evito passar perto até de dia. De noite, não me atreveria a passar por ali nem com os bolsos vazios. E isso é algo que me irrita demais.
Primeiro, porque ver a liberdade de ir e vir de centenas de pessoas de bem limitada por uma dezena de aberrações é uma injustiça do caralho. Em segundo, porque a intenção original provavelmente foi propiciar um local onde as pessoas pudessem compartilhar  momentos de alegria. Ninguém constrói uma porra duma praça pensando "e aqui vão ficar os travecos batedores de smartphone", pelo menos eu acho. Mas não importa como, o lugar que deveria abrigar passeios, crianças e animais, virou antro de malfeitores.
Não é incomum ouvir gritos de "socorro" durante a madrugada. Mas por mais hqs que eu tenha lido na vida, não sou idiota de vestir uma máscara de esqui e tentar salvar a donzela em perigo (provavelmente alguma ex-modelo viciada em crack) de algum dragão (talvez um traveco traficante, ou "travecante"/cafetão).
Um quadrado imenso de verde, escondido no coração da maior selva de pedra do país. Fonte de oxigênio e veneno. Um lugar a ser evitado.Será que a polícia realmente não pode fazer nada?
Particularmente, acho que o que eles tem é medo. 

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Um dia desses, em que os tártaros se vão mas o sono não vem

Terça feira foi um dia bom. Um dia qualquer, mas diferente. Trabalhei, fiz algumas reuniões, almocei no Subway, passei no sebo e comprei um livrinho do Terry Pratchett e uns cookies da Milka no "duty free", trabalhei mais um pouco, fiquei feliz em saber que os direitos do aranha nos cinemas voltaram pra Marvel, e fui na minha dentista.
Um parênteses gigante pra ela, só porque ela merece:
Eu fui só fazer uma limpeza, afinal os tártaros, esse nome que parece pertencer a uma tribo de bárbaros, vivem tentando atacar minhas gengivas e se esconder nas trincheiras do meu contensor inferior. Foi uma batalha sangrenta, durante a qual a Manda usou instrumentos de batalha e eu chorei como uma garotinha, mas saí de lá mais leve, e com um sorriso melhor. Confesso que não devo ser um dos pacientes mais fáceis de lidar, mas imagino que as coisas também sejam diferentes na visão do dentista. Pro paciente, o dentista é o inimigo. Sempre! Não importa se o inimigo mora com você. E sentar na cadeira do inimigo, é basicamente o mesmo de ter uma pessoa que você gosta transformada em um zumbi  de uma hora pra outra. E mais! Os dentistas gostam do que fazem, que é tão complicado quanto escrever seu nome num grão de arroz, mas com o grão dentro da sua boca e com uma mesa viva embaixo! Ultimamente, então, a Manda vive recebendo diversos novos instrumentos pelo correio que a deixam muito feliz. E eu sempre a imagino como um feliz torturador da idade média, de capuz preto no rosto, recebendo novos instrumentos de causar dor. Bom, no meu caso era só uma limpeza, nem doeu de verdade, e a Manda é uma grande profissional, mas era uma ida ao dentista, não um passeio no parque ou numa loja de quadrinhos, então não tinha como não ser tenso!
Bom, saímos de lá e paramos na tradicional casa do mate, pra tomar um mate suíço de maracujá e comer uns salgados. Lá tinha várias opções vegans, e achei uma delas sensacional, uma tortinah de vegarella, que segundo o Google é uma pasta de tofu que substitui o queijo. Voltamos pra casa, assistimos Doctor Who e Hora de Aventura (porque coisas loucas é que são boas), li algumas hqs na Marvel Unlimited e chegou a hora de dormir. 
Pausa para devaneios:
O problema foi que eu estava pronto, minha cama estava pronta (na verdade ela vive pronta, porque nunca a arrumo) e a Manda já babava há algumas horas, mas o sono não veio! Comecei a "saltar de um lado para o outro, como um peixei na frigideira" (metáfora mandalênica), colocar/tirar a camiseta, abrir/fechar a janela, ligar/desligar o ventilador, tomarágua/mijar o tempo todo e NADA do sono vir. Cheguei a pensar até que tinha esquecido de como se fazia. Comecei a ficar maluco. Uma, duas horas da manhã e eu ali, acordadasso! Resolvi apelar, procurei por dramins na galeira, acordei a Manda implorando por dramins, mas nada. Rolei na cama por mais uma hora. Três da manhã, caralho! Minha primeira insônia! Ok, o copão de capuccino que tomei com os cookies as oito da noite talvez seja o culpado, talvez! Acontece que aí apelei de vez.Tinha uma mini garrafa de cachaça Gabriela, adquirida em Paraty, gelando. Troquei a água pela pinga. Dei uma boa golada. E 15 min depois eu estava dormindo. Ufa! Acho que o sono até tinha recebido meu convite, mas se fez de difícil e só veio quando soube que ia ter bebida =b

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Patos, cerveja e a máquina do tempo

Final de semana retrasado foi puro sossego. Conversas na carona na sexta, e nada melhor do que ter meus pais me esperando com um lanchinho e uma cerveja gelada ao chegar. O correio sempre traz boas lembranças (hqs que esqueci de ter comprado, lucros com ações que nem me lembrava que tinha) e minha cama, apesar de hoje parecer pequena, ainda é muito confortável. Passei minhas tardes lendo, minhas noites comendo e bebendo (Bom Chef, Lanches Stannis da Patrulha do Arco-íris e no domingo minha mãe até cozinhou!), peguei minha guitarra usada (que parece que passou por um episódio de mestres da restauração de tão nova que ficou), assisti alguns filmes, entre os quais o único que talvez mereça destaque é o "Safety not guaranteed", no qual uma jornalista responde a um anúncio de jornal de um homem que procura alguém para viajar no tempo com ele, e principalmente descansei. Jaú é tipo meu carregador de celular. É onde minhas baterias se renovam por completo. O celular carrega se eu ligá-lo no computador ou na tv, mas não é a mesma coisa. Nada como uma bom, velho e seguro carregador.
Já nesse final de semana passado, fiquei com a Manda por sampa mesmo. Comecei a treinar no Rocksmith, joguei um pouco de Ducktales - U! U! (segue acima a música, por pura nostalgia, vocês se lembravam do Robopato? claro que não! nem eu!), li dezenas de hqs, coloquei Doctor Who em dia (e o bom da Manda viciar também nessa série de pura loucura é que ela tem uma dedicação que eu não tenho à cronologia), visitamos a lanchonete Estadão, pra comer um lanche de pernil maravihoso, fizemos compras no Walmart (a Manda gosta de lá pelos preços dos produtos de limpeza, eu vou pelos Donuts! D´oh!) e saí correr no minhocão. Desde que me mudei, meio que me afastei de lá, e voltar foi bom demais. Lá tem sempre algo acontecendo. Tinha uns malucos oferecendo tinta pra você pintar placas de madeira, bloquinho de carnaval com roupa de banho e tucano na cabeça cantando "tomara que chova, três dias sem parar" e isso é do caralho! O minhocão transborda de vida, transporta de são paulo! A noite a manda fritou uns pastéis (inclusive doce, de doce de leite!), fiz umas caipirinhas de Clight e num piscar de olhos, já era segunda-feira.Trailer do filminho que comentei: 


segunda-feira, janeiro 26, 2015

Marasmo no aniversário da cidade

A Manda passou o sábado num Congresso de dentistas, então aproveitei pra ler muitas hqs que estavam na minha fila de leitura, joguei um pouco de Metal Gear Rising (coisa linda!) e desenhei um pouco mais do projeto que pretendo postar aqui em breve, minha visão pessoal do Asilo Arkham. A Manda chegou só no final da tarde, quando eu já estava acordando do meu cochilo, com milhares de brindes (talvez não precisemos mais comprar pasta de dente até o final do ano rs). Assistimos Sherlock, jantamos na padoca top do Arouche e tentamos  assistir um filme (mas ela dormiu depois dos 10 primeiros minutos), então acabei partindo sozinho pra aparição do porco aranha (Peter Porker, o Spider-Ham) no novo desenho do teioso, que você pode conferir na íntegra aqui:
No domingo, a Manda voltou pro Congresso. Limpei a casa, li mais umas hqs e desenhei mais um pouco. Na hora do almoço, fomos com o Edu até uma feirinha gastronômica que ia rolar no minhocão por causa do aniversário de São Paulo. Graças a um erro de cálculo, acabamos tendo que andar pra cacete, o que não foi de todo mal, afinal a gente morava ali do lado e nenhum dos dois andou tanto comigo no minhocão hehe. Ainda assim, as filas nos espantaram, e acabamos indo comer no Ponto Chic, lar do bauru original, que graças aos santos paulistanos também estava em promoção graças ao aniversário sampaulino. Tomamos umas cervejas, comemos baurus com dose ignorante de queijo e uma porção linda de Pernil (na qual eu usei doses ignorantes de pimenta), o que tomou boa parte da tarde e depois só cochilando por algumas horas pra continuar vivo. Acordamos, tomamos um sorvete, coloquei novamente uma segunda tentativa de Birdman (ou "A inesperada virtude da ignorância"). A manda assistiu mais dez minutos e capotou, e eu acabei vendo até o final. Filme bem feito, mas não é exatamente pra mim (já que é uma crítica aos filmes de super-heróis), postarei uma crítica sobre ele em breve. Pra fechar, deixo aqui uma musiquinha linda de uma banda country alemã que descobri há pouco tempo:

Foo Fighters! #eufooy

Depois de uma semana cheia (encontrei o pessoal do Mackenzie na terça, e o pessoal da antiga república na quinta, ambas as vezes no SeuSilva), fui direto do trabalho pro estádio do Morumbi curtir um show do Foo Fighters, que passou por São Paulo na nova turnê de divulgação do Sonic Highways. Sexta feira é foda, não dá pra chegar então, então quando finalmente entrei no estádio e me dirigi até as cadeiras inferiores (coisa que não repetirei, já que fiquei muito longe do palco e tomei chuva do mesmo jeito), o Kaiser Chiefs já estava tocando. Comprei uma capa de chuva superfaturada (10 pila!), uma breja (com refil de chuva) e curti a clássica Ruby (guaraná, guaraná rs) e várias outras que eu não conhecia mas que acabei gostando bastante (We´re the angry mob!). Pelo menos deu pra esperar sentado a chegada da atração principal. E poucos minutos depois Dave e cia. entraram no palco tocando Something from Nothing. Aí só clássicos do caralho, nada de musiquinhas paradas, no show os caras são pesados pra caralho! Breakout, Pretender, Monkey Wrench, Walk. Aí pra banda descansar um poquinho, Skin and Bones e Times like These, com o frontman sozinho na passarela no meio da galera. Ocasião na qual um maluco (que chamava Vinicius, mas ficará lembrado pra sempre como Vesuvius) pediu sua mina em casamento na frente de todo o estádio. 

A banda voltou, toda apertadinha na passarela, e tocou vários covers, de Detroit Rock City a Under Pressure (com o baterista se alternando com o Dave nos vocais e na batera, e rolando até um cover do caralho de "Stay with me" na voz do Taylor). E quando eu achei que eles não teriam mais fôlego, voltaram pro palco principal com All My Life, que é provavelmente a música que mais ouvi/curti deles na vida, do tempo do colegial em que eu ainda gravava minhas coletâneas chamadas "Piratas do MP3".Depois disso ainda rolaram mais quatro músicas, e fecharam com Everlong. Quase três horas de show, que do caralho! Valeu a pena pra cacete! Diria que foi até mesmo melhor que o "Live at Wimbledon", que eu tinha assistido antes na Netflix pra me preparar. Coisa que o próprio Dave Grohl admitiu (não é sempre que eu entro escorregando no palco, alguém se casa, as pessoas ficam cantando uma música depois de ela terminar (Best of You) e tem quase 60 mil pessoas num show do Foo Fighters). O cara basicamente garantiu aquilo que já pensava dele: ele é o ultimo grande rockstar, que realmente ama o que faz (sendo a prova disso que ele toca covers, troca de instrumentos sempre que pode, tem o cabelo cada vez mais longo cobrindo o rosto e só para de tocar quando a banda inteira realmente não aguenta mais). Simplesmente FODA!    


segunda-feira, janeiro 19, 2015

No qual é realizado um recuerdo da última quinzena e uma singela homenagem é Mandada

Final de semana passado, eu e a Manda ficamos em SP pra dar uma relaxada. Ficamos muito no apartamento, saindo ocasionalmente só pra comer um crepe ou o já rotineiro balde de frangos da KFC no Domingo. No sábado, visitamos a exposição "O mundo segundo Mafalda", mas eu ainda tava com muita raiva de argentinos pra dar todo o valor que a genialidade do Quino merecia. Já a semana seguinte foi pura correria, tive que passar na PF pegar meu novo passaporte (e caralho, como é impossível fazer alguma coisa sem filas e pegar um trem rápido nesse país!), quarta comemoramos o aniversário da Manda no Bar Brahma (e choveu até granizo no exato momento em que pisei na floricultura) e quinta minha sister e seu namorado nos visitaram em nosso apê pela primeira vez (comemos pizza, bolopudim, tomamos cerveja e jogamos videogame). Ou seja, puta semana corrida, com eventos diferentes quase todo o dia, daqueles do tipo que fazem a vida valer a pena.

Reproduzo aqui uma pequena mensagem que mandei pra Amanda algum tempo atrás no Facebook, Feliz Aniversário Mandalenaaaa!:

Se eu fosse o Aquaman
Você seria o mar, porque eu não consigo viver longe de você
Se eu fosse o Homem Aranha
Você seria minha teia
Porque eu vivo grudado em você
Se eu fosse o Batman
você seria minha Batcaverna
porque você eh com você que me sinto seguro
Se eu fosse o Lanterna Verde
você seria minha bateria
porque eh você quem recarrega minhas energias
Se eu fosse o Superman
você seria minha fazenda no Kansas
porque você me lembra de quem eu realmente sou
Se eu fosse o Homem de Ferro
Você seria a bateria da minha armadura
Porque eu não consigo viver sem você
Se eu fosse o Thor
Você seria a ponte do arco-iris
Porque eh você quem me leva pra casa
Se eu fosse o Arqueiro Verde
Você seria a ponta da minha flecha
porque você esta sempre na minha mira
Se eu fosse o Capitão América
Você seria o meu escudo
Porque com você eu me sinto protegido
Meu vício
Minha heroína

Anyway, voltamos pra Jau sexta com o ex-roomie Edu e chegando em Jaú tomei uma cerveja e comi um lanche com meus pais e o casal V (se lê Viii). Sábado relaxei absurdo poitado no meu quarto ouvindo discos do Bob Dylan, lendo hqs do Capitão América e mais um pouco de Shada. Resolvi antigas pendências rippers, almocei no Polaco, sai tomar umas brejas com Amendoim na companhia do Sustinho no El Puerto e comer um lanche no Pedré. Domingo, imprimi uns contos, ajeitei umas fotos, terminei de assistir Naked Lunch (viagem total, mas acredito que seja melhor ler o clássico livro antes de ver o filme), li mais umas hqs, almocei peru recheado com a família no almoço, passamos no mercado pegar mantimentos pra trazer pra cidade do presunto caro e tomamos paletas mexicanas. E num ritmo que pareceu mais rápido do que o tempo que você levou pra ler esse texto, o Edu ja tava buzinando na frente de casa, nos acordando de volta pra realidade paulistana.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Batman 66´

O Batman é um herói estranho. Parece que não importa qual seja o tom que dão pra ele, fica bom. Se você fizer algo completamente ridículo, como o seriado dos anos 60 ou o desenho "Os bravos e os destemidos" fica bom. Se você faz algo sombrio e realista, fica bom também. E isso é muito foda. Nas hqs, desde que o Morrison deixou os títulos do Morcego, não sobrou muita coisa que valha a pena ser lida (basicamente, só presta o que é escrito pelo Snyder no título principal). Então foi uma bela surpresa quando lançaram "Batman 66", uma hq do Batman paspalhão do seriado. Uma puta histórinha colorida, divertida e mais inteligente que muitas das hqs supostamente mais sérias por aí. E que ainda saiu por aqui no Brasil encadernada a preço justo pela Panini! Coisa linda!


segunda-feira, janeiro 12, 2015

(Operação) Big Hero 6

A Disney comprou a Marvel e nesse pacote estão inclusos todos os heróis da editora. Ou seja, se a Disney quiser fazer uma animação dos Vingadores e passar no cinema, ela pode. Se ela quiser fazer dos X-Men ou do Quarteto, só pra cutucar a Fox, ela pode. Mas a Disney é foda. E ela sabe que é tão foda, que pode transformar os heróis mais babacas da Marvel num puta entretenimento bacana. O que é exatamente o caso de Big Hero 6. Novo filme da Marvel/Disney com cara de Pixar, no qual eles pegaram um grupo de heróis com os quais ninguém se importava (e toda a liberdade criativa que isso proporciona) e transformaram em um sucesso pro cinema!Da hq que originou o filme, meio que só sobrou o nome mesmo e um ou outro personagem secundário. Mas o resultado final ficou muito bom! É divertido, engraçadinho e tem apelo tanto junto à crianças quanto aos adultos (no cinema, quando fui com a Manda, tava cheio de marmanjo só esperando o Stan Lee aparecer). Ou seja, não precisa ter dezenas de conhecidos heróis Marvel pulando por aí, mas precisa de heróis ou vilões, podem ser novos, a gente até gosta! É isso que falta nos seriados, vontade de inovar, coragem de criar algo com "cara de Marvel", ainda que não exista nas hqs. Porque não criar um novo vilão só pro seriado Agents of Shield, por exemplo? O Baymax das hqs, por exemplo, era um monstro lagarto. E o da Disney ficou bem melhor! Eles souberam usar um temperinho Marvel mas pra fazer sua própria receita e deu certo pra caralho!  Que venham mais projetos como esse!

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Agent Carter

Essa semana estreiou nos EUA, Agent Carter, novo seriado da Marvel que trás como protagonista a mina do Capitão América da segunda guerra, em suas aventuras solo na agência que um dia se tornaria a Shield. Temos o pai do Tony agindo como o Tony, uma boa atriz no papel principal e o Jarvis, antes dele se tornar apenas uma vozinha irritante no peito do Homem de Ferro, MAS parece que a Marvel não manjou ainda que não adianta ficar "economizando personagens" nos seriados. Falta sal, falta emoção, falta originalidade, ou seja, tudo que tem de sobra nas hqs. Um episódio piloto tem que ser foda, tem que mostrar a que veio pra cativar o público logo de cara. E a rede ABC ter lançado dois episodios logo de cara já meio que prova que eles não manjam muito o que estão fazendo. Porra, essa podia ser a chance demostrar tudo o que rolava nas hqs dos anos 40, o Tocha Androide, vilões nazistas, o Comando Selvagem! Mas fica só ali no mimimi "ah, eu sou uma mulher que tem que se provar superior aos homens" o episódio todo, combatendo inimigos ao estilo "Alias" e não ao estilo Marvel. Assim como Agents of Shield (que já abandonei), fizeram mais um seriado que não é pra mim. Talvez até funcione pra quem gosta de coisas mais corriqueiras e clichês, mas não é tão marvete quanto eu gostaria. Talvez seja como Flash, e ainda me surpreenda um dia, mas por ora, duvido muito. O jeito é esperar Demolidor estreiar na Netflix em abril e torcer pra que nesse, a galera saiba o que está fazendo.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Paraty Paranozes

Dia 28 voltei da argentina, dia 29 viajei pra Jaú e dia 30 já estava pegando estrada novamente. Junto com meus pais, a Manda e meu bro, saímos cedo em direção ao Rio de Janeiro! Mais especificamente, a cidade histórica de Paraty, capital nacional do mergulho e primeiro lugar carioca que visito (não foi dessa vez, Cristo Redentor!).

Meus pais, cansados de passar o ano novo sozinhos, já que os filhos sempre "fugiam para outras bandas", decidiram fazer algo tão divertido que nenhum Picagova poderia negar comparecer: alugaram uma casa grande o bastante pra toda família e agregados (Mandy, Vyctoryo e as mujeres de meu irmão - a namorada, que naõ tem autorização pra viajar sozinha e a irmã, supostamente mais responsável) passar o reveillón!

Depois de sete horas na estrada (nas quais eu devo ter dormido umas cinco), chegamos na casa, que superou minhas expectativas: três quartos de casal, cozinha e sala grandes, bem bacanuda, apesar dos donos quererem extorquir um pouquinho mais meus pais quando ficaram sabendo que nove pessoas ficariam hospedadas lá. 

Descarregamos as malas e logo fomos pra praia (que ficava muito perto, menos de 500 metros de distância da casa). A areia não era das melhores, e o fundo do mar era meio lodoso, mas ainda assim, praia! Cerveja! Academia municipal! Meu irmão até achou um cachorro Marley pra jogar frisbee com ele e com a Darla! Deu pra curtir o finalzinho da tarde por ali e era tudo que eu faria no dia, já que nem consegui curtir a janta (lombo!) que meus pais (que diga-se de passagem, precisaram da ajuda da Manda pra ligar o fogão, não negando que são mesmo meus pais) haviam preparado, porque estava passando mal da barriga (ok, o sushi com maionese do posto de gasolina não ajudou).

Mas dia 31, já acordei novinho em folha, leve como um comercial de Activia e estava pronto pra curtir a praia. Acordei e já fui conhecer o centro histórico com a Manda, a procura de chapéus, créditos pra celular, caixas eletrônicos e obviamente, cerveja. E voltando, toda a família ja estava no Pontal, curtindo um sol, areia e mar, até sermos expulsos de uma dita barraquinha por motivos de farofagem (queríamos cadeiras, e consumiríamos as coisas da barraca, mas também queríamos coisas que eles não tinham e cervejas que levamos de casa, afinal, o Vyctoryo tinha levado litrões de Stella!) Voltamos pra casa, descansamos, e por volta de oito da noite, a ceia estava pronta. Como no natal, todos os casais estavam separados, foi muito bom poder ter a oportunidade de estar todo mundo junto ao redor de um peru recheado e champanhe, a luz de velas, não por opção, mas porque a cidade não suportou todos os turistas que recebeu. Isso só deixou o momento ainda mais mágico. Faz tempo que não vejo em uma mesma mesa todos meus irmãos, muito menos com suas devidas companhias, e terminar 2014 e começar 2015 dessa forma foi muito legal pra mim. 

Depois da janta, vestimos nossas roupas brancas (no meu caso pijama, já que essa é uma cor que eu geralmente ignoro) e saímos pra cidade (tinha um palco a poucos metros de casa), onde tavam rolando vários shows e tinha centenas de pessoas do mundo todo comemorando. 

Dia 1o, fomos todos pra Trindade, conhecer a praia do Rancho. Essa cidade ficava a uns 30 min de distância, mas compensava demais. A água era mais azul, a areia mais limpa (e quente) e achamos uma boa árvore que cobrisse nove pessoas pra descansar. Encontrei até o Ta-ta-ta-ta por lá =b Comemos umas porções de peixe e batata frita, tomamos cerveja e curtimos a segunda vista mais bonita do rolê. A noite, minha mãe fez tender (fiquei muito orgulhoso dela comandando a cozinha, faz mais de vinte anos que espero algo do tipo) e a Manda fez danoninho caseiro de sobremesa. Um ótimo começo de ano!

No dia 02, a Very e o Vyc foram pra Caraguá ver a família dele, e meu irmão partiu com suas mulheres pra ver os amigos em Ubatuba, e eu e a Manda acompanhamos meus pais até a praia de São Gonçalo, de onde pegamos uma lancha até a Ilha do Cedro, provavelmente a praia mais bonita que já vi na vida (foto ao lado, sem photoshop). Isolada, limpa, com a água transparente, variando de verde pra azul (foto ao lado, #nofilter). Foi o lugar favorito de meus pais na primeira visita deles a Paraty, e com certeza se tornou também meu local favorito. Fora ser a praia mais linda, tinha uma das melhores barracas, com caipirinhas deliciosas a 13 reais cada (mais barato que em Jaú)! Passamos um dia bem agradável por ali, até dormimos na areia e voltamos com um lancheiro que até lembrou que meus pais haviam passado por ali no carnaval. Dessa vez, foi a Amanda quem não estava muito boa da barriga, então ela descansou um pouco enquanto eu lia hqs, e quando acordou pra darmos um role na cidade, não deu pra ir muito além de uma barraquinha de churros porque logo começou a chover e tivemos que voltar pra casa. 

Dia 03 chegou o esperado dia do batismo de mergulho. Meus pais me deixaram com a Manda (sim, ela também mergulhou e pior, melhor do que eu!) na Marina (o porto, não a pessoa), de onde sairia o barco que nos levou até a Ilha dos Ratos. Vestimos nossos trajes de super-heroi e esperamos nossa vez pulando ao lado do barco e brincando com snorkels. Aí eu já senti que tava ferrado. Respirar pela boca não é tão fácil quanto parece. Primeiro porque não é natural. E o instinto básico de qualquer um que está com os narizes tampados é entrar em pânico. O segundo é porque eu nado de desde criança, não estou acostumado a ter limites dentro d´água nem a depender de terceiros. E por último, meu instinto básico ao ver uma câmera fotográfica é sorrir. Fui treinado por uma mãe viciada em fotografias desde sempre a fazer isso. A combinação de todos esses fatores fez com que minha primeira experiência submarina quase se tornasse a última. Rolava U2 no barco pra acalmar a galera, serviram hot dogs, chegou nossa vez de mergulhar. Na hora H, a Amanda surtou e não queria mergulhar. Mas acabou sendo convencida (principalmente pelo medo de que seria zoada por mim se não mergulhasse). E eu que acabei dando vexame =b. Botei o respirador na boca, entrei na água, começamos a afundar, me senti o Aquaman sendo guiado através das rochas e dos peixes. Me levaram até a Amanda pra que tirássemos uma foto. Olhei pra câmera...e sorri. Primeira grande idiotice. Comecei a engolir água. Estávamos a uns 7 metros de profundidade. Achei que ia morrer. Imagina o pânico da Amanda ao assistir a cena. E então fiz a coisa mais babaca do mundo: tirei o respirador da boca e deixei o mar entrar. Comecei a nadar pra cima (pressão de profundidade?fodasse), com o meu instrutor fazendo sinal pra eu recolocasse o respirador? Que jeito? tinha muito mar no caminho, porra! Botei a cabeça pra fora, respirei ar puro, arrotei mar e ouvi as broncas do instrutor: "Jamais, em hipótese alguma, tire o respirador!" Ok, entendi a mensagem. Recuperei o fôlego. Mergulhei novamente. Demos mais um rolê submarino, tiramos algumas fotos, mais peixes, algas, pedras. Encontramos a Manda uma segunda vez, tiramos algumas novas fotos. E senti que tava engolindo água de novo. Fiz sinal que queria subir (que nem gente comportada dessa vez) e acabei saindo sem completar todo o trajeto (que incluía cavalos marinhos e estrelas do mar, não só os peixes toscos que eu acabei vendo). Me senti derrotado. A Amanda emergiu três minutos depois, tendo conseguido completar todo o mergulho. Mas apesar dos pesares, gostei da experiência. A sensação de ficar sem ar é horrível, mil vezes pior do que eu imaginava. Pior do que pular de pára-quedas, pior do que entrar na jaula de um leão, pior do que a sensação de fodeo de quando o carro em que você está começa a capotar. Mas a vista lá embaixo é incrível e não vou desistir tão fácil. Já encomendei um snorkel e agora o jeito é treinar a respiração pela boca. E me preparar para o próximo mergulho. =)  

Na volta, o capitão do barco pegou uma lancha e nos deixou no centro. Comemos alguns pedaços sensacionais de bolo de aipim com coco, fizemos umas comprinhas e voltamos pra casa. Meu pai fez pizzas pra janta (com muito presunto de parma!) e a noite, demos um rolê pelo centro com meus pais, o casal V e as Valvetes (ainda tavam rolando alguns shows pelo centro e eu precisava de mais um pedaço de bolo de Aipim). Voltamos pra casa, tomamos mais cervejas e fui deitar enquanto a Veri fofocava com as mulheres (que de alguma forma se tornaram maioria no rolê). 

Dia 04, domingo, já era nosso último dia na casa. Demos uma última tostada na praia mais próxima, mas nem entramos na água depois que o casal VV viu num Guia 4Rodas que ela estava imprópria para banho, tirei umas fotos com a Manda no porto-ponte e no centro e voltamos almoçar um lombo recheado! E funçando na coleção de livros do quarto no qual fiquei com a Manda, notei que vários deles eram autografados pra uma tal Carmen. Tinha até hq do Angeli autografada e um exemplar de "Cem dias entre o céu e o mar", do Amyr Klink (um maluco de Paraty mesmo que foi da África até Bahia num bote a remo), que automaticamente já entrou pra minha próxima lista de leituras (não, não furtei o livro, vou pegar na biblioteca mesmo, em respeito a coleção da grande Carmen, que aparentemente gostava tanto quanto eu de colecionar assinaturas). As quatro da tarde, voltamos pra São Paulo com os V´s, enquanto meus pais voltavam pra Jahu. Era hora de voltar pro trânsito, pra geladeira vazia e pras aventuras somente na televisão, mas com uma bagagem muito maior de viagens e experiências. Foram só alguns dias, mas ter todo mundo junto sob o mesmo teto foi uma experiência com certeza muito boa. =)

terça-feira, janeiro 06, 2015

Buenos Aires

Dia 24 de janeiro, 13h30 da tarde, começou a maior viagem de família que já fizemos. Nossa primeira viagem internacional juntos. Encontrei minha irmã no Airport Bus (que sai propiciamente a pouco mais de 300m de casa) e pouco mais de meia hora depois cheguei no aeroporto de Guarulhos, onde meus pais e meus irmãos nos aguardavam para que tomássemos um voo para Buenos Aires (diferentes voos, na verdade, ja que os 4 foram em um avião e eu em outro, já que demorei demais pra confirmar se ia ou não). Demos um rolê pelo aeroporto, fiz o check-in da minha bagagem, eles embarcaram, li um pouco de "Los 4 Fantasticos" (hq argentina que achei no sebo e levei pra ja ir entrando no clima) e logo chegou minha hora de embarcar. Voei de Qatar Airways, uma companhia indiana meio diferente (filmes de Bollywood no assento, entrega de meias para os passageiros), mas bem boa (refeições parrudas, champanhe e cerveja a vontade mesmo pra classe econômica) e duas horas e meia depois o avião estava pousando. Meu irmão tinha ficado no aeroporto me esperando, já que a Tam é uma merda e não providenciou o meu transfer pro hotel, como havíamos contratado. Sendo assim, tivemos que pegar um táxi até o centro, pela bagatela de 400 pesos argentinos. O preço do táxi foi minha primeira decepção com o país, que está com uma inflação cretina de mais de 300% e ridiculamente caro. Chegando ao hotel, encontramos os demais e saímos procurar um lugar que estivesse aberto na noite de natal e acabamos achando uma pizzaria chamada "La rey", na qual supostamente o "fogo nunca dorme". Lá jantamos e tomamos nossa primeira cerveza em terras argentinas. Ao lado, a bandeira de lego que estava exposta no aeroporto.

No dia 25, conhecemos o café da manhã do NH Florida (que tinha até churros!) e como boa parte da cidade estava fechada pro feriado, então aproveitamos pra visitar o Zoo de Lujan, famoso por deixar seus visitantes o mais próximo possível dos animais. Lujan fica a uns 70km de BA, e como estávamos em cinco, não é todo taxista que aceita uma farofada brasileira, então foi bem difícil de conseguir uma boa alma que fizesse essa viagem. Com insistência, achamos um maluco que se prontificou a nos levar. Mas com toda malandragem, ele a princípio disse que o faria por 600 pesos, mas no meio do caminho, depois que já estavamos no carro, mudou de ideia e quis 700. Pra ajudar, o taxi ainda ficava falhando e dando umas explodidas no motor, o motorista tendo que parar no acostamento, com toda aquela situação superagradável.#savida Admito que também esperava mais do zoológico. Em parte, ele cumpre o que promete. Andei lado a lado com um leão (e vi que sua juba, que por algum motivo eu imaginava ser sedosa era toda encrespada), botaram uma arara na minha cabeça, e me senti o Rafiki (macaco do rei leão) ao segurar um filhote leonino nos braços. Mas o resto é bem decepcionante. Animais (ursos, chimpanzés) irritados ou sedados (tigre branco), que aparentemente não tem uma vida muito boa (enquanto o dono do zoo coleciona motos, carros e tratores antigos). Mais triste e abusivo do que uma grande experiência. O ponto alto foi o fotógrafo ter registrado o momento exato da minha cara de "Fudeu!" quando pisei na cauda do leão, enquanto minha mãe estava abaixada ao seu lado. Felizmente, nada aconteceu rs

A noite, conhecemos um lugar chamado "Il Gato", provando que em qualquer lugar do mundo, restaurantes felinos são a pedida da família, um restaurante bacanudo, onde comemos massas ou um bom bife (meu caso) e tomamos mais algumas cervezas. Sempre uma alegria se embebedar em família. =]

Dia 26 saímos para um suposto "Tour de compras". A guia supostamente nos levaria pra lojas onde o preço compensasse mais que no Brasil. Quem sabe um dia, antes da inflação argentina e da reeleição da vaca da Dilma deixar o dólar 50% mais caro, três reais mano, que absurdo! Tudo estava caríssimo (600 reais uma jaqueta de couro sem marca, replica do Dr. House, 300 uma polo da Lacoste - que em SP pode sair por até metade do preço) e a própria guia foi se chateando já que ninguém da van comprava nada. Até que na última parada, sob a chuva, ela achou melhor dispensar o motorista e nos deixar por ali mesmo, sem garantir nossa volta (seca) pra casa. Pareceu mais uma picaretagem argentina, mas pelo menos na volta pra casa achamos uma boa loja de vinhos, que tinha inclusive uma marca chamada Aristides, cujo logo era um AV (de A. Valvasori) e uma boa loja de  cashmere argentino, uma mistura de lã da ovelha merino com a lã angorá. Almoçamos no "La Barra", uma cervezaria perto do hotel, onde o preço era justo, tinha grande variedade no cardápio e empanadas com ovos picados o suficiente pra se passarem por palmitos.

Descansamos um pouco no apartamento e chegou a hora do City Tour, que nos levaria conhecer rapidamente diversos dos pontos turísticos mais conhecidos de Buenos Aires, como Plaza Cinco de Mayo (se lê "macho"), a casa rosada, o estádio do Boca Junior (que achei bem meia boca - #badumtss), la Ricoleta e "El Caminito", uma ruazinha colorida, cheia de feirinhas e bugigangas artesanais e mais argentinos querendo nos enganar. Antes de sentar em um barzinho, meu pai, eu e meu irmão perguntamos a um garçom quanto era a cerveja. 70 pesos ele respondeu. Mas na hora da conta, quis cobrar 110 pesos por uma Patagônia! Fellas! Sempre dizendo um preço e cobrando outro no final! Na volta, pedimos pro busão nos deixar em Puerto Madero, visitamos o interior de um barco/museu e caminhamos pela Ponte da Mulher. E de lá, caminhamos pelo centro de volta pra casa. 

Dia 27 fizemos um passeio que primeiro nos deixou em San Isidro, onde tem uma estação de trem e várias feirinhas (onde tinha uma barraquinha particularmente interessante de esculturas feitas em giz! tipo, giz de escola, branco e talz de bandas e personagens da cultura pop, como Star Trek ou Star Wars) e depois saímos andar de barco pelo Rio Tigre, que tem várias casinhas em volta e é utilizada pela galera como se fosse praia (tipo um rancho nos 3 rios). O barco era legal, tinha uma boa brise e uma bela vista e serviu alfajores de lanchinho e passou por um parque de diversões chamado de "Terra do Nunca Jamás", que nunca jamais saberei porque tem essa repetição no nome. Na volta, ficamos no bairro da Recoleta, onde visitamos o cemitério que tem os restos da Evita (não da Madonna) e diversas esculturas. Passamos no shopping, nos dividimos na turma dos garotos e das garotas pra pegar 2 táxis e voltamos pro "La Barra", o boteco da esquina do hotel NH Florida, que já tínhamos tomado como nossa principal fonte de alimento e álcool.  Stella Artrois Noire, Quilmes 1890, Patagonias: esse foi o dia em que mais bebemos. E mesmo com o cochilo rápido entre passeios, estávamos bem cansados no dia do melhor programa da noite: a ida ao Señor Tango!

Quiça a mais tradicional casa de tango argentina, esse lugar tem um show criado, dirigido e produzido por Fernando Soler, cantor e showman do espetáculo, que é basicamente uma mistura de "Silvo Santos" com "Dom Juan" das senhoras de idade. O show tem várias músicas clássicas, dezenas de números com diferentes danças, standup do malandrão dono da casa pra integrar a galera e tantas mujeres semidesnudas que mesmo quem não gosta de tango não se importaria se o show de mais de duas horas não fosse um pouco mais longo. O jantar também foi incrível, com mais vinho argentino do que conseguíamos consumir depois da bebedeira da tarde e o melhor bife que comi por lá. Alto, grande, e no ponto (eu geralmente não sou muito fã de sangue na minha carne, mas admito que essa tava maravilhosa).


O show acabou tarde e chegamos em casa mais de duas da manhã, então bem no último dia acabamos acordando tarde, só mesmo a tempo de nos despedirmos do suculento café da manhã do hotel e dar um último rolezinho pelo centro, entrar na catedral e almoçar mais uma vez empanadas no "La Barra" (carne> ramon y queso > pollo). As duas da tarde, o transfer já levou todo mundo pro aeroporto (o que era uma pena, que meu voo saia só as 23h, ou seja, mais um dia bancando o Tom Hanks no terminal, lendo muito, comendo um McDonalds e andando de um lado pro outro enquanto esperava meu aviãozinho indiano chegar). O voo pra casa foi tranquilo, tomei cerveja, assisti a versão inglesa de The Office e ainda dei muita sorte de conseguir pegar um bus pra praça da Republica, chegando no ponto exatemente as 2:55 e pegar o bus das 3:00 (depois disso, só as 4:30). E na manhã seguinte, mais estrada, hora de voltar pra Jaú. E recuperar as forças pra próxima viagem. =)
Abaixo algumas das esculturas de giz que a inflação não me deixou trazer pra casa:

No geral, fiquei um pouco decepcionado com o país, tudo mais caro do que eu esperava, pessoas mais mal educadas ou malandras do que eu imaginava. Muitos mendigos pelas ruas. Mas sei que não escolhemos também o melhor momento deles pra fazer esse julgamento. Quem sabe numa próxima (afinal ainda preciso visitar a Patagônia!) eu não saia com uma impressão melhor ^^

sexta-feira, dezembro 19, 2014

O meio do recheio

Terça feira eu e a Manda recebemos nossa primeira visita no nosso apartamento. Como moramos entre o inferno e o capeta de pau duro (literalmente), não é sempre que alguém tem coragem de vir, mesmo que convidemos, e claro que tinha que ser alguém maluco o bastante, como meu irmão pra topar, o que foi ótimo já que eu mesmo já não o via há meses. Tomamos cerveja (ele não muito, Minas deixaram ele bem mais fraco pra bebida - minas, sempre é culpa delas) e até eu quis começar a ser visita pra Amanda, que fritou calabresas e fez torradas caseiras com orégano pra gente jantar. Ganhamos uma paçoca/rapadura, trazida direto do campo (provando como sempre que tudo que tem amendoim é bom, é o alimento supremo). Conversamos sentados, com o videogame desligado. Me senti adulto. E na quarta ainda o encontrei pra uma sessãozinha 3D da última parte da trilogia do Hobbit, em um cinema que acaba se tornar ainda mais perfeito agora que vende cerveja (!) e ainda rolaram uns cookies (contrariando o velho ditado) Mandados pra sobremesa. Na quinta, o pirata passou em casa pra pegar a última temporada de Sons of Anarchy (ótimo seriado, super subestimado) e jogar umas partidas de PES. Assim que ele foi embora, jantei com a Manda uma salsinha gourmet com molho relish (viva a lojinha suprem free shop) e terminei a noite assistindo Doctor Who e Hora de Aventura. Meio de semana recheado de coisas buenas! A semana passou voando!

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Último final de semana do ano em Jaur

Sábado foi um típico dia de relaxamento jauense. Acordei, assisti algum seriado (tipo True Detective), almocei com meus pais no Zezinho, passei na banca comprar uns encadernados da Marvel, tomei uma paleta mexicana de paçoca, resolvi umas pendências documentais, dormi, assisti mais um pouco de TV, assustei o Ricky Martin (novo doggy fofura da Manda), jantei com meus pais no restaurante mexicano (Nachos com Chili e cerveja!), sai tomar outra breja com a Manda e o Gustinho, no "novo bar retrô", li gibis e dormi mais um pouco.

No domingo, fiquei feliz em saber o quanto o Fantástico Mundo Ripper continua o mesmo.. E isso é do caralho! Rolou um churrasquinho ripper das antigas. Totalmente clássico! Na casa dos Paleari, sem camisa e sem mulheres, e bebida barata. Só Subzero e Bavaria, nada de frescura artesanal, nada de qualidade. Só linguiça, panceta e costelão, nada que não tenha gordura. Caipirinhas com mais álcool do que qualquer outra coisa, mas com dose igual de açúcar pra que você não sinta nada. Com beerbong (boné bong!), gritos, sauna, cadelas mordiscantes e piscina. Com gente estranha, lutinhas, fofocas, intrigas, gente comendo porcaria do ralo, sertanojo, AC/DC, e até gente jogando bosta de cachorro dentro de sua própria sauna, não por maldade, mas por querer a companhia daqueles que se isolavam. Que coisa bonita! Que saudade disso tudo! Que dor de cabeça! Que volta pra SP infernal, com uma vontade de mijar e um atordoamento que não passavam, mas que valeram totalmente a pena. Uma festa entre amigos, uma festa em 2002.


segunda-feira, dezembro 08, 2014

Comic Con Experience 2014

E não é que ser nerd finalmente virou fashion o suficiente pro Brasil ter porte pra aguentar uma convenção gigantesca? Nesse final de semana aconteceu em SP a tão aguardada Comic Con Experience, que aos moldes das convenções de San Diego e Nova York tentaria juntar grandes personalidades da cultura pop para workshops, lançamentos e novidades. E o mais legal de tudo, é que deu certo pra caralho!
Ok, as filas eram imensas, mas pelo menos eram daquelas que andavam, não das que você fica eternamente no vácuo. E com certeza todo tempo investido nelas valeu a pena. Em um único dia, assisti a uma aula de desenho com o Sean Murphy (de Punk Rock Jesus), peguei um autógrafo e um sketch exclusivos do Don Rosa ("pai" das grandes sagas do Tio Patinhas, que provavelmente inspiraram Ducktales), peguei autógrafo e falei com Scott Snyder (roteirista da ótima fase atual do Batman), vi réplicas do Batmóvel e do Mystery Machine, bonecos infláveis gigantes de Jake, Finn, Mordecai, Rei Gelado e Big Hero 6, entrei na Tardis e valorizei muitas das minhas hqs com autógrafos incríveis (José Luis Garcia Lopes, Timothy Zahn, Olivier coipel, Dave Johnson, Danilo Beyruth, Fábio Moon, Gabriel Bá - ironicamente, não peguei do cara que eu mais ouvi, porque o Sean Murphy deu a aulinha de perspectiva e vazou porque estava passando mal, mas pelo menos isso me deu uma desculpa pra falar com o Snyder, que tava mó de boa sentado na mesa do Sean, já que ninguém sabia quem ele era sem a plaquinha com o nome dele e uma fila enorme na frente).
 Vi o hobbit Sam de longe. Tinha roupas originais do Charada (Jim Carey), máscara do Bane, escudo do Capitão, maquete do X-Wing do primeiro Star Wars, cosplays pra todos os lados, Transformers, esculturas, fliperamas (com Space Invaders), dinossauros e mais uma porrada de coisas pra ver (enquanto eu corria de uma fila de autógrafos pra outra), ou seja, um dia cheio e corrido, mas muito divertido! O sucesso foi enorme, e a feira do ano que vem já está confirmada. Minha coleção (e meu coração nerd) agradecem. =)
No domingo, saí dar um rolê com a Amanda e ainda comprei uma camiseta linda da Marvel (passei muita vontade na feira, não pude comprar quase nada porque esqueci o cartão de crédito em casa =s) e fechamos a noite tomando um Chopp Heineken e uma porçãozinha no Griletto (preço justo, combo lindo). Chegando em casa ela ainda fez uma puta duma caipirinha nice de sakê com abacaxi, enquanto na tv o Jax descobria o grande segredo da temporada final de Sons of Anarchy ou o Finn lutava contra algum mago bizarro. Sucesso de final de semana! XD

terça-feira, dezembro 02, 2014

Poupar tempo, casa mento e o Doctor Who de Douglas Adams

Como é bom quando as coisas do governo funcionam. Precisava de um RG novo, então sábado de manhã meus pais me levaram pra Bauru (porque em SP fazem fila até pra ver o céu) e em menos de 20min, meu problema estava resolvido. Peguei cinco mini filas (triagem,banco,cópias,triagem novamente e entrega final de documentos) e cada uma levou menos de três minutos. Caralho, se tudo na vida fosse fácil e rápido assim! O poupatempo de Bauru está realmente de parabéns!

Almocei com meus pais no Polaco, uma pratada de arroz, feijão e fritura que valeria pra semana toda, comecei a ler Shada (a sensacional história perdida de Doctor Who escrita pelo mestre Douglas Adams) e tirei um longo cochilo pra me preparar para  noite.

E junto com o com o crepúsculo e a Manda, partimos pra Bauru pro casamento do Crau, uma festa realmente sensacional. Muito guns n´roses tocando, ótimas bebidas e comilanças (principalmente doces: caralhooo, que doces - de nutela, café, framboesa!), e no final acabei até dançando quadrilha com a Manda =b (costume paraense da noiva). Surpreendentemente, ainda estava bom as 4 da matina e voltamos no mesmo dia pra Jau, com a barriga cheia e o carro abarrotado de doces!

Domingo almocei com a família na Cachaçaria, como de praxe, e na saída: paletas mexicanas! Sim, Jau tambem entrou na moda de chamar picolé de paleta, e o pior é que é realmente incrivelmente gostoso! Mais até do que as de SP até, em especial porque tem uma de PA-ÇO-CA! Recheada com creme de amendoim (o alimento supremo)! Não duvido muito que os trailers de lanche logo comecem a se chamar de Food Truck, e o Beco de Food Park! Anyway, diferente de SP, em Jau também rolou chuva, o que é sempre bom pra dormir, ler e jogar DS (Yoshi´s Island é jogo do momento, reavivado graças a promoção de bonecos do McDonalds que reavivou meu saudosismo e interesse na Nintendo).

Sinopse de SHADA:
"Aos 5 anos, Skagra concluiu sem sombra de dúvidas que Deus não existia. A maioria das pessoas que chegam a tal constatação reage de uma das seguintes formas - com alívio ou desespero. Somente Skagra reagiu pensando: "Peraí. Isso significa que existe uma vaga disponível".