Depois de praticamente um mês sem voltar pra Jahu, eu e a Manda conseguimos carona exatamente com a velha turma Ed & Ad, como costumávamos fazer praticamente todos os finais de semana de um ano atrás. Bom que tinha muito papo pra botar em dia e a viagem passou voando. E falando em viagem, chegando em Jau eu tinha muitas boas histórias da última viagem de meus pais à terra do Pinocchio pra ouvir enquanto comíamos o tradicional lanche do rospinho acebolado com cerveja. E de sobremesa, ainda tinha cookies, chocolates de viagem, mais de 15 lembrancinhas e uma dose de limoncello pra fechar a noite.
Entre os presentes, estava uma hq disney com clássicos do Carl Barks e um fumetti de 93 do Dylan Dog, simplesmente meu personagem italiano favorito. Ler um livro em italiano acredito que não seja tão facil, mas com a ajuda das figuras, é quase como ler algo em espanhol com um sotaque levemente diferente. Lendo rápido, dá pra entender tudo de boa.
Sábado de manhã, acordei tarde (umas 10h), li um pouco, assisti "Zerando a vida" com meu pai (e foi muito mais engraçado do que eu esperava, o filme é realmente bom), fui com meus pais almoçar no Zezinho, cochilei, assisti um pouco de TV e li um livrinho sobre Florença que minha mãe trouxe (que me deu até ideias pra um novo livro infantil).
A noite, passei pegar a Manda e fomos comemorar o aniversario do Sustinho num churrasco (cois que eu não fazia ha muito tempo, já tava até com saudades), onde comemos quiçá o melhor bolo que já comi na vida (de leite ninho com nutella, feito pela sogra dele) e tomamos umas doses de Mama Juana, bebida que ele tinha trazido de Punta Cana (fds cheio de drinks temáticos de viagens).
No domingo de manhã, caiu um dilúvio sobre Jau. Então depois de acordar, eu praticamente tive que pegar um barco pra passar no açougue do Dia comprar carne com a Manda. Deixei ela na vó dela e fui com meus pais almoçar na casa de uma prima da minha mãe que estava fazendo aniversário e servindo algo que minha mãe dificilmente me levaria pra comer em qualquer outro lugar: feijoada! E tava tão boa que comi três pratos. O que obviamente, me fez capotar pela maior parte da tarde, até a hora de sair buscar a Manda pra ela jantar rapidinho da doceria Renata e eu pegar uma paleta mexicana no Lian. Chegamos em casa praticamente ao mesmo tempo que a carona, e três horas depois, chegávamos em São Paulo junto com a chuva. Que fds corrido, parece que a Terra gira cada vez mais rápido!
Um dos meus escritores favoritos atualmente é o Chuck Palahniuk (autor do Clube da Luta). Ele dá uns workshops de escrita online, e peguei alguns exercícios pra fazer. Na primeira aula, ele diz que existem dois métodos de fazer seu leitor ser fisgado pelo seu narrador: utilizando o narrador-cérebro ou o narrador-coração.
Para fisgá-lo pelo cérebro, você precisa ser técnico o suficente pra ele entender que você realmente é expert no assunto (algo que exige tempo e pesquisa).
Para fisgá-lo pelo coração, basta revelar algo pessoal e emocional, para que o leitor simpatize com sua sinceridade e, em seguida, passe a acreditar em tudo que você diz. Por mais que aquilo que venha a seguir não passe de uma grande mentira. Esse é o resultado do meu exercício no qual eu tento construir um texto com o "narrador-coração". Enjoy!
O colegial foi o melhor dos tempos. Ao mesmo tempo, foi o pior dos tempos. Uma época em que meus melhores amigos eram simultaneamente meus piores inimigos. Eu me diverti pra caralho e confiava neles, mas também vivia me preocupando com o fato de que a qualquer momento alguem poderia estar aprontando alguma coisa comigo. Mas a recíproca também era verdadeira. Eu não era nenhum santo. Não que fizéssemos algo grave, só brincadeiras idiotas (na maior parte do tempo), que (geralmente) não faziam mal a ninguém. Apenas o necessário pra modelar o caráter. Pra te deixar mais esperto.
Naquela época, por exemplo, todas as matérias eram reunidas em uma única e gigantesca apostila bimestral. Então os professores guiavam as aulas do dia pelos números indicados no canto inferior das páginas. Acontece que, se eu me descuidasse por um único minuto, alguém rapidamente passaria uma tesoura na borda de minha apostila e eu ficaria perdido até o início do próximo bimestre. E geralmente fazíamos isso no dia da entrega da apostila. Aprendi na marra a decorar onde os professores tinham parado na aula anterior.
Mochilas eram carregadas de pedras assim que o dono delas desviasse o olhar. Ou pior. Alguém viraria as próprias lixeiras das salas de aula dentro das mochilas. E você poderia chegar em casa com cascas de banana ou restos de chocolate melecando seu moletom. No primeiro ano, aprendi que mochilas eram um item supérfluo.
Aviões de papel carregados com pó de giz sobrevoavam a classe. Os uniformes brancos geralmente voltavam pra casa cheios de manchas coloridas. Aprendi a desconfiar de qualquer coisa suspeita que passasse voando próxima a minha carteira.
Se alguém dormia na aula, poderia acordar sem pertences, queimado, com um chapéu de palhaço e bilhetes nas costas. Assim aprendemos a dormir sonos leves, como caçadores de vigia numa selva.
Piadas ruins eram punidas com murros nos braços. Em um tempo em que minhas maiores inspirações na vida eram Chandler Bing e Jerry Seinfeld. Todos meus amigos tinham os braços roxos, aqueles roxos de boxeador, com as bordas amareladas, que nossos piores inimigos jamais deixariam. Era nosso próprio Clube da Luta. Gosto de pensar que, com o tempo, aprendi a ser mais engraçado e a pensar mais antes de falar.
Estojos eram colados nas carteiras (com cola ou pregos), e isso quando a própria carteira onde eu sentava não era sorrateiramente levada pra fora da sala enquanto eu saía pra dar uma mijada. Ao retornar pra classe, não havia mais lugar para sentar. Tínhamos que estar preparados pro imprevisível.
Diz a lenda que alguns chegavam a mijar no catchup da cantina. Isso eu não posso confirmar, mas ainda assim, sempre optei por não usar nada no meu salgado.
Bebidas batizadas com laxante, carros movidos de lugar no estacionamento graças ao esforço comum de seis sacanas, cigarros explosivos, cuecas no ar condicionado, pelos queimados com isqueiros. Bons tempos.
Houve uma única vez que me deixou irritado de verdade. Estávamos fazendo um churrasco durante o inverno na casa de um amigo. Alguém decidiu usar o banheiro externo da edícula, que ficava próximo da churrasqueira. Me apontaram uma escada, disseram pra eu subir no telhado do banheiro e, lá de cima, molhar o cagão com a mangueira através da janela. Me senti o rei da malandragem. Só que assim que eu cheguei no telhado, os mesmos filhos da puta que me deram a brilhante ideia retiraram a escada que eu deixei apoiada na parede, me deixando preso lá em cima. E quem tomou um banho gelado, num frio de lascar, fui eu.
Fiquei com vontade de pular, mas o telhado do banheiro era muito alto. Eu ia me quebrar inteiro. Assim, fiquei tomando baldes de água na cabeça até que meus amigos se cansassem da piada. Quando finalmente me deixaram descer, eu estava tão irritado que a bebedeira já tinha passado e voltei andando, emburrado e sozinho para casa (que ficava a uns 8km de distância). No fim, admito que até essa foi uma boa lição. Aprendi a não tentar querer ser mais esperto que os outros.
Hoje, no "mundo dos adultos politicamente corretos" não convivo mais com amigos que pregam peças uns nos outros, que vivem se julgando e criticando duramente qualquer atitude fora do normal. E sinceramente sinto falta disso. Com o tempo, sinto que fiquei mais mole, mais despreparado pra vida (que é na verdade muito mais sacana que meus amigos).
Se ainda tivesse alguém me criticando sempre que eu comesse uma única batata frita a mais, como costumávamos fazer uns com os outros antigamente, quem sabe eu não teria engordado tanto depois de deixar o colegial.
De qualquer forma, isso não importa. Essa história não é sobre como eu sobrevivi sem meus amigos. Esse é o relato do dia em que, graças a uma de nossas brincadeiras, uma garota morreu.
Quarta passada, véspera de feriado, foi do Dia da Toalha, que virou o dia do Orgulho Nerd por sabe-se-lá qual motivo. Não teria data mais apropriada, então, pra ir com a Manda a um jogo de futebol! Sim, isso mesmo que você leu. O primo da Manda veio pra SP com a namorada e fomos ver o Palmeiras enfrentar o Fluminense no Allianz Parque! Foi o segundo jogo do Palmeiras (pessoalmente ou não) que vi na vida, sendo que o primeiro foi no Pacaembu com meu irmão, o Paschoal e o irmão dele. E não é que bem na entrada do estádio eu encontro o Paschoal, que eu não via desde a época do Mackenzie? Loco, loco, loco, isso é Mackenzie! Entramos no estádio (e ainda to chateado pelo fato de só venderem cerveja sem alcool lá dentro), achamos nossos lugares (o primo da Amanda parecia eu na Comic Con, se sentindo em casa e maluco pelo estádio) e esperamos o jogo começar. O primeiro tempo foi sofrido, mas no segundo o Palmeiras fez dois gols quase que um em seguida do outro, garantindo o jogo e uma ótima estreia nossa no estádio. Pegamos um Uber pra casa e pedimos pizza da Bella Antonia (lombinho + gorgonzola, chocolate +morango). O feriado não poderia ter começado melhor.
Na manhã seguinte, todo mundo acordou tarde. Tomamos café e partimos pro Memorial da América Latina pra conferir a exposição do Chaves que ta rolando ali desde o começo do ano. Tinha uma fila gigante e lugar só pra dali 2h. Então compramos os ingressos online mesmo, almoçamos no BK do shopping Bourbon e voltamos as 16h pra entrar na réplica da vila. O problema é que o evento não é dos mais organizados e junto com mais 99 pessoas, você tem só meia hora pra conferir tudo. E como vc fica dependendo da boa vontade de pessoas lentas na sua frente pra conseguir tirar suas fotos, por mais que a vila seja realmente muito fiel e seja único andar por ali, a experiência acaba sendo prejudicada. As 17h, deixamos as visitas na rodoviária e voltamos pra casa. Estava meio mal da gripe, e passei a maior parte do dia dormindo.
Na sexta, a Manda trabalhou, então aproveitei pra ler hqs e jogar videogame até o final da tarde, quando saí encontrar ela no consultório do centro buscar umas cervejas que eu tinha comprado online.
Mais a noite, recebemos em casa uma amiga da pós da Manda e de seu marido trekkie. Eles trouxeram aperitivos pra umas mil pessoas! Queijo, salame, sardella, patê de salmão, pães italianos, coxinhas, quibes, mini hotdogs, folheados e amendoins (e éramos só nós quatro)! Ou seja, comemos muito bem, tomamos litrões de cerveja, a Manda fez batidinhas de côco e acabamos tendo uma noite sensacional, sem nem ao mesmo sair de casa no frio. Sempre bom receber visita!
Já no sábado, graças ao frio (e a ressaca), acabamos ficando de boa mesmo. Assisti um documentário sobre a série do Guia do Mochileiro (agora sim, to celebrando o dia da toalha!), The Big Short (filminho ótimo) e outro doc sobre o Twisted (FUCKING) Sister, bem interessante e que mostra o quanto os caras tiveram que lugar até finalmente conseguir um contrato com uma gravadora. A Manda, profissional home bartender, fez até uma piña colada perfeita!
Domingo, mais do bruxo e sua caçada selvagem, um pouco do ótimo, subvalorizado e infelizmente cancelado seriado inglês Utopia, fui na feira com a Manda tentar retomar nossa vida mais saudável, li dezenas de hqs e fechamos o feriado com uma sopinha de mandioca. =)
Esse final de semana fui praticamente um turista em SP, exatamente do jeito que eu gosto. Acordei cedo, graças a boa e velha sindrome do vovô, que faz com que depois de certa idade você passe a acordar com as galinhas e segui direto pra Velen, upar meu bruxo de cabelos brancos e enfrentar monstros e bruxas em uma das maiores imersões em videogame que já tive (em outras palavras, joguei horas de Wild Hunt). Depois, tomei com a Manda um café (que eu mesmo fiz) e chocolícias (porque essa semana teve Festival do Biscoito nas lojas Americanas). E logo depois, já estávamos pegando um bus praX-Men Expo, uma pequena exposição no MIS de peças da Fox utilizadas nos filmes dos X-Men. São menos itens do que eu esperava, mas obviamente algo que eu simplesmente tinha que fazer. E valeu a pena não só por ver esses itens de perto, mas também porque acabamos conseguindo ingressos de última hora pra concorrida exposição"O Mundo de Tim Burton"(santo São Pedro afastou as pessoas e nos deu essa chance), que eu queria visitar ha bastante tempo.
Essa já era bem mais completa, com vários desenhos e ideias desse puta diretor foda que tem tanto filme que a gente acaba nem mesmo lembrando da metada. Tinha esculturas de Frankenwinie, Marte Ataca e até de um Brainiac nunca utilizado no cancelado Superman Lives. Além disso tinha várias montagens gigantes, telas interativas secretas (um videoclipe que você só conseguia assistir se segurasse um vidro especial na frente) e um escorregador! Ou seja, eu e a Manda escorregamos como crianças em um escorregador preto bizarro, como se estivéssemos realmente dentro da mente conturbarda do cara! E ainda pagamos mais barato do que se tivéssemos comprado o ingresso online. Sucesso!
Mas o dia estava só começando, voltamos pra av. Paulista e almoçamos um x-bacon muito bom na H3, com cookies aquecidos na hora! E logo em seguida assistimos ao excelenteX-Men: Apocalyse.
Ok, esse filme tinha a fada da expectativa baixa do lado dele, e isso sempre ajuda, mas porra, tem muita coisa boa no filme! Verdade mesmo, nem parece que é do Synger! Muitas dessas coisas são spoiler, mas só posso dizer que pela primeira vez os X-Men da tela eram realmente parecidos com os das hqs, foi utilizada a santa fórmula Marvel (comédia + roteiro coerente + muita ação + respeito aos personagens + cena pós-créditos) e como sempre, ela funcionou.Na saída, fomos obrigados a pegar mais cookies, e experimentei a sensação do novo sabor chocolate com pimentaque é realmente diferente, doce no começo e apimentada no final. Voltamos pra casa, a Manda preparou umas batidas de vodka(Durlof, mano, Durlof) com côco e vimos um pouco de TV. Por mais dias como esse! No domingo, acordei cedo novamente e voltei pra jogatina de Witcher 3 (se você não me aguenta mais falar desse jogo, imagina a Amanda! =b), tomamos café com bolinho e andamos até o Anhangabaú pra Virada Cultural. O lado bom do espetáculo que escolhemos dessa vez, foi que haviam cadeiras. Ou seja, nada dos encoxamentos do Uriah Heep, o ruim é que tinha sol, então a Manda passou o show todo de burca. Mas o que importa mesmo é o que o musical, Raia 30, no qual a Claudia Raiacelebra seus 30 anos de carreira é realmente muito bom e de graça, do lado de casa, não tinha como ser melhor. Antes do espetáculo, teve até um show com umas minas dependuradas nuns panos e girando, que ficou sensacional com as nuvens de fundo (e mais assustador, porque né, uma roda suspensa montada as pressas na ponte não é a coisa mais segura do mundo). Saindo de lá, caminhamos a Rio Branco (com direito a umShwarmano caminho!) em direção a praça Princesa Isabel, pra conhecer a famosa coxinha doFrangó, que há tempos nos era recomendada, mas pela distância nunca acabava rolando. As coxinhas eram boas mesmo (mas o Veloso ainda ganha, e se eu não citar a Renata a Manda ficaria ofendida rs), e ainda tinha umcombo que vinha com uma Young´s Double Chocolate Stouta um preço justíssimo ($15 por uma breja dessas + 5 coxinhas, basicamente o preço só da cerveja).
Voltamos pra casa passando por quase todos os demais palcos, e ainda achamos uma lojinha na rua de casa que vende pote de Ben & Jerry´s.Tomamos sorvete, dormimos, acordamos e tomamos batida enquanto assistimos"A Colina Escarlate". Li umas hqs e assim que Manda capotou retornei para Velen. Só diversão. E a semana que começava ainda tinha feriado! :) Preciso ainda fazer um parênteses aqui sobre o Vale do Anhangabaú. Eu amo o centro, e essa região foi pensada pra ser um puta ponto turístico incrível. Tem esculturas lindas, escadas dignas da realeza, um belo jardim e vista pro maior teatro da cidade. Custa cuidar melhor desse lugar? Será que a prefeitura não podia mesmo tentar livrar esse espaço dos moradores de rua e do cheiro de mijo? Tenho compaixão por essas pessoas quato qualquer outro ser humano, mas não tem gente se lavando na Fontana de Trevi, certo? É um lugar lindo,que merecia muito ser preseravado. Imagino o arquiteto que armou essa porra, viajando pro futuro e caindo no choro por terem feito isso com o conceito que ele desenhou. Mas talvez a própria escolha do lugar já estivesse errada desde o princípio, afinal, originário do tupi-guarani, Anhangabaú vem de anhanga-ba-y, que significa rio dos malefícios do diabo. Os índios acreditavam que as águas do riacho Anhangabaú provocavam doenças físicas e espirituais. Ou seja, talvez o lugar não vá pra frente mesmo porque está tomado por energia negativa. E tem índio que sabia disso dando risada desde que os portugueses trouxeram a primeira pedra pra construir o rolet.
Depois de uma sexta-feira cheia (com pedido de relatório chegando em cima da hora pra ser entregue no mesmo dia), cheguei em casa pra comer uma pizza-maravilha de lombinho da Bela Antonia com a Manda. Batizamos a pizza com o melhor catchup do mundo e estreiei minha nova caneca do Rei Gelado com uma cerveja.
Em seguida, encontramos o Kevs pra umas cervejas nos bares literalmente ao lado e do outro lado da rua de casa. Estava frio, e estávamos cansados, mas se tem algo que aprendi com os rippers é aproveitar as amizades antes que elas acabem. Logo, todos se tornam velhos gordos cansados demais pra sair de casa. Então, se alguém te chamar pra beber, apenas vá. Deixar pra depois pode ser tarde demais.
Passamos o sábado em casa, jogando videogame e assistindo uns filmes kapsa (como Sicario ou Frankenweenie), com o ponto alto ficando mesmo pro roliço com molho de cerveja da chef Amanda.
No domingo, li muitas hqs, estudei e vi o Dedé Santana saindo do hotel do lado de casa, mas tava sem celular no bolso pra registrar o momento. Jantei uns lanches de linguiça de tablete com a Manda, e assim mais um fds passou voando.
Foram dias mais focados em descanso do que em diversão propriamente dita, mas tudo bem, afinal os X-Men e a Virada Cultural estavam logo ali na esquina.
Sexta passada eu e a Manda voltamos pra Jau. Fomos de carona com o Sergio (e seu dog de barbicha marota), e até que a estrada tava mais tranquila do que eu esperava. Chegando em Jau, deixei a Manda na casa dela e jantei um rospinho com meus pais (tinha até cerveja de trigo e cookies de sobremesa pra acompanhar!).
No dia seguinte, passei boa parte da manhã lendo hqs e tentando ensinar minha mãe a usar um pau de selfie. Depois, com a família toda reunida, fomos almoçar um peixe com catupiry e bacon no Italo, onde tava rolando o casamento de uma amiga da minha tia (irmã mais velha da minha mãe) que sempre estava em casa nos nossos aniversários quando a gente era criança. Meio doido "estar" presente no casamento dela, ainda que sem querer, tantos anos depois. Ela mandou até bolo com sorvete!
A noite, saí com a Manda encontrar o Guto e o Shao no Barban (não da mais pra usar o nome Ripper, porque a turma original não existe mais e seria o mesmo que continuar chamando o AC/DC de AC/DC com o AXL nos vocais). Lá tivemos uma noite realmente divertida, com muitas cervejas, lembranças, porquisses shaolíneas e música ao vivo (algo que parece não fazer falta, mas sempre que vejo percebo o quanto gosto). Saindo de lá fomos até comer no Beco (que ainda não aceita cartão) pra comer um lanche (e estava muito bom!).
O domingo foi bem corrido. Acordei cedo pra sair com a Manda comprar carne (sério, compramos tanta carne que parecia que íamos abrir um açougue em SP), encontramos meus pais pro almoço de Dia das Mães no La Tavernetta e obviamente comer lasanha, o prato italiano supremo. Depois, fomos pra casa comer bolo (de leite ninho com morango!) e cantar parabéns pro meu irmão. Entregamos os presentes, mas o presente do meu pai acabou roboubando a cena. Ele disse que ela "era o tempero que fazia diferença na vida das pessoas" e entregou um saleiro furtado pelo "Sinhore Salvatore" (nome que marcaram "errado" na nossa reserva no almoço). Um crime perfeito :)
A tarde, eu e a Manda passamos no Sustinho pegar um bolo Red Velvet (melhor que o do Starbucks) sensacional que eles tinham guardado pra gente do fds anterior e jogar umas partidas de FIFA. Depois passei na vó da Manda, e ajudei meu irmão a fazer um pão de queijo caseiro (com muito, muito provolone) que jantamos com recheio de linguiça. E depois de um fds incrível cheio de coisas boas e diferentes, chegou a hora de voltar pra São Paulo, onde The Witcher (melhor jogo que peguei pra jogar no XONE até agora) me esperava. =)
O final de semana passado, eu e a Manda dedicamos ao cinema. Na sexta, depois de tomar um McFlurry lotado de chumbinho, assistimos à incrivelmente fiel adaptação de Mogli. Os efeitos do filme ficaram incríveis e a história é exatamente a mesma do desenho da Disney, só que melhor, afinal agora os lobos, tigre, macacos, pantera, cobra e urso são (ou pelo menos parecem) de verdade! Um filmão pra todas as idades! Fomos só porque tínhamos um supersaver sobrando, mas acabou sendo uma ótima experiência. Voltamos de taxi (e já fica aqui o agradecimento ao 99Taxi e ao Johnny Walker pelo desconto, sem eles seria totalmente inviável não voltar de metrô!)
No sábado comecei a gastar pra valer o Xbox One! Joguei muito Halo 5 e principalmente Gears of Wars (franquias que, como usuário de longa data da Sony, eu sempre tive vontade de conhecer), li muitas hqs, e a noite, fui com a Manda pra Paulista assistir à grande estreia da semana: CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL!
Axl tava errado pra caralho, a gente precisava muuuito disso!
E como de costume, a Marvel e a Disney não decepcionaram. Tem tudo ali, a essência das hqs, heroi contra heroi com motivações de verdade, roteiro sério mas recheado de piadinhas e referências, surpresinhas e potaquepariu: o melhor Homem-Aranha já feito nos cinemas. Era tudo que eu esperava (e sinceramente, eu esperava pra caramba, afinal, considero "O Soldado Invernal" o melhor filme da Marvel). Um puta dum filme bunito de DEUS! PS: Tem até ceninha gravada no Brasil, em lugar que já visitamos! ^^
Na saída do shopping, coloquei até meu rosto no Hall of Faces de Game of Thrones (esse shopping tem sempre coisas legais da HBO rolando, foi lá que eu participei da escape room da série "O Hipnotizador").
De resto, muitas leituras e cozinha caseira da Manda. Ótimos lanches de carne comprada em Jaú, cerveja importada com preço promocional, amendoins, frango empanado e macarronada. Sucesso! :)
Um pensamento que ficou na minha cabeça o tempo todo dentro dos parques da Universal foi o quanto aquilo tudo me lembrava de quando meus pais me levavam no Hopi Hari. Ainda que não seja do mesmo nível, a experiência (e muitos dos brinquedos) não deixa de ser muito parecida. Deu saudade daquela época em que era fácil reunir todo mundo (já que ainda morávamos juntos e não tinhamos poder de voto pra decidir pra onde iríamos =b) e meus pais tinham coragem de levar três bolinhas famintas por hamburgers e compras compulsivas num passeio desse tipo. Sendo assim, nada melhor do que aproveitar com a Manda uma carona com a Verys pra voltar pra Jau horas depois de chegar do aeroporto. Dormimos praticamente todo o percurso e acordamos na porta de casa, bem na hora de comer com meus pais um tradicional lanche do rospinho com cerveja e histórias de viagem. Minha mãe tinha até caprichado e preparado bolachas de nata, que hoje em dia são tão raras quanto...oras, nata! E como se não fosse o bastante, tinha caixas e mais caixas de Amandita! Uhuhu!
Sabado de manhã finalmente descansei de verdade, li algumas hqs, passei as fotos pra nuvem, assisti um pouco de "Capitais do Delito" com meus pais e (como O Vyc estava aí e ele não gosta de frangos mas não perdoa leitoas) fomos almoçar no Polaco. Depois, mais hqs, sonequinha e fui avisado pelos V´s que nas Lojas Americanas todos os jogos de Xbox One estavam com 50% de desconto, fazendo com que coisas como Metal Gear 5 saíssem por 60 reais! Sucesso! Mais barato que nos EUA!
Logo depois, saímos jantar na Benvenuti (que tem cada vez novos sabores mais incríveis e chopps que poderiam ser maiores) e em seguida passei buscar a Manda pra gente encontrar o Sustinho na Cachaçaria pra mais algumas cervejas.
Domingo de manhã, passei buscar a Manda pra gente fazer umas compras no mercado (já que São Paulo continua muito mais cara que Jahu), e quando voltei já estava na hora do almoço: um delicioso joelho de porco! Quase rolou até um passeio de barco na Barra Bonita, só que como ia acabar ficando tarde, deixamos pra próxima. Meu pai comprou até a maravilhosa Baden Baden Golden, que tem gosto de canela e tem se tornado uma das minhas cervejas favoritas ultimamente (definitivamente, melhor que qualquer uma que eu tenha tomado nos EUA). A tarde, assisti um documentário interessante sobre o telescópio Hubble no Netflix (queria ter assistido a ele em 3D no Kennedy Space Center, mas acabou ficando pra próxima visita a Orlando também) e depois passei na minha tia pegar umas comidas pra semana e na vó da Manda pra umas fofocas. =b
Enquanto isso, os V´s brigavam por um desconto ainda maior num Halo 5 nas Americanas por conta de um erro na propaganda (era 50% em cima do valor da etiqueta, e esta etiqueta já estava com metade do preço, moral da história: acabei pagando trinta e poucos reais em um jogo que valia 150). Sucesso!
Voltei com a Manda pra casa, assistimos um pouco do jogo Palmeiras x Santos (to por dentro dos esportes esses tempos, né?) e a Veri ainda fez tapioca de janta.Voltamos rapidamente pra SP, mas ainda estávamos tão cansados que acabei indo dormir sem nem ter tempo de testar o Xbox. =]
Já fazem cinco anos que morei nos EUA. Finalmente consegui voltar pra lá, e dessa vez com a Manda junto pra mostrar pra ela o maravilhoso mundo do Tio Sam. Carambaaa, Eu sabia que sentia saudades daquele lugar, só não sabia o quanto. Pessoas educadas, compras a preço justo, impostos transparentes, carros e estradas de qualidade, e comidas maravilhosas, que país maravilhoso!
Nossa viagem começou no dia 15, uma sexta-feira. Saímos mais cedo do trabalho, pegamos um (santo) uber - melhor opção do mundo pra ir pro aeroporto - e depois de 1h30 de transito, conseguimos finalmente chegar no aeroporto pra nossa esperada viagem pra Miami!
O voo da American Airlines tinha tudo que nosso último voo pra Foz não tinha. Jantinha nice, bebida gelada, travesseiros, cobertas e telas individuais com ótimos filmes candidatos ao Oscar (destaque pra "Grande Aposta" ou "The Big Short, filmasso!).
DIA 1 - Good morning, USA!
Depois de aproximadamente 8h de viagem, chegamos ao MIA, pegamos o metrô do aeroporto até o estacionamento de aluguel de carros e logo nos entregaram a chave do nosso Accent, um carro espaçoso, com ar condicionado e câmbio automático, que alugamos por uma bagatela pela qual não me alugariam nem um Gol no Brasil.
Usando o HERE, aplicativo de GPS gratuito que funciona offline pra celular, conseguimos chegar sem problemas até nosso hotel em Orlando. Eu não sou o maior motorista do mundo e minha co-pilota não sabe diferenciar direita de esquerda, mas as estradas tem tantas pistas, são tão bem sinalizadas e os motoristas são tão educados que as 3h de viagem foram realmente tranquilas. No caminho, paramos até pra tomar um café com donuts no Dunkin´Donuts e comer uns hamburgers deliciosos num Wendy´s.
O Check-in no hotel era só as 15h, então como chegamos cedo passamos direto no Walmart (diversão favorita de 9 em cada 10 brasileiros nos EUA), compramos umas garrafas d´água, cerveja e tortas de cereja. Tomamos um banho e caminhamos (sim, estávamos perto o suficiente dos parques pra andar até eles!) até o Universal Studios, um dos lugares mais divertidos que já visitei na vida.
Transformers The Ride-3D
O primeiro brinquedo que visitamos foi o do Transformers, uma montanha russa misturada com filmes 3D que simula você montado em um transformer no meio de uma batalha entre Optimus e Megatron! Foda pra caralho! No começo estranhamos um pouco a fila (afinal, era sábado), mas vimos que valia mesmo a pena (e na saída, ainda ganhamos um passe que nos garantia cortar a fila caso quiséssemos ir nele de novo.
Men in Black: Alien Attack
Saindo de lá, fomos até o brinquedo de MIB, que estava com filas mais curtas, passamos pelo interior do complexo (com baratas na cafeteria e os dois aliens da monitoria) e montamos em um carrinho que vinha com pistolas pra gente matar uns alienígenas. Não tinha muita emoção, mas não deixava de ser divertido.
The Simpsons Ride
Em seguida, fomos dar um rolet em Springfield! Uma ala nova do parque, que eu tinha vontade de visitar desde quando li a notícia de sua construção. Como já estava anoitecendo, passamos rápido pelas lojinhas e corremos pra montanha-russa do Krusty, outro brinquedo incrível que nas quedas simuladas fez a Amanda gritar mais que as criancinhas. A construção da espera pras atrações são demais, você é totalmente imerso no brinquedo e dessa vez não era diferente. Havia um desenho animado feito só pro parque rodando durante a fila, no qual o Sideshowbob toma controle do brinquedo e fazem de tudo pra criar emoção como se você estivesse prestes a se ferrar. Uma experiência realmente muito bem planejada!
Estava até rolando um Mardi Gras, com várias pessoas fantasiadas, barraquinhas de comida típica e shows (por dois dias, perdi um show grátis do Three Doors Down) num palco montado ali no meio da City Walk (entrada comum aos dois parques da Universal).
Voltamos pro hotel com o transporte gratuito fornecido por ele (pegamos um dos hotéis mais baratos do booking, e ele tinha literalmente tudo que precisávamos, estacionamento grátis, proximidade com a International Drive e onibus pros parques) e pegamos umas asinhas (extremamente apimentadas, pra minha alegria e pro desespero da Manda) pra jantar.
DIA 2 - Island of Adventure
No segundo dia, decidimos visitar a Island of Adventure, outro parque da Universal. Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel (não tinha muita coisa, mas era honestíssimo pelo preço) e sem tempo pra esperar pelo bus, fomos pra lá caminhando mesmo. O que foi bom, já que tivemos tempo de dar uma olhada nas lojinhas nas proximidades e no querido Walgreens, uma "farmácia"/minimercado que tinha desde camisetas a bonecos a bolas de futebol americano. Entramos no parque e fomos direto pros brinquedos que aparentavam ser os mais concorridos.
Comic Strip Avenue
Só a entrada desse parque já era perfeita. Todas as construções eram baseadas em quadrinhos, tinha displays gigantes do Wolverine e do Homem-Aranha, um fantasticarro pra eu dirigir, foguetes do Flash Gordon que lançavam agua pra refrescar, ruas chamadas Stan Lee Ave ou Yancy St. e foi difícil sair dali pras filas dos brinquedos. Mas tudo bem, ainda voltaríamos muito para aquele lugar.
Jurassic Park River Adventure
Sempre adorei Jurassic Park (já li até o livro), mas nunca pensei que poderiam criar algo tão próximo de vivenciar algo exatamente como nas histórias. Passamos pela porta de entrada do parque dentro do parque, onde sempre tocava a trilha sonora do filme, montamos em um bote e passamos por dinossauros animatrônicos, cercas quebradas e demais sinais de que algo estava fora de contre e acabamos encarando um tiranossauro e uma leve queda d´água (como no vídeo, caso não se importe comigo estragando a surpresa). Que coisa linda algo assim existir!
Harry Potter and the Forbidden Journey
Em seguida, caminhamos até Hogsmeade, uma réplica perfeita do mundo bruxo de Harry Potter! Tomamos cerveja amanteigada (algo que quero fazer desde que tomei "A Pedra Filosofal" emprestada da minha irmã), e entramos no castelo de Hogwarts (outro lugar sensacional, cheio de quadros animados, estátuas e hologramas), pra uma nova montanha-russa com filme 3D. Voamos pelo castelo, passamos por um dragão que tem bafo quente de verdade, sobrevoamos o salgueiro-lutador e dementadores e ainda demos uma passada em um jogo de quadribol. Saindo dali, fomos pra montanha-russa do Hipogrifo e entramos em várias lojas de varinhas, brinquedos e doideiras. Na loja do Olivaras, por exemplo, rola até um teatrinho com um velhinho ensinando um jovem bruxo a como encontrar a melhor varinha pra ele (com vários feitiços dando errado no meio do caminho).
Almoçamos uma pizza com salada, pão de alho e maionese Heinz a vontade na Comic Strip Avenue e logo continuamos nosso passeio. Era hora de finalmente ver o amigão da vizinhança.
The Amazing Adventures of Spiderman
Bem no meio da CSA tem um prédio que lembra o Empire State com um Homem-Aranha gigante. Por dentro, ele é uma réplica do Clárim Diário, e logo vemos o Jameson reclamando e assistimos a um desenho animado exclusivo no qual vemos alguns vilões roubando a estátua da Liberdade. Aí montamos num carrinho de repórteres e...puta que pariu! Você entra de vez no universo Marvel. Tem o Aranha subindo no capô do carrinho e elogiando seus óculos escuros. Tem participação especial do Stan Lee. Tem bombas do Duende macabro (com fogo de verdade! Tem o Hydroman te molhando, o Elektro te dando choque. O Octopus de jogando de um prédio, a Scream lambendo seu rosto e claro, o Aranha salvando o dia. Pra alguém que curte tanto o Aranha quanto há tanto tempo, é de lacrimejar. Gostei tão pouco que fomos nesse brinquedo umas 4 vezes.
Doodley Do-Right Rip Saw Falls
Hora de se molhar! Uma das montanha-russas do parque é do desenho do guarda florestal Doodley e tem a maior queda do parque. O personagem pode ser praticamente esquecido, mas o brinquedo é inesquecível. A gente saiu absurdamente molhado e só não voltou porque essas filas são as com menos interatividade e das mais demoradas.
Popeye & Bluto's Bilge-Rat Barg
Aproveitando que estávamos molhados mesmo, embarcamos em um dos botes do brinquedo do Popeye, que é tipo o "Rio Bravo" do Hopi Hari, com a diferença de que você se molha umas 10x mais e ainda tem uns robôs do Popeye, Brutus e Olivia brigando pelo meio do caminho. Ainda bem que a Manda insistiu em guardar nosso dinheiro, camera e passaportes, porque se dependesse de mim voltaria tudo encharcado.
Poseidon´s Fury
Outra coisa legal que tem lá dentro são mini teatrinhos interativos, como esse chamado "A Fúria de Poseidon", onde você entra numas ruínas enormes e encontra um suposto professor de arqueologia descobrindo como renascer um antigo deus e seu maior inimigo. Eles se enfrentam num puta show de água e fogos e você fica bem ali, no meio de tudo.
Storm Force
Os X-Men realmente mereciam um brinquedo melhor. Nessa atração, você monta em um carrinho circular (tipo uma xícara) e fica girando (e quase batendo) numa pista enquanto o Professor Xavier fica gritando que temos que usar os movimentos pra vencer o Magneto. Meio kapsa.
Infelizmente a montanha-russa do Hulk e a ilha do King Kong estavam fechados para reforma. Mas só isso e as vindouras Fábrica de Chocolate e atração dos Velozes e Furiosos já são motivo o suficiente pra gente querer voltar pra lá o quanto antes.
Perdemos a van de volta, mas acabou sendo bom pra gente voltar caminhando e jantar uma porrada de frango no KFC.
Depois voltamos pro Walmart, comprar mais alguns cosméticos, presentinhos e sorvete Hageen-dazs, que a Manda demorou pra ver que perdia muito pro Ben & Jerry´s.
DIA 3 - Universal Hollywood Studios
Fizemos bem em visitar cada parque em um dia no fds, porque durante a semana parecia que as coisas seriam bem mais tranquilas.
T2-3D Battle Across Time
O primeiro brinquedo que visitamos foi o cineminha 3D de Exterminador do Futuro. E quando eu digo 3D, é um 3D bom de verdade, daqueles que vai fazer qualquer filme que voce veja no futuro parecer um lixo. Você entra no prédio da Cyberdine, acompanha o lançamento da Skynet, a intromissão da Sarah e do John Connor e em meio a atores, robos e explosões de verdade tem três telas gigantes, uma frontal e duas laterais que criam a melhor experiência em 3D ever! O novo robô vem pra cima da plateia, muito literalmente. Com fumaça, tiros, cheiro de pólvora e pedaços de gelo voadores. Outra de minhas atrações favoritas, que obviamente eu e a Manda repetimos.
Depois aproveitamos nosso "passe fura-fila" e vimos Transformers de novo. Repetir é sempre bom pra pegar os detalhes, tipo uma cabeça gigante do Megatron que pode passar despercebida.
Harry Potter and the Escape from Gringotts
Voltamos ao Beco Diagonal logo depois pra visitar o banco de Gringotts, uma construção incrível que tem um dragão enorme no topo (que inclusive cospe fogo de verdade), pra mais uma montanha-russa indoor. Nessa, um irmão do Rony nos leva passear pelo banco, enquanto ele está sob ataque de Você-sabe-quem e da Bellatrix. Bem divertido e ainda nem pegamos fila, porque nessa altura já tinhamos aprendido a usar o benefício do Single Rider (furar fila pra preencher carros em que lugares sobrem. por exemplo: uma família de três está em um carrinho de 4 lugares. Sobrou um lugar pra um solitário, que não se importa de ir sozinho no brinquedo.) Não é exatamente um grande problema, ja que a Manda foi em um carrinho que ficava exatamente atrás do meu.
Springfield
Depois fomos dar uma volta em Springfield. É incrível andar por essa cidade que tanto conhecemos e amamos. Tem a lojinha do Apu, o Krusty Burger (onde almoçamos um lanche gigantesco e delicioso), a loja de Donuts (onde comemos um sanduíche de dount com cobertura de morango, recheado com sorvete, chantily, hot fudge e cereja - o melhor donut que já comi na vida), e é claro o bar do Moe, onde comprei um Moe Flamejante e tomei uma Duff! Demos mais uma volta na montanha russa e seguimos em frente.
E.T. Adventure
Uma das atrações mais datadas, e por consequencia, bobinhas é a baseada no filme ET, na qual demos uma volta de "bicicleta" fugindo da polícia pela floresta e obviamente terminamos sobrevoando o espaço. Apesar de antiga, os bonecos e cenários são realmente bem feitos, só faltou mesmo um pouco de emoção.
Revenge of the Mummy
Outra montanha-russa no escuro é a do filme "A Múmia", que apesar dos efeitos datados, é uma das mais velozes e que tem mais quedas e viradas bruscas. Esse era um dos meus filmes favoritos nos anos 90, deu até vontade de rever.
Shrek 4D
Visto tudo aquilo que realmente importava, começamos a ir nas atrações que a gente supôs serem as mais "sem graça". Mas não havia nada sem graça ali, mesmo o cinema 4D de Shrek era divertido. As cadeiras desse cinema eram realmente brutas, a história divertida e (apesar das filas) foi mais um brinquedo que valeu bastante a pena.
Despicable me - Minion Mayhem
O rolet dos minions foi um dos que mais postergamos por motivos de fila maior. Não importava o dia ou o horário, a atração dessas meigas criaturas amarelas estava sempre com uma fila de quase uma hora (um ponto legal é que o parque avisa quantos minutos de espera tem cada brinquedo logo na porta de entrada de cada um deles). Como faltava bater ponto nesse brinquedo, uma hora (logo após um desfile com diversos personagens infantis) acabamos finalmente conseguindo entrar. E mais uma vez, era melhor que o esperado! Era divertido, engraçado e emocionante. Com direito até a uma pista de dança na saída =b
Pegamos o bus do hotel pra voltar, e tivemos a sorte de estar com o melhor motorista de todos. O cara era realmente educado, dedicado e passou o caminho de volta contando de como o Disney tinha trazido vida pra Orlando com a ajuda do irmão dele que era arquiteto. E que não havia nada melhor do que compartilhar um sorriso e uma alegria com as pessoas que você ama. Caralho, que motorista foda!
Nem deu tempo de jantar (e depois de um donut daqueles, nem precisava), tomamos um banho e corremos pro outlet de Orlando, que tinha muitas lojas boas e descontos que valeram muuuito a pena.
DIA 4 - There and back again
O quarto dia foi conturbado. Tínhamos arrumado um esquema maluco pra conseguir descontos em ingressos pra Disney (que incluíam uma apresentação de um hotel supercaro), que acabou não rolando por conta da Amanda ser muito jovem. Tínhamos acordado supercedo e fiquei ligeiramente irritado no começo do dia, mas um café da manhã parrudo num restaurante próximo ajudou a levantar meu ânimo. A Amanda precisava provar um típico breakfast americano, com omelete, bacon, salsicha, morangos gigantes, panquecas e o que ela mais queria: waffles. Comemos bem (a pasta de amendoim era maravilhosa), e depois voltamos pro hotel bem a tempo de pegar o onibus pro parque (não íamos de carro pra economizar a grana do estacionamento). Voltamos mais uma vez a Island of Adventure, que tínhamos visitado dois dias antes. Revisitamos os melhores brinquedos (Jurassic Park, Harry Potter, e é claro, Homem-Aranha), passeamos bastante pelas lojinhas e tivemos até tempo de brincar nas barracas típicas de parque mesmo pra Manda ganhar (inclusive me vencendo no jogo de marretar esquilos) um minion de pelúcia.
Depois passamos no Hard Rock Cafe, vimos umas roupas e guitarras do Elvis, Katy Perry e Rihanna (pois é, o rock já foi mais rock na minha época), tiramos algumas fotos no clássico logo planetário e comemos um típico dogão americano no Hot Dog Hall of Fame. O menor tamanho disponível tinha 30 cm e haviam dezenas de maioneses diferentes pra experimentar com a batata. Voltamos com o bus do hotel, e depois dirigi até nossa última visita ao Walmart de Orlando. Compramos sorvete (Ben & Jerrys *.*), cerveja, presentes, cosméticos e uma pizza gigantesca (já assada) pra jantar por míseros cinco dólares (a crua, custava um único dólar). Era dia de dormir cedo, porque no dia seguinte, eu já teria que dirigir de volta pra Miami. So long, Orlando!
Dia 5 - Miami, Bitch!
Na volta, eu já estava acostumado com o carro, com o trânsito e a estrada. Fizemos o percurso em bem menos tempo e chegamos bem fácil no gigantesco outlet Sawgrass Mill, que ficava a caminho de Miami. Sério, o lugar é tão grande que eu cheguei a me perder no estacionamento. São tantas lojas (com um preço realmente tão bom) que nem conseguimos entrar em todas.
Fizemos mais algumas comprinhas (inclusive achei uma Game Stop pra renovar o videogame, o último eu tinha comprado na época no meu intercambio e tinha me negado até hoje a trocar por um novo pra não ter que pagar o preço absurdo que cobram no Brasil) AND almocei no Chipotle! O melhor burrito da américa (não que eu tenha provado tantos, mas realmente gosto muito dessa rede). Saindo de lá, pegamos a estrada novamente em direção à South Beach. Estacionamos bem perto da praia, usamos o banheiro de um subway e fomos passear no mar: verde, gelado e cheio de gaivotas. Achei até uma água-viva, que eu nunca tinha visto de perto, presa ali perto das ondas. Demos uma volta, deitamos numas cadeiras públicas perto da casinha de um salva-vidas e depois partimos encontrar nosso hotel. Esse hotel era realmente bem pior que o primeiro, mas como não íamos ficar por ali muito tempo, não foi realmente um grande problema. Jantamos ali perto mesmo, num Burger King, porque eu estava realmente cansado de dirigir, e aproveitei pra provar um Furiosaço (com pão vermelho apimentado) e me despedir dos chili hot dogs. Num posto ali perto, ainda compramos uma cerveja e mais um sorvete, que levamos pra consumir no hotel.
Dia 6 - Dallas
Acordamos cedo pra pegar nosso voo de Miami a Dallas, de onde sairia nossa conexão pra Guarulhos. Apanhei da bomba de gasolina pra aprender a abastecer sozinho e no fim colocamos mais dinheiro no abastecimento pré-pago porque gasolina lá vendida por galão e barata demais. E de tanque cheio, partimos pro aeroporto devolver (com dor no coração) nosso carro alugado. Despachamos as malas, pegamos os bilhetes de embarque e voamos rapidamente (e mais dormindo que acordados) pra Dallas. Lá, teríamos muitas horas de espera pro próximo voo, que só sairia a noite. Então aproveitamos pra visitar diversos duty frees, lojas dos Dallas Cowboys, uma banca (lol), usar o metrô do aeroporto pra visitar todos os terminais (já sentindo falta da emoção dos trens dos parques) e fazer um almoço de despedida. A Manda queria Wendy´s e eu fui de Taco Bell. Ironicamente, os restaurantes que buscávamos ficavam exatamente um de frente para o outro: sucesso! Demos um tempo no aeroporto (deu até pra assistir uma partida inteira de basquete onde o time de Dallas apanhou feio do Oklhahoma), e tomamos o sorvete supremo: phish food do Ben & Jerry´s, com hot fudge e cookies batizado de Cookie Cookie Sundae! Acabou sendo um bom dia, com muita comida típica e compras, ainda que estivéssemos presos no aeroporto, simplesmente porque ele era gigantesco! As nove da noite embarcamos e aí era só curtir uma tela e aproveitar a comida do avião, uma das melhores viagens que já fiz na vida chegava ao fim. O lado bom é que a Manda finalmente percebeu o porque lá é tão bom e já está até com mais vontade que eu de voltar o quanto antes! See you soon USA! :)
Aproveitei esse final de semana tranquilo pra colocar em dia boa parte das leituras em dia. Muitos formatinhos que comprei baratíssimos na Rika, encadernado do Homem-Animal, hqs novas na Marvel Unlimited e o livro "Não entre em pânico", biografia do mestre Douglas Adams, escrita por ninguém menos que o doutor Gaiman. Várias curiosidades sobre a carreira, Doctor Who, o próprio Guia, amizades com os pythons e demais particularidades sobre esse grande gênio (por exemplo, aos 42min de Monty Python e o Sentido da Vida...acontece algo bem legal).
Além disso, no sábado a tarde encontrei o Kevin e o Steve na Paulista pra darmos um rolet até o Ibirapuera, o Central Park brasileiro, pra treinar um pouco de boxe. Corremos, trocamos socos, batemos em árvores, pulamos corda e fizemos abdominal na grama. Foi um programa realmente diferente e divertido, que eu espero que se repita de novo. Deu até pra ver a taça de Roland Garros, que estava em exposição no meio do parque (cercada de uma dezena de seguranças). Na volta, paramos no "Duty Free",a lojinha mais bonita da cidade pra comprar chocolates, cervejas e temperos importados. Chegando em casa, a Manda tava recebendo a visita de uma amiga da faculdade, o que significava uma geladeira cheia de cerveja gelada (tudo o que um boxeador precisa depois de um treino) e uma porção de calabresas.
No domingo, saímos pra almoçar no BK shopping, começamos os preparativos pra viagem e usei o final do dia pra colocar minha TV em dia (assisti o especial de 20 anos de Doctor Who "Five Doctors", JLA vs. Teen Titans e o mais recente e genial episódio de Sherlock).
Bom, já faz um tempão que o filme já estreiou, então não é mais SPOILER falar de BATMAN V SUPERMAN, né?Se não viu o filme ainda, nem veja (brinqs), pode pular o post!
Era uma quarta-feira, noite de pre-estreia e saí do trabalho cansado e suado louco pra encontrar a Manda e assistir um filme que prometia muito. BATMAN VS SUPERMAN, caralho, podia ter sido incrível, né? Com certeza, mas não foi.
O filme é o pior lixo que assisti recentemente no cinema. Uma gororoba difícil de engolir.Tem cena de sonho usada em trailer, Lelek Luthor Coringuete (com altos momentos de vergonha alheia), cenas que a gente já cansou de ver mil vezes e tanta, mas tanta coisa desnecessária que é de dar dó. Alguma coisa se salva? O Batman se pá. E a Mujer Maravilha. Mas só.
O grande problema é que ninguém NA WARNER entende o Superman. Desde da época do Tim Burton, que queriam botar a porra do Nicolas Cage pra interpretar o cara isso ficou claro. Superman O Retorno é um lixo, Homem de Aço é um Lixo e Batman vs. Superman é um filme do morcegão reaça. Puta que pariu, custa colocar o Super pra enfrentar a porra dum supervilão? Parasita, Bizarro, BRAINIAC!!! Porque sempre apelar pro porra do Zod?
Não quer fazer isso? Beleza, mas se quer construir um UNIVERSO, não vai ter um monte de vilão preso no filme do Esquadrão Suicida? Porque não colocar eles contra o Crocodilo ou Diablo?
Aí Bat luta contra o Super porque cada um quer solucionar o caso de um jeito?
Esse filme não precisava do Apocalypse e MUITO MENOS de um coringa fajuto.
É isso que Lelek Snyder não entende. Porque ele curte o Bátima! Que ele conhece dos videugaime! E fodasse o Superman e seus coadjuvantes! Jimmy Olsen? Mata! Lex Luthor? Podemos pintar o cabelo dele de verde?
É basicamente isso. E claro que tem gente que gostou do filme. Pra quem curte SÓ O BATMAN ta tudo bem. É um ótimo filme do Batman, só é um péssimo filme da DC como um tudo, e principalmente do Superman.
Não vale nem a pena postar o trailer aqui porque...bom, quem realmente destruiu o filme foi o editor do trailer. Todo mundo já chega no cinema sabendo a melhor frase ("Do you bleed?") e a melhor cena (chegada da Mulher-Maravilha). Na verdade, o trailer tem até cena que nem faz parte da trama central do filme. A cena do deserto seria uma ótima surpresa, se fosse surpresa.
Teve gente que saiu do cinema antes do filme acabar, teve gente que aplaudiu no final. É filme ruim? Claro que não. Mas não é nem de longe tão divertido quanto Deadpool.¯\_(ツ)_/¯
Existe um buraco bem no meio de Jau. Bem ali onde costumava ficar um lugar que teve muita importância na minha infância. Não tem casa nenhuma ali, só terra e nada. Como se alguém tivesse recortado o que havia ali. Mas eu ainda posso ver a antiga casa de meus avós, como se ainda estivesse ali. Uma velha construção rosa (que eu via como mansão) que se destaca de todas as outras. Vejo as árvores ao redor, onde eu brinco de me esconder (não sei de quem, já que meus amigos não entram ali). Vejo as torres e a grade baixa da entrada. O portão de ferro que não segura ninguém. A escadaria branca e as portas de correr de vidro que aguardam no topo. Meu avô sorri da sacada. Não porque ele ache algo engraçado, mas porque ainda não se acostumou com a prótese nova. Entro na sala e sento no sofá de couro para observar (talvez pela milésima vez) os livros da estante. Coleções infantis e infanto-juvenis. Meu personagem favorito é um sapo (ou um pássaro) que usa uma boina de francês. O quarto de meus avós é meu também. Qualquer um entra ali a qualquer momento. Tem uma TV (com um controle remoto embutido que encaixa no topo) onde eu assisto Cavaleiros do Zodíaco ou Tintin enquanto os adultos assistem novela na sala. Lá tem um cofre que eu nunca abri, E um aparelho de som que ao invés de músicas toca vozes que te ajudam a relaxar. As vozes me assustam um pouco. O número da delegacia está anotado ao lado do telefone. Isso me assuta um pouco também. O armário guarda doces, e fica trancado com um chaveiro de pata de coelho. A copa tem uma mesa que só é usada em eventos especiais. Tem fotos antigas e um baú num canto. Não me admira que esse lugar atraia bandidos. É cheio de baús, cofres e tesouros. O quarto da "minha mãe" é muito parecido com o "meu". Tem três camas, uma grudada ao lado da outra, sem nenhum espaço para transitar entre elas. Estantes cheias de revistas, talvez outro baú. É aqui que eu guardo minha lata de panetone cheia de brinquedos de Kinder Ovo e a sacola onde guardo meus gibis. Todos meus gibis ainda cabem em uma única sacola. Escrevo meu nome neles e a numeração deles na minha coleção. Em breve não será mais possível contá-los. De vez em quando, minhas tias decidem abrir o baú e se livrar de coisas que não querem mais. Adoro herdar esse tipo de coisa. O último quarto antes da copa pertence ao inimigo, está sempre trancado e eu nunca entro ali. Na sala minhas memórias se confundem, acho difícil que realmente coubesse tanta coisa ali. Vejo um sofá de frente pra TV, uma cadeira de balanço, uma poltrona enorme onde minha vó faz palavras cruzadas com os óculos presos em seu pescoço por uma cordinha. Ali também tem uma mesa de jantar (onde minha tia me ensinou a ler), uma foto enorme da minha mãe jovem na parede. Tem até uma pia, que não parece pertencer a esse tipo de ambiente. Eu aprendo a abrir nozes e quebro meu dedo do pé na porta do banheiro. O banheiro é gigante e tem uma janela que dá para uma árvore que me dá medo, pois sempre imagino que vai ter algum estranho ali. O banheiro é estranho: tem um bidê, mertiolate e nada que segure a água do chuveiro. A cozinha tem uma mesa onde normalmente servem batata frita oleosa (minha batata favorita até hoje) e carne de panela. Minha comida favorita. Se eu tiver sorte vai chover, e vão fazer bolinho de chuva açucarado. Minha sobremesa favorita. Tem duas geladeiras na cozinha. Uma delas é antiga e dá choque se você não segurar no pano do puxador para abri-la. A outra tem torta de frango gelada e sorvete. Passo pela porta de cozinha e saio para "os fundos". Tem uma mesa de pedra bem no meio do quintal. Subo nela pra fugir do fox paulistinha. Outra tia toma sol numa esteira ali perto, sem se incomodar com o cachorro nem com a ausência de uma piscina. Tem outro banheiro aqui fora. A descarga é uma corda. Minha mãe costumava contar da vez que teve pular da janela dele para a pia do tanque do lado de fora. Sempre quis fazer igual um dia, não lembro se um dia cheguei a conseguir e agora acho que é tarde demais. Aqui fora é gigantesco. Tem bananeiras, árvores mais velhas que meus avós, jabuticabeiras e uma garagem que está sempre fechada. Mais pro leste tem um cercado com mais árvores de espinhas negras e um galinheiro abandonado. Da garagem sai uma estrada de pedras (acho que um dia ela foi coberta por uvas) que dá em um outro portão de aço, mais próximo da rua. Tem muito lugar pra se esconder aqui. Faz tempo que não visito essa casa fisicamente. Mas as vezes ela aparece meus sonhos, como se nunca tivesse deixado de existir. Hoje, mendigos, ladrões e saqueadores acabaram com lugar. Saquearam até não sobrar nada. As paredes tombaram. Não sobrou nada. Nem a tv com o controle encaixável, nem os livros do pássaro francês, nem o cofre nem os baús. Ouço meu pai estacionar uma belina azul na frente do sobrado. Hora de voltar para casa.
São quase uma da manhã. Amanhã é segunda-feira e ainda não consegui dormir.
Caí num buraco. E vim parar na Rua Saldanha Marinho.
PS: Quando fui procurar uma foto do buraco pra ilustrar esse post, acabei descobrindo que a imagem exibida no Google Maps ainda mostra a casa de meus avós, como se ela nunca tivesse saído dali. Quase chorei, eu não sou o único que ainda se lembra.
Esse foi o mais social dos últimos finais de semana. Já na sexta encontrei o Kev na saída do metrô pra gente comprar uns litrões de cerveja. A ideia era ficar na frente da Roosevelt, onde o Pirata ia estar com uns amigos com um balde de gelo e fazer uma bebedeira economica. Mas antes disso acabamos com quase todas as cervejas em casa, junto com um primo do Kev e uma amiga da pós da Manda. Rolou até porção firmeza de calabresa com pão de um real! Acabamos levando várias bebidas que tínhamos abertas em casa e que nunca tinhamos cia pra tomar e zeramos tudo na praça. Pessoas, mendigos e vendedores de bolos começaram a chegar. E só sei que a noite acabou quando um amigo meu foi mijar numa parede e tomou spray de pimenta na cara.
Sábado eu e a Manda ficamos mais de boa, só curtindo um Netflix mesmo e umas porções de carne com cebola.
Domingo, fomos num churrasco na casa de um amigo do tabalho. Era longe, mas mesmo tudo que é longe fica perto de casa pela facilidade. Comemos mais carne, tomei umas cervejas, nos divertimos e voltamos pra casa pra mais um pouco de Netflix. Sim, existe um padrão aqui.
Na segunda feira, voltando de uma reunião seila onde, acabei sendo ajudado por um russo gente fina que não só me indicou o ônibus alternativo certo como também disse ser dono de uma editora (quem sabe um dia não rola uma parceria?). Coisas malucas acontecem. Hoje (terça-feira), acabei de receber o e-mail de uma outra editora confirmando minha participação na terceira antologia da qual vou participar esse ano. Enquanto eu estava ligeiramente perdido, começou a tocar dancing through life no meu iPod, nada mais justo. :)
Caramba, fazia tempo que eu não voltava pra Jau! Caramba, que saudade de voltar pra capital. Não está fácil voltar pra lá, seja por falta de grana ou de carona, parece que a distância entre as cidades ficou cada vez maior. Mesmo essa semana, que já tínhamos combinado uma suposta carona no domingo, o cara furou na quarta e tivemos que voltar de bus. Mas tudo bem, apesar da demora, fui muito bem recebido como de costume com uma cerveja gelada e um lanche do Rospinho.
Na manhã seguinte, sexta-feriado, abri minhas encomendas (o bom que sempre que volto tem dezenas de caixas me esperando ^^), e tomei um café com sequilhos com meus pais e meu irmão (que eu não via há mais tempo ainda). Algumas hqs depois, almoçamos a incrível moqueca de cação do meu pai, acompanhada de cervejas incríveis da (por mim) esquecida Baden Baden, inclusive uma com gosto de canela. A tarde continuei colocando leituras em dia, assisti um documentário sobre o Keith Richards e ajudei meu bro a fazer uns pães de queijo pra janta. Depois, eu e a Manda ainda fomos encontrar o Sustinho pra umas cervejas e provolones empanados na Dona Branca e comer uns mini churros no drive do Habib´s.
Sábado almoçamos salpicão com arroz e farofas de natal da minha tia, continuei lendo um bilhão de coisas e saí com a Manda conhecer um novo lugar de espetinhos. Mas só petisquei, e acabei jantando mesmo pizza do Rospinho com minha família. Depois, saímos encontrar o Sustinho no Armazém pra mais umas cervejas (ou caipirinhas no caso da Manda) e amendoins com alho.
Domingo de manhã, assisti um documentário sobre o Spirit do Will Eisner (muito bom, gravado no Brasil pela TV Senac e que está na íntegra no Youtube), e saí com a Manda comprar carne pra trazer pra SP (porque se aqui um maço de alface é R$5, imagina o quilo da carne). Almoçamos moqueca mais uma vez (bom, dessa vez eu e meu bro acabamos com ela praticamente sem ajuda, o resto da família comeu pernil), tirei um cochilo e logo já era hora de enfrentar a volta pra São Paulo. Outro desafio, mesmo com carona, porque a estrada estava lotada como o inferno e acabamos demorando o mesmo que uma viagem comum de ônibus. Mas como cheguei em casa carregado de carne, hqs, cafeína, livros e chocolates de páscoa, quem sou eu pra reclamar, né?
Mais uma vez, esse foi um final de semana caseiro. O que não foi um grande problema já que estreiou a segunda temporada de Demolidor na Netflix (e o Justiceiro Shane ficou foda pra caraaalho, ainda to pirando na cena final do terceiro episódio). Na sexta, jantamos uma já tradicional porção de carne com maionese Heinz com cerveja. E no sábado, depois de colocar a leitura em dia e terminar Mario 3 (o primeiro jogo de Mário, tirando Mario kart que não conta, que eu zerei na vidaaa!), fui com a Manda almoçar com meus pais que estavam de passagem por São Paulo, e o casal VV no The Joy. A tarde dei uma cochilada, e depois corri com a Manda no Sujinho Fast Burger (melhor custo benefício, mas que infelizmente fecha cedo) gastar nossa cota mensal de hamburguesa (dessa vez, com louvor!). Domingo terminei Red Dead Redemption (que eu passei anos sem saber que tinha terminado, juro que quando o personagem principal volta pra casa viver com a família dele achei que tinha acabado), assisti uns episódios clássicos de Doctor Who, e peguei um bus pra ir com a Manda na Munik comprar uns ovos de páscoa e tomar o melhor cappuccino que eu já provei na vida.
A dica de appp do momento fica pro ISSUU, que uso mais do que nunca no iPad pra economizar nos gastos com hqs. Ele é um serviço gratuito de streamming de hqs que tem praticamente de tudo (hqs novas da DC, quadrinho europeu, mangás, livros e Walking Dead). Nem todas estão em português, as vezes só em inglês ou espanhol. Mas como de cavalo dado (ou "emprestado") não se olha os dentes, ter um acervo tão amplo é simplesmente sensacional!
Esse final de semana eu e a Manda ficamos em casa. Não que tenha sido ruim. Assisti muitos filmes, desenhos e séries. Joguei videogame e li dezenas de hqs. E de quebra a Manda ainda fez várias porções (de carne, torradas com queijo e calabresas aceboladas) pra acompanhar minhas cervejas. Ou seja, não fui no boteco, mas ele veio até mim. Só saímos pra dar uma passada no Lullapalooza que tava rolando na Av. Paulista. Vimos até o Danilo Gentili por lá, mas tava tão lotado que nem ficamos muito tempo. E a Manda ainda ia se superar num lagarto com molho de cerveja e batatas, que me deixa com agua na boca só de lembrar!
Aí na segunda feira, a vida me compensou por ter guardado a grana do ingresso do lollapalooza. A banda Alabama Shakes (única do lineup que eu realmente fazia questão de ver), veio fazer uma tarde de autógrafos exatamente na Livraria (Cultura) do shopping que eu visito diariamente. Sem necessidade de ingresso ou de fila, acabei conhecendo pessoalmente a banda e levando pra casa um cd autografado. Como diria o grande Borat, "Great Success!".
A sexta foi tranquila, com o ponto alto sendo a descoberta que eu e a Manda fizemos do quão maravilhosos ficam os espetilhos do "anbar de baixo", com "pão do marajá" e maionese Heinz.
Mas aí no sábado, o fds começou a ficar bem cheio de coisas interessantes, porque mais uma vez Jau veio até São Paulo. Ou mais especificamente, meus pais.
Almoçamos no The Joy com os VVs, e depois já fomos pro teatro assistir "Wicked", peça que acabou de estreiar no Teatro Renault (ou "Abril" pros íntimos).
Admito que não esperava muito dessa peça. Parecia ser só um caça-níquel tentando tirar mais uns trocados nas custas do L. Frank Baum. E sem pesquisar muito a respeito, achei erroneamente que seria a história de um colégio de bruxas, a la Harry Potter. Que feliz engano! A história é muito, muito boa! Realmente original, efeitos incríveis (tipo um dragão gigante que se mexe no teto) e com tramas bem construídas (bom, quase todas. Tem uma trama - a do professor Bode - que é simplesmente abandonada depois do primeiro ato, mas whatever) e divertidas. Gostei bastante, me surpreendeu, o único ponto negativo ficando talvez pra tradução. Como sempre, fui ouvir a versão gringa depois da peça, e as músicas "pegam" muito mais. Nessa peça em portugues, não tem nenhuma música que fica na cabeça. Coisa que não acontece geralmente, mesmo "dubladas", muitas das melhores músicas continuam sendo sensacionais. Exemplo:
Saindo de lá, passamos na Veri e partimos pro Mr Texas, uma pizzaria que conheci através de food porn no Instagram. O lugar é bem legal, apesar de ficar no meio do nada, tem mesa de pinball, chopp a preço justo e cães gigantes de pelúcia sentados nas mesas. A pizza era exatamente o que eu esperava, uma típica pizza americana. Massa alta, cheia de recheio (muito cream cheese!) e combinando perfeitamente com o catchup especial da mesa.
No domingo, fomos todos almoçar no Gato que Ri, e acabei provando uma das melhores coisas que já comi por lá, sem querer, só por ser o prato do dia, Picanha de Cordeiro com talharim ao molho de ervas. Bem diferente, gostei. Depois eu e a Manda fomos pra casa descansar e ver um pouco de Brooklyn99 enquanto meus pais terminavam de fazer o IR com a minha tia. Nos encontramos as 17h, no shopping Frei Caneca pra mais uma sessão de teatro, pra dessa vez assistir "Meu amigo Charlie Brown", que supostamente não deveria ser tão infantil quanto foi, mas ainda assim foi divertido.
No começo, a vergonha alheia bateu forte: "Caralho, tem adultos vestidos como crianças. O gordinho tá vestido de cachorro e tem um cara chupando o dedo". É estranho e bizarro, demora pra vc dar uma chance e realmente imergir na peça. Mas passando o desconforto incial, você consegue finalmente focar no humor das tirinhas do Charles Schulz e dar umas risadas. O musical off-Broadway estreiou em 1967, então da pra imaginar que as piadas são realmente mais "inocentes" do que as de uma "Família da Pesada", por exemplo. Mas não tem nada errado com isso. Na verdade, acho que o pior mesmo é o fator vergonha alheia, porque quando fui ouvir a trilha sonora depois gostei bastante das músicas.Uma coisa que eu nunca tinha reparado quando criança era no quanto o Charlie (autor ou personagem) era depressivo. Caraca moleque, se anima ae mano, vc tem um cachorro mó daora, neto do Silvio Santos, canta mó daora e talz!
A peça acabou cedo, e dela já emendamos mais um churrasco do "an-bar de baixo" e um pouquinho de Netflix, fechando mais um ótimo fds!
Ah, vale mencionar que eu também usei minhas novas habilidades de cafezeiro nesse fds, e meus cafés da manhã com a Manda tiveram um cheirosíssimo café do Kenya com gostinho de natal, ou chocotone, mais especificamente! =]