segunda-feira, maio 29, 2017

A nata

No meio da semana, fui com a Manda conferir a pre-estreia do filme Mulher-Maravilha, na minha opinião, o primeiro filme realmente bom do Universo DC no cinema há bastante tempo. Tem uma história boa e autocontida, fiel aos quadrinhos e o filme não perde o ritmo em momento algum. O casting tá foda, não tem nenhum personagem descaracterizado, o uniforme dela ficou incrível e as cenas de batalha nem se fala. Foi a primeira exibição no Brasil, dez dias antes da estreia oficial, numa tela extreme curva sensacional do cinemark, ganhamos posters e tiaras do filme e antes da sessão rolaram até algumas comidinhas e biritas na faixa. 
No sábado, voltamos de manhã com minha irmã pra Jau, onde meus pais nos esperavam pro almoço (e aniversário da minha tia) com uma travessa gigantesca de bifes a parmegiana, cervejas e bolachinhas de nata (especiaria familiar que se tornou raridade culinária pelo simples fato de que ninguém mais tem nata no mundo). Entreguei alguns presentes atrasados de dia das mães, depois percebi que o correio tinha entregue algo que eu estava esperando chegar dos EUA há algum tempo: um ATARI! "Ah, mas qual é graça de jogar um videogame dos anos 70, se você pode jogar um de última geração?" Bom, basicamente é a mesma de se assistir a um filme clássico em preto e branco ou ler as primeiras edições de Superman. É incrível ver como tudo começou, analisar as evoluções e o peso que cada revolução trouxe. Pra mim, também é legal porque esse é um dos poucos videogames com os quais eu praticamente não tive contato nenhum. Então cada um dos 101 jogos que vem nele é uma nova descoberta. Nem tive tempo de testar todos ainda, mas é fácil entender porque Frogger, Yar´s Revenge ou Space Invaders, por exemplo, se tornaram clássicos. Por mais simples que sejam, são incrivelmente viciantes. E poder jogar com réplicas dos controles originais cria uma experiência muito superior a de emular o jogo no computador.
A noite, jantei e tomei sorvete (macadâmia S2) com meus pais e minha tia, depois saí buscar a Manda pra encontrar o Sustinho no Zoom, novo bar construído no antigo salão de festas onde comemoramos as bodas de ouro de meus avós. Só não sei o bar vai durar muito, estava bem vazio.
No domingo de manhã, assisti um filminho de roubo com meu pai na Netflix, tomei uma cerveja com queijo e azeitona com ele, minha mãe e minha tia, e quando a Very e o Vyc acordaram fomos almojantar no Polaco (onde vamos religiosamente quando ele vem, minha irmã parece não querer que ele conheça nenhum outro restaurante jauense). 
Voltando pra Jau, tomamos café e criei uma sobremesa suprema: bolacha de nata com sorvete de nutela, depois fui buscar a Manda e voltamos pra SP enquanto meus pais levavam minha tia pro aeroporto. Foi um fds bem corrido, mas valeu cada segundo e, como voltamos cedo, consegui até jogar diversas partidas de Gwent (trailer do jogo abaixo) antes de dormir. :)



segunda-feira, maio 22, 2017

Virinha gastronômico


Quinta-feira, voltei com a Manda ao teatro Renault pra mais uma sessão de Les Miserables, dessa vez pra assistir ao espetáculo bem mais de perto, cortesia de uns ingressos ganhos do cliente. Deu pra ouvir bem melhor (até porque o protagonista dessa vez não era interpretado por um extrangeiro) e por mais que seja uma peça longa (de quase 3h), achei que na segunda vez passou até mais rápido do que na primeira. Na sexta, aproveitei a promoção de bolinhos de bacalhau por um reale no Habib´s pra jantar uma porçãozinha deles acompanhada de cerveja em casa e ficamos de boa só assistindo ao documentário Laerte-se na Netflix. 
Sábado li muitas hqs e saí pra almoçar com a Manda no Shopping Light, onde provei o excelente hamburger da Red Nose e paramos pra um cafézinho com bolo no Benjamin. A tarde, fui conhecer o novo ape do Raff, onde ele estava testando sua churrasqueira de pedra (que realmente funciona muito bem) e seu novo Switch, novo videogame da Nintendo que tem uns jogos bem bizarros como fazer a barba, tirar leite de vaca ou jogar pingue pongue sem ver a bolinha e o novo Zelda, mas cuja diversão ficou mesmo por conta de Mario Kart.
Chegando em casa, fui com a Manda dar uma volta no centro, pra buscarmos um lanchinho na Casa do Porco, procurar por pavês e ver passar o trem eletrico d´Adriana sem a rapaziada.
No domingo, comecei a jogar Dragon Age Inquisition (e sem querer montei um personagem que é a cara do Link), um RPG bem legal também faz parte da EA Access e lembra bastante Withcer 3.  No almoço, voltamos pra Casa do Porco e compramos quase tudo que eles tinham pra virada: leitoa San Zé, lanche de porco e porcopoca (pururuca sequinha com canela), um almojanta excelente e sem fila, desse famoso restaurante que fica a poucos metros do apê, mas que ainda não tínhamos provado. Aproveitamos também pra pegar uns bolinhos na República e uma Ipazinha na feira de cervejas que tava rolando na praça Dom Gaspar. A tarde, a chuva acabou com o musical que eu pretendia assistir (frio e gente com guarda-chuva aberto na minha frente me fizeram desistir de meus planos e voltar pra casa), então acabei ficando só mesmo com meus quadrinhos e com o excelente filme Corra!, um filme de terror genial, que realmente vale a pena se assistir.

segunda-feira, maio 15, 2017

Velhos conhecidos

Nesse final de semana, apesar de meus pais estarem viajando pra ver aquele-que-não-retorna, voltei com a Manda pra Jaú pra resolver algumas coisas do grande dia. E pra não perder a viagem, aproveitei pra rever alguns amigos que não via fazia tempo.No almoço, fui com a Manda conhecer o novo Ponto da Chuleta, que abriu na avenida da casa da vó dela. Um lugar que serve uma carne realmente muito boa (com várias entradinhas e acompanhamentos show) e tem um preço bem justo. A tarde, tirei um cochilo e assisti um pouco de TV. As 20h da noite, fomos pra Bauru (finalmente) visitar a nova casa do Frodo. Por sorte, o Sustinho se prontificou a ir com o carro dele e dirigindo porque tinha bebido demais na sexta, assim eu não precisei me preocupar e pude beber livremente. Chegamos lá umas 21h, comemos muito bem (diferente dos nossos churrascos colegiais, agora os eventos realmente tem carne, linguiça, queijo coalho e pão de alho), tomamos muita cerveja, fizemos alguns virinhas e rimos um pouco do novo hobbie de nosso anfitrião: narguile eletrônico
Aparentemente, o fumo se uniu a tecnologia, e agora existem máquinas de fumaça que fazem menos mal que cigarro e podem enviar descargas imensas de fumaça no seu pulmão e é possível escolher até mesmo quantos wattz de descarga você quer receber. E já existem até campeonatos de quem aguenta mais fumaça ou de quem faz formatos diferentes com ela. Assim, depois de me empanturrar de comida, ouvir muito Rocksugar e apresentar pro pessoal a palavra de Skylab, voltamos pra Jau (o Sustinho dirigindo, eu dormindo como um bebê).
No domingo, tentei voltar com a Manda e a vó dela pro Ponto da Chuleta, mas tinha uma fila de espera enorme e acabamos indo parar no Pizzaiolo, onde mais uma vez comemos churrasco (e muita sobremesa grátis!=b). A tarde, o Wella e o Guto levaram em casa cervejas e amendoins pra gente colocar o papo em dia, discutir política, bullying, aviação e o os códigos de vestimentam em vigor em Mineiros do Tietê. Foi corrido porque nossa carona de volta pra SP saía cedo, mas bastante divertido (e de quebra, ganhei até uma carona do Wella até o Tiger). Sempre bom rever o maior número de Rippers possível, ainda que seja cada vez mais difícil juntar todos eles em um único lugar, em uma única cidade e em um único horário.¯\_(ツ)_/¯

quarta-feira, maio 10, 2017

Conexões Brasil x Itália

Esses dias acabei me aprofundando um pouco  na "Operação Mãos Limpas" que aconteceu na Itália nos anos 90. Ela tem semelhanças com a Lava-jato em diversos pontos e bom, pra não perder a piada com toque italiano, infelizmente acabou em pizza.

Um breve panorama do que rolou por lá e suas semelhanças com nosso atual cenário político:

1- Até antes dos anos 90, os políticos italianos não podiam ser investigados sem prévia autorização do congresso. No Brasil, políticos não podiam ser investigados sem autorização do congresso até meados de 2010. 

2- Um belo dia pegaram um peão italiano que tava extorquindo o pessoal de um asilo. Ele acabou abrindo o bico, num esquema de delação premiada e o  pessoal viu que todo o Congresso italiano estava sujo. No Brasil, Marcelo Odebrecht foi preso e começou a delatar geral.

3- Houveram diversas tentativas de limitar a atuação do judiciário na Italia. Em uma delas, como não tinha nenhum partido comunista nas investigações, acusaram os juízes de serem comunistas. Do mesmo jeito que por aqui acusam o Moro de não investigar o PSDB.

4- Enquanto isso, os parlamentares italianos começavam a tentar passar diversas leis pra se blindarem. Uma delas passou num dia de jogo de copa do mundo. Ela negava a hipótese de prisão preventiva em "crimes de colarinho branco" e acabou soltando mais de 2 mil felas di putta. No Brasil, os parlamentares articulam, por exemplo, trazer de volta essa proposta: a limitação para seis meses do período de investigação de crimes praticados por políticos com mandatos eletivos. Como uma investigação dessas dura muuuito tempo, seria o mesmo que absolver todo mundo.

5- Como consequência, os italianos perderam a fé nos políticos e elegeram um gestor (dono de canal de televisão e time de futebol) como seu novo salvador. Assim que esse cara entrou no poder, aprovou leis que favoreceram pra caralho a corrupção, como por exemplo, uma que limitou a prescrição desse tipo de crime para sete anos. Dessa forma, ele próprio (que já tinha aparecido em alguns esquemas) e milhares de outros caras corruptos puderam voltar a curtir a bandidagem livremente, já que nenhuma investigação desse porte dura tão pouco. Alguma dúvida de que isso pode acontecer muito em breve por aqui?

Bom, esse é só um resumo (bem tosco, por sinal) de tudo que rolou. Teve muito mais coisa, inclusive uma incrivelmente suspeita onda de suicídios entre os diretores de uma petrolífera envolvida nos esquemas. 

Se quiser saber mais sobre o caso, o incrível podcast que me inspirou a fazer esse post foi esse aqui: http://anticast.com.br/2017/04/salvomelhorjuizo/smj-45-operacao-maos-limpas/. Recomendo demais pra quem tiver um tempinho. ;)

Ursinhos de nozes

Esse final de semana o frio, o regime e a falta de ingressos pra peça do Luchetti que eu pretendia ver no sábado conspiraram pra que meu final de semana fosse bem mais parado do que eu gostaria. Eu e a Manda passamos a sexta e o sábado em casa, só saindo no sábado de manhã pra fazer umas compras e almoçar no Shopping Light (que está cada vez melhor, agora que tem até uma padaria Benjamin, uma livraria e um novo restaurante mexicano - o Rints Burritos, onde eu fiz questão de almoçar). O bom foi que deu pra descansar bastante, terminar todos os episódios da serie animada de Star Trek, zerar o primeiro SW: Force Unleashead e ler muitas hqs (com destaque pra clássica Patrulha do Destino, do Grant Morrison). 
No domingo a tarde, fomos no chá de bebê de nossa futura afilhada. E a festa tava muito caprichada. Tinha todo tipo de salgadinho, canapés, amendoins, hot dogs, lanches de carne louca, maioneses, cupcakes de red velvet, camafeu em formato de ursinho e alguém sempre mantinha uma lata de cerveja gelada na minha mão. E não é que festas infantis (ainda que a criança nem tenha nascido ainda), podem ser divertidas? :)

quarta-feira, maio 03, 2017

#HomemAranhaNoBrasil

Eu mal tive tempo de me recuperar da viagem pra São Sumé e já tinha evento épico rolando em São Paulo. Mais especificamente o Spiderman Fan Fest que a Sony e a Marvel organizaram lá no Auditório do Ibirapuera. Assim, saí do trabalho e já peguei um táxi direto pro parque. Peguei uma filinha básica, mas pouco antes das 20h já estava pegando minha credencial e meus brindes do filme Homem-Aranha: De volta ao lar (dois batecos infláveis, um pôster, uma máscara e uma sacola de pano), cortando a manada de fila da rampa e correndo procurar um lugar. Como eu estava sozinho, dei sorte e encontrei uma cadeira extremamente próxima do palco (a uns 10m, mais ou menos). Começou com o pessoal do Omelete falando um pouco sobre a trajetória do heroi e a expectativa pro filme novo, passando pro trailer, um mini concurso e cosplays (tinha até um cara vestido de Fantástico Homem-Saco) e de repente entraram uns malucos com metralhadoras de brinquedo e máscaras do Capitão, do Homem de Ferro e do Hulk (igual os bandidos que o Aranha enfrenta no trailer) dando tiros pro alto e fingindo tomar o auditório. E pouco depois, sob muita gritaria, chegaram o Tom Holland (Peter Parker) e a Laura Harrier (Liz Allen) pra uma entrevista na qual eles contaram como foi conseguir o papel, conhecer os Vingadores (eles são quase crianças hoje então quando o primeiro Homem de Ferro saiu o Tom tinha 12 anos) e contar causos das filmagens. O moleque é muito gente boa e faz piadinhas a todo momento (exatamente como o verdadeiro Parker faria). Ele contou por exemplo que tinham levado eles no restaurante Dom e que tinha comido formigas e achado interessante a culinária local. O entrevistador contou pra ele que não comemos formigas por aqui (essa é só uma frescura desse restaurante, que você pode conferir no episódio dedicado a ele na série Chef´s Table da Netflix). E o Tom meio que soltou (com outras palavras) um "Então porque me fizeram comer?". Foi sensacional poder participar de um evento desses (que não costuma acontecer com frequencia no Brasil muito menos aberto pro público), então sou eternamente grato a todos os envolvidos por poder conhecer de perto o próximo intérprete daquele que provavelmente é meu herói favorito. Vai teia!




São Tomé das Letras

Sexta-feira teve greve geral em São Paulo. Os ônibus e metrôs não funcionaram, então fiquei em casa trabalhando home office e a Manda não teve pacientes pra atender porque o consultório não abriu. Assim, depois de um belo dia de descanso, pegamos um táxi (nenhum uber estava disponível) até a casa do Kev ondem íamos encontrar a galera para aquela que seria a viagem mais roots de nossas vidas.Fomos em 2 carros: Ana, Raff, eu e Manda em um e Kev, Fabi e Henry no outro e em cerca de 4h, depois de uma viagem tranquila pela Fernão Dias, tendo apenas plantações de breu ao redor, chegamos cerca de meia-noite na pedregosa cidade de São Tomé das Letras.

Tínhamos combinado de ficar hospedados num hostel de um amigo do Raff, que tinha largado a vida na cidade pra virar rockstar em Santomé. Acontece que quando chegamos lá o responsável pelo lugar supostamente estava "na roça buscando lençóis pra gente". Quem passou essa informação foi um hippie maluco que tinha um terceiro olho tatuado na testa (que sonhava com o calor da Islândia, que segundo ele era mais quente que Santomé) e uma maluca de narriz partido ao meio que estavam vendo tv quando chegamos. Esperamos um pouco o suposto "responsável" chegar (mas essa palavra está longe de se aplicar a ele), mas depois de um tempão esperando acabamos só deixando mesmo nossas coisas em qualquer quarto e indo pro "roque", um local cheio de barzinhos com música ao vivo cercado de pedras, cães e malucos, onde a banda desse cara que indicou o hostel estava tocando. Compramos cervejas baratas (2 reais a long neck de Itaipava), comemos uma pizza, brincamos com os cães e exatamente as 4h20 de manhã chegamos no nosso moquifo (sério, parecia que tinham assassinado o Homem Arco-ìris no local) pra dormir, tão vencidos pelo cansaço que nem banho tomamos.

Sábado acordamos lá pelas 9h e fomos tomar café numa padoca na frente do hostel, onde pude pagar café e pão de queijo pra todo mundo gastando míseros 14 reais (sério, era um pacote gigante de pão de queijo,que sobrou até pra madruga). Depois demos uma volta pela cidade, começando pela gruta onde um branco ajudou escravos (ou índios, dependendo da lenda) que a apropriação cultural do passado transformou de Sumé em São Tomé. Depois fomos até a igreja de pedra e a famosa pirâmide, uma casa de pedra cercada por torres de pedra que supostamente fazem seu pedido acontecer assim que são derrubadas por outro turista. E o legal foi que enquanto estávamos dando um tempo ali nas pedras chegou do  nada um maluco descalço (ótimo lugar pra andar assim) tocando uma flauta e criando todo um climão élfico de Terra-Média. Esse foi o primeiro momento de magia mística do passeio.

Depois pegamos os carros e subimos até a Ladeira do Amendoim, onde é possível desligar o motor do carro, deixá-lo no ponto morto e vê-lo subir o morro sozinho. Sério mesmo, também não acreditei antes de ver pessoalmente, mas de alguma forma, isso acontece. Segundo a lenda, porque o magnetismo da Terra neste ponto é muito forte e dizem que ali é ponto de energia de um dos chakras do planeta. Ali do lado também fica a entrada pra uma gruta de 15km onde falam que está localizado um portal que leva até Machu Picchu (infelizmente, como muita gente sumiu tentando a façanha, o local está fechado atualmente). 

Demos mais uma volta pelo centro pra tomar café e comer bolinha de queijo e vimos o Ventania passando de boas pelo centro, tomamos choconhaque, compramos pingas e licores de diversos sabores e encontramos o amigo do Raff pra jantar umas pizzas. Esse cara chegou acompanhado da namorada e do...bom, do meu irmão. O cara não era só idêntico fisicamente ao meu irmão. Ele falava como ele, ria como ele, tinha os mesmos trejeitos e também tinha abandonado a vida em SP pra morar em Minas. Ele sentou bem na minha frente, me deixou em choque e passei a maior parte da janta escrevendo na cabeça o esboço de um novo conto sobre o reencontro dois irmãos que tinham deixado de se falar há muito tempo. Como eu e a Manda tínhamos deixados os celulares no hostel, tive até que arrumar um emprestado pra tirar (o que pra mim pareceu ser) discretamente uma foto do cara, porque sabia que só contando ninguém ia acreditar na semelhança. Pra se ter uma noção, mandei a foto pra minha mãe e pra minha irmã e nenhuma delas duvidou de que realmente era meu irmão. Esse foi o segundo grande momento mágico místico da viagem.

Voltamos pro nosso quarto no hostel (um novo quarto, na verdade, pro qual nos mudamos ainda sem ver o dono do lugar, que era levemente melhor e maior que o primeiro e onde pelo menos dava pra usar o banheiro - no primeiro, a tampa da privada ficava literalmente embaixo da pia, dificultando muito os trabalhos). Na verdade, o hostel era tão zuado que não fornecia nem papel (e sem o dono por ali, não tinha nem pra quem pedir) então tive que sair procurar por uma loja que vendesse. Não encontrei nenhuma, mas um bondoso vendendor de bolsas local acabou me vendendo o próprio rolo que ele tinha no banheiro dele por uma moeda de um real. Lá pela meia noite, a Manda e a Ana dormiram e eu e os demais sobreviventes saímos dar mais um rolet. Paramos num lugar pra tomar caldo de mandioca, e depois sentamos no barzinho da esquina do hostel (que ficava numa rua onde tinha um boneco do mestre dos magos do outro lado da calçada!) pra tomar umas cervejas num lugar chamado BroadUAI (e olha que se ninguém me falasse eu jamais ia entender essa piada), onde o Henry começaria a perseguir a estalajadeira.

No domingo tomamos café num lugarzinho acochegante de uma senhorinha do sul que fazia um ótimo chocolate quente e servia um bolo de nozes recheado com maçã e creme de pastel de belém. Depois pegamos os carros e fomos até a Gruta do Sobradinho. O lugar não era muito grande, mas eu que nunca tinha entrado numa gruta antes achei bem divertido. Era obrigatório usar capacete com lanterna na cabeça, tinha paredes altas, água gelada, pedras pra pular, cocô de morcego nas paredes e uma cachoeira no final. Um ótimo lugar pra um Bruce Wayne construir sua batcaverna. 
Na noite anterior, todos os casais tinham revelado os apelidos carinhosos secretos que cada um tinha dado pro seu parceiro, menos eu e a Manda. Então, só pra zuar com eles escrevemos em uma das pedras do lago que ficava ao redor da cachoeira qual era nosso apelido e só contamos isso depois que havíamos subido a montanha. Nunca pensamos que alguém seria maluco o suficiente pra descer tudo de novo só pra ver qual era o apelido. Mas é claro que o Kev tinha que ser maluco o suficiente não só pra descer, como também pra achar, tirar foto da pedra e daí em diante só me chamar desse jeito. 
Na saída da cachoeira, tinha um barzinho e uma lojinha de churrasqueiras de pedra (trouxemos uma pra ver se funciona). Lá na frente da loja, o Raff conseguiu a façanha de escorregar e derrubar cerveja na própria cara. Culpa do magnetismo da Terra, provavelmente =b.
Fizemos um piquenique por ali mesmo, com alguns lanches comprados mais cedo no mercado, bolachas e bebidas quentes. Depois, fomos pra Lagoa da Esmeralda, um lugar lindo cercado de casinhas de pedra que provavelmente seria um melhor lugar pra se mergulhar do que a própria cachoeira se tivéssemos chegado mais cedo e não estivéssemos morrendo de frio.
Na volta da lagoa, nosso carro ficou um pouco pra trás e quando chegamos no carro do Henry vimos o Kev correndo de meias, no meio da estrada, com um pedaço de árvore na mão que ele ia levar pra casa pra fazer incenso. Coisa normal que acontece sempre em São Paulo, cotidiana mesmo.

Passamos no hostel pra tomar um banho, jantamos no Bigods um xbacon maroto, alimentamos uns dogs, compramos algumas lembrancinhas e voltamos pra Ladeira do Amendoim pra ver as estrelas. E manooo do céu, que vista linda. O problema é que 7 turistas trouxas sozinhos em um lugar completamente afastado não é a melhor ideia do mundo. Muito menos se no caminho a Manda fizer o favor de ficar desenterrando histórias de assaltos de Jau ou notícias de que teve gente baleada em St Tomé na semana anterior. O silêncio dava um puta climão de filme de terror, então ficamos lá bem menos do que gostaríamos, afinal qualquer luzinha que aparecia no horizonte era um assaltante em potencial (novo conto de terror sobre grupo de amigos que se refugia de bandidos no caminho que leva até Machu Picchu em breve) e logo voltamos pro centro da cidade.
Paramos, agora com a turma toda, na BroadUAI.
Quando chegamos dois caras muito bons estavam tocando música ao vivo, mas eles tiveram que sair pouco depois porque iam abrir um show do Ventania que ia acontecer em outro local da cidade (pro qual eu queria ir, mas fui voto vencido porque o pessoal achou que a entrada custar 30 reais era caro demais). Aí duas meninas (que depois descobrimos serem esposas dos dois primeiros caras) assumiram o violão e bom, dizer que elas eram ruins seria elogio. Elas tocavam tão mal, errando e desafinando a toda hora, que em pouco tempo, cerca de umas duas músicas, o bar que antes estava lotado (a ponto de que cada casal da nossa mesa estava sendo forçado a dividir um banco de pedra), esvaziou. Uma a uma todas as pessoas foram embora, e ninguém se atrevia a entrar. Era impossível de não perceber o motivo e percebendo a tristeza na cara das minas fizemos a coisa menos sensata possível: aplaudimos. Vibramos cada vez que uma música da MPB era enforcada nas cordas de seus violões e começamos a cantar junto mais alto que elas pra que pelo menos as letras mantessem o ritmo e a concordância. Elas agradeceram e mandaram vários "caralho, vocês são foda", coisa que qualquer rockstar fala, mas que dificilmente é de coração, mas que dessa vez não restava dúvidas de que era. Logo o show se transformou num acústico, elas desligaram as caixas de som e sentaram ao lado da mesa maior pra qual havíamos nos mudado. Desenrolamos a situação.

Como o Raff fez questão de dizer (e obviamente zoei ele muito na hora por isso), "nós entendemos, também somos artistas". Ainda que cada um a seu modo, todo mundo sabia o que era ser desaprovado. E ser plateia cativa praquela dupla, por mais que lhes faltasse um pingo de talento, fazia muito bem pra alma.
De Pearl Jam a Carcará, com direito a muito Belchior (que havia falecido na noite anterior), transformamos uma catástrofe em uma das noites mais divertidas que já tivemos num boteco. Tomamos cerveja barata, garrafas e mais garrafas de pinga com mel e a estalajadeira foi literalmente colher limão do pé pra caipirinha que a Amanda tinha pedido. Foi emocionante, e a letra de "A Palo Seco" fez mais sentido do que nunca naquele momento...
"E eu quero é que esse canto torto 
Feito faca, corte a carne de vocês 
E eu quero é que esse canto torto 
Feito faca, corte a carne de vocês.."
E nessa hora aconteceu o terceiro momento mágico místico da viagem. Um cara que trabalhava comigo tinha tatuado no braço a frase "Meu coração é como um bar vazio tocando Belchior". Sempre achei incrível o quanto se podia dizer com uma única frase. E de repente, eu e meus amigos tínhamos ido parar dentro daquela tatuagem. Pouco depois, o bar começou a encher novamente. Com ainda mais gente do que tinha antes. Foi show, literalmente. Nessa altura da viagem, obviamente eu já era reconhecido como aquele que mais se importava com coisas banais como higiene e limpeza. Por isso, na madrugada, acordei com o Kev tentando jogar um cachorro de rua em cima da cama onde eu estava dormindo com a Manda (o que só não aconteceu por que o Raff, com quem eu dividia o quarto não deixou). E o mais legal foi que no dia seguinte, quando eu comentei da cena com a Manda, ela me disse que na cabeça dela tinha sido só um sonho.

Na segunda-feira, acordamos cedo, tomamos café mais uma vez nas senhorinhas pseudo-portuguesas do Rio Grande do Sul e descobrimos que o "amigo" do Raff tinha falado que ele podia dar carona pra uma menina até São Paulo. Fora o fato de que a viagem ficaria muito menos confortável em 5, a tal amiga não era exatamente uma pessoa qualquer. Ela estava de mudança pra Bolívia, levando apenas vinte reais no bolso e o Diggerydoo e o Carron que usa pra fazer o que ela mesma definiu como "tecno orgânico". Ou seja, tava cheia de tralha, não tinha grana pra ajudar na carona e o instrumento ainda estava fedendo mijo (Ela: "Meu gato mijou na minha manta ontem a noite". Eu "Ah, e tá la atrás a manta? No porta-malas?" Ela só fez que não com a cabeça e apontou pro instrumento ao meu lado).
Assim, depois de 4 longas horas em uma viagem de vidros abertos, finalmente chegamos em São Paulo. Prontos pra tomar os banhos mais longos de nossas vidas e lavar nossas roupas até o nível subatômico. 
Foi rootz. Rootz pra caralho. Muito mais do que eu sequer poderia imaginar (tanto que a Manda não quer mais nem que essa palavra seja pronunciada em casa). Mas eu não posso reclamar. Vou ficar apenas com as lembranças boas e são perrengues assim que geram boas histórias. E se tem uma coisa que eu gosto é de viver boas histórias. Do tipo que nenhum hotel de luxo seria capaz de oferecer.

segunda-feira, abril 24, 2017

Toda sexta é sábado :)

"A liberdade guiando o povo" de Eugene Delacroix
Ah, esses feriados vão nos deixar mal-acostumados! É tão bom ter esse diazinho a mais pra descansar no meio da semana. Mais uma vez, quinta virou sexta. E eu e a Manda já comemoramos a chegada da nova folga com algumas cervejas e uma torta da Helpie (que é realmente boa) de carne de panela na cerveja com cheddar inglês. Na sexta de manhã, li muito (principalmente contos do Alerta de Risco e alguns estudos), almoçamos dogs e a tarde fomos assistir Ghost in the Shell (visualmente impecável) no cinema do Top Center. Voltamos caminhando e ainda paramos no Petz pra dar um olá pros catioros, ratíneos e porquíneos da índia. A noite, terminei Ryse: Son of Rome, joguinho muito bom (e lindo graficamente) e assisti o filme Frank, que tem uma mensagem muito boa sobre fama, sucesso e principalmente loucura.

No sábado, passei  na Zuzu pela manhã (afinal nossa geladeira estava precisando de uma reabastecida), ajudei a Manda a dar uma geral na casa e perto do meio da tarde meus pais passaram em casa pra nos dar uma carona até o teatro, onde assistimos "Os Miseráveis", uma peça clássica em uma adptação extremamente moderna (os cenários digitais são um show a parte), com quase 3h de duração. De nossos assentos longe do palco, parecia até que a iluminação amarelada era de propósito pra parecer que estávamos vendo pinturas de Delacroix em movimento, algo realmente impressionante. O próprio teatro estava iluminado com as cores da bandeira da França, destacando ainda mais sua beleza bem no centro de São Paulo. 
Saindo de lá, fomos pra casa encontrar os V´s, trocar ovos de páscoa (achei que ia ficar sem a nova versão do "Surpresa" e suas figurinhas de dinossauro, mas minha irmã salvou minha coleção), comer calzones gigantes e jogar o recém-baixado FIFA 17 (valeu, EA Access!) com o cunhado (já que agora tenho 2 controles, sucesso!).
No domingo, acordei cedo, tomei um café com a Manda, li mais um pouco e joguei mais umas horinhas da segunda temporada do game point-and-click de Walkind Dead. Na hora do almoço, meus pais passaram buscar a gente pra um ótimo almoço recheado de torradas de alho e um parmegianna diferentão na Osteria Generale. Tirei uma soneca a tarde, assisti o novo filme do Tarzan, joguei mais um pouco, li mais ainda e logo o feriado terminou. Ao menos dessa vez, sem o trânsito de volta pra casa. :)

segunda-feira, abril 17, 2017

Feliz Páscoa!

Quinta saí do trabalho direto pra Barra Funda, onde peguei uma minha carona de volta de van, deitado em quatro bancos, relembrando as saudosas viagens pra ITE em Bauru. Estava trânsito, mas a viagem passou rapidão. Quando cheguei, meus pais foram me buscar  no McDonalds e comemos pizza com cerveja, enquanto colocávamos o papo em dia. Na sexta-feira santa de manhã, li um pouco (Mundo Pet do mestre e Negócios de Família, do Aranha), meu pai cozinhou sua já tradicional moqueca de cação pro almoço, assisti um pouco de Star trek (TOS, desenho e TNG) e lá pelo final da tarde passei na casa da vó da Manda, onde desenhei uns gatinhos pra Manu pintar, levei o PS3 pra jogar umas lutinhas de Marvel vs Capcom e Injustice contra o Marcelinho e depois eu e Manda saímos com o primo dela e a namorada pra jantar no Ponto da Pizza (antigo Salomé). Éramos as únicas pessoas a la carte em um mundo de rodízio, e passaram oferecendo nossa pizza em outra mesa por engano. Mas o tratamento foi realmente bom, se desculparam na hora e ainda ganhamos uma pizza de sorvete de sobremesa. Voltei pra casa cedo, a tempo de ainda tomar um vinho e comer algumas azeitonas com meus pais.
No sábado, teve até bolachinha de nata descongelada com geleias de morango e maracujá na hora do café da manhã. Depois, saí dar uma volta no centro com minha mãe pra gente passar na banca (sempre um ponto turístico indispensável, não importa onde eu esteja), na Casa do Chocolate (pra buscar os ovos de páscoa) e no Chico Mineiro (onde eu queria provar o queijo do festival Saul Galvão). Chegamos em casa na hora do almoço, e meu pai já começava a testar uma nova receita: bacalhoada! Agora finalmente os Picagova tem bacalhau na semana santa, valeu receitas de internet! Almoçamos, assistimos "Conexão Escobar", um filme muito bom na Netflix, tirei um cochilo, li um pouco e depois abrimos o queijo trufado (que era bom, mas estava muito longe da imagem divulgada no jornal) na hora da janta. Depois de petiscar, passei buscar a Manda pra gente comer mais um pouco de queijo (dessa vez foundue) no Gustinho, onde ficamos botando a conversa em dia (voltar uma vez por mês da bastante matéria pra isso) e provando cada garrafa de bebida que ele surrupiou do frigo bar em sua viagem totalmente-inclusiva à Punta Cana. 
Domingo eu acordei pouco antes das 11h, e a primeira coisa que fiz foi sair pra ler um pouco de Sherlock Holmes, do lado de fora da casa pra ler um pouco. Meus pais não perceram que eu estava acordado e me trancaram pra fora, na prisão mais confortável do mundo: meu quarto (que agora inclui até mesmo um pôster autografado pelo mestre dos mestres dos mestres e é o cameo cinematográfico em pessoa). Quando eles chegaram, fui libertado e pude sair buscar a Manda pro nosso almoço de páscoa, que tinha tanto ovo recheado que estava difícil escolher qual sabor provar (obviamente sobrando muuuita coisa pra gente trazer pra SP). Depois passamos no terrritório, deixei a Manda na vó dela, dormi um pouco e assisti mais um filminho com meus pais, "A concubina do imperador", uma interessante versão de koreana de Game of Thrones. Tomei um banho, saí buscar a Manda e pegar uns lanches de vaca perto do museu. Jantamos com meus pais (não sobrando espaço nem pra sobremesa) e pouco depois eles nos deixaram no McDonalds (que aparentemente funciona como portal pra fora da cidade), onde encontraríamos o Edu pra nossa carona de volta pra São Paulo. E que venham os próximos feriados!

segunda-feira, abril 10, 2017

São Paulo...di boua...

Esse final de semana basicamente descansamos. Sexta só tomei uma Bear Beer com parmesão, e assisti um pouco da última temporada de Sherlock com a Manda. No sábado, comecei a colocar a leitura em dia (afinal, na semana anterior mal tive tempo de ler qualquer coisa) e no almoço pegamos um bus pra finalmente a Mandalena comer no Wendy´s do Brasil. Ela pirou nesse fast food na nossa viagem pros EUA ano passado, mas como fica extremamente longe de casa levamos uma cota pra conhecer o restaurante da franquia que abriu em São Paulo. O bom foi que, enquanto durante a semana existem filas de 40min de espera, chegamos, pedimos, sentamos e em pouquíssimo tempo já estávamos com nossos baconators quadrados (porque segundo a política da empresa é desperdício se livrar das bordas da carne) em mãos. Alimentados, voltamos pra casa, tiramos uma soneca, joguei um pouco de Ryse: Son of Rome e SW: Force Unleashed (já que no final de semana passado zerei o excelente Mass Effect 3), depois a Manda fez umas batidas de maracujá com morango e fechamos a noite terminando não só as aventuras do Sr. Holmes, como também a primeira temporada de Legion (que me impressionou absurdamente, e olha que eu jurava que não ia assistir essa série quando sairam as primeiras sinopses) e o filminho longa-metragem dos Angry Birds.
No domingo de manhã, só pra inserir um programinha cultural na agenda, pegamos um uber pool pro Museu do Futebol. Ok, todo mundo sabe que não sou o maior fã de futebol do mundo, mas o lugar é realmente divertido, é lindo esteticamente (nota "mental": preciso escrever um conto que se passe ali, principalmente na "área do grito das torcidas") e tem várias tecnologias interativas com as quais os visitantes podem interagir. Além disso, é um ponto turísitco da cidade que eu nunca havia visitado, e sempre fiquei na curiosidade do que teria lá dentro. E ainda demos sorte, porque no dia a entrada era gratuita e ainda tava rolando uma exposição especial da ESPN sobre a Premier League. com várias camisas autografadas por jogadores famosos e o troféu do campeonato no primeiro piso. Voltamos pra casa caminhando, fizemos uma paradinha providencial no Boulevard pra pegar donuts (d´oh!) e queimei um hamburger caseiro pro almoço. A tarde, mais leitura, caipiríneas, jogatina, muito descanso e netflix!


terça-feira, abril 04, 2017

Sampa, música, comida & consumo

Quarta-feira, eu e a Manda fomos assistir Rent no teatro frei Caneca, um musical da broadway que achei meio sem querer há alguns anos atrás no Telecine, que tem uma pegada Nova York anos 90 que é basicamente a São Paulo em que vivemos hoje e tem umas músicas bem legais (uma amostra no vídeo abaixo).

No dia seguinte, uma tia dela veio com o marido pra passar o final de semana com a gente aqui em São Paulo. Eles chegaram na quinta a noite e na sexta, quando cheguei do trabalho, já estavam cheios de compras da feirinha da madrugada, da Daiso e da 25. Saímos comer um lanche no Paulista Burger e mostrar pra eles toda a diversidade, pobreza, sorvete do Bologna e tudo aquilo que só a Rua Augusta pode oferecer.
Sábado de manhã, fui com o tio Ilha na Santa Efigênia porque ele queria comprar um novo "chupa-cabra" pra sua tv. Acabei aproveitando e comprando um novo controle de xbox e conhecendo diversas novas opções felinas de televisão (inclusive algumas que nem precisam mais de antena). Na hora do almoço,pegamos um taxi pro mercadão onde almoçamos pasteis e lanches de mortadela e encontramos por lá outra amiga da Manda. Depois, paramos em uma barraquinha, provamos (e logo em seguida) compramos amoras, framboesas, lixias e morangos. Voltando pra casa, dei uma cochilada enquanto a Manda e a Fernanda saíram novamente pra rua pra conhecer mais um shopping (sério, eles voltaram com tantas compras que levaram uma mala emprestada e ainda tiveram que levar várias sacolas na mão =b). Quando acordei, pedimos uma tradicional pizza da Bela Antonia e aproveitei que agora tinha 2 controles pra desafiar o William num fifinha e jogar horas e horas de Killer Instinct.
No domingo acordamos tarde, tomamos café e logo partimos pro shopping Bourbon, que estava lotado de bibetes porque ia ter show do Justin Bieber ali perto mais tarde. Almocei temaki e me excedi na sobremesa: sushi de nutella. Na hora, o sabor estava incrível e acreditei de coração que tudo realmente poderia combinar com nutella, até arroz. Obviamente, eu estava errado e o universo me cobraria por isso em breve.
As 15h, fomos assistir Peter Pan, uma peça com dezenas de atores, cenário interativo e tudo mais, mas que pecou justamente nas músicas, que poderiam ser mais numerosas e depender menos dos talentos de atores mirins ainda em formação (os protagonistas eram um moleque do Carrossel e uma menina do The Voice). Ainda assim, foi um programa divertido. Pegamos um uber de volta pra casa, e logo as visitas já arrumavam suas malas e chamavam um transporte até a rodoviária. Depois de uma faxina de rotina, fechamos com uma maravilhosa caipirinha caseira de amoraO problema era que, enquanto isso, uma bomba de salmão e nutella se formava dentro de mim...

quinta-feira, março 30, 2017

A biblioteca secreta

Ultimamente eu almoço sempre sozinho. Por um lado é triste porque não tenho mais com quem conversar nem alguém pra me acompanhar numa partida de Fifa no xbox das Americanas. Por outro, foi isso que me permitiu encontrar a biblioteca secreta. Ela é incrível, mas não tem endereço fixo. As vezes está escondida em uma loja, as vezes em outra. Algumas vezes no Morumbi, outras no Mkt Place. E você não enxerga seus corredores se focar sua atenção nos produtos das prateleiras ou nas pessoas ao seu redor. Mas se olhar com atenção, vai encontrá-la por todos os lados escondida bem à vista de todo mundo. Ela sempre vai ter uma poltrona confortável com iluminação perfeita te esperando. O livro que você procura vai estar localizado na prateleira localizada exatamente ao lado de sua poltrona. E assim que você começa sua leitura, se torna invisível tanto para os atendentes e vendedores quanto para qualquer outro visitante da loja. True story. 

segunda-feira, março 27, 2017

Lasanha, um clássico da era 16 bits!

Quinta-feira, eu e a Manda fizemos mais uma rodada de hamburguer em casa e dessa vez convidamos minha irmã e meu cunhado pra nos acompanharem. De quebra, ganhamos deles, que acabavam de voltar da Africa, umas hqs de soweto e uns chocolates de amarula. Na sexta, voltamos com eles pra Jau, onde meus pais nos esperavam com lanches do rospinho, cervejas e os clássicos bolo de banana e bolachas de nata (!), a maior raridade do repertório culinário la de casa (muito por conta da dificuldade de se conseguir nata hoje em dia).
No sábado, depois de passar a manhã correndo com a Manda atrás de preparativos pro grande dia, tirei o pó do Super Nintendo, que pra minha felicidade, ainda funciona! Assim, depois de almoçar a maravilhosa lasanha da minha mãe (meu prato caseiro favorito), passei a maior parte da tarde jogando Super Mario World com meu cunhado, Top Gear e Killer Instinct com os V´s.
Li um pouco (Spirit do Eisner e Donald do Carl Barks), cochilei e a noite a sista convidou umas amigas em casa e fez jantar mexicano pra todo mundo (sucesso!). Em seguida, saí buscar a Manda e encontrar o Gustinho (não somos parentes nem dupla sertaneja) e sua mulher no Armazém pra umas cervejas. A manda não tinha jantado e pediu uma costela por lá,  eu aproveitei pra provar e estava realmente incrível, desfiando mais que gibi velho guardado fora do plástico.
Domingo, já que esse estava sendo um fds extremamente saudosista, depois de tomar café com bolachinhas de nata, assisti um pouco de Buffy na Netflix (sim, continua bom) e percebi que pra me convencer a gostar de algo é só botar um rock n´roll fodão na abertura. Tipo aquele do desenho dos X-Men dos anos 90 ou dos Power Rangers (aliás, sabia que o mesmo cara compôs essas duas aberturas?). Almoçamos peru com sobras do sábado, jogamos mais um pouco de snes, levei a Manda tomar açaí no centro e ainda ganhei uns discos e um boneco do Batman que sobraram de uma faxina que a vó dela tava fazendo nas "velharias" (também chamadas de "preciosidades pelas pessoas certas). Voltando pra casa, tomamos o café da tarde com meus pais e logo seguimos viagem pra São Paulo :)

quarta-feira, março 22, 2017

Relatório de rotina - 1o trimestre de 2017

REATE PROCEDURE
  Withdraw                             /* Routine name */
  (parameter_amount DECIMAL(6,2),     /* Parameter list */
  parameter_teller_id INTEGER,
  parameter_customer_id INTEGER)
  MODIFIES SQL DATA                   /* Data access clause */
  BEGIN ATOMIC                        /* Routine body */
    UPDATE Customers
        SET balance = balance - parameter_amount
        WHERE customer_id = parameter_customer_id;
    UPDATE Tellers
        SET cash_on_hand = cash_on_hand + parameter_amount
        WHERE teller_id = parameter_teller_id;
    INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount); 
De vez em quando eu gosto de viajar pro passado usando o blog. Só pra lembrar como minha rotina costuma mudar ao longo do tempo e colocar a vida em perspectiva (e pensar que um dia a vida era só estudar de manhã em Bauru e fazer academia no Jahu Clube a tarde rs). Então, pra não perder o costume, lá vai mais uma...
Atualmente eu acordo, tomo leite ou café, lavo a louça da janta do dia anterior, leio alguma HQ, tomo banho, vou pro trabalho ouvindo um podcast (os meus favoritos atualmente são o Scriptnotes, o Pouco Pixel e o Radiolab) e jogando alguma coisa no celular (no momento, Zelda: The Minish Cap). 
Chego no trabalho 1h depois, respondo e-mails, preencho alguns relatórios ou participo de alguma reunião, almoço comida trazida de casa ou fast food no shopping (recentemente abriram um Taco Bell no Morumbi, um dos meus fast foods americanos favoritos). Depois, saio dar uma volta (que sempre inclui um rolet nas lojas Americanas) e paro dar uma lida em alguma coisa (geralmente HQ) em alguma das livrarias que me cercam: Saraiva, Cultura ou Fnac. 
Volto do shopping Morumbi ou do Market Place e tomo um café, trabalho mais um pouco, entrego ppts e planilhas, envio alertas, escrevo coisas (com sorte paro pra mais um café lá pelas 17h) e as sete horas desligo o computador e pego o trem de volta pra casa. Nesse trajeto, mais um pouco de podcast e jogatina. 
Chegando em casa, corro na esteira por 20min enquanto assisto alguma coisa na Netflix (atualmente, o anime dos anos 90 de Street Fighter). Janto alguma coisa com a Manda (um lanche, uma torta de frango ou algo mais elaborado que ela prepare), e colocamos o papo em dia. 
Depois assistimos algo juntos (tipo Modern Family), até inevitavelmente ela pegar no sono (tipo, muito cedo, tipo 21h30,22h) e ir dormir. Aí, ligo o xbox e fico jogando alguma coisa até pegar no sono e ir pra cama.  

 INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount);
  END;

segunda-feira, março 20, 2017

Finais de semana são...como uma canção...

Sexta-feira fiquei de boa em casa, só curtindo um Punho de Ferro (que apesar de kapsa, definitivamente não é tão ruim quanto a crítica dos SWJ tenta vender). Sábado dormi até o mais tarde que pude, tomei um café com a Manda e bolinho, comecei a ler "Alerta de Risco" do Gaiman (e devorei 100 páginas em um único dia), joguei um pouco de ME3 e tirei mais um cochilo. Só saí de casa pra comprar um pastel e umas cervejas, tudo porque estava com medo de ficar com sono durante o show do Matanza que começaria só as 2h da manhã. Desde a faculdade de direito, quando o Doryni me apresentou a banda que a gente tenta marcar de ir junto num show, mas demorou uns 10 anos pra gente conseguir essa façanha (a última vez que fui num show na banda, foi há sete anos atrás, em uma segunda-feira com o pessoal do Mackenzie). As 22h ele colou em casa, onde tomamos umas cervejas e caipiríneas de banana e morango da Manda, depois nós três pegamos um uber até o local do evento. Chegando lá, compramos umas cervejas verdes (afinal, tinha sido St. Patrick´s Day no dia anterior). O térreo tava lotado, impossível de andar e parte das escadas já estava até pintada de vômito. Felizmente, com um pouco de amalandragem, demos perdido em um segurança desatento e conseguimos subir pra área vip de onde conseguimos curtir perfeitamente o show (e de quebra, descolamos até um open bar na faixa). O show foi simplesmente do caralho, com os caras já mandando um "bom é quando faz mal" logo no comecinho e fechando com "Ela roubou meu caminhão" (só faltou mesmo "Santa Madres Cassino" pra terem tocado todas as minhas músicas favoritas). E fiquei com medo a toa, passei longe de ficar com sono! Durei o show todo pulando e cantando e quando acabou eu ainda queria mais. Saí de lá me sentindo mais jovem do que nunca, é incrível o quanto um bom show de rock pode fazer de bem pra alma!
No domingo, acordamos tarde e assim que o Gui foi embora (ele saiu tão maluco do show que acabou dormindo em casa), eu e a Manda subimos pro shopping pra almoçar um Bk e assistir "A Bela e a Fera" no cinema. 
As animações da Disney sempre tiveram uma presença muito forte em casa quando eu era criança (minhas tias costumavam dar pra mim e meus irmãos todas as fitas de vídeos sempre que saía um novo lançamento). E "A Bela e a Fera" esse com certeza foi um títulos que eu mais assiti na vida (e inclusive reasisti assim que, junto com a família toda, fui assistir à sua adaptação no teatro, uma das primeiras grandes peças que fomos ver).Assim, foi cantarolando as versões em português das músicas que as 2h de filme passaram voando. Uma releitura simplesmente perfeita do desenho, que conseguiu adaptar com maestria toda a emoção do filme original (a Manda chorou mais de uma vez, e eu admito que tive que segurar o suor de escorrer de meus olhos em alguns momentos). Além disso, foi legal enxergar com a luneta do tempo o quanto algumas coisas acabaram influenciando completamente eu e meus irmãos. Por mais diferentes que sejamos, nós três adoramos uma boa biblioteca (como aquela do castelo da Fera) e "quisemos mais que a vida no interiorrrrr..." (favor ler cantando como a Bela) ♩ ♪ ♫ ♬ 

sexta-feira, março 17, 2017

O velho e a caneta

Os livros mais vendidos em 2016 foram "escritos" por youtubers. No ano anterior, quem sustentou a indústria foram os livros de colorir. A Fnac ameçou sair do país. Uma das maiores redes de livraria acha que o Brasil não dá mais lucro.
O recado é simples: ninguém lê.
Os livros dos youtubers tem supostas biografias de pessoas de 20 anos, letras gigantescas, ilustrações e quase pouco ou nenhum conteúdo. Quem compra é criança fã que quer autógrafo. Os livros de colorir então,não preciso nem comentar, né?
Poderíamos até tentar justificar essa queda nas vendas de livros com a crise, dizer que as pessoas abriram mão desse tipo de entretenimento por falta de dinheiro, mas o problema está muito além disso.
A verdade é que a maioria dos brasileiros tem preguiça de ler. Não conseguem nem sentar pra ler míseras 2h de legendas no cinema. Como pedir pra alguém assim se dedicar dezenas desse tempo para terminar uma única história?
Outro item em escassez ultimamente é o tempo. Pra abrir um livro, você precisa desligar o videogame, esquecer da Netflix, fechar todas as abas do seu navegador e redes sociais abertas no telefone. 
Como se não bastasse, os livros são um entretenimento caro. Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, um lançamento em edição de bolso é vendido a 7 dólares, no Brasil um livro novo já chega com capa dura, custando na faixa dos 50 reais. 
Fora tudo isso, ler é uma atividade que se faz sozinho. Precisa de iluminação e silêncio. Duas coisas que a maioria das pessoas teme mais do que filme legendado.
É simplesmente pedir demais: dinheiro, tempo e compromisso.
Ainda assim, continuo firme e forte em busca do sonho. Mais do que nunca talvez. Simplesmente porque escrever é algo que faz com que eu me sinta bem. Me alegra e me da orgulho. 
Não sei se algum dia algúem vai ter tempo pra me ler, mas não importa. 
Até lá, seguirei escrevendo...escrevendo...escrevendo...e esperando ansiosamente por um pulso eletromagnético que transforme todos os televisores, videogames e smartphones em pesos de papel.

terça-feira, março 14, 2017

"Você que trouxe a chuva"

Essa foi uma semana agitada. Na quarta-feira, dia da mulher, eu e a Manda fizemos uns hamburgers gourmet na churrasqueira (com muito gorgonzola), que ficaram incríveis. Na quinta, fomos juntos encontrar o Crau no Center 3, onde comemos uns baldes de frango do KFC e pegamos uns donuts pro café da manhã. Na sexta, voltamos com o Ale de carona pra Jau, onde meus pais me esperavam com um suco natural (tão raro pra mim hoje em dia quanto um pokemon lendário) e uma pizza de aliche pra gente colocar a conversa em dia. 
Sábado comecei a ler a incrívei biografia do Stan Lee em quadrinhos (que eu ganhei do cunhado no natal), fui almoçar com meus pais no Zezinho e enquanto a chuva literalmente derrubava a cidade (e sem querer eu deixava meus pais pra fora, porque eles haviam saído sem chave ou celular pra ir no mercado), encontrei o Guto pra umas cervejas extremamente baratas no Viracopos (R$ 6,75 o litrão, e sim, estamos em 2017). A chuva arrancou árvores e destruiu telhados, de maneira realmente assombrosa e dessa vez eu pude conferir de perto tudo o que aconteceu na cidade e não só através de fotos no Facebook.
A noite, passei buscar a Manda e fomos comer um maravilho hamburgustinho. Se eu já me senti gourmet só de comprar uma carne de angus de 200g, o Gustinho já é um mestre hamburgueiro de verdade, moendo a própria carne e fazendo seus blends. Sua última invenção de pura alcatra não superou o blend de picanha, costela e coentro da visita anterior, mas ainda assim estava incrível. Tomamos muitas cervejas até as 3h da manhã (se fosse um buteco, teríamos sido a última mesa) e ainda comemos brigadeiro de nutella e leite ninho na saideira. 
Domingo terminei de ler a biografia do velho Stanley, e saí almoçar com meus pais o melhor prato do Ìtalo-libanes: badejo a indiana! Não sei se já comentei por aqui, mas esse restaurante tem simplesmente a mais completa entrada de todos os tempos e um garçom que é o maior fã do meu pai, e sempre faz questão de nos servir muito bem, em meio as suas histórias. Voltando pra casa, li um pouco sobre os irmãos Dupont (outra coisa incrível que vem acontecendo há algum tempo mas acho que ainda não comentei por aqui: minha mãe atualmente talvez seja até mais fã do Tintin que eu! ela ficou fascinada pelo personagem quando visitou a Bélgica e agora tem estudado com afinco as criações e personagens de Hergé e colecionado suas miniaturas). É sensacional ver outro membro da família dividindo meu amor pelos quadrinhos! A tarde, saí tomar um açaí com a Manda, assisti as aulas de "como desenhar no estilo Marvel" do Stan Lee (que há 30 anos atrás, já era bem velho) e logo chegou a hora de pegar a carona de volta pra São Paulo, onde fechei o fds assistindo o excelente novo anime em CGI de Gantz.

terça-feira, março 07, 2017

Uma vida feita de amigos, cinema e hamburger

Sexta-feira, com a geladeira vazia depois da viagem pra praia e tendo que descolar algo pra comer no trabalho, recebi um providencial email do uber me lembrando que era o último dia pra usar o desconto de R$35 que eles tinham dado pra testar o novo serviço de entrega deles chamado Uber Eats. Assim, sem gastar um centavo acabei almoçando um maravilhoso hambuguer da Burgy que tem o singelo nome "pé na jaca". Sucesso!
A noite, pra completar, fiz um lanche caseiro de gorgonzola, cebola em conserva (nova especialidade da Manda) e tomate, que ficou simplesmente perfeito. Tomamos batida de banana (outra novidade da chef Mandalena) e assistimos o último Piratas do Caribe.
Pra compensar, no sábado nem almocei. Li umas hqs, fui com a Manda até a Vovó repor a geladeira, corri na esteira e tomamos café ao meio-dia. Depois, fugindo dos bloquinhos que desciam a Augusta, pegamos um metro até a casa do Kevin, que tava promovendo o primeiro grande churrasco/encontro mackenzista de 2017. Sempre bom rever a galera, descobrir que Raff agora faz cosplay do Thails, tirar fotos em turma com o Rouda enquanto ele dormia, fazer poses de Power Ranger, tomar umas cervejas e comer umas carnes.
No domingo, a chef da casa continuou tentando novas receitas e fez um arroz amarelo com frango (kapsa, literalmente, a receita de kapsa é bem parecida), li bastante, continuei explorando o maravilhoso mundo de Mass Effect 3 e a tardezinha saímos pro shopping pra assistir LOGAN, um filmão da porra que superou até mesmo minhas expectativas, que já estavam lá em cima depois daquele clipe massavei ao som de Johnny Cash (depois fui descobrir que o diretor do filme é o mesmo de Johnny & June, aí isso fez ainda mais sentido). Fomos no cinema do shopping Frei Caneca e jantamos uns whoppers e nuggets no BK por lá mesmo, já que era a única coisa aberta quando saímos do filme.
Na segunda de manhã, tive que passar no banco reclamar de uma assinatura de sky que estava sendo cobrada há meses sem que eu jamais tivesse assinado, autorizado e muito menos recebido o serviço. O legal foi que no caminho, tinha uma loja vendendo bolinhos da casa suíça. 3 por 10 reais. Isso significa que quando cheguei no banco e tive que tirar as coisas da mochila pra poder passar pela porta giratória, tive que começar a tirar como um maluco os SEIS bolinhos que eu trazia comigo. A noite, saí tomar umas cervejas com o Crau, um amigo de Bauru que está por aqui essa semana fazendo um treinamento. Passamos na Geek, sentamos no Ibotirama pra botar o papo em dia e fechamos com um maravilhoso burger gourmet da Paulista Burger, que apesar de sempre estar em meu caminho, eu fiz a besteira de nunca ter provado antes. :)

sexta-feira, março 03, 2017

De volta à terra do Senhor Pássaro

Pelos meus cálculos, eu não vou pro Guarujá desde 2006, quando viajei pra lá com minha família. Mas ainda posso me lembrar nitidamente de todas as vezes que fomos pra lá muito antes disso, quando éramos ainda mais jovens. De não conseguir mijar no mar e andar até o Shopping, de comer cação na barraca da Estelita, de fazer compras na Sideplay, de visitar o Aquário e de ir até São Vicente comprar bombas de chocolate. Teve até uma vez em que o Frodo estava em Santos e passou lá me visitar e se você visitar meu quarto verá um dragão que foi comprado numa feirinha dali.A cidade sempre foi ponto de parada obrigatória em nossas férias de família. Minha tia Fatima tinha um namorado que tinha um apartamento na marina (todo decorado com navios, cabeças de piratas e nós), então nunca faltava lugar pra ficar.
Nesse carnaval, mais de uma década depois da última visita, voltei pro Guarujá (que na minha cabeça era do tamanho de São Paulo, mas descobri na verdade sem bem menor).Fomos, eu, ela, a irmã, a tia e o marido, a priminha, o primo juvenil do Funk e o primo mais velho com a namorada e uma amiga dela.
Pegamos um bus na madrugada da sexta-feira, chegamos de madrugada e ficamos em um apartamento grande a poucos metros da pria de Pitangueiras, a uns três quarteirões de distância do shopping de minhas memórias. 
Comida não era uma preocupação. A Manda passou alguns dias antes na Vovó e nos abasteceu com quilos e mais quilos de queijos, frios, doguinhos e azeitonas pra gente levar como porção e a família dela ja tinha providenciado as cervejas.
Assim que acordamos no dia seguinte, a priminha dela zoou meu cabelo quando cheguei pro café da manhã "nossa, que acabado"..."uma escova resolve isso aí") e em seguida pegamos nosso guarda-sol e fomos pra praia, que era tão superpopulosa quanto eu me lembrava. Muitas cervejas e porções depois, voltamos pro apartamento, tiramos uma soneca de praia e depois saímos dar uma volta no calçadão. Jantamos macarrodana e depois tomamos suco no Bagaço do shopping (onde a priminha dela, de apenas 7 anos, usou um golpe pra ficar com o suco bifásico mais bonito, que originalmente era da Manda, insistindo que o dela mesmo tinha vindo errado).
No dia seguinte, fui até o mercado comprar mais algumas latas de cerveja e optando por uma Proibida. Péssima escolha, a cerveja mais forte do que as Sub-zeros que estávamos consumindo no dia anterior me derrubaram, fizeram com que eu brigasse com a areia, dançasse muito "Oh o Gaizzz" no mar, quase perdesse meu chinelo e criasse o novo meme "cai fora". A noite, depois da soneca de recuperação, jantamos um strogonof maravilhoso da tia dela e saímos só pra comer um churros de nutella e voltamos pro ape.
Na segunda feira, passamos mais um bom dia de sol na praia, tomando cervejas, comendo espetinhos de camarão e pulando ondas. A tarde, o tio dela fez um peixe recheado de batatas sensacional (e praticamente só pra mim, já que a maioria das pessoas da família dela não comem nada marinho). A noite, saímos com os primos dela em busca de algum bloquinho (que não encontramos), e acabamos só bebendo umas cervejas no calçadão mesmo.
Terça-feira eu já estava cansado de cervejas, então investi em caipirinhas de maracujá e de cerveja e amendoins. Ficamos até tarde porque era o último dia, então foi quando mais queimamos. Só voltamos pro apto no final da tarde, depois um pouco de soneca e mais uma voltinha pelo centro, dessa vez pra tomar um sorvete Jundiá.
Quarta de manhã, o primo dela nos deu uma carona até a rodoviária e pegamos o ônibus de volta pra SP (é incrível com que frequencia esquecemos o quanto moramos perto da praia) e na hora do almoço já estávamos chegando em casa, prontos pra passar o restinho do feriado relaxando em casa, curtindo uma Foxplay, um videogame e um açaí.
PS: Segundo nossos estudiosos e cientistas (Wikipédia rs) a palavra Guarujá significa “senhor pássaro” ou "senhor dos pássaros", através da junção dos termos tupis gûyrá (“pássaro”) e îara (“senhor”).