quinta-feira, março 30, 2017

A biblioteca secreta

Ultimamente eu almoço sempre sozinho. Por um lado é triste porque não tenho mais com quem conversar nem alguém pra me acompanhar numa partida de Fifa no xbox das Americanas. Por outro, foi isso que me permitiu encontrar a biblioteca secreta. Ela é incrível, mas não tem endereço fixo. As vezes está escondida em uma loja, as vezes em outra. Algumas vezes no Morumbi, outras no Mkt Place. E você não enxerga seus corredores se focar sua atenção nos produtos das prateleiras ou nas pessoas ao seu redor. Mas se olhar com atenção, vai encontrá-la por todos os lados escondida bem à vista de todo mundo. Ela sempre vai ter uma poltrona confortável com iluminação perfeita te esperando. O livro que você procura vai estar localizado na prateleira localizada exatamente ao lado de sua poltrona. E assim que você começa sua leitura, se torna invisível tanto para os atendentes e vendedores quanto para qualquer outro visitante da loja. True story. 

segunda-feira, março 27, 2017

Lasanha, um clássico da era 16 bits!

Quinta-feira, eu e a Manda fizemos mais uma rodada de hamburguer em casa e dessa vez convidamos minha irmã e meu cunhado pra nos acompanharem. De quebra, ganhamos deles, que acabavam de voltar da Africa, umas hqs de soweto e uns chocolates de amarula. Na sexta, voltamos com eles pra Jau, onde meus pais nos esperavam com lanches do rospinho, cervejas e os clássicos bolo de banana e bolachas de nata (!), a maior raridade do repertório culinário la de casa (muito por conta da dificuldade de se conseguir nata hoje em dia).
No sábado, depois de passar a manhã correndo com a Manda atrás de preparativos pro grande dia, tirei o pó do Super Nintendo, que pra minha felicidade, ainda funciona! Assim, depois de almoçar a maravilhosa lasanha da minha mãe (meu prato caseiro favorito), passei a maior parte da tarde jogando Super Mario World com meu cunhado, Top Gear e Killer Instinct com os V´s.
Li um pouco (Spirit do Eisner e Donald do Carl Barks), cochilei e a noite a sista convidou umas amigas em casa e fez jantar mexicano pra todo mundo (sucesso!). Em seguida, saí buscar a Manda e encontrar o Gustinho (não somos parentes nem dupla sertaneja) e sua mulher no Armazém pra umas cervejas. A manda não tinha jantado e pediu uma costela por lá,  eu aproveitei pra provar e estava realmente incrível, desfiando mais que gibi velho guardado fora do plástico.
Domingo, já que esse estava sendo um fds extremamente saudosista, depois de tomar café com bolachinhas de nata, assisti um pouco de Buffy na Netflix (sim, continua bom) e percebi que pra me convencer a gostar de algo é só botar um rock n´roll fodão na abertura. Tipo aquele do desenho dos X-Men dos anos 90 ou dos Power Rangers (aliás, sabia que o mesmo cara compôs essas duas aberturas?). Almoçamos peru com sobras do sábado, jogamos mais um pouco de snes, levei a Manda tomar açaí no centro e ainda ganhei uns discos e um boneco do Batman que sobraram de uma faxina que a vó dela tava fazendo nas "velharias" (também chamadas de "preciosidades pelas pessoas certas). Voltando pra casa, tomamos o café da tarde com meus pais e logo seguimos viagem pra São Paulo :)

quarta-feira, março 22, 2017

Relatório de rotina - 1o trimestre de 2017

REATE PROCEDURE
  Withdraw                             /* Routine name */
  (parameter_amount DECIMAL(6,2),     /* Parameter list */
  parameter_teller_id INTEGER,
  parameter_customer_id INTEGER)
  MODIFIES SQL DATA                   /* Data access clause */
  BEGIN ATOMIC                        /* Routine body */
    UPDATE Customers
        SET balance = balance - parameter_amount
        WHERE customer_id = parameter_customer_id;
    UPDATE Tellers
        SET cash_on_hand = cash_on_hand + parameter_amount
        WHERE teller_id = parameter_teller_id;
    INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount); 
De vez em quando eu gosto de viajar pro passado usando o blog. Só pra lembrar como minha rotina costuma mudar ao longo do tempo e colocar a vida em perspectiva (e pensar que um dia a vida era só estudar de manhã em Bauru e fazer academia no Jahu Clube a tarde rs). Então, pra não perder o costume, lá vai mais uma...
Atualmente eu acordo, tomo leite ou café, lavo a louça da janta do dia anterior, leio alguma HQ, tomo banho, vou pro trabalho ouvindo um podcast (os meus favoritos atualmente são o Scriptnotes, o Pouco Pixel e o Radiolab) e jogando alguma coisa no celular (no momento, Zelda: The Minish Cap). 
Chego no trabalho 1h depois, respondo e-mails, preencho alguns relatórios ou participo de alguma reunião, almoço comida trazida de casa ou fast food no shopping (recentemente abriram um Taco Bell no Morumbi, um dos meus fast foods americanos favoritos). Depois, saio dar uma volta (que sempre inclui um rolet nas lojas Americanas) e paro dar uma lida em alguma coisa (geralmente HQ) em alguma das livrarias que me cercam: Saraiva, Cultura ou Fnac. 
Volto do shopping Morumbi ou do Market Place e tomo um café, trabalho mais um pouco, entrego ppts e planilhas, envio alertas, escrevo coisas (com sorte paro pra mais um café lá pelas 17h) e as sete horas desligo o computador e pego o trem de volta pra casa. Nesse trajeto, mais um pouco de podcast e jogatina. 
Chegando em casa, corro na esteira por 20min enquanto assisto alguma coisa na Netflix (atualmente, o anime dos anos 90 de Street Fighter). Janto alguma coisa com a Manda (um lanche, uma torta de frango ou algo mais elaborado que ela prepare), e colocamos o papo em dia. 
Depois assistimos algo juntos (tipo Modern Family), até inevitavelmente ela pegar no sono (tipo, muito cedo, tipo 21h30,22h) e ir dormir. Aí, ligo o xbox e fico jogando alguma coisa até pegar no sono e ir pra cama.  

 INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount);
  END;

segunda-feira, março 20, 2017

Finais de semana são...como uma canção...

Sexta-feira fiquei de boa em casa, só curtindo um Punho de Ferro (que apesar de kapsa, definitivamente não é tão ruim quanto a crítica dos SWJ tenta vender). Sábado dormi até o mais tarde que pude, tomei um café com a Manda e bolinho, comecei a ler "Alerta de Risco" do Gaiman (e devorei 100 páginas em um único dia), joguei um pouco de ME3 e tirei mais um cochilo. Só saí de casa pra comprar um pastel e umas cervejas, tudo porque estava com medo de ficar com sono durante o show do Matanza que começaria só as 2h da manhã. Desde a faculdade de direito, quando o Doryni me apresentou a banda que a gente tenta marcar de ir junto num show, mas demorou uns 10 anos pra gente conseguir essa façanha (a última vez que fui num show na banda, foi há sete anos atrás, em uma segunda-feira com o pessoal do Mackenzie). As 22h ele colou em casa, onde tomamos umas cervejas e caipiríneas de banana e morango da Manda, depois nós três pegamos um uber até o local do evento. Chegando lá, compramos umas cervejas verdes (afinal, tinha sido St. Patrick´s Day no dia anterior). O térreo tava lotado, impossível de andar e parte das escadas já estava até pintada de vômito. Felizmente, com um pouco de amalandragem, demos perdido em um segurança desatento e conseguimos subir pra área vip de onde conseguimos curtir perfeitamente o show (e de quebra, descolamos até um open bar na faixa). O show foi simplesmente do caralho, com os caras já mandando um "bom é quando faz mal" logo no comecinho e fechando com "Ela roubou meu caminhão" (só faltou mesmo "Santa Madres Cassino" pra terem tocado todas as minhas músicas favoritas). E fiquei com medo a toa, passei longe de ficar com sono! Durei o show todo pulando e cantando e quando acabou eu ainda queria mais. Saí de lá me sentindo mais jovem do que nunca, é incrível o quanto um bom show de rock pode fazer de bem pra alma!
No domingo, acordamos tarde e assim que o Gui foi embora (ele saiu tão maluco do show que acabou dormindo em casa), eu e a Manda subimos pro shopping pra almoçar um Bk e assistir "A Bela e a Fera" no cinema. 
As animações da Disney sempre tiveram uma presença muito forte em casa quando eu era criança (minhas tias costumavam dar pra mim e meus irmãos todas as fitas de vídeos sempre que saía um novo lançamento). E "A Bela e a Fera" esse com certeza foi um títulos que eu mais assiti na vida (e inclusive reasisti assim que, junto com a família toda, fui assistir à sua adaptação no teatro, uma das primeiras grandes peças que fomos ver).Assim, foi cantarolando as versões em português das músicas que as 2h de filme passaram voando. Uma releitura simplesmente perfeita do desenho, que conseguiu adaptar com maestria toda a emoção do filme original (a Manda chorou mais de uma vez, e eu admito que tive que segurar o suor de escorrer de meus olhos em alguns momentos). Além disso, foi legal enxergar com a luneta do tempo o quanto algumas coisas acabaram influenciando completamente eu e meus irmãos. Por mais diferentes que sejamos, nós três adoramos uma boa biblioteca (como aquela do castelo da Fera) e "quisemos mais que a vida no interiorrrrr..." (favor ler cantando como a Bela) ♩ ♪ ♫ ♬ 

sexta-feira, março 17, 2017

O velho e a caneta

Os livros mais vendidos em 2016 foram "escritos" por youtubers. No ano anterior, quem sustentou a indústria foram os livros de colorir. A Fnac ameçou sair do país. Uma das maiores redes de livraria acha que o Brasil não dá mais lucro.
O recado é simples: ninguém lê.
Os livros dos youtubers tem supostas biografias de pessoas de 20 anos, letras gigantescas, ilustrações e quase pouco ou nenhum conteúdo. Quem compra é criança fã que quer autógrafo. Os livros de colorir então,não preciso nem comentar, né?
Poderíamos até tentar justificar essa queda nas vendas de livros com a crise, dizer que as pessoas abriram mão desse tipo de entretenimento por falta de dinheiro, mas o problema está muito além disso.
A verdade é que a maioria dos brasileiros tem preguiça de ler. Não conseguem nem sentar pra ler míseras 2h de legendas no cinema. Como pedir pra alguém assim se dedicar dezenas desse tempo para terminar uma única história?
Outro item em escassez ultimamente é o tempo. Pra abrir um livro, você precisa desligar o videogame, esquecer da Netflix, fechar todas as abas do seu navegador e redes sociais abertas no telefone. 
Como se não bastasse, os livros são um entretenimento caro. Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, um lançamento em edição de bolso é vendido a 7 dólares, no Brasil um livro novo já chega com capa dura, custando na faixa dos 50 reais. 
Fora tudo isso, ler é uma atividade que se faz sozinho. Precisa de iluminação e silêncio. Duas coisas que a maioria das pessoas teme mais do que filme legendado.
É simplesmente pedir demais: dinheiro, tempo e compromisso.
Ainda assim, continuo firme e forte em busca do sonho. Mais do que nunca talvez. Simplesmente porque escrever é algo que faz com que eu me sinta bem. Me alegra e me da orgulho. 
Não sei se algum dia algúem vai ter tempo pra me ler, mas não importa. 
Até lá, seguirei escrevendo...escrevendo...escrevendo...e esperando ansiosamente por um pulso eletromagnético que transforme todos os televisores, videogames e smartphones em pesos de papel.

terça-feira, março 14, 2017

"Você que trouxe a chuva"

Essa foi uma semana agitada. Na quarta-feira, dia da mulher, eu e a Manda fizemos uns hamburgers gourmet na churrasqueira (com muito gorgonzola), que ficaram incríveis. Na quinta, fomos juntos encontrar o Crau no Center 3, onde comemos uns baldes de frango do KFC e pegamos uns donuts pro café da manhã. Na sexta, voltamos com o Ale de carona pra Jau, onde meus pais me esperavam com um suco natural (tão raro pra mim hoje em dia quanto um pokemon lendário) e uma pizza de aliche pra gente colocar a conversa em dia. 
Sábado comecei a ler a incrívei biografia do Stan Lee em quadrinhos (que eu ganhei do cunhado no natal), fui almoçar com meus pais no Zezinho e enquanto a chuva literalmente derrubava a cidade (e sem querer eu deixava meus pais pra fora, porque eles haviam saído sem chave ou celular pra ir no mercado), encontrei o Guto pra umas cervejas extremamente baratas no Viracopos (R$ 6,75 o litrão, e sim, estamos em 2017). A chuva arrancou árvores e destruiu telhados, de maneira realmente assombrosa e dessa vez eu pude conferir de perto tudo o que aconteceu na cidade e não só através de fotos no Facebook.
A noite, passei buscar a Manda e fomos comer um maravilho hamburgustinho. Se eu já me senti gourmet só de comprar uma carne de angus de 200g, o Gustinho já é um mestre hamburgueiro de verdade, moendo a própria carne e fazendo seus blends. Sua última invenção de pura alcatra não superou o blend de picanha, costela e coentro da visita anterior, mas ainda assim estava incrível. Tomamos muitas cervejas até as 3h da manhã (se fosse um buteco, teríamos sido a última mesa) e ainda comemos brigadeiro de nutella e leite ninho na saideira. 
Domingo terminei de ler a biografia do velho Stanley, e saí almoçar com meus pais o melhor prato do Ìtalo-libanes: badejo a indiana! Não sei se já comentei por aqui, mas esse restaurante tem simplesmente a mais completa entrada de todos os tempos e um garçom que é o maior fã do meu pai, e sempre faz questão de nos servir muito bem, em meio as suas histórias. Voltando pra casa, li um pouco sobre os irmãos Dupont (outra coisa incrível que vem acontecendo há algum tempo mas acho que ainda não comentei por aqui: minha mãe atualmente talvez seja até mais fã do Tintin que eu! ela ficou fascinada pelo personagem quando visitou a Bélgica e agora tem estudado com afinco as criações e personagens de Hergé e colecionado suas miniaturas). É sensacional ver outro membro da família dividindo meu amor pelos quadrinhos! A tarde, saí tomar um açaí com a Manda, assisti as aulas de "como desenhar no estilo Marvel" do Stan Lee (que há 30 anos atrás, já era bem velho) e logo chegou a hora de pegar a carona de volta pra São Paulo, onde fechei o fds assistindo o excelente novo anime em CGI de Gantz.

terça-feira, março 07, 2017

Uma vida feita de amigos, cinema e hamburger

Sexta-feira, com a geladeira vazia depois da viagem pra praia e tendo que descolar algo pra comer no trabalho, recebi um providencial email do uber me lembrando que era o último dia pra usar o desconto de R$35 que eles tinham dado pra testar o novo serviço de entrega deles chamado Uber Eats. Assim, sem gastar um centavo acabei almoçando um maravilhoso hambuguer da Burgy que tem o singelo nome "pé na jaca". Sucesso!
A noite, pra completar, fiz um lanche caseiro de gorgonzola, cebola em conserva (nova especialidade da Manda) e tomate, que ficou simplesmente perfeito. Tomamos batida de banana (outra novidade da chef Mandalena) e assistimos o último Piratas do Caribe.
Pra compensar, no sábado nem almocei. Li umas hqs, fui com a Manda até a Vovó repor a geladeira, corri na esteira e tomamos café ao meio-dia. Depois, fugindo dos bloquinhos que desciam a Augusta, pegamos um metro até a casa do Kevin, que tava promovendo o primeiro grande churrasco/encontro mackenzista de 2017. Sempre bom rever a galera, descobrir que Raff agora faz cosplay do Thails, tirar fotos em turma com o Rouda enquanto ele dormia, fazer poses de Power Ranger, tomar umas cervejas e comer umas carnes.
No domingo, a chef da casa continuou tentando novas receitas e fez um arroz amarelo com frango (kapsa, literalmente, a receita de kapsa é bem parecida), li bastante, continuei explorando o maravilhoso mundo de Mass Effect 3 e a tardezinha saímos pro shopping pra assistir LOGAN, um filmão da porra que superou até mesmo minhas expectativas, que já estavam lá em cima depois daquele clipe massavei ao som de Johnny Cash (depois fui descobrir que o diretor do filme é o mesmo de Johnny & June, aí isso fez ainda mais sentido). Fomos no cinema do shopping Frei Caneca e jantamos uns whoppers e nuggets no BK por lá mesmo, já que era a única coisa aberta quando saímos do filme.
Na segunda de manhã, tive que passar no banco reclamar de uma assinatura de sky que estava sendo cobrada há meses sem que eu jamais tivesse assinado, autorizado e muito menos recebido o serviço. O legal foi que no caminho, tinha uma loja vendendo bolinhos da casa suíça. 3 por 10 reais. Isso significa que quando cheguei no banco e tive que tirar as coisas da mochila pra poder passar pela porta giratória, tive que começar a tirar como um maluco os SEIS bolinhos que eu trazia comigo. A noite, saí tomar umas cervejas com o Crau, um amigo de Bauru que está por aqui essa semana fazendo um treinamento. Passamos na Geek, sentamos no Ibotirama pra botar o papo em dia e fechamos com um maravilhoso burger gourmet da Paulista Burger, que apesar de sempre estar em meu caminho, eu fiz a besteira de nunca ter provado antes. :)

sexta-feira, março 03, 2017

De volta à terra do Senhor Pássaro

Pelos meus cálculos, eu não vou pro Guarujá desde 2006, quando viajei pra lá com minha família. Mas ainda posso me lembrar nitidamente de todas as vezes que fomos pra lá muito antes disso, quando éramos ainda mais jovens. De não conseguir mijar no mar e andar até o Shopping, de comer cação na barraca da Estelita, de fazer compras na Sideplay, de visitar o Aquário e de ir até São Vicente comprar bombas de chocolate. Teve até uma vez em que o Frodo estava em Santos e passou lá me visitar e se você visitar meu quarto verá um dragão que foi comprado numa feirinha dali.A cidade sempre foi ponto de parada obrigatória em nossas férias de família. Minha tia Fatima tinha um namorado que tinha um apartamento na marina (todo decorado com navios, cabeças de piratas e nós), então nunca faltava lugar pra ficar.
Nesse carnaval, mais de uma década depois da última visita, voltei pro Guarujá (que na minha cabeça era do tamanho de São Paulo, mas descobri na verdade sem bem menor).Fomos, eu, ela, a irmã, a tia e o marido, a priminha, o primo juvenil do Funk e o primo mais velho com a namorada e uma amiga dela.
Pegamos um bus na madrugada da sexta-feira, chegamos de madrugada e ficamos em um apartamento grande a poucos metros da pria de Pitangueiras, a uns três quarteirões de distância do shopping de minhas memórias. 
Comida não era uma preocupação. A Manda passou alguns dias antes na Vovó e nos abasteceu com quilos e mais quilos de queijos, frios, doguinhos e azeitonas pra gente levar como porção e a família dela ja tinha providenciado as cervejas.
Assim que acordamos no dia seguinte, a priminha dela zoou meu cabelo quando cheguei pro café da manhã "nossa, que acabado"..."uma escova resolve isso aí") e em seguida pegamos nosso guarda-sol e fomos pra praia, que era tão superpopulosa quanto eu me lembrava. Muitas cervejas e porções depois, voltamos pro apartamento, tiramos uma soneca de praia e depois saímos dar uma volta no calçadão. Jantamos macarrodana e depois tomamos suco no Bagaço do shopping (onde a priminha dela, de apenas 7 anos, usou um golpe pra ficar com o suco bifásico mais bonito, que originalmente era da Manda, insistindo que o dela mesmo tinha vindo errado).
No dia seguinte, fui até o mercado comprar mais algumas latas de cerveja e optando por uma Proibida. Péssima escolha, a cerveja mais forte do que as Sub-zeros que estávamos consumindo no dia anterior me derrubaram, fizeram com que eu brigasse com a areia, dançasse muito "Oh o Gaizzz" no mar, quase perdesse meu chinelo e criasse o novo meme "cai fora". A noite, depois da soneca de recuperação, jantamos um strogonof maravilhoso da tia dela e saímos só pra comer um churros de nutella e voltamos pro ape.
Na segunda feira, passamos mais um bom dia de sol na praia, tomando cervejas, comendo espetinhos de camarão e pulando ondas. A tarde, o tio dela fez um peixe recheado de batatas sensacional (e praticamente só pra mim, já que a maioria das pessoas da família dela não comem nada marinho). A noite, saímos com os primos dela em busca de algum bloquinho (que não encontramos), e acabamos só bebendo umas cervejas no calçadão mesmo.
Terça-feira eu já estava cansado de cervejas, então investi em caipirinhas de maracujá e de cerveja e amendoins. Ficamos até tarde porque era o último dia, então foi quando mais queimamos. Só voltamos pro apto no final da tarde, depois um pouco de soneca e mais uma voltinha pelo centro, dessa vez pra tomar um sorvete Jundiá.
Quarta de manhã, o primo dela nos deu uma carona até a rodoviária e pegamos o ônibus de volta pra SP (é incrível com que frequencia esquecemos o quanto moramos perto da praia) e na hora do almoço já estávamos chegando em casa, prontos pra passar o restinho do feriado relaxando em casa, curtindo uma Foxplay, um videogame e um açaí.
PS: Segundo nossos estudiosos e cientistas (Wikipédia rs) a palavra Guarujá significa “senhor pássaro” ou "senhor dos pássaros", através da junção dos termos tupis gûyrá (“pássaro”) e îara (“senhor”).

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Sem energia pra nada

Terça-feira saí do metrô pronto pra botar um anime de Street Fighter pra rolar e correr na esteira. Mas antes de chegar na biblioteca Mário de Andrade, já dava pra notar que algo estranho estava acontecendo com a cidade: estava tudo escuro. Buzinas, semáforos desligados, gente demais nas ruas. Um pedaço de São Paulo se encontrava sem luz, tipo num cenário pós-apocalíptico.
Caminhei até meu apartamento e o porteiro avisou que o bairro estava sem luz desde as 17h, mas que haviam prometido um retorno pras 20h.
As 20h30, nada da luz voltar. A manda chegou do trabalho e fomos jantar um lanche de pernil do Bologna.
Voltamos umas 22h e nada de luz. Ficar sem TV tudo bem, afinal, era só uma noite. Abrimos as janelas e nos contentamos com a luz da rua. Banho gelado? tudo bem, está calor mesmo!
Mas caralhooo, dormir não foi nada fácil. 
Está fazendo uns 40 milhões de graus na cidade atualmente e dormir sem ventilador ou climatizador (e ultimamente temos usado os dois simultaneamente) foi realmente um inferno. 
De madrugada, a energia voltou em apenas metade da casa e resolvemos o problema de ventilação com extensões. 
Mas no dia seguinte, acordamos sem água! Porque aparentemente dependemos de força pra levar a água da caixa d´água até os apartamentos. E aí, aí tudo fudeu de vez. 
A noite, a paz já havia sido restaurada. Contudo, admito que passei o dia todo irritado, sujo e principalmente irritado.

Açaí é assim!


Esse fds voltamos pra Jau, a cidade onde pra mim é sempre natal. Muitas caixas me esperavam na minha cama (como sempre proveniente de assinaturas ou caixas que comprei há muitos meses dos EUA), e tinha até tender (a melhor carne de Natal já criada) no almoço que meus pais e minha tia fizeram. Alias, eles se aprimoram cada vez mais, incluindo até guacamole nas opções de salada e arroz com óleo de côco no cardápio. A noite, fui com a Manda matar a saudade do melhor lanche da cidade. Como é bom pagar por um lanche de carne, poder dividir ao meio e ainda sair satisfeitíssimo gastando pouco. 
No domingo de manhã, assisti um filminho (Imortais, kapsa), corri pelo bairro e almocei mais uma bela refeição natalina. A tarde, saímos investigar a nova moda jauense: lojas de açaí. Os açaís tomaram o lugar das sorveterias, e agora suas variações (a+banana ou a+morango) viraram self-services onde você pode jogar todo tipo de cobertura em cima (de leite ninho em pó a doce de leite, chocolate granulado e marshmallow). Tem até barcas enormes de açaí, onde esse na verdade é o elemento menos importante da mistura. Loucura pura!
Fiquei mais um pouco em casa, jantei com meus pais e logo (apesar da horinha ganha na cidade graças ao término do horário de verão) já era hora de voltar pra casa e em SP, ainda era carnaval (sério, chegamos quase meia noite e ainda tinha remanescentes de bloquinhos andando por todos os lados).

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Don´t dream itttt...beeee ittt!


Esse final de semana foi bem mais cheio do que eu esperava. Sábado de manhã saí com a Manda só pra fazer umas comprinhas na Vovó, mas acabamos decidindo fazer alguns desvios pelo caminho e passamos na Daiso, na 25 pra comprar forminhas pro casamento, tomamos um maravilhoso café acompanhado de doces portugueses na Casa Mathilde e entramos no CCBB ver uma exposição do Erwin Wurm (diretor de Can´t Stop, um dos meus videoclipes favoritos dos Red Hot Chili Peppers). A tarde joguei um pouco do excelente Mass Effect 3, assisti um filinho besta do Shuazeneguer (Commando), no qual ele praticamente interpreta o Hulk, levantando cabines telefônicas, quebrando cadeados com as mãos e carregando árvores nos ombros, jantei um sanduíche com a Manda e depois pegamos um uber pro grande programa da noite: ROCKY HORROR SHOW no teatro!

Um dos musicais mais bizarros e rock n´roll da história, e com certeza um dos meus favoritos desde os tempos da VH1, agora trazido ao Brasil pela mesma galera que fez Hair. 
Rocky Horror Show, contextualizando, é um espetáculo que por si só já seria motivo para a existência do termo cult. Lançado em Londres, em 1973, em uma sala para apenas 70 pessoas, logo se tornou um sucesso. Em 1975, ganhou uma versão para o cinema, que foi um fiasco no início, tornando-se um must somente depois em que passou a ocupar as sessões da meia-noite, fomentando intermináveis legiões de fãs. É uma homenagem aos filmes B de ficção científica e de terror,que claramente foi escrita depois do autor presenciar uma festa bem bizarra. Bom, foi sensacional ver isso ao vivo e obviamente saí de lá me controlando pra não dançar o Time Wrap no meio da rua, feliz por ver que algo tão estranho consegue encontrar público tantos anos depois dos anos 70.
No domingo, passei a manhã toda lendo hqs, depois fui com a Manda na feira e no Marajá comprar um frango assado. Corri na esteira assistindo Street Fighter, comecei a rever o Rocky Horror Picture Show (o filme, na Netflix) e descobri que o Riff Raff da película é ninguém menos que Richard O´Brien, o cara que escreveu a peça! Depois subimos até o shopping Frei Caneca pra ver Lego Batman (o melhor filme do Batman da última década) no cinema e acabamos encontrando um empório sensacional pra queijos, frios, geleias, azeites e bebidas, onde fui obrigado a comprar algumas cervejas. Esse com certeza é um shopping que precisamos lembrar de frequentar mais vezes.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Ma oeeeeee!!!

Depois de uma semana mega corrida, na qual além dos meus relatórios de sempre rolaram umas prospecções de futuro por aí, durante o almoço da sexta mesmo eu já senti que merecia uma trégua então fui finalmente testar diversos jogos no Hotzone do Morumbi que eu tava devendo pra mim mesmo há bastante tempo. Comprei um cartão e fui direto pra máquina de Star Wars, que tem o formato de um tie-fighter, no qual você pilota uma x-wing (pois é) e tem que detonar uns stortroopers tendo a estrela da morte como cenário. Girei tanto que fiquei até zonzo, mas pelo menos matei a vontade. Logo em seguida, testei um pinball do Homem-Aranha e suei de tanto remar num jogo japonês de rafting. A noite, eu e a Manda fomos jantar na chef Very risoto de queijo brie com presunto de parma (só me ferrei pq tirei o cartão da carteira sem querer, então fiquei sem conseguir comprar cerveja) e apresentamos pra ela e pro Vyc o maravilhoso mundo de Rick & Morty.
Domingo li bastante (Lobo Solitário, melhor mangá ever, Alien pelo Mignola e Tex), comecei a jogar "Mass Effect 3" (que basicamente mistura Star Trek com a jogabilidade de Spec Ops: The line, ou seja, me conquistou logo de cara), almocei torta de frango com a Manda e saí buscar uns quitutes promocionais na Vovó Zuzu. Depois tiramos um cochilo, pedimos uma pizza da Ramos pra jantar (que pizzaria foda, e continua barata!) e começamos a assistir "American Crime Story" na Netflix.
Domingo, pouco antes da hora do almoço pegamos um bus pra visitar o MIS, onde ta rolando a Exposição "Silvio Santos Vem aí", que tem tudo sobre a trajetória do Cenoura Brava Mel, e várias roletas de jogos de palco que o consagraram como grande showman da TV brasileira (juro que só fui descobrir lá que TVS eram as iniciais de TV Silvio Santos). Na volta, paramos pra almoçar um balde de frango frito no KFC do Center 3 e tomar um sorvetinho da parmalat. Descemos a pé, li/joguei videogame/dormi e fechamos o fds assistindo o final da segunda tempora da R&M assim como o Rick faria, bebendo seu cuzão filho da puta! A Manda bateu vodka com maracujás e morangos, fazendo uma das melhores caipirinhas caseiras da história. E nada como sementes de maracujá e alcool pra te fazer dormir bem...

AniverSP

Aproveitei o feriado no meio da semana pra ler mais um bom pedaço do livro do China, tomar uns sustos no Outlast e, já que o uber tava só R$ 4,63 pra praticamente qualquer canto da cidade, eu e a Manda aproveitamos pra conhecer "O" Burger, uma hamburgeria que estava há um tempinho em nossa to-go list. E realmente valeu a pena. Os caras não tem medo de inovar, o que provei tinha uma costela enfiada no meio do lanche e o dela tinha um foundue de queijo com batatas! As batatas estavam boas, tomei um negroni e ela uma limonada suiça e na saída ainda repartimos um maravilhoso milk shake de nutella. Como sempre, a parte ruim da experiência foi pagar a conta, o lanche não é dos mais baratos. Mas de qualquer forma, com a economia do uber, acabou valendo bastante a pena. :)
Já o final de semana foi mais caseiro. Eu aproveitei pra ler muito (terminei 2 livros, "A cidade e a cidade" e "A arte de produzir efeito sem causa", entre outras hqs) e zerei Outlast (joguinho bem interessante já comentado por aqui), assisti um ótimo filminho policial com a Manda ("Os caras legais", sim o título é bobo mas juro que o filme é muito bom), e o ponto alto foi pro passeio que demos na Paulista no sábado a noite, no qual fizemos umas comprinhas, eu jantei o burrito mais mexicano da cidade (com direito a arroz e feijão dentro) no Chicano da Augusta, ela um lanche de pernil no Bologna e tomamos juntos um sundae de bem-casado de sobremesa. Corri na esteira assistindo Luke Cage, gravei um podcast sobre a nova mensal do Dr. Estranho, tomei umas cervejas e comemos lanche de linguiça e torta de morango no domingo. 


sexta-feira, janeiro 27, 2017

Recomendações da semana

Livro: "A Cidade e a Cidade" de China Miéville é sobre duas cidades completamente diferentes que dividem o mesmo espaço físico. As pessoas de uma cidade simplesmente aprendem a "desver" os habitantes da outra cidade, a ignorar seus veículos e estabelecimentos. Tipo os sem-teto que você finge que não vê nesse tal de mundo real.

Jogo: "Outlast" é sobre um jornalista preso num manicômio escuro cheio de malucos assassinos, completamente desarmado e contando com o pouco que tem de bateria pra manter a luz de sua câmera ligada só pra conseguir se locomover pelo lugar. Tem me dado uma porrada de sustos, mesmo quando jogo durante o dia.

Desenho: "Rick & Morty" chegou há pouco tempo na Netflix e já tem um lugar de respeito no meu coração. É um desenho animado sci-fi adulto e genial. Praticamente uma mistura de Doctor Who com South Park. Terminei a primeira temporada esses dias e não consigo deixar de pensar em como o roteiro cresce a cada episódio.

Filme: La La Land. O filme é não só faz um brinde a todos os sonhadores que nunca desistem de ver seus sonhos realizados como ao mesmo tempo faz uma homenagem a muitos dos grandes musicais do passado. Ao menos 3 das principais músicas já estão entre as músicas mais escutadas por mim no Spotify nas últimas semanas.

Música: "Pain lies on the Riverside" da banda Live é uma daquelas músicas que sempre ouvi tocar, mas nunca soube o nome. E agora que sei, jamais sairá da minha playlist. Quem sabe não é o caso pra você também?

segunda-feira, janeiro 23, 2017

[HQ] Baratas Explosivas em Quadrinhos!

E agora, com vocês, a versão final em p&b da hq autobiográfica que conta a história dos Baratas Explosivas (também disponível no site baratasexplosivas.tumblr.com), produto final do curso de Processo Criativo e Introdução à História em Quadrinhos que eu fiz ano passado no Sesc Santana:





PS: Clique nas imagens para ver no tamanho original ;)

A universidade invisível

Eu sempre tinha ouvido falar dos cursos de escrita que rolavam na Casa das Rosas, mas nunca tinha conseguido vaga. Aí um belo dia vi que ia rolar um intensivão de "breves narrativas" de uma semana, corri me inscrever e bem quando era com o professor que eu mais queria, acabou dando certo. O lugar é tipo um casarão bem velho, com janelas gigantes e banheiras nos banheiros. E como as vezes você tem que pegar caminhos, entradas ou escadas diferentes pra chegar na mesma sala de aula, faz com que você se sinta um pouco em Hogwarts.
Apesar de curto (como é gratuito, na verdade nem da pra reclamar muito), foi bem proveitoso.
Além de ter pego novas técnicas, referências e histórias (que incluem até o telefone de uma vidente pra qual eu provavelmente nunca vou ligar), foi a primeira vez que li meus textos em voz alta pra tanta gente junta e fiquei bem empolgado com o feedback positivo e as risadas que eles causaram.
Seguem abaixo alguns exercícios.

Preenchendo o vazio
(criação livre)

Em uma tarde de tédio, Flávio teve a ideia de encher a boneca inflável com quem estava dormindo nas últimas duas semanas com gás hélio. 
Ele imaginou que seria divertido se ela se fizesse de difícil e tentasse fugir para longe de suas investidas, como as mulheres de verdade que ele conhecia sempre faziam.
Através de um vídeo do Youtube, descobriu que poderia substituir o gás por uma mistura caseira de vinagre e bicarbonato de sódio.
Coletou o que precisava no armário cozinha e rapidamente voltou para o quarto. Pouco tempo depois, sua amante ganhava vida e deslizava suavemente pelo teto.
Foi a melhor transa que Flávio teve na vida. Tão incrível que na manhã seguinte ele amarrou um barbante no pulso de sua mulher voadora e a levou para dar uma volta na Avenida Paulista, ávido por exibir orgulhosamente para todos que finalmente havia achado alguém que o fazia feliz. 
A boneca flutuava cerca de vinte centímetros acima da cabeça do rapaz, boquiaberta e nua, chocando e divertindo quem os via passar.
No caminho de volta, um desconhecido aproximou-se deles e cortou o barbante com uma tesoura.
— Por que fez isso? — protestou Flávio. — Eu a amava.
— Não seja idiota — o homem com a tesoura respondeu. — Era só sexo.

Segredos de beleza
(texto criado com base em uma sequência de imagens aleatórias exibidas pelo Professor)

Ana se achava feia. O espelho dela tinha certeza. Para piorar, a mãe dela era linda, e admirada por todos os seus colegas de escola. Quando sua avó faleceu, Ana encontrou algumas fotos antigas dos avós quando jovens e ficou confusa. Seu avô era muito bonito, provavelmente a beleza de sua mãe vinha dele, mas sua vó era tão feia que parecia precisar de um exorcista.
- Mãe, como você acha que sua mãe conheceu o vovô? - perguntou Ana, enquanto as duas remexiam nas coisas deixadas pela falecida.
- Não sei nem como eles continuaram juntos por tanto tempo - respondeu a mulher. - A única coisa que tinham em comum era o mal gosto. Não vejo a hora de me livrar desse macaco amarelo horrível.
Ana observou com curiosidade a escultura que ficava no meio da sala e imaginou se a avó não utilizou a bruxaria de algum deus-macaco ancestral para conquistar o avô. Se oferecendo para jogar a estátua fora, a garota carregou o macabro chimpanzé de vidro até o latão de lixo que ficava nos fundos do prédio. 
Ao chegar lá, se assustou momentaneamente com a sombra de um monstro gigante que os brinquedos do parquinho formavam na parede e derrubou a escultura no chão.
O macaco se quebrou em mil pedaços. Dentro dele, havia um pequeno frasco prateado.
Ana abriu o recipiente e sorveu um longo gole, sem ter a menor dúvida de que aquele era o segredo de sua avó para ficar bonita. O líquido amargo desceu queimando sua garganta e a partir daquele dia, e sempre em posse do frasco, ela passou a se sentir a garota mais sexy do planeta. 
O que Ana não sabia era que a magia de sua vó só funcionava porque, na verdade, era o seu avô quem bebia.

A bandana
(descrição de alguém da classe em uma única frase)

Não sabia que hoje tinha jogo do Brasil. Tomara que não seja outra manifestação.

O legal é que esse curso foi basicamente uma extensão da oficina que fiz na semana passada. Até alguns colegas se repetiram. Ou seja, é um curso sem prazo de duração e sem lugar fixo, basicamente um colégio invisível.

Cursos, festas e cinemas


Minha terceira semana de janeiro foi bem agitada. Na segunda feira rolou "paredão" na empresa, com um corte gigantesco de pessoas mas mais uma vez, sabe-se-la-como consegui sobreviver. E de terça a sexta, fiz um intensivão de escrita na Casa das Rosas ministrado pelo mestre. Já no primeiro dia fiquei bem feliz por ele ter lembrado da minha história sobre os Baratas Explosivas e ter feito questão de contá-la pra sala toda (que dessa vez tinha umas 40 pessoas). Apesar de ser pouco tempo, deu pra escrever bastante, desenhar e ainda ter ideia pra pelo menos umas 3 novas histórias no futuro. Vou postar um pouco do que escrevi/li durante esses dias num próximo post. Sábado de manhã fui com a Manda na Vovò Zuzu fazer umas compras, depois compramos um filtro de água de barro pra combinar com o resto retrô do apartamento (só falta uma vitrola agora), cortei o cabelo na Augusta, tomamos café com sonho de almoço e passei a maior parte da tarde lendo, correndo na esteira ou assistindo tv. A noite, a Very, o Vyctorio, a Rosangel e o Fábio vieram em casa. Tomamos algumas cervejas, comemos frios, fizemos picanha na churrasqueira e cantamos parabéns pra Amanda antes de comer o brigadeirão com morangos que ela tinha feito. É ótimo ter um apê onde finalmente dá pra receber bem as pessoas!

No domingo de manhã, continuei minhas leituras,  fomos à feira, almoçamos lanches com o que tinha sobrado de picanha, pão e cebola no azeite do dia anterior e tiramos um cochilo. Depois pegamos um ônibus até o Cine Drive-in, uma sala especial da Belas Artes que tem bancos de automóvel pra sentar juntinho! O lugar era ainda mais legal do que eu imaginava, até a parede era decorada com faróis e tem até uma lanchonete americana lá dentro servindo drinks e hamburguers, onde tomamos um milk shake de sorvete de nata com morango e hibisco sensacional.
Assistimos ao musical "La la Land", que eu curti bastante e tem todo um climão de filme antigo, ou seja, o filme perfeito pra nossa estreia na sala. 
Jantei leite achocolatado com cookies e fechamos o domingo assistindo desenho animado. Rick e Morty é a melhor coisa que descobri desde Black Mirror e recomendo demais como uma das melhores comédias/sci-fi que você vai encontrar na Netflix.




terça-feira, janeiro 17, 2017

O (lanche) bom, o mau e o caseiro

Quinta-feira, queimando a largada para as festividades de comemoração do aniversário da Manda, fomos com o Eduardo e sua prole comer um maravilhoso Holy Burger. A fila de espera demorou, muito, mas valeu a pena. E quem foi pela primeira vez já queria voltar.
Na sexta, voltamos de busão por conta da escassez de carona e eu tive a brilhante ideia de comprar tapiocas de janta. Não consegui pregar os olhos durante a viagem, enquanto a Manda (prevenida com dramins, dormiu o tempo todo). Sábado, até o almoço estava tudo ótimo. Comi tender (porque natal nunca é demais) com meus pais e minha tia e até tomamos limoncelo com chocolate de menta na sobremesa, mas depois da habitual soneca da tarde comecei a sofrer com as lembranças da tapioca. Vomitei, passei mal, fiquei com dor de cabeça, e foi com muita tontura que me dirigi pra casa da vó da Manda pra ver, sim, só ver o bolo de aniversário que tava rolando por ali. Voltei pra casa, fui medicado e dormi mais umas horas. Depois, munido de um gatorade, saímos encontrar a Marian e o Sustinho no Maria Joana, um novo bar que só tinha a gente de clientes e aguentei o máximo que pude acordado.
Domingo finalmente acordei bem, li umas hqs e assisti "Enigma do outro Mundo", depois almocei mais um pouco de tender (e dessa vez acompanhado até de bolinhos de arroz e mandioca frita, o teste supremo pra mostrar que eu realmente já estava bem), passei na vó da Manda comer o pedaço de bolo que eu tinha ficado devendo pra mim mesmo e passamos até na Lian onde provei a nova paleta mexicana de café (que é ótima, por sinal). Jantei um lanche com meus pais, enquanto um dilúvio começava a cair sobre a cidade, depois fomos buscar a Manda e encontrar nossa carona.
Na segunda-feira, finalmente comemoramos o aniversário dela dignamente com filet mignon na churrasqueira, cebola frita na maionese Heinz e pão do Marajá, fazendo o melhor lanche caseiro da história dos Salmeida-Picagova. Não restam dúvidas, eu estou curado. 
Um feliz aniversário pra vc Mandalenaaaa, tenha um ótimo ano, vc merece tudo de melhor! :) 

quarta-feira, janeiro 11, 2017

A velha São Paulo

Quando eu era mais novo, São Paulo costumava ser meu destino de férias em família favorito. 
A diversão começava já na estrada. A gente estacionava no Tavolaro, no Serra Azul, no Frango Assado e ocasionalmente visitava a até a família do meu pai em Limeira. Demorava muito tempo. 300km pareciam 3000, mas valia muito a pena. Tinha coxinha, suco, pão na chapa, sequilhos e banheiro a cada parada. E a banca do Serra Azul já tinha dezenas de opções de quadrinhos que eu nunca encontraria pra comprar nas bancas jauenses.
A família toda dormia no apartamento das minhas tias na Av. Liberdade. Tinha uma loja da Dunkin Donuts ali do lado e um Habib's na frente. Não preciso nem dizer que amo essas maravilhosas rosquinhas até hoje (uma tristeza a rede ter abandonado o Brasil). O Habib's dava aquela liberdade de boteco, onde você se sente o rei porque pode pedir qualquer coisa do cardápio sem medo da conta. 
Antes de chegar na casa delas eu já ficava maluco pra descer do carro e pular dentro de algum sebo. Meu favorito (e continuou sendo durante muito tempo, até infelizmente diminuir imensamente seu acervo) era o Sebo do Messias. Eles tinham centenas de hqs importadas e todo tipo do formatinho (tanto que com muito esforço, eventualmente eu completei minha coleção de X-Men e de Wolverine da Editora Abril muito por conta dessas visitas). Lembro da minha mãe e dos meus irmãos me ajudando a encontrar hqs que eu não tinha no meio de pilhas e pilhas de velharias. Era garimpo de sebo (uma de minhas atividades favoritas até hoje), em família!
A gente visitava alguns shoppings, tirava foto com os enfeites de natal (mais turista impossível), visitava o Pateo do Colégio ou algum outro museu, passeava pelos shoppings japoneses da Liberdade e ia fazer compras (muitas vezes de enfeites que seriam utilizados em aniversários futuros) na 25 de março (sempre parando pra comer pedaços de abaxis na rua). E também lembro vagamente de esperar por horas na fila de um restaurante italiano, do qual ironicamente hoje eu moro a poucos metros de distância mas nunca frequento por conta dos preços ridiculamente abusivos.
Era incrível! Quem precisa de praia quando se tem donuts, hqs e beirute?
Com o tempo, São Paulo se tornou minha cidade e eu aprendi que ela tinha ainda muito mais a oferecer: teatros, shows internacionais, CCBB, hamburguerias gourmet e empregos que eu jamais teria no interior. 
Mas por melhor que essa cidade seja, de vez em quando bate saudade daquela outra SP, aquela que tem cheiro de gibi amarelado pelo tempo e deixa os dedos sujos de açúcar...

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Review [Rogue One]

Star Wars não é uma saga fácil. Ela vem acompanhado de muita prepotência. Todo mundo vive falando o quanto a saga é foda, tipo a loja que chama "o melhor bolo de chocolate do mundo". E aí é aquele negócio, tem gente que disposta a aceitar que realmente vai ser demais e tem o cético que já vai esperando que os elogios sejam exagero. 
Na primeira vez que assisti Star Wars (episódio IV), não gostei. Era muito sério, confuso e os personagens (pra quem ainda tava na idade em que gostava de Cavaleiros do Zodíaco como melhor franquia) não eram carismáticos. Os rostos de alguns deles (droids e yoda puppet, por exemplo) nem se mexiam! 
O tempo passou e fui assistir Episódio I: A Ameaça Fantasma no cinema do shopping de Bauru com a família toda. E eu achei DO CARALHO! 
Não conseguia entender porque os fãs da trilogia original não gostaram do filme, pra mim foi ali que a saga começou. Fora a tela grande e eu já estar mais velho pra entender os conflitos políticos, tinha aquela graça de correr atrás de preencher as lacunas de incríveis personagens secundários que tinham pouco tempo de tela (como Darth Maul ou ou Quin gon), muita ação e obras-primas em matéria cenários (como o mundo submarino) e design de personagens  (os droidekas são bolinhas que chegam rolando e atirando, porra! que foda!). 
Depois disso, assisti todos os filmes que foram lançados posteriormente no cinema, joguei todos os videogames, li os principais livros e hqs do universo expandido pré e pós-disney, re-assisti os filmes clássicos dezenas de vezes (meu favorito, aliás, é o Retorno de Jedi), acompanhei as animações e passei a colecionar bonecos e todo tipo de memorabilia da saga. 
E o grande aprendizado depois de tudo isso é simples: quanto mais submerso no universo criado por George Lucas, mais você passa a curtir cada pequeno detalhe. De cara, é muita informação. Você precisa de tempo pra assimilar tudo que a série tem a oferecer.
É por isso que durante o EXCELENTE Rogue One, a Manda e a amiga dela dormiram (!!!), enquanto eu e o marido da amiga dela vibramos. 
Muita coisa só tem graça pra quem é fã mesmo. Como um Tarkin renascido em computação gráfica, por exemplo. Ou a aparição da Ghost (nave utilizada pelos heróis do desenho animado Rebels), os novos Calamari, a citação a Syndulla e a Obi-Wan, a aparição do senador Morgana ou o templo jedi caído no planeta Jedha! E também, é claro, a MELHOR CENA já vista até hoje do Darth Vader!
Além disso, tem rebeldes que são verdadeiros terroristas (!) que usam burca e tudo e podem servir pra mostrar que devemos ter uma maior compreensão com refugiados do oriente, pois nem todos são "extremistas do mal". E guerreiros rebeldes que realmente parecem soldados saídos de um filme da segunda guerra. Ou seja, como sempre, o design é foda e dá um show a parte!
Acredito que o filme também consiga ser fodapra quem não é expert no assunto, só acho que se torna muuuito melhor pra quem já chega no cinema "manjando dos paranauê". 
Portanto, meu conselho jovem padawan, é que você também venha pro lado negro da força! Você não vai se arrepender...