terça-feira, março 06, 2018

Se Van Gogh tivesse um carro, teria se suicidado mais cedo?

Nessa sexta, voltei com a Manda pra Jau dirigindo, logo depois do carro ter saído do mecânico, onde estava se tratando de um vazamento de óleo. A viagem correu bem, apesar da chuva, e chegamos em casa logo no início da madrugada. 
No sábado, almocei com meus pais no rodízio do trevo, que está sempre fazendo rodízio de nome mas continua oferecendo uma gama de opções bastante honesta e diversificada de carnes (principalmente se levarmos em consideração o preço da "favela da Cidade Jardim"). Com três a reais a mais do valor da "comunidade" (27 reais), da pra se entupir de carne, acompanhamentos e doces caseiros na capital do calçado feminino.
A dor de cabeça começou a tarde, quando ao sair pra tomar um sorvete com a Manda, parei numa faixa de pedestres pra uma mulher e uma velhinha atravessarem, e mesmo estando logo depois de uma lombada, o gordinho de moto que vinha atrás de mim se atrapalhou todo, voou por cima do bagageiro e quebrou uma das minhas lanternas traseiras. 
Tivemos que passar na delegacia fazer BO (que levou uma eternidade), depois deixei a Manda na casa dela e fui pra casa. Assisti com minha mãe o primeiro episódio de Merlí (outra série espanhola de respeito, agora sobre um professor temperamental de filosofia) e sozinho um pouco de Star Trek. Li Dylan Dog, Bolland Strips e um quadrinho interessante  sobre Manaus que o Mutarelli produziu e comprei antes que virasse item de colecionador (os primeiros quadrinhos dele já se tornaram bastante raros e valem mais de 200 reais cada na Estante Virtual, inclusive alguns que paguei menos de dez reais nos sebos por aí alguns anos atrás).
A noite, comi um pedaço de pizza com meus pais e saí encontrar o Gustinho e a Marina no Armazém. Tomamos umas cervejas e provamos a maravilhosa burrata (um queijo mozarela recheado com massa fresca de mozarela e creme de leite fermentado) que começaram a servir por lá. Por um mundo com mais burratas e menos burradas! #badumtss
No dia seguinte, acordei com uma notícia ruim: tinha vazado óleo do carro durante toda a noite. Acompanhei meus pais até a garagem como se estivesse chegando em uma cena de crime: nosso autobot tinha sangrado a noite toda e haviam coberto as manchas do chão com jornais...

Pausa para algumas considerações muito importantes sobre o mundo automotivo

1. É um absurdo que não exista uma oficina 24h em uma cidade do tamanho de Jaú. Alô mecânicos da cidade, quem quer ter um diferencial?

2. O mundo precisa urgentemente da UNIMEC, que é tipo uma unimed, só que pra carros. Se é um gasto que todo mundo tem, todo ano (ou toda hora?), porque não criar um serviço de assinatura que unifique o atendimento das oficinas mecânicas, criando serviços conveniados e barateando os custos de manutenção pros motoristas?

3. Acho ridículo que as pessoas em pleno século 21 ainda precisem de um guincho pra levar um automóvel de um lado pro outro. Todos os carros deveriam ter alguma peça/encaixe ou coisa do tipo,  item obrigatório de fábrica, que pudessem ser facilmente conectado a outros automóveis para que fossem transportados de um ponto a outro livremente. 

Bom, passado o susto , os devaneios e a irritação, almocei estrogonofe (com batata palha de verdade agora) com meus pais e assistimos ao filme "Com amor, Van Gogh", uma animação maravilinda, baseada nas telas e nos últimos dias de vida do Vincent, e criada com a ajuda de mais de 100 artistas que literalmente transformaram cada frame do filme em telas do artista. 
Ao cair da noite, voltei pra SP com a Manda, de carona, com saudades de ouvir minhas próprias músicas e do conforto que só se encontra em um carro quando se está sentado no banco do motorista.


sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Carnajau 2018

Sempre que pode, a maioria das pessoas viaja pra praia. Será que também faraim isso se pudessem viajar no tempo? Eu viajo pro passado sempre que posso, afinal ele fica só a 300km de onde eu moro hoje. E foi exatamente o que eu e a Manda fizemos nessa sexta de carnaval. 
Chegando lá, meus pais me esperavam com o mesmo lanche de vaca que comemos desde que eu era criança. A diferença é que agora tomo cerveja no lugar do gatorade.
Durante todo o período de recesso, passei um bom tempo lendo quadrinhos publicados nos anos 80 (como Elektra Vive e Lobo Solitário), jogando games de 16 bits e revendo pessoas do passado.
Sábado, almoçamos estrogonofe em casa, cochilei, fui assinar um doce contrato com a Manda e tentei cozinhar meus próprios hamburgers caseiros com cebola caramelizada na janta usando uma receita do Tucano que vi no Youtube. Demorou mais do que eu esperava, mas não vou desistir, só a prática leva a perfeição e que objetivo melhor do que o hambúrguer perfeito?
No domingo, meus pais fizeram um belo bife a parmegiana e logo depois do almoço, fui com eles e a Manda pra uma sessão de cinema em Bauru (onde os ingressos custam o mesmo que eu pagava há 10 ou mais anos atrás). Vimos "A forma da água", o ápice da carreira do diretor Guilhermo Del Toro, uma das tramas mais bem amarradas que já vi, uma obra de arte que concorre a 13 oscars e que recomendo a todos fortemente. Atendendo a vontade das mulheres, em seguida vimos também "50 tons de liberdade" e só tenho uma coisa a dizer desse videoclipe de 2h: difícil acreditar que houve um livro antes desse roteiro. Comemos umas bombas, voltamos pra Jau e saí com a Manda tomar uma caipirinha do rei na praça do rio, onde descobri até que agora tem kebab pra se comer na cidade!
Na segunda, montei o Mega Drive. Terminei Streets of Rage 2, testei vários outros jogos do meu cartucho mágico do futuro (no passado nunca ninguém sonhou que algo assim existiria), almocei um clássico virado de milho com peixe frito, dei uma cochilada a tarde, usei um adesivo chinês pra "transformar" meu carro num Autobot de respeito, corri um pouco e a noite, passei buscar a Manda pra um churrasco/paella ripper na casa do Boi. O tempo aqui já voltava a mostrar sinais de que era impossível deter o futuro, já que haviam três pequenos rippers da nova geração. Mas nada que diminuísse a diversão, os virinhas ou as piadas de autodestruição.
Terça-feira, um típico domingo, acordei e li mais um pouco, assisti Guardiões da Galáxia mais uma vez só porque chegou na Netflix, almocei macarronada com meus pais, a tarde assistimos Capitão Fantástico, que tem várias frases e cenas bonitas mas não conclui muita coisa. A noite, saí com a Manda comer um lanche do Edysson pra não perder o costume, depois subimos no trem do hype da Casa de Papel (que realmente, que admito, é uma ótima série).
Na quarta de manhã, voltamos pra São Paulo numa estrada chuvosa, com direito a uma paradinha e almoço no Outlet. Chegando em SP trabalhei um pouco, fui na academia, zerei Super Mario Galaxy, uma evolução realmente incrível do jogo que só seria possível no Wii, e fechamos a noite com uma pizza da Ramos.

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Chicago Style

Sexta-feira, cheguei cansado em casa depois de uma aulinha de adwords e aproveitei pra jantar um queijo com azeite com o champanhe que agência deu de presente no final do ano. Eu juro que queria tentar tomar mais vinhos, mas sempre apanho do abridor (geralmente destruo as rolhas, mas nada do vinho sair). 
Sábado de manhã, fui pra academia, eu e a Manda fizemos churrasco no almoço, li algumas hqs e a tarde saí encontrar meus amigos do Mackenzie (Kev e Raff) num barzinho da Fradique chamado Galinheiro Grill. A cidade toda do caminho de casa até o metrô, todo o percurso e os arredores do bar estavam tomados pelo "povo dos bloquinhos", 50% carnatlética, 50% parada gay. No bar, criamos até um jogo em que tínhamos que virar a cerveja que estivesse no nosso copo sempre que passasse alguém com quepe de capitão de navio. O que acontecia a cada 15 minutos ou menos.
Saindo de lá, passamos no Baixo só pra não perder o costume, depois voltei pra casa e fiz mais um churrasquinho elétrico com a Manda. Incrível como nossa habilidade evoluiu desde nossos primeiros churrascos. Nossa carne (geralmente fraldinha ou maminha maturada) está cada vez melhor e o próprio pão de alho do mercado naturalmente evoluiu pra novas espécies (como por exemplo, recheado de catupiry ou temperado com pimenta!)!
No domingo, mais uma vez fui na academia pela manhã (afinal só de final de semana eu realmente tenho tempo pra ficar lá o necessário pra terminar meu treino), joguei um pouco de Mario Galaxy, queimei o resto da carne com a Manda (afinal, lavar a churrasqueira é um saco, então tentamos sempre aproveitar a grelha suja ao máximo), li umas hqs, joguei a expansão do bruxão (Geralt S2), e a noite pegamos o carro pra ir até um lugar que faz tempo que quero visitar, mas ficava muito longe pra ir de uber: a Casa da Pizza Estufada. Um lugar no morumbi super bonito, que serve uma pizza no "chicago style", alta como uma torta e absurdamente recheada. Uma experiência realmente muito boa. Voltando pra casa, assisti Valerian, a adaptação da hq francesa de mesmo nome, do diretor do quinto elemento. Um filminho lindo esteticamente, mas infelizmente bem pouco original.  Bora agora pra mais uma semaninha cheia de estudos, trabalho, treinamentos e academia!

terça-feira, janeiro 30, 2018

Rippers Reunited em "O Chão de Lava" parte 1

Nessa quinta, minha querida Metrópolis fez aniversário, o que significava um dia de descanso em casa, com muitos quadrinhos, Withcer & Mario. No almoço, caminhei com a Manda até o Shopping Light e provei pela primeira vez o Big X Picanha, uma franquia que por algum motivo  (provavelmente o preço) sempre ignorei. E não é que o lanche é muito bom? Na volta, passamos no novo Sesc da 24 de maio, mas o lugar estava tão lotado (tão cheio quanto meu estômago de picanha) que acabei nem curtindo as atividades (arco e flecha, escalada, etc) que o lugar fornece.
Sexta-feira trabalhei, mas a noite eu e a Manda mandamos mensagem oferecendo carona pra Very, e no fim fomos nós que acabamos voltando com ela e o Vyc pro interior. Isso foi ótimo me permitiu dormir durante toda a viagem e não me estressar na estrada. E chegando em casa, tinha pizza de aliche!

Passei o sábado de manhã me inteirando das últimas novidades, e fomos almoçar um filet honesto com meus pais no Ìtalo. E aproveitando a casa cheia, minha mãe tinha até feito doces clássicos: palha italiana e mouse de maracujá! A tarde, passei com a Manda buscar uns docinhos, corri, joguei um pouco de nes com o cunhado e a noite passei buscar a Manda e umas cervejas no mercado pra primeira grande reunião ripper de 2018. Os irmãos "Paellari" tinham comprado um novo aparato e cozinharam uma ótima paella pra gelara. Simultaneamente, também teve churrasco, e claro, muitos virinhas (de cerveja, pinga e vodka). Todo mundo tava tão animado que rolou até "chão de lava" durante bastante tempo (e caralho, só os rippers pra aceitar entrar na brincadeira desse jeito). A Alessandra e o Frodo também iam provar uns docinhos de casamento, que eles descuidadamente deixaram sobre a bancada, então no final foi o Guto bêbado quem acabou comendo tudo, oferecendo pros outros e substituindo por pedaços decorados de limão, pão de alho ou de carne crua. Que venham mais eventos como esse!
No domingo, li um pouco de Carl Barks, e com a família toda reunida (meu irmão estava em Jau pro casamento de um amigo), almoçamos tender e peixe frito. A tarde, desenhei um pouco, corri atrás de mais detalhes pro grande dia, cochilei, joguei o Mario que deu início a todos os Mários(e caralho, que alegria que dá descobrir sozinho sua primeira warpzone no jogo!), e pouco antes do anoitecer voltamos pra São  Paulo (numa estrada lotada, cheia de gente que provavelmente emendou o feriado do aniversário da cidade).

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Amendoins, pombos, churrasco, seriados e pescaria virtual

Sexta-feira, saindo do curso interno da agência sobre mídia programática (o mundo sem vogais, como gosto de chamá-lo), segui com o pessoal do trabalho direto pro bar. Nunca trabalhei em um lugar que gostasse tanto de happy hour, é basicamente algo que sempre senti falta de ter na Wonderblah. Passei em casa, comi uns amendoins, depois fui encontrar o pessoal do Mackenzie na Augusta. Quando cheguei, eles estavam tomando litrões e comendo amendoins. Me senti em casa e não só porque estava literalmente a poucos metros de distância de onde moro.
No sábado de manhã, fui com a Manda procurar modelos de convites pro grande dia, compramos umas caixas de pombos que ela passou o final de semana todo pintando (daqui alguns meses, quando você for usar o banheiro, vai entender do que estou falando), pegamos uns frios na Vovó e voltamos pra casa. Almoçamos estrogonofe do brasileirinho (sempre uma boa pedida), passei a maior parte da tarde cochilando ou jogando Mario Galaxy (que é genial!) ou curtindo o conteúdo da Claro Vídeo (old but gold). A noite, fizemos um churrasquinho elétrico em casa com umas carnes maturadas que tínhamos comprado no Walmart e pães de queijo recheados de catupiry, depois antes de dormir finalizei a primeira temporada de Justiceiro (que recomendo, apesar da barriga de uns 4 episódios pelo meio da trama, tem um final digno de filme de terror). 
No domingo, corri no Minhocão e li até dizer chega (Tio Patinhas, Duna, Promethea, Flash, Transformers) e me irritei tentando pegar um peixe usando o controle do wii como vara de pesca em Zelda: Twilight Princess. Aparentemente, eu pesco tão mal no mundo virtual quanto no real. Fizemos mais um churrasco no almoço, assistimos Fargo (impossível não comparar com Breaking Bad, tanto no choque das cenas de ação quanto com a lentidão) e demos umas risadas com Modern Family. Tomamos cafés de baunilha com dounts (d´oh!) e fomos dormir cedo. Afinal, agora todo dia tento acordar ainda mais cedo pra ir na academia e volto pra casa ainda mais tarde por conta do curso. Não que eu esteja reclamando, quanto mais saúde e conhecimento melhor. =)

terça-feira, janeiro 16, 2018

Aniversário no porto

Nessa sexta, tive que passar na estrada por duas provas como o novo motorista da rodada: levamos o primo da Manda e minha hermana como passageiros, em nossa primeira viagem pra Jau com caroneiros. E só pra dar mais emoção, o "sem parar" continuou não funcionando e ainda pegamos chuva forte e/ou neblina durante todo o percurso. Mas no final, deu tudo certo e chegando em casa ainda tinha pizza e cerveja como recompensa.
No sábado, li algumas hqs, corri, almocei com meus pais e a Very na Dona Branca, passei no barbeiro retocar a barba ("gladiador ou lenhador?", This is Spartaaaa!), pegamos uns docinhos e bem-casados de degustação com uma das filhas da Tianinha, joguei um pouco de NES e a noite encontrei o Gustinho e a família da Manda pra comemorar o aniversário dela (tá ficando velha hein, Amandalena! já ultrapassou minha idade fictícia oficial caso alguém pergunte!) no El Puerto com pizzas de lombinho (huhuhu) e baldinhos de cerveja.
Domingo de manhã, li mais algumas hqs do Carl Barks, joguei Batman do Nintendinho, almocei tender com meus pais, tirei uma soneca, passei na vó da Manda pra tomar um café e fizemos a prova final dos bem-casados (que basicamente, foram o bolo de aniversário que a Manda teve esse ano). Depois, já era hora de arrumar as malas e voltar pra São Paulo (dessa vez, pelo menos, sem chuva pra atrapalhar).

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Inseria aqui sua própria piada com Peru


Nesse final de semana, finalmente comecei minha nova vida saudável. Logo que acordei, saí de casa e me inscrevi numa academia que fica literalmente na rua de casa (e sim, é um absurdo eu ter demorado tanto pra começar a frequentá-la), e passei a maior parte da manhã correndo e relembrando os bons tempos de magreza e suor no Jahu Clube. Na hora do almoço, pensando em uma opção light (e levemente influenciado por uma nova aventura da família Pato em Quadradópolis, que é tipo uma machu picchu que tinha acabado de ler), fui visitar com a Manda pela primeira vez o Riconcito Peruano.

Quando morávamos na Aurora, tinha uma portinha que fazia fila na rua, que por algum motivo (provavelmente essa tal fila) acabamos nunca visitando. Alguns anos depois, o restaurante já tem 5 filiais espalhadas pela cidade e se mudou pra um lugar bem maior, agora praticamente do lado de onde ficava nosso prédio. 
O lugar é bem caracterizado, e os preços, assim como a comida, são excelentes. Comi um ceviche de salmão, e a Manda um macarrão que lembrava um yakissoba. Sabores diferentes, pratos bem servidos, saímos de lá realmente satisfeitos (até sobrou comida e bastante do suco, algo que dificilmente acontece).
Depois seguimos pro Shopping El Dorado, onde passamos na loja da Nespresso pra abastecer nosso armário com dezenas de cápsulas, fizemos trocas na Zara e compras no mercado. A noite, assistimos um pouco de TV (Fargo é o novo Breaking Bad).
No domingo de manhã, provamos nossa nova cafeteira, depois mesmo sob chuva fui novamente pra academia (em SP, tudo funciona aos domingos). Li algumas hqs, joguei Mario Galaxy, a Manda (que também ta fitness, fazendo natação na academia da rua de trás) fez um almocinho integral, cochilei, li mais um pouco, e fechamos a noite com iogurtes gregos e Netflix. 

quinta-feira, janeiro 04, 2018

(Re/Su)cesso na capital mundial do lanche no pão francês


Terça-feira, saí beber com o Pirata que estava fazendo aniversário, assim pelo menos não fechava o ano sem ter ido beber na Consolação. Quinta-feira, o chefe levou a equipe toda pra um rodízio animal no Jardineira Grill, onde antes das carnes chegarem eu já estava entupido de queijos, entradas e camarão. Voltamos pra agência tarde, e as 17h uma manda-chuva maior ainda mandou começou a apagar as luzes e a mandar todo mundo parar de trabalhar, pra que nos dirigíssemos pra um churrasco surpresa. Não tem como não amar trabalhar nesse lugar!
Sexta-feira, voltei de carona com um amigo do meu irmão a caminho de um recesso de 10 dias na capital do lanche honesto (sério, a cidade cheira a carne na chapa depois das 19h). Eu achava que chegaria até a enjoar passando tanto tempo na cidade, mas o tempo passou voando e ainda faltou ocasião pra fazer tudo que eu queria!

Minha rotina matinal era basicamente acordar umas 10h, ler alguma hq da Disney, tomar café e correr na avenida. Depois disso, sempre tinha algum "compromisso" divertido. No primeiro sábado meus pais fizeram moqueca de peixe (único animal que continua presente na alimentação do meu brotha), e minha mãe apresentou praticamente de cara todos os maravilhosos doces que nos esperavam de sobremesa durante toda a semana: bolo de leite ninho, pavê de chocolate, panetones, sorvetes e mousse de maracujá.

A noite, encontramos o Gustinho e a Marina no Armazém, mas acabamos tendo que ir embora cedo, porque a Manda teve que acompanhar a irmã que teve que passar a noite no hospital (porque aparentemente, ela é parente do Goku).
Domingo, meus pais inovaram ainda mais no cardápio fazendo bachalhoada, passei ver a Manda (a cirurgia da irmã dela, que era simples e durou 40min teve apenas 23h de espera), depois acompanhei meus pais numa missa na abadia (e pude confirmar que a igreja infelizmente continua mais desatualizada do que nunca), depois fizemos nossa janta de véspera de natal com mais bacalhau (que ficou ainda melhor da segunda vez, afinal experiência é tudo), mantendo a tradição de sempre celebrar com uma cerveja Patagônia.

Segunda-feira, no dia de natal, minha irmã e o Vyctor chegaram de São Paulo, a Amanda almoçou com a gente, trocamos presentes e tiramos fotos (inclusive a primeira Valvaselfie com todos os irmãos presente). Depois do almoço, fomos encontrar o Frodo em Bauru, que precisava de ajuda pra zerar um barril de 20L de chopp Brahma. Jogamos Cuphead, fizemos bolhas de sabão, rodamos a cidade em busca de carne pra queimar as 20h (uma tarefa na qual obviamente falhamos), pedimos pizza e ainda tinha sobrado bastante chopp quando voltamos pra Jaú.

Na terça feira, fiz minha rotina matinal, almocei a comida da Maria, que estava em casa essa semana, o correio entregou uma fita de Mega Drive incrível que eu tinha pedido há muito tempo no Aliexpress e que vem com 112 jogos incríveis (logo testei vários deles com meu irmão), e na hora da janta fui com a Manda até o Batuta Lanches (que faz um trabalho tão bom no Facebook que me convenceu que eu precisaria visitá-los) e chegando lá, para nossa surpresa, tava rolando um rodízio de lanches! Com direito a tudo que tinha no cardápio, de porções de frango e torpedões (o lanche tradicional da casa) a lanches doces de leite ninho ou nutella. Jaú, a capital do sanduíche no pão francês, não cansa de me surpreender!
Na quarta-feira, encontrei a Manda pra gente lavar o carro, o cunhado dela me ajudou a colocarmos capas nos bancos e em seguida, partimos com algumas cervejas e linguiças pro aniversário do primo dela, que tinha alugado uma edícula pra ocasião. Saindo de lá, passamos na gelateria pegar um sorvete de panetone,e quando eu estava prestes a voltar pra casa, o Gutão mandou mensagem e acabamos encontrando ele pra mais umas cervejas, caipirinhas e calabresas no Viracopos (outro bar que não podia faltar nas comemorações!), meu lugar humildão favorito na cidade.

Na quinta-feira, aproveitei os módicos preços das barbearias jauenses (que se multiplicam com a mesma velocidade das casas de açaí), pra cortar o cabelo e fazer a barba, depois dei uma carona pra Amanda (que conseguiu arrumar trabalho no meio da semana), e depois me dirigi pro Templo Shaolin, onde fui o primeiro a chegar pra grande Chopada Germânica de Aleluia. Colocamos a chopeira com 30L do lado piscina (pra não ter que sair nem pra se servir), fizemos virinhas, comemos muita carne, tomamos os drinks nojentos do Ursinho, gritamos e conversamos até 1h da manhã.
Sexta passei a tarde com a Amanda, fomos na casa vó dela, testamos a Nespresso que ela me deu de presente de natal, descansei e a noite meus pais fizeram uma de minhas refeições favoritas: pizza caseira (que tem não só os melhores queijos do mercado, como também os mais incríveis sabores do universo: aliche, parma & gorgonzola!), depois acompanhei a Manda, o Gustinho e a Marina na Brooks, nova hamburgueria sensação (com fila de espera de maia hora) da cidade, onde só provei um lanche, realmente bom e tomamos uma ótima sobremesa. Em seguida, fechamos o último bar do ano, no Armazém, afinal, onde mais seria senão naquele onde mais fomos durante todo o ano?

Sábado pro almoço meu pai fez omelete de Parma (um clássico de quando morei temporariamente em Jaú anos atrás), o correio entregou meu novo Nintendo (um mini Nes chinês 8 bits com 500 jogos!), assisti Black mirror com a Amanda (continua foda!) e na janta, fomos na casa dela onde ela tinha assado um famoso pão/calzone rechado que a irmã dela estava pedindo há bastante tempo. Depois, pegamos umas cervejas e levamos pra casa do Gustinho, que estava fazendo mais um churrasco com seu amigo, o Peixe (aparentemente, todo mundo tem que ter apelido de animal no interior).  Bebemos tudo o que tinha na geladeira, cai de uma cadeira (sim, estou velho e gordo a esse ponto), assistimos a uma apresentação improvisada de lambada e duramos até as 4h da manhã. Foi bom me sentir jovem e durar até tão tarde, apesar da queda da cadeira de plástico.

Domingo, meus pais inovaram novamente na cozinha e fizeram macarronada aos 4 queijos, passei a tarde lendo e jogando mais um pouco de videogame (o jogo do Justiceiro continua um ótimo jogo de beat 'em up), depois busquei a Manda pra janta da virada, onde comemos em casa tender (prato favorito do Elvis) e bolinhos de bacalhau (coxinha dos mares), aí como de costume vimos os fogos de artifício estourarem na vizinhança tomando champanhe na calçada, antes de ir pra casa da tia da Manda cumprimentar toda a família dela.
Na segunda, passamos pela manhã no único mercado aberto da cidade pra comprar carne, almoçamos peru com meus pais e meu irmão (que se antes pedia perdão pra carne assada, agora não tem mais do que se desculpar), depois voltamos pra casa da tia dela fazer mais um churrasco, dormi algumas horinhas e dirigi na estrada que leva de volta pra vida real. 
 Não da pra reclamar das minhas mini-férias, deu pra ficar bastante com minha família, ler, rever muitos amigos, viver muitas aventuras em 16 bits e enjoar de comer carne e beber cerveja. Ok, talvez enjoar seja um exagero. Quando será que é o próximo churrasco? :)

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Monster Jam EP V: Gus-T-Rex

Na sexta, saí do trabalho direto encontrar a Manda no shopping, afinal era semana de estreia de Star Wars Episódio VIII: The last jedi, provavelmente meu novo episódio favorito da saga. Jantamos um combo no KFC e tomamos um café numa cheesecakeria sensacional, depois partimos mais uma vez pra sala XD do Cinemark ELdorado, nossa favorita nos últimos tempos. Eu não gostei muito do episódio VII, tendo preferido bem mais Rogue One, estão estava bastante receoso com o lançamento. Mas Disney é Disney, né! Eles consertaram tudo que eu havia considerado errado no primeiro filme: Snoke, cópia feminina do Yoda, falta de novas raças alienígenas, naves e planetas e tudo saiu ainda melhor do que eu poderia imaginar! Spoilers a partir daqui: o personagem do Kylo melhorou demais, a cena muda é de tirar o fôlego, é o filme mais surpreendente e engraçado de toda a saga, é impossível não amar os Porgs e esse definitivamente é o episódio o mais bonito. Muito disso por conta do planeta que parece demais um bolo de Red Velvet. Que filme lindo, sério mesmo, já quero ver de novo.
No sábado, tomei um cafézinho da manhã com a Manda, com brownies de paçoca, li umas hqs e passei na Limited Edition buscar umas comprinhas de Black Friday. Joguei um pouco de Wii, e no meio da tarde, eu e a Manda saímos almoçar um file a parmegiana na padoca. Estava gostoso, mas não era exatamente um filé Picagova (<3). Depois, comemos um foundue de morangos na Cacau Show e pegamos o metrô até o Itaquerão, onde pela primeira vez no Brasil, ia rolar um MONSTER JAM! Sempre vi em desenhos e seriados americanos esse programinha red neck de ver carros gigantescos fazendo acrobacias e tinha muita vontade de ver algo assim ao vivo. 
Chegando lá, já tinha rocknroll tocando e ganhamos porretes de ar pra ficar batendo um no outro no ritmo da música e entrar no clima de empolgação. Pouco depois, os monster trucks entraram no campo (que havia sido coberto de terra, obstáculos e ferro velho). Logo eu e a Manda escolhemos nossos favoritos: Zombie (um carro que tem dois braços pendurados), MaxD (cheio de espinhos prateados, como um punk dos anos 80), Scooby Doo (que mexia até a língua) e Dálmata (todo carro com orelhas de cachorro e uma pilota audaciosamente maluca merece meu respeito). Na primeira parte do evento, os carros competiram apenas em velocidade e acrobacias sobre duas rodas. Supla era um dos narradores (queria ter a vida desse cara) e todo mundo podia dar notas online pros competidores. Depois do intervalo, entraram em motoqueiros dando saltos incríveis numa rampa e começou a melhor etapa de todas: freestyle. Aì sim começaram as cambalhotas, saltos maiores e os pilotos não tinham dó nenhuma de deixar metade da carcaça de seus carros na lama. Vibramos muito com as cambalhotas do Scooby e do Max-D, e o carro de polícia, que tinha sido o mais chato até então, deu um show incrivelmente foda e inesperado. Monster Jam, com certeza vocês agora tem um novo fã.
Voltamos pra casa de ônibus, ainda cedo o bastante pra terminar de assistir ao belo anime Your Name, que fez um sucesso absurdo nos cinemas do Japão, na Netflix.
Domingo de manhã, mais café, quadrinhos, Sonic Colors e Mario Galaxy no Wii. Depois, como estava com muita vontade de lasanha, caminhei com a Manda até o Bixiga, onde eu queria conhecer um restaurante chamado La Penísola, que tinha na porta várias fotos de vezes em que sua lasanha havia sido elogiada na Veja. Ganhamos até um couvert na faixa, já que era nossa primeira vez no restaurante, e apesar de ser uma versão reduzida da fartura que eles costumam servir de entrada (e incui até carpaccio e casquinha de siri), estava sensacional (também matei minha vontade de pão italiano com Sardela =b). A lasanha verde a bolonhesa também estava muito boa e mais uma vez não precisamos nem jantar.
A tarde, soneca, mais quadrinhos e terminamos a noite fechando a primeira temporada de Ash vs. Evil Dead na Netflix. Agora só mais alguns dias, e logo chegam as fériasss! :)

sexta-feira, dezembro 15, 2017

Deep Purple

Pior do que envelhecer, é ver os outros envelhecendo. Ou perceber que algo que você gosta inevitavelmente vai acabar. Foi assim que me senti nessa quarta-feira, no festival Solid Rock, pro qual corri assim que saí do trabalho. Cheguei no Allianz na metade da apresentação da banda Cheap Trick, que estava no lugar do Lynyrd Skynard que cancelou a vinda em cima da hora. Cheguei a tempo de ouvir todas as músicas que fazia questão de ver ao vivo (I want you to want me, Dream Police e Surrender), mas já me chateou ver o quanto o vocalista estava envelhecido, tendo trocado os longos cabelos loiros por longos cabelos brancos.

Mal sabia eu que, meia hora depois, o Ian Gillan entraria no palco ainda mais debilitado. O Deep Purple, uma das primeiras bandas de rock que realmente conheci, numa época em que ainda era preciso emprestar os cds do irmão mais velho do Gustinho pra se escutar uma música nova, ainda toca demais. Apesar de todos estarem bem velhinhos, o som ainda é muito pesado. E eles já abriram com Highway Star! Contudo, me incomodou bastante o fato de haver uma cortina separando a banda do fundo do palco, por onde o vocalista fugia religiosamente após o final de cada música para fazer sabe-se lá o que (mijar, sentar ou respirar uma bomba de oxigênio). Tentei até procurar qual era a condição dele (no auge de seus 72 anos) na internet, mas não achei nenhuma informação a respeito. Enquanto ele estava fora, o resto da banda fazia o possível pra manter o ritmo e a empolgação (o tecladista tocou até Garota de Ipanema e Tico Tico no Fubá), mas era nítido o quanto estava difícil manter o Ian em cima do palco. Ainda assim, assistir a uma performance ao vivo de Black Night, Space Truckin´e obviamente Smoooke on the Waaater, não é algo que acontece todo dia e saí do show bastante satisfeito. Cantarolando as músicas na banda na cabeça, feliz pela experiência, mas triste por saber que não existe nada tão bom quanto o som deles sendo lançado recentemente. 

terça-feira, dezembro 12, 2017

CCXPraia 2017

Se tem uma coisa que a agência na qual eu estou agora sabe fazer é uma festa de final de ano. Normalmente, as agências de publicidade fecham uma balada em SP e fazem um open bar pra galera. Esse ano, o lugar onde trabalho levou todo mundo pra praia. Quarta-feira, perto da hora do almoço, pegamos um ônibus fornecido pela empresa em direção ao Guarujá. Claro que a música (funks que eu jamais tinha ouvido antes) e a cerveja (free!) já começou a rolar no próprio busão. 
Pouco tempo depois, chegamos no Casa Grande, um daqueles hoteis gigantescos e antigos, de diárias milionárias, pra fazer check-in. Deixamos as coias no quarto (que dividi com meu coordenador e meu estagiário), e fomos pra piscina, onde a maior parte da agência já estava, tomando cerveja. Depois fui pra uma mesa no deck que o hotel tinha na praia, pra mais cervejas e porções ilimitadas de peixe e camarão. Na hora do jantar, que tinha mais comida que muito casamento, eu já tinha bebido demais e mandar duas pratadas e provar todas as sobremesas que eu tinha direito, já nem precisava mais da festa. Voltei pro quarto, dei uma descansada, e as 21h, o bar do deck foi fechado só pra galera da agência, um dj começou a tocar e começaram a servir mais cervejas (que eu nem queria mais ver na frente) e caipirinhas de maracujá e abacaxi. A festa durou até a uma da manhã, e ainda serviram coxinhas, misto quentes e brigadeiros na saída. 
Na manhã seguinte, mais comida no café da manhã e um pouco de praia antes da volta pra São Paulo, onde chegamos por volta das 15h, almoçamos e trabalhamos, como se fosse um dia normal. Apesar do cansaço e da correria, foi realmente bem legal ver as pessoas num ambiente completamente diferente, tipo um episódio especial de Chaves, onde todo o elenco do dia a dia vai pra Acapulco. E nada melhor do que viajar com tudo pago! 
No dia seguinte, não tive nem tempo de descansar, já que era dia de Comic Con! Ganhei um day off pra curtir o evento, então na sexta já comecei minha peregrinação em busca de autógrafos de grandes autores internacionais que sempre admirei. Assisti até a duas masterclasses, uma do David Mack e outra do Glenn Fabry, dois caras que não desenham, pintam, pintam pra caralho, e que em outros tempos, provavelmente veriam suas obras em museus e não impressas nas capas de revistas de histórias em quadrinhos. Nem almocei, passei o dia todo andando de um lado pro outro no Beco dos Artistas, entre filas quilométricas e autógrafos. A feira tinha um Shen-Long giante (o dragão de Dragon Ball), a moto do Kaneda (de Akira), uma réplica da cadeira do capitão da Discovery (de Star Trek) e muitos cosplayers.
No sábado, depois de tomar um cafézinho com donuts junto com a Manda, voltei pra lá, com a mochila um pouco mais leve, contendo apenas as hqs que eu não tinha conseguido autografar na sexta. Perdi um tempão, mas consegui sair com meu encadernado de Elektra: Assassina autografado pelo Bill Sienkiewicz, tomei umas itubaínas de graça, assisti um painel com o criador do desenho Big Mouth, da Netflix, tirei umas fotos com um casal de irmãos cosplayers americanos que fazem os melhores Coringa e Arlequina, e rodei mais um pouco. O evento tava abarrotado de gente, com filas que demoravam mais de 2h pra entrar num estande da HBO ou sentar no trono do Pantera Negra, então acabei desencanando, e fui embora pra casa pouco antes do horário do jantar. Passei no açougue, comprei umas carnes, e fechei a noite fazendo um churrasquinho caseiro com a Manda.
No domingo, nós fomos numa cafeteria muito elogiada pertinho de casa que chama "Por um Punhado de Dólares". O café estava ótimo e o bolo de cenoura também, com certeza é um lugar ao qual voltaremos no futuro. Por volta das 14h, saí mais uma vez em direção ao metrô Jabaquara, de onde saía um ônibus que levava ao evento. Vi o ator que fazia o Ultraman, dei uma olhada mais calma nas lojas (e acabei completando minha coleção do mangá Old Boy), peguei mais uns autógrafos no Beco (incrível a quantidade de brasileiros que trabalham em hqs de franquias legais que não são publicadas no Brasil, consegui hqs de Doctor Who, Sons of Anarchy, KISS e Planeta dos Macacos!), cobicei alguns colecionáveis e quando estava prestes a ir embora, passei por um palco onde estava rolando um show do Supla! Algo que eu jamais pagaria pra ver, mas que acabou me surpreendendo. O cara realmente curte, respira e esbanja o melhor estilo de vida rock n´ roll (tinha até um boneco gigante dele pintado como Frankenstein), que só quantias absurdas de dinheiro político podem comprar.
No geral, a CCXP estava bem pior que no ano passado. Menos convidados internacionais de peso, muita gente e filas ridiculamente longas pra qualquer coisa. Ainda assim, continua valendo demais a pena!
Depois do show, peguei o transporte, eu e a Manda acabamos com a carne em mais um churrasquinho e fechamos a noite terminando a quarta (e excelente) tempora de Vikings. Fui dormir cedo, sabendo que no dia seguinte muitos relatórios me esperavam e sempre ciente de que o show não pode parar...

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Um cenário de montanhas de parmegiana, com planícies de filet mignon e vulcões de molho e parmesão em erupção

Sexta feira, no final do expediente voltei mais uma vez pra Jau dirigindo. Deu tudo certo, saímos cedo e consegui chegar até bem mais cedo que da última vez, já que não era feriado e agora não tínhamos que esperar o pessoal contar moedinhas na nossa frente no pedágio. O problema foi que sábado de manhã, deu um rolo com a bomba de combustível e perdi várias horas esperando um guincho pra levar o carro pra casa. Incrível como em Jau, além de vários lugares ainda não aceitarem cartão de crédito (agora eu sou um homem das cavernas, pra ter que andar com dinheiro no bolso?), não tem uma única oficina mecânica que trabalhe de sábado a tarde! Simplesmente um absurdo, na minha cabeça paulistana, até no domingo era pra ter um lugar aberto 24h. Mas savida, então fazer o que? Tivemos que arrumar uma carona de volta pra SP e esperar por alguém que pudesse realizar o conserto na segunda.

Almocei com meus pais no China Brothers, depois fui encontrar o Ozama pro nosso encontro anual. Ele estava bem mais gordo que da ultima vez e tinha trocado a carreira de direito pela fotografia. Tomamos umas cervejas com amendoim de alho no Viracopos, só pra não perder o costume. Depois, jantei uns lanches de salada e sardinha com meus pais e busquei a Manda pra gente encontrar o Gustinho e a Maryna no Armazém.
Ficamos pouco, já que a Manda tinha paciente no domingo de manhã, mas deu tempo pra tomar mais umas cervejas acompanhadas de shitake e gorgonzola.

Passei o domingo de manhã revirando/relembrando/revivendo minha coleção pra encontrar as hqs que pretendia levar na CCXP (perdi 1h30 e suei 2 litros), comecei a assistir a última temporada de Star Wars Rebels que chegou agora na netflix e almocei o maravilhoso filé mignon gigante (pega esse paradoxo) à Parmegiana Picagova que meus pais cozinharam, um bife do tamanho de um dinossauro coberto com queijos incríveis. Depois do almoço, finalizei um album, li um pouco de mangá (Ghost in the Shell, bem pior que o anime), corri pelo bairro, e quando vi, já era hora de buscar a Manda pra gente pegar uma carona com o mineirense ruivo de volta pra metrópole.

segunda-feira, novembro 27, 2017

Camemburger, bebida azul & o Gato que Rio no mercadão

Quarta-feira, eu e Manda aproveitamos o feriado pra tomar um café da manhã de boas em casa, e ir pro shopping El Dorado, pra comer um bullger, onde provei um camemburger, receita vencedora do programa "melhor hamburger do Brasil", quadro da Ana Maria Braga, na qual um queijo camembert inteiro empanado é frito e colocado dentro do lanche. E sim, é tão bom quanto parece. Em seguida, assistimos à estreia do filme da Liga da Justiça, que apesar de estar longe de ser perfeito, é uma ótima peça de entretenimento pipoca (e tem duas cenas pós créditos sensacionais).
Sexta-feira, saí do trabalho e dirigi pela primeira vez o trajeto de volta até a capital do calçado feminino. Pegamos chuva e trânsito de véspera de feriado, então demoramos um pouco na estrada mesmo saindo tarde. 
Pelo menos sábado eu já pude dormir até as 11h, e assim estar em forma pro mega churrasco ripper, vulgo aniversário shaolíneo, que começou no meio da tarde. Tinha bastante gente que eu não via há bastante tempo, e teve cerveja azul romulana misturada com absolut (e muitas nojeiras, como azeite pro aniversariante), corrida com tocha olímpica, virinhas, boas lembranças, gritos pra provocar os vizinhos, fofocas sobre os ausentes, broncas e risadas.
No domingo, passei a maior parte do tempo filtrando fotos pra fazer um álbum pra minha mãe, almocei com meus pais um tradicional badejo à indiana no Ìtalo, encontrei a Manda pra gente ir até o território colocar "sem parar" no carro, jantei umas coxinhas que meus pais haviam trazido de Botucatu, e a noite saímos dar um rolet com o Gustinho e a Marina no Bar do Véio.
Segunda, passei a manhã jogando Sonic Colors no Wii que eu peguei no conserto no sábado, almocei em casa uma saudosa omelete com gorgonzola do meu pai, joguei Mario Galaxy e Mario Tennis com minha mãe (preciso de alguém com paciência pras fases-desafio tipo o surfe na raia), busquei a Manda e voltamos pra SP, dessa vez com a felicidade de não ter que parar nos pedágios numa estrada movimentada na volta do feriado.
Dia normal terça, e quarta-feira eu já tinha que acordar cedo pra pegar um voo pro Rio, apresentar mais um relatório no cliente e comer uns belos bifes no Shopping ali perto, acompanhados de uma bela IPA carioca e pasteizinhos de camarão. A noite, dei um rolet pela academia e depois saí jantar com meu coordenador um hamburger e tomar uns choppes em outro shopping, dessa vez aquele sobre o qual ficava nosso hotel.Tinha até uma banda de kpop hospedada por ali (com várias crianças fãs desesperadas pra tentar conseguir vê-los espalhadas pela região).
No dia seguinte, tomamos café da manhã no restaurante da Bela Gil (tudo lindo e sem gosto), passamos o dia no cliente fazendo algumas reuniões, almoçamos uma porção ridiculamente exagerada de picanha no Cervantes (um belo nome de duplo sentido, em homenagem ao escritor de Dom Quixote, diga-se de passagem), e no final da tarde pegamos o voo de volta pra SP.
No final de semana, aproveitei pra fazer nada em casa, só lendo algumas hqs, tomando café com brownie carioca com a Manda, almoçando brasileirinho delivery, tirando soneca a tarde, assistindo Justiceiro e continuando minha jornada em Mario Galaxy (quem não tem Switch, joga Wii). A noite, meus pais estavam em São Paulo, então fui com a Manda, minha tia Fátima, e os V´s comer uma pizza no Gato que Ri.  
No domingo, continuei minha sessão de leitulaxamento (Novo Lobo Solitário, J. Kendall, Flash) e encontrei meus pais e minha tia no mercadão. Quando os encontrei, já estavam com várias compras prestes a fechar em uma barraquinha, então acabei ganhando do vendedor que estava atendendo eles a prova de vários queijos e presunto de parma, acompanhados até de uma taça de vinho! Como é bom estar junto com alguém gastando bem por ali pra ser bem atendido =b Paramos depois no Mané pra almoçar, onde tomamos uma cerveja e comi um lanche de carne seca e acabei pegando uns chips de queijo pra levar pra casa. A tarde, corri no Minhocão, continuei meus jogos e minhas leituras, assisti um pouco de TV com a Manda e jantei queijo com cerveja de black friday, exatamente o que eu precisava pra recomeçar a semana com forças renovadas.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Churrasco, macacos, klingons, pimentas e carabinas


Apesar de há poucos posts atrás eu ter falado que ia tentar falar menos de comida, a única coisa diferente que fiz na sexta-feira passada foi assar um hamburger gourmet recheado (de bacon e cream cheese) pra jantar com a Manda (o G de catchup não foi intencional). No mais, só trabalhei pra caramba, e no meu horário de almoço assisti Star Trek: A Nova Geração (até desenhei o Worf no final de semana!), joguei o game mobile de Stranger Things (que tem uma pegada de Nintendinho muito boa) e li um pouco de Tex (porque faroeste é sempre bom).
O lado bom de trazer almoço é que sobra bastante tempo livre pra aproveitar um pouco minhas coisas durante o dia, e na agência tem um lounge com vários sofás confortáveis formando um círculo, num climão bem de hostel, onde eu até cochilei esses dias. 

No sábado, passei a manhã lendo "Bait", um livro de contos do mestre Chuck Palahniuk (li 6 dos 8 contos, um melhor que o outro, o que me deixou aliviado, já que comprei a versão autografada do livro rs), tomei café da manhã com a Manda e dirigi por São Paulo até a casa de uns amigos nossos pra ela fazer a sobrancelha. Me ofereci pra levá-la com segundas intenções, sabendo que ali perto ficava o Mocotó, um restaurante de um desses chefs de ficaram famosos com a nova moda de reality shows de comida na TV. E realmente o plano valeu a pena, tudo que provamos lá estava incrível, dos dadinhos de tapioca à carne seca com cebola roxa e pimenta biquinho. Infelizmente não pude beber, provando pela primeira vez o lado ruim de ser o motorista da rodada, mas nada que tenha estragado a experiência. 

Ali na frente do restaurante, uma amiga da Manda tinha aberto uma sorveteria, e por isso fomos obrigados a dividir uma maravilhosa taça atolada de brigadeiro caseiro que ela fez no capricho pra gente. Depois, dirigi de volta pra casa, joguei um pouco das expansões de Witcher que a Manda me deu aniversário e comecei a assistir o último filme da nova trilogia de Planeta dos Macacos (sinceramente, esperava mais).
No domingo, o plano era receber a visita do Ozama, que está fazendo aulas de russo, e ir com ele num almoço beneficente de uma igreja ortodoxa de torres pontiagudas, provar uns quitutes  russos. Ele miou a vinda pra SP, então eu e a Manda acabamos aproveitando pra fazer umas compras na Zuzu e no Walmart, agora sem as limitações de volume que só ter seu próprio automóvel permite.
Chegando em casa, aproveitamos que a churrasqueira já tinha sido usada (mas não lavada) na sexta, e fizemos um churrasco com uma maminha excelente que pegamos no mercado e pães de alho recheados de catupiry. A tarde, cochilamos e em seguida caminhamos até o teatro Jaraguá, dessa vez pra ver a Viviane Araújo em uma peça chamada Lili Carabina (bem kapsa, por sinal). A peça já foi livro, filme e agora está em cartaz no teatro, mas trama toda é bem simples (ou seja, nada original) e falha miseravelmente sempre que tenta ser engraçada (ao menos na minha opinião, teve gente que riu bastante, mas até aí, tem gente que gosta de "A Praça é Nossa"). 


quarta-feira, novembro 08, 2017

Pink Velvet, curiosidades sobre patos & um carro sob nova direção


Quinta-feira, feriado, acordei cedo pra pegar uma carona de despedida com os Arraia e sua dog pra Jaú. Cheguei pouco antes da hora do almoço, almocei com meus pais no Mr. Chang (onde descobrimos o prato executo com melhor custo benefício da cidade), ganhei todos os presentes de viagem que eles haviam trazido da Terra Santa, ajudei minha mãe com as mais de 3.600 fotos que eles tinham tirado, peguei o Bumbylee  (sim, nosso autobot agora tem nome!) com a Manda e saímos juntos pra ela dirigir um pouco sob o olhar de Sauron e a noite fomos até a casa do Justinho tomar umas cervejas e comer um churrasquinho de grelha americana. Ele e a mulher se tornam cada vez mais profissionais do café, e dessa vez provei um feito por ele numa Aeropress junto com um cheesecake de chocolate.

Sexta-feira tive que acordar cedo pra levar o carro trocar o insufilme, o que me deixou o dia todo morrendo de sono, então passei a maior parte do dia cochilando, pra que as 19h eu estivesse pronto pra festa de aniversário da minha mãe na Benvenutti (que tinha bem mais convidados do que eu esperava), na qual ela estreiou o primeiro bolo Red Velvet Picagova. Tudo bem que ele não era vermelho porque não encontramos corante, o creme branco virou rosa e o recheio ganhou um adendo de geleia de morango (sim, aquela maravilhosa que meu irmão traz de Minas Tirith). Mas tanto a massa quanto o recheio, de olhos fechados, ficaram um perfeito red velvet. Na verdade, ficou tão bom que a quantidade de gente que comeu o bolo até me incomodou, lembrando muito o famoso "incidente das bolachas de nata" de 2009. 

Passei praticamente toda a manhã do sábado lendo o primeiro volume da biblioteca Don Rosa (lembra que eu vi ele na primeira CCXP?), que trazia a excelente história do Tio Patinhas e "O Filho do Sol". Uma hq excelente que fazia parte do pacote de presentes que minha mãe me deu e que merece um comentário um pouco mais elaborado. O Tio Patinhas, apesar de ter ficado durante anos ausente de minhas leituras, sempre fez parte da história dos Picagova. Primeiro porque meus pais sempre contam que quando eles se encontraram pela primeira vez, minha mãe vestia uma blusa do personagem. Segundo, porque ela mesma sempre me chamou de sua "moedinha número um". Além disso, a editora que publica os quadrinhos nos EUA chama Gladstone (em homenagem ao primo Gastão, o pato sortudo, que tem esse nome no país). Nessa aventura, os patos viajam até o Peru pra descobrir um tesouro dos incas, despertando ainda várias lembranças do mochilão. Sério, se tiver que escolher uma única hq da Disney pra ler na vida, que seja uma escrita e desenhada pelo Don Rosa
Almocei com meus pais no Ìtalo, a tarde provei uns docinhos de casamento com a Manda, assistimos Stranger Things e montei o Super Nintendo pra jogar um pouco de Mario 2. A noite, comi uma salada de frutas com meus pais e provamos uma cerveja de Priprioca. Se eu achava que não existia cerveja ruim, essa me provou o contrário. Tinha cheiro e gosto de sopa de mandioca. Primeira vez na história desse país que algo do tipo acontece, não reclamo mais nem de Ecobier. 
Depois, busquei a Manda e a levei comer um lanche no Ed, e encontramos o casal cafeteiro na Heir, que estava fazendo uma cerveja de abóbora (tão ruim quanto a de Priprioca) pra comemorar o Halloween. Quem diria, duas cervejas zuadas no mesmo dia. A cervejaria fechou cedo, então tocamos pro El Puerto. Incrível como meia noite parece ser um horário extremamente tarde em Jaú. 

Domingo de manhã, assisti ao IT dos anos 90 (mais uma incrível atuação do Tim Curry), continuando a comemoração atrasada de Halloween. Aí em casa almoçamos cedo porque minha irmã tinha prova, mesmo motivo pelo qual passei depois mais de 3h jogando Super Mario World com meu cunhado no Super Nes. Alternando o controle, chegamos em níveis que nenhum dos dois jamais havia jogado antes (tipo a fase dos tricerátops cuspidores de fogo) e desvendamos vários segredos. Como Mário envelheceu bem, que joguinho lindo da porra!
Mais tarde, fui com a Manda até o Território tentar colocar o adesivo do "Sem Parar" no carro (missão sem sucesso, o quiosque já estava fechado) e tomar umas paletas (ou açaí no caso dela). Voltando pra casa, tomei com minha família um café com bolo de rolo pra acordar e pouco depois, pela primeira vez, dirigi até São Paulo! Incrível que tenha demorado tanto tempo. Já faz uns dez anos que moro na cidade, mas só agora surgiu a necessidade de ter meu próprio carro pra andar por aqui. Como trabalho longe pra caralho, ficou impossível arrumar caronas pra Jau em horários que eu conseguisse encaixar na minha agenda, então a solução acabou sendo trazer um carro pra cá. É bem chato ter que ficar acordado (geralmente, eu dormia pelo menos metade da viagem), mas na estrada mesmo foi bem tranquilo e graças a magia do Waze não nos perdemos uma única vez dentro da cidade. Sucesso! 

terça-feira, outubro 31, 2017

Gourmetização da vida

Sem perceber, gourmetizei o blog. Fui acusado por mais de três pessoas de que ultimamente só falava de comida. Logo eu, que ha até pouco tempo atrás insistia que "comida não era felicidade". Guilty as charged ¯\_(ツ)_/¯ 
Não que eu ache que falar de comida é algo totalmente ruim. Gosto muito de escritores que fazem isso. Sinto que estou vivendo no passado quando o Gaiman cita alguém cozinhando um coelho com batatas numa fogueira e me vejo dentro do apartamento do Lourenço quando ele descreve seus personagens fritando um ovo pra comer com pão. 
Entretanto, admito que talvez o lado gastronômico de minhas experiências talvez estivesse ganhando mais destaque do que o resto, as próprias pessoas com quem eu estava, o momento, o lugar ou com as ideais que foram geradas durante essas refeições, que é basicamente o que importa.
Então ao invés de apenas citar que fui com a galera do trabalho almoçar e tomar chopp no Braz (eleita a 15a melhor pizzaria no mundo, mas que ainda perde pra muitas de Jahu) na hora do almoço na sexta passada, preciso lembrar o quanto prefiro muito mais o pessoal dessa agência do que o pessoal do trampo anterior. Lá, eu provavelmente teria passado meu almoço sozinho, comendo no BK e lendo algo em alguma livraria, não me divertindo numa guerra de memes criados com os filtros do Facebook Stories regada a IPA.
A noite, meu irmão passou em casa com a Iza pra gente pedir umas pizzas. Claro que tinha cerveja, amendoim com alho e pizza de aliche, mas o importante seria dizer que foi muito bom ter em casa alguém que realmente compartilha do mesmo amor por essas coisas que eu tenho (principalmente pelo "bacon dos mares", terror daqueles que não o suportam). Também foi interessante aprender mais sobre a banca do último concurso de merda que prestei em Minas, e sobre seu método ridículo de elaboração de questões, além de colocar na minha lista de coisas a fazer em SP (você não achou que era tudo espontâneo, né?) um novo Sesc pra visitar.
Passei a maior parte do sábado lendo a excelente hq italiana J. Kendall (que no Brasil não chama "Julia" por conta de direitos autorais, Tex e Novo Lobo Solitário. Comecei a nova temporada de Stranger Things com a Manda e a noite, fomos até uma hamburgueria firmesa na Vila Madalena, onde conheci uns amigos e amigas dela do consultório onde a carreira dela começou em São Paulo (de quem ouvia falar há tanto tempo que até já sentia que já conhecia). Um pessoal tão exótico e honesto quanto um bolovo gourmet. O papo foi 10, Stranger Things era 11, e a hamburgueria 12 (ba dum tss).
Domingo, corri no minhocão, tomei com a Manda café com bolo klingon curtido de aniversário da nossa querida padoca Marajá (caso você não esteja assistindo Star Trek Discovery, provavelmente precisa saber que o novo visual dos klingons os deixou muito parecidos com esse bombom. Ou seja, sem querer, a Manda me deu o bolo nerd do momento), e pouco depois do horário do almoço encontramos meu irmão e sua namorada pra irmos até o Shopping Frei Caneca ver o novo filme do Thor. Esperava mais, mas com duração muito menor, a luta dele contra o Hulk conseguiu ainda ser bem melhor que qualquer coisa que tenha rolado entre Batman, Martha e Superman. 
Ao cair da noite, assim como Thor e Loki reencontraram sua irmã, recebemos a Very e o Vyc pra mais uma rodada de comemoração familiar no Marajá. O ambiente começou mais pesado com papos sobre assédio sexual em ambientes corporativos, sacrifícios por dinheiro e investimentos, mas eventualmente os Odinson conseguiram terminar a saga com a leveza de uma comédia de sessão da tarde.
Na segunda, dia 30, a festa continuou. Meus pais e minha tia estavam de passagem por SP retornando de uma viagem, então pude encontrá-los junto com meu bro pra mais uma refeição feliz. Pude compartilhar com eles meu prato de camarão favorito, ouvi os relatos de várias coisas legais que tinham visto no passeio e matei a saudade de sua companhia. Faz tempo que os "shoppings da ponte" deixaram de ser meu segundo lar, mas me senti em casa dando um rolet neles agora acompanhado por minha família
Envelhecer é um saco, mas com sete dias não consecutivos comemorando meu aniversário, acho que nem dá pra reclamar! =b

quinta-feira, outubro 26, 2017

Pré-aniversário com Rippers, cerveja no trabalho e U2

No final de semana, voltei com a Manda pra Jau, em uma tradicional carona com os Arraia. Pretendíamos buscar o... (ok, ele não tem nome ainda), mas acabou não rolando. Tudo bem, porque sábado aproveitei pra comemorar meu aniversário antecipado. Comprei amendoim, bolo, pedi umas pizzas e convidei alguns amigos (os mesmos de há mais de duas décadas!) pra tomar uma cerveja na garagem. Apesar de todos estarem cada vez mais velhos, gordos, grisalhos e alguns até completamente carecas (e/ou usando suspensório, sabe-se lá porque), fiquei feliz de ver que ainda temos fôlego pra beber vodka, fazer virinhas de cerveja, causar atritos entre os casais pela falta de limites, jogar escravos de jó, fazer montinhos e celebrar a vida como se não houvesse amanhã.
Fora isso, saí com a Manda comer no Habib´s (melhor atendimento de Jau, sem zoeira), corremos atrás de umas coisas do carro, li umas hqs, tirei umas sonecas, corri, peguei umas encomendas, assisti um pouco de TV (a terceira temporada de Rick & Morty está sensacional demais) e no final da tarde voltamos pra São Paulo.
Na terça, rolou chopp artesanal na faixa, amendoins e máquina de socos na agência, em um evento patrocinado pelo canal Combate.
E na quarta, tirei meu day off de aniversário pra chegar cedo no Morumbi pro show do U2. Fui de arquibancada dessa vez (porque o ingresso tava caríssimo), então pude sentar de buenas, concluir que os High Flying Birds do Noel Galagher são realmente kapsa (o que salvam mesmo são as músicas do Oasis, tudo que eu fazia questão de ouvir ao vivo) e depois curtir sem cansar o puta showzasso do U2. Antes do Noel, o Bono já tinha dado as caras dando um rolet de boas no meio da galera da pista (bom, de boas até perceberem que era ele e tudo virar uma muvuca infernal) e perto das 21h os caras entraram quebrando tudo com Sunday Blood Sunday. E se eu tinha alguma dúvida de que "se fosse pra ver de longe assim, era melhor ficar em casa", ela sumiu na hora. A vibe do público cantando em coro ao vivo é incomparável, literalmente de arrepiar. Imagino que deva ser a mesma emoção que as pessoas que gostam de futebol tem de assistir a um jogo ao vivo.
A banda tocou o álbum Joshua´s Tree na íntegra, em comemoração aos 30 anos de seu lançamento, na frente do melhor e maior telão (sério, parece HD o bagulho) que já vi na vida. Depois, tocaram as melhores músicas do cd "All that you can´t leave behind" (o único que realmente comprei quando era mais novo) e do Vertigo, fazendo o estádio superlotado (literalmente, venderam mais ingressos do que cabia, muita gente da arquibancada ficou de pé e até a pista vip, geralmente vazia, tava estourando de cheia) ir ao delírio. Claro que não podia faltar momento ativista, então obviamente teve música dedicada as mulheres e aos voluntários brasileiros que ajudam países em necessidade no exterior. Esse foi  o 51°, e último, show da turnê e teve a execução de "I Will Follow", a faixa que abre o primeiro álbum da banda lançado em 1980, fechando o espetáculo. Saí sem lembrança porque estavam cobrando R$ 20 de um copo vazio, e na real fiz bem porque era tudo que eu tinha e esse foi exatamente o que gastei pra voltar pra casa num micro-ônibus que estava salvando as pessoas da chuva (que começou pontualmente assim que os caras do U2 deixaram o palco) e as levando até a Paulista. Da próxima vez (sim, eu iria de novo fácil), só vou tentar ficar mais perto do palco. Esse é definitivamente um puta dum espetáculo bono pra caralho!