segunda-feira, setembro 26, 2016

3 Hacks para manter o foco e ser mais produtivo

Na semana passada, escrevi um artigo pra tentar um freela que acabou não rolando. De qualquer forma, acho que o resultado final ficou bem legal, as dicas dele são úteis e para que o texto não se torne um desperdício completo do meu tempo, vou publicá-lo aqui mesmo:

3 Hacks para manter o foco e ser mais produtivo
Graças a tecnologia e as redes sociais que estão à nossa disposição atualmente, parece que tem ficado cada vez mais difícil de conseguirmos nos concentrar verdadeiramente em alguma coisa.
De acordo com um artigo publicado pelo CDC no ano passado, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que cada vez mais crianças tem sido diagnosticadas com Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH). 
Isso não é exatamente uma grande surpresa, mas o fato é que ninguém precisa ser diagnosticado por um médico para perceber o quanto estamos vivendo cada vez mais dispersos.
Nossas redes sociais estão sempre rechadas com as últimas conquistas profissionais, desilusões amorosas e opniões políticas de nossos melhores amigos e inimigos.
A capacidade de armazenamento de nossos smartphones vive sobrecarregada por vídeos de gatos mal-humorados, cães malabaristas, bebês dançarinos, correntes, mensagens de áudio e imagens motivacionais.  
Como se não fosse o bastante, a Netflix ainda disponibiliza toda semana alguma nova série incrível que necessita de nossa atenção por, pelo menos, dez horas seguidas. E que seja soterrado por spoilers aquele que não atender ao chamado!
Muitas vezes, uma única tela parece não ser mais suficiente. Com tanta coisa acontecendo, fica realmente difícil manter o foco. 
De acordo com Meg Whitman, CEO da HP, em um artigo publicado no Linkedin, vivemos hoje em uma economia onde ideias são a mercadoria do momento. Em nenhum outro momento foi tão fácil transformar uma ideia em um novo produto ou serviço. Todavia, mais do que nunca, o sucesso é definido pela capacidade que você possui de transformar sua ideia em valor antes dos seus concorrentes.
Para que isso seja possível, é preciso treinar a intensidade de seu foco.
Milhares de pesquisas estão sendo realizadas nesse exato momento para enteder o que faz você assistir um vídeo até o final ou compartilhar algum contéudo. 
A maioria das coisas que consumimos tem sido desenhadas especificamente para atrair nossa atenção. Para nos fazer curtir, compartilhar e comentar. E inevitavelmente, nos fazer querer voltar em busca de mais. 
Além disso, muitas vezes voluntariamente disponibilizamos dezenas de novos canais através dos quais qualquer pessoa pode nos contatar: Whatsapp, Facebook, telefone, LinkedIn, Twitter, Snapchat, Instagram e dezenas de diferentes contas de e-mail pessoais e profissionais. 
Faça o simples exercício de contabilizar quantas formas seus amigos, colegas e parentes possuem atualmente para encontrá-lo no mundo digital. Existem grandes chances do volume ser assustadoramente alto.
Hoje em dia está até difícil encontrar alguém que não deixe o celular no modo silencioso. Afinal, o tempo todo tem alguma nova mensagem chegando. Um novo alerta. Uma nova solicitação de amizade. Um novo vídeo. Uma nova piada velha. Um pedido urgente no e-mail do trabalho. Um novo escândalo. Ou simplesmente outra foto de sua vizinha passando as férias em Orlando com os filhos.
Segundo David Rock, autor do livro Your Brain at Work, uma distração é uma coisa que nossos cérebros compreendem como sendo algo que tem potencial de ser perigoso e sendo assim requer atenção imediata. E sendo uma reação automática de nosso sistema, é basicamente incontrolável.
Dessa forma, é preciso de muito mais do que simples força de vontade para lutar contra as distrações. 
A "fórmula secreta" é que você pode aprender hacks que o ajudem a se concentrar em uma única coisa por um longo período de tempo, o que já o colocaria na frente da maioria, fazendo com que você assim ultrapasse noventa e nove por cento dos seus pares. 
Foco é a chave para ter sucesso nessa empreitada. Concentre-se em uma única tarefa, e foque nela intensamente. Se você puder fazer isso, vai possuir um poder que a maioria das pessoas não possui.
boa notícia boa notícia é que essa é uma habilidade que pode ser facilmente aprimorada através de treino constante.
Listamos a seguir 3 dicas que você poderá utilizar para aprimorar seu foco, tornando assim o seu dia a dia muito mais produtivo:
1. Não use seu telefone celular pelos primeiros 20 minutos do seu dia.
Tente fazer com que seu smartphone deixe de ser a primeira coisa para a qual você dá atenção assim que seu dia começa.
Antes de ser inevitavelmente tragado por um buraco negro de fofocas e e-mails de trabalho, dê a si mesmo um tempo longe da internet. 
Organize seus pensamentos e faça algo relaxante. Pode ser algo tão simples quanto fazer um café ou lavar a louça. 
Um bom exemplo para ilustrar essa dica é o chá de camomila. Segundo estudos recentes, a camomila nunca possuíu propriamente nenhuma substância que ajudesse nossos corpos a relaxarem ou a controlar a ansiedade. Na verdade é o processo de fazer o chá, que acabava funcionando como um ritual tranquilizador.
Sendo assim, não tenha pressa em ser sugado pelas notícias. Você terá tempo de se atualizar ao longo do resto do dia.
2. Final de semana offline
Tente se dar ao menos um dia da semana longe das correntes da tecnologia. Um sábado ou um domingo sem celular, tablet, notebook, televisão e videogame.
O que você fará com seu tempo não importa, o ponto é reaprender a viver por um curto período longe da conectividade constante e da gratificação instantânea do mundo dos likes.
As coisas nas quais você escolhe se concentrar ou opta por ignorar vão influenciar seriamente sua qualidade de vida. São elas que definem quem você é e como você se sente.
Se você trabalha com empreendedorismo no ramo de tecnologia, por exemplo, como conseguirá ver qualquer coisa longe da influência da ótica das últimas notícias do setor pelas quais tem sido impactado incessamente?
Um tempo "offline", pode ajudá-lo a digerir melhor suas próprias ideias e criar novas reflexões e conexões, algo que as constantes distrações do mundo digital tornam algo praticamente impossível de se vivenciar.
No dia seguinte, todos os seus contatos ainda estarão bem ali. Juntamente com atualizações de todos os "grandes feitos" que cada um deles concretizou no final de semana. Em publicações ricamente ilustradas com fotografias dos lugares que visitaram e dos pratos de comida que cada um consumiu.
3. Afaste-se da internet antes de ir e depois de voltar do trabalho
Estar conectado vinte e quatro horas por dia não é obrigatório. Sério. Não existe nenhuma lei que obrigue as pessoas a migrar instantaneamente do wi-fi para o 4G, e em seguida voltar do 4G para o Wi-fi, sucessivamente. 
A mensagem que diz "conteúdo visualizado", os famigerados tracinhos azuis do Whatsapp, capaz de criar um terrível sentimento de obrigação que faz com que você se sinta compelido a responder o mais rápido possível, seja lá quem for o emissor da mensagem, só será exibida se você permitir. E não estou me referindo aqui a uma opção de configuração. O melhor jeito de resistir contra a vontade de interagir é de fato não ler a mensagem.
Você tem plena capacidade para controlar suas redes sociais e o tempo de vida que você dedica a cada uma delas. Não permita que a tecnologia e a suposta necessidade de se manter o tempo todo conectado o dominem. O melhor jeito de fazer de se desprender dessas obrigações, é simplesmente aprender a se manter ocasionalmente afastado delas.
Tire um dia de folga. Uma simples "olhadinha rápida" em sua caixa de e-mails pode acabar roubando sua atenção pelo resto da noite. Um universo infinito de entretenimento e futividades está a apenas um clique de distância. É tentador demais. 
Talvez o simples ato de desligar o wi-fi de seus dispositivos possa servir como um gesto simbólico capaz de impulsionar um novo estilo de vida muito mais benéfico e produtivo. 
É motivador pensar que a sua capacidade de concentração depende do quão forte é seu compromisso em treinar essa habilidade.
Se você deseja um dia ganhar destacar no mercado de trabalho e dominar seu campo de atuação, talvez esteja na hora de aprender a cultivar seu foco.
Fonte: Entrepreneur

segunda-feira, setembro 19, 2016

O que é uma mystery box?


Tecnicamente, é uma assinatura mensal na qual você contrata o recebimento de uma caixa que contém de 4 a 6 itens surpresa de produtos que você curte.

Alguma coisa que você gosta tanto que, independente do que vier na caixa, você não vai se arrepender de ter comprado no escuro.

Existem assinaturas de caixas surpresa de vinhos, de cerveja, maquiagem, guloseimas, livros e aquela que me conquistou facilmente, a de colecionáveis nerds.

São serviços que te enviam todo mês um punhado de coisas legais, que no total acabam tendo um valor maior do que aquele que esses itens teriam se fossem comprados individualmente. Por exemplo, uma caixa que custa $20 dólares, promete (e geralmente consegue cumprir) $50 em produtos. 

E pra quem mora "em um país tropical, abençoado por Deus"...isso significa também uma forma de pagar menos imposto desses produtos, já que o imposto é cobrado em cima do valor da caixa, e não do valor individual de cada item.

Entre as caixas gringas mais conhecidas, estão a Lootcrate, a Bam Box e a Nerdblock (que eu comecei a assinar recentemente e tenho gostado bastante).

São funkos, camisetas, prints autografados, quadrinhos e action figures a preço de ba-na-na! Sério mesmo, pra quem ama "tranqueira" (como minha mãe diria), é simplesmente perfeito.

Pra não desagradar ninguém, esses serviços até avisam com antecedência quais vão ser os temas das  próximas caixas. Por exemplo: mês que vem vai ter itens de Star trek, Batman & Simpsons. Se você não gosta de nenhuma dessas franquias é só cancelar e só voltar a assinar no próximo mês, se tiver interesse. Ou seja, sempre dá pra saber pelo menos de que personagens serão as coisas que vão vir na caixa.

No Brasil, admito tem muita gente tentando fazer as caixas nerds acontecerem. O problema é que tudo aqui é muuuito caro. 

Então, mesmo caixas de empresas grandes, como a Omeletebox, acabam entregando caixas cujos itens somam (no máximo) um valor total igual aquele pago na assinatura. E se não tem nenhuma vantagem financeira pro cliente, acaba sendo melhor comprar os itens separadamente do que continuar com o serviço.

A grande maioria na verdade, ganha nota 10 pelo esforço mas fica devendo na entrega. Entregam produtos não oficiais, como camisetas ou canecas que tem ilustrações toscas ou itens repetitivos que fáceis de se fazer (como bótons ou posters, por exemplo). 

Ainda assim, essas caixas não deixam de ser uma opção mais em conta e o "fator surpresa" de se receber algo que você provavelmente vai gostar, "às escuras" pelo correio, é sempre, sempre bacana.

Jahur


Essa semana o fds começou na 5a, comigo e a Manda comendo uns hamburgueres sensacionais no Holy Burger com o Ed, antigo roommate, antiga carona. Na sexta, aí era só jogar um Fifa no almoço e partir direto do trabalho pra Jau, com o Cassius, dono da playlist mais eclética da história das caronas. Chegamos bem cedo em Jau, deixei a Manda na casa dela e voltei pra casa tomar uma cerveja escura e jantar um Rospinho com meus pais. E o legal é que ainda tem sempre a surpresa do que vai ter chegado pelo correio (como, por exemplo, uma caixa fresquinha cheia de colecionáveis da Nerdblock!). No sábado, o tradicional "almoço de porçõezinhas" (pastel, linguiça, bolinho de carne e mandioca frita) no Zezinho, soneca e muitas hqs (principalmente Promethea e Esquadrão Suicida) e Netflix (E.T, o Sonho de Cassandra e Loucuras de um Gênio). A noite, meus pais montaram uma pizza que de tão pesada valia por duas, com muito gorgonzola, lombinhoe palmito (basicamente os ingredientes favoritos de cada um) que pesava quase 1,5kg pra gente jantar com umas IPAs de maracujá. Logo em seguida, saímos encontrar o Sustinho e sua sra. no Armazém pra mais umas cervejas sulamericanas, amendoins com alho e frios. Fechamos o bar mais uma vez, dando aquela boa sensação de dever cumprido e fomos dormir. No domingo, saí correr um pouco pra compensar a comilança do dia seguinte, li algumas hqs de natal do Carl Barks e saí com meus pais almoçar um badejo à indiana no Ìtalo, o restaurante com o maior e mais completo couvert de todos. A tarde, assisti mais um pouco de Netflix (desenho novo dos Transformers) e saí levar a Manda tomar um sorvete na Dubom. Vi um pouco de TV com minha mãe, passei com ela na minha tia buscar farofa, arroz a grega e cappuccino e jantamos com meu pai uns lanches de lombo da igreja (tão bons quanto rospinhos). Saí buscar a Manda, e então era só esperar pela carona e por um bom retorno a capital. :)

quinta-feira, setembro 15, 2016

Presente mais que perfeito

Sabe quando você está vivenciando um momento que é tão bom que você quer que não acabe nunca?
Aquela hora em que você está reunido com toda sua família como há anos vocês não faziam...
E você deseja que todas aquelas pessoas ainda morassem todas sob o mesmo teto e que a vida fosse tão fácil quanto chegar da praia e tomar litrões de Stella até a janta ficar pronta?
Aquele momento em que você está com sua namorada em um lugar incrível, o sol já está se pondo e só sobraram gaivotas ao seu redor...
Você sabe que no dia seguinte vai ter que voltar pra sua vida, seu emprego e seu país de sempre, mas não quer que aquilo termine de jeito nenhum...
Aquela hora em que seus melhores amigos estão reunidos e você briga com o primeiro que manifesta a intenção de ir embora....
Gritando "Sabe que dia é hoje? Esse dia nunca mais vai voltar! Nunca!"...
Mas o sol já está nascendo e, um a um, todos começam a ir embora mesmo assim...
É nessas horas que bate a pior saudade
A saudade do que ainda está acontecendo
Porque você sabe que, inevitavelmente, aquilo vai acabar
É o misto da alegria do momento com a tristeza do futuro
É a saudade do presente
Do presente mais que perfeito
Um sentimento horrível porque nosso adversário nesse caso é a vida
E desse perdemos não porque seja algo impossível de se vencer, mas porque simplesmente desistimos
E assim continuamos...
Nos contentando com breves instantes
De momentos que deveriam durar para sempre...

segunda-feira, setembro 12, 2016

September begins

Caramba, fazia tempo que não tinha feriado e como isso faz diferença numa semana! Mesmo caindo numa 4a feira, a folguinha extra da semana passada acabou sendo muito bem vinda. A terça a noite já foi bem produtiva, com mais uma aulinha do mestre (na qual ganhei até uma coleção de cadernos dele que eu nunca tinha comprado porque era muito cara) e na qual rolou até a definição da minha nova hq. Na quarta, eu e a Manda assistimos diversos episódios da nova temporada de Narcos (tão sensacional quanto a primeira) e ainda saímos jantar no Ramona, uma haburgueria bem boa (porém overpriced) perto de casa, na qual tomamos bons drinks como caipirinha de kiwi e michelada (coquetel mexicano que mistura cerveja, suco de tomate, tequila e pimenta).

Depois de duas quintas e duas sextas, o fds chegou bem rapido. E nsse final de semana, a Blizzard ainda liberarou alguns dias gratuitos de Overwatch, e eu não poderia ter estreiado um jogo online melhor no Xone, o bagulho eh rapido, divertido e tem dezenas de personagens pra voce escolher. Sucesso! 
No sabado, almocamos os otimos shwarmas (ou kibes e esfihas no caso da Manda) do Vovo Ali e a noite levamos os VVs no Benedita, confirmamos a teoria de que tudo la eh incrivel (principalmente a carne seca) e a famosa caipirinha de banana. Voltamos pra casa, tomamos mais alguma coisa, comemos docinhos que eles tinham trazido da padaria da rua de tras, e de madrugada, ainda rolaram mais umas disputinhas no videogame. Domingo fechamos Narcos, passamos a maior parte do dia em casa (soh sai mesmo pra dar uma andada no Minhocao) e descansamos bastante. Afinal, havia uma semana de 5 dias pela frente!



segunda-feira, setembro 05, 2016

Jahu Gourmet

Quando eu morei nos EUA estranhei muito a ausência de ônibus intermunicipais. A cidade onde eu morava nem tinha uma rodoviária, por exemplo. Porque será que ninguém usava esse meio de transporte por lá? Alguns anos depois, acho que consigo entender. É caro demais. Lento demais. E um dia merece mesmo ser abandonado. Se alugar um carro em SP fosse tão barato quanto nos EUA, ninguém jamais andaria de onibus. O post começa com esse desabafo obviamente porque eu e a Manda não conseguimos carona pra voltar pro interior esse FDS. E isso me perturbou bastante (principalmente no bolso, já que ficou 60% mais custoso, por cabeça). Ainda assim, como de costume, nossa visita à capital do calçado feminino acabou valendo a pena. Meus pais me receberam na sexta com um Rospinho e uma cerveja alemã de trigo. Minha cama tinha dezenas de encomendas (inclusive minha primeira nerdblock - unboxing no Youtube). E a cidade tinha muitas novidades gourmet a vista.
Sábado, tomei um café com bolo indiano com meus pais, li algumas hqs e almocei com eles no Zezinho, ganhei arroz e farofa da minha tia, assisti com meus pais um musical dedicado ao 50o aniverário da rainha da Inglaterra, e depois saí buscar a Manda. Provamos o excelente Burger Hero´s (carne grande, recheada de cheddar, com batata inclusa molhinhos de bacon e azeitona), ambiente decorado com supernerdices e ainda aceita VR como pagamento. Sucesso! Depois fomos tomar uma paleta no Lian (nozes com nutella!) e junto com o Sustinho encontramos (na verdade eu só me perdi, ele encontrou e eu o segui) um novo barzinho de cervejas artesanais, onde tomamos chopp de IPA e uma puta Irish Red Ale maravilhosa, que tinha até cheiro de morango. Tudo com preço excelente e valendo mais a pena que qq lugar de SP. Lá começou a fechar, então partimos pro Trem das Onze pra mais umas cervejas. E saindo de lá passamos na casa dele pra ver umas fotos e tomar café (descafeinado, afinal já eram 3h da manhã).
Domingo passei ver a vó da Manda, que, como esta fez questão de repetir até ficar chato, está com o joelho com o tamanho, brilho e circunferência da careca do Sustinho. Almocei um incrível filet com gorngozola e uma clássica porção de tilápia com shoyu na Cachaçaria com meus pais. E depois, pra completar fomos no Lian tomar mais uma paleta (de paçoquinha básica, dessa vez).
A tarde, assisti a Rio Vermelho, um clássico do John wayne com minha mãe, e logo já estava na hora de ir buscar a Manda pra gente comer um misto de orégano do meu pai e voltar pra SP. Um fds mais corrido do que nunca, entretanto altamente compensador. :)

sexta-feira, setembro 02, 2016

The Offspring

Dia 01 de setembro, saí do trabalho junto com um amigo da agência e pegamos um uber pro Espaço das Américas (onde tinha sido minha formatura, banda principal: Molejo), onde tava rolando a Rock Nation, um festival onde tocou Antiflag, Dead Kennedys e tinha como atração principal o OFFSPRING! 
Caralho, Offspring, a primeira banda de quem eu comprei um cd! Mais especificamente o album "Americana", em uma época em que "Original Prankster" e "The kids aren't allrigh" não paravam de tocar o tempo todo na MTV.
Cds não existem mais, nem a MTV. Mas as músicas continuaram nas minhas playlits e a banda continuou firme e forte (um pouco acima do peso, mas até aí, quem sou eu pra julgar?). 
Praticamente 15 anos depois da compra desse cd, em um tempo em que o garoto Gustt jamais sonharia que ainda veria tantas bandas favoritas ao vivo, presenciei um puta show onde eles tocaram praticamente esse álbum do início ao fim, como também várias outras músicas que eu tanto gosto e ouço há tanto tempo. 
Nem liguei muito pras bandas de abertura, eram boas mas não estavamos ali pra elas. Então basicamente passamos esses shows bebendo e indo no banheiro pra ficar de bexiga vazia na hora Offspring, que subiu ao palco mais de 23h30 da noite.
Mas não foi só a nostalgia da música "de colegial" que fez com que eu me sentisse mais jovem do que nunca. 
Foram as rodas. 
Não importa em que lugar da plateia você estivesse (e eu e o Doug estávamos bem perto do palco), haviam rodas por todos os lados. 
Malucos girando e chutando, pulando e gritando, empurrando os vizinhos e esbofeteando o ar. 
Desconhecidos unidos por um hino que treinaram inúmeras vezes sozinhos. Selvageria transcendental. Um ritual tão antigo quanto a primeira guitarra. 
Suei tanto que senti ter perdido uns 3kg. Só parei de girar quando meu coração tava tão acelerado que achei que ia ter um enfarto. 
Entrar na roda é poder. 
Gritar é viver.
Que show fodasticamente incrível do caralho!
Nada como um concerto de rock honesto, pra fazer você se sentir mais vivo do que nunca! :)

segunda-feira, agosto 29, 2016

Ai minha santa aquerupita, Dr. Spock!

Essa foi mais uma semana megacorrida. Trabalhei pra caramba, fiz freela, terminei um conto, aprendi coisas novas e ainda fiz muito turismo. Terça-feira presenciei mais uma aula incrivel do mestre no Sesc (até agora as aulas já incluíram até exercícios que envolviam figurinhas de 50 anos de novelas da globo e cartas de tarot mexicano). Na quarta almocei um maravilhoso baconator na nova filial do Wendy´s inaugurado recentemente em SP, finalmente vi o big boss Justo e saindo do trabalho visitei a Beatlemania Experience, uma exposição com diversos itens de colecionador dos Beatles, vestimentas e guitarras autografadas. Que na verdade é bacaninha, mas nada demais. A do Elvis, que eu fui há alguns anos atrás, tinha bem mais itens expostos e menos réplicas, coisas que eu não valorizo tanto numa mostra e muito menos em uma coleção. O ponto alto foi ver o quarteto tocando uma música no Shea Stadium em um óculos de realidade aumentada. Essa tecnologia está ficando realmente foda e dava pra sentir mesmo que você está na plateia. Saindo de lá, passei no "Benjamin, a padria", que pra mim sempre será o bom e velho Benjamin Abrahão, e peguei uns saudosos croissaints de chocolate pra comer com a Manda. Na noite de quinta, aproveitei que a Manda tinha pós e passei muitas horas defendendo Gotham no maravilhoso Arkham Knight, que um amigo do trabalho me emprestou. O batmóvel ficou foda!
Sexta, voltei com a Manda pro Benedita´s (que eu chamei de erroneamente de Bendita da última vez) e o lugar continua nos impressionando. Pedimos dessa vez uma porção de carne seca com mandioca na manteiga e, mano, que prato sensacional. Tudo na medida certa, até o ardor da pimenta.
No sábado, eu e a Manda pegamos um uber até o Shopping D porque eu tinha lido que no windup, o "túnel de vento que simula uma queda livre de para-quedas" que eles tem por ali estaria sendo de graça nesse dia pras primeiras 200 pessoas, pra divulgação do novo Jornada nas Estrelas. Mal tinha fila, mas o pessoal do evento foi muito feladaputa e não deixou a Manda participar só porque não tinha levado documento. O bom foi que ela não tinha perdido muita coisa, foi bem rápido e o negócio é tão controlado, mas a experiência acaba sendo meio xoxa. Se é pra só ficar flutuando poucos minutos sobre um tubo de ar quente na cara, é melhor que seja de graça. Eu sempre via aquele tubo gigante, afinal ele fica do lado de uma estação de metrô pela qual eu passo sempre que vou e volto pro curso, sempre quis saber como era a experiência e felizmente já posso tirar essa atividade da minha lista de coisas a fazer.  Saindo de lá fomos almoçar no Shopping light, onde tinha uma tenda do greenpeace disponibilizando óculos de VR pra uma visita rápida em 360o à Amazonia, e demos uma volta pelo centro, pelas lojinhas cosméticos e tranqueiras mágicas japonesas, onde não importa quantas vezes você visite, sempre tem alguma inutilidade que você precisa.
A tarde li algumas hqs, terminei o livro de pop-ups de Star trek e por volta das 20h um casal de amigos da Manda passou em casa nos buscar pra uma sessão especial (porque o filme só estreia semana que vem) de Star Trek: Beyond no cinema (em uma tela XD, maior e mais curva que o normal, cujo 3D é realmente muito bom). E aí foi basicamente um episódio de "Família Buscapé vai ao cinema". O namorado da amiga da Manda pediu no KFC pra ser chamado de "Bonitão de Pinheiros" e os atendentes ficaram brigando entre si porque ninguém queria chamar ele pra entregar nossos baldes quando nossa comida ficou pronta. Entramos tarde, carregados com baldes gigantescos de frango, e ainda fiz a gente sentar nas cadeiras erradas, porque já estava escuro quando entramos. As pessoas donas dos lugares certos chegaram, dando início a uma dança das cadeiras com frangos, molhos e refrigerantes e eu mal sabia onde enfiar minha cara (em retrospectiva, o balde do KFC parecia ser o lugar mais lógico pra isso). Quando achamos que estava tudo ok, chegou outra retardatária e tivemos que trocar de lugar mais uma vez. Finda a confusão, finalmente pudemos curtir nossa janta e nosso filme, que é definitavamente o melhor da nova franquia. É cheio de ação, tem boa caracterização dos personagens, novas naves, novos monstros e novos mundos (ou seja, tudo o que eu esperava do último Star Wars, mas eles ficaram devendo). Recomendo muito!
No domingo, li mais um pouco,, fui com a Manda na feira, almoçamos lanches de mortadela (em casa mesmo, o mercadão tava longe), assisti um episódio clássico muito bom de Jornada nas estrelas (já percebeu que esse foi um fds temático, né?), o casal de amigos do dia anterior deu uma passada em casa mostrar umas fotos do casamento da mãe dela/sogra dele, cochilei, joguei mais um pouco de Batman e depois saí comprar umas comidas com a Manda na festa da Achiropita. Talvez seja a crise ou o menor número de participantes, só sei que tanto a fogazza quanto o lanche de linguiça estava muito, muito maiores. Pegamos pennes pro dia seguinte (#badumtss), canollis de sobremesa e bolo de tapioca pra comer com café. Voltamos pra casa, fizemos batidas de morango (tecnicamente a Manda fez e eu só tomei, mas isso não vem ao caso), terminamos de assistir mais uma incrível temporada de Modern Family na Netflix e fechei a noite assistindo ao clássico Point Break ("Caçadores de Emoção"), um ótimo filme, que eu me senti até mal de não ter conhecido antes. Vida longa e próspera, galera!

segunda-feira, agosto 22, 2016

Somos todos coxinhas!

Essa foi mais uma semana bem corrida, com o ponto alto sendo minhas novas aulas de escrita criativa com o grande mestre nas terças-feiras. A sexta mesmo, tomei só umas cervejas com amendoins em casa com a Manda. Casa que na verdade parecia ser outro lugar. Uma faxineira tinha vindo dar um jeito no lugar, e quando eu cheguei do trabalho mal reconheci aquele lugar estranho (onde todos os móveis tinham mudado de lugar) que tinha cheiro de hotel. Só assistimos um pouco de Modern Family e fomos dormir cedo.
Sábado li dezenas de hqs, zerei Battlefield 4, tomei café com a Manda e Amanditas e na hora do almoço fomos pro metro. Encontramos o Kevs, um primo dele e o Hyoshi no Carrão (saudades boxe) e de lá pegamos um uber pro Ceret onde tava rolando um sensacional festival de coxinhas de todas as cores e sabores. Provei de  pato, de costela e uma doce maravilhosa de morango, leite ninho e nutella. E ainda tinha um megachurros também recheado de nutella e coberto com morangos e chantily. Tomamos cerveja, demos risada, coçamos nossas barbas que mudam de cor a cada encontro e quem tinha um celular decente o suficiente pra isso (o que não é o meu caso) caçou pokémons (a Manda conseguiu até, com muito custo, finalmente capturar sua almejada Suzana Viera, uma Jynx).
No domingo, até planejavamos um pulinho no Wendy´s ou na festa da Aquerupita, mas a chuva nos manteve em casa, debaixo das cobertas. Eu com alguma hq na mão, a Manda com o notebook fazendo seu TCC. Joguei muito ACIV, li muito (inclusive o livro "No sufoco", mais um do grande Chuck P.) e assisti Amores Perros do Inharitú, um ótimo filme, com uma pegada tipo "Pulp Fiction" mexicano, cujo nome em português (Amores brutos) tira muito do sentido do filme. No almoço, descobrimos um novo bom restaurante do lado de casa, o Bendita, onde comemos uma ótima feijoada completíssima, que veio até com bisteca e mandiocas. E ao qual precisamos voltar, porque aparentemente eles fazem uma caipirinha de banana que necessito experimentar. =)

segunda-feira, agosto 15, 2016

Lesca

Meu esporte favorito (sim, eu tinha um) na adolescência era um esporte que nem existe de verdade. Meus amigos (Foggy, Sustinho e seus irmãos mais velhos) chamavam de lesca. Mas esse nome não é usado por mais ninguém. Taco parece ser o nome mais aceito, pra esse jogo sensacional que é basicamente uma cópia de críquete e o mais próximo de baseball que eu cheguei a jogar.
Pra jogar tudo que a gente precisava era de duas garrafas pet de 2L, dois cabos de vassoura e uma bolinha de tênis (se tiver mais melhor, a primeira sempre vai parar no telhado do vizinho).
Jogam 4 pessoas por vez. Dois rebatedores e dois lançadores. A moral do jogo é tentar acertar com sua bolinha de tenis a garrafa do time adversário, sem deixar que o rebatedor mande a bolinha pra longe com seu cabo de vassoura. Derrubar a garrafa vale um ponto. Se o rebatedor acertar a bola, ele tenta correr até a sua garrafa e marca um ponto se chegar lá antes do lançador conseguir recuperar a bolinha. Ganha quem fizer mais pontos e o jogo geralmente acaba junto com a disponibilidade de bolas (ou a disponibilidade que o dono das bolas tem de perder mais uma delas).
Eu gostava desse jogo porque unia várias coisas que eu conseguia fazer bem: rebater (porque fazia aulas de tenis na época) e correr como um maluco (a única coisa que eu fazia em qualquer outro esporte). 
Aparentemente, parte do processo de envelhecer (fora acordar involuntaria e invariavelmente cedo e a vontade incontrolável de ir a feira no domingo) é começar a lembrar de repente de assuntos aleatórios. Mal posso esperar até que esses "ataques de saudosismo" também atinjam meus amigos, e que novas partidas de lesca sejam agendadas o quanto antes.
Cruj, cruj, cruj, tchau!

Trabalho, comida e pirataria

Reunião é a palavra do momento. Reunião até tarde, reunião em outra cidade, reunião a todo momento. Parece que nunca trabalhei tanto, e se não da tempo de fazer tudo durante a semana, imagina se eu ia conseguir ficar de boas no fds. Na sexta até encontrei o Kev pra umas cervejas e macaxeiras na Casa do Norte, mas voltei pra casa cedo. Sábado li algumas hqs e antes do almoço ja estava pegando o trem pra Franco da Rocha apresentar um relatório e meu final de semana só começou de verdade no sábado a noite, quando comi com a Manda waffles com nutella e assistimos uma comédia besta (21 & Over).
No domingo, aproveitei pra finalmente colocar as leituras em dia (Tom Strong, Trindade, Contrato de Judas) e saímos almoçar com a Verys no Joint Burger, uma franquia badalada de NY, na qual você pode pichar as paredes, que tem um lanche realmente maravilho, porém caro e minúsculo e chopp Heineken. Compensei a fome com a sobremesa, um maravilhoso croasonho de chocolate e M&M´s. Demos um rolet pela "orla" da Paulista, descemos andando a Augusta, tirei uma soneca, brinquei de pirata em ACIV: Black Flag (tudo isso enquanto a Manda estudava, trabalhando no TCC da pós) e saí buscar uma pizza dos "entregadores livres da Roosevelt", o único lugar do mundo onde uma pizza ainda custa míseros R$15 (Great Success!). Tempo é realmente algo muito preciso e o meu se torna cada vez mais escasso. Na torcida pra que no futuro tudo se normalize.

quarta-feira, agosto 10, 2016

Quando a correria compensa


Sexta, depois de mais uma das semanas mais estressantes da minha história na agência (pontuada por pontos positivos como a descoberta de um novo calzone perto de casa e uma ida a Av. Paulista pra estreia de Esquadrão Suicida), voltei pra Jau de carona ouvindo a abertura das olimpíadas do Rio no rádio. Provei uma cerveja nova, matei a saudade dos meus pais e do lanche do Rospinho e logo caí no sono.
Sábado de manhã, li um livrinho novo ("How to speak Klingon"), vi a Manda e saí almoçar com meus pais no Zezinho. Tentamos achar uma cervejeria nova, mas acabamos sem querer achando outra mais nova ainda na av. da vó da Manda, que nem tinha aberto ainda (mas já está com as portas abertas...porque tá calor). Pouco depois, encontrei o Wella e o Guto no shopping pra gente tomar uns chopps e botar o papo em dia e petiscar salmão, frango e batata frita. Só petismo mesmo, porque chegando em casa eu já liguei pro Artburguer, nova hamburgueria artesanal da cidade pra provar qualéquera a do rolet (e era realmente incrível). Tomei um banho e corri pra casa da tia da Manda, onde tavam comemorando o aniversario da priminha dela (e tinha até bolo com cabelo da Elza de marshmallow e bonequinho do Olaf!). Rimos dos tombos da vó dela, falamos sobre as Olimpíadas e Pokemon, comemos bolo e fomos pro Trem das Onze encontrar o Sustinho pra mais umas cervejas.

No domingo, li uma hq italiana, assisti com meus pais um filme sobre a trajetória do Walter Disney antes do sucesso (pois é, não é fácil pra ningúem), e fomos almoçar um lombo no Ìtalo. De sobremesa, tiveram até novas paletas mexicanas (e como o Lian não decepciona, toda vez que eu volto tem um sabor novo pra provar) de churros (sucesso!) e nozes com nutella (o que não tem como ser ruim em nenhum estado seja ele sólido, líquido ou gasoso, né?).Assistimos um pouco de olimpíadas,gravei um podcast sobre o excelente encadernando de Promethea, busquei a Manda na vó dela, passei pegar quitutes na minha tia, tomamos mais algumas paletas e logo a nossa carona já estava estacionando na porta de casa.Tão corrido quanto relaxante e compensador, esse foi mais um ótimo final de semana em Jahu. :) 

segunda-feira, agosto 01, 2016

Cerveja, autógrafo, boliche, hq e videogame

Essa foi mais uma semana corridíssima, comigo parando até no oculista com o olho vibrando e veia estourada (que supostamente é stress) e pretendia passar a sexta-feira em casa, mas acabei indo parar no Luizão Casa do Norte com o kevs, a mina dele, o Pedro e o Andrew pra tomar umas cervejas e comer gororobas nordestinas. Teve cuspidor de fogo fazendo show na frente da mesa, pinga com mel e uber pra voltar pra casa ficando mais barato que duas passagens de metrô. 
No sábado de manhã, a Manda saiu fazer compras com a Veri, então aproveitei o silêncio pra gravar mais uma crítica de hqs, lavar umas roupas e colocar minhas novas leituras em dia (inclusive comecei a ler "No Sufoco" do Palahniuck, que é tão bom quanto Clube na Luta e se pá melhor que Sobrevivente). Fritei uns bifes pro almoço, e depois passei no restaurante do Juão Gordo, onde ele o Marcatti tavam autografando a hq do R. D. Porão. Cochilei um pouco, depois fui com a Manda e os V´s no Dragon Bowling jogar uma divertida partida de boliche (na qual por pouco não fui o campeão). E a gente até podia ter jantado ali pelo Center Norte, masss...só pra variar, fomos comer umas pizzas de lombinho e chocolate com morango na Bella Antonia.:)
Domingo li mais quadrinhos, fiz a feira, almoçamos pastel, corri no minhocão, assisti Modern Family com a Manda, cozinhei umas beringelas e passei umas boas horas terminando "Life is strange" no Xbox, que é mais série do que jogo, e tem uma história incrível. E assim, após um merecido descanso, fiquei pronto pra mais uma semana de correria. #Savida.

Crítica da HQ Guerras Secretas (2015)

segunda-feira, julho 25, 2016

O incentivo, as descobertas e o monstro

Essa semana foi bem cansativa. Teve war room com cliente, almoço com Google, reunião com Twitter (com direito a pendrive de passarinho), relatórios de última hora, reunião de reformulação de equipe acabando 21h e ainda achei tempo pra gravar novos episódios de reviews de hqs pro Youtube depois de receber um comentário positivo de um desconhecido. Por tudo isso, quando chegou a sexta, com os olhos já reclamando de stress, tudo o que eu queria mesmo era descansar. Só assisti um pouco de Stranger Things com a Manda e fomos dormir cedo.
Sábado, como ela tinha curso, aproveitei pra colocar a leitura em dia (terminando Sobrevivente, um livro excelente do Chuck Palahniuk e a sega do Morrison no Homem-Animal), e jogar um pouco de videogame (minha diversão mais recente é ser um pirata em Assassin´s Creed 4). Quando a Manda chegou, fomos pra Biblioteca Mário de Andrade, onde tava rolando um festival do Japão e comi deliciosos temakis gigantes a um preço muito baixo, depois fomos pegar pastel (pra Manda que ainda não come  nada que nade) no Pastel da Praça e saímos dar uma volta pela Galeria 7 de abril.
Lá eu descobri uma loja de discos num porão (talvez o lugar supremo pra se ouvir um disco) que tinha de tudo, inclusive AC/DC: Highway to hell (a um preço carísssimo que me obrigou a deixá-lo por lá obviamente) e tava tocando um disco muito bom do Erasmo Carlos. Outra loja caricata era a Oliveiras, que é literalmente um "Olivaras" de guarda-chuvas, de todas as cores, tamanhos e preços que se possa imaginar.
Voltamos pra casa, cochilamos, fritamos uns bifes pra janta e fizemos mais um binge-watching na Netflix,terminando nossa nova série favorita da semana (que tínhamos começado na quarta-feira). Stranger Things: uma surpresa excelente e viciante, que mistura anos 80 com Arquivo X de uma forma incrível. Uma rara ideia original (que termina com uma puuuta analogia). Ao lado um desenho que fiz do monstro.
No domingo, saí correr no minhocão (e caramba, fazia tanto tempo, que até as fachadas dos prédios mudaram desde a última vez), fiz a feira e assisti um pouco da última animação do Batman (conseguiram deixar kapsa A Piada Mortal), a Manda fez bifes no rolet, dormimos, saímos tomar um café, a cafeteria tava fechada, acabamos no Shopping Light comendo uma porção e tomando uns sucos marotos. Depois tivemos problemas com um chuveiro queimado,e fechei a noite joguando Life Is Strange e assistindo um pouco de Pânico (a série, não o programa da Band). Na esperança de que essa semana seja mais tranquila, keep on dreaming e fique com a maravilhosa música que descobri na loja porão:

quarta-feira, julho 20, 2016

Todo dia tem festa no centro

Sexta, voltei do trabalho e fui com a Manda encontrar a Verys e o Vyctoryo no antigo ape da Maria Antonia pra gente descer comer um lanche no Holy Burger, uma nova hamburgueria ali pra baixo do Tabuleiro do Acarajé, da qual eu tinha ouvido falar muito bem em um podcast. O lugar era pequeno, tinha uma fila longa de espera, mas valeu a pena esperar! Apesar de pequeno, foi um dos melhores hamburgers que já comi na vida (superando até o Sujinho, antigo portador do cinturão). Tava tudo perfeito, a carne no ponto, o salgado do cheddar, a crocância do bacon, tudo show! E o lugar ainda aceita VR!
Saindo de lá, passamos na Bologna tomar um sorvete e os Vs foram pra nossa casa jogar um pouco de Shape Up, Dance Dance Revolution e Xbox Fitness no Kinect. A Very se matou pra ganhar o máximo de estrelas, derrotou um cadense e enfrentou um arquivo antigo meu que eu não esperava que ninguém visse no qual eu tava jogando outro dia de cueca, o que fez a Manda literalmente chorar de rir. Eu não me importei, tenho orgulho das poses que fiz. =b
O sábado foi mais pacato, passei a maior parte do tempo lendo hqs, assistindo tv e jogando videogame. Sai pra cortar o cabelo, tomei chuva, a Manda fez pernil recheado pra gente comer e um docinho mix de brigadeiro com beijinho.
No domingo, fui com a Manda num evento patrocinado pela Coca pro lançamento do novo chá gelado Matte com Limão, que teve a genial ideia de fazer um evento "Fusão Chá com Limão" entre o Viaduto do Chá e a Ponte do Limão, bem ali no Vale do Anhangabaú. Tinha food trucks (comemos no bom Gotham Burger, mas ainda com a lembrança do muito melhor Holy na boca), lambe lambe, show ao vivo e muito chá gelado de graça (uma estratégia que deu certo, já que eu jamais provaria - e curtiria - chá de outra maneira). Saindo de lá passamos no Shopping Light, comemos cookies e depois caminhamos pra Praça Dom Gaspar (a da Biblioteca Mário de Andrade), que tava toda decorada pro primeiro Jim Bean History Fest, um festival com djs e bons drinks com whisky a preço justo ($12 o copo). A tarde tirei uma soneca, terminei várias coisinhas na Netflix (Heavy Metal, Transpatagônia, Thale) e o almoço tinha sido tão bom que nem precisamos jantar. Mais um ótimo fds de turismo em SP. :)

sexta-feira, julho 15, 2016

O bigode

Outro dia eu estava na casa de um amigo para um churrasco e a família dele estava lá. Nós somos amigos desde que eu tinha uns cinco, seis anos. E não é sempre que você consegue manter ou se lembrar de uma amizade que começa com uma luta de bonecos. Muito antes de eu saber que o correto seria chamar "bonecos" de "figuras de ação" ou "gibis" de "HQs".
Bom, o fato é que desde que eu me conheço por gente o pai desse amigo usa bigode. Acompanhei esse bigode passar de preto pra cinza e de cinza pra branco. E pra minha surpresa, nesse dia o bigode não estava lá.
Aquilo era tão raro quanto um eclipse ou a chegada do cometa Halley, então tive que perguntar qual era a razão dele estar usando um novo rosto.
O pai do meu amigo respondeu que deixou o bigode quando começou a advogar, e não tirou até se aposentar, ele tinha medo do que fossem pensar, que fossem estranhar ou qualquer coisa do tipo.
Ou "seje", alguém pode passar 40 anos sem tirar um bigode, quarenta A-NOS, por medo de mudança. 
História nova, moral velha: jamais deixe de fazer qualquer coisa pensando no que qualquer um possa pensar. Ou um dia pode se ver obrigado a usar um bigode muito depois dele estar fora de moda.

terça-feira, julho 12, 2016

Comemorações Jahuínas

Voltamos mais uma vez pra Jaú no último final de semana, agora de carona com a sista pro aniversário do pai. E já na sexta, depois do tradicional lanche do Rospinho, minha mãe tinha feito até um maravilhoso bolo de leite ninho
No sábado, assisti "Magia ao Luar", um dos últimos filmes do Woody Allen (muito bom), almoçamos na "nova" velha chopperia Jardim, que agora serve uns bifes de respeito sob o comando do Major, tomamos chops e comemos mais bolo (agora com nutella extra de cobertura!), assisti "Movie 43" com os V´s (uma comédia bem loca de um dos irmãos Farelly), tirei uma soneca, passei com a Manda comprar carnes no Dia, e a noite fomos pra um churrasco na casa do Sustinho tomar uns shots das cachaças que ele compra por aí e comer muito frango, pão de alho e linguiça de tablete.
No domingo, li um pouco de Spirit e Promethea e fui buscar a Manda para irmos todos juntos almoçar na Cachaçaria (filet acebolado com molho gorgonzola, que eu inclusive refiz ontem na cozinha e foi a melhor coisa que já cozinhei, a foto ao lado fica de prova), cantamos parabéns, abrimos um novo bolo (agora de chocolate com morango) e teve até brigadeiro gourmet de paçoca enviado pela minha tia Cristina. Deitamos um pouco, arrumamos as malas e minha tia Mary e meu tio Fla chegaram pra continuarmos as comemorações colocarmos os relatos de viagens internacionais em dia. 
E assim voltamos rápido pra São Paulo, prontos pra mais uma semana de trabalho e treinos no Xbox Fitness.

sexta-feira, julho 08, 2016

O sonho que não passa

Quarta-feira voltei ao Itaú Cultural na Paulista, perto das antigas torres gêmeas onde eu costumava trabalhar todos os dias ano passado, pra uma palestra chamada "Viver quadrinhos" com o Marcatti e o Klebs Junior.
Dois caras que vivem de hq, de uma forma bem diferente um do outro. O Marcatti tem um estilo sujo, autoral, escatológico ("desaconselhável para todas as idades", segundo ele) que lembra de leve o Robert Crumb e imprime em casa as próprias hqs. O Klebs trabalha desde os anos 90 como desenhista pra grandes editoras como Marvel e DC e agora tem um estúdio que ajuda artistas a arrumarem trampo nos EUA.
Foram 2h de debate, numa conversa realmente interessante. O mercado está mais quente do que nunca e as perspectivas de sucesso pra alguém que tem o mínimo de talento e conhece o mercado soaram bem boas. Não foi exatamente o stand-up que o Mutarelli faz, mas pelo menos foi tão inspirador quanto (e bem menos depressivo rs). Quiçá seja hora de começar a ganhar dinheiro fazendo aquilo que eu realmente amo...

quarta-feira, julho 06, 2016

Aniversauro com polenta

Esse final de semana foi aniversário da vó da Manda, então tivemos uma desculpa pra voltar pra Jau mais cedo. Aproveitei o sábado pra montar os álbuns da última viagem dos meus pais e levar meu velho notebook (que aguentou muito bem 5 anos baixando torrent) pro conserto. Dei um oi pra Manda, almocei com meus pais no Zezinho, dei uma cochilada básica, assisti um jogo infinito com meu pai (Alemanha x Italia, 9 cobranças de penalti, campeonato europeu), li um pouco de Promethea (a "Mulher-Maravilha" do Alan Moore) e passei buscar a Manda pra gente ir comemorar o aniversauro da veia.
Depois da família dela conseguir se reunir, fomos pro Mirante em Pouso Alegre, com uma pausa praticamente em Bariri, porque a Manda me fez pegar um caminho errado mesmo com a irmã dela e o namorado insistindo que não era por ali. Enchemos uma mesa, bebemos cerveja e batidinhas a preço justo e nos empaturramos com porco e frango frito. A conta ficou baratíssima e ainda teve bolo trufado de leite ninho de sombremesa!
Em seguida, tocamos pro Armazém São Benedito encontrar o Sustinho pra colocar o papo em dia e beber mais algumas cervejas. Mais uma vez, fomos quase os últimos a deixar o bar, simplesmente porque é assim que se faz.
Domingo de manhã, saí comprar umas carnes com a Manda, assisti um pouco de Netflix (Macbeth, bem kapsa) e almocei a maravilhosa moqueca de peixe do meu pai. Rolaram até uns presuntos de parma com cerveja enquanto o peixei não saía e minha mãe fez foundue de chocolate de sobremesa! Porque Jau é amor e sinonimo de comer bem e além da conta. Depois da soneca, saí com a Manda dar um rolet no shopping, onde provamos uma nova brigaderia, que tem sabores incríveis tipo Nutella e Contreau, assisti um pouco de TV com meus pais e voltei pra SP.
Na segunda, depois de 70h completamente imerso nesse incrível universo, finalmente terminei Witcher 3, provavelmente o melhor jogo que já joguei, tanto em termos de gráfico quanto de história.
E na terça-feira a noite, o final de semana continuava. Eu e a Manda fomos na Veri comer um jantar mexicano caseiro (sdds de filar machos rs) e tomar umas cervejas com o Vyc. Precisamos fazer isso mais vezes, saí até com marmita pro dia seguinte! :)

segunda-feira, junho 27, 2016

Shwarma, Chai & o maravilhoso mundo das comidas de nome complicado

Esse foi um daqueles finais de semana que eu praticamente fiz tudo que planejava. Coloquei a leitura de muitas hqs em dia (inclusive da boa Civil War 2), joguei muito Witcher 3 (finalmente salvei a Ciri!), assisti bons filmes e conheci novos lugares que servem comida boa e diferenciada a preço justo.
Sábado no almoço fui com a Manda conhecer o Vovô Ali, um restaurante libanês bom, bonito e barato escondido no centro onde comemos um ótimo Shwarma, kibes e doces de nozes. E na volta pra casa, ainda paramos na Little Rock Coffee, uma cafeteria pela qual eu passo diariamente mas nunca tinha visitado, onde paramos pra comer um waffle com nutella e um bolo de churros e aprendi o que é um chai. Legal ser velho e poder conhecer gostos novos e isso é exatamente o que esse maravilhoso chá com leite e canela é. Novo, diferente, e uma ótima opção pra um dia frio bem do lado de casa. E o pessoal da cafeteria até faz o chá sorrir pra você! :)
Acordei da tradicional soneca da tarde, e tinha um amigo pirata perdido pela Augusta precisando de um porto onde pudesse parar seu navio antes de ir pra uma festa mais tarde. Compramos uns litrões, jantamos amendoins e colocamos as fofocas sobre Westeros em dia (de quebra, consegui até uma senha pra assistir ao último ep de GOT na GO). Ele zarpou e assisti com a Manda a divertida propaganda pró-diversidade da Disney que é Zootopia.
Domingo demos uma volta no Shopping Light (como costumávamos tanto fazer antigamente), almoçamos no Mc (dois big Macs pelo preço de um, muito barato!), tiramos uma soneca, li umas hqs de Star Wars e as mil coisas do Morrison que decidiram lançar de uma única vez no Brasil em encadernados (Homem-Animal, Miracleman Anual e a fenomenal Patrulha do Destino), dançamos e pulamos no Kinect ("What does the fox saaay?"), jantamos lanches de carne caseiros e assistimos ao surpreendente (principalmente porque eu não esperava muita coisa) "Truque de Mestre", disponível atualmente na Netflix.

segunda-feira, junho 20, 2016

Riscando mais uma meta da lista

Todo mundo sabe que o que eu mais curto na vida são HQs, então nada me daria mais prazer na vida do que trabalhar com isso, quem sabe escrevendo minhas próprias histórias, certo?
Infelizmente, é improvável que um dia elas se tornem quadrinhos. Tempo é uma coisa escassa e como desenhar, arte-finalizar e inserir os balões demora demais, jamais conseguirei terminar qualquer projeto que planejei nesse formato. 
Pra não desistir de vez, comecei a focar na escrita de contos e comecei a enviá-los para dezenas de editoras. 
Hoje recebi pelo correio o primeiro fruto dessa saga: uma história minha impressa!!!Num livro!!! Físico!!!De verdade!!!
Não é nada demais, só um pequeno conto dentro de uma antologia que divido com outros autores. 
Mas não deixa de ser um começo. E isso já me deixa bastante satisfeito (principalmente porque já tenho também a aprovação pra mais alguns outros lançamentos que vão sair ainda este ano).Disponível agora no livro "Seres Amazônicos" (uma coleção de adaptações de lendas do folclore brasileiro), o meu conto é basicamente update da lenda do Saci Pererê. Um conto sobre um caseiro alcoolatra que começa a ter problemas quando se torna amigo de um recém-chegado que usa boné do MST e tem uma prótese no lugar da perna. ;)

Santo Antônio, São Benedito e santos camafeus

Sexta-feira inesperadamente acabou rolando uma carona de volta pra Jau com a Lady Verys. Saindo do trabalho, eu e a Manda demos um tempo em casa e as dez da noite colamos no "primeiro ape de sp", pra esperar o Vyctor. Chegamos em Jau de madrugada, deixei a Manda que tava derrubando tudo de sono na casa dela, e mesmo sendo bem tarde, meus pais ainda nos esperavam acordados com lanches do Rospinho, cervejas e docinhos de quermesse (tipo camafeus de damasco) pra gente colocar a conversa em dia.
Além disso, teve continuidade a "rodada de presentes fora de época" (como é bom ter gente que sempre viaja por perto), e ganhei várias coisas que eu não esperava (e queria!), como um vaso de groot dançante, HQs (como Preacher n. 1 reimpressa com a nova capa baseada na série da AMC), uma garrafa metálica da Coca e manteiga de garrafa.
Quando fui dormir já eram quase 3h da manhã, o que fez com que eu acordasse tarde no sábado. Mal deu tempo de ler algumas hqs e assistir um pouco de Netflix que já estávamos saindo almoçar um "churrasquinho", que na verdade era um puta rodízio no tradicional restuarante na beira da estrada pra Bauru. 
Comi como um ogro muito queijo gorgonzola, azeitonas, picanha, carneiro e todo tipo de corte de vaca possível, abacaxis e churros naturais (bananas empanadas com açúcar) que meu corpo conseguiu suportar e depois tive que hibernar durante boa parte da tarde pra conseguir sair de casa novamente a noite.
Busquei a Manda na casa dela e fomos pra tão falada quermesse de Santo Antonio, uma pequena igreja que vem causando comoção entre suas devotas. Não foi nem difícil achar a igreja, já que tinha centenas de carros parados por ali e tava difícil até achar lugar pra estacionar. Pelo menos, achar minha família foi fácil, já que como não tinha lugar pra sentar dentro das enormes tendas armadas ao redor do lugar, e quando chegamos eles estavam parados ali perto da entrada. Comemos fogazzas, sofremos com a música de um moleque de seis anos que algum pai mentiroso fez acreditar que tinha talento e ouvimos sobre o golpe que a igreja estava tomando. Sim, hoje em dia nem a Igreja está segura! Alguém estava clonando as fichas da quermesse e dando um prejuízo de quase mil reais pro padre! Ah, humanidade! Tudo bem, vamos fizemos o sacrifício de comprar mais alguns docinhos (tinha até camafeu de churros) pra ajudar! 
Saindo de lá fomos encontrar o Sustinho no Armazém São Benedito pra umas cervejas e filosofar sobre a vida, o universo, dificuldades da vida e tudo o mais, e comer uns amendoins e canapés. O ambiente é bem rústico, e com as portas fechadas por causa do frio, o cheiro de mandioca do fogo, e os pinicos porta-papel-higiênico nos banheiros, nunca pareceu tanto com uma fazenda.
Domingo mais uma vez acordei tarde, li uma hq clássica do Donald (ou Paperino, como o chamam na Itália), deixei a Manda na casa da vó dela (que ta com a perna esquerda toda batida, como se tivesse sido mordida por um zumbi) e fui com minha família almoçar no Italo. Que, diga-se de passagem é o restaurante com o melhor couvert (não cobrado) da cidade, quiça do mundo. Pães, paté de alho, patê de beringela, maionese caprichada, coalhada e manteiga a vontade. É tanta comida, que pedindo só um prato (que também é bem servido) pra cinco, consegui sair de lá cheio, não satisfeito, cheio mesmo, do tipo "chegando em casa preciso hibernar de novo" e "nem preciso de janta", meu tipo favorito de cheio. Dormi, busquei a Manda, tomamos café com meus pais e os V´s e voltamos pra Sp acompanhados do pôr-do-sol. Se a vida tem passado voando ultimamente, o final de semana então nem se fala. Ah, além de tudo isso, a editora do Rio enviou pra casa meu livro! Mais sobre ele no próximo post. :)

quinta-feira, junho 16, 2016

Craft Essays by Chuck Palahniuk Parte 3 - "Encontrando diferentes formas de pontuar passagens de tempo"

Relógios mentem. Certo dia alguém teve a brilhante ideia de dizer que o tempo passava igual pra todo mundo. Como se qualquer idiota não soubesse que não é assim que funciona.
Uma criança não conta o tempo da mesma forma que um idoso. 
Alguém prestes a encontrar seu grande amor não conta o tempo da mesma forma que alguém que está com medo de chegar atrasado ao trabalho.
Nem as unidades de medida são as mesmas para qualquer pessoa.
Um médico conta o tempo em pacientes. Uma dentista conta em dentes.
Um jornalista mede o tempo com palavras. Ilustradores usam imagens.
Uma pessoa com tédio não mede o tempo da mesma forma que uma pessoa que está se divertindo. 
Um filme no cinema pode ser medido pela quantidade de pipoca restante em seu balde.
No trabalho, você pode contar o tempo com músicas. Em festas, pode fazer isso usando latas de cerveja (até a hora em que, obviamente, isso se tornar impossível porque o próprio conceito de tempo deixará de importar).
Um taxista pode medir o tempo em "distância" e "passageiros". Enquanto seus passageiros o fazem com "possibilidade de trânsito" e "rotas suspeitas".
As mulheres contam o tempo através das novelas da Globo, enquanto seus maridos esperam a previsão do tempo do telejornal.
Os mais velhos se guiam através das cores de seus remédios. Duas pílulas azuis acompanham o nascer do sol. Três comprimidos vermelhos significam que o almoço está prestes a ser servido. Pílulas verdes antecedem o café da tarde e dois comprimidos laranjas te colocam pra dormir.
Não que nada disso importe. Eu só precisava escrever qualquer coisa para matar o tempo.
Desculpa a bagunça.
Agradeço seu tempo.

terça-feira, junho 14, 2016

Azul e frio

Sexta-feira fui com a Manda e um casal de amigos dela da pós no Jeti´s Burger, que abriu como sendo a Jedi´s burger, um lugar totalmente inspirado em Star Wars, mas que antes que eu pudesse visitá-lo sofreu um processo (que era inevitável) e teve que trocar todo o material que usava por naves e robôs genéricos. 
Mesmo depois da troca, a experiência ainda é válida. O restaurante todo parece o interior de uma espaçonave e tem hamburgers com pães coloridos (azuis, verdes, vermelhos, pretos e amarelos) que dão um ar bem alienígena pro rolet. Tinha chopp, as porções eram boas e o lanche também. A saga alienígena continuaria no dia seguinte, no banheiro...afinal, nem só a entrada foi colorida. \_(ツ)_/¯
No sábado, acordamos praticamente na hora do almoço, li algumas hqs, joguei videogame e pouco depois já estavamos nos agasalhando pra ir no churrasco de aniversário do Kevin. 
Supostamente era uma das noites mais frias do ano, mas algumas cervejas, vinis tocando, doses de cachaças, e espetos de carne depois, os gorros e jaquetas começavam a ser deixados de lado. Sempre bom rever o pessoal da faculdade, algo que fica mais raro a cada dia que passa.
No domingo, graças ao frio e a crise, eu e a Manda tivemos um Dia dos Namorados pouco agitado. Não fomos a nenhum lugar especial (almoçamos no Marajá, o primeiro lugar pra onde corremos quando ficamos sem comida), assistimos um filminho na Netflix e jantamos foundue feito em casa. O que não significa que foi ruim. Afinal, muita gente só sai de casa porque não tem pra onde ir e esse já é o segundo ano no nosso próprio lar. Um lar que eu gosto de considerar grande pra SP, recheado de cobertas e com o melhor banho quente do mundo. Ah, a comida também não estava nada mal e gastamos pouco pra comer bem (mesmo no Marajá, os funcionários já reclamavam de poucos clientes e as pessoas na fila do caixa reclamavam do valor da conta). Em resumo, por mais que a situação ecônomica atual esteja um lixo, tudo fica bem menos insuportável quando você está com alguém que você ama. Feliz dia dos namorados, Manda! <3

segunda-feira, junho 06, 2016

Craft Essays by Chuck Palahniuk Parte 2 - Um conto com respaldo jurídico

Continuando os exercícios de escrita do Chuck, apresento uma abertura onde utilizo o narrador-cérebro...

O primeiro emprego que eu tive na vida foi na área de Direito como assistente de um Procurador de Justiça cujo principal trabalho era dar seu parecer em pedidos de habeas corpus
Trabalhei com ele durante bastante tempo, o suficiente pra que essa se tornasse a matéria que eu melhor entendia na faculdade, o que inclusive fez com que habeas corpus se tornasse o tema de minha monografia de conclusão de curso.
A expressão é latina ("tome o corpo") e sua forma completa, na verdade, é habeas corpus ad subjiciendun, fórmula com que, na Idade Média, se iniciavam os documentos escritos pedindo a liberação de um prisioneiro para se discutir a legalidade da sua detenção.
O Código de Processo Criminal do Império do Brasil, de 1832, foi o primeiro texto legal brasileiro a reconhecer este instrumento básico de proteção do direito individual. Um direito que hoje está previsto na Constituição de 1988, ainda em vigor. Segundo o artigo 5º., inciso 68: "conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de lomoção, por ilegalidade ou abuso de poder".
Por garantir  um direito fundamental - o direito à liberdade - o habeas corpus pode ser solicitado por qualquer pessoa, independentemente da presença de um advogado ou de outra pessoa qualificada. Na verdade, não é necessário nenhum tipo de documento ou formulário específico para se requerê-lo. Na prática, isso signfica que diversos dos pedidos que eu e meu chefe costumávamos revisar eram redigidos à mão pelos próprios detentos (ou por seus filhos ou mulheres), em folhas soltas e sujas de cadernos de penintenciárias, com todos os garranchos e erros gramaticais que você possa imaginar.
Existem dois tipos de habeas corpus: o preventivo, que visa impedir que o seu direito de liberdade seja agredido, antes de ocorrer a prisão; e o liberatório, quando a prisão já ocorreu e se requer a libertação por ofensa a um direito constitucionalmente garantido. O mais comum é obviamente o liberatório. Afinal, todo mundo geralmente sempre deixa tudo pra última hora.
É uma medida relativamente simples de se usar, mas apesar de até hoje eu lembrar de bastante coisa sobre esse tema, e principalmente depois da virada drástica que minha vida deu no mercado de trabalho em direção à Publicidade, achei que nunca usaria esse conhecimento pra nada. Sempre fui um cidadão de bem, que jamais faria nada que remotamente pudesse me levar a ser preso. Só que isso foi antes de eu morrer. Antes de eu ficar sabendo que as leis da Terra continuavam válidas no pós-vida. E definitivamente antes de eu começar a escrever meu próprio habeas corpus pra tentar sair do Inferno.