segunda-feira, março 31, 2014

Um gole de mudança

Eu gosto de fazer e provar sempre coisas diferentes, mas isso não significa que eu gosto de mudanças.  Nas hqs, os personagens não envelhecem. O som de minhas bandas favoritas nunca muda. E talvez graças a isso, sempre que qualquer mudança acontece, eu meio que fico chateado, e torço o nariz antes de qualquer outra coisa. Principalmente talvez, porque isso me lembra, que apesar de no meu “mundo virtual” tudo permanecer igual, eu, pessoa física, ainda obedeço as leis do tempo.
Bom, tudo isso pra falar que  nesse final de semana foi o casamento do Gustinho. E apesar de ele ser o cara careca no altar, fui eu que saí me sentindo velho (por esse mesmo motivo, não consegui postar nada sobre o casamento do Boi, um ripper mais jovem que eu, mas também mais conformado com o envelhecimento e a mudança). Meus amigos estão casando, mudando, tendo filhos! E caramba, eu ainda me sinto tão jovem! Ainda quero ficar acordado bebendo ate de madrugada, gritar, pular, sonhar, ser imprudente, e tudo o mais.
E fora a companhia da Manda, da minha família e de meus novos amigos, também queria que os antigos amigos estivessem presentes (tem sempre algum x-man novo entrando nos X-men, mas os antigos sempre permanecem por lá).  E além de desejar que todo mundo que já foi ripper alguma vez na vida estivesse ali, não quero que ninguém envelheça também. Não quero que engordem, fiquem com barba branca, bebam pouco, parem de fumar e voltem cedo pra casa. Infelizmente essa é a tendência (mesmo quando tem cerveja, caipirinhas e whisky na faixa!).
Obviamente, o próprio Gustinho tava felizasso, e eu fiquei muito feliz por ele, que tava realmente curtindo o fato, a festa e o momento. Na verdade, ele me pareceu mais jovem do que nunca, entrando na igreja ao som do Metallica e tomando whisky enquanto os telões na festa exibiam clipes do Guns. Por um segundo, quando olhei de relance pra ele, o vi cabeludo, de boné virado pra trás, em seu máximo estado de magreza e internamente, sorri. O espírito rock n roll ainda habita aquele corpo, por mais que o terno, o óculos e os papos sobre Direito disfarcem. Talvez até o próprio casamento tenha servido pra despertar esse espírito mais animado dentro dele.
Assim como aconteceu com o Boi, que eu vejo muito mais depois que casou. Sempre fazendo churrascos na casa que divide com a Laís, ou querendo sair pra algum lugar comer ou beber, animado, sem ter tanta hora pra ir embora.
Talvez a mudança seja apenas como bom gole num whisky. Um coice amargo no começo, mas que serve pra te deixar bem mais animado depois.
Um brinde, Gustinho!

quarta-feira, março 26, 2014

Comida africana e visita a Cracolandia

Continuando o role em busca de novos sabores, ontem, 3a feira a noite, fui com a Manda e meu bro no Biyou-z, um restaurante africano próximo ao Bar Brahma. Bom, próximo se você souber o caminho. Eu não sou lá um perito em mapas, então antes de levar a gente pra lá, passamos por duas bocas de fumo, tipo, sério, tensão na veia, rodinha de gente fumando crack, ruas escuras cheias de mendigos do mau dormindo em colchões na rua. Se o rolê tivesse nome seria "Uma boquinha entre uma boca de fumo e outra". No dia seguinte, descobri que se tratava simplesmente da Cracolandia (#tenso). Gostei de ver que a Manda foi bem companheira e nem reclamou tanto quanto qualquer pessoa normal faria, por isso eu amo essa garota =b Já da pra levar ela pra Africa de verdade lol
Ok, beleza,sobrevivemos aos crackeiros e chegamos ao restaurante depois de uma grande volta desnecessária pelo que a cidade tem de mais sujo a oferecer. O restaurante era pequeno, o garçom um africano com sotaque forte mas muito educado e o cardápio estava cheio de coisas diferentes e baratas, a maioria carne servida com molho de amendoim e umas pastas de arroz muito loucas. A Manda comeu pouco, não curtiu tanto o arroz (que realmente tinha um pouco de gosto de peixe) e então ainda sobrou um arroz e umas verduras extra pra mim e pro brotha. 
Saí de lá satisfeito com a comida e com e com a experiência, apesar da localização do lugar ser bem das piores. 

segunda-feira, março 24, 2014

Sugestões da Semana

Um livro: Planeta dos Macacos - muito melhor que qualquer um dos 7 filmes já realizados até hoje, e com um segundo final fantástico, pra surpreender tanto quanto como quando vimos a estátua da liberdade pela primeira vez no filme clássico de 1968.





















Um seriado: Vikings - como é do History Channel, o seriado fica devendo em sangue e nudez, mas ainda assim a história é foda, e as batalhas (a moda moderada dos filmes dos anos 80) convencem o suficiente.

Um filme: HER - No final de semana retrasado assisti muitos filmes junto com a Manda, e esse foi o melhor de todos. Dramático, engraçado e triste ao mesmo tempo, foi o filme mais original que vi ultimamente.


Uma banda: White Buffalo - Conheci essa banda graças aos Sons of Anarchy, e as músicas que eles tocam fora do seriado, são ainda melhores!



Um jogo - 300: Conquiste sua glória - Pela primeira vez listo aqui um jogo pra celular (ou tablet), já que jogar com os espartanos é meu sonho há muito tempo. O único defeito do jogo é ser curto demais.

domingo, março 23, 2014

Final de semana gastronomico com a famiglia em SP

O role de comidas diferentes comecou na quarta feira, quando fui com a Manda no Lolitas, um restaurante (mais ou menosss) alemao perto do metro Republica, que todo dia passamos na frente, mas nunca haviamos experimentados e comi uma bisteca de porco com chucrute (coitada da Manda que teve que sofrer as consequencias pelo resto da noite =b). E na sexta feira, saporra ficou seria. Era o aniversario de 85 anos do Sindicato dos Medicos de SP no Clube Nacional, onde eu fui pra cerimonia com meus pais. A lista de comidas la era sensacionalmente diferente e linda, cheia de coisas que eu nunca tinha visto antes na vida:

  1. pastel de queijo com manjericao e geleia de jaca
  2. rolinho de pato
  3. rolinho de peito de peru com nozes
  4. queijo de cabra na abobrinha
  5. presunto de parma com batata e cheddar
  6. temaki de shimeshi
  7. mini bobo de camarao
  8. gorgonzola quente com banana
  9. sopa de queijo e polvinho apimentada
  10. salada com flor e vidros individuais de molho 
  11. caldo de cana no copo de bambu

E isso soh de entrada, depois ainda teve filet chateaubriand com risoto de gorgonzola, sorvete fresco e bolo de nozes de janta e sobremesa. De terno, e ouvindo meus pais conversarem com um outro medico de Jau, me senti Tony Stark, enquanto tomava whisky ou champagne. O que continua provando que as melhores coisas de SP, ultimamente estão vindo de graça.
Sábado acordei, assisti o episodio de Shield que tem a Lady Sif (e eh realmente divertido) e o ultimo episodio de Walking dead (S0414) que eu tinha abandonado, mas vi por insistência do Guite, e era foda mesmo. No almoço, encontrei toda minha família e fomos aproveitar o restaurant week num restaurante escolhido pela minha irma, que servia pouca comida e na verdade nao valeu muito a pena. Mas a sobremesa foi no Cold stone, uma sorveteria nova supergorda, onde eles abrem sua bola de sorvete, recheiam de guloseimas como pasta de amendoim e brownie e ainda servem num pote de chocolate. Legal, mas desnecessário.
Fui pra casa cochilar, e a noite, a comilança continuava. Fomos pra Rota do Acaraje (restaurante favorito do meu bro, pra ele aproveitar antes de ir pro banco da reserva) curtir umas cervejas boas e uma moqueca (sempre nice) de peixe com camarão (fora a carne seca e a mandioca de entrada). Ainda rolou o bolo de manteiga mais maravilhoso do mundo de sobremesa.
Domingo, acordei e fui correr no minhocão porque ja tava me sentindo arrependido de ter comido tanto (e o Run Keeper, o aplicativo mais lindo de corrida do mundo, ja tava me dando broncas que eu não corria desde terca passada) e para minha surpresa, estavam montando uma piscina em uma parte de uma das faixas do minhocao, ali de boa, no meio dos prédios, poco loco?
No meio da tarde (porque nenhum Picagova tinha mais fome na vida), fomos almojantar no Sujinho, mais peixe e um misto S2 de carnes variadas. E em seguida fomos tomar sorvete na Bacio di Latte, sorveteria mais linda da cidade.
Voltamos pra casa, quando ja era mais de seis horas, e aproveitei para ler um pouco (os Discworld ganhados no sábado retrasado), o ultimo encadernado da Salvat (uma historia do Capitão America assinada pelo criador do Rambo), assistir um pouco de seriado (terminar a primeira temporada de Vikings, que na falta de Spartacus, eh o que tem pra hoje) e esperar a bubulina voltar de Jahu pra que uma nova semana comece.

quinta-feira, março 13, 2014

Ordem no Tribunal (Bar)!

Ontem a noite, fui com a Manda num barzinho que há alguns anos atrás eu sempre tinha vontade de visitar. Ele chama Tribunal e fica na rua do fórum Vila Madalena. Sempre que eu saia do fórum cansado e suado (terno + 40 graus + peso dos processos), pensava em sentar por ali, mas como tinha cara de ser chique e eu sempre estava sozinho, nunca rolou. Como ontem era lá aniversario duma amiga (de Jahu!) da Manda, acabei finalmente conhecendo o lugar, que é realmente muito bom! Cerveja a preço justo, serve amendoins e tem uns lanches (dividi um Bauru com a Manda) no tamanho padrão jauense, muito bons mesmo, lembram um pouco os do Rospinho, só que melhores e ainda vem com batata frita. Mas o melhor mesmo são as pimentas. Junto com o lanche vem um suporte com 5 pimentas, de 5 níveis diferentes pra você escolher. Fiquei no chipotle, o nível intermediário, que deu um sabor ainda melhor pra carne. Voltamos cedo (lugar longe, chuva, taxista que não se calava jamais, mesmo depois de nos deixar em casa) e ainda deu tempo de fazer um cooper no minhocão na volta. Nice!  

quarta-feira, março 12, 2014

Robocop

Ontem fui com a Manda assistir o novo Robocop, do José Padilha. Foi a primeira vez que levei ela no Maraba, meu cinema favorito por ser perto de casa, bom bonito e barato. E eu diria que foi uma boa estreia pra ela. Gostei muito do filme. Tinha a pegada de Tropa de Elite que eu esperava (tiras corruptos, venda de armas, todo mundo tem seu preço, manipulação da mídia, uniforme preto de milícia, atuações nervosas), ótimos atores em atuações incríveis (Comissário Gordon da nova trilogia, Batman do Tim Burton, Rorschach, Nick Fury - só ator foda, principalmente o Gary Oldman), os efeitos ficaram bem legais e fora a musiquinha de abertura ser a original, o que por si só já era lindo, a trilha sonora é do caralho! Rola até a musiquinha do homem de lata do Mágico de Oz! E mesmo que no início eu tenha torcido o nariz pra armadura preta, ela ficou muito foda (e metade do filme ele usa a clássica mesmo). Em resumo, gostei do filme pra caralho!

Musiquinha linda do dia:

)

Desenho clássico pra rever:

segunda-feira, março 10, 2014

Um sábado de Natal em março

Sábado a tarde, fui com meu Bro, o Pirata e o Kev na Feira Plana que tavam organizando na frente do MIS (Museu da Imagem e Som). Montaram diversas barraquinhas pra galera das publicações independentes e fanzines vender sua arte, então fomos lá dar uma volta no sábado a tarde. Tinha um zilhão de pessoas, muito mais do que eu imaginava que teria (tanta gente que nem conseguimos entrar no museu pra ver a exposição do Bowie que tá rolando lá dentro), e os stands ficaram tão cheios da galera alterna da Augusta que mal dava ver direito o que tava exposto, então depois de tomar a cerveja mais cara que já tomei numa fila (pagamos 6 dilmas numa lata de Skol, que terminou antes de chegarmos no caixa, graças ao tamanho da fila na lanchonete do MIS), decidimos ficar lá na frente da feira mesmo, onde tinha malucos vendendo Ser Veja da boa (Heineken) e sem fila por cinco dilmas. E para noooossa alegria, enquanto estávamos de boa lá na frente, um anjo, papai noel ou simplesmente um cara que ia mudar e estava se desfazendo de suas coisas, começou a descarregar malas e sacolas cheias de DVDs, CDs, livros e quadrinhos pelo chão. Achei que era um sebo, obviamente e perguntei quanto custava cada encadernado de hq que já atraía minha atenção. E eis que a mulher do cara (unica coisa que ele não tava dando, para infelicidade dos meus amigos) respondeu: É de graça, pode levar o que quiser.
- Aceitamos brejas e cigarros em troca. Mas não é obrigatório doar nada, pega aí, o que não pegarem, vai ficar pra rua.
E assim começamos uma coleta desenfreada por maravilhas! Só eu levei pra casa os 4 primeiros volumes de Y- The Last man, o 4o volume de Supremo do Alan Moore, os 2 primeiros livros de Discworld, o encadernado capa dura de DMZ e o cd (no plástico) de Flight 666. Meu irmão, o Kev e o pirata saíram de lá igualmente abarrotados de hqs, livros e cds fantásticos. Fomos os primeiros a ver a "anti-loja" (Valva, Broda), então meio que conseguimos literalmente tudo o que queríamos. 
Bom, abarrotados de cultura, pegamos um bus e descemos pra Maria Antonia, onde a Manda já me esperava, recém-chegada de Jahu e partimos pra um boteco nas proximidades fechar a noite com muita cerveja e calabresa. Sempre bom poder reunir na mesma mesa tanta gente que eu gosto, e que geralmente só vejo separados. E que rende pérolas do tipo:
Pirata: Meu, ao invés de beber, vamos todos sentar e ler nossos livros.
Gust: Pelados?
Pirata: Não, quietos.
Ou...
Amanda: O que eu mais tiro dos dentes dos pacientes é frango e pêlos.
Pirata: Frango?
Fora isso, tivemos uma ideia pra feira do ano que vem, na qual venderemos Hímens de geladeira. Tirinhas impressas em imã, pras pessoas colocarem onde quiserem. E planejamos uma forma de roubar as escritas do mendigo da esquina que escreve suas ideias freneticamente num caderninho com sua caneta, como um profeta perdido pelas ruas (e talvez, ele seja autor de músicas tipo..."Não tenho carro, não tenho teto...blblabla...Lepo Lepo").
Mais um belo dia, inesperadamente muito lucrativo, em SP. Tem como não amar uma cidade que me dá hamburger, cinema e agora até encadernados de quadrinhos de graça???


quinta-feira, março 06, 2014

Casaval

É, esse foi um carnaval bem parado. Mas bem que eu tava querendo um tempinho de boa em casa sem fazer nada mesmo (já que durante a semana, em Sp tem sido bem agitado). Ainda assim fiquei acordado até de madrugada, viajei,e bebi até cair. No sábado, depois de ver um filminho do Almodovar muito louco com a Manda ("Os Amores Passageiros"), ficamos acordados até de madrugada jogando video game e banco imobiliário com o Sustinho, domingo viajamos pra Bocaina conhecer o Tradição, barzinho firmeza com Chopp (tome 3, ganhe 1!) e batata frita com catupiry de verdade e bacon generoso. E na segunda, nadamos na edicula da mulher (caralho, agora isso é literal!) do Boi, bebi mais do que devia (eu não lembro, mas talvez a mãe do Boi tenha me visto dançar o Lepo Lepo) e nove da noite eu ja estava caindo de bebado. Fora isso, todos esses dias comi coisas maravilhosas que a Manda fez, como beringelas empanadas recheadas de queijo (que, estranhamente, tem se tornado meu prato favorito), pudim de leite e brigadeirão. Joguei muito video game (terminei Bioshock Infinite, um jogo maravilhoso, com roteiro porra louca e que não te da todas as explicações, tipo Lost e comecei DmC, de gráficos e jogabilidade sensacionais, e com uma pegada pop que é um puta diferencial - grafites, musica pesada rolando nas cenas de ação, história top). E comecei a reler toda "A era do Apocalipse" dos X-Men. Um carnaval passado praticamente em casa, mas com certeza muito bom.

quarta-feira, março 05, 2014

Um reflexo, uma reflexão

Acordei no meio da noite precisando de um copo d´água. Desde que me mudei pro novo apartamento evito levantar no meio da noite, mas ontem estava excepcionalmente quente e como eu havia bebido cerveja algumas horas mais cedo, realmente necessitava daquela água. 
O motivo de eu não gostar de levantar no meio da noite é meio bobo. Eu tenho medo encarar espelhos no escuro. Não é o tipo de coisa que eu saio espalhando por aí. E muito menos o tipo de coisa que alguém repara, porque durante o dia eu estou sempre observando meu reflexo (desconfiadamente, mas acho que todo mundo, quando vê a cena, acredita que seja por vaidade). 
Mas acontece que uma vez, quando eu era criança, fui com meus pais e meus irmãos pra alguma cidade turística brasileira, que ja nem me lembro mais qual era, onde alugamos um chalé. Já faz muito tempo que não viajamos em família, e mais ainda que não ficamos em chalés, então faz realmente muito tempo. 
Naquele chalé havia um espelho maior do que eu (na época), e em mais de uma noite, sonhei que minha família e eu havíamos sido aprisionados no espelho. Em alguns sonhos eramos nós mesmos, em outros representações de nossos signos: um caranguejo, um touro e três escorpiões.
Bom, obviamente, sobrevivemos a viagem e ao chalé e voltamos a viver nossas vidas normalmente.
Só que no meu novo apartamento bem no meio da sala, obstruindo o caminho entre minha cama e a geladeira, colocaram um espelho igualzinho ao que havia no chalé (ou pelo menos é igual a como minha mente hoje se recorda dele). E eu sou obrigado a passar por ele no escuro, todas as noites. 
Como na maioria das vezes passo por ele capengando de sono ou embriagado, geralmente consigo ignorá-lo. Mas ontem, estava sem sono e sóbrio.E ao passar pelo espelho, algo me impeliu a deter-me por um momento e observar a figura triste e peluda que me encarava com grandes olhos negros do outro lado. 
Encostei no vidro gelado e um calafrio percorreu minha espinha. Chovia la fora. Um trovão iluminou a sala. O reflexo, de alguma forma, libertou-se de sua prisão e tomou o meu lugar. Observei minhas mãos e elas haviam se tornado cheias de rugas e calos. Minha barba mudou de cor. Havia algo escuro abaixo de meus olhos. Mas fora isso, todos os objetos, pessoas e cômodos ao meu redor permaneciam  exatamente iguais. De alguma forma eu sabia que agora estava do lado de dentro do espelho. Mas como todo mundo também estava ali, junto comigo, jamais acreditariam em mim. Encostei no reflexo novamente, tentando reverter o processo. Nada. Bati no vidro, usando cada vez mais força. Nada. Não havia o que eu pudesse fazer. E nem algo que precisasse ser feito. Afinal, tudo permanecia igual, apesar de eu estar mudado. Foi assustador. Nada pior do que a ausência de mudança.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

300: Rise of an Empire

Essa semana ganhei ingressos do Omelete pra pré-estreia do filme 300: A ascensão do império, a sequência de um de meus filmes favoritos de todos os tempos, 300!
Era numa 5a feira, então fui com o Ed - meu roommate - de acompanhante (já que a Manda já tava a caminho de Jaú) pro Shopping Eldorado por volta das 20h, pra comer um Burger King (Whopper e cebolas fritas empanadas!) e esperar pela seção, que seria as 21h.
Essas pre-estreias são sempre muito legais, fazem você se sentir muito VIP. Fora os ingressos grátis (e a chance de assistir ao filme antes mesmo da estréia nos EUA, que é só daqui a duas semanas) ganhamos pipoca e Coca-Cola, uma camiseta (LOL), uma saudação (por vídeo) do Rodrigo Santoro dando um oi pra galera, e quem quisesse ainda podia tirar foto com um cara ou uma mina vestidos de espartanos. 
A tela era gigante, perfeita pra não perder uma das milhares de gotas de sangue que jorravam na tela em meio as mutilações. O 3D da chuva e do fogo, e a escuridão davam um clima sensacional. 
E o filme é basicamente a mesma coisa que o primeiro, o que é ótimo! Sangue, guerra, moleres seminuas, testosterona pura, do jeito que eu adoro e sentia falta desde quando cancelaram o seriado Spartacus na TV. O unico problema do filme eh ser curto demais.
Há anos eu  (literalmente) visto a camisa do primeiro filme, e agora continuarei  fazendo com orgulho o mesmo com a camiseta (valeu Warner!) do segundo. 
Se Zeus existe, haverá um terceiro!  

Vingança

Quarta feira fui com a Manda no CCBB assistir a Vingança - o Musical, um peça bem legal, com várias músicas do compositor Lupicínio Rodrigues (de "Felicidadeee foiii embora e a saudade no meu peito..."). A história é meio Gatsby, anos 50, boemia, traições e admito que teve várias reviravoltas que realmente me surpreenderam. 
Os atores e atrizes cantavam muito e ainda tínhamos ótimos lugares bem a frente do palco (adquiridos com muita antecedência, mas a um preço muito barato mesmo, até injusto se a peça não tivesse muitos subsídios do governo e do próprio Banco do Brasil). Foi com certeza um ótimo programinha pra uma quarta feira  a noite, e antes rolou até uma comida mexicana com Heineken ( a Manda chatolina preferiu Mac, mas ta valendo =b). Pra voltar, pegamos um ônibus lá perto e rapidinho estávamos em casa, deu tempo até de fazer um jogging noturno no minhocão. Queria que todo dia fosse assim tão bom!

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Watchen & Bob Sponja

Vislumbres do futuro

Ano 3.891

A humanidade chegou a seu ápice. A medicina evoluiu ao ponto de que só morre quem quiser. Se você quiser viver pra sempre, é um direito seu. O direito evoluiu até o ponto em que abortos e eutanásias são legalizados em todo o planeta. Você vive até o dia em que quiser. Para comportar tanta gente, a engenharia evoluiu também, mas de maneira criativa.
Agora as pessoas vivem em  apartamentos que são pequenos contêineres motorizados e nas mais variadas cores, que você pode levar pra onde quiser.
Todas suas posses cabem num pequeno espaço. Ninguém mais guarda comida em casa. Todo mundo come (ou cozinha) fora. Guardar objetos não é mais necessários. Tudo que importa é digital. Assim o próprio conceito de posse mudou. 
Um dia você pode morar num bloco acima dos pais, outro dia do lado dos amigos, ou abaixo do trabalho. Famílias e casais tem agrupamentos de blocos. É possível passar de um bloco a outro, mas cada ser humano não pode possuir mais do que um único bloco.
A paisagem é linda. Sempre gostei de Tetris.





segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Sãopauling

Mais um finalzinho de semana em SP. Nesse a Manda estava aqui, e a chuva infinita e gelada também. Então ficamos mais de boinha em casa, tomando cervejas e (mini) caipirinhas. Mas ainda deu pra fazer muita coisa boa: a Renner tá com uma coleção só de estampas de super heróis Marvel (quero todas!), então sábado de manhã fui encontrar a Manda (que descobriu a coleção lol) no Shopping Light (ela já tava na rua fazendo altas compras ha um bom tempo, enquanto eu jogava - e terminava - Resident Evil: Operation Racoon City, um joguinho bem legal, de muito tiro e pouco puzzle no Xbox de um dos meus novos roomates). Almoçamos no shopping, e comi num restaurante mexicano que tinha acabado de ser inaugurado lá nessa mesma semana, e que serve tortillas honestas (18cm #ui) a preço justo! Bem recheada, e a atendente ainda tava empolgada e praticamente me contou toda a historia do México no processo. Cookie de sobremesa, e saímos pra chuva. 
Fiz finalmente meu cartão na Biblioteca Mario de Andrade, que vou começar a frequentar mais agora, com o atendente também muito atencioso, explicando como funcionava tudo la no lugar. Meu guarda chuva quebrou na entrada (y), então tive que comprar outro numa banca ali do lado. Bom que em SP, terra da garoa, 80% dos lugares e pessoas vendem guarda-chuvas. A noite, fomos de taxi (taxista prosa e high tec, que depende de clientes conseguidos via apps pra sobreviver) pro Shopping Bourbon, porque tínhamos ingressos pro musical Crazy for You. Era pra ser o dia de estreia, mas não rolou. Depois de meia hora de atraso, o elenco todo subiu ao palco e pediu desculpas, mas não ia ter peça, porque o cenário mecânico não funcionava. Fizemos então umas compras no supermercado (mais cervejas nice) pra garantir o almoço do dia seguinte.
 No domingo, a Manda fez seu delicioso clássico: macarrão apimentado com calabresa, que ha tempos eu não comia e a tarde fui pra Fatec (de SP) prestar um concurso pra perito criminal (ou CSI). Nunca acreditei muito em concursos (mesmo ja tendo passado no estagio da Defensoria e na OAB), mas depois que o Bráulio (que nunca foi um membro genital de destaque intelectual no colegial) passou, achei que deveria dar mais alguns tiros concurseiros por aí. 3h30 de prova, e apesar de manjar muito de português e direito, física, química e biologia, que não eram meu forte 10 anos atrás, com certeza não são agora.  A noite, meus pais estavam em SP, recém chegados de Brasília e fomos comer uma pizza na pizzaria ao lado do meu novo prédio. Hora do Brownie com a Manda, terminei de assistir ao primeiro episodio de Sherlock (seriado lindo, do roteirista que mais admiro atualmente, Steven Moffat, responsável pelos melhores episodios de Dr Who da atualidade) e eis que mais um final de semana muito belo na metropole chegava ao fim.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Free Burger (ou "Best Buddies Now")

Vi esses dias um anúncio no Facebook de uma hamburgeria que estava oferecendo qualquer lanche de seu cardápio (cada um custa em média 25 reais) totalmente de graça pra quem fizesse suas reservas através da rede social: a Buddies. Era perto de casa (na Vila Boim), e obviamente eu tinha que testar, ainda que com um certo pé atras. Na pior das hipóteses eu ia comer um lanche delicioso e pagar por ele =b . Mas não é que estavam dando os hamburgers mesmo? 
Melhor! Um pra cada pessoa da reserva! Totalmente excelente. Fui lá ontem com a Manda e recomendo muito. O chopp é nice, a entrada de fritas e cebolas fritas tavam boas demais e só não pedi um milk shake de manteiga de amendoim porque é tudo realmente muito bem servido! 
Tem lugar que você chega com um groupon, apenas um desconto e te tratam mal. Lá, mesmo dando os lanches, ainda nos trataram bem demais! Fora que os lanches são ótimos, muita carne, bem recheados e no meu caso, bombando de jalapeños! Mal posso esperar pra voltar!

terça-feira, fevereiro 11, 2014

War paint

Estava assistindo um webnar do Jordan Belfort (o "lobo de Wall Street") ontem no Youtube, no qual ele aconselha o uso de pinturas de guerra para os negócios. Tipo, usar algo que te dê mais garra pra fazer alguma coisa. Uma gravata, uma música, qualquer coisa que dispare um gatilho em você que te dê mais confiança. O que me levou a pensar em minhas próprias pinturas de guerra. E de como sem elas eu  me sinto um nada. Um óculos de sol pra esconder minhas emoções, maquiagem pra esconder espinhas e de preferência, uma camiseta com algum logo de super herói, pra me dar poder. É sempre legal ver que apesar de milênios de evolução, mudamos muito pouco e ainda somos totalmente tribais. E ainda precisamos de pequenos símbolos pra nos ajudar a nos sentir melhor. Mulheres e suas sombras e brilhos, roqueiros e suas camisetas pretas, cabelos compridos e spikes...e você? Qual a sua pintura de guerra?

TUOMAS HOLOPAINEN - A Lifetime of Adventure (OFFICIAL VIDEO)





Tecladista do Nightwish fez um disco todo baseado numa saga do Tio Patinhas. Musiquinha bonita pra curtir fazendo caminhada no gelo =]

S2 em SP

Criolo estva errado, pode existir amor em SP sim! Essa semana vai fazer um mês que a Manda conseguiu um trampo aqui pertinho de mim e estamos ficando juntos por todo o começo da semana no meu novo quarto/apartamento (^^). O consultório que ela arrumou ainda é (pelo menos alguns dias, já que ela trabalha em dois locais diferentes dos mesmos donos) muito perto de casa, dando pra ela ir a pé trabalhar (o que  nessa cidade é mais que milagre). E tirando um ou outro paciente muito louco que  quer que ela faça uma dentadura direto na gengiva, que não fala português ou algum que queira que ela tire os pontos da barriga da mulher dele, esta indo tudo muito bem! Assim, podemos passar muitas noites vendo filminhos, conhecendo restaurantes (semana passada fomos no Ponto Chic, conhecer o Bauru original, que é uma ignorância em queijo deliciosa) e tomando umas cervejas durante a semana. Bem-vinda a Sampa, Manda!


segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Carro$$el

Uma coisa que sempre quis fazer foi apostar em cavalos. É um clássico. Nos filmes ou livros as pessoas sempre estão apostando em cavalos. E eu precisava fazer isso também. Tanto que quando estava em Nova York, foi uma das coisas que eu procurei pra fazer. Não acabou dando tempo. E deixei a ideia passar. Até que fiquei sabendo que dava pra apostar no próprio Jockey Clube de São Paulo! Caralho, como assim, porque ninguém me avisou isso antes? Achava que lá tinha só corridas, mas não apostas! E as apostas começam em só R$ 2! Tenho que jogar!
Assim, sábado a tarde, parti logo depois do almoço com meu bro (que também é adepto do tenho-que-fazer-de-tudo-nessa-vida-sim-senhor) pra conhecer o lugar.
O busão demorou mais do que eu esperava pra chegar no local, já que era só seguir uma maldita linha reta,  e de fds era pra ter menos carros na rua, mas tudo bem, em menos de uma hora, chegamos. 
O Jockey é um lugar imenso, a sala de apostas deve ter umas 30 cabines de vendas (ainda que só umas 10 funcionem), tem um bar popular e um bar burguês, cavalos imensos nas paredes de fora e uma puta pista de corrida. Em seus dias de glória, esse lugar devia ser do caralho!
Antes das corridas, desfilam com todos os cavalos do próximo páreo pra arquibancada, afinal, vai que você vai com a cara de algum e ao final, vai mó galera tirar uma foto com o cavalo vencedor.
Pedimos ajuda pro vendedor mais novo de apostas, que prontamente nos explicou como cada modalidade de aposta funcionava, contou quanta grana a galera ou ele mesmo ja tinham ganho e nos aconselhou a apostar nos cavalos mais leve (eles dão pra galera um jornalzinho com peso, nome, jockey, haras e quem são os pais de cada cavalo). E assim, começamos nossas apostas no 3o páreo da tarde.
Obviamente, perdemos. Mas recuperei minha grana nos 3 páreos seguintes (na verdade o saldo final foi de -3 reais, mas já tá otemo)! Sempre apostando "Place" (modalidade na qual você ganha se seu cavalo vencer em primeiro ou segundo lugar), e em dois cavalos diferentes. Ok, encontrar umas dicas de favoritos pregada numa parede, ajudou bastante.
A corrida em si, é tão rápida que você mal vê o que está acontecendo na sua frente, sendo mais fácil identificar as coisas pelo telão do que pela própria pista, mas a atmosfera dos apostadores vibrando, ainda que tão rapidamente, é muito foda.
As arquibancadas vibram como se a gente estivesse num jogo de futebol, com a galera torcendo talvez até com mais afinco, já que estão com dinheiro investido no resultado. Curti. Consigo torcer loucamente também quando posso ganhar uns trocados com isso.
Um belo programinha pra quem quer fazer algo diferente num sábado ou domingo a tarde. Que no final, acaba até sendo mais barato do que a maioria das outras opções por aí. Eu, com certeza voltarei. 
E ainda tentarei levar cada vez mais gente comigo, porque aparentemente o esporte é algo que está acabando, pelo menos em SP, muito provavelmente pela falta de divulgação. A grande maioria dos apostadores são idosos, que faziam com que as vezes eu me sentisse num bingo! 
Isso tem que mudar, ajudem a salvar essa coisa tão bonita que são as apostas em corridas de cavalos! Longa vida ao turfe!!! Boa, Winning Gold! Boa, Jackson Dance! Boa, Embaixador inglês!