segunda-feira, julho 01, 2013

Jogos gratuitos no Play3: bom ou ruim?

Freemium eh um modelo de negócio onde um jogo é dado de graça, mas o jogador depois pode gastar dinheiro em diversas melhorias, como roupas, armas ou acessórios. Tornou-se um modelo popular em smartphones e tablets, e nos jogos sociais do facebook.O que eu não esperava era que eles chegassem aos grandes consoles. No mês passado houve 2 lançamentos pra PS3 de jogos desse tipo.

O primeiro foi Tekken Revolution, jogo com download gratuito na PSN, no qual o usuário pode lutar online contra outros adversários do mundo todo. O pulo do gato: o jogador tem que evoluir seus personagens através de atributos que são obtidos através de moedas, ganhas através de lutas online ou/e principalmente pagando com dinheiro de verdade.

E na semana passada foi a vez de Spartacus: Legends, um jogo de gladiadores baseado num dos meus seriados favoritos, no qual você pode gerenciar um ludus, com um ou vários gladiadores (desde que você vah comprando novos escravos) e com diversas armas, escudos e acessórios que podem ser comprados através de moedas de ouro, que obviamente podem ser obtidas muito mais rapidamente com dinheiro de verdade.

São dois jogos legais, e por serem de graça, supostamente seria melhor ainda, certo? Errado! Como os jogos são feitos pra você gastar dinheiro como se não houvesse amanha, eh extremamente difícil evoluir nos jogos sem gastar nada. E jogos supostamente gratuitos, podem acabar ficando mais caros que um jogo comum, já que neles você não tem um objetivo final, e pode continuar jogando pra sempre. 

Claro que tem quem goste, este formato de jogo não eh um sucesso a toa, mas acredito que o publico seja diferente.  Entre os jogadores de tablets ou redes sociais, muitos são crianças ou mulheres, e não os heavy gamers habituais de PS3 ou XBOX.De qualquer forma, não deixa de ser uma novidade interessante, vamos ver no que vai dar!

sexta-feira, junho 28, 2013

Under the Dome - Review

Na semana passada estreiou nos EUA um seriado que promete! Ele nos mostra o que aconteceria caso os cidadãos de uma pequena cidade no interior dos EUA se visse subitamente cercada por uma redoma invisível (igual do filme dos Simpsons).Só essa premissa já eh bem interessante pra se construir uma serie, afinal, historias que a respeito de um grupo de personagens preso em um determinado ambiente sempre deram bons frutos. Caso de Lost, Jericho e Walking Dead (onde os personagens mudam de lugar, mas estão sempre cercados por uma redoma de zumbis). 
Fora isso, os moradores dessa cidade, em especial, tem historias muito interessantes. Um assassino que começa a gostar da namorada do cara que ele matou, um cara que ao tomar um fora da namorada decide trancar ela no porão, um vereador que estava estocando propano antes da crise com propósitos suspeitos são alguns deles.
Fora isso não sabemos a origem da redoma: aliens, o governo, punição divina?
Ainda não esta convencido? Ok, o seriado eh baseado num livro de Stephen King e tem como produtor executivo Brian K. Vaughan, um gênio das hqs, autor de Ex-Machina, Y-O Ultimo Homem (sobre um cara que fica literalmente sozinho no mundo só com mulheres ao seu redor) e Saga (uma das melhores hqs da atualidade).
E nada melhor que pegar uma serie do começo. Existem inúmeros seriados bons por ai, mas que já tem mais de 500 episódios e eh um porre começar atrasado, então aproveite e assista logo Under the Dome enquanto ta fresquinho!

terça-feira, junho 25, 2013

A rodoviária

Sexta feira eu fui correndo que nem um maluco pra rodoviária, mas ao chegar na porta do ônibus pra Jau fiquei sabendo que aquele horário já estava lotado. Tive então que ficar 2h esperando na rodoviária pela próxima saída. Tentei passar meu cartão de credito na banca, errei a senha 3x e ele foi bloqueado. Não tinha grana nem pra comprar comida. Meu celular pifou e não ligava mais. Tirar o iPod ou o DS do bolso pra jogar algo na rodoviária seria pedir pra ser roubado e ainda gastaria a bateria que eu precisaria guardar pra usar no ônibus. Todas as cadeiras estavam ocupadas. Sentei-me no chão, em um canto, debaixo dos telefones públicos. Liguei o notebook. Como ele tinha sido formatado recentemente, não tinha nada nele pra eu ler ou assistir. Estava sozinho com uma pagina do Word em branco e meus pensamentos. Um emo com lápis nos olhos e franja jogada na cara, vestindo um moletom do Evanescence, se sentou ao meu lado.
- Hey – ele disse.
- Hey – respondi.
- Achei que você ia mesmo pular lá atrás.
- Eu também. Foi por isso que você veio?
- Bom, achei que você ainda podia tentar algo. Não quis perder a viagem.
- Desculpa tomar o seu tempo.
- Tenho tempo pra todos. Por que desistiu?
- Medo de sobreviver. Não seria a primeira vez.
- Você ainda tem a cicatriz? – Ele perguntou passando a mão na lateral da minha cabeça.
- Tenho – respondi afastando a mão dele com um tapa.
- E então, o que te aflige?
- Ah, o de sempre. Cansado de tudo. Principalmente de ser um estorvo pros meus pais, ficar dando gasto pra eles e não ter perspectiva nenhuma de futuro com minha namorada, já que não tenho grana pra nada. Com essa idade eu já pretendia ter feito tanta coisa, ser bem-sucedido, ter minhas coisas.
- Quantos anos você tem mesmo?
- 27.
- Safra boa.
- Pois eh.
- Bom, pelo menos ate agora você já descobriu o que não quer. Mas o que você realmente quer?
- Nada viável, eu acho. Quero ser alguém diferente a cada dia. Ter um trabalho novo a cada manha, amigos novos a cada entardecer e uma festa nova a cada noite.
- Meio difícil
- Será? Será que sou eu mesmo que quero muito? Será que não são os outros que se contentam com muito pouco?
- Talvez.
- Só fico triste às vezes. Mesmo quando esta tudo bem. Ai quando algo vai mal, fico mais revoltado ainda. E sou reconhecido por meus amigos por jogar o tabuleiro pro alto quando o jogo não esta indo conforme eu espero.
- Não seria o primeiro nem o ultimo a fazer isso.
- Eu sei.
- Bom, tem certeza que não quer vir comigo? – ele perguntou fechando o gorro de seu moletom.
- Tenho. Hoje não. Quem sabe outro dia.

- Outro dia então – o emo disse sorrindo, enquanto se levantava e desaparecia no meio da multidão que passava pela rodoviária. 

Jornada nas Estrelas – Além da Escuridão

Sempre existiu uma suposta rixa entre os fãs de Star Trek e os de Star Wars. E como Jornada nas Estrelas, sempre com menos verba, se baseou em roteiros inteligentes, sem ter muito tempo para efeitos visuais, e Guerra nas Estrelas, abusava de cenas de ação, alienígenas caricatos, robôs, inúmeras naves e tudo mais que o dinheiro pudesse comprar, foi este quem facilmente caiu no gosto do publico geral, deixando Jornada nas Estrelas apenas para os nerds de plantão.

Com a entrada de J.J. Abrams na franquia isso mudou. Na nova fase iniciada nos cinemas em 2009, da qual este novo filme eh a continuação direta, o diretor inseriu todos os elementos necessários para que Star Trek caísse no gosto do publico geral. São cenas recheadas de ação, momentos de comedia para descontração, aliens caricatos, cenas na Terra do futuro e diversas batalhas espaciais.

O filme já começa com uma cena fantástica de perseguição na floresta vermelha de um planeta alienígena, no qual Spock tem de inativar um vulcão. O 3D ficou incrível, muito bem colocado, com diversas folhas vermelhando voando na nossa cara, enquanto a galera corre em meio às arvores. Depois disso, a ação não para mais e pra agradar os fãs antigos da franquia, ainda temos a volta de Khan, um dos maiores vilões da serie clássica dos anos 60 e a aparição dos klingons, a raça alienígena favorita de 90% dos fãs de Jornada nas Estrelas: A nova Geração.

Jornada nas estrelas agora eh pop, saiu do armário nerd e agora eh diversão pra família toda!

PS: Caso mais alguém saia do cinema querendo mais como eu, alguns episódios que recomendo são o episodio 22 (Space Seed) da 1ª temporada da serie clássica, que tem a primeira aparição do Khan original e o episodio 20 (Heart of Glory) da 1ª temporada de Star Trek: A nova geração, que traz uma das melhores aparições dos klingons. Os dois seriados estão disponíveis na integra pra quem for assinante do Netflix!

terça-feira, junho 18, 2013

Jupiter's Legacy - HQ Review

Esta eh a revista pra quem esta procurando se quer algo novo, criativo e de qualidade. A nova serie de Mark Millar (autor de Kick Ass, Nemesis, Guerra Civil e tantos outros trabalhos de qualidade), em conjunto com o fantástico Frank Quitely (de New X-Men, e LJA Terra 2) traz um novo sopro de vida criativa as hqs de super heróis.

Num gênero já tão explorado no qual as vezes parece impossível que surgira algo original, Millar sempre consegue nos surpreender. Na minissérie, acompanhamos os dramas dos filhos adolescentes dos maiores super heróis da Terra. Algo como os problemas típicos dos filhos de celebridades, que tem de viver sob a sombra de seus pais, apesar de terem tudo o que podem querer (inclusive superpoderes).

A minissérie tem saído nos EUA pela Editora Image e já figura no Top 10 entre as hqs mais vendidas do mercado americano, o que só comprova que, mais importante do que personagens consagrados na capa, o que atrai mesmo os leitores são boas historias. Leia agora mesmo!


52 erros dos “Novos” 52 (#DCpcionado)

Os novos 52, a iniciativa da DC de zerar todas suas revistas para atrair novos leitores, já estao quase completando dois anos. Hora de listar os principais erros da editora:

 1 – O nome: Apesar de se vender como algo novo, os títulos da DC apresentam poucas mudanças significativas com relação a sua roupagem anterior. O Flash enfrenta a mesma galeria de vilões, o Superman tem os mesmos coadjuvantes, e no caso do Batman e do Lanterna e pior ainda, tudo continuou exatamente como estava antes do reboot.

 2 – O momento: escolheram a mini serie errada pra dar inicio ao reboot. Enquanto Darkseid tentou por anos destruir a vida no Universo DC, no final das contas quem destruiu a vida no UDC como nos o conhecíamos foi o Flash Reverso? Serio? O momento correto, se eh que ele existe, seria em Crise Final, mas a DC perdeu o momento e tentou se corrigir depois com uma mini serie boba, que passa longe de ter a chance de se tornar um clássico.

 3 – Artistas de peso: outro erro foi não investir em artistas melhores pra uma jogada tão grandiosa. São poucos os autores realmente bons responsáveis pelo novo universo. Grant Morrison, Geoff Johns e Scott Snyder, eu diria que são os principais. Mas muitos heróis que poderiam ter incríveis novas chances de dar certo no reboot, acabaram nas mãos de artistas sem graça, que não inovaram em nada as historias. Caso do Arqueiro Verde, Novos Titas, Superboy, Sociedade da Justiça, qualquer herói da Wildstorm e tantos outros que tinham historias sem graça antes do reboot e continuaram igual ou pior em sua nova encarnação.

 4- Desrespeito criativo: diversos autores, que se não são sinônimo de grande criatividade, no mínimo são reconhecidos por escreverem boas historias, como Gail Simone, George Perez e Paul Jenkins, foram pouco a pouco pedindo demissão da DC após o reboot. E todos fizeram isso reclamando da forma que a editora tem tratado seus artistas, com mudanças na narrativa de ultima hora, cortes em historias e coisas do gênero. 

5- Cada um no seu quadrado: Porque cargas d’agua colocaram o Brian Azarello, um puta escritor de historias noir, autor do ótimo 100 balas e da melhor mini-serie do universo de Flashpoint -sobre um universo paralelo no qual Bruce morre e eh Thomas Wayne, seu pai quem assume o manto do Batman- pra escrever mulher-maravilha? O cara eh foda em historias policiais e deveria estar em uma das revistas do morcego ao invés de ser desperdiçado na revista da Amazona, que sim, esta mais interessante, e eh um dos pontos altos dos novos 52, mas não vende tanto quanto um Batman do Azarello venderia.

6- Quanto aguenta a asa de um morcego? Pelo menos 5 dos 10 títulos mais vendidos da DC se apoiam no universo do Batman. Ok, o Batman eh foda, todo mundo concorda. Mas por quanto tempo sera que ele aguenta segurar a barra? Pior do que isso, se os títulos mais vendidos são aqueles que ignoram cronologicamente o reboot, isso não prova que ele não era necessário?

7 – Scott Snyder: Indiscutivelmente, o melhor titulo dos novos 52 eh o Batman do Snyder. A primeira saga, Corte das Corujas foi realmente incrível, mas na saga “Morte em Família” senti que o final da historia ficou devendo alguma coisa. Nada mudou e fiquei com a impressão de que o Snyder queria matar alguém, mas a DC vetou na ultima hora. Afinal, a saga chama “Morte em Família” e não morre ninguém? Agora, o autor ainda vai comandar um novo titulo, chamado Superman Unchained. Será que deixar os 2 maiores ícones da editora nas mãos de um único escritor vale a pena? Será que a qualidade de Batman não vai cair? Não sei, acho uma aposta arriscada demais, já que estamos falando do titulo mais vendido dos novos 52.

 8 –Quantidade x Qualidade: Nossa matéria termina aqui, afinal não serão 52 erros, porque se apegar a esse numero pode ser o maior erro da DC! A editora ficou presa a este numero besta e deveria parar de utiliza-lo o quanto antes. Eh impossível ter 52 revistas de qualidade em bancas, poxa, seria difícil até mesmo ter metade disso. A vontade de se manter fiel a esse numero gerou hqs como Rapina e Columba, Frankenstein, Supergirl e Vibro (???) Será que esses heróis precisam de uma revista só pra eles? A DC não precisa de 52 revistas mensais, ninguém precisa, ninguém esta contando. O que nós leitores queremos são historias de qualidade.
 
Ok, se você terminou de ler isso ateh o final, realmente eh alguém que curte quadrinhos, não soh amigo do gustt ou nerd poser, então não deixe de visitar o novo blog que criei em parceria com meu amigo Mr. Fenelon, pra posts focados em conteúdo nerd. Pra quem eh heavy reader, gamer ou collector mesmo. O endereço eh savidanerd.wordpress.com. Nos vemos por lah!

sexta-feira, junho 14, 2013

A gota d´água

Pra ler ouvindo "Fight the power"

Eu sou o cara mais alienado do mundo, e uma manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, é o tipo de notícia que eu geralmente comentaria, mas ontem o problema foi realmente esfregado na minha cara, então vamos lá.

Ontem estava em São Paulo, quando cancelaram uma entrevista no meio com a notícia de que milhares de  manifestantes estavam subindo a Paulista e que todo mundo estava deixando o prédio.

Desci a Augusta, como de costume, mas já dava pra sentir a tensão no ar. Na janela de um prédio, dois homens com os braços cruzados, espreitavam a rua. Um usava a máscara do V, outro a mascara do Jigsaw. O clima era tão denso, que nem tive coragem de tirar foto. Descendo mais um pouco, vi um grupinho de uma galerinha que não devia ter mais de 20 anos se reunindo com flores e faixas.

Isso é o que eu acho mais lindo desses protestos, os manifestantes tem todos entre 20 ou 30 anos, são muito novos, ou seja, por mais que as gerações de nossos pais sejam, em sua grande maioria, de bundões conformistas, as novas gerações não vão deixar abusos assim passarem batidos.As pessoas tão saindo nas ruas armadas com flores, usando escudos de vinagre! 

Ok, beleza que as pessoas só se mexeram mesmo quando sentiram o roubo em seus próprios bolsos e eu gostaria que tambem houvessem protestos pra furtos mais abstratos, que a galera não sente de forma tão direta, como nos casos do mensalão e o caralho, mas já é um começo. Os Anonymous br já estão até fazendo enquentes pra qual deveria ser o próximo motivo de manifestação.

Passei a Consolação calmamente, e fui pra casa. Minutos depois começo a ouvir os helicópteros e as explosões. Liguei a Tv e vi que a manifestação tava rolando na minha rua! Em frente aos bares onde bebo, em frente ao Mackenzie. A policia impediu a galera de subir do Anhangabau pra Paulista e o caos acabou literalmente batendo na porta de casa. Tinha até amigos meus passando na tv. A maira antonia tava bombando!

Sou 100% a favor do protesto, o preço da passagem em São Paulo já era um roubo. É caro e você é mal atendido, viaja apertado e o caralho. Mas lógico que vai ter uns malucos felas que vão se aproveitar do anonimato e de estar em maior numero pra descontar a raiva que sempre tiveram por qualquer motivo da polícia e querer atacar os PMs. Enquanto isso, os policiais, que vão estar em minoria, armados e nervosos, e no calor do momento, vão revidar com mais força do que o necessário. 

Agora, prender a galera que tava com vinagre (porque ele anula os efeitos das bombas de gás), já é um pouco demais. 

De qualquer forma, tudo isso gera mais buzz, e buzz é que nós queremos. 

PS 1: Fuck the police!

PS 2: Acho que quem está por tras dos protestos na verdade são os cobradores que não querem ter que dar troco em moeda!



segunda-feira, junho 10, 2013

Sex miles


Como medir a quantidade de sexo que uma pessoa ja fez na vida? Sera que isso seria possível? Um amigo meu levantou outro dia a teoria da quilometragem. Segundo essa corrente de pensadores, você deve pegar o tamanho do seu pau (em centímetros), e multiplica-lo pela quantidade de estocadas que ja deu na vida. Pra facilitar, você poderia fazer uma media de quantas estocadas você da a cada bimbada e multiplicar pelo tamanho do seu pau, vezes a quantidade de vezes que ja transou. Ao final, você terá um enorme numero de quilômetros sexuais percorridos. Obviamente, essa teoria eh mais defendida por homens que possuem relações serias, afinal, homens solteiros vão querer medir pela diversidade de parceiras que ja tiveram. E não eh exatamente uma teoria que funcione para que mulheres possam saber quantos quilometros elas ja tem corridos. Mas não deixa de ser uma ideia. Seria legal ate lançar um aplicativo pra celular que vem junto com um anel que você pode colocar no pau. A cada estocada, o giroscópio do aparelho contabilizaria o numero de centímetros cadastrado pelo usuário e o aplicativo no celular contabilizaria sua quilometragem. Enquanto esse app não existe... Bons cálculos!


quarta-feira, junho 05, 2013

C'est la vie (Savida em francês)

Ola queridos comedores de bacon, estive meio afastado do blog nas ultimas semanas pois depois dos ultimos acontecimentos fiquei realmente chateado e prefiri ficar entorpecido com games ou seriados do que realmente escrever. Mas ca estamos de volta, ao blog e aos fatos e as novidades.

Bom, alguns meses atras fui convidado pra trabalhar numa outra agencia na qual ganharia praticamente o dobro do que eu ganhava. Quando fui pedir demissão, meus chefes disseram pra eu ficar, pois eu era necessario e eles cobririam a oferta. Na hora me senti otimo, senti que tinha estabilidade e reconhecimento. Mas passados dois meses e  muito stress por atrasos e/ou faltas de pagamentos, decidiram que eu nao era tao necessário. Ou seja, perdi o emprego novo e o antigo de uma tacada soh. Moral da historia: jamais dê a seus empregadores uma segunda chance. Ok, foi duro mas aprendi a lição.

Na segunda feira passada, voltei pra SP apenas pra pegar um ultimo cheque no trampo e me despedir do pessoal sussurrando "fujam, enquanto podem" em seus ouvidos e depois desci a Augusta caminhando, sem guarda-chuva, quando começou a chover. Parei de baixo do toldo de uma loja na rua paralela ao bar vitória. Abri uma lata de itaipava e esperei a chuva passar, enquanto a chuva e minhas lágrimas lavavam o passado. Eis que começa a rolar "Its the end of the world as we know it", no momento mais oportuno impossível e eu começo a rir. Hora de acordar pro novo, eu não tinha mais a segurança da corda, mas era soh assim que conseguiria saltar pra fora do fundo do poço (se não entendeu a referencia, eh porque não assistiu Cavaleiro das Trevas Ressurge o suficiente). End of an era. Whatever.


Bom, no mesmo dia voltei pra Jau, onde passei a semana, jogando horas e mais horas de Bioshock, Borderlands e Sleeping Dogs pra não ter um segundo sozinho com meus pensamentos e esquecer da minha desesperadora situação. Quando nao estava sozinho, tinha a companhia da Amanda, pra me animar, e acabamos aproveitando bastante minhas ferias forçadas e repentinas, cozinhando ou fazendo caminhadas ou descobrindo novos restaurantes pela cidade. Fora isso, tinha dezenas de episódios novos de Arrested Development no Netflix, e eu queria aproveitar meu tempo livre pra colocar o seriado em dia (ainda que a cada abertura eu ouvisse na minha cabeça, "it's gustt's arrested development".  E ainda tinha vários discos novos pra ouvir enquanto rabiscava alguns desenhos num caderninho deitado na Sala do Passado. Bom, amanha volto pra SP pra uma entrevista em um novo lugar. Pode ser a primeira de muitas, mas o que importa eh que a vida continua, e só tende a melhorar. Hora de voltar! Wish me luck!

terça-feira, maio 21, 2013

Como procurar agulhas num palheiro

Não me canso de exaltar as qualidades do centro de São Paulo. Nas ultimas semanas posteis sobre a galeria dos brinquedos antigos, o planeta do games baratos e hoje de manhã visitei um museu musical. Escondida no final da Santa Ifigênia está localizada uma loja só de toca-discos! Novos, antigos, raridades, e aquilo que eu estava procurando: todo tipo de agulhas! Fui la com 4 tipos diferentes de agulhas pra comprar (2 do boi, 1 do frodo e uma de casa) e o cara tinha as 4 que eu estava procurando! SP tem tudo o que você precisar, tudo, não importa de que época seja, e isso que eu acho do caralho. E fora isso, as pessoas no centro atendem bem, com gosto, nem parece que são daqui, na Av. Paulista a galera te serve um açaí xingando por dentro, mas qualquer atendente em uma loja do centro adora puxar papo ou trocar uma ideia sobre a vida, é tão diferente, nesse belo mundo secreto do centro de SP, com tantas coisas a serem descobertas! Li que existe inclusive uma loja voltada exclusivamente a produtos de Star Trek! Até a próxima!

segunda-feira, maio 20, 2013

123D Creature

Tem um aplicativo iOS gratuito pra iPads bem legal que chama 123D Creature, no qual você pode esculpir, modelar e pintar seus próprios personagens 3D! É muito bom, abaixo segue o exemplo de um monstrinho que eu criei usando o app:

Xbeco, breja barata, permutas e faroeste!

Fds standard. Sexta cheguei em Jau, e passei pegar a Manda pra jantar o melhor xbacon do mundo, do chapeiro magrelo do trailer Top Model no beco. Sabado a tarde peguei varios gibis velhos que só tavam ocupando espaço no armário e passei no Sebo de jaú, trocar por umas hqs novas e um disco do Bon Jovi, e a noite fomos no Escritório bar com Boi, Frodo e Liban, com porção de mortadela ($6) e Devassas ($4) a preços módicos. Domingo a Manda fez uma deliciosa feijoada ($nafaixa!), com couve refogada, arroz e faroja apimentada (parabéns para chef!), que será minha refeição pelo resto da semana (lol), e terminei de assistir com ela a Hatfields & McCoys, um seriado muito bom, de faroeste, baseado em fatos reais, produzido pelo History Channel, sobre as brigas entre essas duas famílias americanas, que tem só 3 episódios e vale muito a pena ser visto.



U2B


Por anos eu critiquei o Youtube como um destruidor de festas. Odiava que eu estivesse num churrasco e alguem começasse a botar video atras de video e as pessoas parassem de conversar. Bom, ainda não gosto do Youtube em festas, mas aprendi a assistir mais videos online com o tempo. Muito mais.

Abaixo alguns belos exemplos, de coisas boas encontradas nele, como um discurso inspirador do Gaiman, um desenho maluquete com design buni-to, os 100 melhores nocautes do UFC e um artigo sobre a misteriosa (uuuuuh) Deep Web, o canto maligno da internet onde vendem escravas sexuais amputadas, transmitem lutas até a morte entre homens e animais e todo tipo de bizarrice.


100 maiores nocautes do UFC

Deep Web

quarta-feira, maio 15, 2013

Bobby, o Cao Maravilha

Ha pouco mais de 11 anos atras, estava com toda minha familia no shopping quando paramos pra ver uma exposicao de filhotes. Nessse dia meu irmao conseguiu o que eu jamais consegui, e convenceu meus pais de que tinhamos que comprar um cachorrinho. Uma ninhada de mini bassets chamou nossa atencao, em especial o caozinho mais serelepe deles, que pulava de um lado pro outro. Nos gostamos da alegria dele, enquanto minha mae, que sempre gostou de roupas de marca, se encantou com a diferente cor dos pelos que ele vestia, a muito rara Arlequim, um manchado cinza e marrom sobre seu pelo negro (que muita gente perguntava se era Kiboa ou velhice desde que ele era filhote). Um mini cao era o dog perfeito pra casa diminuta na qual moravamos na epoca. E sempre tinha a pracinha na frente pra ele poder se sentir mais livre no meio do mato (com ou sem nossa permissao, ja que ele vivia fugindo de casa pelas grades do portao nessa epoca, foram inumeras vezes em que saia todo mundo que nem louco procurando por ele e toda a vizinhanca o conhecia ja que o portao era vazado e todos passavam e mexiam com ele durante o dia). O Bobby (sugeri na epoca que meu irmao escolhia o nome, os nomes de todos os Xmen possiveis, e o vencedor acabou sendo o homem de gelo) jovem era sensacional, nao parava de correr por todo canto, sempre com a lingua pendendo pra fora da boca e tentava fazer amor com qualquer perna peluda que atravessasse seu caminho. Diz a lenda que em uma semana que passou na casa do Shao quando fomos pra praia, ele estuprou e devorou dezenas de objetos e calcados. Bob teve mais de dez filhos, nas 2 proles que teve (entre seus filhos estao Bob Filho, Bob Dylan, Bob Marley, Bobina, Bob's Milk Shake e muitos outros - um deles pode ser visto no pesqueiro boa vista, pois foi parar por la), mas nunca ficamos com nenhum de seus filhotes, todos hoje espalhados pela cidade. O bob inclusive tentou engravidar a Mini, do Boi, que nao teve nem tempo de preparar um clima quando ja viu meu dog em cima da dog dele, mas acabou nao rolando. Uma coisa incrivel sempre foi andar com o Bob, porque apesar do tamanho pequeno dele, ele puxava a coleira que nem um maluco, correndo sempre, nunca andando, entao eu sempre fazia cooper quando saia com ele mais jovem. Eramos como Batman e Robin, Gusttman e Bobby, o cao maravilha, patrulhando o bairro. Uma vez tentei fazer uma foto hq, sobre um cachorro que queria voar (e no final fica cego, mas feliz, acreditando que finalmente esta voando e que o brilho da cegueira eh porque ele chegou no Sol) e tentei usar o bob como modelo, mas acabou nao rolando porque de nenhum jeito que ele parava queto pra eu tirar as fotos pra montar a hq. Infelizmente, o tempo foi passando, ele perdeu o pique, corria menos, e eu ja nao sentia mais tanto aquela forca me puxando pelo braco. A corda estava mais fraca. Mas ainda era divertido ver ele, ja com a lingua pra dentro da boca, dando check-in em todas as plantas e nas paredes de todos os vizinhos por quais passavamos. Latindo pra cachorros 10x maiores que ele, tentando correr pra cima das cadelinhas ou cagando dando cambalhota e plantando bananeira. Minha alegria era quando meus pais passavam fds fora viajando e eu podia solta-lo dentro de casa, gostava de como era companheiro e se sentava no peh do sofa enquanto eu jogava videogame ou lia gibi. Ou de como ele corria por todo mundo se tinha churrasco em casa. No ultimo final de semana, achei que ele estava muito magro, o veterinario falou que era insuficiencia renal, nao acreditei. E apos nosso passeio, que sempre era a 1a coisa que eu fazia ao acordar nos dias que estava em Jau, dei pra ele 3 salsinhas, 1 filet de frango, 1 esfiha e 1 panqueca. Tudo que tinha de carne na geladeira, e como ele comeu tudo vorazmente, acreditei que o mal era mesmo fome e que estava tudo bem. Nao estava. Terca feira de manha acordo com minha mae chorando no telefone, me dando a noticia de que apos ter sido internado pra tomar soro, a insuficiencia renal causada nele pela velhice, tinha levado o cao maravilha de nos. Minhas voltas pra Jau acabam de ficar mais tristes, mas agora olho pras nuvens imaginando meu amigo babando com a lingua caindo pra fora da boca e correndo por todo lado la em cima, trepando na perna de Deus.

quinta-feira, maio 09, 2013

Ideia pra um app porco:

O jogador lança com o touchscreen diversos itens de comida (hamburguer, pizza, salada, pf, doces) em um porquinho que fica com a boca escancarada pra cima se movimentado de um lado pro outro na tela. De repente, sem aviso ou tempo certo, o jogo para. Um diabinho com um tridente sobe na tela rindo e dizendo que por cometer o pecado da gula, o porquinho sera condenado ao inferno. Uma animação mostra o porquinho sendo queimado e transformado em bacon. Quanto mais bacon a pessoa conseguir fazer, ou seja, quanto mais ela tiver alimentado o porco, mais pontos ela ganha.

terça-feira, maio 07, 2013

Espetos, zumbis, escritório, cervejas, nachos e cinema!


Ow, saudade de Jau! Fiquei 2 finais de semana em SP e já tava com saudade de voltar pra terrinha. Sai na sexta, direto do trampo pra rodoviaria e a Manda foi me buscar  de motoca quando cheguei em Jau. Pegamos o Gustmovel em casa e como ainda não tinhamos jantado decidimos parar na recem-reformada Cia do Espetinho. O cardapio esta bem mais bonito e completo agora, e os espetinhos de alcatra que comemos estavam deliciosos, fazia tempo que eu não comia tão bem.


No sabado de manhã, joguei um pouco de Walking Dead, o jogo em episódios da Telltate que apesar de ser point-and-click tem uma história realmente muito boa (valeu, Wella!). Almocei com meus pais no Zezinho, pra mim o melhor restaurante de comida de verdade de Jahu, uma pratada de pedreiro. E a tarde fui encontrar a Manda na casa dela, onde assistimos Valente, que é bem legalzinho, com uma história melhor do que eu esperava e depois tiramos nossa tipica soneca de sabado a tarde. E depois passamos "jantar" um milkshake no centro.


A noite, encontramos o pessoal no Escritório, onde tomamos dezenas de cervejas, enquanto alguns de nós evoluem pra casais de verdade, com direito a aluguel de vestido de noiva e o caralho enquanto outros evoluem pra motociclitas rs


Domingo de manhã, mais ps3, joguei um pouco de Injustice, o novo game bunito da DC, mas só o demo porque tem que ser milionário pra comprar jogo novo hoje em dia. Almocei com meus pais no Italo-Libanes, sai dar um role com o cão maravilha, fui ver a Manda, assistimos "O lado bom da vida", dormimos, fomos pro cinema assistir "Somos tão jovens", que é bem legal por relembrar uma época na qual o rock no brasil era bem mais forte, as bandas bem unidas, e tinha uma atitude mais transgressora, mas apesar de tudo isso, o filme é raso na hora de entrar na psique mesmo do Renato Russo, por isso acaba não sendo tão bom quanto o esperado.


Segunda feira uma surpresa linda: a Veri e o Victor fazem nachos a noite, bombando de sour cream!E compram heinekens!Nacho night!Parece que o fds ainda não acabou! Ficou delicioso (ver foto real abaixo):


quinta-feira, maio 02, 2013

Rei Leão, Cirque du Soleil, Game of Thrones e papos de bar


Sabado agora fui com minha família ver o musical "O rei leão" no teatro. Foi bem legal por ser bem diferente dos outros, ja que tem uma pegada mais africana (e tinha até uma africana de verdade cantando aquelas partes que ninguem entende), mas como é uma história com muitos animais, acaba ficando mais infantil, já que tem vários bonecos ou pessoas vestidas de animais, coisa que não acontece tanto em "A Bela e a Fera", por exemplo. Outro ponto negativo é que não respeitaram as mesmas letras do desenho animado, o que irrita um pouco as "crianças" como eu que sabem as letras antigas de cor. Mas no geral, é claro que é um puta show, que merecer muito ser visto. Os efeitos de pôr do sol, e o aparecimento do rosto do Mufasa nas estrelas, sem falar do rosto do Pumba, são realmente muito foda!


Domingo, continuando o programinha em familia, fomos ver Cirque du Soleil - Corteo. Depois de ter assistido ao Varekai, que era bom, mas nem tanto (kapsa), achei que não seria nada demais. Mas realmente me surpreendeu (talvez exatamente por eu não estar esperando muito). Esse show é bem mais onírico que o anterior. Tem gigantes, anões, uma anã presa a balões voando no público, fantasia clássica de cavalo, minas se dependurando em lustres e girando, malucos que fazem uma escada parecer divertida e anjos. E o figurino meio anos 60 e um personagem falando em italiano, enquanto outros dois cantam o tempo todo nessa lingua, deixa tudo ainda mais etereo. Gostei bastante, foi bem divertido e as duas horas de show passam voando. Tem o show inteiro no link abaixo, recomendo o clique num dia que você estiver quase dormindo, pra incentivar bons sonhos:


Terça-feira, véspera de feriado, fui visitar a exposição de Game of Thrones, que ta rolando aqui em SP, no shopping JK Iguatemi. Sai do trampo direto pro metro, onde encontrei o Kev e jantamos um sempre otimo Whopper no Burger King de lá. Na exposição, tem um knect com arcos e flechas pra você se sentir na batalha de fogo verde, várias roupas do figurino (as armaduras Lannister são do caralho!), armas, escudos, vídeos de produção, máscaras e é claro, um trono de ferro pra galera sentar e se sentir em Westeros. O melhor de tudo é que a HBO trouxe a exposição de graça, e ao final da visita você ainda ganha uma foto impressa de você no troninho (eu na verdade ainda dei sorte e ganhei duas, já que imprimiram minha foto 2x por engano)!


Uma coisa que sempre me perguntei, foi com quantos anos eu iria sozinho pro bar, sentaria na bancada e passaria a tarde falando com estranhos. Bom, é a idade que tenho hoje. Quarta-feira, feriado no meio da semana, sai pra comprar uma marmita no Nova Guine, porque meu irmão tinha falado que era muito boa. Enquanto eu esperava, acabei sentando pra tomar uma cerveja. Um maluco de 35 anos que tambem esperava a marmita dele perguntou se o que eu tinha dito era bom. Acabou falando tambem que era um escritor, que trabalhava com publicidade e tinha acabado de descobrir um escritor chamado Neil Gaiman. Logico que foi a deixa para eu pregar boa palavra do senhor Gaiman no homem. E acabamos emendando diversos assuntos, Alan Moore, Lowie Ck, Andre Forastieri, Patricia Reis, Seinfeld, aplicativos, estilingues (que o cara fabrica) e ateh uma historia do cara de que ja pegou a Marina Person e morou em uma tribo indigena por um ano e meio e la começou a acreditar em astrologia, pois uma noite foram pescar e ele ouviu uma deusa dos índios fazendo um som estranho acima dos barcos, tipo um som de um sopro numa garrafa. Ok, pode ter sido tudo mentira, provavelmente foi, mas foi um bom jeito de me entreter no começo da tarde e desviar minha cabeça, ao menos por algumas horas, das cobranças da vida.