quarta-feira, maio 03, 2017

São Tomé das Letras

Sexta-feira teve greve geral em São Paulo. Os ônibus e metrôs não funcionaram, então fiquei em casa trabalhando home office e a Manda não teve pacientes pra atender porque o consultório não abriu. Assim, depois de um belo dia de descanso, pegamos um táxi (nenhum uber estava disponível) até a casa do Kev ondem íamos encontrar a galera para aquela que seria a viagem mais roots de nossas vidas.Fomos em 2 carros: Ana, Raff, eu e Manda em um e Kev, Fabi e Henry no outro e em cerca de 4h, depois de uma viagem tranquila pela Fernão Dias, tendo apenas plantações de breu ao redor, chegamos cerca de meia-noite na pedregosa cidade de São Tomé das Letras.

Tínhamos combinado de ficar hospedados num hostel de um amigo do Raff, que tinha largado a vida na cidade pra virar rockstar em Santomé. Acontece que quando chegamos lá o responsável pelo lugar supostamente estava "na roça buscando lençóis pra gente". Quem passou essa informação foi um hippie maluco que tinha um terceiro olho tatuado na testa (que sonhava com o calor da Islândia, que segundo ele era mais quente que Santomé) e uma maluca de narriz partido ao meio que estavam vendo tv quando chegamos. Esperamos um pouco o suposto "responsável" chegar (mas essa palavra está longe de se aplicar a ele), mas depois de um tempão esperando acabamos só deixando mesmo nossas coisas em qualquer quarto e indo pro "roque", um local cheio de barzinhos com música ao vivo cercado de pedras, cães e malucos, onde a banda desse cara que indicou o hostel estava tocando. Compramos cervejas baratas (2 reais a long neck de Itaipava), comemos uma pizza, brincamos com os cães e exatamente as 4h20 de manhã chegamos no nosso moquifo (sério, parecia que tinham assassinado o Homem Arco-ìris no local) pra dormir, tão vencidos pelo cansaço que nem banho tomamos.

Sábado acordamos lá pelas 9h e fomos tomar café numa padoca na frente do hostel, onde pude pagar café e pão de queijo pra todo mundo gastando míseros 14 reais (sério, era um pacote gigante de pão de queijo,que sobrou até pra madruga). Depois demos uma volta pela cidade, começando pela gruta onde um branco ajudou escravos (ou índios, dependendo da lenda) que a apropriação cultural do passado transformou de Sumé em São Tomé. Depois fomos até a igreja de pedra e a famosa pirâmide, uma casa de pedra cercada por torres de pedra que supostamente fazem seu pedido acontecer assim que são derrubadas por outro turista. E o legal foi que enquanto estávamos dando um tempo ali nas pedras chegou do  nada um maluco descalço (ótimo lugar pra andar assim) tocando uma flauta e criando todo um climão élfico de Terra-Média. Esse foi o primeiro momento de magia mística do passeio.

Depois pegamos os carros e subimos até a Ladeira do Amendoim, onde é possível desligar o motor do carro, deixá-lo no ponto morto e vê-lo subir o morro sozinho. Sério mesmo, também não acreditei antes de ver pessoalmente, mas de alguma forma, isso acontece. Segundo a lenda, porque o magnetismo da Terra neste ponto é muito forte e dizem que ali é ponto de energia de um dos chakras do planeta. Ali do lado também fica a entrada pra uma gruta de 15km onde falam que está localizado um portal que leva até Machu Picchu (infelizmente, como muita gente sumiu tentando a façanha, o local está fechado atualmente). 

Demos mais uma volta pelo centro pra tomar café e comer bolinha de queijo e vimos o Ventania passando de boas pelo centro, tomamos choconhaque, compramos pingas e licores de diversos sabores e encontramos o amigo do Raff pra jantar umas pizzas. Esse cara chegou acompanhado da namorada e do...bom, do meu irmão. O cara não era só idêntico fisicamente ao meu irmão. Ele falava como ele, ria como ele, tinha os mesmos trejeitos e também tinha abandonado a vida em SP pra morar em Minas. Ele sentou bem na minha frente, me deixou em choque e passei a maior parte da janta escrevendo na cabeça o esboço de um novo conto sobre o reencontro dois irmãos que tinham deixado de se falar há muito tempo. Como eu e a Manda tínhamos deixados os celulares no hostel, tive até que arrumar um emprestado pra tirar (o que pra mim pareceu ser) discretamente uma foto do cara, porque sabia que só contando ninguém ia acreditar na semelhança. Pra se ter uma noção, mandei a foto pra minha mãe e pra minha irmã e nenhuma delas duvidou de que realmente era meu irmão. Esse foi o segundo grande momento mágico místico da viagem.

Voltamos pro nosso quarto no hostel (um novo quarto, na verdade, pro qual nos mudamos ainda sem ver o dono do lugar, que era levemente melhor e maior que o primeiro e onde pelo menos dava pra usar o banheiro - no primeiro, a tampa da privada ficava literalmente embaixo da pia, dificultando muito os trabalhos). Na verdade, o hostel era tão zuado que não fornecia nem papel (e sem o dono por ali, não tinha nem pra quem pedir) então tive que sair procurar por uma loja que vendesse. Não encontrei nenhuma, mas um bondoso vendendor de bolsas local acabou me vendendo o próprio rolo que ele tinha no banheiro dele por uma moeda de um real. Lá pela meia noite, a Manda e a Ana dormiram e eu e os demais sobreviventes saímos dar mais um rolet. Paramos num lugar pra tomar caldo de mandioca, e depois sentamos no barzinho da esquina do hostel (que ficava numa rua onde tinha um boneco do mestre dos magos do outro lado da calçada!) pra tomar umas cervejas num lugar chamado BroadUAI (e olha que se ninguém me falasse eu jamais ia entender essa piada), onde o Henry começaria a perseguir a estalajadeira.

No domingo tomamos café num lugarzinho acochegante de uma senhorinha do sul que fazia um ótimo chocolate quente e servia um bolo de nozes recheado com maçã e creme de pastel de belém. Depois pegamos os carros e fomos até a Gruta do Sobradinho. O lugar não era muito grande, mas eu que nunca tinha entrado numa gruta antes achei bem divertido. Era obrigatório usar capacete com lanterna na cabeça, tinha paredes altas, água gelada, pedras pra pular, cocô de morcego nas paredes e uma cachoeira no final. Um ótimo lugar pra um Bruce Wayne construir sua batcaverna. 
Na noite anterior, todos os casais tinham revelado os apelidos carinhosos secretos que cada um tinha dado pro seu parceiro, menos eu e a Manda. Então, só pra zuar com eles escrevemos em uma das pedras do lago que ficava ao redor da cachoeira qual era nosso apelido e só contamos isso depois que havíamos subido a montanha. Nunca pensamos que alguém seria maluco o suficiente pra descer tudo de novo só pra ver qual era o apelido. Mas é claro que o Kev tinha que ser maluco o suficiente não só pra descer, como também pra achar, tirar foto da pedra e daí em diante só me chamar desse jeito. 
Na saída da cachoeira, tinha um barzinho e uma lojinha de churrasqueiras de pedra (trouxemos uma pra ver se funciona). Lá na frente da loja, o Raff conseguiu a façanha de escorregar e derrubar cerveja na própria cara. Culpa do magnetismo da Terra, provavelmente =b.
Fizemos um piquenique por ali mesmo, com alguns lanches comprados mais cedo no mercado, bolachas e bebidas quentes. Depois, fomos pra Lagoa da Esmeralda, um lugar lindo cercado de casinhas de pedra que provavelmente seria um melhor lugar pra se mergulhar do que a própria cachoeira se tivéssemos chegado mais cedo e não estivéssemos morrendo de frio.
Na volta da lagoa, nosso carro ficou um pouco pra trás e quando chegamos no carro do Henry vimos o Kev correndo de meias, no meio da estrada, com um pedaço de árvore na mão que ele ia levar pra casa pra fazer incenso. Coisa normal que acontece sempre em São Paulo, cotidiana mesmo.

Passamos no hostel pra tomar um banho, jantamos no Bigods um xbacon maroto, alimentamos uns dogs, compramos algumas lembrancinhas e voltamos pra Ladeira do Amendoim pra ver as estrelas. E manooo do céu, que vista linda. O problema é que 7 turistas trouxas sozinhos em um lugar completamente afastado não é a melhor ideia do mundo. Muito menos se no caminho a Manda fizer o favor de ficar desenterrando histórias de assaltos de Jau ou notícias de que teve gente baleada em St Tomé na semana anterior. O silêncio dava um puta climão de filme de terror, então ficamos lá bem menos do que gostaríamos, afinal qualquer luzinha que aparecia no horizonte era um assaltante em potencial (novo conto de terror sobre grupo de amigos que se refugia de bandidos no caminho que leva até Machu Picchu em breve) e logo voltamos pro centro da cidade.
Paramos, agora com a turma toda, na BroadUAI.
Quando chegamos dois caras muito bons estavam tocando música ao vivo, mas eles tiveram que sair pouco depois porque iam abrir um show do Ventania que ia acontecer em outro local da cidade (pro qual eu queria ir, mas fui voto vencido porque o pessoal achou que a entrada custar 30 reais era caro demais). Aí duas meninas (que depois descobrimos serem esposas dos dois primeiros caras) assumiram o violão e bom, dizer que elas eram ruins seria elogio. Elas tocavam tão mal, errando e desafinando a toda hora, que em pouco tempo, cerca de umas duas músicas, o bar que antes estava lotado (a ponto de que cada casal da nossa mesa estava sendo forçado a dividir um banco de pedra), esvaziou. Uma a uma todas as pessoas foram embora, e ninguém se atrevia a entrar. Era impossível de não perceber o motivo e percebendo a tristeza na cara das minas fizemos a coisa menos sensata possível: aplaudimos. Vibramos cada vez que uma música da MPB era enforcada nas cordas de seus violões e começamos a cantar junto mais alto que elas pra que pelo menos as letras mantessem o ritmo e a concordância. Elas agradeceram e mandaram vários "caralho, vocês são foda", coisa que qualquer rockstar fala, mas que dificilmente é de coração, mas que dessa vez não restava dúvidas de que era. Logo o show se transformou num acústico, elas desligaram as caixas de som e sentaram ao lado da mesa maior pra qual havíamos nos mudado. Desenrolamos a situação.

Como o Raff fez questão de dizer (e obviamente zoei ele muito na hora por isso), "nós entendemos, também somos artistas". Ainda que cada um a seu modo, todo mundo sabia o que era ser desaprovado. E ser plateia cativa praquela dupla, por mais que lhes faltasse um pingo de talento, fazia muito bem pra alma.
De Pearl Jam a Carcará, com direito a muito Belchior (que havia falecido na noite anterior), transformamos uma catástrofe em uma das noites mais divertidas que já tivemos num boteco. Tomamos cerveja barata, garrafas e mais garrafas de pinga com mel e a estalajadeira foi literalmente colher limão do pé pra caipirinha que a Amanda tinha pedido. Foi emocionante, e a letra de "A Palo Seco" fez mais sentido do que nunca naquele momento...
"E eu quero é que esse canto torto 
Feito faca, corte a carne de vocês 
E eu quero é que esse canto torto 
Feito faca, corte a carne de vocês.."
E nessa hora aconteceu o terceiro momento mágico místico da viagem. Um cara que trabalhava comigo tinha tatuado no braço a frase "Meu coração é como um bar vazio tocando Belchior". Sempre achei incrível o quanto se podia dizer com uma única frase. E de repente, eu e meus amigos tínhamos ido parar dentro daquela tatuagem. Pouco depois, o bar começou a encher novamente. Com ainda mais gente do que tinha antes. Foi show, literalmente. Nessa altura da viagem, obviamente eu já era reconhecido como aquele que mais se importava com coisas banais como higiene e limpeza. Por isso, na madrugada, acordei com o Kev tentando jogar um cachorro de rua em cima da cama onde eu estava dormindo com a Manda (o que só não aconteceu por que o Raff, com quem eu dividia o quarto não deixou). E o mais legal foi que no dia seguinte, quando eu comentei da cena com a Manda, ela me disse que na cabeça dela tinha sido só um sonho.

Na segunda-feira, acordamos cedo, tomamos café mais uma vez nas senhorinhas pseudo-portuguesas do Rio Grande do Sul e descobrimos que o "amigo" do Raff tinha falado que ele podia dar carona pra uma menina até São Paulo. Fora o fato de que a viagem ficaria muito menos confortável em 5, a tal amiga não era exatamente uma pessoa qualquer. Ela estava de mudança pra Bolívia, levando apenas vinte reais no bolso e o Diggerydoo e o Carron que usa pra fazer o que ela mesma definiu como "tecno orgânico". Ou seja, tava cheia de tralha, não tinha grana pra ajudar na carona e o instrumento ainda estava fedendo mijo (Ela: "Meu gato mijou na minha manta ontem a noite". Eu "Ah, e tá la atrás a manta? No porta-malas?" Ela só fez que não com a cabeça e apontou pro instrumento ao meu lado).
Assim, depois de 4 longas horas em uma viagem de vidros abertos, finalmente chegamos em São Paulo. Prontos pra tomar os banhos mais longos de nossas vidas e lavar nossas roupas até o nível subatômico. 
Foi rootz. Rootz pra caralho. Muito mais do que eu sequer poderia imaginar (tanto que a Manda não quer mais nem que essa palavra seja pronunciada em casa). Mas eu não posso reclamar. Vou ficar apenas com as lembranças boas e são perrengues assim que geram boas histórias. E se tem uma coisa que eu gosto é de viver boas histórias. Do tipo que nenhum hotel de luxo seria capaz de oferecer.

segunda-feira, abril 24, 2017

Toda sexta é sábado :)

"A liberdade guiando o povo" de Eugene Delacroix
Ah, esses feriados vão nos deixar mal-acostumados! É tão bom ter esse diazinho a mais pra descansar no meio da semana. Mais uma vez, quinta virou sexta. E eu e a Manda já comemoramos a chegada da nova folga com algumas cervejas e uma torta da Helpie (que é realmente boa) de carne de panela na cerveja com cheddar inglês. Na sexta de manhã, li muito (principalmente contos do Alerta de Risco e alguns estudos), almoçamos dogs e a tarde fomos assistir Ghost in the Shell (visualmente impecável) no cinema do Top Center. Voltamos caminhando e ainda paramos no Petz pra dar um olá pros catioros, ratíneos e porquíneos da índia. A noite, terminei Ryse: Son of Rome, joguinho muito bom (e lindo graficamente) e assisti o filme Frank, que tem uma mensagem muito boa sobre fama, sucesso e principalmente loucura.

No sábado, passei  na Zuzu pela manhã (afinal nossa geladeira estava precisando de uma reabastecida), ajudei a Manda a dar uma geral na casa e perto do meio da tarde meus pais passaram em casa pra nos dar uma carona até o teatro, onde assistimos "Os Miseráveis", uma peça clássica em uma adptação extremamente moderna (os cenários digitais são um show a parte), com quase 3h de duração. De nossos assentos longe do palco, parecia até que a iluminação amarelada era de propósito pra parecer que estávamos vendo pinturas de Delacroix em movimento, algo realmente impressionante. O próprio teatro estava iluminado com as cores da bandeira da França, destacando ainda mais sua beleza bem no centro de São Paulo. 
Saindo de lá, fomos pra casa encontrar os V´s, trocar ovos de páscoa (achei que ia ficar sem a nova versão do "Surpresa" e suas figurinhas de dinossauro, mas minha irmã salvou minha coleção), comer calzones gigantes e jogar o recém-baixado FIFA 17 (valeu, EA Access!) com o cunhado (já que agora tenho 2 controles, sucesso!).
No domingo, acordei cedo, tomei um café com a Manda, li mais um pouco e joguei mais umas horinhas da segunda temporada do game point-and-click de Walkind Dead. Na hora do almoço, meus pais passaram buscar a gente pra um ótimo almoço recheado de torradas de alho e um parmegianna diferentão na Osteria Generale. Tirei uma soneca a tarde, assisti o novo filme do Tarzan, joguei mais um pouco, li mais ainda e logo o feriado terminou. Ao menos dessa vez, sem o trânsito de volta pra casa. :)

segunda-feira, abril 17, 2017

Feliz Páscoa!

Quinta saí do trabalho direto pra Barra Funda, onde peguei uma minha carona de volta de van, deitado em quatro bancos, relembrando as saudosas viagens pra ITE em Bauru. Estava trânsito, mas a viagem passou rapidão. Quando cheguei, meus pais foram me buscar  no McDonalds e comemos pizza com cerveja, enquanto colocávamos o papo em dia. Na sexta-feira santa de manhã, li um pouco (Mundo Pet do mestre e Negócios de Família, do Aranha), meu pai cozinhou sua já tradicional moqueca de cação pro almoço, assisti um pouco de Star trek (TOS, desenho e TNG) e lá pelo final da tarde passei na casa da vó da Manda, onde desenhei uns gatinhos pra Manu pintar, levei o PS3 pra jogar umas lutinhas de Marvel vs Capcom e Injustice contra o Marcelinho e depois eu e Manda saímos com o primo dela e a namorada pra jantar no Ponto da Pizza (antigo Salomé). Éramos as únicas pessoas a la carte em um mundo de rodízio, e passaram oferecendo nossa pizza em outra mesa por engano. Mas o tratamento foi realmente bom, se desculparam na hora e ainda ganhamos uma pizza de sorvete de sobremesa. Voltei pra casa cedo, a tempo de ainda tomar um vinho e comer algumas azeitonas com meus pais.
No sábado, teve até bolachinha de nata descongelada com geleias de morango e maracujá na hora do café da manhã. Depois, saí dar uma volta no centro com minha mãe pra gente passar na banca (sempre um ponto turístico indispensável, não importa onde eu esteja), na Casa do Chocolate (pra buscar os ovos de páscoa) e no Chico Mineiro (onde eu queria provar o queijo do festival Saul Galvão). Chegamos em casa na hora do almoço, e meu pai já começava a testar uma nova receita: bacalhoada! Agora finalmente os Picagova tem bacalhau na semana santa, valeu receitas de internet! Almoçamos, assistimos "Conexão Escobar", um filme muito bom na Netflix, tirei um cochilo, li um pouco e depois abrimos o queijo trufado (que era bom, mas estava muito longe da imagem divulgada no jornal) na hora da janta. Depois de petiscar, passei buscar a Manda pra gente comer mais um pouco de queijo (dessa vez foundue) no Gustinho, onde ficamos botando a conversa em dia (voltar uma vez por mês da bastante matéria pra isso) e provando cada garrafa de bebida que ele surrupiou do frigo bar em sua viagem totalmente-inclusiva à Punta Cana. 
Domingo eu acordei pouco antes das 11h, e a primeira coisa que fiz foi sair pra ler um pouco de Sherlock Holmes, do lado de fora da casa pra ler um pouco. Meus pais não perceram que eu estava acordado e me trancaram pra fora, na prisão mais confortável do mundo: meu quarto (que agora inclui até mesmo um pôster autografado pelo mestre dos mestres dos mestres e é o cameo cinematográfico em pessoa). Quando eles chegaram, fui libertado e pude sair buscar a Manda pro nosso almoço de páscoa, que tinha tanto ovo recheado que estava difícil escolher qual sabor provar (obviamente sobrando muuuita coisa pra gente trazer pra SP). Depois passamos no terrritório, deixei a Manda na vó dela, dormi um pouco e assisti mais um filminho com meus pais, "A concubina do imperador", uma interessante versão de koreana de Game of Thrones. Tomei um banho, saí buscar a Manda e pegar uns lanches de vaca perto do museu. Jantamos com meus pais (não sobrando espaço nem pra sobremesa) e pouco depois eles nos deixaram no McDonalds (que aparentemente funciona como portal pra fora da cidade), onde encontraríamos o Edu pra nossa carona de volta pra São Paulo. E que venham os próximos feriados!

segunda-feira, abril 10, 2017

São Paulo...di boua...

Esse final de semana basicamente descansamos. Sexta só tomei uma Bear Beer com parmesão, e assisti um pouco da última temporada de Sherlock com a Manda. No sábado, comecei a colocar a leitura em dia (afinal, na semana anterior mal tive tempo de ler qualquer coisa) e no almoço pegamos um bus pra finalmente a Mandalena comer no Wendy´s do Brasil. Ela pirou nesse fast food na nossa viagem pros EUA ano passado, mas como fica extremamente longe de casa levamos uma cota pra conhecer o restaurante da franquia que abriu em São Paulo. O bom foi que, enquanto durante a semana existem filas de 40min de espera, chegamos, pedimos, sentamos e em pouquíssimo tempo já estávamos com nossos baconators quadrados (porque segundo a política da empresa é desperdício se livrar das bordas da carne) em mãos. Alimentados, voltamos pra casa, tiramos uma soneca, joguei um pouco de Ryse: Son of Rome e SW: Force Unleashed (já que no final de semana passado zerei o excelente Mass Effect 3), depois a Manda fez umas batidas de maracujá com morango e fechamos a noite terminando não só as aventuras do Sr. Holmes, como também a primeira temporada de Legion (que me impressionou absurdamente, e olha que eu jurava que não ia assistir essa série quando sairam as primeiras sinopses) e o filminho longa-metragem dos Angry Birds.
No domingo de manhã, só pra inserir um programinha cultural na agenda, pegamos um uber pool pro Museu do Futebol. Ok, todo mundo sabe que não sou o maior fã de futebol do mundo, mas o lugar é realmente divertido, é lindo esteticamente (nota "mental": preciso escrever um conto que se passe ali, principalmente na "área do grito das torcidas") e tem várias tecnologias interativas com as quais os visitantes podem interagir. Além disso, é um ponto turísitco da cidade que eu nunca havia visitado, e sempre fiquei na curiosidade do que teria lá dentro. E ainda demos sorte, porque no dia a entrada era gratuita e ainda tava rolando uma exposição especial da ESPN sobre a Premier League. com várias camisas autografadas por jogadores famosos e o troféu do campeonato no primeiro piso. Voltamos pra casa caminhando, fizemos uma paradinha providencial no Boulevard pra pegar donuts (d´oh!) e queimei um hamburger caseiro pro almoço. A tarde, mais leitura, caipiríneas, jogatina, muito descanso e netflix!


terça-feira, abril 04, 2017

Sampa, música, comida & consumo

Quarta-feira, eu e a Manda fomos assistir Rent no teatro frei Caneca, um musical da broadway que achei meio sem querer há alguns anos atrás no Telecine, que tem uma pegada Nova York anos 90 que é basicamente a São Paulo em que vivemos hoje e tem umas músicas bem legais (uma amostra no vídeo abaixo).

No dia seguinte, uma tia dela veio com o marido pra passar o final de semana com a gente aqui em São Paulo. Eles chegaram na quinta a noite e na sexta, quando cheguei do trabalho, já estavam cheios de compras da feirinha da madrugada, da Daiso e da 25. Saímos comer um lanche no Paulista Burger e mostrar pra eles toda a diversidade, pobreza, sorvete do Bologna e tudo aquilo que só a Rua Augusta pode oferecer.
Sábado de manhã, fui com o tio Ilha na Santa Efigênia porque ele queria comprar um novo "chupa-cabra" pra sua tv. Acabei aproveitando e comprando um novo controle de xbox e conhecendo diversas novas opções felinas de televisão (inclusive algumas que nem precisam mais de antena). Na hora do almoço,pegamos um taxi pro mercadão onde almoçamos pasteis e lanches de mortadela e encontramos por lá outra amiga da Manda. Depois, paramos em uma barraquinha, provamos (e logo em seguida) compramos amoras, framboesas, lixias e morangos. Voltando pra casa, dei uma cochilada enquanto a Manda e a Fernanda saíram novamente pra rua pra conhecer mais um shopping (sério, eles voltaram com tantas compras que levaram uma mala emprestada e ainda tiveram que levar várias sacolas na mão =b). Quando acordei, pedimos uma tradicional pizza da Bela Antonia e aproveitei que agora tinha 2 controles pra desafiar o William num fifinha e jogar horas e horas de Killer Instinct.
No domingo acordamos tarde, tomamos café e logo partimos pro shopping Bourbon, que estava lotado de bibetes porque ia ter show do Justin Bieber ali perto mais tarde. Almocei temaki e me excedi na sobremesa: sushi de nutella. Na hora, o sabor estava incrível e acreditei de coração que tudo realmente poderia combinar com nutella, até arroz. Obviamente, eu estava errado e o universo me cobraria por isso em breve.
As 15h, fomos assistir Peter Pan, uma peça com dezenas de atores, cenário interativo e tudo mais, mas que pecou justamente nas músicas, que poderiam ser mais numerosas e depender menos dos talentos de atores mirins ainda em formação (os protagonistas eram um moleque do Carrossel e uma menina do The Voice). Ainda assim, foi um programa divertido. Pegamos um uber de volta pra casa, e logo as visitas já arrumavam suas malas e chamavam um transporte até a rodoviária. Depois de uma faxina de rotina, fechamos com uma maravilhosa caipirinha caseira de amoraO problema era que, enquanto isso, uma bomba de salmão e nutella se formava dentro de mim...

quinta-feira, março 30, 2017

A biblioteca secreta

Ultimamente eu almoço sempre sozinho. Por um lado é triste porque não tenho mais com quem conversar nem alguém pra me acompanhar numa partida de Fifa no xbox das Americanas. Por outro, foi isso que me permitiu encontrar a biblioteca secreta. Ela é incrível, mas não tem endereço fixo. As vezes está escondida em uma loja, as vezes em outra. Algumas vezes no Morumbi, outras no Mkt Place. E você não enxerga seus corredores se focar sua atenção nos produtos das prateleiras ou nas pessoas ao seu redor. Mas se olhar com atenção, vai encontrá-la por todos os lados escondida bem à vista de todo mundo. Ela sempre vai ter uma poltrona confortável com iluminação perfeita te esperando. O livro que você procura vai estar localizado na prateleira localizada exatamente ao lado de sua poltrona. E assim que você começa sua leitura, se torna invisível tanto para os atendentes e vendedores quanto para qualquer outro visitante da loja. True story. 

segunda-feira, março 27, 2017

Lasanha, um clássico da era 16 bits!

Quinta-feira, eu e a Manda fizemos mais uma rodada de hamburguer em casa e dessa vez convidamos minha irmã e meu cunhado pra nos acompanharem. De quebra, ganhamos deles, que acabavam de voltar da Africa, umas hqs de soweto e uns chocolates de amarula. Na sexta, voltamos com eles pra Jau, onde meus pais nos esperavam com lanches do rospinho, cervejas e os clássicos bolo de banana e bolachas de nata (!), a maior raridade do repertório culinário la de casa (muito por conta da dificuldade de se conseguir nata hoje em dia).
No sábado, depois de passar a manhã correndo com a Manda atrás de preparativos pro grande dia, tirei o pó do Super Nintendo, que pra minha felicidade, ainda funciona! Assim, depois de almoçar a maravilhosa lasanha da minha mãe (meu prato caseiro favorito), passei a maior parte da tarde jogando Super Mario World com meu cunhado, Top Gear e Killer Instinct com os V´s.
Li um pouco (Spirit do Eisner e Donald do Carl Barks), cochilei e a noite a sista convidou umas amigas em casa e fez jantar mexicano pra todo mundo (sucesso!). Em seguida, saí buscar a Manda e encontrar o Gustinho (não somos parentes nem dupla sertaneja) e sua mulher no Armazém pra umas cervejas. A manda não tinha jantado e pediu uma costela por lá,  eu aproveitei pra provar e estava realmente incrível, desfiando mais que gibi velho guardado fora do plástico.
Domingo, já que esse estava sendo um fds extremamente saudosista, depois de tomar café com bolachinhas de nata, assisti um pouco de Buffy na Netflix (sim, continua bom) e percebi que pra me convencer a gostar de algo é só botar um rock n´roll fodão na abertura. Tipo aquele do desenho dos X-Men dos anos 90 ou dos Power Rangers (aliás, sabia que o mesmo cara compôs essas duas aberturas?). Almoçamos peru com sobras do sábado, jogamos mais um pouco de snes, levei a Manda tomar açaí no centro e ainda ganhei uns discos e um boneco do Batman que sobraram de uma faxina que a vó dela tava fazendo nas "velharias" (também chamadas de "preciosidades pelas pessoas certas). Voltando pra casa, tomamos o café da tarde com meus pais e logo seguimos viagem pra São Paulo :)

quarta-feira, março 22, 2017

Relatório de rotina - 1o trimestre de 2017

REATE PROCEDURE
  Withdraw                             /* Routine name */
  (parameter_amount DECIMAL(6,2),     /* Parameter list */
  parameter_teller_id INTEGER,
  parameter_customer_id INTEGER)
  MODIFIES SQL DATA                   /* Data access clause */
  BEGIN ATOMIC                        /* Routine body */
    UPDATE Customers
        SET balance = balance - parameter_amount
        WHERE customer_id = parameter_customer_id;
    UPDATE Tellers
        SET cash_on_hand = cash_on_hand + parameter_amount
        WHERE teller_id = parameter_teller_id;
    INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount); 
De vez em quando eu gosto de viajar pro passado usando o blog. Só pra lembrar como minha rotina costuma mudar ao longo do tempo e colocar a vida em perspectiva (e pensar que um dia a vida era só estudar de manhã em Bauru e fazer academia no Jahu Clube a tarde rs). Então, pra não perder o costume, lá vai mais uma...
Atualmente eu acordo, tomo leite ou café, lavo a louça da janta do dia anterior, leio alguma HQ, tomo banho, vou pro trabalho ouvindo um podcast (os meus favoritos atualmente são o Scriptnotes, o Pouco Pixel e o Radiolab) e jogando alguma coisa no celular (no momento, Zelda: The Minish Cap). 
Chego no trabalho 1h depois, respondo e-mails, preencho alguns relatórios ou participo de alguma reunião, almoço comida trazida de casa ou fast food no shopping (recentemente abriram um Taco Bell no Morumbi, um dos meus fast foods americanos favoritos). Depois, saio dar uma volta (que sempre inclui um rolet nas lojas Americanas) e paro dar uma lida em alguma coisa (geralmente HQ) em alguma das livrarias que me cercam: Saraiva, Cultura ou Fnac. 
Volto do shopping Morumbi ou do Market Place e tomo um café, trabalho mais um pouco, entrego ppts e planilhas, envio alertas, escrevo coisas (com sorte paro pra mais um café lá pelas 17h) e as sete horas desligo o computador e pego o trem de volta pra casa. Nesse trajeto, mais um pouco de podcast e jogatina. 
Chegando em casa, corro na esteira por 20min enquanto assisto alguma coisa na Netflix (atualmente, o anime dos anos 90 de Street Fighter). Janto alguma coisa com a Manda (um lanche, uma torta de frango ou algo mais elaborado que ela prepare), e colocamos o papo em dia. 
Depois assistimos algo juntos (tipo Modern Family), até inevitavelmente ela pegar no sono (tipo, muito cedo, tipo 21h30,22h) e ir dormir. Aí, ligo o xbox e fico jogando alguma coisa até pegar no sono e ir pra cama.  

 INSERT INTO Transactions VALUES (
        parameter_customer_id,
        parameter_teller_id,
        parameter_amount);
  END;

segunda-feira, março 20, 2017

Finais de semana são...como uma canção...

Sexta-feira fiquei de boa em casa, só curtindo um Punho de Ferro (que apesar de kapsa, definitivamente não é tão ruim quanto a crítica dos SWJ tenta vender). Sábado dormi até o mais tarde que pude, tomei um café com a Manda e bolinho, comecei a ler "Alerta de Risco" do Gaiman (e devorei 100 páginas em um único dia), joguei um pouco de ME3 e tirei mais um cochilo. Só saí de casa pra comprar um pastel e umas cervejas, tudo porque estava com medo de ficar com sono durante o show do Matanza que começaria só as 2h da manhã. Desde a faculdade de direito, quando o Doryni me apresentou a banda que a gente tenta marcar de ir junto num show, mas demorou uns 10 anos pra gente conseguir essa façanha (a última vez que fui num show na banda, foi há sete anos atrás, em uma segunda-feira com o pessoal do Mackenzie). As 22h ele colou em casa, onde tomamos umas cervejas e caipiríneas de banana e morango da Manda, depois nós três pegamos um uber até o local do evento. Chegando lá, compramos umas cervejas verdes (afinal, tinha sido St. Patrick´s Day no dia anterior). O térreo tava lotado, impossível de andar e parte das escadas já estava até pintada de vômito. Felizmente, com um pouco de amalandragem, demos perdido em um segurança desatento e conseguimos subir pra área vip de onde conseguimos curtir perfeitamente o show (e de quebra, descolamos até um open bar na faixa). O show foi simplesmente do caralho, com os caras já mandando um "bom é quando faz mal" logo no comecinho e fechando com "Ela roubou meu caminhão" (só faltou mesmo "Santa Madres Cassino" pra terem tocado todas as minhas músicas favoritas). E fiquei com medo a toa, passei longe de ficar com sono! Durei o show todo pulando e cantando e quando acabou eu ainda queria mais. Saí de lá me sentindo mais jovem do que nunca, é incrível o quanto um bom show de rock pode fazer de bem pra alma!
No domingo, acordamos tarde e assim que o Gui foi embora (ele saiu tão maluco do show que acabou dormindo em casa), eu e a Manda subimos pro shopping pra almoçar um Bk e assistir "A Bela e a Fera" no cinema. 
As animações da Disney sempre tiveram uma presença muito forte em casa quando eu era criança (minhas tias costumavam dar pra mim e meus irmãos todas as fitas de vídeos sempre que saía um novo lançamento). E "A Bela e a Fera" esse com certeza foi um títulos que eu mais assiti na vida (e inclusive reasisti assim que, junto com a família toda, fui assistir à sua adaptação no teatro, uma das primeiras grandes peças que fomos ver).Assim, foi cantarolando as versões em português das músicas que as 2h de filme passaram voando. Uma releitura simplesmente perfeita do desenho, que conseguiu adaptar com maestria toda a emoção do filme original (a Manda chorou mais de uma vez, e eu admito que tive que segurar o suor de escorrer de meus olhos em alguns momentos). Além disso, foi legal enxergar com a luneta do tempo o quanto algumas coisas acabaram influenciando completamente eu e meus irmãos. Por mais diferentes que sejamos, nós três adoramos uma boa biblioteca (como aquela do castelo da Fera) e "quisemos mais que a vida no interiorrrrr..." (favor ler cantando como a Bela) ♩ ♪ ♫ ♬ 

sexta-feira, março 17, 2017

O velho e a caneta

Os livros mais vendidos em 2016 foram "escritos" por youtubers. No ano anterior, quem sustentou a indústria foram os livros de colorir. A Fnac ameçou sair do país. Uma das maiores redes de livraria acha que o Brasil não dá mais lucro.
O recado é simples: ninguém lê.
Os livros dos youtubers tem supostas biografias de pessoas de 20 anos, letras gigantescas, ilustrações e quase pouco ou nenhum conteúdo. Quem compra é criança fã que quer autógrafo. Os livros de colorir então,não preciso nem comentar, né?
Poderíamos até tentar justificar essa queda nas vendas de livros com a crise, dizer que as pessoas abriram mão desse tipo de entretenimento por falta de dinheiro, mas o problema está muito além disso.
A verdade é que a maioria dos brasileiros tem preguiça de ler. Não conseguem nem sentar pra ler míseras 2h de legendas no cinema. Como pedir pra alguém assim se dedicar dezenas desse tempo para terminar uma única história?
Outro item em escassez ultimamente é o tempo. Pra abrir um livro, você precisa desligar o videogame, esquecer da Netflix, fechar todas as abas do seu navegador e redes sociais abertas no telefone. 
Como se não bastasse, os livros são um entretenimento caro. Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, um lançamento em edição de bolso é vendido a 7 dólares, no Brasil um livro novo já chega com capa dura, custando na faixa dos 50 reais. 
Fora tudo isso, ler é uma atividade que se faz sozinho. Precisa de iluminação e silêncio. Duas coisas que a maioria das pessoas teme mais do que filme legendado.
É simplesmente pedir demais: dinheiro, tempo e compromisso.
Ainda assim, continuo firme e forte em busca do sonho. Mais do que nunca talvez. Simplesmente porque escrever é algo que faz com que eu me sinta bem. Me alegra e me da orgulho. 
Não sei se algum dia algúem vai ter tempo pra me ler, mas não importa. 
Até lá, seguirei escrevendo...escrevendo...escrevendo...e esperando ansiosamente por um pulso eletromagnético que transforme todos os televisores, videogames e smartphones em pesos de papel.

terça-feira, março 14, 2017

"Você que trouxe a chuva"

Essa foi uma semana agitada. Na quarta-feira, dia da mulher, eu e a Manda fizemos uns hamburgers gourmet na churrasqueira (com muito gorgonzola), que ficaram incríveis. Na quinta, fomos juntos encontrar o Crau no Center 3, onde comemos uns baldes de frango do KFC e pegamos uns donuts pro café da manhã. Na sexta, voltamos com o Ale de carona pra Jau, onde meus pais me esperavam com um suco natural (tão raro pra mim hoje em dia quanto um pokemon lendário) e uma pizza de aliche pra gente colocar a conversa em dia. 
Sábado comecei a ler a incrívei biografia do Stan Lee em quadrinhos (que eu ganhei do cunhado no natal), fui almoçar com meus pais no Zezinho e enquanto a chuva literalmente derrubava a cidade (e sem querer eu deixava meus pais pra fora, porque eles haviam saído sem chave ou celular pra ir no mercado), encontrei o Guto pra umas cervejas extremamente baratas no Viracopos (R$ 6,75 o litrão, e sim, estamos em 2017). A chuva arrancou árvores e destruiu telhados, de maneira realmente assombrosa e dessa vez eu pude conferir de perto tudo o que aconteceu na cidade e não só através de fotos no Facebook.
A noite, passei buscar a Manda e fomos comer um maravilho hamburgustinho. Se eu já me senti gourmet só de comprar uma carne de angus de 200g, o Gustinho já é um mestre hamburgueiro de verdade, moendo a própria carne e fazendo seus blends. Sua última invenção de pura alcatra não superou o blend de picanha, costela e coentro da visita anterior, mas ainda assim estava incrível. Tomamos muitas cervejas até as 3h da manhã (se fosse um buteco, teríamos sido a última mesa) e ainda comemos brigadeiro de nutella e leite ninho na saideira. 
Domingo terminei de ler a biografia do velho Stanley, e saí almoçar com meus pais o melhor prato do Ìtalo-libanes: badejo a indiana! Não sei se já comentei por aqui, mas esse restaurante tem simplesmente a mais completa entrada de todos os tempos e um garçom que é o maior fã do meu pai, e sempre faz questão de nos servir muito bem, em meio as suas histórias. Voltando pra casa, li um pouco sobre os irmãos Dupont (outra coisa incrível que vem acontecendo há algum tempo mas acho que ainda não comentei por aqui: minha mãe atualmente talvez seja até mais fã do Tintin que eu! ela ficou fascinada pelo personagem quando visitou a Bélgica e agora tem estudado com afinco as criações e personagens de Hergé e colecionado suas miniaturas). É sensacional ver outro membro da família dividindo meu amor pelos quadrinhos! A tarde, saí tomar um açaí com a Manda, assisti as aulas de "como desenhar no estilo Marvel" do Stan Lee (que há 30 anos atrás, já era bem velho) e logo chegou a hora de pegar a carona de volta pra São Paulo, onde fechei o fds assistindo o excelente novo anime em CGI de Gantz.

terça-feira, março 07, 2017

Uma vida feita de amigos, cinema e hamburger

Sexta-feira, com a geladeira vazia depois da viagem pra praia e tendo que descolar algo pra comer no trabalho, recebi um providencial email do uber me lembrando que era o último dia pra usar o desconto de R$35 que eles tinham dado pra testar o novo serviço de entrega deles chamado Uber Eats. Assim, sem gastar um centavo acabei almoçando um maravilhoso hambuguer da Burgy que tem o singelo nome "pé na jaca". Sucesso!
A noite, pra completar, fiz um lanche caseiro de gorgonzola, cebola em conserva (nova especialidade da Manda) e tomate, que ficou simplesmente perfeito. Tomamos batida de banana (outra novidade da chef Mandalena) e assistimos o último Piratas do Caribe.
Pra compensar, no sábado nem almocei. Li umas hqs, fui com a Manda até a Vovó repor a geladeira, corri na esteira e tomamos café ao meio-dia. Depois, fugindo dos bloquinhos que desciam a Augusta, pegamos um metro até a casa do Kevin, que tava promovendo o primeiro grande churrasco/encontro mackenzista de 2017. Sempre bom rever a galera, descobrir que Raff agora faz cosplay do Thails, tirar fotos em turma com o Rouda enquanto ele dormia, fazer poses de Power Ranger, tomar umas cervejas e comer umas carnes.
No domingo, a chef da casa continuou tentando novas receitas e fez um arroz amarelo com frango (kapsa, literalmente, a receita de kapsa é bem parecida), li bastante, continuei explorando o maravilhoso mundo de Mass Effect 3 e a tardezinha saímos pro shopping pra assistir LOGAN, um filmão da porra que superou até mesmo minhas expectativas, que já estavam lá em cima depois daquele clipe massavei ao som de Johnny Cash (depois fui descobrir que o diretor do filme é o mesmo de Johnny & June, aí isso fez ainda mais sentido). Fomos no cinema do shopping Frei Caneca e jantamos uns whoppers e nuggets no BK por lá mesmo, já que era a única coisa aberta quando saímos do filme.
Na segunda de manhã, tive que passar no banco reclamar de uma assinatura de sky que estava sendo cobrada há meses sem que eu jamais tivesse assinado, autorizado e muito menos recebido o serviço. O legal foi que no caminho, tinha uma loja vendendo bolinhos da casa suíça. 3 por 10 reais. Isso significa que quando cheguei no banco e tive que tirar as coisas da mochila pra poder passar pela porta giratória, tive que começar a tirar como um maluco os SEIS bolinhos que eu trazia comigo. A noite, saí tomar umas cervejas com o Crau, um amigo de Bauru que está por aqui essa semana fazendo um treinamento. Passamos na Geek, sentamos no Ibotirama pra botar o papo em dia e fechamos com um maravilhoso burger gourmet da Paulista Burger, que apesar de sempre estar em meu caminho, eu fiz a besteira de nunca ter provado antes. :)

sexta-feira, março 03, 2017

De volta à terra do Senhor Pássaro

Pelos meus cálculos, eu não vou pro Guarujá desde 2006, quando viajei pra lá com minha família. Mas ainda posso me lembrar nitidamente de todas as vezes que fomos pra lá muito antes disso, quando éramos ainda mais jovens. De não conseguir mijar no mar e andar até o Shopping, de comer cação na barraca da Estelita, de fazer compras na Sideplay, de visitar o Aquário e de ir até São Vicente comprar bombas de chocolate. Teve até uma vez em que o Frodo estava em Santos e passou lá me visitar e se você visitar meu quarto verá um dragão que foi comprado numa feirinha dali.A cidade sempre foi ponto de parada obrigatória em nossas férias de família. Minha tia Fatima tinha um namorado que tinha um apartamento na marina (todo decorado com navios, cabeças de piratas e nós), então nunca faltava lugar pra ficar.
Nesse carnaval, mais de uma década depois da última visita, voltei pro Guarujá (que na minha cabeça era do tamanho de São Paulo, mas descobri na verdade sem bem menor).Fomos, eu, ela, a irmã, a tia e o marido, a priminha, o primo juvenil do Funk e o primo mais velho com a namorada e uma amiga dela.
Pegamos um bus na madrugada da sexta-feira, chegamos de madrugada e ficamos em um apartamento grande a poucos metros da pria de Pitangueiras, a uns três quarteirões de distância do shopping de minhas memórias. 
Comida não era uma preocupação. A Manda passou alguns dias antes na Vovó e nos abasteceu com quilos e mais quilos de queijos, frios, doguinhos e azeitonas pra gente levar como porção e a família dela ja tinha providenciado as cervejas.
Assim que acordamos no dia seguinte, a priminha dela zoou meu cabelo quando cheguei pro café da manhã "nossa, que acabado"..."uma escova resolve isso aí") e em seguida pegamos nosso guarda-sol e fomos pra praia, que era tão superpopulosa quanto eu me lembrava. Muitas cervejas e porções depois, voltamos pro apartamento, tiramos uma soneca de praia e depois saímos dar uma volta no calçadão. Jantamos macarrodana e depois tomamos suco no Bagaço do shopping (onde a priminha dela, de apenas 7 anos, usou um golpe pra ficar com o suco bifásico mais bonito, que originalmente era da Manda, insistindo que o dela mesmo tinha vindo errado).
No dia seguinte, fui até o mercado comprar mais algumas latas de cerveja e optando por uma Proibida. Péssima escolha, a cerveja mais forte do que as Sub-zeros que estávamos consumindo no dia anterior me derrubaram, fizeram com que eu brigasse com a areia, dançasse muito "Oh o Gaizzz" no mar, quase perdesse meu chinelo e criasse o novo meme "cai fora". A noite, depois da soneca de recuperação, jantamos um strogonof maravilhoso da tia dela e saímos só pra comer um churros de nutella e voltamos pro ape.
Na segunda feira, passamos mais um bom dia de sol na praia, tomando cervejas, comendo espetinhos de camarão e pulando ondas. A tarde, o tio dela fez um peixe recheado de batatas sensacional (e praticamente só pra mim, já que a maioria das pessoas da família dela não comem nada marinho). A noite, saímos com os primos dela em busca de algum bloquinho (que não encontramos), e acabamos só bebendo umas cervejas no calçadão mesmo.
Terça-feira eu já estava cansado de cervejas, então investi em caipirinhas de maracujá e de cerveja e amendoins. Ficamos até tarde porque era o último dia, então foi quando mais queimamos. Só voltamos pro apto no final da tarde, depois um pouco de soneca e mais uma voltinha pelo centro, dessa vez pra tomar um sorvete Jundiá.
Quarta de manhã, o primo dela nos deu uma carona até a rodoviária e pegamos o ônibus de volta pra SP (é incrível com que frequencia esquecemos o quanto moramos perto da praia) e na hora do almoço já estávamos chegando em casa, prontos pra passar o restinho do feriado relaxando em casa, curtindo uma Foxplay, um videogame e um açaí.
PS: Segundo nossos estudiosos e cientistas (Wikipédia rs) a palavra Guarujá significa “senhor pássaro” ou "senhor dos pássaros", através da junção dos termos tupis gûyrá (“pássaro”) e îara (“senhor”).

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Sem energia pra nada

Terça-feira saí do metrô pronto pra botar um anime de Street Fighter pra rolar e correr na esteira. Mas antes de chegar na biblioteca Mário de Andrade, já dava pra notar que algo estranho estava acontecendo com a cidade: estava tudo escuro. Buzinas, semáforos desligados, gente demais nas ruas. Um pedaço de São Paulo se encontrava sem luz, tipo num cenário pós-apocalíptico.
Caminhei até meu apartamento e o porteiro avisou que o bairro estava sem luz desde as 17h, mas que haviam prometido um retorno pras 20h.
As 20h30, nada da luz voltar. A manda chegou do trabalho e fomos jantar um lanche de pernil do Bologna.
Voltamos umas 22h e nada de luz. Ficar sem TV tudo bem, afinal, era só uma noite. Abrimos as janelas e nos contentamos com a luz da rua. Banho gelado? tudo bem, está calor mesmo!
Mas caralhooo, dormir não foi nada fácil. 
Está fazendo uns 40 milhões de graus na cidade atualmente e dormir sem ventilador ou climatizador (e ultimamente temos usado os dois simultaneamente) foi realmente um inferno. 
De madrugada, a energia voltou em apenas metade da casa e resolvemos o problema de ventilação com extensões. 
Mas no dia seguinte, acordamos sem água! Porque aparentemente dependemos de força pra levar a água da caixa d´água até os apartamentos. E aí, aí tudo fudeu de vez. 
A noite, a paz já havia sido restaurada. Contudo, admito que passei o dia todo irritado, sujo e principalmente irritado.

Açaí é assim!


Esse fds voltamos pra Jau, a cidade onde pra mim é sempre natal. Muitas caixas me esperavam na minha cama (como sempre proveniente de assinaturas ou caixas que comprei há muitos meses dos EUA), e tinha até tender (a melhor carne de Natal já criada) no almoço que meus pais e minha tia fizeram. Alias, eles se aprimoram cada vez mais, incluindo até guacamole nas opções de salada e arroz com óleo de côco no cardápio. A noite, fui com a Manda matar a saudade do melhor lanche da cidade. Como é bom pagar por um lanche de carne, poder dividir ao meio e ainda sair satisfeitíssimo gastando pouco. 
No domingo de manhã, assisti um filminho (Imortais, kapsa), corri pelo bairro e almocei mais uma bela refeição natalina. A tarde, saímos investigar a nova moda jauense: lojas de açaí. Os açaís tomaram o lugar das sorveterias, e agora suas variações (a+banana ou a+morango) viraram self-services onde você pode jogar todo tipo de cobertura em cima (de leite ninho em pó a doce de leite, chocolate granulado e marshmallow). Tem até barcas enormes de açaí, onde esse na verdade é o elemento menos importante da mistura. Loucura pura!
Fiquei mais um pouco em casa, jantei com meus pais e logo (apesar da horinha ganha na cidade graças ao término do horário de verão) já era hora de voltar pra casa e em SP, ainda era carnaval (sério, chegamos quase meia noite e ainda tinha remanescentes de bloquinhos andando por todos os lados).

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Don´t dream itttt...beeee ittt!


Esse final de semana foi bem mais cheio do que eu esperava. Sábado de manhã saí com a Manda só pra fazer umas comprinhas na Vovó, mas acabamos decidindo fazer alguns desvios pelo caminho e passamos na Daiso, na 25 pra comprar forminhas pro casamento, tomamos um maravilhoso café acompanhado de doces portugueses na Casa Mathilde e entramos no CCBB ver uma exposição do Erwin Wurm (diretor de Can´t Stop, um dos meus videoclipes favoritos dos Red Hot Chili Peppers). A tarde joguei um pouco do excelente Mass Effect 3, assisti um filinho besta do Shuazeneguer (Commando), no qual ele praticamente interpreta o Hulk, levantando cabines telefônicas, quebrando cadeados com as mãos e carregando árvores nos ombros, jantei um sanduíche com a Manda e depois pegamos um uber pro grande programa da noite: ROCKY HORROR SHOW no teatro!

Um dos musicais mais bizarros e rock n´roll da história, e com certeza um dos meus favoritos desde os tempos da VH1, agora trazido ao Brasil pela mesma galera que fez Hair. 
Rocky Horror Show, contextualizando, é um espetáculo que por si só já seria motivo para a existência do termo cult. Lançado em Londres, em 1973, em uma sala para apenas 70 pessoas, logo se tornou um sucesso. Em 1975, ganhou uma versão para o cinema, que foi um fiasco no início, tornando-se um must somente depois em que passou a ocupar as sessões da meia-noite, fomentando intermináveis legiões de fãs. É uma homenagem aos filmes B de ficção científica e de terror,que claramente foi escrita depois do autor presenciar uma festa bem bizarra. Bom, foi sensacional ver isso ao vivo e obviamente saí de lá me controlando pra não dançar o Time Wrap no meio da rua, feliz por ver que algo tão estranho consegue encontrar público tantos anos depois dos anos 70.
No domingo, passei a manhã toda lendo hqs, depois fui com a Manda na feira e no Marajá comprar um frango assado. Corri na esteira assistindo Street Fighter, comecei a rever o Rocky Horror Picture Show (o filme, na Netflix) e descobri que o Riff Raff da película é ninguém menos que Richard O´Brien, o cara que escreveu a peça! Depois subimos até o shopping Frei Caneca pra ver Lego Batman (o melhor filme do Batman da última década) no cinema e acabamos encontrando um empório sensacional pra queijos, frios, geleias, azeites e bebidas, onde fui obrigado a comprar algumas cervejas. Esse com certeza é um shopping que precisamos lembrar de frequentar mais vezes.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Ma oeeeeee!!!

Depois de uma semana mega corrida, na qual além dos meus relatórios de sempre rolaram umas prospecções de futuro por aí, durante o almoço da sexta mesmo eu já senti que merecia uma trégua então fui finalmente testar diversos jogos no Hotzone do Morumbi que eu tava devendo pra mim mesmo há bastante tempo. Comprei um cartão e fui direto pra máquina de Star Wars, que tem o formato de um tie-fighter, no qual você pilota uma x-wing (pois é) e tem que detonar uns stortroopers tendo a estrela da morte como cenário. Girei tanto que fiquei até zonzo, mas pelo menos matei a vontade. Logo em seguida, testei um pinball do Homem-Aranha e suei de tanto remar num jogo japonês de rafting. A noite, eu e a Manda fomos jantar na chef Very risoto de queijo brie com presunto de parma (só me ferrei pq tirei o cartão da carteira sem querer, então fiquei sem conseguir comprar cerveja) e apresentamos pra ela e pro Vyc o maravilhoso mundo de Rick & Morty.
Domingo li bastante (Lobo Solitário, melhor mangá ever, Alien pelo Mignola e Tex), comecei a jogar "Mass Effect 3" (que basicamente mistura Star Trek com a jogabilidade de Spec Ops: The line, ou seja, me conquistou logo de cara), almocei torta de frango com a Manda e saí buscar uns quitutes promocionais na Vovó Zuzu. Depois tiramos um cochilo, pedimos uma pizza da Ramos pra jantar (que pizzaria foda, e continua barata!) e começamos a assistir "American Crime Story" na Netflix.
Domingo, pouco antes da hora do almoço pegamos um bus pra visitar o MIS, onde ta rolando a Exposição "Silvio Santos Vem aí", que tem tudo sobre a trajetória do Cenoura Brava Mel, e várias roletas de jogos de palco que o consagraram como grande showman da TV brasileira (juro que só fui descobrir lá que TVS eram as iniciais de TV Silvio Santos). Na volta, paramos pra almoçar um balde de frango frito no KFC do Center 3 e tomar um sorvetinho da parmalat. Descemos a pé, li/joguei videogame/dormi e fechamos o fds assistindo o final da segunda tempora da R&M assim como o Rick faria, bebendo seu cuzão filho da puta! A Manda bateu vodka com maracujás e morangos, fazendo uma das melhores caipirinhas caseiras da história. E nada como sementes de maracujá e alcool pra te fazer dormir bem...

AniverSP

Aproveitei o feriado no meio da semana pra ler mais um bom pedaço do livro do China, tomar uns sustos no Outlast e, já que o uber tava só R$ 4,63 pra praticamente qualquer canto da cidade, eu e a Manda aproveitamos pra conhecer "O" Burger, uma hamburgeria que estava há um tempinho em nossa to-go list. E realmente valeu a pena. Os caras não tem medo de inovar, o que provei tinha uma costela enfiada no meio do lanche e o dela tinha um foundue de queijo com batatas! As batatas estavam boas, tomei um negroni e ela uma limonada suiça e na saída ainda repartimos um maravilhoso milk shake de nutella. Como sempre, a parte ruim da experiência foi pagar a conta, o lanche não é dos mais baratos. Mas de qualquer forma, com a economia do uber, acabou valendo bastante a pena. :)
Já o final de semana foi mais caseiro. Eu aproveitei pra ler muito (terminei 2 livros, "A cidade e a cidade" e "A arte de produzir efeito sem causa", entre outras hqs) e zerei Outlast (joguinho bem interessante já comentado por aqui), assisti um ótimo filminho policial com a Manda ("Os caras legais", sim o título é bobo mas juro que o filme é muito bom), e o ponto alto foi pro passeio que demos na Paulista no sábado a noite, no qual fizemos umas comprinhas, eu jantei o burrito mais mexicano da cidade (com direito a arroz e feijão dentro) no Chicano da Augusta, ela um lanche de pernil no Bologna e tomamos juntos um sundae de bem-casado de sobremesa. Corri na esteira assistindo Luke Cage, gravei um podcast sobre a nova mensal do Dr. Estranho, tomei umas cervejas e comemos lanche de linguiça e torta de morango no domingo. 


sexta-feira, janeiro 27, 2017

Recomendações da semana

Livro: "A Cidade e a Cidade" de China Miéville é sobre duas cidades completamente diferentes que dividem o mesmo espaço físico. As pessoas de uma cidade simplesmente aprendem a "desver" os habitantes da outra cidade, a ignorar seus veículos e estabelecimentos. Tipo os sem-teto que você finge que não vê nesse tal de mundo real.

Jogo: "Outlast" é sobre um jornalista preso num manicômio escuro cheio de malucos assassinos, completamente desarmado e contando com o pouco que tem de bateria pra manter a luz de sua câmera ligada só pra conseguir se locomover pelo lugar. Tem me dado uma porrada de sustos, mesmo quando jogo durante o dia.

Desenho: "Rick & Morty" chegou há pouco tempo na Netflix e já tem um lugar de respeito no meu coração. É um desenho animado sci-fi adulto e genial. Praticamente uma mistura de Doctor Who com South Park. Terminei a primeira temporada esses dias e não consigo deixar de pensar em como o roteiro cresce a cada episódio.

Filme: La La Land. O filme é não só faz um brinde a todos os sonhadores que nunca desistem de ver seus sonhos realizados como ao mesmo tempo faz uma homenagem a muitos dos grandes musicais do passado. Ao menos 3 das principais músicas já estão entre as músicas mais escutadas por mim no Spotify nas últimas semanas.

Música: "Pain lies on the Riverside" da banda Live é uma daquelas músicas que sempre ouvi tocar, mas nunca soube o nome. E agora que sei, jamais sairá da minha playlist. Quem sabe não é o caso pra você também?

segunda-feira, janeiro 23, 2017

[HQ] Baratas Explosivas em Quadrinhos!

E agora, com vocês, a versão final em p&b da hq autobiográfica que conta a história dos Baratas Explosivas (também disponível no site baratasexplosivas.tumblr.com), produto final do curso de Processo Criativo e Introdução à História em Quadrinhos que eu fiz ano passado no Sesc Santana:





PS: Clique nas imagens para ver no tamanho original ;)

A universidade invisível

Eu sempre tinha ouvido falar dos cursos de escrita que rolavam na Casa das Rosas, mas nunca tinha conseguido vaga. Aí um belo dia vi que ia rolar um intensivão de "breves narrativas" de uma semana, corri me inscrever e bem quando era com o professor que eu mais queria, acabou dando certo. O lugar é tipo um casarão bem velho, com janelas gigantes e banheiras nos banheiros. E como as vezes você tem que pegar caminhos, entradas ou escadas diferentes pra chegar na mesma sala de aula, faz com que você se sinta um pouco em Hogwarts.
Apesar de curto (como é gratuito, na verdade nem da pra reclamar muito), foi bem proveitoso.
Além de ter pego novas técnicas, referências e histórias (que incluem até o telefone de uma vidente pra qual eu provavelmente nunca vou ligar), foi a primeira vez que li meus textos em voz alta pra tanta gente junta e fiquei bem empolgado com o feedback positivo e as risadas que eles causaram.
Seguem abaixo alguns exercícios.

Preenchendo o vazio
(criação livre)

Em uma tarde de tédio, Flávio teve a ideia de encher a boneca inflável com quem estava dormindo nas últimas duas semanas com gás hélio. 
Ele imaginou que seria divertido se ela se fizesse de difícil e tentasse fugir para longe de suas investidas, como as mulheres de verdade que ele conhecia sempre faziam.
Através de um vídeo do Youtube, descobriu que poderia substituir o gás por uma mistura caseira de vinagre e bicarbonato de sódio.
Coletou o que precisava no armário cozinha e rapidamente voltou para o quarto. Pouco tempo depois, sua amante ganhava vida e deslizava suavemente pelo teto.
Foi a melhor transa que Flávio teve na vida. Tão incrível que na manhã seguinte ele amarrou um barbante no pulso de sua mulher voadora e a levou para dar uma volta na Avenida Paulista, ávido por exibir orgulhosamente para todos que finalmente havia achado alguém que o fazia feliz. 
A boneca flutuava cerca de vinte centímetros acima da cabeça do rapaz, boquiaberta e nua, chocando e divertindo quem os via passar.
No caminho de volta, um desconhecido aproximou-se deles e cortou o barbante com uma tesoura.
— Por que fez isso? — protestou Flávio. — Eu a amava.
— Não seja idiota — o homem com a tesoura respondeu. — Era só sexo.

Segredos de beleza
(texto criado com base em uma sequência de imagens aleatórias exibidas pelo Professor)

Ana se achava feia. O espelho dela tinha certeza. Para piorar, a mãe dela era linda, e admirada por todos os seus colegas de escola. Quando sua avó faleceu, Ana encontrou algumas fotos antigas dos avós quando jovens e ficou confusa. Seu avô era muito bonito, provavelmente a beleza de sua mãe vinha dele, mas sua vó era tão feia que parecia precisar de um exorcista.
- Mãe, como você acha que sua mãe conheceu o vovô? - perguntou Ana, enquanto as duas remexiam nas coisas deixadas pela falecida.
- Não sei nem como eles continuaram juntos por tanto tempo - respondeu a mulher. - A única coisa que tinham em comum era o mal gosto. Não vejo a hora de me livrar desse macaco amarelo horrível.
Ana observou com curiosidade a escultura que ficava no meio da sala e imaginou se a avó não utilizou a bruxaria de algum deus-macaco ancestral para conquistar o avô. Se oferecendo para jogar a estátua fora, a garota carregou o macabro chimpanzé de vidro até o latão de lixo que ficava nos fundos do prédio. 
Ao chegar lá, se assustou momentaneamente com a sombra de um monstro gigante que os brinquedos do parquinho formavam na parede e derrubou a escultura no chão.
O macaco se quebrou em mil pedaços. Dentro dele, havia um pequeno frasco prateado.
Ana abriu o recipiente e sorveu um longo gole, sem ter a menor dúvida de que aquele era o segredo de sua avó para ficar bonita. O líquido amargo desceu queimando sua garganta e a partir daquele dia, e sempre em posse do frasco, ela passou a se sentir a garota mais sexy do planeta. 
O que Ana não sabia era que a magia de sua vó só funcionava porque, na verdade, era o seu avô quem bebia.

A bandana
(descrição de alguém da classe em uma única frase)

Não sabia que hoje tinha jogo do Brasil. Tomara que não seja outra manifestação.

O legal é que esse curso foi basicamente uma extensão da oficina que fiz na semana passada. Até alguns colegas se repetiram. Ou seja, é um curso sem prazo de duração e sem lugar fixo, basicamente um colégio invisível.