quinta-feira, março 06, 2014
Casaval
É, esse foi um carnaval bem parado. Mas bem que eu tava querendo um tempinho de boa em casa sem fazer nada mesmo (já que durante a semana, em Sp tem sido bem agitado). Ainda assim fiquei acordado até de madrugada, viajei,e bebi até cair. No sábado, depois de ver um filminho do Almodovar muito louco com a Manda ("Os Amores Passageiros"), ficamos acordados até de madrugada jogando video game e banco imobiliário com o Sustinho, domingo viajamos pra Bocaina conhecer o Tradição, barzinho firmeza com Chopp (tome 3, ganhe 1!) e batata frita com catupiry de verdade e bacon generoso. E na segunda, nadamos na edicula da mulher (caralho, agora isso é literal!) do Boi, bebi mais do que devia (eu não lembro, mas talvez a mãe do Boi tenha me visto dançar o Lepo Lepo) e nove da noite eu ja estava caindo de bebado. Fora isso, todos esses dias comi coisas maravilhosas que a Manda fez, como beringelas empanadas recheadas de queijo (que, estranhamente, tem se tornado meu prato favorito), pudim de leite e brigadeirão. Joguei muito video game (terminei Bioshock Infinite, um jogo maravilhoso, com roteiro porra louca e que não te da todas as explicações, tipo Lost e comecei DmC, de gráficos e jogabilidade sensacionais, e com uma pegada pop que é um puta diferencial - grafites, musica pesada rolando nas cenas de ação, história top). E comecei a reler toda "A era do Apocalipse" dos X-Men. Um carnaval passado praticamente em casa, mas com certeza muito bom.
quarta-feira, março 05, 2014
Um reflexo, uma reflexão
Acordei no meio da noite precisando de um copo d´água. Desde que me mudei pro novo apartamento evito levantar no meio da noite, mas ontem estava excepcionalmente quente e como eu havia bebido cerveja algumas horas mais cedo, realmente necessitava daquela água.
O motivo de eu não gostar de levantar no meio da noite é meio bobo. Eu tenho medo encarar espelhos no escuro. Não é o tipo de coisa que eu saio espalhando por aí. E muito menos o tipo de coisa que alguém repara, porque durante o dia eu estou sempre observando meu reflexo (desconfiadamente, mas acho que todo mundo, quando vê a cena, acredita que seja por vaidade).
Mas acontece que uma vez, quando eu era criança, fui com meus pais e meus irmãos pra alguma cidade turística brasileira, que ja nem me lembro mais qual era, onde alugamos um chalé. Já faz muito tempo que não viajamos em família, e mais ainda que não ficamos em chalés, então faz realmente muito tempo.
Naquele chalé havia um espelho maior do que eu (na época), e em mais de uma noite, sonhei que minha família e eu havíamos sido aprisionados no espelho. Em alguns sonhos eramos nós mesmos, em outros representações de nossos signos: um caranguejo, um touro e três escorpiões.
Bom, obviamente, sobrevivemos a viagem e ao chalé e voltamos a viver nossas vidas normalmente.
Só que no meu novo apartamento bem no meio da sala, obstruindo o caminho entre minha cama e a geladeira, colocaram um espelho igualzinho ao que havia no chalé (ou pelo menos é igual a como minha mente hoje se recorda dele). E eu sou obrigado a passar por ele no escuro, todas as noites.
Como na maioria das vezes passo por ele capengando de sono ou embriagado, geralmente consigo ignorá-lo. Mas ontem, estava sem sono e sóbrio.E ao passar pelo espelho, algo me impeliu a deter-me por um momento e observar a figura triste e peluda que me encarava com grandes olhos negros do outro lado.
Encostei no vidro gelado e um calafrio percorreu minha espinha. Chovia la fora. Um trovão iluminou a sala. O reflexo, de alguma forma, libertou-se de sua prisão e tomou o meu lugar. Observei minhas mãos e elas haviam se tornado cheias de rugas e calos. Minha barba mudou de cor. Havia algo escuro abaixo de meus olhos. Mas fora isso, todos os objetos, pessoas e cômodos ao meu redor permaneciam exatamente iguais. De alguma forma eu sabia que agora estava do lado de dentro do espelho. Mas como todo mundo também estava ali, junto comigo, jamais acreditariam em mim. Encostei no reflexo novamente, tentando reverter o processo. Nada. Bati no vidro, usando cada vez mais força. Nada. Não havia o que eu pudesse fazer. E nem algo que precisasse ser feito. Afinal, tudo permanecia igual, apesar de eu estar mudado. Foi assustador. Nada pior do que a ausência de mudança.
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
300: Rise of an Empire
Essa semana ganhei ingressos do Omelete pra pré-estreia do filme 300: A ascensão do império, a sequência de um de meus filmes favoritos de todos os tempos, 300!
Era numa 5a feira, então fui com o Ed - meu roommate - de acompanhante (já que a Manda já tava a caminho de Jaú) pro Shopping Eldorado por volta das 20h, pra comer um Burger King (Whopper e cebolas fritas empanadas!) e esperar pela seção, que seria as 21h.
Essas pre-estreias são sempre muito legais, fazem você se sentir muito VIP. Fora os ingressos grátis (e a chance de assistir ao filme antes mesmo da estréia nos EUA, que é só daqui a duas semanas) ganhamos pipoca e Coca-Cola, uma camiseta (LOL), uma saudação (por vídeo) do Rodrigo Santoro dando um oi pra galera, e quem quisesse ainda podia tirar foto com um cara ou uma mina vestidos de espartanos.
A tela era gigante, perfeita pra não perder uma das milhares de gotas de sangue que jorravam na tela em meio as mutilações. O 3D da chuva e do fogo, e a escuridão davam um clima sensacional.
E o filme é basicamente a mesma coisa que o primeiro, o que é ótimo! Sangue, guerra, moleres seminuas, testosterona pura, do jeito que eu adoro e sentia falta desde quando cancelaram o seriado Spartacus na TV. O unico problema do filme eh ser curto demais.
Há anos eu (literalmente) visto a camisa do primeiro filme, e agora continuarei fazendo com orgulho o mesmo com a camiseta (valeu Warner!) do segundo.
Se Zeus existe, haverá um terceiro!
Vingança
Quarta feira fui com a Manda no CCBB assistir a Vingança - o Musical, um peça bem legal, com várias músicas do compositor Lupicínio Rodrigues (de "Felicidadeee foiii embora e a saudade no meu peito..."). A história é meio Gatsby, anos 50, boemia, traições e admito que teve várias reviravoltas que realmente me surpreenderam.
Os atores e atrizes cantavam muito e ainda tínhamos ótimos lugares bem a frente do palco (adquiridos com muita antecedência, mas a um preço muito barato mesmo, até injusto se a peça não tivesse muitos subsídios do governo e do próprio Banco do Brasil). Foi com certeza um ótimo programinha pra uma quarta feira a noite, e antes rolou até uma comida mexicana com Heineken ( a Manda chatolina preferiu Mac, mas ta valendo =b). Pra voltar, pegamos um ônibus lá perto e rapidinho estávamos em casa, deu tempo até de fazer um jogging noturno no minhocão. Queria que todo dia fosse assim tão bom!
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Vislumbres do futuro
Ano 3.891
A humanidade chegou a seu ápice. A medicina evoluiu ao ponto de que só morre quem quiser. Se você quiser viver pra sempre, é um direito seu. O direito evoluiu até o ponto em que abortos e eutanásias são legalizados em todo o planeta. Você vive até o dia em que quiser. Para comportar tanta gente, a engenharia evoluiu também, mas de maneira criativa.
Agora as pessoas vivem em apartamentos que são pequenos contêineres motorizados e nas mais variadas cores, que você pode levar pra onde quiser.
Todas suas posses cabem num pequeno espaço. Ninguém mais guarda comida em casa. Todo mundo come (ou cozinha) fora. Guardar objetos não é mais necessários. Tudo que importa é digital. Assim o próprio conceito de posse mudou.
Um dia você pode morar num bloco acima dos pais, outro dia do lado dos amigos, ou abaixo do trabalho. Famílias e casais tem agrupamentos de blocos. É possível passar de um bloco a outro, mas cada ser humano não pode possuir mais do que um único bloco.
A paisagem é linda. Sempre gostei de Tetris.
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Sãopauling
Mais um finalzinho de semana em SP. Nesse a Manda estava aqui, e a chuva infinita e gelada também. Então ficamos mais de boinha em casa, tomando cervejas e (mini) caipirinhas. Mas ainda deu pra fazer muita coisa boa: a Renner tá com uma coleção só de estampas de super heróis Marvel (quero todas!), então sábado de manhã fui encontrar a Manda (que descobriu a coleção lol) no Shopping Light (ela já tava na rua fazendo altas compras ha um bom tempo, enquanto eu jogava - e terminava - Resident Evil: Operation Racoon City, um joguinho bem legal, de muito tiro e pouco puzzle no Xbox de um dos meus novos roomates). Almoçamos no shopping, e comi num restaurante mexicano que tinha acabado de ser inaugurado lá nessa mesma semana, e que serve tortillas honestas (18cm #ui) a preço justo! Bem recheada, e a atendente ainda tava empolgada e praticamente me contou toda a historia do México no processo. Cookie de sobremesa, e saímos pra chuva.
Fiz finalmente meu cartão na Biblioteca Mario de Andrade, que vou começar a frequentar mais agora, com o atendente também muito atencioso, explicando como funcionava tudo la no lugar. Meu guarda chuva quebrou na entrada (y), então tive que comprar outro numa banca ali do lado. Bom que em SP, terra da garoa, 80% dos lugares e pessoas vendem guarda-chuvas. A noite, fomos de taxi (taxista prosa e high tec, que depende de clientes conseguidos via apps pra sobreviver) pro Shopping Bourbon, porque tínhamos ingressos pro musical Crazy for You. Era pra ser o dia de estreia, mas não rolou. Depois de meia hora de atraso, o elenco todo subiu ao palco e pediu desculpas, mas não ia ter peça, porque o cenário mecânico não funcionava. Fizemos então umas compras no supermercado (mais cervejas nice) pra garantir o almoço do dia seguinte.
No domingo, a Manda fez seu delicioso clássico: macarrão apimentado com calabresa, que ha tempos eu não comia e a tarde fui pra Fatec (de SP) prestar um concurso pra perito criminal (ou CSI). Nunca acreditei muito em concursos (mesmo ja tendo passado no estagio da Defensoria e na OAB), mas depois que o Bráulio (que nunca foi um membro genital de destaque intelectual no colegial) passou, achei que deveria dar mais alguns tiros concurseiros por aí. 3h30 de prova, e apesar de manjar muito de português e direito, física, química e biologia, que não eram meu forte 10 anos atrás, com certeza não são agora. A noite, meus pais estavam em SP, recém chegados de Brasília e fomos comer uma pizza na pizzaria ao lado do meu novo prédio. Hora do Brownie com a Manda, terminei de assistir ao primeiro episodio de Sherlock (seriado lindo, do roteirista que mais admiro atualmente, Steven Moffat, responsável pelos melhores episodios de Dr Who da atualidade) e eis que mais um final de semana muito belo na metropole chegava ao fim.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
Free Burger (ou "Best Buddies Now")
Vi esses dias um anúncio no Facebook de uma hamburgeria que estava oferecendo qualquer lanche de seu cardápio (cada um custa em média 25 reais) totalmente de graça pra quem fizesse suas reservas através da rede social: a Buddies. Era perto de casa (na Vila Boim), e obviamente eu tinha que testar, ainda que com um certo pé atras. Na pior das hipóteses eu ia comer um lanche delicioso e pagar por ele =b . Mas não é que estavam dando os hamburgers mesmo?
Melhor! Um pra cada pessoa da reserva! Totalmente excelente. Fui lá ontem com a Manda e recomendo muito. O chopp é nice, a entrada de fritas e cebolas fritas tavam boas demais e só não pedi um milk shake de manteiga de amendoim porque é tudo realmente muito bem servido!
Tem lugar que você chega com um groupon, apenas um desconto e te tratam mal. Lá, mesmo dando os lanches, ainda nos trataram bem demais! Fora que os lanches são ótimos, muita carne, bem recheados e no meu caso, bombando de jalapeños! Mal posso esperar pra voltar!
terça-feira, fevereiro 11, 2014
War paint
Estava assistindo um webnar do Jordan Belfort (o "lobo de Wall Street") ontem no Youtube, no qual ele aconselha o uso de pinturas de guerra para os negócios. Tipo, usar algo que te dê mais garra pra fazer alguma coisa. Uma gravata, uma música, qualquer coisa que dispare um gatilho em você que te dê mais confiança. O que me levou a pensar em minhas próprias pinturas de guerra. E de como sem elas eu me sinto um nada. Um óculos de sol pra esconder minhas emoções, maquiagem pra esconder espinhas e de preferência, uma camiseta com algum logo de super herói, pra me dar poder. É sempre legal ver que apesar de milênios de evolução, mudamos muito pouco e ainda somos totalmente tribais. E ainda precisamos de pequenos símbolos pra nos ajudar a nos sentir melhor. Mulheres e suas sombras e brilhos, roqueiros e suas camisetas pretas, cabelos compridos e spikes...e você? Qual a sua pintura de guerra?
TUOMAS HOLOPAINEN - A Lifetime of Adventure (OFFICIAL VIDEO)
Tecladista do Nightwish fez um disco todo baseado numa saga do Tio Patinhas. Musiquinha bonita pra curtir fazendo caminhada no gelo =]
S2 em SP
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
Carro$$el
Uma coisa que sempre quis fazer foi apostar em cavalos. É um clássico. Nos filmes ou livros as pessoas sempre estão apostando em cavalos. E eu precisava fazer isso também. Tanto que quando estava em Nova York, foi uma das coisas que eu procurei pra fazer. Não acabou dando tempo. E deixei a ideia passar. Até que fiquei sabendo que dava pra apostar no próprio Jockey Clube de São Paulo! Caralho, como assim, porque ninguém me avisou isso antes? Achava que lá tinha só corridas, mas não apostas! E as apostas começam em só R$ 2! Tenho que jogar!
Assim, sábado a tarde, parti logo depois do almoço com meu bro (que também é adepto do tenho-que-fazer-de-tudo-nessa-O busão demorou mais do que eu esperava pra chegar no local, já que era só seguir uma maldita linha reta, e de fds era pra ter menos carros na rua, mas tudo bem, em menos de uma hora, chegamos.
O Jockey é um lugar imenso, a sala de apostas deve ter umas 30 cabines de vendas (ainda que só umas 10 funcionem), tem um bar popular e um bar burguês, cavalos imensos nas paredes de fora e uma puta pista de corrida. Em seus dias de glória, esse lugar devia ser do caralho!
Antes das corridas, desfilam com todos os cavalos do próximo páreo pra arquibancada, afinal, vai que você vai com a cara de algum e ao final, vai mó galera tirar uma foto com o cavalo vencedor.
Pedimos ajuda pro vendedor mais novo de apostas, que prontamente nos explicou como cada modalidade de aposta funcionava, contou quanta grana a galera ou ele mesmo ja tinham ganho e nos aconselhou a apostar nos cavalos mais leve (eles dão pra galera um jornalzinho com peso, nome, jockey, haras e quem são os pais de cada cavalo). E assim, começamos nossas apostas no 3o páreo da tarde.
Obviamente, perdemos. Mas recuperei minha grana nos 3 páreos seguintes (na verdade o saldo final foi de -3 reais, mas já tá otemo)! Sempre apostando "Place" (modalidade na qual você ganha se seu cavalo vencer em primeiro ou segundo lugar), e em dois cavalos diferentes. Ok, encontrar umas dicas de favoritos pregada numa parede, ajudou bastante.
A corrida em si, é tão rápida que você mal vê o que está acontecendo na sua frente, sendo mais fácil identificar as coisas pelo telão do que pela própria pista, mas a atmosfera dos apostadores vibrando, ainda que tão rapidamente, é muito foda.
As arquibancadas vibram como se a gente estivesse num jogo de futebol, com a galera torcendo talvez até com mais afinco, já que estão com dinheiro investido no resultado. Curti. Consigo torcer loucamente também quando posso ganhar uns trocados com isso.
Um belo programinha pra quem quer fazer algo diferente num sábado ou domingo a tarde. Que no final, acaba até sendo mais barato do que a maioria das outras opções por aí. Eu, com certeza voltarei.
E ainda tentarei levar cada vez mais gente comigo, porque aparentemente o esporte é algo que está acabando, pelo menos em SP, muito provavelmente pela falta de divulgação. A grande maioria dos apostadores são idosos, que faziam com que as vezes eu me sentisse num bingo!
Isso tem que mudar, ajudem a salvar essa coisa tão bonita que são as apostas em corridas de cavalos! Longa vida ao turfe!!! Boa, Winning Gold! Boa, Jackson Dance! Boa, Embaixador inglês!
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quinta-feira, fevereiro 06, 2014
Filmes novos pra que? Filmes novos pra quem?
Cinema, acabou. Sério, não aguento mais.
Ok, todo mundo sabe que Hollywood recicla as mesmas idéias ha décadas e décadas. Mas sei la, de uns tempos pra cá sinto que piorou. Fazia tempo que não via muitos filmes novos, mas com a lista dos indicados ao oscar liberada, decidi me arriscar a assistir alguns lançamentos nos mais variados gêneros (American Hustle - drama, Walter Mitty - mensagem de vá viver a vida, Frozen - animação nova da disney, Last Vegas - comédia, que deveria ser o novo "Se beber, não case"). Me arrependi.
Cinema, eu desisto de você.
Cada filme que comecei levou mais de um dia pra ser terminado, porque nenhum tinha sal, graça, brilho. Nada. Uma única ideia original me deixaria feliz. Mas só vi coisas batidas, atores conservados em formol, e as mesmas resoluções finais de sempre. Claro que o pessoal ainda sabe fazer boas cenas, boas atuações e tudo mais, mas os roteiros me incomodam muito. Não há nada de novo, só reboots, adaptações (de livros ou hqs), sequências, e o pior: formulas prontas. Que talvez até ainda funcionem, mas por quanto tempo?
Ainda existem um ou dois filmes bons com ideias originais sendo lançados por ano. Mas não passa muito disso. Na verdade, do ano passado mesmo, original, original de verdade, só consigo pensar em Bad Milo, Gravidade e Django. Que nem é tão original assim, nem mesmo no nome.
Ainda existem um ou dois filmes bons com ideias originais sendo lançados por ano. Mas não passa muito disso. Na verdade, do ano passado mesmo, original, original de verdade, só consigo pensar em Bad Milo, Gravidade e Django. Que nem é tão original assim, nem mesmo no nome.
Calculo que há uns 10 anos as comédias de cinema acabaram, e que todos os roteiristas com capacidade pra fazer alguém rir estão na TV, nos seriados. Ainda havia um ou outro bom drama ou aventura divertida no cinema. Mas agora, com ótimos seriados de drama (Breaking Bad, SOA) e ótimos seriados de ação doo naipe de Spartacus, Vikings, e obviamente, Game of Thrones, o cinema tornou-se supérfluo de vez. Ponto pra tv, mas isso não deixa de ser um pé no saco. Porque seriados exigem muito mais tempo de você. É possível assistir dez filmes bons num mês, mas pra terminar 10 seriados bons você precisa aí de uns 2 anos, no mínimo.
De qualquer forma, na tela grande não existe mais nada que preste.
É uma pena Cinema, mas você perdeu a graça. E é hora de seguirmos caminhos distintos.
É uma pena Cinema, mas você perdeu a graça. E é hora de seguirmos caminhos distintos.
Sempre teremos os clássicos.
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
O que de novo, Jaú?
E como faz tempo que não escrevo um conto, fiquem com este link de Vísceras, conto do Chuck Palahniuk (autor do Clube da Luta), realmente bizarro (e que confesso, me fez passar um pouco mal no começo):
http://literatortura.com/2013/10/visceras-conto-perturbador-voce-lera-vida/
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Ultimate Robot Combat - Fatality
Ok, admito que essa luta, apesar de breve tem um final bem legal...
terça-feira, janeiro 28, 2014
A festa do campus
A campus party eh um evento de uma semana no qual estudantes, geeks e nerds ficam acampados no anhembi, assistindo a palestras sobre tendencias, empreendedorismo, games e tecnologia. E tambem tem startups, procurando investidores. E a empresa na qual trabalho vai ficar alocada la essa semana, gerando leads pra novos negócios, e aumentando a presença e visibilidade de nossa ferramenta.
E o primeiro palestrante da tarde era ninguém menos que Bruce Dickinson!AAAAAAAAAAAEEEEEE!MAIDEN!MAIDEN!MAIDEN! (fanboy mode on).
O vocalista do Iron, e piloto de aviao, e historiador, e dono de uma escola de pilotos, entrou no palco pontualmente as 13h ao som de The Trooper! Eu ja tinha visto o Bruce num show antes, mas num estadio lotado, moh de longe e com ele vestido de couro e com uma mascara indígena. Ver ele agora, de pertinho, a uns dois oito, dez metros de distancia foi sensacional. Ainda que ele estivesse usando camisa social e palestrando sobre empreendedorismo. Na verdade o papo era como voce devia valorizar seus clientes, e transforma-los em fans, pois os fans jamais te abandonarão. Falou em como a industria fonográfica faliu porque nao soube usar o digital pra se aproximar dos fans, fazendo exatamente o contrario. Falou em como evoluímos na verdade muito pouco (citando tem um açougue na inglaterra que pertence desde 1550 a mesma familia) e que entao o importante mesmo eh socializar, fazer contatos e achar alguem que acredite na sua ideia ou que trabalhe junto com você.
Fato: alguns anos atras sonhei que eu estava na fila do bebedouro do Exupery, e vi o Bruce Dickinson cantando na quadra do colegio, muito de perto. O que aconteceu nao foi exatamente igual, mas a proximidade foi a mesma. Sonho realizado =]
E o primeiro palestrante da tarde era ninguém menos que Bruce Dickinson!AAAAAAAAAAAEEEEEE!MAIDEN!MAIDEN!MAIDEN! (fanboy mode on).
O vocalista do Iron, e piloto de aviao, e historiador, e dono de uma escola de pilotos, entrou no palco pontualmente as 13h ao som de The Trooper! Eu ja tinha visto o Bruce num show antes, mas num estadio lotado, moh de longe e com ele vestido de couro e com uma mascara indígena. Ver ele agora, de pertinho, a uns dois oito, dez metros de distancia foi sensacional. Ainda que ele estivesse usando camisa social e palestrando sobre empreendedorismo. Na verdade o papo era como voce devia valorizar seus clientes, e transforma-los em fans, pois os fans jamais te abandonarão. Falou em como a industria fonográfica faliu porque nao soube usar o digital pra se aproximar dos fans, fazendo exatamente o contrario. Falou em como evoluímos na verdade muito pouco (citando tem um açougue na inglaterra que pertence desde 1550 a mesma familia) e que entao o importante mesmo eh socializar, fazer contatos e achar alguem que acredite na sua ideia ou que trabalhe junto com você.
Fato: alguns anos atras sonhei que eu estava na fila do bebedouro do Exupery, e vi o Bruce Dickinson cantando na quadra do colegio, muito de perto. O que aconteceu nao foi exatamente igual, mas a proximidade foi a mesma. Sonho realizado =]
Na feira também vi o pessoal do omelete e do Jovem Nerd, mas devo admitir que a grande batalha de robos (ultimate robot fighting) que eles estavam narrando foi decepcionando. Eu esperava robos em forma humana se digladiando com armas, e o que havia para assistir era dois carrinhos de bate-bate trombando um no outro ate que um parava de funcionar de vez. Kapsa.
E o que me impressionou foi que o lugar que mais tinha gente, e gritos de entusiasmo a todo momento, era a batalha gamer de League of Legends. Pior escrotice do mundo. Dezenas de pessoas assistindo um jogo bobo de computador. A humanidade esta perdida.
Mas o pior de tudo foi que a internet da área de startups nao funcionou o dia todo. Ou seja, uma feira de tecnologia, e as empresas ficaram sem internet. Lixo de organização. Boa, Brasil! Sera que vai ter bola na Copa?
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FDS(P)
Um real, uma fortuna
Sabado fui com meu irmao numa feirinha gastronomica que estava rolando na Praca Ramos. Tinha varias barraquinhas montadas com varios Chefs famosos fazendo comidas legais, que geralmente custariam os olhos da cara e viriam numa porcao minuscula, por um preco mais acessivel (mas numa porcao ainda assim pequena). Acabamos comecando por uma polenta com ragu de pato, do chef Carlos Bertolazzi (que nem sabiamos quem era, mas descobri que ele tem um programa no Fox Life, por isso tinha tanta gente querendo tirar foto com ele). Gostoso (pra mim pato tinha gosto de pernil, pro meu irmao tinha gosto de peru do dia seguinte), mas nao matava nossa fome. Pegamos entao uma cerveja num boteco proximo, e quando iamos pagar, um mendigo aproximou-se e pediu por algumas moedas. Eu ja estava com uma moeda de um real na mao pra ajudar na cerveja, e acabei dando a moeda pro mendigo. O cara ficou muito feliz, de verdade, agradecido como se aquilo fosse muito dinheiro no meio das moedas de dez centavos que ele segurava. Beijou minha mao agradecendo e me disse que eu teria muita sorte. Voltamos pra feira, comemos um lanche bem digno do Vinil Burger pra matar de vez a fome e depois fomos para um stand da Brooklyn, uma das minhas cervejas favoritas nos EUA, fechar com umas cervejas diferentes. Estavam tirando fotos de quem comprava a cerveja, pra algum material de divulgacao da marca ou seila o que, soh sei que fiquei segurando o dinheiro pra pagar a cerveja por muito tempo e ninguem pegou,tive ate a impressao de que mandaram deixar quieto. Era a bencao do mendigo, ja comecando a fazer efeito. Cerveja, da boa, gratis! Em seguida, fomos pro Shopping Light, comer uns cookies (no meio dessa semana, a Amanda tinha me apresentado essa nova loja maravilhosa de cookies e senti que era meu dever espalhar a boa palavra). Depois, passamos no ape (agora da) Veri pegar umas poucas coisas que tinham sobrado por la, e dei sorte mais uma vez. O namorado dela se ofereceu pra me ajudar a trazer um movel pro ape novo, de carro, facilitando muito mesmo minha vida.
Ainda no sabado, dormi a tarde, li muitas hqs e um pedaco do maravilhoso livro da historia secreta da Marvel e fui correr no minhocao. Meu irmao sempre disse que corria la a noite, mas como ele soh fecha pros corredores as 21h30, sempre estava cansado demais pra ir la. Mas de fim de semana la fica aberto o dia todo, e fui correr enquanto ainda tinha sol. Meu Deus, como eu nao fiz isso antes? A sensacao de correr ali eh incrivel. Voce fica uns tres, quatro andares acima do nivel dos predios, entao meio que se sente um superheroi, passando pelas janelas dos predios das casas das pessoas bem acima da rua. Corri muito, por quase uma hora, e ainda nao cheguei no final. Foi incrivel. Na volta, tinha uns bombeiros apagando o fogo de um fusca! Que soh depois eu fiquei sabendo que foi por conta das manifestacoes. O fusca achou que dava pra passar por uns colchoes queimando numa barricada, mas um colchao ficou preso no carro, que basicamente ja era carvao quando eu voltei do meu jogging (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/familia-comemora-ter-escapado-de-fogo-em-fusca-durante-ato-em-sp.html).
No domingo, a Manda chegou na hora do almoco. Fomos comer um frango empanado na esquina, tiramos nosso classico cochilo de domingo e as 18h fomos pro Teatro Procopio Ferreria, assistir ao musical Tim Maia: Vale Tudo. No comeco, atraso, gritaria aos fundos, deixando o publico incomodado, mas tudo encenado, soh pra galera se sentir exatamente como o publico do Tim Maia devia se sentir antes dos shows, ja que ele costumava enrolar pra subir ao palco, ou mesmo nem aparecer. E devo admitir que a peca me surpreendeu. Muito bacana a forma que eles arrumaram de contar todos os principais fatos do livro do Nelson Motta, contados atraves das proprias musicas do cantor (o ator mesmo cantava muito igual o Tim, ou melhor, ao Tiao Marmiteiro). Tem tudo: a loucura do universo racional, as dorgas (chocolate...e um quilo do bom...), os amigos famosos (Roberto Carlos, Jorge Ben, Erasmo). E no final o publico acaba ate dancando junto, como se estivesse num show. 3h de show, muito legal mesmo! Vale...vale tudo...inclusive o ingresso! Uma otima noite, fechando muito bem meu final de semana de turista paulistano. Na volta, ainda tomei um sorvete de caipirinha e a manda tomou um de algo que parecia panetone, com frutas cristalizadas, muito bom.
Ja falei o quanto eu amo essa cidade? E com a companhia da Amanda por aqui, vou aproveitar com certeza ainda mais!
Sabado fui com meu irmao numa feirinha gastronomica que estava rolando na Praca Ramos. Tinha varias barraquinhas montadas com varios Chefs famosos fazendo comidas legais, que geralmente custariam os olhos da cara e viriam numa porcao minuscula, por um preco mais acessivel (mas numa porcao ainda assim pequena). Acabamos comecando por uma polenta com ragu de pato, do chef Carlos Bertolazzi (que nem sabiamos quem era, mas descobri que ele tem um programa no Fox Life, por isso tinha tanta gente querendo tirar foto com ele). Gostoso (pra mim pato tinha gosto de pernil, pro meu irmao tinha gosto de peru do dia seguinte), mas nao matava nossa fome. Pegamos entao uma cerveja num boteco proximo, e quando iamos pagar, um mendigo aproximou-se e pediu por algumas moedas. Eu ja estava com uma moeda de um real na mao pra ajudar na cerveja, e acabei dando a moeda pro mendigo. O cara ficou muito feliz, de verdade, agradecido como se aquilo fosse muito dinheiro no meio das moedas de dez centavos que ele segurava. Beijou minha mao agradecendo e me disse que eu teria muita sorte. Voltamos pra feira, comemos um lanche bem digno do Vinil Burger pra matar de vez a fome e depois fomos para um stand da Brooklyn, uma das minhas cervejas favoritas nos EUA, fechar com umas cervejas diferentes. Estavam tirando fotos de quem comprava a cerveja, pra algum material de divulgacao da marca ou seila o que, soh sei que fiquei segurando o dinheiro pra pagar a cerveja por muito tempo e ninguem pegou,tive ate a impressao de que mandaram deixar quieto. Era a bencao do mendigo, ja comecando a fazer efeito. Cerveja, da boa, gratis! Em seguida, fomos pro Shopping Light, comer uns cookies (no meio dessa semana, a Amanda tinha me apresentado essa nova loja maravilhosa de cookies e senti que era meu dever espalhar a boa palavra). Depois, passamos no ape (agora da) Veri pegar umas poucas coisas que tinham sobrado por la, e dei sorte mais uma vez. O namorado dela se ofereceu pra me ajudar a trazer um movel pro ape novo, de carro, facilitando muito mesmo minha vida.
Ainda no sabado, dormi a tarde, li muitas hqs e um pedaco do maravilhoso livro da historia secreta da Marvel e fui correr no minhocao. Meu irmao sempre disse que corria la a noite, mas como ele soh fecha pros corredores as 21h30, sempre estava cansado demais pra ir la. Mas de fim de semana la fica aberto o dia todo, e fui correr enquanto ainda tinha sol. Meu Deus, como eu nao fiz isso antes? A sensacao de correr ali eh incrivel. Voce fica uns tres, quatro andares acima do nivel dos predios, entao meio que se sente um superheroi, passando pelas janelas dos predios das casas das pessoas bem acima da rua. Corri muito, por quase uma hora, e ainda nao cheguei no final. Foi incrivel. Na volta, tinha uns bombeiros apagando o fogo de um fusca! Que soh depois eu fiquei sabendo que foi por conta das manifestacoes. O fusca achou que dava pra passar por uns colchoes queimando numa barricada, mas um colchao ficou preso no carro, que basicamente ja era carvao quando eu voltei do meu jogging (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/familia-comemora-ter-escapado-de-fogo-em-fusca-durante-ato-em-sp.html).
No domingo, a Manda chegou na hora do almoco. Fomos comer um frango empanado na esquina, tiramos nosso classico cochilo de domingo e as 18h fomos pro Teatro Procopio Ferreria, assistir ao musical Tim Maia: Vale Tudo. No comeco, atraso, gritaria aos fundos, deixando o publico incomodado, mas tudo encenado, soh pra galera se sentir exatamente como o publico do Tim Maia devia se sentir antes dos shows, ja que ele costumava enrolar pra subir ao palco, ou mesmo nem aparecer. E devo admitir que a peca me surpreendeu. Muito bacana a forma que eles arrumaram de contar todos os principais fatos do livro do Nelson Motta, contados atraves das proprias musicas do cantor (o ator mesmo cantava muito igual o Tim, ou melhor, ao Tiao Marmiteiro). Tem tudo: a loucura do universo racional, as dorgas (chocolate...e um quilo do bom...), os amigos famosos (Roberto Carlos, Jorge Ben, Erasmo). E no final o publico acaba ate dancando junto, como se estivesse num show. 3h de show, muito legal mesmo! Vale...vale tudo...inclusive o ingresso! Uma otima noite, fechando muito bem meu final de semana de turista paulistano. Na volta, ainda tomei um sorvete de caipirinha e a manda tomou um de algo que parecia panetone, com frutas cristalizadas, muito bom.
Ja falei o quanto eu amo essa cidade? E com a companhia da Amanda por aqui, vou aproveitar com certeza ainda mais!
sexta-feira, janeiro 24, 2014
O papel de cada um
Ele foi o porteiro mais gente fina que tive na vida até hoje. Por mais que eu odeie admitir, geralmente só passo correndo pelos porteiros. Ocupado demais com trabalho, aulas, hqs ou filmes para dar um pouco de atenção para aqueles homens que ficam lá parados por horas vigiando a rua para que possam nos abrir o portão ao chegarmos, sem que nem mesmo tenhamos que tocar a campainha. Não sei o nome de nenhum dos porteiros do prédio onde moro hoje. E de todos os porteiros que já tive, só me lembro mesmo do nome de um deles: Osmar. Era difícil não parar para conversar com ele. Ele estava sempre tão feliz. E perguntava com interesse verdadeiro sobre minha vida e o Mackenzie.
Mas o principal é que ele era um artista. Dez da manhã, três da tarde, duas da madrugada, não importa qual fosse o turno, Osmar sempre estava com um olho na tela da pequena tv que mostrava as imagens da câmera de vigilância e outro em suas esculturas. Animais de papel machê (palavra originada da expressão francesa "papier mâché", que significa papel picado, amassado e esmagado), é tipo uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola e gesso.Haviam Corujas, cães, gatos. Muito bonitos, com um toque pessoal e ainda assim quase reais. Na verdade acho que o contato com ele começou graças às corujas. Minha irmã chegou um dia em casa pedindo pra eu desenhar uma coruja. Perguntei porque. O porteiro pediu, ela respondeu. Era motivo o suficiente pra mim. Desenhei a coruja e ela entregou pra ele. Meses depois, corujas de papel machê começaram a me encarar do balcão de entrada toda vez que eu entrava ou saia do prédio. Meu desenho tinha sido usado de molde. E agora havia uma larga produção de aves sinistras que ele espalhava pelos apartamentos das senhoras do prédio, ávidas em adquirir suas esculturas. De qualquer forma, foi graças a esse link "artístico" que começamos a conversar. Os papos giravam sempre ao redor de algo ligado a pinturas, esculturas e Embu das Artes, um lugar que ele insistia que eu deveria visitar. Aparentemente, essa subcidade de São Paulo é um grande centro de concentração artística, com diversos museus e feiras de arte por toda parte. Mas não consegui fazer uma visita lá ainda.
Mas o principal é que ele era um artista. Dez da manhã, três da tarde, duas da madrugada, não importa qual fosse o turno, Osmar sempre estava com um olho na tela da pequena tv que mostrava as imagens da câmera de vigilância e outro em suas esculturas. Animais de papel machê (palavra originada da expressão francesa "papier mâché", que significa papel picado, amassado e esmagado), é tipo uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola e gesso.Haviam Corujas, cães, gatos. Muito bonitos, com um toque pessoal e ainda assim quase reais. Na verdade acho que o contato com ele começou graças às corujas. Minha irmã chegou um dia em casa pedindo pra eu desenhar uma coruja. Perguntei porque. O porteiro pediu, ela respondeu. Era motivo o suficiente pra mim. Desenhei a coruja e ela entregou pra ele. Meses depois, corujas de papel machê começaram a me encarar do balcão de entrada toda vez que eu entrava ou saia do prédio. Meu desenho tinha sido usado de molde. E agora havia uma larga produção de aves sinistras que ele espalhava pelos apartamentos das senhoras do prédio, ávidas em adquirir suas esculturas. De qualquer forma, foi graças a esse link "artístico" que começamos a conversar. Os papos giravam sempre ao redor de algo ligado a pinturas, esculturas e Embu das Artes, um lugar que ele insistia que eu deveria visitar. Aparentemente, essa subcidade de São Paulo é um grande centro de concentração artística, com diversos museus e feiras de arte por toda parte. Mas não consegui fazer uma visita lá ainda.
Um dia muito marcante também, foi quando ele deu uma aula no mackenzie. A faculdade tinha umas semanas especiais de workshops, onde vários convidados eram chamados para dar aula de coisas diferentes pro pessoal. E uma garota do prédio chamou o Osmar pra dar uma aula de esculturas de papel machê. Obviamente, ele convidou a todos e lá fomos eu, meu irmão e minha irmã para a aula dele, numa sala do Mackenzie (provavelmente do curso de Design) que eu nunca tinha visitado. Foi bem interessante, apesar de que nenhum dos Picagova ter conseguido terminar mais do que uma estrutura tosca de um quadrúpede (são necessárias várias camadas de jornal e cola pra fazer as esculturas, e não havia tempo de fazer mais do que o esqueleto do bicho em uma única aula).
Fui pros Estados Unidos, sem me despedir, e quando voltei ele não estava mais lá. E tudo que havia sobrado era o pequeno esqueleto tosco de papel em cima do armário, que eu demorei pra ter coragem de jogar fora. Até que um dia encontrei o Osmar sentado do lado no prédio, no degrau de uma pequena loja de doces. Conversamos por um tempo, ele tinha virado montador de vitrines de lojas, onde pelo menos poderia mostrar um pouco mais de sua arte para mais gente, ainda que não fosse exatamente esse o sonho. Eventualmente, acabei me levantando e indo pro prédio, deixando-o ali, provavelmente só esperando pelo próximo ser que se lembrasse dele e lhe concedesse alguns instantes de atenção. Logo depois que já estava no prédio, folheando uma hq do Justiceiro e comendo pistaches, começou a chover. E torci para que o ex-porteiro já tivesse ido embora antes do pé d´água começar a cair. No dia seguinte, levantei cedo e me arrumei pro trabalho. Desci de elevador e mandei um oba pro novo (anônimo e aleatório) porteiro, sem nem olhar em seu rosto e saí pra rua. A loja de doces ainda estava fechada, e no degrau de entrada, havia uma massa de jornal molhado, no formato do que se assemelhava muito a um homem sentado. Sorri e fui trabalhar. Até hoje não sei se foi uma piada do próprio Osmar, mas gosto de pensar que ele era mesmo um homem feito de papel picado, que me apareceu com a mensagem de que eu deveria visitar Embu das Artes. Só sei que tudo nessa vida é tão efêmero, quanto uma escultura de papel machê...
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Last Ball!
Quinta feira passada fui com o Kev, o Pirata e alguns marujos de sua tripulação no Rock n Roll Burger, na Augusta, que eu já tinha visitado com a Manda uma vez no ano passado. Os lanches lá são sensacionais, mas o diferencial mesmo foram os Pinballs! Mesmo eu e a Manda tendo que pagar 2 reais a ficha. Nessa ultima visita, uma triste surpresa, disseram que vão tirar as máquinas (são 9 no total) pra dar espaço pra mais mesas. Pois as maquinas não dão lucro. (Será? Eu mesmo só vou lá por elas!). Deixando de lado o capitalismo maldito dos donos, o ponto é que...sendo esse o ultimo mês da diversão por ali, liberaram fichas a vontade pra qualquer um que gastasse mais de R$ 40 (e o Orgasmatron, lanche mais gordo possível, que pedi, custava sozinho R$ 30)!!!
Isso signfica que ficamos das 20h até a meia noite, jogando pinball e tentando imortalizar nossas iniciais nas máquinas, como se não houvesse amanhã, exatamente como bons garotos americanos malandros nos anos 80. Acertei varias vezes o castelo e matei trolls do Medieval (máquina que foi mais com a minha cara), fiz muitas cestas no NBA, fiz o Elvis requebrar, acertei uns caras do Metallica, derrubei naves alienígenas no Mars Attack e testei pelo menos uma vez cada uma das maquinas (pescaria, sinuca, Arabian Nights - o do Guns, meu favorito da primeira visita, estava quebrado).
É realmente uma pena que o lugar vá deixar de lado toda a diversão em prol do que eles acreditam que trará maior lucro. Dedos cruzados pra que eles estejam enganados e o reinado das maquinas de pinball dure pra sempre!
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segunda-feira, janeiro 06, 2014
♫♫Ch-Ch-Ch-Ch-Changes♫♫
270 metros. Uma caminhada de 04 minutos. 24 segundos de carro (segundo o Google Maps). Mas uma distância que significa muito. Quinta feira passada fiz minha mudança para um novo apê em São Paulo, um apê fora dos limites da jurisdição de meus pais, um apê que não dividirei com irmãos, um apê que vou ter que pagar (:S).
Além disso,como pontos positivos agora tenho uma cama de casal, um banheiro só pra mim, vista pra rua do Mackenzie, microondas, uma sacada pra ler hqs com brisa (a brisa do vento, só pra constar), acesso direto a carona e uma internet mais veloz. Caramba, eu me sentiria mais velho e maduro, se a principal analogia que me vem a mente não fosse a de que eu me sinto como Peter Parker, agora que tenho que pagar minhas próprias contas. =]
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