segunda-feira, maio 26, 2014

Eu mudei

E foi nessa sexta feira, dia 23 de maio que minha vida mudou. Ou eu mudei. Bom, foi o dia em que eu e a Amanda começamos a morar juntos oficialmente em nosso novo lar no Arouche, a poucos metros da praça da República ou do Largo do Arouche (vizinhança, sai de baixo!). É o fim de uma era na Maria Antônia e o começo de uma nova vida no centro velho de São Paulo, com a melhor companheira do mundo. Durante o último mes, e principalmente nas ultimas semanas tem sido uma correria monstruosa com contratos, comprar, levar e montar móveis por lá, limpar o lugar, e tudo o mais, mas finalmente conseguimos nos mudar (ainda sem internet, porque a Vivo Fibra é lenta pra cacete pra agendar uma visita) e já comemoramos nossa primeira noite com uma pizza, cervejas e guaraná, mais paulistano impossível.
Sábado de manhã, mais uns retoques (tipo achar uma mangueira pro gás encanado do fogão) e compras de móveis (depois de semanas visitando lojas desse tipo, eu e a Manda percebemos que somos mestres em comprar produtos bons pelo menor preço possível lol) e mais umas viagens retirando o que havia no ape antigo pro novo (me sinto até mais forte depois de carregar tanto peso de um lado pro outro). Mas tudo compensou, porque no almoço a Manda já tinha os eletrodomésticos necessários pra fazer sua clássica macarronada com calabresa S2, antes da nossa soneca da tarde, e a noite estávamos a dez minutos do cinema Playarte Marabá, onde fomos assistir ao novo filme dos X-Men. Na volta jantamos e ainda celebramos a Páscoa dos Pobres.
Pas.co.a.dos.Po.bres: antes do domingo de páscoa, os ovos de 300g podem custar entre R$30 e R$50, algumas semanas depois, metade disso. E no final de maio, meio quebrados, míseros R$3 cada um. Compramos 7 ovos de páscoa nesse preço, Sonhos de valsa, Laka, Diamante Negro, Confetti, tudo que há de bom, ao preço de bombons. E o estoque de nossa páscoa particular ainda durará alguns meses.Ou seja, essa páscoa é mil vezes superior à Pascoa convencional.
Domingo, já pude curtir umas hqs sob meu novo sol, continuar comendo comida caseira, como não fazíamos ha muito tempo, mais soneca, hot dog de janta, e sob chuva e sem a companhia gripada da Manda ir ver o show do The Jesus and Mary Chain no Festival da Cultura Inglesa que estava rolando no memorial da América Latina, do lado da Barra Funda, a meros 20 minutos de casa (já mencionei que agora também estou muuuito perto do metrô?). Deu pra ver todos os clássicos, mas não sei se era droga, falta de vontade ou raiva com os equipamentos do festival, que realmente estavam zuados, não foi o melhor show do mundo (ainda que eu tenha ficado tão perto quanto no show do Nando Reis). De qualquer forma, era grátis e ver "happy when it rains" debaixo de chuva literalmente tem seu mérito. E ainda acabou cedo, 21h eu já estava de volta pra gente ver um pouco de TV e fechar nosso primeiro final de semana na casa nova.
O melhor de tudo foi o quanto essa mudança foi natural. Eu não sou exatamente um cara que gosta de mudanças, principalmente das que dizem respeito a envelhecer. Mas a chegada da Amanda na cidade aconteceu gradualmente, e deu tempo de ir me despedindo de minha antiga vida (e privacidade) na medida certa, sem que eu me assustasse com algo gigantesco e formal como uma cerimônia (ainda que isso provavelmente aconteça no futuro), e com os gastos não pesando tanto quanto eu temia.
No final deu tudo certo, da forma como deveria acontecer, e sou realmente grato por isso. It´s time to man up...

segunda-feira, maio 19, 2014

Minha primeira vez (na Virada Cultural)

Parece mentira, mas depois de tantos anos morando em SP, nunca tinha dado certo de eu ficar na cidade pra uma Virada Cultural. Até que nesse último final de semana, com a Manda por aqui, finalmente chegou a primeira vez. 
Não que tenha dado pra aproveitar tanta coisa, com muitas coisas da mudança rolando, não deu tempo de ir em metade das coisas que eu queria (tipo, Zé do Caixão fazendo show no cemitério? perdi...). Mas ainda assim aproveitei o que considerava imperdível.
Sábado a noite, no Palco São João, a 15min de casa, e depois de comer um Tempurá e um bombocado gigantescos nas barraquinhas montadas na praça da República, teve show do Uriah Heep, bandinha linda no estilo Led Zeppelin, que eu vinha escutando bastante ultimamente. 
E o show foi do caralho, MAS obvio que ser gratuito acaba atrapalhando. Tem gente mal educada por todo lado, encoxando e passando na sua frente, gente subindo em arvore ou banheiro publico pra ver o show e o caralho. Fora que a Manda não ta acostumada com esse tipo de coisa, então estar em uma pela primeira vez, num evento gratuito com todo tipo de roqueiro estranho ao redor não foi das mais fáceis. Ainda assim, depois do desconforto inicial, achamos um canto mais de boa, onde deu pra ver bem (apesar de longe) o palco e curtir o show até o final. No dia seguinte, ainda curtimos uma feirinha gastronomica da Virada no Minhocão, com várias cervejas nice (provei uma com avelã e uma com cambuci) a preço justo, hot dog francês, kafta e rojão e o melhor milk shake que já tomei na vida: sorvete Chicabon + Brownie + Red Label. 
Foi uma boa virada, mas como toda primeira vez, desconfortável, deixando o sentimento de que poderia ser melhor e terminando rápido demais para que eu a aproveitasse por completo.


segunda-feira, maio 12, 2014

Rock no Vale do Anhangabaú (Priceless!)

Geralmente quando sei que vou passar um fds em SP, programo tudo o que quero fazer com muita antecedência. Mas nessa semana estava até cheateado porque já era sexta feira e ainda não tinha encontrado nada diferente pra fazer. Mas essa cidade nunca me decepciona! Descobri no final da tarde que ia ter um festival de rock nacional patrocinado pelo CCBB (ou seja, de grátis pra nozes!) com vários shows bons e gratuitos no anhangabaú (a 15min de caminhada de casa). Feshow! 
Sábado, depois de correr atrás de várias coisas pra mudança, e do nosso típico cochilo da tarde, eu e a Manda descemos pro vale do Anhangabaú, que geralmente é um antro maldito de mendigos, mas como nesse dia estava lotado de gente pro show, estava lindo e amigável, dando chance da gente reparar na incrível área cheia de esculturas gigantes que existe escondida bem ali no centro da cidade. O Ultraje a Rigor já estava tocando quando chegamos, mas deu pra pegar quase uma hora de show, e os principais sucessos da banda. Até o pessoal da Plebe Rude subiu no palco com o Roger pra tocar "Até quando esperar?", fazendo uma participação especial bem bacana. Voltamos pra casa, e curtimos uma pizza da Ramos, que tem a melhor massa de pizza da galáxia. No domingo, já que vimos no dia anterior que os shows eram pontuais (e eu realmente não esperava que fossem), chegamos mais cedo pra ver Nando Reis e os Infernais. Como no dia anterior, achamos um lugar perfeito na lateral da grade direita, de onde dava pra ver tudo muito bem e ficar bem perto do som. Sério, se a gente tivesse pago (show do nando reis em jaú = R$ 80), provavelmente não ficaríamos num lugar tão bom. O Nando reis tava inspirado (provavelmente pelo fato de estar com os filhos e mulher ali o assistindo, como ele gostou de ressaltar, ele até chamou os filhos pra cantar "Família" junto com ele no palco) e tocou por mais de 2h30, dezenas de suas músicas mais românticas (ou seja, show perfeito pra estar com a Manda <3, e num momento crucial de mudança) e inspiradoras ("o mundo é bãaaao, sebastiãaaao ah-ha..."). Nada como um inesperado, gratuito e delicioso festival de música pra animar o final de semana! =]

terça-feira, maio 06, 2014

Ja-hur

Na virada do sábado pro domingo desse último final de semana eu deveria correr minha primeira corrida, a Star Wars Run, lance sensacional (e nerd!) de 6k para o qual eu vinha me preparando correndo todo dia no minhocão 5.5k todos os dias de segunda a segunda. Mas infelizmente não rolou. Diz a lenda que temos sempre dois motivos pra fazer alguma coisa. Um motivo nobre, aquele que vamos dizer pros outros se nos perguntarem o porquê daquilo e o verdadeiro. O motivo nobre de eu ter desistido é que no próximo final de semana é dia das mães, meus pais vão passar um mês viajando agora e eu queria vê-los antes da viagem. O motivo verdadeiro é que meu corpo não aguentou. Meu pé direito começou a doer loucamente nos ultimos treinos e eu tinha que voltar pra casa mancando. Bom, fica pra próxima, pelo menos a grana da inscrição pagou o kit bacanudo que tem uma camiseta com malha boa pra correr com desenhos de armadura de Storm Trooper e uma mochila no formato do R2D2. 
Ao invés dia corrida, curti um típico final de semana em casa, torta de frango nos almoços, filminhos com a família (Her e About Time, dois que recomendo muito), zerei Tomb Raider no PS3 (melhor jogo da série, com muito mais ação e o primeiro que tive saco de jogar até o final), li hqs (Saga, Justiceiro Max), ouvi meu novo LP (do Firehouse), jantei com a família no Rospinho (um clássico varal no prato, cheio de bacon, cebola e ovo), saí com a Manda e os amigos (Frodo, Gustinho, Tio Ilha) no El Puerto, pra virar umas cachaças e tomar umas cervejas e como ainda tinha um álbum da copa zerado sobrando em casa, arrumei material pra mais uma criancisse. LOL

Gran finale

O protagonista da peça seria interpretado por um ator que ficou famoso ao dar vida à um vampiro em uma série de filmes antigos de que eu gostava quando era criança, remontando à época em que as pessoas ainda assistiam televisão. Então, quandi fiquei sabendo que ela estava em cartaz num teatro bem perto de casa, e a história seria a respeito de como o ator, agora com 93 anos, relembraria de pontos chave de sua vida através de dezenas de personas, soube que tinha de conferir.
A estreia estava marcada parauma sexta-feira a noite, e como a bilheteria ficava no meu caminho na volta do trabalho, passei verificar se ainda haviam ingressos.
Esgotados.
Desencanei.
Minha namorada chegou. Decidimos sair jantar em uma pizzaria. A bilheteria do teatro ficava no nosso caminho. Então pensamos em já garantir ingressos para o final de semana seguinte. Um casal apareceu, querendo vender dois ingressos para a estreia, que se iniciaria dentro de poucos minutos. Eles tinham lugares melhores do que os que ainda estavam disponíveis na próxima sexta. Ficamos com eles. E pouco antes do terceiro toque, encontramos nossos assentos.
O palco se enche de fumaça. Uma nave de papel machê se arrasta saída de trás das cortinas. Um  astronauta estica um braço para fora da nave. Podemos ver seu capacete. Nascimento, chegada a um mundo novo, stanley kubrick bla bla bla. O capacete do astronauta se abre. Tem um bebe chorando ali dentro.Uma mulher nua se aproxima, recolhe a criança e sai de cena.
Um garoto vestindo farrapos passa pulando. Um homem oferece dinheiro a criança. E em seguida o garoto coloca as mãos por dentro da calça do velho. Não esperava que o espetáculo fosse tão explícito.
Os dois saem de mãos dadas.
Um adolescente entra em cena. Ele recita versos de grandes pensadores enquanto um homem mais velho lhe come por trás. Ele está de óculos, virando calmamente as páginas de seu livro, sob o som dos gemidos de seu amante.
O mais novo entra atrás de um biombo, e ao sair é interpretado por uma nova atriz. Ela é magra, tem a maquiagem borrada, usa um vestido vulgar e entra ao som de Cocaine. Mais explícito impossível. 
Em seguidas, vemos alguns dos personagens interpretados pelo famoso ator no cinema e na televisão. Um rei, um soldado, um explorador, um galã, e o já mencionado vampiro. Sempre alternando seus papéis com a puta drogada ou com o velho ator interpretando a si mesmo. Algumas vezes vezes tem três ou quatro personagens interpretando diferentes partes da psiquê do autor na mesma cena. E com ajuda de maquiagem pesada, os personagens foram envelhecendo com o passar do tempo. Algumas pessoas deixam seus lugares. O roteiro, muitas vezes confuso e bastante acusador, não agradou a muitos dos espectadores.Exemplo: um ator português entrou em cena e criticou o modo de vida dos brasileiros, nossa falta de originalidade e como a única coisa sobre a qual as pessoas sabem conversar hoje em dia é a novela das oito. Bem corajoso da parte dele.
Depois de quase duas horas, e mais uns 20 assentos vazios, todos saem de cena. O velho ator sobe ao palco, trazendo uma cadeira. A equipe de produção desce uma corda com um laço. O homem sobe na cadeira e coloca o laço ao redor de seu pescoço. As luzes se apagam. Silêncio. Aplausos.Silêncio.
Suspeito que quando as luzes voltaram a se acenderam, momentos depois, o que deveria ter acontecido foi programado de forma bem diferente. Mas o fato foi que quando as luzes se acendera, o velho estava dando seus últimos espasmos, ainda com a corda ao redor do pescoço. 
O público ficou agitado. Gente apareceu de todos os lados para descer o ator e verificar se ele estava bem. Tarde demais.
Que ato final incrível. Clichê talvez, mas ainda assim excelente e único. Fiquei feliz de ter conseguido os ingressos para a estreia. Acho que essa peça não vão ficar muito tempo em cartaz.

sexta-feira, maio 02, 2014

Feriado Nerd em SP

Ah, nada como transformar um feriado no meio da semana num grande dia nerd! 1o de maio, quinta feira: Depois de acordar, li umas hqs do Juiz Dredd, assisti Walking Dead, comi um miojo com requeijão e calabresa da Manda, saí pra Fest Comix (que está mais mal organizada e com filas maiores do que nunca), comprei muitas hqs raras (Slaine, Tartarugas Ninja clássico, Dr. & Quinch) e baratas (Tomorrow Stories, Star Wars, Wolverine), consegui um autógrafo no meu encadernado e em um poster da hq de Injustice e desci encontrar a Manda no metrô pra retirar meu kit da Star Wars Run no Shopping Iguatemi. 
Mochila cheia de hqs pra ler por meses e brindes retirados, a Manda já tava quase virando o Hulk da fome, então sentamos no America pra provar o Patriota Burger, que vem até com um mini escudo do Capitão América de enfeite. Ao sentarmos no restaurante, começo a receber ligações da sista Very. Quando atendo, percebo que ela e o namorado estão sentados no mesmo restaurante, algumas mesas de distância.  Nos sentamos com eles e America, Fuck Yeah! Gordisse suprema, muito bacon (com um leve toque adocicado), carne alta e bastante queijo e maionese! De sobremesa, a Manda e minha irmã ainda tomaram um ótimo Farofino (comigo e o Vyctor roubando um pouco obviamente). Os porta copo da minha cerveja ainda era o logo da Viúva Negra. Viva a nerdissse mainstream. 
Aproveitando que voltaríamos pra casa de carona, compramos logo ingressos pra estreia de Homem Aranha 2: A ameaça de Electro em 3D pra assistir lá mesmo, com eles (e o Oscar, do basquete) que já tinham até ingresso. O filme melhorou bastante com relação ao anterior, tiraram aqueles olhos amarelos e luzinhas piscantes do uniforme que me incomodavam bastante, deixaram o Peter mais piadista e aprimoraram o design dos vilões (Electro ficou show, as cenas no Times Square ficaram lindas), o Duende não me incomodou e o Rhino ficou tão foda que eu queria muito mais daquilo. A ação do personagem balançando pelos prédios também ficou muito boa e a trilha sonora é bem bacana. Quanto ao roteiro, meh, podia ser melhor, mas fazer o que, a Sony não é a Marvel e ainda peca bastante. Coincidências rolam toda hora, os vilões são caricatos demais pro meu gosto e isso de querer mostrar a história do pai do Peter, como se o filho fosse algum tipo de escolhido, é a pior bosta do mundo. Ninguém se importa. Acho que até eles perceberam isso, já amarrando todas as pontas soltas do primeiro nesse, pra não ter mais que voltar nesse assunto sem graça. Ainda assim, no geral é um filme muito bom, porque o que eu quero mesmo é ver o Aranha descendo o cacete no máximo de vilões possível!

terça-feira, abril 29, 2014

FDSP Parte 7895412

Finalzinho de semana cheio de coisa boa. Já no sábado de manhã, enquanto a Amanda trabalhava, peguei um ônibus pro Shopping Anália Franco, onde tava rolando uma exposição de Transformers. Tinha vários bonecos de Autobots, Decepticons e Dinobots novos e antigos, um túnel do tempo com a história deles começando na Marvel e uma réplica animal do Bumblebee de 4m de altura. Tirei algumas fotos de fanboy, voltei de metrô, almocei um Shawarma, e voltei pra casa ler umas hqs (Miracleman, agora reimpresso pela Marvel, coisa linda de Deus, importado pela Geek S2) e ver uns seriados (e não é que Walking Dead, depois do fiasco do governador, voltou a ser bom?). Dormi, a Manda chegou, e a noite fomos ao Sesc Consolação ver uma peça do Ney Latorraca, que está aproveitando a idade (81 aninhos) pra soltar a franga (tipo beijar outro velho no palco e ter parte de sua psiquê interpretada literalmente por uma puta drogada) e tudo que se passou por sua cabeça (tipo criticar lindamente que a unica coisa que as pessoas sabem conversar no brasil é sobre novela) de vez no palco, as reflexões de algúem que se acha prestes a morrer. Bem maluco, e intenso. Gostei. Saindo de lá, fomos pro Joy, comer uma pizzinha nice e tomar uns chopps diferentes (Vedett) em promoção.
Domingo fizeram um almoço na república, carne com alho e risoto de fungi, muito bom, a tarde dormimos (como sempre), e a noite parti (sozinho, pq a manda tava passando mal e tem um gosto musical muito diferente do meu) pro show dos Misfits, bandinha linda que descobri alguns anos atrás (e que deveria ter escutado muito antes). Os portões já tavam abertos quando cheguei, mas era num espaço pequeno (Arena Victory) perto do metrô Penha, e foi bem sussa de achar um lugar bom na frente do palco até o começo do show (as rodinhas de porrada durante os shows de abertura - Witchcraft e Zumbis do Espaço! - ajudaram bastante). A história da banda é meio Raimundos, o vocalista (Danzig) saiu, baixista assumiu os vocais e trocaram de guitarrista (entrou um ex-Black Flag) e baterista (por um tempo foi o Marc Ramone, infelizmente esse tempo já acabou e agora é um cara x), mas o Jerry Only (Survivor) ainda anima pra caralho. Tocaram todos os maiores clássicos (Scream, Helena, Attitude, Die Die My Darling, Dig up her bones, We are 138, muitas outras e fecharam com Halloween, sem parar jamais pra tomar fôlego), só ficou faltando mesmo Last Careless, mas foi tão foda que estão perdoados. Showzinho bunito, pesado, maquiado (como o rock de verdade deve ser), curtido na grade, do jeito que eu tava precisando!


quinta-feira, abril 24, 2014

Comendo bem no Centro

O centro de SP é horrível pra quem olha de longe. Gente feia, suja, pobre. Mendigos, drogados, pedintes. E bom, também é basicamente assim quando se olha de perto. Talvez até pior.
MAS...Como um bom filme de terror antigo, com monstros feitos de borracha, sem cores, com atuações sofríveis e sem áudio, ele tem seu chame providenciado pelo tom de clássico! Principalmente quando falamos em restaurantes. No último final de semana que passei em SP, descobri graças a Manda a "Casa da Mortadela", um lugar supimpa, bem na rua da galeria do Rock, que vende sanduíches de mortadela ceratti sensacionais (tem mortadela com azeitona, tradicional ou com pistache), lanches com salsicha de viena, e tudo a preços populares, muy bueno! Eles fazem até uma batida de Caracu com aveia e ovos, que deu vontade de experimentar (quem sabe na próxima =b).
E ontem, visitamos outro lugar fantástico chamado "Habib Ali", um restaurante árabe raiz (o garçom não entende porra nenhuma do que você fala, mesmo se tentar em inglês), que serve o maravilhoso Shawarma! Coisa que eu queria provar desde a cena pós-créditos do filme "Vingadores".
Na verdade, é basicamente um kebab (parece que Kebab é o nome turco, enquanto Shawarma é o nome árabe, mas não sei se é isso mesmo) ou um Gyros (nome grego, o mais usado nos EUA). 
Bom, o que importa é que ele parece um burrito, mas o pão é diferente, e é servido bombando de carne, sour cream com alho e salada dentro. E é delicioso! E barato (10 pila cada, tive que comer 2 e me segurar  pra não levar um pra viagem)! Sério, é muito bom. E pra mim tem gosto de Nova York, sempre que eu voltava de metrô de madrugada e bêbado, parava numa barraquinha que vendia esse negócio na rua do meu hostel. Coisa linda e econômica (eu pagava uns $5), com sabor forte e diferente. O ambiente não é dos melhores. Tipo, é no centro do mundo, na Av. Rio Branco, do lado de um restaurante peruano, e sempre passam uns africanos oferecendo pulseiras e relógios de "ouro", que esqueceram de avisar pra eles que ninguém mais usa no Brasil. MAS é cheio de gente estranha e ameaçadora em volta. Descobri que eles entregam na região, então durante o dia, tudo bem comer lá, mas a noite, melhor pedir pra comer em casa (o lugar mesmo, fecha as 20h, por conta da vizinhança). Provavelmente tem mais lugares que servem isso na cidade, mas devem ser mais caros ou ficam mais longe de onde moro, sendo assim, bom, bonito e barato é o que temos pra hoje. Ou seja, um PUTA achado!

terça-feira, abril 22, 2014

Feriado de páscoa in Jahu

4 dias de folga! Caramba, como eu precisava disso! E nada melhor pra relaxar do que voltar pra casa.
Videogame (Last of Us, Tomb Raider, Castle of Ilusion), comida pascoalina (pernil no vinho, peru recheado), discos (Dylan!), hqs (Magneto: Atos de terror, Justiceiro Max, Coringa) e tudo que há de bom:

Na sexta, fui com a Manda no General. Fazia tempo que eu queria ver a performance do filho de Jack, cara com a barba mais style nos vocais da sua abominação (tocando músicas que  ninguém mais tem coragem de tocar)e ver como o Crau se saía tocando bateria de peruca. Fazia muito tempo que não íamos lá, e foi do caralho! O ingresso era barato (5 reais + 1 kilo de alimento), a cerveja tb (10 reais, 3 latas) e a música muito boa. Curti as 3 bandas, e a "Transa Grupal", do Crau (que fica muito melhor de peruca do que com cabelo curto), foi surpreendentemente boa, juro que nem esperava tanto. Pra começar, os caras tem estilo. Usam cabelo comprido (ou peruca), calças leggin de oncinha colada, chapéu de cowboy, e até jogam absorventes do palco (a Manda até pegou um! lol). Em segundo lugar, e mais importante, tocam só músicas de bandas que amamos (Bon Jovi, Whitesnake, Motley Crue e principalmente Guns). Bom mesmo! É o tipo de banda da qual eu teria orgulho de fazer parte.Ficamos lá das 17h as 22h, e na saída, com a fome batendo, fomos pro Pizzaiolo em busca de um calzone (que já é uma comida tradicional de Gustt & Manda em Jau).

No sábado, almoço nice em casa (o já mencionado pernil), troca de Ovos, sonequinha a tarde e a noite, fui com a Manda, uma amiga e uma tia dela, e um tio mucho loco (e supostamente o gostosão do pedaço) no El Puerto, tomar umas cervejas e comer uma pizza (muito boa por sinal, apesar de a maioria feminina ter optado por sabores de moça, que não continham muita carne).

Domingo de páscoa, almoçamos com minha família um peru de natal (¯\_(?)_/¯), sonecamos, assisti Pistoleiro Solitário com meus pais, e a noite, eu e a Manda encontramos o Frodo, Gustinho e Liban (e suas respectivas esposas) na nova chopperia que abriu na cidade, a La Rubia. E eu não poderia querer uma estreia melhor. Comemos um filet a parmegiana gigante (que deu bem pra 6 pessoas) a preço justo, tomamos dezenas de chopps e viramos umas cachaças. Fomos a última mesa, só indo embora sob olhares repressivos dos garçons, e fechamos o bar. Fiquei realmente feliz com isso, faz tempo que fico chateado com a galera indo sempre embora cedo e deu até vontade de uivar (sob mais olhares repressivos dos garçons) na saída.#OrgulhoRipper

Segunda feira, mais videogame, Game of Thrones, sobras de almoço, mais chocolate, sobremesa no Habibs, mais hqs e (mais cedo do que precisava), as 18h, pegamos nossa carona de volta pra Sampa.

Páscoa, tempo de renascer as energias.

quarta-feira, abril 16, 2014

O ghost da ópera

Desde que fiz uma visita guiada ao teatro municipal, havia prometido a mim mesmo que iria assistir a uma ópera lá. E Ontem (3a feira) fui com a Manda para minha estreia no Theatro Municipal, com esse objetivo. Cantada em italiano (e com legendas num letreiro acima, o que não é a coisa mais agradável do mundo), Valstaff é do Verdi, e foi composta em 1893 e teve como inspiração a comédia “As alegres comadres de Windsor”, escrita por William Shakespeare.
A obra foi adaptada para a Inglaterra dos anos 1970, quando surgiu o movimento punk, então metade dos personagens se veste como estivesse no século 19 e outra metade no século 20, o que me incomodou um pouco também. Uma coisa ou outra gente, misturar períodos de tempo não rola! 
Começando as 20h, foram quase 3 horas no total (com 2 intervalos entre os 3 atos, de 20 min cada recesso), ouvindo uns caras fudidos que cantam muito (principalmente o gordão que fazia o personagem principal) e lendo legendas chatinhas num palavreado rebuscado.
 Ok, não é tão foda ou animado quanto a Broadway, mas gostei de experiência. O teatro é fantástico, todo banhado a ouro (e nossos lugares eram de onde antigamente ficavam os camarotes) e lá ainda vendem o livreto da peça por míseros 5 reais (e ainda assim não comprei), ou seja é um puta programa phyno a preço justo (30 reais a meia).
A história foi divertida (todos fomos enganados! das duas as três...) e contada de um jeito realmente diferente. Fora isso, fiquei sabendo que o ator principal, Ambrogio Maestri, é um puta interprete fudido de Valstaff, já tendo interpretado o personagem em NY, Milão e nas ultimas tres gravações da ópera em DVD. Voltarei para mais, com certeza!

segunda-feira, abril 14, 2014

Capitão América 2 - O Soldado Invernal

Ok, ok, um novo filme da Marvel no cinema e o Gustt vai falar que é o melhor que ele já viu na vida. ¯\_(ツ)_/¯
Fazer o que? Vai ser exatamente isso porque... A Marvel é foda!
Esqueça o filme bobinho de sessão da tarde que é o primeiro filme. O novo capitão evoluiu, tanto quanto o personagem das hqs. Em meados dos anos 2000, as hqs do Capitão haviam se transformado em basicamente uma coisa: o seriado 24 horas. O autor Ed Brubaker incluiu nas hqs espionagem, intrigas, mortes de personagens importantes, o herói principal sendo perseguido por seus pares e todo o lance de "jamais confie nos EUA", e seu arco mais importante foi "Soldado Invernal". Eu nunca tinha curtido o Capitão antes disso, mas depois fiquei realmente fã. Era um puta tipo de história interessante e diferente do que costumamos ver em hqs. Era como assistir a um bom filme de ação.
Então, obviamente, foi fácil transportar isso pras telas. A história estava ali, prontinha (e inclusive mantiveram até boa parte dos diálogos e cenas dos quadrinhos). Adicione uma trilha sonora tensa, no melhor estilo do "Cavaleiro das Trevas", ótimas atuações, o máximo de coadjuvantes (heróis e vilões menores) que couberem e muitas cenas de ação em rodovias, e pronto, você tem o blockbuster perfeito.
A Marvel está de parabéns. Sendo fiel as hqs, conseguiu transformar heróis que há muito não eram os favoritos de ninguém (como Homem de Ferro e agora o Cap, superspy fudido com uniforme maroto) nos melhores filmes derivados dos quadrinhos já feitos na história. Enquanto isso X-Men, Aranha e Quarteto, a prata da casa, espalhada por aí em outros estudios que não manjam nada de quadrinhos, continua apanhando e tendo adaptações que não agradam quem mais deveriam respeitar...
Se eu fosse forte o suficiente, tatuaria um braço de metal com uma estrela vermelha no ombro no braço esquerdo, de tão animal que o Soldado Invernal ficou. Já vi o filme duas vezes no cinema, na estreia e com a Manda (o filme estreiou há 4 dias no Brasil), e sinto que o verei novamente muitas vezes ainda na vida. Simplesmente. Muito. Foda. Mesmo! 

segunda-feira, abril 07, 2014

Uriah Heep - Wizard





Esse é um som novo (#sqn) e bunito que descobri por conta das especulações de que eles toquem na Virada Paulista desse ano. Gostei bastante de todas as musicas que ouvi, espero mesmo que seja verdade!

Findis Januíno

O penúltimo final de semana em Jaú foi tão bom (bons drinks com amizades clássicas no casamento, cervejinhas em família, videogame com o brotha, lasanha caseira!) que nesse último aqui também acabei voltando (mesmo sem ter a carona do roomate, e ter de ir de mala trabalhar pra depois correr direto pro metro onde eu encontraria meu carona reserva). Parece que descansar em SP não é a mesma coisa (talvez por, obviamente, eu sempre arrumar algo pra fazer e nunca ficar de boa em casa quando estamos em SP). 
Sexta feira, chegando em casa praticamente 23h da noite, achei que estaria todo mundo dormindo, mas meus pais estavam acordando pra assistir "O segredo de seus olhos", um filinho argentino que ia passar na Globo. Caralho, acordar  pra assistir um filme numa época de torrent, streaming e blu-rays era tão incomum, que acabei ficando acordado para acompanhá-los. E foi realmente um filme policial muito bom, fora o fato de que sentar pra assistir um filme em casa, com meus pais, na tv aberta (com intervalos e tudo o mais)! também se tornou algo muito raro.
No sábado acordei, joguei um pouco de Last of Us (joguinho mais bonito do que bom, muito mimimi pra pouca ação), almocei no Zezinho como de praxe, cochilei com a Manda, e a noite fui com ela no Portugues, tomar um chopp e jantar uma porção. 
Domingo de manhã, terminei RDR: Undead Nightmare (joguinho sensacional: melhor do que ser um cowboy, é ser um cowboy que mata zumbis), fui almoçar no Jardim (mais chopps!) e de sobremesa, comer uns mini churros no Habibs. A tarde, a Manda também precisava de uma recarga de churros (churros foi por muito tempo minha sobremesa favorita, mas dessa vez juro que nenhuma das vezes que fui levado ao doce foi por iniciativa minha), então passamos no parque do rio jaú, que na verdade é um lugar bem agradável pra se achar guloseimas como raspadinhas, churros e crepes. Em seguida, passamos na casa da Manda, botamos Porta dos Fundos em dia e seis e meia nossa carona ja estava passando pra nos trazer pra SP. Na própria estação Paulista, jantamos uns salgados e demos um oi pro Danilo Gentili, pegamos um bus pra descer a Consolação e ainda deu tempo de ver um Big Bang Theory antes de terminar o domingo. 


segunda-feira, março 31, 2014

Um gole de mudança

Eu gosto de fazer e provar sempre coisas diferentes, mas isso não significa que eu gosto de mudanças.  Nas hqs, os personagens não envelhecem. O som de minhas bandas favoritas nunca muda. E talvez graças a isso, sempre que qualquer mudança acontece, eu meio que fico chateado, e torço o nariz antes de qualquer outra coisa. Principalmente talvez, porque isso me lembra, que apesar de no meu “mundo virtual” tudo permanecer igual, eu, pessoa física, ainda obedeço as leis do tempo.
Bom, tudo isso pra falar que  nesse final de semana foi o casamento do Gustinho. E apesar de ele ser o cara careca no altar, fui eu que saí me sentindo velho (por esse mesmo motivo, não consegui postar nada sobre o casamento do Boi, um ripper mais jovem que eu, mas também mais conformado com o envelhecimento e a mudança). Meus amigos estão casando, mudando, tendo filhos! E caramba, eu ainda me sinto tão jovem! Ainda quero ficar acordado bebendo ate de madrugada, gritar, pular, sonhar, ser imprudente, e tudo o mais.
E fora a companhia da Manda, da minha família e de meus novos amigos, também queria que os antigos amigos estivessem presentes (tem sempre algum x-man novo entrando nos X-men, mas os antigos sempre permanecem por lá).  E além de desejar que todo mundo que já foi ripper alguma vez na vida estivesse ali, não quero que ninguém envelheça também. Não quero que engordem, fiquem com barba branca, bebam pouco, parem de fumar e voltem cedo pra casa. Infelizmente essa é a tendência (mesmo quando tem cerveja, caipirinhas e whisky na faixa!).
Obviamente, o próprio Gustinho tava felizasso, e eu fiquei muito feliz por ele, que tava realmente curtindo o fato, a festa e o momento. Na verdade, ele me pareceu mais jovem do que nunca, entrando na igreja ao som do Metallica e tomando whisky enquanto os telões na festa exibiam clipes do Guns. Por um segundo, quando olhei de relance pra ele, o vi cabeludo, de boné virado pra trás, em seu máximo estado de magreza e internamente, sorri. O espírito rock n roll ainda habita aquele corpo, por mais que o terno, o óculos e os papos sobre Direito disfarcem. Talvez até o próprio casamento tenha servido pra despertar esse espírito mais animado dentro dele.
Assim como aconteceu com o Boi, que eu vejo muito mais depois que casou. Sempre fazendo churrascos na casa que divide com a Laís, ou querendo sair pra algum lugar comer ou beber, animado, sem ter tanta hora pra ir embora.
Talvez a mudança seja apenas como bom gole num whisky. Um coice amargo no começo, mas que serve pra te deixar bem mais animado depois.
Um brinde, Gustinho!

quarta-feira, março 26, 2014

Comida africana e visita a Cracolandia

Continuando o role em busca de novos sabores, ontem, 3a feira a noite, fui com a Manda e meu bro no Biyou-z, um restaurante africano próximo ao Bar Brahma. Bom, próximo se você souber o caminho. Eu não sou lá um perito em mapas, então antes de levar a gente pra lá, passamos por duas bocas de fumo, tipo, sério, tensão na veia, rodinha de gente fumando crack, ruas escuras cheias de mendigos do mau dormindo em colchões na rua. Se o rolê tivesse nome seria "Uma boquinha entre uma boca de fumo e outra". No dia seguinte, descobri que se tratava simplesmente da Cracolandia (#tenso). Gostei de ver que a Manda foi bem companheira e nem reclamou tanto quanto qualquer pessoa normal faria, por isso eu amo essa garota =b Já da pra levar ela pra Africa de verdade lol
Ok, beleza,sobrevivemos aos crackeiros e chegamos ao restaurante depois de uma grande volta desnecessária pelo que a cidade tem de mais sujo a oferecer. O restaurante era pequeno, o garçom um africano com sotaque forte mas muito educado e o cardápio estava cheio de coisas diferentes e baratas, a maioria carne servida com molho de amendoim e umas pastas de arroz muito loucas. A Manda comeu pouco, não curtiu tanto o arroz (que realmente tinha um pouco de gosto de peixe) e então ainda sobrou um arroz e umas verduras extra pra mim e pro brotha. 
Saí de lá satisfeito com a comida e com e com a experiência, apesar da localização do lugar ser bem das piores. 

segunda-feira, março 24, 2014

Sugestões da Semana

Um livro: Planeta dos Macacos - muito melhor que qualquer um dos 7 filmes já realizados até hoje, e com um segundo final fantástico, pra surpreender tanto quanto como quando vimos a estátua da liberdade pela primeira vez no filme clássico de 1968.





















Um seriado: Vikings - como é do History Channel, o seriado fica devendo em sangue e nudez, mas ainda assim a história é foda, e as batalhas (a moda moderada dos filmes dos anos 80) convencem o suficiente.

Um filme: HER - No final de semana retrasado assisti muitos filmes junto com a Manda, e esse foi o melhor de todos. Dramático, engraçado e triste ao mesmo tempo, foi o filme mais original que vi ultimamente.


Uma banda: White Buffalo - Conheci essa banda graças aos Sons of Anarchy, e as músicas que eles tocam fora do seriado, são ainda melhores!



Um jogo - 300: Conquiste sua glória - Pela primeira vez listo aqui um jogo pra celular (ou tablet), já que jogar com os espartanos é meu sonho há muito tempo. O único defeito do jogo é ser curto demais.

domingo, março 23, 2014

Final de semana gastronomico com a famiglia em SP

O role de comidas diferentes comecou na quarta feira, quando fui com a Manda no Lolitas, um restaurante (mais ou menosss) alemao perto do metro Republica, que todo dia passamos na frente, mas nunca haviamos experimentados e comi uma bisteca de porco com chucrute (coitada da Manda que teve que sofrer as consequencias pelo resto da noite =b). E na sexta feira, saporra ficou seria. Era o aniversario de 85 anos do Sindicato dos Medicos de SP no Clube Nacional, onde eu fui pra cerimonia com meus pais. A lista de comidas la era sensacionalmente diferente e linda, cheia de coisas que eu nunca tinha visto antes na vida:

  1. pastel de queijo com manjericao e geleia de jaca
  2. rolinho de pato
  3. rolinho de peito de peru com nozes
  4. queijo de cabra na abobrinha
  5. presunto de parma com batata e cheddar
  6. temaki de shimeshi
  7. mini bobo de camarao
  8. gorgonzola quente com banana
  9. sopa de queijo e polvinho apimentada
  10. salada com flor e vidros individuais de molho 
  11. caldo de cana no copo de bambu

E isso soh de entrada, depois ainda teve filet chateaubriand com risoto de gorgonzola, sorvete fresco e bolo de nozes de janta e sobremesa. De terno, e ouvindo meus pais conversarem com um outro medico de Jau, me senti Tony Stark, enquanto tomava whisky ou champagne. O que continua provando que as melhores coisas de SP, ultimamente estão vindo de graça.
Sábado acordei, assisti o episodio de Shield que tem a Lady Sif (e eh realmente divertido) e o ultimo episodio de Walking dead (S0414) que eu tinha abandonado, mas vi por insistência do Guite, e era foda mesmo. No almoço, encontrei toda minha família e fomos aproveitar o restaurant week num restaurante escolhido pela minha irma, que servia pouca comida e na verdade nao valeu muito a pena. Mas a sobremesa foi no Cold stone, uma sorveteria nova supergorda, onde eles abrem sua bola de sorvete, recheiam de guloseimas como pasta de amendoim e brownie e ainda servem num pote de chocolate. Legal, mas desnecessário.
Fui pra casa cochilar, e a noite, a comilança continuava. Fomos pra Rota do Acaraje (restaurante favorito do meu bro, pra ele aproveitar antes de ir pro banco da reserva) curtir umas cervejas boas e uma moqueca (sempre nice) de peixe com camarão (fora a carne seca e a mandioca de entrada). Ainda rolou o bolo de manteiga mais maravilhoso do mundo de sobremesa.
Domingo, acordei e fui correr no minhocão porque ja tava me sentindo arrependido de ter comido tanto (e o Run Keeper, o aplicativo mais lindo de corrida do mundo, ja tava me dando broncas que eu não corria desde terca passada) e para minha surpresa, estavam montando uma piscina em uma parte de uma das faixas do minhocao, ali de boa, no meio dos prédios, poco loco?
No meio da tarde (porque nenhum Picagova tinha mais fome na vida), fomos almojantar no Sujinho, mais peixe e um misto S2 de carnes variadas. E em seguida fomos tomar sorvete na Bacio di Latte, sorveteria mais linda da cidade.
Voltamos pra casa, quando ja era mais de seis horas, e aproveitei para ler um pouco (os Discworld ganhados no sábado retrasado), o ultimo encadernado da Salvat (uma historia do Capitão America assinada pelo criador do Rambo), assistir um pouco de seriado (terminar a primeira temporada de Vikings, que na falta de Spartacus, eh o que tem pra hoje) e esperar a bubulina voltar de Jahu pra que uma nova semana comece.

quinta-feira, março 13, 2014

Ordem no Tribunal (Bar)!

Ontem a noite, fui com a Manda num barzinho que há alguns anos atrás eu sempre tinha vontade de visitar. Ele chama Tribunal e fica na rua do fórum Vila Madalena. Sempre que eu saia do fórum cansado e suado (terno + 40 graus + peso dos processos), pensava em sentar por ali, mas como tinha cara de ser chique e eu sempre estava sozinho, nunca rolou. Como ontem era lá aniversario duma amiga (de Jahu!) da Manda, acabei finalmente conhecendo o lugar, que é realmente muito bom! Cerveja a preço justo, serve amendoins e tem uns lanches (dividi um Bauru com a Manda) no tamanho padrão jauense, muito bons mesmo, lembram um pouco os do Rospinho, só que melhores e ainda vem com batata frita. Mas o melhor mesmo são as pimentas. Junto com o lanche vem um suporte com 5 pimentas, de 5 níveis diferentes pra você escolher. Fiquei no chipotle, o nível intermediário, que deu um sabor ainda melhor pra carne. Voltamos cedo (lugar longe, chuva, taxista que não se calava jamais, mesmo depois de nos deixar em casa) e ainda deu tempo de fazer um cooper no minhocão na volta. Nice!  

quarta-feira, março 12, 2014

Robocop

Ontem fui com a Manda assistir o novo Robocop, do José Padilha. Foi a primeira vez que levei ela no Maraba, meu cinema favorito por ser perto de casa, bom bonito e barato. E eu diria que foi uma boa estreia pra ela. Gostei muito do filme. Tinha a pegada de Tropa de Elite que eu esperava (tiras corruptos, venda de armas, todo mundo tem seu preço, manipulação da mídia, uniforme preto de milícia, atuações nervosas), ótimos atores em atuações incríveis (Comissário Gordon da nova trilogia, Batman do Tim Burton, Rorschach, Nick Fury - só ator foda, principalmente o Gary Oldman), os efeitos ficaram bem legais e fora a musiquinha de abertura ser a original, o que por si só já era lindo, a trilha sonora é do caralho! Rola até a musiquinha do homem de lata do Mágico de Oz! E mesmo que no início eu tenha torcido o nariz pra armadura preta, ela ficou muito foda (e metade do filme ele usa a clássica mesmo). Em resumo, gostei do filme pra caralho!

Musiquinha linda do dia:

)

Desenho clássico pra rever:

segunda-feira, março 10, 2014

Um sábado de Natal em março

Sábado a tarde, fui com meu Bro, o Pirata e o Kev na Feira Plana que tavam organizando na frente do MIS (Museu da Imagem e Som). Montaram diversas barraquinhas pra galera das publicações independentes e fanzines vender sua arte, então fomos lá dar uma volta no sábado a tarde. Tinha um zilhão de pessoas, muito mais do que eu imaginava que teria (tanta gente que nem conseguimos entrar no museu pra ver a exposição do Bowie que tá rolando lá dentro), e os stands ficaram tão cheios da galera alterna da Augusta que mal dava ver direito o que tava exposto, então depois de tomar a cerveja mais cara que já tomei numa fila (pagamos 6 dilmas numa lata de Skol, que terminou antes de chegarmos no caixa, graças ao tamanho da fila na lanchonete do MIS), decidimos ficar lá na frente da feira mesmo, onde tinha malucos vendendo Ser Veja da boa (Heineken) e sem fila por cinco dilmas. E para noooossa alegria, enquanto estávamos de boa lá na frente, um anjo, papai noel ou simplesmente um cara que ia mudar e estava se desfazendo de suas coisas, começou a descarregar malas e sacolas cheias de DVDs, CDs, livros e quadrinhos pelo chão. Achei que era um sebo, obviamente e perguntei quanto custava cada encadernado de hq que já atraía minha atenção. E eis que a mulher do cara (unica coisa que ele não tava dando, para infelicidade dos meus amigos) respondeu: É de graça, pode levar o que quiser.
- Aceitamos brejas e cigarros em troca. Mas não é obrigatório doar nada, pega aí, o que não pegarem, vai ficar pra rua.
E assim começamos uma coleta desenfreada por maravilhas! Só eu levei pra casa os 4 primeiros volumes de Y- The Last man, o 4o volume de Supremo do Alan Moore, os 2 primeiros livros de Discworld, o encadernado capa dura de DMZ e o cd (no plástico) de Flight 666. Meu irmão, o Kev e o pirata saíram de lá igualmente abarrotados de hqs, livros e cds fantásticos. Fomos os primeiros a ver a "anti-loja" (Valva, Broda), então meio que conseguimos literalmente tudo o que queríamos. 
Bom, abarrotados de cultura, pegamos um bus e descemos pra Maria Antonia, onde a Manda já me esperava, recém-chegada de Jahu e partimos pra um boteco nas proximidades fechar a noite com muita cerveja e calabresa. Sempre bom poder reunir na mesma mesa tanta gente que eu gosto, e que geralmente só vejo separados. E que rende pérolas do tipo:
Pirata: Meu, ao invés de beber, vamos todos sentar e ler nossos livros.
Gust: Pelados?
Pirata: Não, quietos.
Ou...
Amanda: O que eu mais tiro dos dentes dos pacientes é frango e pêlos.
Pirata: Frango?
Fora isso, tivemos uma ideia pra feira do ano que vem, na qual venderemos Hímens de geladeira. Tirinhas impressas em imã, pras pessoas colocarem onde quiserem. E planejamos uma forma de roubar as escritas do mendigo da esquina que escreve suas ideias freneticamente num caderninho com sua caneta, como um profeta perdido pelas ruas (e talvez, ele seja autor de músicas tipo..."Não tenho carro, não tenho teto...blblabla...Lepo Lepo").
Mais um belo dia, inesperadamente muito lucrativo, em SP. Tem como não amar uma cidade que me dá hamburger, cinema e agora até encadernados de quadrinhos de graça???


quinta-feira, março 06, 2014

Casaval

É, esse foi um carnaval bem parado. Mas bem que eu tava querendo um tempinho de boa em casa sem fazer nada mesmo (já que durante a semana, em Sp tem sido bem agitado). Ainda assim fiquei acordado até de madrugada, viajei,e bebi até cair. No sábado, depois de ver um filminho do Almodovar muito louco com a Manda ("Os Amores Passageiros"), ficamos acordados até de madrugada jogando video game e banco imobiliário com o Sustinho, domingo viajamos pra Bocaina conhecer o Tradição, barzinho firmeza com Chopp (tome 3, ganhe 1!) e batata frita com catupiry de verdade e bacon generoso. E na segunda, nadamos na edicula da mulher (caralho, agora isso é literal!) do Boi, bebi mais do que devia (eu não lembro, mas talvez a mãe do Boi tenha me visto dançar o Lepo Lepo) e nove da noite eu ja estava caindo de bebado. Fora isso, todos esses dias comi coisas maravilhosas que a Manda fez, como beringelas empanadas recheadas de queijo (que, estranhamente, tem se tornado meu prato favorito), pudim de leite e brigadeirão. Joguei muito video game (terminei Bioshock Infinite, um jogo maravilhoso, com roteiro porra louca e que não te da todas as explicações, tipo Lost e comecei DmC, de gráficos e jogabilidade sensacionais, e com uma pegada pop que é um puta diferencial - grafites, musica pesada rolando nas cenas de ação, história top). E comecei a reler toda "A era do Apocalipse" dos X-Men. Um carnaval passado praticamente em casa, mas com certeza muito bom.

quarta-feira, março 05, 2014

Um reflexo, uma reflexão

Acordei no meio da noite precisando de um copo d´água. Desde que me mudei pro novo apartamento evito levantar no meio da noite, mas ontem estava excepcionalmente quente e como eu havia bebido cerveja algumas horas mais cedo, realmente necessitava daquela água. 
O motivo de eu não gostar de levantar no meio da noite é meio bobo. Eu tenho medo encarar espelhos no escuro. Não é o tipo de coisa que eu saio espalhando por aí. E muito menos o tipo de coisa que alguém repara, porque durante o dia eu estou sempre observando meu reflexo (desconfiadamente, mas acho que todo mundo, quando vê a cena, acredita que seja por vaidade). 
Mas acontece que uma vez, quando eu era criança, fui com meus pais e meus irmãos pra alguma cidade turística brasileira, que ja nem me lembro mais qual era, onde alugamos um chalé. Já faz muito tempo que não viajamos em família, e mais ainda que não ficamos em chalés, então faz realmente muito tempo. 
Naquele chalé havia um espelho maior do que eu (na época), e em mais de uma noite, sonhei que minha família e eu havíamos sido aprisionados no espelho. Em alguns sonhos eramos nós mesmos, em outros representações de nossos signos: um caranguejo, um touro e três escorpiões.
Bom, obviamente, sobrevivemos a viagem e ao chalé e voltamos a viver nossas vidas normalmente.
Só que no meu novo apartamento bem no meio da sala, obstruindo o caminho entre minha cama e a geladeira, colocaram um espelho igualzinho ao que havia no chalé (ou pelo menos é igual a como minha mente hoje se recorda dele). E eu sou obrigado a passar por ele no escuro, todas as noites. 
Como na maioria das vezes passo por ele capengando de sono ou embriagado, geralmente consigo ignorá-lo. Mas ontem, estava sem sono e sóbrio.E ao passar pelo espelho, algo me impeliu a deter-me por um momento e observar a figura triste e peluda que me encarava com grandes olhos negros do outro lado. 
Encostei no vidro gelado e um calafrio percorreu minha espinha. Chovia la fora. Um trovão iluminou a sala. O reflexo, de alguma forma, libertou-se de sua prisão e tomou o meu lugar. Observei minhas mãos e elas haviam se tornado cheias de rugas e calos. Minha barba mudou de cor. Havia algo escuro abaixo de meus olhos. Mas fora isso, todos os objetos, pessoas e cômodos ao meu redor permaneciam  exatamente iguais. De alguma forma eu sabia que agora estava do lado de dentro do espelho. Mas como todo mundo também estava ali, junto comigo, jamais acreditariam em mim. Encostei no reflexo novamente, tentando reverter o processo. Nada. Bati no vidro, usando cada vez mais força. Nada. Não havia o que eu pudesse fazer. E nem algo que precisasse ser feito. Afinal, tudo permanecia igual, apesar de eu estar mudado. Foi assustador. Nada pior do que a ausência de mudança.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

300: Rise of an Empire

Essa semana ganhei ingressos do Omelete pra pré-estreia do filme 300: A ascensão do império, a sequência de um de meus filmes favoritos de todos os tempos, 300!
Era numa 5a feira, então fui com o Ed - meu roommate - de acompanhante (já que a Manda já tava a caminho de Jaú) pro Shopping Eldorado por volta das 20h, pra comer um Burger King (Whopper e cebolas fritas empanadas!) e esperar pela seção, que seria as 21h.
Essas pre-estreias são sempre muito legais, fazem você se sentir muito VIP. Fora os ingressos grátis (e a chance de assistir ao filme antes mesmo da estréia nos EUA, que é só daqui a duas semanas) ganhamos pipoca e Coca-Cola, uma camiseta (LOL), uma saudação (por vídeo) do Rodrigo Santoro dando um oi pra galera, e quem quisesse ainda podia tirar foto com um cara ou uma mina vestidos de espartanos. 
A tela era gigante, perfeita pra não perder uma das milhares de gotas de sangue que jorravam na tela em meio as mutilações. O 3D da chuva e do fogo, e a escuridão davam um clima sensacional. 
E o filme é basicamente a mesma coisa que o primeiro, o que é ótimo! Sangue, guerra, moleres seminuas, testosterona pura, do jeito que eu adoro e sentia falta desde quando cancelaram o seriado Spartacus na TV. O unico problema do filme eh ser curto demais.
Há anos eu  (literalmente) visto a camisa do primeiro filme, e agora continuarei  fazendo com orgulho o mesmo com a camiseta (valeu Warner!) do segundo. 
Se Zeus existe, haverá um terceiro!  

Vingança

Quarta feira fui com a Manda no CCBB assistir a Vingança - o Musical, um peça bem legal, com várias músicas do compositor Lupicínio Rodrigues (de "Felicidadeee foiii embora e a saudade no meu peito..."). A história é meio Gatsby, anos 50, boemia, traições e admito que teve várias reviravoltas que realmente me surpreenderam. 
Os atores e atrizes cantavam muito e ainda tínhamos ótimos lugares bem a frente do palco (adquiridos com muita antecedência, mas a um preço muito barato mesmo, até injusto se a peça não tivesse muitos subsídios do governo e do próprio Banco do Brasil). Foi com certeza um ótimo programinha pra uma quarta feira  a noite, e antes rolou até uma comida mexicana com Heineken ( a Manda chatolina preferiu Mac, mas ta valendo =b). Pra voltar, pegamos um ônibus lá perto e rapidinho estávamos em casa, deu tempo até de fazer um jogging noturno no minhocão. Queria que todo dia fosse assim tão bom!

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Watchen & Bob Sponja

Vislumbres do futuro

Ano 3.891

A humanidade chegou a seu ápice. A medicina evoluiu ao ponto de que só morre quem quiser. Se você quiser viver pra sempre, é um direito seu. O direito evoluiu até o ponto em que abortos e eutanásias são legalizados em todo o planeta. Você vive até o dia em que quiser. Para comportar tanta gente, a engenharia evoluiu também, mas de maneira criativa.
Agora as pessoas vivem em  apartamentos que são pequenos contêineres motorizados e nas mais variadas cores, que você pode levar pra onde quiser.
Todas suas posses cabem num pequeno espaço. Ninguém mais guarda comida em casa. Todo mundo come (ou cozinha) fora. Guardar objetos não é mais necessários. Tudo que importa é digital. Assim o próprio conceito de posse mudou. 
Um dia você pode morar num bloco acima dos pais, outro dia do lado dos amigos, ou abaixo do trabalho. Famílias e casais tem agrupamentos de blocos. É possível passar de um bloco a outro, mas cada ser humano não pode possuir mais do que um único bloco.
A paisagem é linda. Sempre gostei de Tetris.





segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Sãopauling

Mais um finalzinho de semana em SP. Nesse a Manda estava aqui, e a chuva infinita e gelada também. Então ficamos mais de boinha em casa, tomando cervejas e (mini) caipirinhas. Mas ainda deu pra fazer muita coisa boa: a Renner tá com uma coleção só de estampas de super heróis Marvel (quero todas!), então sábado de manhã fui encontrar a Manda (que descobriu a coleção lol) no Shopping Light (ela já tava na rua fazendo altas compras ha um bom tempo, enquanto eu jogava - e terminava - Resident Evil: Operation Racoon City, um joguinho bem legal, de muito tiro e pouco puzzle no Xbox de um dos meus novos roomates). Almoçamos no shopping, e comi num restaurante mexicano que tinha acabado de ser inaugurado lá nessa mesma semana, e que serve tortillas honestas (18cm #ui) a preço justo! Bem recheada, e a atendente ainda tava empolgada e praticamente me contou toda a historia do México no processo. Cookie de sobremesa, e saímos pra chuva. 
Fiz finalmente meu cartão na Biblioteca Mario de Andrade, que vou começar a frequentar mais agora, com o atendente também muito atencioso, explicando como funcionava tudo la no lugar. Meu guarda chuva quebrou na entrada (y), então tive que comprar outro numa banca ali do lado. Bom que em SP, terra da garoa, 80% dos lugares e pessoas vendem guarda-chuvas. A noite, fomos de taxi (taxista prosa e high tec, que depende de clientes conseguidos via apps pra sobreviver) pro Shopping Bourbon, porque tínhamos ingressos pro musical Crazy for You. Era pra ser o dia de estreia, mas não rolou. Depois de meia hora de atraso, o elenco todo subiu ao palco e pediu desculpas, mas não ia ter peça, porque o cenário mecânico não funcionava. Fizemos então umas compras no supermercado (mais cervejas nice) pra garantir o almoço do dia seguinte.
 No domingo, a Manda fez seu delicioso clássico: macarrão apimentado com calabresa, que ha tempos eu não comia e a tarde fui pra Fatec (de SP) prestar um concurso pra perito criminal (ou CSI). Nunca acreditei muito em concursos (mesmo ja tendo passado no estagio da Defensoria e na OAB), mas depois que o Bráulio (que nunca foi um membro genital de destaque intelectual no colegial) passou, achei que deveria dar mais alguns tiros concurseiros por aí. 3h30 de prova, e apesar de manjar muito de português e direito, física, química e biologia, que não eram meu forte 10 anos atrás, com certeza não são agora.  A noite, meus pais estavam em SP, recém chegados de Brasília e fomos comer uma pizza na pizzaria ao lado do meu novo prédio. Hora do Brownie com a Manda, terminei de assistir ao primeiro episodio de Sherlock (seriado lindo, do roteirista que mais admiro atualmente, Steven Moffat, responsável pelos melhores episodios de Dr Who da atualidade) e eis que mais um final de semana muito belo na metropole chegava ao fim.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Free Burger (ou "Best Buddies Now")

Vi esses dias um anúncio no Facebook de uma hamburgeria que estava oferecendo qualquer lanche de seu cardápio (cada um custa em média 25 reais) totalmente de graça pra quem fizesse suas reservas através da rede social: a Buddies. Era perto de casa (na Vila Boim), e obviamente eu tinha que testar, ainda que com um certo pé atras. Na pior das hipóteses eu ia comer um lanche delicioso e pagar por ele =b . Mas não é que estavam dando os hamburgers mesmo? 
Melhor! Um pra cada pessoa da reserva! Totalmente excelente. Fui lá ontem com a Manda e recomendo muito. O chopp é nice, a entrada de fritas e cebolas fritas tavam boas demais e só não pedi um milk shake de manteiga de amendoim porque é tudo realmente muito bem servido! 
Tem lugar que você chega com um groupon, apenas um desconto e te tratam mal. Lá, mesmo dando os lanches, ainda nos trataram bem demais! Fora que os lanches são ótimos, muita carne, bem recheados e no meu caso, bombando de jalapeños! Mal posso esperar pra voltar!

terça-feira, fevereiro 11, 2014

War paint

Estava assistindo um webnar do Jordan Belfort (o "lobo de Wall Street") ontem no Youtube, no qual ele aconselha o uso de pinturas de guerra para os negócios. Tipo, usar algo que te dê mais garra pra fazer alguma coisa. Uma gravata, uma música, qualquer coisa que dispare um gatilho em você que te dê mais confiança. O que me levou a pensar em minhas próprias pinturas de guerra. E de como sem elas eu  me sinto um nada. Um óculos de sol pra esconder minhas emoções, maquiagem pra esconder espinhas e de preferência, uma camiseta com algum logo de super herói, pra me dar poder. É sempre legal ver que apesar de milênios de evolução, mudamos muito pouco e ainda somos totalmente tribais. E ainda precisamos de pequenos símbolos pra nos ajudar a nos sentir melhor. Mulheres e suas sombras e brilhos, roqueiros e suas camisetas pretas, cabelos compridos e spikes...e você? Qual a sua pintura de guerra?

TUOMAS HOLOPAINEN - A Lifetime of Adventure (OFFICIAL VIDEO)





Tecladista do Nightwish fez um disco todo baseado numa saga do Tio Patinhas. Musiquinha bonita pra curtir fazendo caminhada no gelo =]

S2 em SP

Criolo estva errado, pode existir amor em SP sim! Essa semana vai fazer um mês que a Manda conseguiu um trampo aqui pertinho de mim e estamos ficando juntos por todo o começo da semana no meu novo quarto/apartamento (^^). O consultório que ela arrumou ainda é (pelo menos alguns dias, já que ela trabalha em dois locais diferentes dos mesmos donos) muito perto de casa, dando pra ela ir a pé trabalhar (o que  nessa cidade é mais que milagre). E tirando um ou outro paciente muito louco que  quer que ela faça uma dentadura direto na gengiva, que não fala português ou algum que queira que ela tire os pontos da barriga da mulher dele, esta indo tudo muito bem! Assim, podemos passar muitas noites vendo filminhos, conhecendo restaurantes (semana passada fomos no Ponto Chic, conhecer o Bauru original, que é uma ignorância em queijo deliciosa) e tomando umas cervejas durante a semana. Bem-vinda a Sampa, Manda!


segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Carro$$el

Uma coisa que sempre quis fazer foi apostar em cavalos. É um clássico. Nos filmes ou livros as pessoas sempre estão apostando em cavalos. E eu precisava fazer isso também. Tanto que quando estava em Nova York, foi uma das coisas que eu procurei pra fazer. Não acabou dando tempo. E deixei a ideia passar. Até que fiquei sabendo que dava pra apostar no próprio Jockey Clube de São Paulo! Caralho, como assim, porque ninguém me avisou isso antes? Achava que lá tinha só corridas, mas não apostas! E as apostas começam em só R$ 2! Tenho que jogar!
Assim, sábado a tarde, parti logo depois do almoço com meu bro (que também é adepto do tenho-que-fazer-de-tudo-nessa-vida-sim-senhor) pra conhecer o lugar.
O busão demorou mais do que eu esperava pra chegar no local, já que era só seguir uma maldita linha reta,  e de fds era pra ter menos carros na rua, mas tudo bem, em menos de uma hora, chegamos. 
O Jockey é um lugar imenso, a sala de apostas deve ter umas 30 cabines de vendas (ainda que só umas 10 funcionem), tem um bar popular e um bar burguês, cavalos imensos nas paredes de fora e uma puta pista de corrida. Em seus dias de glória, esse lugar devia ser do caralho!
Antes das corridas, desfilam com todos os cavalos do próximo páreo pra arquibancada, afinal, vai que você vai com a cara de algum e ao final, vai mó galera tirar uma foto com o cavalo vencedor.
Pedimos ajuda pro vendedor mais novo de apostas, que prontamente nos explicou como cada modalidade de aposta funcionava, contou quanta grana a galera ou ele mesmo ja tinham ganho e nos aconselhou a apostar nos cavalos mais leve (eles dão pra galera um jornalzinho com peso, nome, jockey, haras e quem são os pais de cada cavalo). E assim, começamos nossas apostas no 3o páreo da tarde.
Obviamente, perdemos. Mas recuperei minha grana nos 3 páreos seguintes (na verdade o saldo final foi de -3 reais, mas já tá otemo)! Sempre apostando "Place" (modalidade na qual você ganha se seu cavalo vencer em primeiro ou segundo lugar), e em dois cavalos diferentes. Ok, encontrar umas dicas de favoritos pregada numa parede, ajudou bastante.
A corrida em si, é tão rápida que você mal vê o que está acontecendo na sua frente, sendo mais fácil identificar as coisas pelo telão do que pela própria pista, mas a atmosfera dos apostadores vibrando, ainda que tão rapidamente, é muito foda.
As arquibancadas vibram como se a gente estivesse num jogo de futebol, com a galera torcendo talvez até com mais afinco, já que estão com dinheiro investido no resultado. Curti. Consigo torcer loucamente também quando posso ganhar uns trocados com isso.
Um belo programinha pra quem quer fazer algo diferente num sábado ou domingo a tarde. Que no final, acaba até sendo mais barato do que a maioria das outras opções por aí. Eu, com certeza voltarei. 
E ainda tentarei levar cada vez mais gente comigo, porque aparentemente o esporte é algo que está acabando, pelo menos em SP, muito provavelmente pela falta de divulgação. A grande maioria dos apostadores são idosos, que faziam com que as vezes eu me sentisse num bingo! 
Isso tem que mudar, ajudem a salvar essa coisa tão bonita que são as apostas em corridas de cavalos! Longa vida ao turfe!!! Boa, Winning Gold! Boa, Jackson Dance! Boa, Embaixador inglês!

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Filmes novos pra que? Filmes novos pra quem?

Cinema, acabou. Sério, não aguento mais.

Ok, todo mundo sabe que Hollywood recicla as mesmas idéias ha décadas e décadas. Mas sei la, de uns tempos pra cá sinto que piorou. Fazia tempo que não via muitos filmes novos, mas com a lista dos indicados ao oscar liberada, decidi me arriscar a assistir alguns lançamentos nos mais variados gêneros (American Hustle - drama, Walter Mitty - mensagem de vá viver a vida, Frozen - animação nova da disney, Last Vegas - comédia, que deveria ser o novo "Se beber, não case"). Me arrependi.

Cinema, eu desisto de você.

Cada filme que comecei levou mais de um dia pra ser terminado, porque nenhum tinha sal, graça, brilho. Nada. Uma única ideia original me deixaria feliz. Mas só vi coisas batidas, atores conservados em formol, e as mesmas resoluções finais de sempre. Claro que o pessoal ainda sabe fazer boas cenas, boas atuações e tudo mais, mas os roteiros me incomodam muito. Não há nada de novo, só reboots, adaptações (de livros ou hqs), sequências, e o pior: formulas prontas. Que talvez até ainda funcionem, mas por quanto tempo?

Ainda existem um ou dois filmes bons com ideias originais sendo lançados por ano. Mas não passa muito disso. Na verdade, do ano passado mesmo, original, original de verdade, só consigo pensar em Bad Milo, Gravidade e Django. Que nem é tão original assim, nem mesmo no nome.

Calculo que há uns 10 anos as comédias de cinema acabaram, e que todos os roteiristas com capacidade pra fazer alguém rir estão na TV, nos seriados. Ainda havia um ou outro bom drama ou aventura divertida no cinema. Mas agora, com ótimos seriados de drama (Breaking Bad, SOA) e ótimos seriados de ação doo naipe de Spartacus, Vikings, e obviamente, Game of Thrones, o cinema tornou-se supérfluo de vez. Ponto pra tv, mas isso não deixa de ser um pé no saco. Porque seriados exigem muito mais tempo de você. É possível assistir dez filmes bons num mês, mas pra terminar 10 seriados bons você precisa aí de uns 2 anos, no mínimo.

De qualquer forma, na tela grande não existe mais nada que preste.

É uma pena Cinema, mas você perdeu a graça. E é hora de seguirmos caminhos distintos. 

Sempre teremos os clássicos.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

O que de novo, Jaú?

Um fds sem voltar e já relembro do porque estou sempre retornando pra Jau, apesar de haver tanto a se fazer em SP. Pode não parecer, mas sempre tem algo novo pra se provar: uma nova cerveja, uma nova comida, um novo bar. Sábado, a Manda trabalhou então passei o dia todo jogando PS3 (Resident Evil:Umbrella Chronicles -zerado, Deadpool -zerado, Ultimate Marvel vs. Capcom 3 -testado, Red Dead Redemption: Undead Nightmare - começando, DmC- baixando), lendo hqs (Mulher Gato: Cidade Eterna) e descansando (ao som de Kiss: Dinasty). Ainda tomei umas cervejas Backer com meu pai petiscando queijos, e depois quando saí ver a Manda, comemos uns espetinhos (provei um espetinho de bolinho de bacalhau lol) na Cia e em seguida, fomos encontrar o Gustinho no Scooters, nova chopperia maneira e burguesa que tem um chopp Heineken muito bom. Domingo, almocei com meus pais no Italo, o melhor prato que ja pedimos por la e que nunca haviamos provado antes, Badejo a Indiana, um peixe a milanesa, recheado com catupiry, com molho branco e coberto com muito bacon! A tarde, fui na casa da Manda, cochilar e experimentar uma nova cerveja da Kaiser, que vem com suco de limão (Radler), que é realmente boa e refrescante. Jantamos no Braga, arrumamos nossas malas e 21h30 já era hora do descanso terminar e voltarmos pra SP. 

E como faz tempo que não escrevo um conto, fiquem com este link de Vísceras, conto do Chuck Palahniuk (autor do Clube da Luta), realmente bizarro (e que confesso, me fez passar um pouco mal no começo):
http://literatortura.com/2013/10/visceras-conto-perturbador-voce-lera-vida/

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Ultimate Robot Combat - Fatality

Ok, admito que essa luta, apesar de breve tem um final bem legal...

terça-feira, janeiro 28, 2014

A festa do campus

A campus party eh um evento de uma semana no qual estudantes, geeks e nerds ficam acampados no anhembi, assistindo a palestras sobre tendencias, empreendedorismo, games e tecnologia. E tambem tem startups, procurando investidores. E a empresa na qual trabalho vai ficar alocada la essa semana, gerando leads pra novos negócios, e aumentando a presença e visibilidade de nossa ferramenta.

E o primeiro palestrante da tarde era ninguém menos que Bruce Dickinson!AAAAAAAAAAAEEEEEE!MAIDEN!MAIDEN!MAIDEN! (fanboy mode on).

O vocalista do Iron, e piloto de aviao, e historiador, e dono de uma escola de pilotos, entrou no palco pontualmente as 13h ao som de The Trooper! Eu ja tinha visto o Bruce num show antes, mas num estadio lotado, moh de longe e com ele vestido de couro e com uma mascara indígena. Ver ele agora, de pertinho, a uns dois oito, dez metros de distancia foi sensacional. Ainda que ele estivesse usando camisa social e palestrando sobre empreendedorismo. Na verdade o papo era como voce devia valorizar seus clientes, e transforma-los em fans, pois os fans jamais te abandonarão. Falou em como a industria fonográfica faliu porque nao soube usar o digital pra se aproximar dos fans, fazendo exatamente o contrario. Falou em como evoluímos na verdade muito pouco (citando tem um açougue na inglaterra que pertence desde 1550 a mesma familia) e que entao o importante mesmo eh socializar, fazer contatos e achar alguem que acredite na sua ideia ou que trabalhe junto com você.

Fato: alguns anos atras sonhei que eu estava na fila do bebedouro do Exupery, e vi o Bruce Dickinson cantando na quadra do colegio, muito de perto. O que aconteceu nao foi exatamente igual, mas a proximidade foi a mesma. Sonho realizado =]

Na feira também vi o pessoal do omelete e do Jovem Nerd, mas devo admitir que a grande batalha de robos (ultimate robot fighting) que eles estavam narrando foi decepcionando. Eu esperava robos em forma humana se digladiando com armas, e o que havia para assistir era dois carrinhos de bate-bate trombando um no outro ate que um parava de funcionar de vez. Kapsa.

E o que me impressionou foi que o lugar que mais tinha gente, e gritos de entusiasmo a todo momento, era a batalha gamer de League of Legends. Pior escrotice do mundo. Dezenas de pessoas assistindo um jogo bobo de computador. A humanidade esta perdida.

Mas o pior de tudo foi que a internet da área de startups nao funcionou o dia todo. Ou seja, uma feira de tecnologia, e as empresas ficaram sem internet. Lixo de organização. Boa, Brasil! Sera que vai ter bola na Copa?



FDS(P)

Um real, uma fortuna

Sabado fui com meu irmao numa feirinha gastronomica que estava rolando na Praca Ramos. Tinha varias barraquinhas montadas com varios Chefs famosos fazendo comidas legais, que geralmente custariam os olhos da cara e viriam numa porcao minuscula, por um preco mais acessivel (mas numa porcao ainda assim pequena). Acabamos comecando por uma polenta com ragu de pato, do chef Carlos Bertolazzi (que nem sabiamos quem era, mas descobri que ele tem um programa no Fox Life, por isso tinha tanta gente querendo tirar foto com ele). Gostoso (pra mim pato tinha gosto de pernil, pro meu irmao tinha gosto de peru do dia seguinte), mas nao matava nossa fome. Pegamos entao uma cerveja num boteco proximo, e quando iamos pagar, um mendigo aproximou-se e pediu por algumas moedas. Eu ja estava com uma moeda de um real na mao pra ajudar na cerveja, e acabei dando a moeda pro mendigo. O cara ficou muito feliz, de verdade, agradecido como se aquilo fosse muito dinheiro no meio das moedas de dez centavos que ele segurava. Beijou minha mao agradecendo e me disse que eu teria muita sorte. Voltamos pra feira, comemos um lanche bem digno do Vinil Burger pra matar de vez a fome e depois fomos para um stand da Brooklyn, uma das minhas cervejas favoritas nos EUA, fechar com umas cervejas diferentes. Estavam tirando fotos de quem comprava a cerveja, pra algum material de divulgacao da marca ou seila o que, soh sei que fiquei segurando o dinheiro pra pagar a cerveja por muito tempo e ninguem pegou,tive ate a impressao de que mandaram deixar quieto. Era a bencao do mendigo, ja comecando a fazer efeito. Cerveja, da boa, gratis! Em seguida, fomos pro Shopping Light, comer uns cookies (no meio dessa semana, a Amanda tinha me apresentado essa nova loja maravilhosa de cookies e senti que era meu dever espalhar a boa palavra). Depois, passamos no ape (agora da) Veri pegar umas poucas coisas que tinham sobrado por la, e dei sorte mais uma vez. O namorado dela se ofereceu pra me ajudar a trazer um movel pro ape novo, de carro, facilitando muito mesmo minha vida.

Ainda no sabado, dormi a tarde, li muitas hqs e um pedaco do maravilhoso livro da historia secreta da Marvel e fui correr no minhocao. Meu irmao sempre disse que corria la a noite, mas como ele soh fecha pros corredores as 21h30, sempre estava cansado demais pra ir la. Mas de fim de semana la fica aberto o dia todo, e fui correr enquanto ainda tinha sol. Meu Deus, como eu nao fiz isso antes? A sensacao de correr ali eh incrivel. Voce fica uns tres, quatro andares acima do nivel dos predios, entao meio que se sente um superheroi, passando pelas janelas dos predios das casas das pessoas bem acima da rua. Corri muito, por quase uma hora, e ainda nao cheguei no final. Foi incrivel. Na volta, tinha uns bombeiros apagando o fogo de um fusca! Que soh depois eu fiquei sabendo que foi por conta das manifestacoes. O fusca achou que dava pra passar por uns colchoes queimando numa barricada, mas um colchao ficou preso no carro, que basicamente ja era carvao quando eu voltei do meu jogging (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/familia-comemora-ter-escapado-de-fogo-em-fusca-durante-ato-em-sp.html).

No domingo, a Manda chegou na hora do almoco. Fomos comer um frango empanado na esquina, tiramos nosso classico cochilo de domingo e as 18h fomos pro Teatro Procopio Ferreria, assistir ao musical Tim Maia: Vale Tudo. No comeco, atraso, gritaria aos fundos, deixando o publico incomodado, mas  tudo encenado, soh pra galera se sentir exatamente como o publico do Tim Maia devia se sentir antes dos shows, ja que ele costumava enrolar pra subir ao palco, ou mesmo nem aparecer. E devo admitir que a peca me surpreendeu. Muito bacana a forma que eles arrumaram de contar todos os principais fatos do livro do Nelson Motta, contados atraves das proprias musicas do cantor (o ator mesmo cantava muito igual o Tim, ou melhor, ao Tiao Marmiteiro). Tem tudo: a loucura do universo racional, as dorgas (chocolate...e um quilo do bom...), os amigos famosos (Roberto Carlos, Jorge Ben, Erasmo). E no final o publico acaba ate dancando junto, como se estivesse num show. 3h de show, muito legal mesmo! Vale...vale tudo...inclusive o ingresso! Uma otima noite, fechando muito bem meu final de semana de turista paulistano. Na volta, ainda tomei um sorvete de caipirinha e a manda tomou um de algo que parecia panetone, com frutas cristalizadas, muito bom.


Ja falei o quanto eu amo essa cidade? E com a companhia da Amanda por aqui, vou aproveitar com certeza ainda mais!

sexta-feira, janeiro 24, 2014

O papel de cada um

Ele foi o porteiro mais gente fina que tive na vida até hoje. Por mais que eu odeie admitir, geralmente só passo correndo pelos porteiros. Ocupado demais com trabalho, aulas, hqs ou filmes para dar um pouco de atenção para aqueles homens que ficam lá parados por horas vigiando a rua para que possam nos abrir o portão ao chegarmos, sem que nem mesmo tenhamos que tocar a campainha. Não sei o nome de nenhum dos porteiros do prédio onde moro hoje. E de todos os porteiros que já tive, só me lembro mesmo do nome de um deles: Osmar. Era difícil não parar para conversar com ele. Ele estava sempre tão feliz. E perguntava com interesse verdadeiro sobre minha vida e o Mackenzie. 
Mas o principal é que ele era um artista. Dez da manhã, três da tarde, duas da madrugada, não importa qual fosse o turno, Osmar sempre estava com um olho na tela da pequena tv que mostrava as imagens da câmera de vigilância e outro em suas esculturas. Animais de papel machê (palavra originada da expressão francesa "papier mâché", que significa papel picado, amassado e esmagado), é tipo uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola e gesso.Haviam Corujas, cães, gatos. Muito bonitos, com um toque pessoal e ainda assim quase reais. Na verdade acho que o contato com ele começou graças às corujas. Minha irmã chegou um dia em casa pedindo pra eu desenhar uma coruja. Perguntei porque. O porteiro pediu, ela respondeu. Era motivo o suficiente pra mim. Desenhei a coruja e ela entregou pra ele. Meses depois, corujas de papel machê começaram a me encarar do balcão de entrada toda vez que eu entrava ou saia do prédio. Meu desenho tinha sido usado de molde. E agora havia uma larga produção de aves sinistras que ele espalhava pelos apartamentos das senhoras do prédio, ávidas em adquirir suas esculturas. De qualquer forma, foi graças a esse link "artístico" que começamos a conversar. Os papos giravam sempre ao redor de algo ligado a pinturas, esculturas e Embu das Artes, um lugar que ele insistia que eu deveria visitar. Aparentemente, essa subcidade de São Paulo é um grande centro de concentração artística, com diversos museus e feiras de arte por toda parte. Mas não consegui fazer uma visita lá ainda. 
Um dia muito marcante também, foi quando ele deu uma aula no mackenzie.  A faculdade tinha umas semanas especiais de workshops, onde vários convidados eram chamados para dar aula de coisas diferentes pro pessoal. E uma garota do prédio chamou o Osmar pra dar uma aula de esculturas de papel machê. Obviamente, ele convidou a todos e lá fomos eu, meu irmão e minha irmã para a aula dele, numa sala do Mackenzie (provavelmente do curso de Design) que eu nunca tinha visitado. Foi bem interessante, apesar de que nenhum dos Picagova ter conseguido terminar mais do que uma estrutura tosca de um quadrúpede (são necessárias várias camadas de jornal e cola pra fazer as esculturas, e não havia tempo de fazer mais do que o esqueleto do bicho em uma única aula). 
Fui pros Estados Unidos, sem me despedir, e quando voltei ele não estava mais lá. E tudo que havia sobrado era o pequeno esqueleto tosco de papel em cima do armário, que eu demorei pra ter coragem de jogar fora. Até que um dia encontrei o Osmar sentado do lado no prédio, no degrau de uma pequena loja de doces. Conversamos por um tempo, ele tinha virado montador de vitrines de lojas, onde pelo menos poderia mostrar um pouco mais de sua arte para mais gente, ainda que não fosse exatamente esse o sonho. Eventualmente, acabei me levantando e indo pro prédio, deixando-o ali, provavelmente só esperando pelo próximo ser que se lembrasse dele e lhe concedesse alguns instantes de atenção. Logo depois que já estava no prédio, folheando uma hq do Justiceiro e comendo pistaches, começou a chover. E torci para que o ex-porteiro já tivesse ido embora antes do pé d´água começar a cair. No dia seguinte, levantei cedo e me arrumei pro trabalho. Desci de elevador e mandei um oba pro novo (anônimo e aleatório) porteiro, sem nem olhar em seu rosto e saí pra rua. A loja de doces ainda estava fechada, e no degrau de entrada, havia uma massa de jornal molhado, no formato do que se assemelhava muito a um homem sentado. Sorri e fui trabalhar. Até hoje não sei se foi uma piada do próprio Osmar, mas gosto de pensar que ele era mesmo um homem feito de papel picado, que me apareceu com a mensagem de que eu deveria visitar Embu das Artes. Só sei que tudo nessa vida é tão efêmero, quanto uma escultura de papel machê...